História Rebirth - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags 2shot, Bangtan Boys, Bottom!jk, Bts, Hunter!jm, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Land Of All, Loa, Projeto Land Of All, Top!jm, Vampire!jk
Visualizações 324
Palavras 6.541
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi xuxus, nem acredito que consegui voltar com esse capítulo e que depois de séculos eu consegui terminar uma fic! Rindo de nervoso, sério!

Pessoas, obrigada pelos comentários no capítulo anterior, fazia tento tempo que eu não recebia esse tipo de amor que eu havia esquecido de como era gostoso.

Obrigada de todo coração mesmo! 💕

Rebirth está terminando e eu não queria que isso tivesse acontecendo, mas... É isso.

Boa leitura, nos vemos nas notas finais.

Capítulo 2 - Chapter II


Já faz uma semana desde que Jimin acordara, seu estado não é dos melhores, com isso cada vez que ele dormia eu trocava os seus curativos e além da bebida e da comida também deixava remédios e chás analgésicos. Sei que ele planejou me ver diversas vezes, mas não conseguia se levantar de tanta dor. Também não conversamos muito e apesar disso algo começou a se concretizar.

Passei a deixar livros para que ele se distraísse e um dia ele me pediu papel, uma pena e tinta. Fiz o que me pediu e naquela noite recebi um bilhete dele. Mal consegui acreditar, a letra apesar de garranchada é bonita para mim, apenas por ter o significado de que ele queria se comunicar.

Me decepcionei com o livro anterior, porém este último prendeu minha atenção

Sorri ao terminar de ler o bilhete. Jimin queria conversar e viu que eu não conversaria de forma oral, mas ele é obstinado e não desistiu de manter um diálogo, mesmo que por pequenos bilhetes. Passei o dedo por cima do papel, como se fosse a tez de Jimin. Naquela mesma noite deixei ao seu lado, juntamente com a sopa e água, um bilhete que dizia:

“Também não me simpatizei com o livro que citaste. Aqui está mais dois exemplares. Espero que aprecie”.

E assim passamos aquelas semana, trocando bilhetes sobre livros e autores. Jimin se mostrou sensível e fã de romances, afinal, como ele mesmo disse, sua vida já era por demais agitada para passar seu tempo com mais aventuras. Ele também se revelou irônico e engraçado. Me peguei várias vezes sorrindo de algum comentário ácido sobre um livro.

As gotas de chuva escorrem pela janela do quarto, estou sentado no meu canto escuro habitual vendo as gotículas fazerem seu caminho até o batente da janela. É bonito, é calmo, eu gosto.

-Eu sempre achei paz na chuva. – a voz embargada pelo sono soou pelo quarto.

-Eu também. – disse com um sorriso, mas na verdade quero dizer que eu sei que ele gosta da chuva.

O silêncio reinou por uns minutos, porém de maneira reconfortante. Ambos observando a chuva pela janela embalados pelo som das gotas no telhado.

-Vai continuar a me negar suas palavras Jeon Jungkook?

-Nunca lhe neguei palavra alguma. Nos falamos através dos bilhetes.

Ouço o suspiro irritado dele.

-Não são suficientes.

-E o que te saciaria, pequeno Jimin? – pergunto.

-Eu sou insaciável. – consigo ouvir o humor sensual em sua voz e meus pelos se arrepiam. – E eu não sou pequeno.

-Nessa cama imensa tu me pareces novo e pequeno. – eu digo e logo acrescento – Não leve de maneira negativa.

-Nem sabes qual é minha idade. E ainda assim não levo a mal, afinal, todos sabemos que as melhores essências são encontrados nos menores frascos e você se surpreenderia com o que consigo fazer.

Não contenho uma risada. Sei bem do que ele é capaz de fazer, tenho as lembranças bem vívidas em minha mente. Meu corpo esquenta ao lembrar das noites e dias em que ele esteve em meu interior e na forma que eu sempre o acolhi tão bem.

-Ó, esse som... esse som é bonito. – ele diz e o vejo sorrir daqui. Meu coração gelado parece se aquecer e se pudesse bater ele estaria palpitando freneticamente.

-Você não tem nem dezoito verões Jimin. E você tem razões quanto aos frascos.

-Farei dezessete anos na próxima lua. – ele diz orgulhoso.

Onde estará a família de Jimin? Por que ele está nessa vida errante e nômade de caçador já tão cedo? Quero perguntar-lhe tudo isso, mas não quero parecer intrometido ou nada do tipo.

-És muito mais velho que eu? – ele pergunta, ao que parece tão curioso sobre mim quanto eu sobre ele.

-Ah sim! Alguns muitos verões nos separam Jimin.

