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História Reasons To Believe - JIKOOK ABO - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 10 - - Devils -


Fanfic / Fanfiction Reasons To Believe - JIKOOK ABO - Capítulo 10 - - Devils -

"O tempo dita à vida, dita a dor, dita o caráter... o tempo é um eterno ditador."

~ Ademar Ribeiro

Alguns dias se passaram desde que aceitei me refugiar no apartamento de Hoseok, apesar de constantemente acreditar que estou o incomodando, sou obrigado a confessar que me sinto em segurança por estar longe dos olhares malignos de meu padrasto. Meu pai prometeu resolver as coisas, mas nem sequer voltou para me visitar.

Tenho evitado olhar meu celular, as únicas coisas que têm me distraído são as aulas e os livros que Hoseok me traz sem que eu peça. Meus dias de paz estão se tornando em partes realidade, porém o descanso que ganhei para meu psicológico, infelizmente não se aplica para a angústia que ainda assola meu coração.

Também não vi Jungkook nos últimos dias, apesar de ele perguntar a Hoseok constantemente se estou me sentindo melhor. Às vezes me envergonho pela crise que tive diante dele, mesmo que o alfa tenha se mostrado mais humano que a maioria das pessoas que me cercam.

Hoje finalmente – se é que posso me sentir aliviado –, irei retornar para minha casa. Hoseok disse que meu pai ligou pela manhã e pediu que ele me levasse de volta, o mais velho nem sequer demonstrou preocupação ou se ofereceu para me buscar.

Constantemente sinto que meu pai tenta me esconder por vergonha, ou somente acredita que não tenho a capacidade de viver sozinho. Há momentos em que acredito que seja por encargo de consciência, uma voz interior que o culpa pela morte da mulher e as malditas sequelas que o acidente deixou ao seu filho.

Me lembro vagamente da infância quando ele vivia correndo atrás de mim pelos jardins da mansão, hoje meu pai mal tem tempo para me dizer um oi, ou tenta me evitar pelas mesmas razões que quer me manter escondido. Em sua mente já mexida pela idade, talvez ele acredite que esteja protegendo seu filho do mundo, enquanto o maior risco dorme sob o mesmo teto todas as noites.

– Jiminnie? – Hoseok me chamou baixinho, dando leves batidas na porta do quarto. – Se junte a nós na mesa de café antes de irmos para sua casa.

– Não posso ficar aqui e me despedir do cantinho que me trouxe um pouco de paz nos últimos dias? – sussurrei na tentativa de não ser ouvido, mas ainda que seja um beta, Hoseok é dono de uma audição incrível para certas coisas. – Eu não quero ir para casa, Hobi.

– Sabe que não vou forçá-lo a ir, certo? Se fosse por minha vontade, este quarto já estaria cheio de suas coisinhas. – disse o mais velho, se sentando ao meu lado e acariciando levemente minhas bochechas. – Posso enfrentar seu pai por você, só basta dizer sim.

– Você sabe que não consigo. – sorri, mesmo que tal gesto não signifique de fato a felicidade.

– Está na hora de priorizar o que é melhor para você, Jimin. Não aquilo que convém a eles.

– Eu vou ficar bem. – murmurei sendo acolhido em um abraço. – Por favor, vamos mudar de assunto.

– Vou respeitar seu pedido, está bem? Agora vamos para a mesa de refeições.

Hoseok não fez esforço algum ao me tirar da cama, tampouco em me ajeitar sobre a cadeira de rodas. Antes de sair, pude avistar minha mala arrumada em um dos cantos do quarto, assim como o casaco sobre a cadeira apenas à espera do momento da partida.

Mais uma vez o dia está frio, mesmo que na maior parte das vezes meus dias são acinzentados, ouso dizer que não me lembro de quando senti o sol tocar meu rosto pela última vez. Não tenho liberdade para ir até o jardim sozinho, além de estar sempre preenchendo meus horários vagos com preparações de aulas ou crises de ansiedade provocadas por uma certa pessoa.

