1. Spirit Fanfics >
  2. Rebel >
  3. 2 - Just Friends

História Rebel - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Obrigada a todos que estão acompanhando :)

Capítulo 3 - 2 - Just Friends



Era finalmente sábado e Lucy já havia feito planos para aquela noite. Nada tão ousado quanto Erza e Kagura, que combinaram de ir em uma balada famosa. E, se estivesse no clima, a loira de olhos castanhos até teria optado por ir com elas, porém preferiu tirar um tempo para si.


Seus pais viajaram a trabalho novamente. Era um daqueles dias onde ela tinha a casa só para si. E, como sempre, estava disposta a aproveitar, só que dessa vez iria fazê-lo sozinha.


Estava até acostumada com o silêncio enquanto andava pela casa enorme. Os pais advogados eram bastante ocupados sendo poucas as vezes em que eles davam o prazer de sua companhia à loira. Na verdade, quando ela tinha até uns 7 a 8 anos eles eram mais presentes, porém conforme crescia foi ficando cada vez mais difícil passar mais tempo com eles.


Bem, ainda saiam de férias em família; a mãe fazia chamada de vídeo com ela  quando viajava para ver se estava tudo certo; um dia ou outro era possível vê-los em casa, ou quando acabavam o trabalho mais cedo. Porém o comum era chegar da escola e encontrar apenas a governanta.


A garota sabia que eles trabalhavam muito para manter aquele padrão de vida que tinham. Não era como se fossem ricos, mas viviam bem. E sustentar uma casa grande, com dois andares, um quintal junto a uma piscina e uma governanta não era nada barato. Além dos caprichos da menina que não eram abusivos, para a sorte deles. Podia se sentir brava as vezes pela falta de atenção, mas era uma garota compreensível.


Quando ela era pequena, aquilo era um problema, claro. Viajar a negócios, quase nunca parar em casa, deixá-la nas mãos da governanta. Lucy por diversas vezes sentiu-se só. Corria atrás da mulher mais velha para pedir que essa brincasse consigo quando a mesma já estava ocupada tentando limpar o local.


Ficava brava quando estava sentada no chão da sala com seu pai, montando um castelo com os legos, e esse de repente recebia uma ligação e tinha que deixá-la sozinha para trabalhar.


Sentia-se triste nas noites em que a governanta tinha que por ela para dormir e não sua mãe; que a dava um beijo caloroso na testa e dizia "boa noite, princesa" com uma voz doce.


Porém, com o passar dos anos, ela foi se acostumando. Até que já esperava ansiosa pelas viagens de seus pais. Pois com uma certa idade e com a governanta apenas a rondando três vezes na semana para colocar tudo em ordem, a garota aproveitava para se divertir com os amigos. As vezes as festas eram grandes e cheia de pessoas, as vezes eram pequenas socializações com os amigos mais chegados.


E ela até poderia fazer uma nesse dia em questão, entretanto o roteiro já estava todo em sua mente.


Uma noite que tiraria para si. Tomar um relaxante banho de banheira com bastante espuma, com o cabelo amarrado para não molhar; por uma máscara de hidratação facial para cuidar da pele; pintar as unhas dos pés e das mãos enquanto escuta suas músicas favoritas; e depois disso, ela finalmente pegaria os docinhos que separou na semana junto a uma pipoca para assistir àquele filme romântico e dramático, que a faria chorar por horas e ligar para Levy para narrar inconformada a morte do amor da sua vida. E, depois que escutasse os desaforos da garota de cabelo azul que lhe diria que ela ligou às uma e meia da manhã por uma besteira, Lucy iria dormir tranquila. Como uma princesa.


Contudo, a menina encarou um livro em cima da escrivaninha -faltando apenas o filme para terminar a noite- e acabou decidindo de última hora começar a lê-lo. Apenas algumas páginas para poder entregar uma resposta à amiga, que estava constantemente a perguntando o que ela estava achando da obra.


Já havia passado quase duas semanas desde que pegou o livro emprestado e até o momento não havia tocado nele. Pensou então que era uma boa hora para começar a leitura, uma vez que estava com vontade. Deixaria o filme para depois, pois sabia que tinha tempo para aproveitar as duas coisas.


Ainda bem que domingo ela não precisava acordar cedo.


Já relaxada e vestindo seu pijama, a menina dos olhos castanhos estava deitada de barriga para baixo em sua cama de casal com o livro nas mãos, concentrando-se nas palavras escritas.


Para a surpresa dela, a leitura tomou sua atenção e, quando percebeu, já estava no terceiro capítulo pronta para chegar ao quarto. Contudo, o barulho de notificação no celular cortou o silêncio que residia naquele quarto.


Tô indo aí.


