1. Spirit Fanfics >
  2. Rebel Rebel >
  3. Detenção

História Rebel Rebel - Capítulo 5


Escrita por: e softsxiu


Notas do Autor


oie aqui é a lua e aqui estamos com nossa atualização de sábado. sinto muitíssimo em dizer que no próximo sábado, rebel rebel acaba :( ... espero que vocês gostem do capítulo de hoje porque ele tá cheio de sentimentos... como eu disse no anterior, essa aqui é a segunda parte do capítulo 4.

oi, aqui é a bibi, espero que gostem do capítulo novo. Fico feliz de estar interagindo com vocês cada vez mais, o apoio de vocês significa o mundo pra mim. Vou continuar escrevendo enquanto vocês continuarem gostando das nossas histórias. Espero que gostem desse capítulo e não chorem muito.

lua de novo, as músicas de hoje são creep e rebel rebel

boa leitura!

Capítulo 5 - Detenção


Fanfic / Fanfiction Rebel Rebel - Capítulo 5 - Detenção

Chanyeol esperou um pouco para contar ao Baek sobre ter se assumido para seus pais. Em partes, pelo motivo que depois da noite do show o mais velho estava meio distante. Eles ainda estudavam matemática e se beijavam aqui e ali, mas não saíam muito disso. E em público, como sempre, Baekhyun agia como se os dois fossem no máximo colegas.

O maior tentava se convencer que esse era apenas o jeito dele, de uma hora não querer largar do Chanyeol e na outra o evitar como se ele fosse alguma praga. Porém, inseguro do jeito que era, já achava que tinha feito algo de errado. Por isso, não contou sobre a notícia por um tempo.

Mas não era apenas isso. Ainda tentava se acostumar com o fato que agora sua família conhecia um lado seu que ninguém mais tinha conhecimento. Agradecia profundamente por ser aceito, já que tornou tudo bem mais fácil, mas mesmo assim era complicado para Chanyeol se acostumar com essa ideia.

Quando o garoto se deu conta, Baek estava voltando a ser carinhoso aos poucos. Às vezes fazia carinho na sua mão enquanto lanchavam no pátio da escola, e uma vez até mesmo o abraçou em frente dos amigos. 

No dia que o mais velho beijou sua bochecha quando chegou na escola, Chanyeol se sentiu confiante o bastante para contar tudo.

— Baek, você se importa de matar a primeira aula? — Ele falou baixinho, para ninguém mais ouvir.

— Tá brincando? Nem precisa pedir pra eu perder uma aula de química. Além do mais, não acho que tenha nada importante hoje. — Byun deu de ombros.

Os dois foram até um espaço bem escondido da escola onde normalmente casais iam para se pegar. Com sorte, estava vazio no momento. Chanyeol se sentou em um dos bancos e puxou Baek para sentar ao seu lado.

— O que foi, seu doido? Desembucha logo.

— Me assumi pros meus pais! — Chanyeol já jogou na lata.

Baek deu um pequeno gritinho, e Chanyeol tampou sua boca com a mão.

— Shh! Vão achar a gente aqui!

Baek parecia meio envergonhado, mas não tirou o sorriso do rosto. — Meu deus, Chany! Eu tô muito feliz por você! Como que foi?

— Ainda bem que deu tudo certo. — Ele suspirou. — Minha família foi bem compreensível. Sinto que posso respirar  normalmente agora.

Baek o abraçou, apertando bem forte. 

— Inclusive, tava pensando se gostaria de ir no cinema comigo, sabe… pra comemorar. — Chanyeol disse com uma voz meio sufocada, já que Baek continuava apertando ele.

— Claro! — Baek se desfez do abraço, só pra olhá-lo. — Adoro ir no cinema.

— Você gosta é de mostrar seu carro pras outras pessoas. — Chanyeol brincou.

— Como se fosse algo ruim. Todos deveriam apreciar meu bebê.

— Achei que seu bebê fosse eu. — Chanyeol fez um biquinho, resultando em um Baek rolando os olhos.

— Continue sonhando. — Baek disse. — Enfim, to muito orgulhoso de você, Chany. De verdade.

— Você não é tão boiola assim normalmente. — Chanyeol comentou. — E quando é não está sóbrio.

— Bom, pessoas mudam. — Baek admitiu. — Agora me compra um chocolate antes da gente ir pra segunda aula. Preciso de um docinho. E não, Chanyeol, você não é o meu docinho.

— Mas você é o meu. — Chanyeol zombou, e Baek se virou escondendo o sorriso envergonhado.

■ 

No sábado à noite, como combinado, Baekhyun pegou Chanyeol em casa e eles foram pro cinema juntos. Aquele cinema em que todos se reuniam, mas não saiam de dentro do próprio carro, compraram pipoca e chocolate, enquanto prestavam atenção no filme. 

Uma hora ou outra Baekhyun beijava a mão de Chanyeol, o acariciando e o puxando pra outro beijo quente, mas De volta para o futuro era mesmo interessante. 