Quando chegamos na cozinha decidi esquecer por um tempo todos os problemas, especialmente porque Hoseok decidiu trazer para o café da manhã alguém que julgou ser especial. Jungkook estava distraído em uma conversa com Yoongi, mas não escondeu a felicidade assim que seu olhar veio em minha direção.

O alfa se levantou para me cumprimentar com um abraço e um beijo na bochecha, além de ter feito questão de encaixar minha cadeira em um espaço daquela mesa farta. Tive que lidar com os olhares estranhos de Yoongi em nossa direção, da mesma forma que foi impossível não ouvir as broncas que ele recebia do noivo por sua total inconveniência.

– Achei que não quisesse me ver, perdão se minha presença estiver sendo incômoda. – Jungkook disse, ou melhor, sussurrou aproveitando que Yoongi estava sendo distraído pelo noivo. – Te enviei algumas mensagens e...

– Me desculpe, Jeon. Vi suas mensagens, mas não tive uma resposta naquele momento. – respondi percebendo seu desconcerto ao meu lado, algo quase incomum para um alfa. – Não precisa pedir perdão, sou eu quem acabo me afastando das pessoas afinal.

– Eu só preciso te entregar algumas fotos. Até iria trazê-las hoje, mas acabei as esquecendo sobre minha cama. – ele respondeu sem coragem alguma para me encarar. – Podemos marcar em uma cafeteria se quiser, ou mando entregar em sua casa.

– Estará disponível neste final de semana?

– Eu?! – o mais novo questionou um pouco nervoso, me provocando um rápido sorriso ao vê-lo tão atrapalhado. – Droga. – sussurrou, ficando completamente envergonhado por sua reação. – Vou ir para Busan na noite de sexta, é o aniversário de minha avó. Acho que posso desmarcar e...

– Não mude seus planos por mim, você precisa ver seus familiares. – falei em um tom baixo, agradecendo internamente por Hoseok estar mantendo Yoongi ainda distraído. – Tudo bem marcarmos para depois que você retornar, de certo modo estarei lidando com situações complicadas no meu retorno para casa.

– Tudo bem. Quando eu retornar de Busan entro em contato. – disse Jungkook, finalmente me mostrando um sorriso simples, porém fofo.

– O que você vai fazer em Busan, Jungkook? Até onde sei não anda de bem com seus pais e...

– Seria melhor não expor meus problemas pessoais na mesa de café da manhã, Yoongi. – o alfa rebateu o amigo, que apenas gargalhou diante de suas palavras.

– Está todo tímido. É porque Jimin está aqui? – o mais velho questionou me observando com certa malícia, instante em que recebeu um belo tapa na parte posterior de sua cabeça. – Aí, meu bem. Por que tão agressivo a essa hora da manhã?

– Respeita nossos convidados. – Hoseok disse, e como sempre aquilo o aquietou por um tempo.

A refeição não durou muito, Jungkook nem sequer voltou a falar diretamente comigo. Por volta das nove da manhã, o alfa apenas ajudou Hoseok a me descer até o carro que nos esperava na portaria do prédio. Foi ali que novamente nos despedimos com um abraço, onde Jeon outra vez se mostrou respeitoso ao me tocar.

Confesso que depois de toda a calmaria, o medo de estar em casa voltou. A cada metro percorrido pelo veículo nas rodovias movimentadas da capital, meu coração disparava um pouco mais. É difícil prever qual será a reação de Chowon, especialmente depois que meu pai de fato expulsou a mãe do mais velho de nossa propriedade.

Quando o carro entrou no caminho entre os jardins, me senti novamente a caminho de minha prisão pessoal. As rosas mais vermelhas do que pude me recordar, o cheiro forte de flores invadindo o ambiente, mas por dentro o medo dominando cada uma de minhas células.