E era só o que dizia na mensagem, o que deixou a loira curiosa. O remetente era alguém que conhecia muito bem, alguém com intimidade suficiente para sequer perguntar se poderia visitá-la. Bem, já havia dito a Natsu que não sairia de casa mesmo.


Agora, por que o garoto de cabelo rosa decidiu ir para a casa dela sendo que ele mesmo já havia dito que tinha planos?


Até convidou ela para se juntar ao grupo de amigos em alguma aventura doida que pudessem ter, mas a loira não conseguia imaginar a cena. Ela costumava aceitar quando as amigas estavam junto e o lugar chamava sua atenção. Mas só ia Natsu e seus amigos, e Lucy não era muito chegada neles. Tinha a consciência de que eles fariam o possível para deixá-la a vontade, porém o outro problema era as confusões em que esse grupo se metia.


Era melhor ficar em casa mesmo.


E ela estava mais certa disto conforme escutava o garoto contar a história de minutos atrás. Estava sentido a vergonha só de ouví-lo, imagina se estivesse junto? Com que cara ela ficaria?


— Aí eu parti pra cima dos caras e o Gajeel veio logo atrás de mim, só que ele é mó idiota. Você nem sabe o que ele fez. — O Dragneel estava sentado na cama, sem a camisa, que estava jogada no tapete felpudo do quarto da amiga. Falava enquanto olhava o guarda-roupa branco que continha um espelho onde ele podia ver o próprio reflexo. Estava de costas para Lucy, para que a mesma conseguisse observar nas costas do outro um machucado. Era como um arranhão que se seguia do meio das costas dele, onde estava um pouquinho de sangue, até o lado esquerdo da cintura. — Ele foi e me empurrou! Eu bati as costas na quina da mesa e cai no chão.


— Nossa, mas porque ele fez isso?


Ela não conhecia muito o garoto alto de cabelo grande, pois as vezes em que encontrou ele fora do ambiente escolar foi por terem amigos em comum. E eles nem conversavam, se cumprimentavam com educação e voltavam a socializar com quem já conheciam.


Mas até então tinha a impressão de ele ser quieto na dele, não achava que o maior se metia em brigas.


— Porque ele é um imbecil! – Respondeu como se fosse óbvio, sem sequer pensar a respeito. Apesar de ter ouvido do maior que foi sem querer, Natsu havia ficado irritado, mas era só coisa do momento. — Aí, Lucy! Cuidado. — Arqueou as costas ao sentir os dedos gelados da garota tocar onde já estava causando dor. — Esse negócio não para de doer, tá muito feio?


Ao redor do machucado, a pele clara tinha adquirido um tom rosado e encontrava-se com uma certa elevação. O local estava claramente irritado e iria arder por algumas horas, porém nada tão preocupante. Ou tão feio quando um olho roxo que o amigo tinha, esse por sua vez pelo menos não estava tão inchado. Lucy havia oferecido uma bolsa de gelo para por em cima do olho, mas Natsu recusou.


— Não tá não. Logo vai sumir, mas por enquanto vai continuar ardendo. – Observou o garoto virar-se e sentar-se de frente para ela, que também estava sentada no centro da cama com as pernas cruzadas. — Mas aí, o que aconteceu depois?


— A, você sabe, a gente foi expulso do bar.


Realmente, era algo que podia ter previsto. Apesar de achar merecido para os dois amigos, ficou com pena do resto dos garotos que não haviam se metido na briga e provavelmente tiveram que sair junto aos outros dois.


— E você decidiu vim logo pra cá?


Depois que deixaram o estabelecimento, os meninos ficaram sentados na calçada perguntando-se o que fariam da noite dali em diante. E, apesar de não querer admitir, Natsu se sentia cansado. Não havia bebido muito, mas algumas partes de seu corpo já doía por culpa da briga e o fato de ter acordado cedo nesse dia deixava ele pior. Mentiu para os outros dizendo que já iria para casa e partiu até a residência da loira, deixando para trás Gajeel, Gray, Sting e Rogue que cogitavam a possibilidade de irem numa balada não muito longe dali.


— Achei que já estivesse se sentindo triste na sua noite de solidão.


Ele sorria amigável encarando a menina que também sorria para si.


O tom da conversa era descontraído, assim como se sentiam na presença um do outro. Leve, sem ter medo de falar o que queriam ou agir como queriam.


— Eu estava muito bem, obrigada.


O rosado riu, balançando a cabeça de um lado para o outro.


— A minha escolha era aqui ou minha casa, e não posso deixar minha mãe ver isso, né? Ela vai surtar. – Apontou para o próprio olho que estava roxo. — E nem adianta me expulsar, viu? Já mandei mensagem pra ela dizendo que vou dormir aqui.


— Sua sorte que meus pais não estão, senão teria que dormir na rua. – Falou em tom de brincadeira, pegando um travesseiro para deixar em seu colo.