Ele não responde, não pergunta quantos anos tenho, não fala mais nada. Fica tanto tempo quieto que quase acho que está dormindo, mas então ele volta a falar.

-O último livro foi realmente bom, aquele da garota que se apaixona pelo cocheiro, mesmo estando prometida ao duque.

Sorrio para mim mesmo. Ah, Jimin realmente gosta desses romances clichês.

-É um bom livro sim, apesar da menina ter me irritado um pouco.

Ele olhou em minha direção indignado.

-Por que? Ela era apenas inocente. Ela apenas amou...

-Sim, ela amou um cocheiro que estava na cara que nunca a assumiria, que só queria despojar-se entre suas pernas.

-E você não faria a mesma coisa? Não fale como se não já tivesse sido um desses cocheiros uma vez na vida. Eu gosto dela. – ele disse cruzando os braços indignado.

Como explicar para Jimin que eu não era o tipo de homem que o cocheiro era? Como falar para ele que por muitos séculos amei um mesmo homem e que esse homem era ele próprio?

-Então Meredith – digo me referindo à menina do livro – é o seu tipo de mulher?

-Uh... não. Ela não é...

-As inocentes não lhe atraem?

Não entendo como entramos nesse âmbito, mas eu estou curioso.

-No caso, as mulheres não me atraem.

Quase pulei sobre ele com a revelação! Oh sim! Sim Jimin, mulheres não te atraem, nem a mim! A mim só quem atrai é tu!

-Está calado... surpreso? – ele pergunta se sentando um pouco na cama.

-Não. Na verdade não. Mulheres também não me atraem tanto quanto esperam. – respondo e decido lhe agraciar com mais uma resposta. – Apesar de que homens decididos, bem diferentes das meninas dos livros me atraírem e muito.

Ele ergueu uma sobrancelha, achando a informação interessante.

-Compreendo. – ele voltou a olhar para a janela, a chuva cessou. Ele olhava meio decepcionado talvez? – Eu gostaria de ser protagonista de um parágrafo sequer, acho lindo, mas não sou digno disso. – ele falou amargurado.

A amargura na voz de Jimin me faz crer que ele deixou alguém em seu passado e isso me mata. Mata sim. Golpeado e dolorido falo sem pensar nas consequências

-Você não merece um parágrafo, Jimin. – ele me olha e daqui consigo ver seus olhos úmidos. – Você merece um milhão de livros escritos sobre o quão maravilhoso você é.

Daqui consigo ver a expressão surpresa de Jimin e me delicio com o sorriso de canto que ele dá. Oh Jimin, você é tão precioso.

-Você não tem como saber disso. – ele fala baixinho.

-Na verdade eu tenho sim. – ele me lança um olhar interrogativo.

-Como? Ah, eu queria te ver. – ele diz. – Por favor, apareça.

Suspiro pesadamente. Que sina! Ter o homem que amo a poucos metros de mim e ainda assim não poder tocá-lo.

-Acho que está na hora de dormir. Você precisa descansar.

Ele se senta na cama repentinamente.

-Não preciso! Eu já descansei demais! Meus ferimentos estão secos e quase cicatrizados, eu quero te ver Jungkook.

-Você não pode! Ainda está fraco.

-Por favor. – ele pede.

-Boa noite.

Ainda consigo ouvir um resmungo de desaprovação, então Jimin fechou os olhos e em pouco tempo sua respiração estava pesada, indicando que seu sono enfim chegara.

Passo mais algum tempo ali, observando o menino a minha frente.

Jimin é dono de uma delicadeza estranha, sua face ainda possui um pouco do rosto redondo de uma criança, porém eu sei que em seu coração e em sua alma se hospeda um homem, cansado e sofrido. Os traços que passam uma primeira impressão de delicados escondem a força que a idade não poderia lhe dar. Não sei o que aconteceu com o meu garoto e me sinto culpado por não ter estado presente para ajuda-lo, aplacando a sua dor da forma que eu pudesse. De alguma forma eu sei que ele sofreu danos irreparáveis, danos que misturas de ervas e emplastros não seriam capaz de curar.

-Queria te amar da forma correta Jiminie. – falo, mas seu sono é profundo.

Ele se remexe um pouco e vejo uma gota de suor em sua testa. Essa época é quente aqui e o quarto está um tanto abafado para ele. Abro a janela e enxugo sua testa, deixando minha mão em seu rosto por um momento, na intenção de refresca-lo com a minha pele gélida.

Tremo por estar tocando aquela pele quente e viva. Jimin sempre foi a única coisa que me prendeu ao mundo, e agora sentindo a vividez e ouvindo seu coração batendo bem perto de mim eu consigo ver que ele me devolveu o que me tiraram. Jimin me deu vida.