Hoseok contou com a ajuda do motorista para me colocar de volta na cadeira, um dos funcionários do meu pai foi quem pegou a mala dentro do carro, a levando diretamente para dentro da casa. Antes de me guiar para o hall de entrada, meu amigo me permitiu respirar o ar leve pela última vez, afinal é possível sentir o peso do ambiente apenas por atravessar a porta principal.

Como havia avisado por telefone, meu pai curiosamente tirou o dia de folga para me recepcionar, mesmo sabendo que ele irá se enfiar no escritório de casa na primeira oportunidade. Chowon como sempre permanece ao lado do mais velho, porém evitou me encarar desde o momento que Hoseok parou minha cadeira de rodas no meio da sala.

– Bem-vindo de volta, meu filho. – disse o mais velho, logo me acolhendo em um abraço apertado, mas que não me passou nenhuma sensação de segurança.

– Perdão por ter saído daquela maneira, papai. – sussurrei apenas para ele, porém não fui poupado de ouvir um barulho nada contente vindo de meu padrasto.

– Você já sabe o que fazer, Chowon. – meu pai revelou em um tom sério, surpreendendo Hoseok e a mim.

– Isso é mesmo necessário, querido? – o ômega mais velho questionou, e acabou suspirando pesadamente quando não teve sua pergunta respondida em palavras. – Me desculpe pelas coisas horríveis que minha mãe disse a você, Jimin. Prometo que isso não vai se repetir.

– Não vai mesmo, porque eu não quero aquela senhora dentro desta casa de novo.

– Não foi isso que conversamos, meu bem. Ela é a minha mãe! – Chowon rebateu já alterando a voz.

– E ele é o meu filho! – meu pai respondeu imediatamente, fazendo meus ouvidos doerem ao usar sua voz potente de alfa. – Lembre-se, Park Chowon. Meu filho vem antes de qualquer pessoa, até mesmo de você.

Não tive reação diante daquelas palavras, e tudo apenas piorou quando meu padrasto abaixou a cabeça e seguiu para o segundo andar sem dizer mais nada. Sei que Chowon não é do tipo que desiste fácil de uma discussão, e se o fez é porque irá arquitetar sua vingança na calada, para executá-la no momento certo.

– Não precisava ter alterado a voz com ele, pai. – murmurei tentando me recompor.

– Perdão, meu filho. Chowon às vezes precisa de um pulso firme para entender que não é mais um adolescente. – disse ele aparentemente mais calmo. – Senhor Jung, pode tirar o dia de folga, hoje eu vou cuidar do meu garoto.

– Você tem certeza, senhor Park? – o beta indagou, e pude sentir o quão nervoso ficou diante da proposta quando apertou um de meus ombros calmamente.

– Pode ir, Hobi. Vou ficar bem. – respondi com calma, conseguindo convencer meu amigo com um simples olhar.

– Tudo bem. Me ligue se precisar de alguma coisa. – disse o mais velho, me acolhendo em um abraço carinhoso e preocupado. – Meu apartamento sempre estará à sua espera, Jiminnie. Pode chamar a qualquer hora, está bem?

– Sim. Obrigado, Hobi.

Por alguns minutos notei a hesitação de Hoseok ao me deixar novamente sozinho em casa, pois no fundo ele sabe que sempre estarei em perigo vivendo sob o mesmo teto que meu padrasto. Meu pai não foi atrás de Chowon como está acostumado, ele simplesmente saiu empurrando minha cadeira até o jardim, onde uma mesa com alguns alimentos já estava à nossa espera.

Uma refeição no jardim como nos velhos tempos, coisa simples a qual paramos de fazer de uma hora para outra. Em alguns momentos cheguei a ver Chowon nos observando da enorme parede de vidro do quarto, me fazendo sentir calafrios diante de seu olhar gélido e sem compaixão. O ômega não costuma perdoar, e se tratando de proibir sua mãe de entrar em nossa casa, ele dificilmente irá se esquecer desta afronta.

