História Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 9


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Norminah
Visualizações 388
Palavras 5.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, foco aqui rapidinho:

• Primeiro, queria pedir que vocês voltassem ao capítulo "Ônus da Prova" pois sem querer cometi um pequeno erro lá, mas que vai fazer toda a diferença ao longo da fanfic, então para entenderem melhor ao decorrer, voltem lá e leiam novamente, e me desculpem por isso.

• Segundo, eu não ia voltar hoje, falando sério...porém esse final de semana não vai dar para mim postar nada aqui, e talvez nem amanhã, mas como eu já estou com o próximo pronto provavelmente amanhã saía alguma coisa, então aproveitem!

• Terceiro, o capítulo contém palavras de baixo calão, e cenas explícitas hots, então como sabem, e para quem não gosta: sugiro que não leiam! 🔞

Acho que por enquanto é só isso, se eu lembrar de algo falo com vocês depois. E novamente, desculpem! 🙂

Capítulo 9 - Evasão.


Fanfic / Fanfiction Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 9 - Evasão.

Evasão (s.f.): Um truque sútil para recusar a verdade ou escapar da punição da lei.

Jane era o epítome do que significava ser uma idiota, um exemplo perfeito do que essa palavra significava. Porém, não importava o quanto eu estivesse chateada, o fato é que não conseguia parar de pensar nela.

Nos seis meses em que vínhamos nos falando, ela jamais mencionara uma esposa. E a única vez que lhe perguntei se já tinha feito algo além do famigerado um jantar, uma noite e nada mais, ela simplesmente respondera “uma vez”, e mudara rapidamente de assunto.

Fiquei repetindo essa conversa em minha mente a noite toda, tentando me convencer a aceitar que ela era uma mentirosa e que eu tinha de seguir em frente.

— Senhoras e Senhores da La Monte Art Gallery...– Meu instrutor de ballet falou de repente em um microfone, cortando meus pensamentos. — Atenção, por favor.

Balancei a cabeça e olhei para a plateia lotada. Essa noite era para ser um dos pontos altos da minha carreira como bailarina. Era uma apresentação dos estudantes de dança da cidade, na qual todos os principais atores das produções da primavera deveriam apresentar um solo de dois minutos em homenagem à sua escola e em comemoração ao que estava por vir meses depois.

— A próxima a se apresentar é a senhorita Normani Hamilton. – Havia orgulho naquela voz. — Ela está fazendo o papel de Odette/Odile na produção O Lago dos Cisnes, da Duke, e quando lhes digo que se trata de uma das dançarinas mais talentosas que já vi...– Ele fez uma pausa, enquanto o murmúrio da multidão se dissolveu em silêncio. — Preciso que acreditem.

Um dos fotógrafos na primeira fila tirou uma foto de mim, cegando-me temporariamente com o flash.

— Como a maioria dos senhores sabem – ele continuou — já trabalhei com os melhores dos melhores; passei vários anos na Rússia estudando com os grandes nomes e, depois de uma longa e ilustre carreira na Companhia de Balé de Nova York, aposentei-me para ensaiar àqueles com potencial inexplorado.

Houve um forte aplauso. Todos na sala sabiam quem era John Petrova e, embora a maioria dos profissionais da área não entendesse exatamente o motivo de ele querer ensinar em Durham, ninguém jamais se atrevera a questionar sua decisão.

— Espero que venham e vejam a primeira produção do programa de balé da Duke, na primavera. – Ele disse, caminhando lentamente para o outro lado do palco. — Mas, por enquanto, a senhorita Hamilton irá realizar um curto dueto da Serenade, de Balanchine, com seu parceiro Eric Lofton!

O público aplaudiu novamente e as luzes diminuíram. Um foco suave brilhava sobre Eric e eu, e os violinistas começaram a tocar.

Notas curtas e suaves preencheram a sala. Fiquei nas pontas dos pés, tentando dançar tão delicadamente quanto a música exigia. No entanto, cada passo, tudo o que eu podia pensar era em Jane me beijando, me fodendo e, finalmente, mentindo para mim.

Nunca menti para você. Por algum motivo estranho, eu confio em você...