-Uhm, Jungkook... – ele fala e por um momento temo que ele tenha acordado, mas palavras desconexas saem de sua boca, assim como meu nome e então eu sei que ele ainda dorme.

-Diz meu querido.

Peço na ilusão de ser respondido.

-Eu gosto... disso... – ele responde, sonolento.

Demoro para entender sobre o que ele está falando, mas assim que movo minha mão de sua testa para sua bochecha, um sorriso ameno se abre e eu sei do que ele tanto gosta. É de meu toque que ele está falando.

Prossigo com o carinho e passo a ponta do dedo pelo narizinho bonito e ele suspira.

-Senti falta disso, Kookie. – ele balbucia e eu congelo.

Não só paraliso por um minuto, como saio do quarto em disparada. Paro no corredor e bagunço meus cabelos, nervoso. Ele se lembra? Ele está se lembrando! Jimin disse que sentia falta de meus carinhos e ainda me chamou de Kooke! Me chamou pelo apelido de sempre. Eu não sei como, mas não importa quantas vidas se passem, ele sempre me chamava pelo apelido em algum momento, dizia que só parecia adequado. Então como ele me chama de Kookie agora se nunca nem me viu?

Ele só pode estar se lembrando! Sempre que nos beijávamos algumas pequenas recordações o tomavam e isso ajudava com a aproximação, mas não nos beijamos, nunca nos beijamos e nossos toques são restritos aos momentos em que eu faço seus curativos ou em momentos como agora em que eu roubo um toque ou outro.

Agora mais do que nunca eu preciso que ele se lembre de como eu o amo.

🌙

Passei o dia todo esperando a noite cair, para que eu pudesse me esgueirar pelo quarto de Jimin. Não via a hora de correr para lá e passar horas e horas conversando com ele.

Assim que anoiteceu, eu subi e ele estava dormindo. Entrei silenciosamente e me sentei no canto usual. Esperei ele acordar, observando-o e me maravilhando com os sonzinhos graciosos que ele faz enquanto dorme.

-Aigo! Por que fazes isso?

-Isso o que? – rebato.

-Me observas dormindo!

Sorrio com a careta que ele faz e me controlo para não morder o biquinho no rosto birrento agora mesmo.

-Você dorme graciosamente. Gosto de olhar essa paz.

Vejo daqui que ele ruboriza e mordo os lábios.

-Estás a corar!

-É, hum.. seus remédios são eficazes. Aos poucos sinto meu sangue voltando. – ele tenta justificar.

-Não me refiro a esse tipo de rubor. – falo rindo.

-Aigo Kookie! Não me atormente, sim?

Prendo a respiração inexistente ao ouvi-lo me chamar pelo apelido, mas resolvo não falar nada sobre isso. Minha atenção se prende ao momento em que ele tira o lençol de cima de si e posso ver que ele recuperou o peso perdido nas ultimas semanas devido aos ferimentos.

Seu tronco está mais forte e a fina blusa me deixa ver os gomos bem formados de seu abdômen, assim como o pequeno calção deixa a mostra as pernas. Belas coxas fartas e branquinhas, maculada apenas pelo ferimento recente e outras cicatrizes mais antigas. Jimin é irresistível.

-Você está me encarando. Sinto seus olhos pesarem em mim.

-Me desculpe a ousadia Jimin, mas... uh, você não me deixa escolha.

Ele sorri, mas não o sorriso de ontem a noite. Ah, definitivamente não é o mesmo! Dessa vez é um sorriso felino, safado e quase diabólico.

-Vou perdoar sua ousadia.

-Se estou perdoado, permita que eu abuse de sua benevolência e seja ousado mais um vez, sim? – ele assente, ainda sorrindo daquela forma que está a me deixar tonto. – Ouvi historias em torno de sua pessoa, Jiminie.

-Histórias sobre como mato minhas presas são comuns. – ele dá de ombros.

-Não são sobre essas histórias que me refiro, e sim sobre as donzelas que foram encantadas por você. Todos os homens da cidade lhe temem, não pela sua espada, mas por sua beleza. – Jimin ergue uma sobrancelha e eu continuo – Dizem que você faz uma moça se apaixonar apenas com um olhar e dessa forma não sobrará mulher nessa cidade.

Jimin dá uma gargalhada e o som é cintilante, como sinos de vento.

-O que me intriga é que tu disseste que seu alvo não são as donzelas.

-E de fato não são, mas creio que meu olhar possa seduzir mais do que moças de vilarejos.

Engulo a seco com o olhar sugestivo que ele me lança, mesmo sem poder me ver claramente.