Antes do filme acabar, mal percebeu que os dedos estavam firmemente entrelaçados, sorriu e apertou as mãos unidas, ação que chamou a atenção do Park. Não entendeu muito bem quando ele tirou a mão da sua com pressa e voltou a olhar pro telão. 

— Não posso segurar sua mão? — Perguntou sorrindo, pensando que talvez o outro estivesse com vergonha. 

— É uma das coisas que você não pode fazer. — Chanyeol respondeu enquanto Baekhyun ainda o olhava intrigado. — O acordo, lembra? 

— Ah, claro. — Ficou meio sem jeito de repente, porque obviamente não estava pensando nisso. Voltou a olhar pro filme, que perdeu toda a graça pra si. 

Daquele em dia em diante, o filme que Baekhyun mais odiava no mundo era De volta para o futuro. 

Dirigiu devagar, pensativo, não escutando uma palavra que Chanyeol dizia e pela primeira vez, não se importando quando ele trocou as músicas no Maverick vermelho. Mal notou quando estacionou na frente da casa branca, mas se viu meio desesperado quando percebeu que já era hora do Park ir.

— Então, hoje foi muito legal. — Chanyeol começou e Baekhyun apenas concordou com a cabeça. — Boa noite, então. 

Murmurou um boa noite fraco e quase deixou que Chanyeol saísse pela porta. Quase.

Antes que o outro pudesse estar com o corpo completamente fora, Baekhyun o puxou pra dentro, roubou dezenas de beijos, o deixando sem ar. 

Encostaram as testas uma na outra e o Byun se atreveu a dizer. — Eu também adorei hoje, Chany. 

O loiro entrou em casa, sorridente e satisfeito. Mas Baekhyun partiu com um sentimento amargo no peito, aquele de amor não correspondido.

Aquela foi a primeira vez que mentiu para Chanyeol. 

Na semifinal do jogo de basquete, Baekhyun compareceu a muito contragosto. Ficou repetindo o final de semana inteiro pra si mesmo que não poderia deixar os sentimentos estampados na sua cara, mas quando Chanyeol perguntou se ele o veria jogar, respondeu que sim que nem um idiota. 

Sinceramente, às vezes se odiava. Por isso estava ali, na arquibancada, irritado e acompanhado dos amigos. Todos eles. Os do Park e os seus, que vibravam e gritavam a cada cesta acertada por Minseok e Chanyeol. 

Tudo que Baekhyun fazia era fingir que não sabia que eles iriam ganhar, o que realmente aconteceu minutos depois. Esperou a plateia se dispersar para levantar impaciente procurando o maior, queria ir pra casa. Ou comer alguma coisa. 

Mas se arrependeu quando o encontrou, abraçado com um garoto loiro, menor que ele e mais forte que Baekhyun. Chanyeol sorria de um jeito bonito e eles pareciam ser íntimos, eram do mesmo time, mas o Byun nunca havia visto o maior daquele jeito com qualquer outro jogador. 

Automaticamente fechou a cara, dando zero fodas pra quando Chanyeol perguntou por quê estava com raiva. Apenas o parabenizou e manifestou sua vontade de ir embora, mas obviamente seus "amigos" pararam na lanchonete. 

Baekhyun fez questão de sentar ao lado de Sehun, não pediu nada pra comer e apenas beliscou as batatas fritas do Oh. Chanyeol lhe encarava como se não tivesse ideia do que havia feito, mas Baekhyun não se importava.

Porque pela primeira vez em anos, estava ardendo de ciúme.

Chanyeol pediu para trocar de lugar com Sehun, e Baekhyun já se preparava para fazer o ator e fingir que estava tudo bem. Se ajeitou na cadeira e fez o máximo pra não demonstrar nenhuma emoção quando Park se sentou do seu lado.

— Você vai fazer alguma coisa hoje mais tarde? — Ele perguntou baixinho.

Baekhyun só deu de ombros.

— Eu estava te pensando em mostrar meu quarto. Você já foi em casa, mas nunca viu meus bebezinhos.

Baek não aguentou sua curiosidades. — Bebezinhos?

— Minhas guitarras. — Chanyeol sorriu de lado, convencido.

Então ele tocava guitarra mesmo. Baekhyun engoliu em seco. Porque era tão difícil resistir aos charmes daquele grandalhão desengonçado? 

— Tá bom. — Baekhyun disse, já admitindo que havia perdido a batalha. — Mas você vai ter que tocar algo pra mim.

Chanyeol aumentou o sorriso, e Baek deu uma cotovelada nele.

— Quis dizer tocar algo na guitarra, besta. 

— Posso tocar o que você quiser, desde que tire essa cara emburrada.

Baek não poderia mais ficar bravo com Chanyeol, nem que tentasse. Então, desistiu de tentar.

Os dois se despediram dos demais, que zoaram o casal dizendo que eles iriam comemorar a vitória de Chanyeol com outro tipo de jogo.