Empurrei Eric, quando ele estendeu as mãos, e girei pelo palco, fazendo-o me seguir. Ele segurou meu rosto em suas mãos, como se estivesse me implorando para ficar, mas rodopiei para longe outra vez, lançando-me em uma série de piruetas ininterruptas.

Eu estava com raiva, magoada, e não controlei esses sentimentos enquanto mostrava quão bem era capaz de dançar en pointe. No segundo em que os violinistas atingiram a última nota, o público soltou um suspiro coletivo e ofereceu o aplauso mais estrondoso de toda a noite.

— Uau...– Eric sussurrou, enquanto agradecia ao meu lado. — Não acho que, depois disso, alguém falará alguma merda por você ter conseguido o papel de cisne...

— As pessoas estão falando merda por aí? – Levantei a sobrancelha, embora já soubesse a resposta. Afinal, uma principiante conseguir o papel principal era, de fato, inédito.

— Bravo, senhorita Hamilton. – O senhor Petrova aproximou-se de mim. — Tenho certeza de que surpreenderá a todos na primavera.

Outra rodada de aplausos começou, quando o senhor Petrova aproveitou para afastar o microfone da boca e perguntar:

— Onde estão seus pais? Gostaria que subissem aqui para uma foto.

— Estão viajando. – Menti. Eu nem tinha perdido tempo tentando convidá-los para aquela noite.

— Bem, é uma pena. – Ele disse. — Tenho certeza de que estão muito orgulhosos de você. Pode deixar o palco agora, querida.

— Obrigada.

Fui para o banheiro e vesti um vestido de seda branco curto e uma tiara de plumas cinza. Quando me olhei no espelho, sorri. Não havia como alguém dizer que, por dentro, eu estava emocionalmente arruinada.

Peguei o telefone e vi uma nova mensagem de voz da GB&H. Como sabia que era sobre eu faltar no estágio pelo quarto dia consecutivo, deletei-a. Então, algo veio à mente e, pela enésima vez naquela semana, digitei no Google “Jane Hansen” esperando que alguma coisa nova pudesse aparecer.

Novamente, nada. Com exceção de sua foto perfeita no site da GB&H e daquela biografia extremamente vaga, não havia nenhuma informação sobre ela em lugar algum.

Tentei “Jane Hansen; Nova York; advogada”, mas os resultados foram igualmente deprimentes. Era como se ela não existisse antes de entrar para a GB&M.

— Excelente apresentação, Normani...– Jennifer, uma das principais veteranas da Duke, entrou no banheiro. — É realmente uma honra ver alguém tão jovem e imaturo colhendo louros desnecessários.

Revirei os olhos e fechei a bolsa.

— Diga-me uma coisa – continuou — você acha mesmo que vai durar até a apresentação da primavera?

— Você acha mesmo que eu vou ficar aqui e dar trela para essa conversinha fiada?

— Deveria. – Disse, sorrindo. — Porque, cá entre nós, quatro anos atrás, antes da sua turma, havia uma certa dançarina que foi escolhida para o papel principal em A Bela adormecida, uma aluninha de graduação dupla também, como você. Ela era muito talentosa, um talento natural, de fato, mas não aguentou a pressão, porque não poderia dedicar tantas horas ao ofício como aqueles que fazem exclusivamente isso.

— Essa historinha tem uma moral ou coisa assim?

— Tomei o lugar dela, querida, e eu era apenas uma caloura. – Ela sorriu. — Agora, sou veterana, e um certo alguém está com o papel que me pertence. Então, exatamente como lá atrás, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para tomar de volta o que é meu por direito.

Balancei a cabeça e passei por ela, ignorando o “vadia estúpida” que a ouvi suspirar. Eu deveria voltar ao salão para assistir às outras apresentações, mas precisava de uma pausa.

Atravessei as portas de correr e entrei no bistrô da galeria. Estava bastante calmo ali, e as pessoas sentadas nas mesas pareciam preocupada com suas conversas e não concentradas no balé.

— Senhorita? – Um garçom usando smoking deu um passo em minha frente com uma bandeja. — Aceitaria uma taça de champanhe de cortesia?

— Duas, por favor.