-Creio que sim.

-Porém vejo que os homens daqui são tolos, tão tontos quanto baratas. – ele diz ainda fitando em minha direção e me sinto nu sob seu olhar, mesmo sabendo que ele não me vê.

-Por que achas isso?

-Simplesmente porque eles acreditam, acima de tudo, na beleza. A beleza é um mito. Julgaram-me feiticeiro de donzelas apenas pela minha beleza, nem ao menos sabem que suas mulheres estão a salvas de mim, nem ao menos sabem que as flores mais belas são as mais espinhentas, eles mal sabem que a melhor atração é aquela que chega primeiro ao coração do que aos olhos.

Minha cabeça está fervendo. É muita coisa para processar. O que Jimin está dizendo?

-Você já se apaixonou dessa forma?

Ele suspira profundamente.

-Oh sim, já me apaixonei com os olhos, já me encantei com o belo e isso fez o que sou. Porém agora estou começando a entender como é se apaixonar primeiro com o coração.

Não há necessidade de resposta, e ele também não acrescenta mais nada. O silencio é gostoso. É bom ficar ouvindo a respiração de Jimin, ainda mais sabendo que talvez ele esteja suspirando ao pensar em mim. Será que ele vai gostar de como sou? Será que essa neo paixão irá superar o ódio?

-Kookie? – ele me chama.

-Sim.

-Pensei muito sobre isso nesses últimos dias...- ele para e morde os lábios, como se arrumasse coragem para continuar.

-Pensando sobre o que? – encorajo.

-Sobre essa sensação que eu tenho, é como se eu já te conhecesse. É um tanto quanto esquisito e sei que queimaria acusado de bruxaria caso me ouvissem, mas é isso. Sinto que te conheço.

-Quer saber de uma coisa?

Jimin encara o canto escuro que me encontro com expectativa, esperando por minha resposta.

-Tenho certeza que já nos conhecemos Jiminie.

E então sou agraciado com um sorriso. E ele brilhou. Brilhou como uma constelação inteira.

🌙

Agora que Jimin está aqui os dias acabam passando surpreendentemente rápido, e as noites correm mais ainda. Sua recuperação está totalmente atingida e isso marca a hora de deixa-lo ir.

Não sei como vou fazer isso. Já me acostumei com a rotina de cuida-lo na escuridão e deixar sua comida nos intervalos em que ele cochila. Já me acostumei em passar a maior parte do dia lendo romances para depois dar os melhores à ele. Jimin só merece o melhor, e isso vai de livros à amores. Me habituei mais ainda às conversas durante a madrugada, onde Jimin se abre da forma mais sincera e bela possível, e eu me abro da mesma forma, falando de sentimentos, pensamentos. Portanto, não estou pronto para deixa-lo ir, e muito menos para revelar quem sou, ou melhor, o que sou.

Mas hoje eu falaria que Jimin está recuperado. Hoje eu me mostraria.

O crepúsculo chegou furtivo, colorindo o céu em tons de laranja, rosa, amarelo e por fim azul escuro. É lindo e a cena se completa quando vejo Jimin sentado na cama, olhando o anoitecer.

Ele está sem a bata fina e as costas brancas parecem uma tela muito atrativa para ser pintada com minhas cores. Ele está paradinho, como um estátua. Olho para minha estátua de Adônis até que as cores claras se tornam escuras e o céu se torne preto, apenas pontilhado pelas pequenas estrelas.

-Achas que não sei que estás a espera do céu escurecer para que possa entrar? Me decepciona saber que tentas me enganar e ludibriar Kookie.

Sorrio com a boca esperta de Jimin. Ele sempre me surpreende.

-Como tu sempre sabes que estou te observando?

Digo entrando no quarto e indo para o meu cantinho escuro. Jimin não se vira para tentar me ver, há tempos que ele deixou de tentar me flagrar.

-Eu apenas sinto que estás por perto.

Fico calado e Jimin respeita isso. Ele está sentindo a mesma coisa que eu? Será que ele consegue sentir o fino cabo de aço, porém indestrutível que nos liga e me puxa para ele? Será que meu perfume de destaca dentre tantos outros, assim como o cheiro de cerejeira dele se destaca para mim?

Tudo o que mais desejo é fazer essas perguntas à ele e depois deixar que ele me tome em seus braços, mas ainda há uma duvida maior.

-Jimin, por que você caça vampiros? – pergunto e vejo seu corpo retesar e tensionar.

-Jamais falei sobre isso com ninguém. – quase o interrompo para retirar a pergunta, mas ele prossegue – Mas algo me diz que eu devo contar para você. De alguma forma eu confio em você.