Baekhyun mostrou o dedo do meio para todos.

Quando chegaram na casa do Park, apesar de já ter ido ao local duas vezes, ainda ficava deslumbrado com o tamanho e a beleza do lugar.

Nem sonhava em ter uma casa desse tamanho. O mais engraçado era que, apesar da diferença de dinheiro entre os dois rapazes, Baekhyun nunca sentiu que Chanyeol era esnobe. O maior sempre foi um doce de pessoa com ele, sempre humilde e carinhoso. Baekhyun realmente tinha sorte de ter o conhecido.

Pelo que Chanyeol disse, seus pais não estavam em casa, então os dois subiram rapidamente as escadas que davam pro quarto do Park.

Entrando no local, Baekhyun ficou em choque. O quarto tinha uma estética de azul e preto, com alguns posters de filmes e bandas nas paredes. Não era o quarto que você esperaria de um adolescente rico. Chanyeol realmente tinha uma área só pra seus “bebezinhos”, onde tinham alguns violões e guitarras, e no canto ficava um teclado.

— Você toca tudo isso? — Baekhyun comentou, enquanto olhava cada instrumento como se fossem a coisa mais linda do mundo.

— Também toco bateria, mas ela fica na garagem. Meus pais não gostam muito de barulho.

— Desde quando você é talentoso assim? — Baek segurava uma guitarra azul claro que havia se apaixonado, fingindo que estava a tocando.

— Desde sempre. — Chanyeol riu. — Sempre fui uma criança que queria fazer de tudo. 

— Toca pra mim. — Baek o entregou a guitarra azul, se sentando em um dos banquinhos que estavam por perto.

Chanyeol ajeitou a guitarra nas mãos, dedilhando para a afinar. Nisso, começou a tocar uma música que não era estranha para Baek. Quando se deu conta, Chanyeol cantava baixinho e tocava Creep do Radiohead.

Baekhyun gostava muito dessa música. Fechou os olhos para aproveitar o momento, se esforçando para não cantar junto, agora queria apenas ouvir o maior cantando.

Seja lá o que te faz feliz

Seja lá o que você deseje

Você é especial pra caralho

No final de Creep, Chanyeol foi mudando a melodia de novo, e quando Baekhyun percebeu que música era, quis bater nele.

Você gosta de mim, e eu gosto de tudo. — Chanyeol cantarolava Rebel Rebel baixinho.

Baekhyun começou a cantar junto agora, os dois incrivelmente entraram em uma harmonia. 

Você não se satisfaz, mas o suficiente não é o desafio

Quando Chanyeol terminou de tocar, Baek bateu palma. O maior sorriu, e deixou a guitarra no canto.

— Bom, acho que não tenho muita escolha né? — Chanyeol avançou até onde Baekhyun estava sentado, e o deu um beijo estalado.

— Foi você que tocou a música, Chanyeol.

Os dois passaram várias horas jogando papo fora depois disso. Parecia que a atmosfera de tensão e ciúmes que havia entre os dois no jogo de basquete havia diminuído, por mais que Baek ainda estivesse um pouco magoado no fundo.

Conversaram sobre o futuro, já que eles estavam no último ano e logo teriam que se inscrever em vestibulares. Era uma loucura para Baekhyun sequer pensar em faculdade, já que na sua família era difícil alguém ir. Mas Chanyeol parecia tão animado com aquilo, encorajando Baek e o dizendo que precisavam se inscrever nos mesmos vestibulares para estudarem perto, que o mais velho até se permitiu sonhar um pouco.

— Primeiro tenho que passar de ano. — Baek brincou. Nem sabia o que faria se repetisse mais uma vez. 

— Vai passar de ano e no melhor vestibular que se inscrever. — Chanyeol disse. — Confio no seu potencial.

Baek nunca havia conhecido alguém que o tratasse daquele jeito antes, como se ele realmente importasse. Tinha muita sorte de ter encontrado o Park. Decidiu não mencionar que havia sentido ciúmes para não cortar o clima, mas o sentimento ainda estava lá. 

Se levantou olhando a hora no relógio da parede, já estava anoitecendo e tinha prometido pro pai que voltaria cedo por jantar. — Eu já tenho que ir. 

O Park o olhou confuso. — Mas já? Achei que poderíamos ao menos comemorar, sabe? 

Baekhyun que já estava perto da porta com a mão na maçaneta, virou o pescoço o encarando-o. — Achei que você tocar pra mim tinha sido a comemoração. 

Chanyeol andou lentamente até ele, o abraçando por trás, repousando os dedos no cós da sua calça jeans. — Eu quero te tocar de outro jeito. 

Se deixou levar, pelos beijos molhados do Park em sua nuca, pelas mãos em sua cintura e se permitiu ficar um pouco mais. Se beijaram com deleite, as línguas se encontraram rapidamente e os lábios não se separaram tão fácil, beijar Chanyeol era viciante. 

O mordeu um pouco forte demais nos lábios, descendo e chupando seu pescoço, sendo guiado pelo Park em direção a cama. 