Ele ergueu a sobrancelha, mas entregou-me duas taças de qualquer maneira. Sem nenhuma graça, engoli a primeira e, em seguida, a segunda, lambendo as bordas para me certificar de que não perdera nenhuma gota.

— Onde fica o bar? – Perguntei.

— O bar? Não creio que os convidados da galeria de arte estejam autorizados a...

— Ah, por favor, não me faça perguntar de novo.

Ele apontou para o outro lado da sala, onde alguns fumantes estavam sentados, e eu caminhei naquela direção.

— O que vai querer hoje, senhorita? – O barman disse, sorrindo, quando me aproximei. — Gostaria de experimentar uma das especialidades da casa?

— Alguma dessas especialidades pode me ajudar a esquecer que dormi com uma mulher casada?

O sorriso no rosto do homem desapareceu e ele colocou três copos de doses, enchendo-os com o que eu só podia esperar que fosse a bebida mais forte da casa.

Deslizei o cartão de crédito no balcão e engoli a primeira dose em segundos, fechando os olhos quando a sensação de queimação desceu pela minha garganta. Segurei a próxima dose contra os lábios e, de repente, ouvi uma risada familiar. Era uma risada baixa e rouca que eu ouvira milhões de vezes antes.

Virei-me e vi Jane sentada em uma mesa com uma mulher que não era a sua esposa. Eu não queria admitir, mas ela era bonita. Muito, muito bonita; cabelos castanhos com luzes loiras, olhos verdes profundos e seios empinados, perfeitos demais para serem naturais. A mulher esfregava o ombro dela e ria a cada dez segundos. Jane parecia não se intimidar com aquele afeto, e quando sinalizou pedindo a conta, pude apenas presumir como a noite terminaria. Tentei me virar, agir como se vê-la com outra não estivesse me afetando, mas não consegui.

A mulher que a acompanhava estava agora inclinada sobre a mesa propositadamente deixando mais à mostra o decote, sussurrando palavras difíceis de ler. Quando ela passou a língua pelos lábios e roçou o queixo dela com as pontas dos dedos, percebi que não aguentaria mais.

Assunto: SÉRIO!?

Você realmente está tendo um encontro nesse exato momento com alguém que não é a sua esposa? Já é ruim o suficiente que você seja uma mulherenga traidora e mentirosa, mas será que está tão viciada assim em sexo?

– Normani.

A resposta veio em poucos segundos.

Assunto. Re: SÉRIO!?

Realmente, estou tendo um encontro nesse exato momento com alguém que não vai deixar queimaduras de terceiro grau no meu pau. E não, eu não sou viciada em sexo, sou uma viciada em boceta. Tem uma diferença aí.

– Jane.

Respondi-a com rapidez, ela era tão estúpida. Ugh...

Assunto. Re: SÉRIO!?

Você é uma babaca repugnante e desprezível e eu, sinceramente, lamento ter dormido com você.

– Normani.

Sem resposta.

Vi quando ela olhou para o telefone e levantou a sobrancelha. Então, virou-se na cadeira e, lentamente, fez uma varredura na sala até me encontrar. Seus olhos se arregalaram no segundo em que encontraram os meus e seus lábios cheios lentamente se abriram. Seu olhar viajou meu corpo todo e pude senti-la me despindo.

De repente, não havia mais ninguém ali, apenas nós duas, e eu tinha certeza de que ela me desejava ali, naquele momento. Senti meu corpo respondendo aos seus olhares, senti minha respiração falhar quando ela deslizou a língua nos lábios.

Engoli em seco enquanto a encarava, percebendo que havia imaginado seu cabelo completamente diferente nos sonhos que tivera durante a semana. Eu tinha me fodido com os dedos por horas a fio na noite passada, usando o rosto dela e as lembranças da voz dela como inspiração, e vê-la em pessoa, de repente, fez-me querer senti-la dentro de mim outra vez.

Inclinei-me para frente, desejando ir até ela, mas minha visão periférica começou a clarear e percebi que não estávamos sozinhas ali.

Longe disso.