Meu pai nem sequer soube as melhores palavras para iniciar uma conversa, a verdade é que ele também sabe que se afastou há muito tempo, e não adianta muito tentar um contato agora que me tornei um adulto. O alfa não tem conhecimento de minha rotina com remédios e hospital, o único acesso que tem a tudo isso é na hora de autorizar o pagamento de gastos médicos e o salário de Hoseok.

Sei que não deveria cobrá-lo por já ter mais de vinte anos, acontece que desde que saí vivo do maldito acidente, sinto falta do pai que sempre esteve ao meu lado. Quando achei que teria seu apoio incondicional, recebi uma dor ainda maior do que perder minha mãe aquele dia, pois ela eu tenho certeza de que foi velada.

É ruim sentir que perdeu alguém com essa pessoa ainda estando em nossa convivência, pois sinto que enterrei meu pai junto com a mais velha, porém ele continua vagando entre os vivos. Não sinto seu amor diretamente, apenas em falsas preocupações de quando ele de fato se toca de que tem um filho.

– Há algo que você queira fazer este final de semana, filho? – ele questionou me surpreendendo, trazendo minha consciência, antes mergulhada em pensamentos, de volta a realidade. – Irei me ausentar alguns dias da empresa, achei melhor perguntar para onde você deseja ir.

– Não vai passar um tempo com Chowon?

– Preciso de um tempo com meu filho. – o alfa respondeu se mostrando um pouco envergonhado. – Diga para onde deseja ir, podemos viajar na sexta à noite.

– Hum... Já tem anos que não vejo o mar. – murmurei, e por alguns segundos me vi preso na breve conversa que tive com Jungkook. – Podemos levar Hoseok e o noivo dele também? Preciso agradecer por terem cuidado de mim nos últimos dias.

– Acho que a casa de praia em Busan é confortável para receber visitas. – ele disse já pegando o telefone. – Só um instante, vou ligar para limparem todo o local antes de irmos.

– O senhor está mesmo falando sério?

– Meu filho quer ver o mar, é claro que estou falando sério. – meus olhos se encheram de lágrimas diante daquelas palavras, porque honestamente jamais esperei que o mais velho fosse mudar de um dia para o outro, ou recuperar aquilo que já foi um dia.

Esperei pacientemente enquanto ele dava ordens a alguns funcionários para limparem o local, especialmente os dois quartos principais e um de hóspedes para receber Yoongi e Hoseok. Talvez posso estar forçando uma coincidência indo para o mesmo local que Jungkook, mas no fundo aquela conversa apenas me despertou mais a vontade de ver o oceano.

Nosso momento pai e filho ainda durou alguns minutos, até Chowon se cansar do auto isolamento e se juntar a nós dois na mesa de refeições. Em instante algum meu padrasto demonstrou sua frustração, chegou a assumir o papel paterno preocupado com minha saúde e bem estar, os mesmos pontos que ele faz questão de destruir quando estamos sozinhos.

Chowon se animou quando meu pai lhe estendeu o convite para ir a Busan, ele jamais dispensou qualquer tipo de viagem, em especial àquelas que o colocam no mesmo cenário que diversas pessoas da alta sociedade. Os finais de semana na praia são quase escassos para mim, mas para o ômega mais velho, basta apenas entrar no avião e passar pouco mais de uma hora até chegar no destino paradisíaco.

Senhor Park nunca foi do tipo apegado ao dinheiro, e isso definitivamente faz com que Chowon enfie a cara em gastos completamente desnecessários. Seu closet já não cabe mais roupas, porém é sempre renovado de acordo com cada estação do ano e somente com as tendências de grifes mundiais.

Sou do tipo que pensa que cada um faz o que quer de sua vida, mas não consigo compactuar com o comportamento de meu padrasto, e nem sequer consigo abrir a boca para falar nada a respeito. Prefiro deixar as coisas como estão, afinal não quero dar mais motivos para que Chowon continue a fazer da minha vida um completo inferno.

Se demônios de fato existem, Park Chowon é o líder de todos eles.