Quando eles se deitaram, Chanyeol ficou em cima do menor, e os dois se esfregaram entusiasmados enquanto o maior fez uma trilha ardente pelo corpo do Byun, beijando e chupando cada parte da pele bonita. 

Baekhyun estava adorando descobrir aquele lado do outro, que o dominava aos poucos, se sentia pingando dentro da própria roupa. 

Voltaram a se beijar e o mais velho não perdeu tempo, retirando as roupas o mais rápido possível, enquanto as mãos de Chanyeol o estimulavam o tempo inteiro. Gemeu alto quando sentiu ele raspar o dedo em sua glande. 

Trocaram de posição, agora com Baekhyun por cima, rebolando na ereção grossa do Park, se inclinou deixando beijos castos no pescoço alheio e sussurrou: — Eu vou sentar em você bem gostosinho hoje, bebê. 

Chanyeol gemeu em resposta, mas logo o olhou confuso. — Você vai o quê? 

Obteve apenas uma sobrancelha arqueada em resposta e nos próximos trinta minutos, Chanyeol descobriu que estar dentro de Baekhyun era a primeira maravilha do mundo.

■ 

— Vocês são muito barulhentos pelo amor de Deus. O que os vizinhos vão pensar? — Kyungsoo perguntou sentado no sofá assim que os dois estavam descendo as escadas, Chanyeol meio envergonhado e Baekhyun sorridente.

— Relaxa, eles vão saber que ao menos alguém é mais feliz do que eles né? — Baekhyun comentou e Kyungsoo apenas balançou a cabeça sorrindo. — Aliás, você deveria estar orgulhoso, porque Chanyeol me comeu direitinho hoje. 

— Que ótimo. — Kyungsoo fez uma expressão de nojo e deixou o sanduíche de lado. Enquanto isso Baekhyun levou um soco muito forte no braço. 

— Você tinha que contar pra ele? — Chanyeol perguntou envergonhado na frente da própria casa e Baekhyun tentou beijá-lo, mas não obteve sucesso. 

— Achei que vocês tivessem algum pacto de irmãos sobre não esconder nada. — Usou a desculpa mais esfarrapada que pode enquanto sorria e Chanyeol apenas revirou os olhos. 

Se beijarem devagar, aproveitando ao máximo o restante do tempo juntos, mas o Byun que já estava atrasado, precisou se afastar. 

— Se eu não chegar em 20 minutos em casa, você não vai ter o cara mais gostoso da cidade pra beijar. Porque meu pai vai me matar. — Baekhyun falou sério e Chanyeol revirou os olhos, sabendo que era impossível o Sr. Byun fazer mal a alguém. 

— Te vejo segunda? — O Park perguntou em expectativa, vendo o menor se distanciar cada vez mais em direção ao carro. 

— Claro. — Baekhyun falou alto e partiu. 

Naquela noite, os dois passaram bons momentos em família, mas com os pensamentos ocupados. Por um sentimento que ainda não sabiam decifrar.

Chanyeol sentia que Baekhyun ficou estranho no dia do jogo de basquete, mas não queria perguntar o motivo e o aborrecer. Na segunda feira, já se preparou para não falar com o garoto o dia todo. Porém, surpreendentemente, um bilhete caiu em sua mesa na aula de matemática.

“Seu cabelo tá cada dia maior. Já pensou em cortar?” — BBH

Chanyeol deu uma risadinha baixinha. Para ser sincero, até sentiu falta do menor implicar com o cabelo dele. 

“Não, prefiro ele grande assim. Mais fácil pra você puxar.” — LOEY

Chanyeol já esperava o garoto fazer um barulho alto quando lesse o bilhete, mas antes de jogar pra trás, alguém tomou o bilhete de sua mão.

— Você gosta de mandar bilhetes no meio da aula, né, mocinho? Que tal pensar sobre isso na detenção? — A professora disse, enquanto jogava o bilhete no lixo. Pelo menos ela não leu, pensou Chanyeol.

— Era sobre a aula, professora. — Chanyeol mentiu, na maior cara de pau.

— Você acha que eu nasci ontem, Chanyeol? Detenção no sábado! — Ela exclamou.

— Peraí, não foi culpa dele! — Baekhyun interrompeu. Chanyeol quis dar um soco no mais velho.

— Baekhyun…— Chanyeol tentou.

— Eu mandei bilhete pra ele primeiro. Ele só estava me respondendo. Pode me mandar pra detenção no lugar dele. — Byun o cortou novamente. 

Chanyeol ficou com raiva. Baek já havia repetido de ano uma vez, não podia se dar ao luxo de ficar indo em detenções. Porém, antes que pudesse abrir a boca novamente, a professora falou.

— Então vamos fazer o seguinte: Os dois na detenção no sábado. Fim de conversa.

— Mas professora… — Chanyeol começou.

— Sem mas. Agora vamos voltar para a aula.