A mão absolutamente benfeita de sua acompanhante encontrou o seu queixo e virou a sua cabeça. Fiz o mesmo e pedi mais duas bebidas, que engoli de uma vez. Quando olhei por cima do ombro vi que Jane olhava em minha direção com inegável desejo. Forcei um sorriso e abri a boca bem devagar, murmurando um “Foda-se” antes de sair. Peguei um punhado de balas da bandeja de um garçom que passava e corri de volta para a galeria.

Eu estava no meio do caminho quando senti meu celular vibrar. Um e-mail.

Assunto: Encontre-me no banheiro.

AGORA.

– Jane.

Desliguei o telefone e continuei caminhando em direção à porta da galeria, quase correndo. Cheguei ao lobby, mas alguém agarrou meu braço e me puxou.

Jane.

Tentei empurrá-la para longe, mas ela me apertou e olhou para mim com aquele olhar de “não brinque comigo”, de quem estava cagando para as pessoas que sussurravam à nossa volta.

Ela me puxou para um banheiro e trancou a porta, estreitando os olhos para mim.

— Você me acha repugnante?

— Extremamente. – Dei um passo para trás. — Perdi o pouco de respeito que ainda tinha por você, e se sequer tentar colocar suas mãos sujas em mim, vou gritar.

— Não duvido disso. – A sombra de um sorriso roçou seus lábios deliciosos, mas logo se esvaiu. — Você não dá as caras no trabalho há quatro dias. Acha que só porque nós transamos, eu não vou demiti-la?

— Eu não dou á mínima se vai me demitir ou não! Já pensou no motivo de eu não ter aparecido para trabalhar?

— Incompetência?

— Você é casada, porra! Casada! Como pôde...– Balancei a cabeça, enquanto ela se aproximava. — Como pôde deixar de mencionar esse detalhe?

— Não deixei. – Ela disse. — E, para constar...Tecnicamente, não sou casada, Normani.

— Tecnicamente, não sou estúpida, Jane.

— Você está tornando essa conversa muito difícil. – Os lábios dela estavam quase roçando os meus.

— Isso porque o que está falando não faz porra de sentido nenhum. – Soltei-me de suas mãos e fui em direção a porta, mas ela me agarrou pelos ombros e me empurrou contra a parede.

— É um divórcio litigioso. – Sibilou. — Se você fosse uma advogada de verdade, tenho certeza de que eu não teria de explicar que porra isso significa, mas como não é...

— Isso significa que você ainda é legalmente casada. Significa que, se você morrer antes de os papéis ficarem prontos, sua esposa, que é o que ela é, ainda terá direito a tudo o que você têm. Significa que você é uma mentirosa! Uma mentirosa do caralho, aparentemente isenta das próprias regras estúpidas e inúteis!

— Entrei com o pedido. – Ela rangeu os dentes. — Ela se recusou a assinar e há um monte de merda complicada que não estou com vontade de discutir agora. Mas nós estamos separadas e não temos contato há mais de seis anos. Seis. Anos.

Dei de ombros, tentando fazer minha melhor expressão de indiferença e ignorar o fato de meu coração estar pulando enquanto ela enxugava minhas lágrimas com o polegar.

— Eu nunca menti para você, Normani. – Ela disse, severamente. — Você já me perguntou se eu menti para você e a resposta ainda é não. Não falo sobre minha vida antes de Durham com ninguém, mas, sim, certa vez eu tive uma esposa e ela apareceu no meu escritório por conta própria. Não a chamei, nunca vou chamá-la e não tenho falado com ela desde que deixei Nova York. Nosso caso é muito complicado e prefiro não pensar nisso.

— Não me importo. – Eu disse. — Você ainda está errada, ainda omitiu a existência dela por seis meses. Seis. Meses.

— Em que ponto eu deveria trazer essa merda toda à tona? – O rosto dela ficou vermelho. — No meio da nossa foda por telefone? Quando eu implorava para sua bunda mentirosa me conhecer pessoalmente? Quando, inadvertidamente, eu ajudava você com a porra da sua lição de casa?

— Que tal antes de me foder? – Eu odiava o fato de que ficar perto dela liberasse certas emoções de dentro de mim. Não conseguia fingir indiferença, mesmo que tentasse. — Que tal?

Ela apertou a mandíbula, mas não disse nada.