Jimin dá uma pausa e respira profundamente com os pequenos olhos fechados. Ele sorri melancolicamente, esse sorriso triste me machuca, e sei que Jimin se perdeu em algum lugar do passado.

-Eu o vi pela primeira vez quando eu havia acabado de completar quatorze anos e estava sentado na clareira de uma floresta em Busan olhando as estrelas, sou apaixonado por elas sabia?

Sim Jimin, eu sei. Tenho vontade de responder, mas me contenho.

-Dak Ho era a personificação da beleza. Parecia um príncipe em cima daquele cavalo. E eu era apenas uma criança pobre e insignificante, mas Dak Ho me enxergou. Ele desmontou do cavalo e me perguntou o que eu fazia àquela hora fora de casa, eu mal respondi. Estava estonteado com os olhos vermelhos dele. Ele me levou para casa e surpreendentemente ofereceu sua mão para que eu beijasse – Jimin solta um riso de deboche – Eu me senti como um cavalheiro dos livros que eu tanto lia. Passei o resto da noite pensando naquele homem e algo dentro do meu corpo de criança despertou. Na noite seguinte eu o esperei na clareira e ele apareceu, sorriu quando me viu e foi aí que vi suas presas, mas não senti medo, ah não! Eu me vi ainda mais atraído.

Suspiro audivelmente. Se algum sangue corresse em minhas veias, tenho certeza que estaria fervendo.

-Eu soube o que ele era, mas deixei que ele me mordesse. Senti-lo beber meu sangue me fazia ser mais dele do que em qualquer outro ato. Eu achava isso romântico. Como se ele precisasse de mim para viver. Não pensei em fugir em momento algum. Ele já havia me envolvido demais, emocionalmente, quero dizer. Dak Ho se alimentou de meu sangue por quase um ano. Fui seu almoço durante o dia e a noite ele me ensinava tudo sobre a vida. Mas só o meu sangue não o satisfazia, soube disse quando vi o olhar dele sobre meu irmão caçula. Lembra que eu lhe disse que a beleza é um mito? – assinto – Então, eu não podia acreditar que um ser tão bonito quanto ele mentiria para mim. Ele me amava, certo? Errado. Dak Ho não só mentiu quanto acabou com a minha vida e pior... com a vida do meu irmãozinho.

Começo a sentir minhas garras se afundando na palma de minha mão. Não consigo pensar em ninguém causando qualquer tipo de dor em Jimin, nem em ninguém de sua familia! O olhar de dor no rosto tão amado por mim só complica tudo. Apenas desejo estreitar meus braços em torno de Jimin e sussurrar que está tudo bem, que agora ele está seguro aqui comigo. Ao mesmo tempo parece palavras inúteis, já que pelo visto, nunca poderei proteger seu irmãozinho.

-Em uma noite Dak-ho passou de todos os limites e só me largou e tirou suas presas de meu pescoço quando desfaleci. O pior não foi isso... Meu pai me achou desacordado na floresta, ele estava com o semblante louco. Me levou de volta para casa e quando chegamos eu só conseguia ouvir os gritos de mamãe. Ela estava segurando o corpo de Hoseok, ele estava branco demais para alguém vivo, seu sangue havia sido completamente drenado. E... – ele soluçou – ele era só uma criancinha! Não tinha feito nem dez anos, Jungkook! Tive de contar toda a verdade e com isso fui expulso de casa. Fui expulso por ter amado um homem, por ser uma vergonha e por ter matado meu irmão. Foi isso que eu fiz... matei meu irmão! Eu me vi nas ruas com apenas quinze anos. Eu precisava fazer algo... e foi naquele momento que eu decidi que daquele dia em diante eu caçaria a raça maldita e ainda lucraria com cada cabeça cortada. Foi assim que eu me tornei um caçador.

Minha garganta está seca. Vejo tudo vermelho e eu só quero achar esse maldito e fazê-lo sentir dor pior do que ele causou a Jimin e ao pequeno Hoseok.

-Jimin, eu prometo que vou achar esse desgraçado e quando achá-lo, vou matá-lo com minhas próprias mãos.

Jimin sorriu e eu pude ver gratidão em seu olhar.

-Eu sei que você faria isso, mas eu já me encarreguei disso. Ele voltou ao inferno gritando meu nome. Eu vinguei meu pequeno Hoseokie, meu pequeno raio de Sol.

-Claro que sim... claro que você fez isso. Meu garoto é forte. – falo baixinho.

-Seu garoto?

-Sinto que você é meu.

Ele não responde e apesar de o silencio sempre ser agradável quando estou com Jimin, algo me tira da paz.

-Jimin, você já está recuperado. Sabe que pode ir embora a hora que quiser.