Chanyeol bufou de frustração. O que Baek tinha na cabeça? De repente a conversa que tiveram na casa do maior voltou na sua mente, o quanto Byun estava nervoso sobre repetir de ano novamente. O maior se sentiu culpado.

O clima ruim se perdurou até sábado, foi difícil passar aquela semana longe de Chanyeol, ainda mais quando na quarta feira descobriu que Kyungsoo iria se mudar no fim de semana. Ficou tentado a ir até ele, falar pro maior que cuidaria dele durante esse tempo. Mas depois de segunda, pareciam estar de acordo, cada um achando o outro um idiota. 

Até sentaram em mesas separadas ao decorrer dos dias, os amigos estranharam, é claro. Mas o grupo se dividiu. Como nos velhos tempos. Baekhyun passou a semana ocupado na loja e na casa de Junmyeon. Obrigou todo mundo a comparecer também, e eles obviamente foram, mas jogaram na sua cara o quanto estava ausente ultimamente. 

Tentou sair de mansinho no sábado de manhã, fez o café e pegou suas chaves, tudo silenciosamente, não queria preocupar seu velho. Mas antes de chegar até a porta, foi pego em flagrante. 

— Onde você vai tão cedo, filho? 

— Ah, eu vou… estudar. Na casa do Jun. — Inventou bem a tempo, mas o pai ainda o olhava desconfiado. 

— No sábado? 

— É, pro vestibular sabe? Eu volto na hora do almoço. — Não se permitiu ser questionado de novo, abraçou o pai, desejou bom dia e foi embora. Sabia que se o outro insistisse mais um pouco, acabaria contando a verdade. E não queria que o pai ficasse preocupado de novo achando que os tempos difíceis haviam voltado, Baekhyun esperava que esse tempo nunca retornasse. 

Revirou os olhos quando percebeu que só ele e o Park iriam ficar ali naquela sala até 12:00, como ele ia resistir? 

— Bom, eu sei que vocês jovens que estão loucamente apaixonados, não podem evitar ficar trocando esses bilhetes amorosos. — A professora deixou o papel amassado na mesa de Baekhyun e o menor quis retrucar que não estava apaixonado, mas ela continuou a falar. —  Como punição por atrapalharem a aula, quero que façam essa lista de exercício até 12:00, se terminarem antes terão que esperar do mesmo jeito. O zelador irá vir recolher no final e vocês irão assinar a chamada, entenderam? 

Os dois balançaram a cabeça afirmando e a professora deu a lista de exercícios, saindo da sala. Ficaram quietos por mais ou menos uma hora, concentrados e magoados, mas depois que o Byun terminou tudo e percebeu que o outro possuía um vinco entre as sobrancelhas enquanto olhava pro papel, foi impossível não se sentir tentado a ajudá-lo. 

— Você ainda não terminou? — Perguntou baixo e só recebeu um olhar debochado. Suspirou alto e puxou a própria cadeira até estar do lado do Park, fingiu que o outro não o encarava e começou a explicar tópico por tópico, até depois de mais uma hora, não havia mais dúvidas para sanar. 

Pensou em voltar pro seu lugar, mas Chanyeol tirou dois sanduíches de frango e refrigerante da própria mochila. 

— Eu não tô com fome. — Respondeu neutro, mas na mesma hora a barriga roncou alto e os dois começaram a gargalhar. 

— Tô vendo, come logo. — Chanyeol respondeu e se ocuparam nos próprios pensamentos de novo. 

Baekhyun ponderou se deveria pedir desculpas por algo que não estava errado, mas também não queria ficar brigado com sua pessoa favorita por mais uma semana. — Chanyeol… 

— Baek… — Os dois acabaram falando ao mesmo tempo e sorriram de novo, mas o Park permitiu que o outro falasse primeiro. 

— Eu não queria que a gente brigasse por algo bobo assim. Desculpa, eu coloquei nós dois aqui e eu fiquei atrapalhando a aula.  — Foi sincero enquanto o encarava.

— E eu respondi seu bilhete, então eu também tava atrapalhando a aula. Eu me senti culpado, porque não queria que você pegasse detenção. Não quero que as pessoas tenham a impressão errada de você. Mas também concordo que não deveríamos brigar por algo bobo assim. — Chanyeol respondeu e Baekhyun concordou sorrindo. 

Mal podia acreditar que havia passado uma semana sem falar com ele, talvez por isso estivesse distraído admirando a beleza do maior e os lábios cheinhos. Estava mesmo apaixonado, como a professora tinha dito. — Então sem mais bilhetes? 

Chanyeol o olhou confuso e magoado. — Mas você prometeu que mandaria um todo dia. 

Baekhyun acenou positivamente. — E como vamos fazer então? 

— Não vamos ser pegos de novo, muito simples. — O Park ditou como se acabasse se achar a melhor solução do mundo e Baekhyun concordou, porque honestamente não havia nada que não pudesse fazer por aquele pirralho. Abriu o bilhete amassado que estava em seu bolso e sorriu travesso. 