— Foi o que pensei. – Eu disse, sabendo que havia ganhado ali. — Agora, tenho certeza de que você e sua adorável acompanhante de seios fartos têm um quarto reservado do outro lado da rua, portanto, se não se importa...

— Não há nada entre mim e minha futura ex-mulher. – Ela disse áspera. — Nada. E tenho sim um quarto reservado do outro lado da rua. Nas últimas quatro noites, eu o reservei para quatro mulheres diferentes, mas não consegui transar com nenhuma delas porque não consigo parar de pensar na porra da burra e incompetente da minha estagiária e em como eu só quero foder com ela.

Um silêncio se instalou entre nós duas

— Você... – Balancei a cabeça. — Você realmente acha que dizer esse tipo de merda é excitante?

— Sim. – Ela arrastou os dedos por baixo do meu vestido, esfregando levemente o polegar em cima da minha calcinha molhada. — E, pelo jeito, você também...

— O fato de estar excitada apenas significa que não consigo controlar como o meu corpo reage ao seu, mas não significa que queira fazer sexo com você. Odeio você.

— Tenho certeza de que isso não é verdade. – Ela deslizou a mão em minha cintura e me puxou para mais perto, fazendo minha respiração enfraquecer.

— Tire suas mãos sujas de mim...

— Diga isso de forma mais convincente e eu tiro. – Ela esperou por meu pedido, erguendo a sobrancelha, mas eu não conseguia me forçar a dizer essas palavras.

Ficamos olhando uma para a outra durante um tempo, deixando aquela tensão quase palpável se erguer entre nós antes de eu, finalmente, quebrar o silêncio.

— Acho que você deveria voltar para o seu encontro...– Minha voz era agora apenas um sussurro. — Você já disse tudo o que tinha para dizer...O que mais poderia querer de mim?

— Nesse momento? – Ela deslizou o dedo em minha clavícula.

— Em geral...– Virei o rosto antes que ela pudesse me beijar. — Nunca mais vou dormir com você de novo. Vou pedir demissão até o final da semana, e acho que poderemos acabar com a nossa suposta amizade definitivamente.

— É isso que você quer? – Ela sussurrou.

— Sim, é isso o que quero. – Eu disse, ignorando a sensação daquela mão forte apertando minha bunda. — Quero ser amiga de alguém que esteja interessado em outras coisas além da minha boceta.

— Tenho interesse em sua boca também.

Eu não tinha resposta para aquilo, e ela deve ter percebido isso, porque apertou ainda mais forte minha bunda.

— Sei como é difícil para você dizer a verdade – ela disse suavemente — então, preciso que seja completamente honesta quando eu lhe fizer as próximas perguntas. Você pode fazer isso?

Concordei com a cabeça, sem fôlego, e ela aproveitou para se aproximar ainda mais dos meus lábios.

— Você não gosta de transar comigo?

— Não se trata disso.

— Isso não é uma resposta. Vamos. Diga.

Ignorei a batida forte em meu peito.

— Gosto...

— Você realmente vai pedir demissão? – Ela disse, beijando-me.

— Não...eu apenas...– Respirei fundo, enquanto a mão dela segurava meu seio direito, apertando-o. Forte.

— Você apenas o quê?

— Eu...eu quero ser transferida. E não quero vê-la mais do que o necessário...

Ela olhou dentro dos meus olhos por um longo tempo, sem dizer uma palavra, e finalmente me soltou.

— É isso mesmo o que você quer?

— Como sou a única entre nós duas que realmente quer alguma coisa, sim. Sim, é isso o que eu realmente quero. É isso o que realmente sinto por você.

Ela piscou. E então, num ímpeto, puxou-me de volta para os seus braços e pressionou os lábios contra os meus.

— Por que você é uma puta de uma mentirosa, Normani? – Ela sibilou, empurrando-me contra a pia; então, mordeu meu lábio inferior e arrancou a tiara de meus cabelos. Ainda com os lábios contra os meus, ergueu meu vestido até a cintura e rasgou minha calcinha com um puxão.

— Jane...– Tentei recuperar o fôlego, enquanto ela me pegava e me colocava sobre a pia. — Jane, espere....

