História Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 8


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Norminah
Visualizações 316
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


👀

Capítulo 8 - Prova de Defesa.


Fanfic / Fanfiction Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 8 - Prova de Defesa.

Prova de defesa (s.f): Evidências que indicam que o réu não cometeu o crime.

                                        New York.

                Seis anos atrás...

Pela terceira semana consecutiva, acordei com uma chuva incessante que caía sobre essa cidade repulsiva. As nuvens acima estavam revestidas em um feio tom de cinza, e os relâmpagos que brilhavam no céu a cada poucos segundos já não eram assombrosos; eram previsíveis.

Segurando meu guarda-chuva, andei até uma banca de jornal e peguei o New York Times – me preparando para o que estava entre suas páginas.

— Quantas mulheres você acha que uma pessoa poderia foder em sua vida? – O vendedor me perguntou entregando o troco.

— Eu não sei. – Eu disse, olhando seriamente para ele. — Eu parei de contar.

— Parou de contar, hein? O que você fez, chegou até dez e decidiu que era o suficiente antes de se estabelecer? – Ele disse zombando, e logo em seguida, apontou para a aliança de ouro na minha mão esquerda.

— Não. Eu me estabeleci em primeiro lugar, então comecei a foder.

Ele ergueu a sobrancelha – parecendo atordoado, não sei se pelo fato de eu ser uma mulher, ou talvez tenha ficado chocado com as minhas palavras, que seja. Ele se virou, voltando a organizar sua exibição de charutos.

Um par de meses atrás, eu teria considerado sua tentativa de conversa, teria respondido a sua pergunta com um sorriso alegre e um “mais do que jamais devo admitir”, mas eu não tinha a capacidade de rir, não mais.

Minha vida agora era um deprimente rolo de repetidas imagens – noites em hotel, suor frio, memórias arruinadas e chuva.

Maldita chuva...

Enfiei o jornal debaixo do braço e me virei, olhando para o anel em minha mão.

Eu não tinha o usado em um longo tempo, e não tinha ideia do que me possuía para colocá-lo hoje. Girando-o no dedo, olhei para ele uma última vez – balançando a cabeça para a sua inutilidade.

Por uma fração de segundo, eu considerei mantê-lo, talvez guardá-lo como um lembrete da mulher que eu costumava a ser. Mas essa versão de mim era patética – ingênua e eu queria esquecê-la tão rápido quanto podia.

Atravessei a rua quando o sinal ficou verde, e quando pisei na calçada, joguei o anel onde eu deveria tê-lo jogado há meses atrás.

No bueiro.

                       Dias Atuais...

                            Carolina do Norte.

O café quente que escorria por minhas calças de cor creme e queimava minha pele era exatamente o motivo de eu nunca foder a mesma mulher duas vezes.

Estremecendo, respirei fundo.

— Normani...

— Você é casada, porra!

Ignorei o comentário e reclinei-me na cadeira.

— Pelo bem da sua futura carreira jurídica breve e medíocre, vou lhe fazer dois grandes favores; primeiro, vou me desculpar por tê-la fodido uma segunda vez e dizer-lhe que isso jamais voltará a acontecer. Segundo: vou fingir que você não acabou de me agredir com uma porra de um café quente.

— Pare. – Ela atirou minha xícara de café no chão, estilhaçando-a. — Fiz isso, e a minha vontade é de fazer de novo.

— Senhorita Hamilton...

— Foda-se. – Ela estreitou os olhos. — Espero que o seu pau caia. – Acrescentou, antes de deixar a sala.

— Jéssica! - Levantei-me rapidamente e peguei um rolo de papel toalha. — Jéssica!

Não houve resposta. Enquanto eu pegava o telefone para chamá-la em sua mesa, ela, de repente, entrou na sala.

— Pois não, Sra. Hansen?

— Ligue para a lavanderia Luxury Dry e peça-lhes que entreguem um dos meus terninhos aqui. Também preciso de uma nova xícara de café e do arquivo do RH da Senhorita Hamilton. E diga ao Sr. Bach que vou me atrasar para a reunião das quatro horas.

Esperei que ela me respondesse com o habitual “Agora mesmo, senhora Hansen” ou “Estou indo, senhora Hansen”, mas ela não disse nada. Permaneceu calada, corando, com os olhos grudados em minha virilha.