— Então você gosta quando puxo seus cabelos é? — O tom divertido e malicioso foi rapidamente notado pelo outro que o olhou com vergonha. 

— Vai se fuder, Baekhyun. — Chanyeol pronunciou, mas logo teve a boca tomada por um beijo lento, com gosto característico de saudade. 

— Eu quero muito foder você, mesmo. — Baekhyun sussurrou e Chanyeol o olhou com ansiedade. — Você, por acaso, não deixaria eu te foder em cima da mesa né? 

O Byun falou indicando a mesa da professora que estava na frente dos dois e o Park acertou um tapa fraco em seu rosto. — Você quer ser expulso é? 

— Valeria a pena. — Baekhyun respondeu, entre beijos e carícias, finalmente se resolveram. 

Baekhyun deixou mentalmente anotado que Chanyeol era precioso demais para si. E que o Byun não podia perdê-lo, de jeito nenhum. 

Para acalmar os nervos depois de horas fazendo exercícios chatos, Chanyeol sugeriu a Baek para os dois irem no fliperama que ficava perto da escola. O mais velho concordou na hora, dando vários pulinhos. Aparentemente ele gostava de jogos assim como o Chanyeol.

Em partes, o maior estava feliz de dividir esse gosto com o Byun, poderiam jogar por horas a fio. Porém, Chanyeol tinha certo medo do Baek conhecer o lado competitivo dele, já que definitivamente não era um lado nada bonito.

Baek disse que havia prometido que almoçaria com o pai, então os dois combinaram de se encontrar na frente do fliperama. O mais velho voltou para sua casa com seu Maverick vermelho enquanto Chanyeol iria a pé já que era próximo da escola. 

Enquanto esperava o Byun, decidiu comprar um lanche na cantina. Comeu rapidinho, e correu para o fliperama. O Baekhyun também não demorou muito para chegar, dizendo que estava animado já que não havia frequentado aquele fliperama antes. 

Já para o maior, era um lugar que ele frequentava mais do que a escola, quase que uma segunda casa. Ao chegarem, O Park sabia exatamente onde ficava cada máquina de jogo. Baekhyun parecia deslumbrado enquanto passava os olhos pelo lugar, cheio de luzes e crianças barulhentas.

— Vamos no jogo de dança, Chany, sou bom nele! — Baek exclamou, puxando o braço do mais novo.

— Ai Baek, sou todo desengonçado, não sirvo pra dançar. — Chanyeol anunciou, mas ao mesmo tempo já se preparou, fazendo alongamento nos braços e nas pernas.

No fim, Baek acabou ganhando de lavada. Chanyeol não sabia como alguém podia ser bom em tudo que fazia, mas Baek dançava como se fosse um dançarino profissional. Por mais que Chanyeol não tivesse se saído tão mal assim, aquela não era uma competição justa.

— Agora vamos no jogo de basquete. — Chanyeol disse, determinado.

— Tá tão desesperado pra ganhar de mim em algo? — Baek brincou.

Chanyeol ganhou. Mas por bem pouco. Nos últimos dois segundos, Baek errou uma cesta. Começou a achar que ele havia perdido de propósito só pra agradá-lo. Mas não mencionou nada, estava feliz de passar tempo com ele.

Ficaram no fliperama por mais algumas horas, até que os dedos de Chanyeol começaram a formigar e sua barriga fazia altos barulhos.

— Acho que você está com fome. — Byun riu.

— Você me deixa em casa? — Chanyeol perguntou, encabulado.

— Claro, Chany. Vem. — Baek pegou na sua mão, um ato tão natural, mas para o Park aquilo significou o mundo.

Os dois foram andando de mãos dadas até o carro do menor. Queria que aquele momento durasse pra sempre. No momento que Baek o soltou para entrar no carro Chanyeol não conseguiu não ficar triste por quebrarem o contato.

— Me diverti muito hoje. — Baek sorriu pra ele enquanto dirigia.

— Você me deixou ganhar, né. Pode falar. — Chanyeol falou, emburrado.

Baekhyun deu uma risada alta. — Só algumas vezes. 

— Eu sabia! Não precisa perder por pena! — Chanyeol falou, indignado.

— Não ligo pra ganhar tanto quanto você, Chanyeol. Só quero me divertir.

O maior quis socar ele por dizer isso, mas ficou quieto. No fundo, era até meio fofo o outro querer perder só pra deixá-lo feliz.

Quando Baek estacionou o carro, Chanyeol se sentiu meio estranho, não queria se despedir dele, depois de ter passado uma semana sem se falarem direito.

— Vem cá. — Baek o chamou para um beijo.

O que era pra ser apenas um selinho, evoluiu para vários beijos rápidos já que Chanyeol não queria o largar de jeito nenhum. No fim acabou se tornando uma sessão de amassos. 

— Chanyeol, assim eu nunca vou voltar pra minha casa. — Baek brincou, mas continuava o beijando.