— Esperar o quê? – Ela pegou a minha mão e colocou-a no cós de sua saia, ordenando que eu a abrisse. Não respondi, apenas deslizei os dedos por baixo do zíper e o abri, enquanto Jane pressionava a boca em meu pescoço.

— Você não sentiu falta de ser fodida por mim? – Ela sussurrou, arrastando a língua em minha pele.

— Foram apenas duas vezes. – Respondi, enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas. — Não foi o suficiente para sentir falta de alguma coisa...

Ela me mordeu bruscamente e se afastou, encarando-me. Minha respiração ficou presa na garganta quando ela me penetrou com dois dedos e os moveu provocativamente para dentro e para fora.

— Parece que você sentiu falta de foder comigo...– Disse, empurrando os dedos o mais fundos possível, fazendo-me gemer baixinho. Arqueei as costas, enquanto ela acariciava o meu clitóris com o polegar. De repente, ela tirou os dedos de dentro de mim e os levou até a boca, lambendo-os lentamente. — Tem gosto de que você sentiu, definitivamente, falta de foder comigo. – Ela apertou outro dedo contra meu clitóris úmido e latejante e, em seguida, levou-o até meu rosto, colocando-o contra meus lábios. — Abra a boca.

Lentamente, deixei meus lábios entreabertos e ela estreitou os olhos enquanto deslizava o dedo em minha língua. Senti seu pau se esfregar em minha coxa, senti Jane usando a outra mão para envolver minha perna em sua cintura.

— Diga que não quer foder comigo, Normani. – Ela disse. — Diga que não me quer dentro de você agora.

Ela agarrou meu rosto e pressionou os lábios contra os meus, mordiscando meu lábio inferior. Eu estava deslizando para fora da borda da bancada, prestes a cair, quando ela me pressionou de volta contra o espelho. Mantive os olhos fixos nos dela enquanto abria um preservativo, enquanto o colocava e olhava para mim com a mesma expressão de raiva que vinha mostrando a noite toda. Ela me agarrou pelos tornozelos e me puxou para frente, deslizando seu membro para dentro de mim, enquanto minhas pernas a envolviam pela cintura. Minhas mãos agarrando-se em seu pescoço quando ela estocava em mim, de novo e de novo.

— Eu senti falta de estar dentro de você. – Ela murmurou, enfiando os dedos nos meus cabelos e puxando-os para trás, me fazendo erguer o queixo. — Mas você não pensou em mim, não é?

— Ah! – Gritei quando ela acelerou as estocadas, e apertei as pernas em volta dela com mais força, esforçando-me para não ceder. Fechei os olhos e a ouvi dizer meu nome, ofegante:

— Porra, Normani... Porra...Coloque as mãos sobre a bancada. – Ela ordenou, mas ignorei a segurei mais forte em seu pescoço. — Normani! – Ela mordeu meu ombro novamente, não cessando as estocadas, seu pau mais duro do que nunca. — Coloque a porra das mãos sobre a bancada. Agora.

Lentamente, soltei minhas mãos de seu pescoço e baixei-as ao meu lado, segurando na bancada fria. A próxima coisa que senti foi sua língua rodopiando em volta de meus mamilos, chupando meus seios selvagemente. Segurei mais forte na bancada quando seus lábios se tornaram mais vorazes, mais possessivos. E quando ela me fodia mais e mais forte, senti-me à beira de perder o controle.

Jane...– Gemi.— Jane!

Finalmente, ela tirou a boca do meu mamilo e deslizou as mãos por baixo de minhas coxas, segurando-me forte, prendendo minhas costas contra a parede.

— Eu sei que você adora meu jeito de foder com você, Normani...– Ela olhou nos meus olhos, forçando seu membro ainda mais fundo em minha intimidade. — Eu sei que se tocou todas as noites dessa semana, desejando que fosse meu pau e não seus dedos dentro de você.

Meu clitóris pulsava com cada palavra e eu estava mais molhada do que eu jamais estivera em toda a minha vida.

— Diga-me que é verdade...– Ela pressionou os lábios contra os meus e enfiou a língua em minha boca, abafando meus gemidos altos e sôfregos com um beijo implacável e raivoso. — Diga alguma coisa que seja verdade, porque, porra...