— A, eu já sou da família, já. – Falou convencido. — E você sabe que sua mãe me adora. – Finalizou a frase com uma piscada de olho para a menina que apenas riu.


Isso ela não podia negar. As poucas vezes que seus pais encontraram seu amigo de escola, ele se comportou muito bem. Conquistou a matriarca da família Heartfilia  com seu charme que perguntava para a filha sobre o garoto de vez em quando, comentando com ela, como quem não quer nada, que Natsu daria um bom genro.


E o que Lucy podia fazer era só rir dizendo que a possibilidade era zero. Eram apenas amigos e nada mais.


— Certo, mas o que você vai fazer amanhã então? — O amigo de cabelo rosa olhou ela sem entender. — Você vai voltar pra casa, né?


“Meu deus, diz que ele vai pra casa amanhã.”


Amava a companhia do melhor amigo, mas queria assistir seu filme e, com Natsu, sabia que isso seria impossível.


Já havia tentado introduzí-lo ao mundo dos filmes românticos melosos, e foi um desastre. Para ela, pois ele havia dito que se divertiu. E a garota sabia que a diversão dele era tirá-la do sério.


Ele falou o filme todo. Ora queria comer, ora tinha que comentar que estava entendiado, depois dar palpite sobre o que iria acontecer e comentar o porquê daquele filme não ser bom. Por fim, repetindo diversas vezes 'olha aí, eu avisei.' junto a um comentário sobre a cena, assim que acontecia o que havia dito que iria acontecer. E como se não bastasse, ele comia quase todos os doces dela, a mesma ficava apenas com uma ou duas barrinhas pequenas de chocolate.


Poxa, Lucy só queria assistir em silêncio, se intupir de chocolate, ter um ombro para chorar e comentar o quanto aquele personagem era o homem perfeito.


— A, eu tava pensando em passar umas duas semanas por aqui, sabe.. Até isso aqui desaparecer. – Novamente apontou para o próprio olho observando divertido a expressão seria e os olhos arregalados da menina. — brincadeira, vou embora amanhã sim.


Depois de um suspiro aliviado, que deixou o menino levemente ofendido, ela falou: — E o olho roxo?


— Ainda não pensei no que vou fazer. — Bagunçou os próprios cabelos, sorrindo cansado.


A loira fez uma expressão pensativa, demorando alguns segundos até ter uma ideia:


— Eu posso cobrir um pouco com maquiagem, mas não fica muito perto da sua mãe se não ela vai perceber.


— Você é mesmo minha salvadora heim, Lucy!


Os dois sorriram cúmplices e o menino machucado deitou de barriga para cima na cama, tentando ignorar a leve ardência que sentiu. Seu corpo estava cansado, mas ele se sentia bem.


Lucy apenas observava enquanto o garoto de cabelo rosa pegava o ursinho de pelúcia azul que ficava no meio da cama dela, em cima dos travesseiros, como decoração. O menino olhou satisfeito ao ver que o laço verde que havia posto em volta do pescoço do ursinho ainda estava ali.


— Happy! Como você tá? Mamãe tá maltratando você? – fingia ter uma conversa com o pelúcia em formato de gato.


Lucy olhava a cena curiosa.


— Espera aí. Happy? — Pronunciou o nome que ouviu, sem entender.


— É. É o nome do nosso filho. — Apontou para o ursinho sorridente. Recebendo um "quê?" da amiga, ele continuou. — Você não lembra que fui eu quem te dei ele?


Ela lembrava do aniversário que teve. Naquela época, natsu não era tão seu amigo, mas já começavam a desenvolver uma amizade. Ele sem querer havia esquecido do aniversário da mais nova amiga e, quando lembrou, não tinha muito dinheiro então decidiu dar a ela um ursinho como presente. Achou que seria pouco para uma garota que já tinha muito, mas foi na medida certa para ela, que viu no pelúcia um gesto fofo e carinhoso.


Desde então, ele está enfeitando sua cama e recebendo abraços sempre que possível.


— Sim, eu lembro.


Ela sorriu meiga com a memória que considerava preciosa, deitando ao lado dele. Colocou o travesseiro que estava em seu colo no para apoiar sua cabeça.


— Então. Nós somos os pais. – Natsu olhava o ursinho em sua mão. – E já que você demorou tanto pra por um nome, eu decidi chamar ele de Happy.


— Não! Ele já tem um nome sim. – Lucy decidiu entrar na brincadeira, ignorando a primeira frase do menino que havia dito que eles eram pais de um pelúcia. Agora Natsu a olhava. — Alexis.


O garoto piscou por alguns segundos, pensativo. Logo dizendo como se tivesse certeza: — Não, melhor Happy mesmo.


— Tem que ser Alexis! É chique, Natsu. Chique.


A loira brincava, vendo o garoto balançar a cabeça em sinal de negação.