— Então não vá. — Mais um beijo. — Jante comigo.

— Não estou com muita fome. — Baek disse, mas Chanyeol sabia que era mentira.

— Então você pode comer outra coisa. — Ele disse, beijando o nariz do Byun.

— O que, por exemplo? — O menor provocou.

— Que tal você me comer, ein? Eu posso ser seu jantar, você pode puxar meus cabelos... — Chanyeol deu uma mordida de leve no pescoço do Baek, e depois distribuiu pequenos beijinhos na área.

— Você me deixa louco, Park. Nem tem como recusar uma oferta dessas. — Baek murmurou, manhoso.

— Então vamos logo! — Chanyeol se afastou, resultando em um Baek frustrado pela falta de contato. No entanto, se forçaram a sair do carro. 

Ao entrarem na casa de Chanyeol pela porta da frente, o clima foi totalmente cortado quando avistou seus pais vendo TV na sala juntamente com Kyungsoo.

— Pessoal! — Chanyeol riu, sem graça. — Não sabia que estariam aqui.

— Não temos muito trabalho hoje, então decidimos passar tempo com Kyungsoo, já que ele vai se mudar de vez pra faculdade amanhã. — A mãe dele anunciou. — Quem é o seu convidado, filho?

— Sou o Baekhyun, tudo bem? — O mais velho, que antes se escondia atrás de Chanyeol, de repente criou toda a coragem do mundo e andou até onde seus pais estavam para os cumprimentar.

— Então esse é o famoso Baekhyun! — Seu pai sorriu pra ele, e Chanyeol quis cavar um buraco ali mesmo.

Kyungsoo só assistia a cena com o maior sorriso do mundo, saboreando cada segundo vendo Chanyeol se tornando um pimentão de tanta vergonha. 

— Famoso? Então Chanyeol já falou de mim? — Baek perguntou, olhando para ele com forma de deboche.

— Ah como falou. — Kyungsoo se pronunciou. — Já virou um tópico comum quando a gente janta e—

— Janta! — Chanyeol interrompeu. — Quem quer jantar? Baek?

Baek deu risada, claramente achando a situação sensacional. — Eu topo.

— Que bom, temos que aprender várias coisas sobre você. — Sua mãe sorriu para o Byun.

Aquela seria uma longa noite.

■ 

Enquanto Baekhyun olhava pra todos aqueles talheres em volta do próprio prato, se sentiu no mínimo mal educado, mas tentou disfarçar. O jantar estava delicioso, havia muita comida, mas tentava não parecer tão esfomeado. 

— Então, como vocês se conheceram? — A Sra. Park perguntou para si e o Byun ficou branco que nem papel, não podia dizer que havia implicado com Chanyeol desde o começo. Piscou três vezes antes de engolir em seco. 

— Ah, foi muito engraçado, o Baekhyun quebrou… — Kyungsoo começou a falar, mas foi interrompido. 

— Eu quebrei meu dedo… — Falou nervoso. — Quando estávamos jogando basquete, isso. E eu gostei do Chanyeol desde o início, ele sempre foi tão amável, educado e compreensível.  Ele me ajudou muito, na verdade. 

Kyungsoo estava vermelho de tanto segurar uma risada e Chanyeol olhava pro Byun com a maior cara de confusão do mundo, pelo menos até ter levado um beliscão do menor.

— Isso, foi exatamente assim. — O Park concordou sorrindo e os pais assentiram. 

Continuaram comendo devagar, até a mãe perguntar de novo. — E vocês estudam juntos? Já pensou no que vai fazer depois da escola, querido? 

Baekhyun respirou fundo, se sentindo um pouco mais confortável. — Eu precisei repetir de ano porque faltei muito, minha mãe faleceu no fim do ano passado, o que acabou atrapalhando meu desempenho escolar. 

Os pais do Park responderam que sentiam muito e Chanyeol segurou sua mão por debaixo da mesa, mas Baekhyun não se sentia triste. Não mais. — E eu quero fazer faculdade de administração, é uma coisa que eu gosto. Não pensava em tentar, mas Chany me convenceu. 

— Tenho certeza que você vai se sair bem. Deviam prestar vestibular pras mesmas faculdades, assim não vão ter que lidar com a distância.  Chanyeol quer fazer música, mas não nos surpreendeu, já que ele sempre amou. — O Sr. Park falou pela primeira vez no jantar e Baekhyun sorriu, pensando no quão perfeito aquilo seria. Era bem a cara do maior fazer música.  

— Você não tinha me dito isso. — O cutucou falando baixinho. 

— Você nunca me perguntou… não sabia que você queria entrar para administração também. — Chanyeol o respondeu baixo, enquanto os outros estavam ocupados falando sobre o novo apartamento de Kyungsoo. 

— Já pensaram em fazer na mesma faculdade do Soo? Ela tem uma didática e notas excelentes. — A mãe começou a conversar novamente e Baekhyun já se sentia tão bem ali que o nervosismo havia ido embora. — O apartamento do Soo é enorme, vocês podem até morar todos juntos. Viver um namoro a distância é complicado…

— Mãe, chega né… — Chanyeol respondeu visivelmente magoado. 