Tremores viajaram para cima a para baixo da minha espinha e eu estava a segundos de gozar, mas ela não deixaria minha boca. Ela ainda estava me beijando, me pedindo para dizer a verdade. Balancei a cabeça, esperando que ela pudesse ler meus olhos e ver que eu precisava que me soltasse, que eu precisava respirar. Ela deu uma última estocada, acertando certo ponto e, então, consegui afastar minha boca da sua.

— Porra! – Minha cabeça caiu em seu ombro, eu estava ofegante.

Normani...– Ela agarrou minha cintura até parar de tremer. Quando nos recuperamos do gozo, havia alguns golpes aleatórios na porta, alguns “tem alguém aí?”, mas permanecemos em silêncio, ofegantes.

Minutos mais tarde, quando sua respiração parecia estar sob controle, ela saiu de mim, sempre olhando dentro dos meus olhos. Então, jogou fora o preservativo e arrumou sua saia. Vi quando se ajeitou no espelho, alisando a roupa tão bem que ninguém perceberia que tinha acabado de transar comigo. Deslizei para fora da pia e olhei meu própria rosto: bochechas coradas, cabelos desgrenhados, rímel escorrendo.

Puxei as alças do sutiã e, antes que eu pudesse puxar as alças do vestido, Jane afastou a minha mão e fez isso para mim. Nossos olhos se encontraram no espelho enquanto ela alisava meus cabelos. Então, ela se virou e pegou minha tiara. Segurou-a delicadamente sobre minha cabeça e colocou-a no lugar antes de se afastar.

— Sabia que é extremamente rude ficar em silêncio depois do sexo? – Murmurei.

— O quê? – Ela já estava com a mão na maçaneta.

— Nada.

— O que você disse? – Ela insistiu, inclinando a cabeça para o lado. — Eu não leio mentes.

— Eu disse que é rude simplesmente sair depois de me foder. Você poderia ao menos dizer alguma coisa, qualquer coisa.

— Não discuto a relação.

— Não se trata de discutir a relação. – Zombei. — Trata-se de educação.

— Eu nunca disse que era educada.

Suspirei e me virei. Esperei ouvir a porta se fechar, mas as mãos dela de repente, estavam em minha cintura e, então, senti-a me girando para encará-la.

— O que devo dizer depois de foder você, Normani?

— Você poderia perguntar se foi bom para mim...

— Não acredito em perguntas inúteis. – Ela olhou para o relógio. — Quanto tempo precisa ficar aqui?

— Mais uma hora, mais ou menos.

— Hum. – Ela se calou. — E quantas doses tomou enquanto espionava o meu encontro?

— Eu não estava espionando nem você, nem seu encontro. Estou evitando você a semana toda, ou ainda não percebeu?

— Quantas?

— Cinco.

— Tudo bem. – Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. — Vou levá-la para casa quando estiver pronta e pedir para alguém levar seu carro amanhã. – Ela me deu um beijo em minha testa antes de se dirigir para a porta. — É só me ligar.

— Espere. – Disse quando ela abriu a porta. — E o seu encontro?

— O que têm?

[...]

Uma hora depois, entrei no carro de Jane, um elegante Porsche preto. Ela manteve a porta aberta até que eu estivesse confortável e esperou eu colocar o cinto de segurança antes de fechá-la.

Sobre o painel, havia uma pasta vermelha com um selo do Estado de Nova York. Peguei-a, mas Jane imediatamente a tirou de minhas mãos e a trancou no porta-luvas. Ela parecia ofendida com meu ato, mas rapidamente se virou e acelerou o carro.

— Posso lhe fazer uma pergunta, Jane?

— Depende da pergunta.

— Pesquisei seu nome no Google essa semana e não apareceu nada.

— Isso não é uma pergunta.

— Por que não apareceu nada? – Soltei, olhando-a.

— Porque eu tenho trinta e dois anos e não fico perdendo tempo no Facebook ou no Twitter.

Suspirei.

— E você realmente não falou com ela nesses seis anos?

— Como é que é? – Ela olhou para mim quando nos aproximamos de um sinal vermelho. — Pensei que tivéssemos resolvido isso no banheiro.