Ele abre a boca e fecha várias vezes, tentando formular alguma frase, em vão.

-Eu vou deixar roupas novas e uma tina de água quente para que você possa tomar um banho e depois pode ir embora se quiser.

-Não! Eu... eu não estou bem. Me sinto fraco ainda.

Sei o que ele está tentando fazer e me parte o coração morto dentro de mim.

-Jimin, eu quero que você fique, céus! Como eu quero! Mas você não pode!

-Não faça isso Jungkook.

Seu rosto está consternado, parece que eu tirei o chão de seus pés.

-Jungkook, eu não sei por que me apeguei tão fortemente a você, mas... – ele deixa as mãos caírem em seu colo. – Apareça... por favor.

Eu consigo ver os sentimentos pulsando em Jimin.

Your love is bright as ever

Even in the shadows

(Seu amor está brilhante como sempre

Mesmo nas sombras)

-Venha e me deixe te tocar. – ele pede baixinho e levanta da cama.

O corpo de Jimin erguido é ainda mais bonito e eu quero tomá-lo, mas não posso. Ele me odiaria.

-Você me odiaria se eu fizesse isso!

Baby kiss me before they turn the lights out

Your heart is glowing

And I'm crashing into you

Baby kiss me, kiss me

Before they turn the lights out

Baby love me lights out

(Amor, me beije antes que eles apaguem as luzes

O seu coração está brilhando

E estou me apaixonando por você

Amor, me beije, me beije

Antes que eles apaguem as luzes

Amor, me ame com as luzes apagadas)

-Não, eu nunca lhe odiaria. – ele anda através da escuridão e o cabo de aço que nos une me leva até ele. Dou um passo em sua direção e o cheiro de cerejeira está mais forte.

In the darkest night hour

I'll search through the crowd

(Na hora mais escura da noite

Eu te procurarei no meio da multidão)

Jimin está perigosamente perto e meus dedos coçam para que eu toque sua pele. Ele lambe os lábios carnudos e rosados, parece ter sede de mim e minha pele queima.

-Me deixe te beijar, te tocar Jungkook-ah!. – ele diz de olhos fechados.

Eu não posso negar um pedido desses. Simplesmente não posso.

Percorro o caminho que resta e puxo Jimin pela nuca, colando em seguida nossos lábios e gemo com o contato. Meu corpo se ondula no de Jimin e ele suspira, como se esperasse isso por muito tempo.

Your face is all that I see

I'll give you everything

Baby love me lights out

(Seu rosto é tudo o que eu vejo

Eu lhe darei tudo

Amor, me ame com as luzes apagadas)

Reavivo anos e anos ao sentir o corpo quente colado ao meu. Jimin é macio, delicado, forte e delicioso. Seu gosto é doce e seus lábios carinhosos. Suas mãos estão em meus cabelos, puxando de forma carinhosa e minhas mãos apertam sua cintura, puxando-o mais para mim.

We don't have forever

Baby, daylight's wasting

You better kiss me

Before our time is run out

(Não temos a eternidade

Amor, a luz do dia está acabando

É melhor você me beijar

Antes que o nosso tempo acabe)

E nesse momento nada importa. Nesse momento tudo está encaixado. Eu quero desaparecer nesse beijo. As estações podem mudar, estrelas podem colidir mas eu amarei esse homem até o fim dos tempos. Tudo agora parece perfeito agora, tudo se move com graça novamente e enquanto Jimin acaricia minha nuca, minha vida não parece ser um desperdício de tempo. Tudo gira em torno de Jimin.

É delicioso ouvir seus gemidos se misturando aos meus quando ele aperta minha cintura. Quero me fundir a ele, então só junto nossos corpos.

-Ah, meu Jimin... – falo por entre o beijo e então bruscamente ele congela.

Baby love me lights out

(Amor, me ame com as luzes apagadas)

E em um instante curto demais, Jimin não está mais em meus braços, seu calor não aquece mais meu corpo petrificado. Ele está a menos de um metro de mim, os olhos bem abertos e atentos, a espada empunhada com destreza, apontada diretamente para meu peito.

-Jimin…

-Calado! - ele diz e apesar de sua voz ser firme consigo ver os lábios trêmulos. - Você me enganou.

-Não, não lhe enganei. - ele deu passos em minha direção e a ponta da lâmina encosta no meu pescoço, fina e fria.

Jimin treme e sinto isso na ponta da lâmina em meu pescoço. De todas as imagens que eu possa ter medo, essa é uma das piores. Jimin com ódio de mim.

-Me enganou sim! Eu vou te matar! Vou arrancar cada membro seu, por fim vou arrancar sua cabeça e jogar todos os seus restos em uma fogueira. Eu vou me aquecer com os seus restos mortais. - ele diz com os dentes trincados.