– Podem terminar a refeição a vontade, apenas irei ao escritório responder a alguns e-mails. – disse meu pai, e nem sequer me deu tempo de pedir que me levasse para meu quarto.

– Pode ir, querido. – senti um calafrio ao ouvir a voz do ômega mais velho, reação que apenas se intensificou quando notei seu olhar gélido em minha direção. – Eu vou cuidar bem do nosso garoto.

Tentei mover a cadeira sozinho, conseguindo atolar uma das rodas na grama ainda molhada por conta da chuva. Chowon contou os segundos para meu pai sair de nosso campo de visão, e ignorando completamente o funcionário cuidando do jardim, além dos seguranças, meu padrasto se aproximou apertando firmemente meus pulsos.

– Acha que seu pai vai protegê-lo para sempre, seu inútil? – disse o ômega, ou pior, explanou parte de sua raiva naquelas palavras e na força empregada em meus braços. – Se continuar colocando meu marido contra mim, irei providenciar sua ida para o céu mais cedo, pirralho. Ou quem sabe você queira encontrar a vadia da sua mãe no inferno.

– Você não tem o direito de falar assim dela. – gritei, torcendo para que meu pai ouvisse, mas foi em vão tendo em vista que seu escritório tem isolamento acústico. – Minha mãe não faz nada contra você.

– Tem certeza, Park Jimin? Yoon-Hee sempre teve tudo. Os melhores amigos. Os alfas mais bonitos. A atenção de todos à sua volta. Mil e um talentos. – o ômega revelou cada ponto com um tom diferente de humor em sua voz. – Eu era o amigo de quem todos sentiam pena, mas seu pai não. Ele se apaixonou por mim primeiro, então a viu na festa de formatura... Estávamos nos entendendo até aquela vadia aparecer e estragar tudo. Sim, seu bastardo... Tenho motivos de sobra para odiar a maldita que te trouxe ao mundo.

– Não é difícil saber por qual razão as pessoas tinham pena de você, Chowon. Suas atitudes sempre foram as mais repugnantes. –apenas senti meu rosto virar após um tapa, e em seguida o gosto de sangue invadir minha boca. – Me bata a vontade, esse é seu único meio para suprir a falta de argumento?

– Tenha cuidado comigo, garoto. Não vou medir esforços para tirar você do meu caminho. – disse ele, logo encarando um ponto atrás de mim. – Sabe o que fazer, é melhor não abrir essa boca maldita.

– Chowon, você andou mexendo no cofre do escritório?

– Perdão, querido. Fui guardar minhas joias, devo ter esquecido ele aberto. – Chowon murmurou, e em seguida colocou ambas as mãos no apoio de minha cadeira. – Vou levar nosso filho para o quarto, Jiminnie disse que está um pouco cansado.

– Está tudo bem, filho? – meu pai questionou, e teve somente um aceno positivo como resposta. – Vá descansar por um tempo, na hora do almoço eu te busco no quarto.

E foi naquele instante em que tive a certeza de estar novamente no meio do inferno, com direito a virar entretenimento para o pior demônio que atravessou meu caminho. É em momentos assim que desejo muito recuperar o movimento de minhas pernas, pois terei forças o suficiente para reagir e até mesmo viver a vida sem depender do meu pai.

No entanto, minha esperança se vai a cada nova visita ao médico, inclusive no último que se diz especialista e me deu somente trinta por cento de chances de voltar a andar após uma cirurgia complicada. O maior problema é que o procedimento é arriscado, além de correr o risco de piorar ainda mais minha lesão, as chances de que eu não sobreviva são bem altas.

Talvez eu devesse me arriscar, afinal perder minha vida na situação em que estou vivendo, é visto como um lucro. Poderei encontrar minha mãezinha no céu, irei me livrar das garras de Chowon, e deixarei o caminho livre para meu pai viver sem a enorme responsabilidade que dou a ele.

Por mais que eu não queira, às vezes sou forçado a concordar com as idiotices ditas por Chowon.


Notas Finais


Beijos e até o próximo capítulo! <3


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