— Não precisa de ajuda para limpar isso? – Ela disse, os lábios curvados em um sorriso faminto. — Tenho uma toalha bem grossa em minha gaveta; é bem macia e...Delicada.

— Jéssica...

— É enorme, não é? – Seus olhos finalmente encontraram os meus. — Eu realmente não contaria a ninguém. Isso seria o nosso segredinho.

— A porra do meu terno limpo, uma nova caneca de café, o arquivo da Senhorita Hamilton e uma mensagem para o Senhor Bach sobre meu atraso. Agora.

— De verdade, adoro o jeito como você resiste. – Ela lançou outro olhar para as minhas calças molhadas antes de sair da sala.

Suspirei e comecei a limpar o máximo de café que podia. Eu deveria saber que Normani era do tipo emocional; deveria ter percebido que ela era instável e incapaz de se comportar normalmente no momento em que descobri que tinha criado uma identidade falsa no LawyerChat.

Arrependi-me de ter dito-a que queria foder com ela e amaldiçoei-me por ter ido ao seu apartamento na noite passada.

Nunca mais...

Enquanto eu rasgava uma folha de papel, uma voz familiar surgiu.

— Ora, ora, ora...Olá! É bom vê-la novamente. – Ouvi.

Levantei a cabeça, esperando que aquilo fosse uma alucinação; que a mulher em minha porta não estivesse de fato ali, em pé, sorrindo, e que não estivesse dando um passo em minha direção, com a mão estendida, como se não fosse o motivo pelo qual, seis anos atrás, a minha vida tenha sido impiedosamente desfigurada.

— Não vai apertar a minha mão, Sra. Jane Hansen? – Ela ergueu a sobrancelha. — Este é o nome que você está usando hoje em dia, não é?

Encarei-a longa e firmemente, percebendo que seus antigos cabelos negros e sedosos agora estavam curtos. Os olhos verdes continuavam tão suaves e sedutores como em minhas lembranças, mas já não causavam o mesmo efeito.

Todas as lembranças que eu vinha tentando reprimir ao longo dos últimos anos começaram, de repente, a passar bem na minha frente, e meu sangue começou a ferver.

Senhora Jane Hansen? – Ela perguntou.

Peguei meu telefone.

— Segurança?

— Isso deve ser uma porra de brincadeira, não é mesmo? – Ela disse, batendo o telefone. — Não vai perguntar por que estou aqui? Por que vim vê-la?

— Se fizer isso, vai parecer que me importo.

— Sabia que a maioria das pessoas condenadas à prisão recebem kits de cuidados básicos, ordens de pagamento e até mesmo um telefonema em seu primeiro dia? – Ela apertou a mandíbula. — Mas eu recebi os papéis do divórcio.

— Eu lhe disse que escreveria.

— Você me disse que esperaria. Disse que tinha me perdoado; que nós poderíamos recomeçar quando eu saísse; que estaria lá quando...

— Você cagou na minha vida, Claire. – Olhei para ela. — Você me destruiu, e a única razão pela qual eu falei aquelas coisas estúpidas foi porque meu advogado me instruiu a fazê-lo.

— Então não me ama mais?

— Não respondo a perguntas retóricas. – Eu disse. — Não sou perita em geografia, mas sei bem pra caralho que a Carolina do Norte não fica em Nova York e que isso é uma violação da sua condicional. O que acha que vai acontecer quando descobrirem que está aqui? Acha que vão obrigá-la a cumprir a porra da sentença que você mais do que merece?

— Você seria capaz de me denunciar?

— Eu seria capaz de passar por cima de você com o meu carro. – Ela abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas a porta se abriu e a equipe de segurança entrou.

— Senhorita? – Disse Paul, o chefe da segurança, limpando a garganta. — Gostaríamos que se retirasse agora.

Claire franziu a testa, sacudindo a cabeça.

— Sério? Vai mesmo permitir que me expulsem como se eu fosse um animal?

— Outra pergunta retórica. – Sentei-me, sinalizando para Paul se livrar dela.

Ela disse alguma outra coisa, mas eu não estava mais ouvindo. Claire não significava merda nenhuma para mim e eu tinha de encontrar alguém online naquela noite para conseguir arrancar da minha mente aquela porra de vista impetuosa e indesejada.


Notas Finais


Teorias? Bom, espero que tenham gostado da atualização dupla de hoje, e comentem. 🙂

Obrigada à todos os comentários e favoritos da fanfic, isso me deixa bem animada! Obrigada por isso. 💙


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