Eu quero chorar. Mal consigo raciocinar. Se Jimin me matasse neste momento seria um favor.

-Então por que sua espada ainda não perfurou-me? - engulo a seco e meu pomo de adão é arranhado pela lâmina por causa do movimento.

Jimin abre a boca e fecha novamente.

-Por quê, Jimin?

Meus olhos fitam os dele e eu me sinto afundar naquela vastidão escura. Ele não quer fazer isso, eu sei que não quer. Ele morde os lábios e fecha os olhos com força. Parece que ele está a juntar toda a força confinada em seu corpo, ele está se esforçando até o tutano.

Jimin trinca os dentes e um grito sai de sua boca. Estridente e sofrido.

A espada cai no chão fazendo um barulho metálico, soa como um presságio. O Jimin que está a minha frente é completamente diferente daquele que eu vira há segundos antes. Ele chora e a cada lágrima meu peito morto revive apenas para morrer junto àquela cena.

-Você é como ele… você é como Dak Ho. - ele fala e eu não encontro raiva ou rancor em sua voz.

Jimin parece pequeno e frágil, não parece o mesmo homem que me pegava a minutos antes. Ele precisa de mim, dos meus braços ao seu redor, da minha voz sussurrando palavras de um futuro que talvez nunca chegue.

-Eu não sou ele. E você não é mais aquele garoto Jimin.

Dou um passo em sua direção, mas os músculos dele tensionam e ele grita, como um bicho acuado.

-Não se aproxime! - ele diz e me machuca profundamente.

-Você sabe que eu não sou como os outros. Posso ser um demônio que você tanto odeia, mas eu sou o Jungkook, o seu Jungkook, o seu Kookie…

Ele me olha e cospe em minha direção.

-Não faz isso Jimin, eu sei que você sente o mesmo que eu.

Jimin chora e se encolhe no canto do quarto.

-Eu o amo e eu sei que você sente isso fluindo em você. Admite que sente…

-Eu não quero sentir isso. Não quero! Você não pode exercer esse tipo de força em mim. Por acaso tu és diferente da tua espécie? Tens algum poder sobre minha mente? - ele pergunta com as mãos na cabeça, agarrando os cabelos prateados.

Estou cansado. Não deveria ser assim, eu não deveria ter que convencê-lo a me amar. Vou até a cama e me sento, sinto meus ombros pesando, minha cabeça pende para a frente.

-Poderes é algo que não possuo, tudo o que tenho és tu e o amor que é todo teu. - digo e o soluço de Jimin nas minhas costas me frustra.

Minhas esperanças estão fracas, tão pequenas quanto a última estrela do amanhecer. Ouço o som da espada sendo tirada do chão. A realidade é que Jimin quer me matar, e eu irei deixar e ainda irei agradecê-lo por isso. Não aguentarei mais viver um dia sequer sem ele. Fecho os olhos e espero pelo golpe de Jimin.

-Como é possível alguém saber que o fogo queima, mas ainda assim ansiar pelo ardor da queimadura, querer a agonia do fogo corroendo carne e tecidos?

Ele diz me surpreendendo, a espada afunda no colchão ao meu lado e pequenas mãos deslizam por minhas costas. Estou arfando com o toque dele em mim. As mãos quentinhas vão até minha cintura, passam por minha barriga e se espalmam em meu peito. Minhas costas estão contra seu tórax e consigo sentir a respiração quente em meu pescoço.

-Eu conheço você e não é desta vida. - ele murmura. – Mas eu preciso lhe matar. É da nossa natureza.

Sinto as lágrimas frias caírem em meu pescoço e descerem até minha clavícula.

-Nosso amor é mais antigo que as estrelas. - viro meu rosto e nossos narizes se encontram - Você não precisa me matar.

As mãos de Jimin fincam em minha bata e a rasgam com a mesma facilidade que eu rasgaria sua carne.

-Então, por ora, eu renuncio a minha natureza. Deite-se, de bruços.

Ele sussurra rouco, os lábios se encontrando levemente com os meus quando ele fala. Obedeço. Obedecerei qualquer ordem que venha dele. Me deito de bruços e aperto os lençóis de seda vermelha quando Jimin tira minhas botas e beija meu tornozelo, então tira minha calça de couro junto com o calção de linho.

Suspiro baixinho ao sentir as mãos de Jimin passearem por minhas coxas até minha bunda, apertando de leve. Me assusto quando os lábios tomam o lugar das mãos e a língua faz desenhos em mim. Jimin senta em minhas pernas e suas mãos macias passeiam por minhas costas, os dedos são fortes em minha pele.