— Olha a carinha dele, é mais Happy.


Aproximou o ursinho do rosto da amiga.


— Happy nem é um nome. É tipo 'feliz' em inglês.


Implicou, puxando o pelúcia para si.


— E ele não tá feliz não?


A expressão séria do garoto que a encarava a fez rir, jogando o ursinho no rosto dele.


— Eu sou a mãe, então eu decido. É Alexis.


— Você é uma chata. – Mostrou a língua para ela recebendo de volta uma careta. — Come a mamãe, come! — Empurrou o ursinho no rosto da loira, que virava a cabeça para os lados rindo.


A garota pensava em quanto o amigo era bobo, mas a fazia feliz assim com seu jeito.


Quando Natsu cansou, soltou o ursinho no lado da cama, suspirando pesadamente com os olhos fitando o teto. Lucy fazia o mesmo, do jeito que estava provavelmente teria dormido no meio do filme, se tivesse assistido hoje.


O silêncio invadia o recinto, mas nenhum dos dois se importava. Estar na companhia um do outro já era bom o suficiente, era relaxante.


Natsu pensava no quanto ele podia ser irritante. Atrapalhando a noite de descanso da amiga para poder fugir de uma possível ressaca no dia seguinte. E a garota nem parecia se importar, o ajudando com seus machucados e lhe dando um lugar para dormir.


É claro que não era a primeira vez, nem seria a última, mas o garoto de cabelo rosa pensava que talvez fosse ingrato de sua parte sequer agradecê-la, por mais que ela não ligasse. Cada um deles sabia quando o outro se sentia grato, sem que nenhuma palavra escapasse de suas bocas.


Mas ele lembrava de todos os momentos difíceis que ela estava ali por ele desde que começaram essa amizade e o fato de que ele não era bom em demonstrar grandes afetos com palavras.


Ele abraçava, fazia carinho quando era necessário, cuidava dela como um irmão mais velho quando precisava. Mas nunca dizia o que ela significava para ele.


E ela significava muito.


Esperava um dia poder expressar a afeição que tinha por ela de uma maneira melhor.


Em um movimento inconsciente, sua mão, que descansava na cama, segurou a da loira. Fez o movimento com os olhos fechados, pois as mãos estavam próximas o suficiente.


Ao sentir aquele toque, a garota virou o rosto para encarar o perfil dele. Era um toque simples, mas que transmitia doçura e carinho.


— Lucy.. – sussurrou o nome alheio, sem ver que a garota prestava atenção nas palavras que saiam de sua boca. — Obrigada por sempre estar do meu lado. Eu não sei o que faria sem você.


A voz saiu calma e ele não ousou abrir os olhos. Estava cansado demais, mas esperava que sua voz pudesse transmitir o quão verdadeiras eram aquelas palavras. Ele amava estar na companhia dela, adorava irritá-la e, com toda certeza, não queria nunca perder aquela amizade.


Era alguém com quem ele sempre queria poder contar. Alguém que queria levar consigo para a vida toda.


E aquilo era pouco para demonstrar seu apreço pela amiga, porém já era um começo. Desejava ficar melhor nisso.


A menina do cabelo loiro corou levemente esboçando um sorriso feliz em seus lábios. Não achava que precisava responder, apenas entrelaçou os dedos junto aos do garoto e deixou aquele sentimento de carinho e felicidade aquecer seu coração.


Virou o corpo para o lado, sem desgrudar a mão da dele e assim passou quase uma hora, observando o rosto bonito do rapaz enquanto conversavam calmamente sobre qualquer assunto que surgisse na hora. Ele olhava para ela de vez em quando, mas na maior parte do tempo deixava os olhos fechados.


As respostas de Natsu foram tornando-se mais baixas e demoradas até uma hora que ele não respondia mais. Havia pego no sono, e a moça ao seu lado sentia o próprio sono começar a incomodá-la.


Lucy levou os dedos livres de encontro ao rosto do amigo, tocando com delicadeza a bochecha dele, não queria que ele acordasse. Apesar de achar difícil isso acontecer, pois o garoto tinha o sono pesado.


Parada ali, encarando o rosto belo do menino, que tinha os lábios entreabertos e a expressão serena, Lucy sentia um certo incômodo.


Ainda não sabia exatamente o que seu coração sentia por ele, mas sabia que tinha que reprimir o desejo de sentir os lábios dele nos dela mais uma vez. Não podia mais pensar naquilo. E ela conseguia esquecer em alguns momentos, mas em outros não.


Ficava aliviada por ele não se lembrar, uma vez que isso poderia comprometer a amizade de ambos. Esse era outro motivo para esquecer essa história, e se o beijo dele não fosse tão bom, talvez ela tivesse obtido sucesso.


Mas ela repetia para si mesma que eles eram apenas amigos e assim permaneceriam.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...