— Eu falei algo errado? Não quis constranger vocês… — Ela respondeu e voltou a comer em silêncio. 

Baekhyun se viu na obrigação de responder, porque a senhora Park só estava sendo gentil. — Não, Chany é meio envergonhado. É uma ideia ótima na verdade, seria muito legal. 

Logo a mãe dos Park sorriu novamente, Chanyeol apenas se aproximou e sussurrou: — Não alimente os bons sonhos dela. 

Depois quando estavam comendo a sobremesa na sala, Baekhyun escutava com atenção os pais de Chanyeol falarem sobre as próprias viagens e percebeu que eles eram realmente felizes. Kyungsoo estava sentado do seu lado e Baekhyun se permitiu ser carinhoso, se aconchegando no ombro dele que apenas o olhou em resposta, mas o abraçou meio sem jeito.

Ficaram assim por uns bons minutos, até todos na sala perceberem que o caçula da família estava visivelmente enciumado. Baekhyun como a boa pessoa que era, tratou logo de ir sentar perto dele, deixando um beijo na bochecha dele no processo. 

— Deixa de ser ciumento. O único Park que eu quero beijar é você. — Disse baixinho rente ao ouvido de Chanyeol que ficou vermelho na hora, o empurrando para ficarem numa distância mais segura. 

— Vocês estão mesmo namorando então né? Faz quanto tempo? Chanyeol fala de você todos os dias. — O Sr. Park perguntou.

— Não estamos… — Chanyeol ia começar a falar.

— Tem quase seis… — Baekhyun falou ao mesmo tempo que o outro, o olhou meio entristecido, porque sabia que ele diria que não tinham nada. — …. meses. 

O clima ficou pesado e estranho, ninguém falou mais nada por alguns minutos e todo o nervosismo pegou Baekhyun de novo com força total.

— Ah, olha a hora. Eu não posso chegar tão tarde, hoje tem jogo. Vou assistir com o meu pai. — Falou tudo pausadamente se levantando do sofá e Chanyeol levantou no mesmo instante. Apertou a mão do Sr. Park e deixou um beijo singelo na mão da Sra. Park que deixou alguns sorrisos escaparem. 

Deu um abraço apertado em Kyungsoo o desejando boa sorte nessa nova etapa da vida dele, mas antes que pudesse se afastar, o outro segredou. — Tenha paciência com Chanyeol, ele ainda está confuso e não sabe reconhecer os próprios sentimentos. 

Baekhyun apenas concordou, como se o coração não tivesse apertado minutos antes quando o outro disse que eles não tinham nada. 

Foi acompanhado até a porta pelo caçula da família que o olhavam meio envergonhado. — O que você quis dizer com quase seis meses, Baek? Achei que nosso acordo ainda estava de pé. 

O Byun o olhou, os olhos brilhando tentando não deixar nenhuma lágrima escapar, se aproximou com calma e o beijou apaixonado. Deixou que todo o amor que sentia os rodeasse, acariciou os cabelos grandes do maior em sua nuca, chupou devagar o lábio inferior e depois se afastou, relutante. — Você realmente não tem ideia do que faz comigo né? Você acha mesmo que aquele acordo daria certo? Você é apaixonante demais, amor. 

Chanyeol piscou confuso, se perguntando se Baekhyun estava terminando com ele, se perguntando do por quê ele estava dizendo tudo aquilo. Será que seus pais tinham amedrontado ele? Será que agora ainda teria alguma chance com ele? 

— Baek, você não pode terminar o que nós temos… não pode me deixar. — Respondeu com o lábio trêmulo, acreditando que a pressão imposta pela sua família havia sido demais pro menor. 

— Shiu… nem se eu quisesse eu poderia deixar você, amor. — Baekhyun o beijou de novo, mais urgente dessa vez. — Falaremos sobre a noite de hoje outro dia ok? 

O Park concordou acenando positivamente. — Eu te vejo segunda, Baek? 

— Claro, como sempre. 

Depois que entrou no carro, Baekhyun chorou até chegar em casa, se martirizando por ter criado um acordo estúpido que dizia que tudo entre os dois era carnal. Agora Chanyeol não queria sentimentos envolvido, qual outro motivo ele teria para negar que estavam namorando? 

Doeu muito, porque sabia que estava apaixonado durante muito tempo, talvez tivesse se apaixonado desde o dia em que se beijaram na grama. Mas naquele tempo, ele tinha medo. 

Medo de deixar as pessoas entraram em sua vida, mas agora, sentia raiva por ter sido tão covarde. 

E naquela noite, quando Rebel Rebel tocou no maverick vermelho, Baekhyun só desejou que Chanyeol estivesse ali para beijá-lo mais uma vez.


Notas Finais


Até sábado que vem!
Me digam qual a cena favorita de vocês rs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...