— E resolvermos, mas...– Limpei a garganta. — Você entrou com o pedido de divórcio e não seguiu em frente?

— É preciso duas pessoas para realizar um divórcio, Normani. Certamente, você sabe disso.

— Sim, mas...– Ignorei o fato de ela estar apertando a mandíbula. — Não seria mais fácil para alguém como você fazer isso? Seis anos é muito tempo para ficar casada com alguém que você diz que não ama mais, então...

— Você ficaria surpresa com a facilidade que algumas pessoas têm para inventar uma porra de uma mentira para conseguir o que querem. – Ela disse com a voz fria. — Meu passado não está em questão.

— Nunca?

— Nunca. Não tem nada a ver com você.

Reclinei-me no banco e cruzei os braços.

— Algum dia você vai me dizer porque deixou Nova York e se mudou para Durham?

— Não.

— Por que não?

— Porque não preciso. – Ela dirigiu para meu prédio. — Porque, como eu lhe disse há uma hora, essa parte da minha vida nunca aconteceu.

— Não vou contar a ninguém. Eu só...

— Pare. – Ela me encarou quando parou o carro, e pude ver um mundo de dor inundando seus olhos. Estava tão vulnerável como eu jamais tinha visto. — Perdi algo muito especial em Nova York há seis anos atrás. – Havia angústia em sua voz. — Algo que jamais teria de volta, algo que venho tentando esquecer há seis anos. E, se você não se importa, gostaria que continuasse assim por mais tempo.

Abri a boca para pedir desculpas, mas ela continuou:

— Não tenho certeza se deixei claro nos últimos seis meses ou não, mas não sou o tipo que se senta e fala sobre sentimentos. Não estou interessada em conversas profundas, e só porque transei com você mais de uma vez e não consigo tirar essa sua boca gostosa da minha mente, isso não lhe dá o direito de saber de coisas que eu não disse a ninguém.

Imediatamente, soltei o cinto de segurança e abri a porta, mas ela agarrou meu pulso antes que eu pudesse sair.

— Eu realmente quis dizer o que disse meses atrás, Normani. – Ela segurou meu queixo e inclinou a cabeça em minha direção. — Você é minha única amiga nesta porra de cidade, mas precisa entender que não estou acostumada a ter amigos. Não estou acostumada a falar sobre essa merda pessoal e não vou mudar agora.

Fiquei em silêncio por alguns instantes.

— Se você não pretende se abrir comigo, por que eu deveria continuar sendo sua amiga?

Ela não disse nada por alguns segundos, e então sorriu:

— Sente-se no meu colo e deixe que eu lhe mostre.

— Isso é algum tipo de piada?

— Eu estou rindo?

— Acha mesmo que pode simplesmente exigir que eu faça sexo com você sempre que quiser? – Eu disse, levantando a sobrancelha. — Principalmente depois de acabar de dizer que nunca vai se abrir sobre sua vida pessoal?

— Sim. – Ela soltou o cinto de segurança. — Sente-se no meu colo.

— Sabe...– Olhei para baixo e a percebi endurecer lentamente dentro da sua saia. — Fiz algumas concessões nas últimas vezes que fizemos sexo, mas, devo dizer... – Mordi os lábios quando saí do carro. — Realmente, não curto muito essa merda de mulher das cavernas possessiva que você tem.

Ela estreitou os olhos para mim quando peguei a bolsa e me afastei.

— Acho que precisamos dar um descanso para o seu pau, não acha? – Cruzei os braços. — Você tem uma audiência muito importante na semana que vem. Não precisa poupar energia para que possa estar bem preparada?

— Volte para o carro, Normani...– A voz dela estava tensa.

— Você está implorando?

— Estou mandando.

— Você ouviu o que acabei de dizer?

Ela não respondeu. Tentou alcançar minha mão, mas fechei a porta antes.

— Até amanhã, senhora Hansen. – Disse sorrindo cinicamente para ela, já me afastando.


Notas Finais


Então, é isso galera, espero que tenham gostado 🙃 sobre a dinah dessa fanfic bem misteriosa ela...bom, comentem haha e até a próxima!

PS: Hum, se tiver algum erro de digitação eu arrumo depois, acabei não revisando o capítulo.


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