-Tua pele é fria. - ele diz e eu procuro algum sinal de desgosto em sua voz, não encontro. - Estranhamente combina com a temperatura da minha.

Ele diz e eu sorrio.

Jimin segura meus cabelos, me obrigando a olhá-lo por cima do ombro, e me beija. A língua quente e úmida me reivindica e eu lhe dou tudo o que sou. Me perco naquele ósculo que espero há tantos séculos e tudo parece voltar à vida. Jimin morde meu lábio inferior e cedo demais para de me beijar, apenas para deixar um beijo e uma mordida em meu ombro e repetir o movimento por toda a extensão das minhas costas.

Quero mais dele em mim, quero seus toques. Quero sua mão e sua boca. Quero que ele alivie o desconforto do meu membro duro pressionado contra a cama. Porém ele some, e eu me desespero. Levanto a cabeça da cama tentando procurar por ele, em vão, já que os beijos estalados dessa vez são dados em minha nádega esquerda, uma mordida e um beijo.

E antes que eu conseguisse me acostumar com a sensação dos beijos, suas mãos se agarram de cada lado, separando as nádegas e sinto sua boca em minha entrada. Engasgo, agarro os lençóis e sem querer grito quando o músculo quente me invade.

Não consigo raciocinar corretamente cada vez que a língua morna me invade, me preparando e relaxando para ser invadido por Jimin, completamente por ele. Choramingo quando ele se afasta novamente, porém não por muito tempo.

-Não precisa chorar, uh? - ele diz e ergue meu quadril, me deixando de quatro e completamente exposto para ele.

Jimin cospe em minha entrada e me seguro para não gritar ao sentir os dois dedos em meu interior. Jimin dá pequenos beijos em meu rosto, me esparramo até que todo meu tronco se encontre na cama.

-Tu és tão bonito. - ele diz retirando os dedos e massageando minha bunda.

Ouço o farfalhar de panos e sei que ele está se despindo, me deito na cama de frente para ele e nada no mundo se compara à visão de Jimin nu. Ele é meu paraíso, meu inferno.

-Venha Jimin, me ame. Eu preciso do seu amor, por favor. - imploro enquanto ele se ajoelha na cama.

O caçador me toma em seus braços e eu posiciono minhas pernas uma em cada lado de seu quadril, ele pincela a cabecinha de seu pau em minha entrada e eu o quero todo dentro de mim. Me inclino para frente, me encaixando nele e desço por sua extensão, arrancando um grito de Jimin.

-Tu és feito de pedra de gelo, e és apertado… mas é tão macio por dentro. - ele sussurra me estocando devagar e fundo.

Estou agarrado a Jimin com todas as minhas forças, quero senti-lo assim para sempre.

As unhas curtas dele estão fincadas em minha em minha bunda, me fazendo rebolar e impulsionar como um louco contra os quadril dele.

A cada estocada, a cada beijo e frase eu sinto meu interior se encher de algo que só Jimin pode me dar.

Nos movimentamos tão fortemente e com tanta raiva que a cama parece mais um campo de guerra.

Ele é menor que eu, porém lida com meu corpo com facilidade, como se fizesse isso a anos. Ele se afunda em mim e não toca em meu membro. Eu estou louco, desesperado para gozar e senti-lo gozando dentro de mim. Quero fechar os olhos para me entregar completamente ao tesão, só que também não quero perder um segundo dessa cena tão bela.

Jimin de olhos fechados, a boca entreaberta, suspiros e gemidos escapando por ela, os músculos dos braços tesos por me segurar contra si, os cabelos suados na testa.

-Jiminie, me toca, por favor, me toca! - imploro apertando seus ombros.

Ele sorri de lado e com uma mão segura minha cintura e outra alcança meu pau quase dormente de tão duro. Sua mão passou a se movimentar no mesmo ritmo que seu pau me invade. Sei que não aguentarei por muito tempo.

-Isso… é… Permaneça dentro de mim Jiminie.

Todos os sentimentos que eu guardei por tanto tempo me atingiram enquanto Jimin faz amor comigo. Oh, eu o amo, nossas almas estão entrelaçadas e nada pode separar isso. Eu o abraço.

-Você está chorando. Não chore, eu quero fazer você se sentir bem. - ele diz beijando meu rosto, no lugar onde há lágrimas.

-Choro pois te amo. - eu digo e ele atinge aquele ponto crítico me fazendo gritar.

-Eu o amo. E amo mais hoje do que nas outras vidas que se passaram.

Ele sabe, ele sabe! Beijo seus lábios desajeitadamente enquanto ainda estamos um no outro, afundando e sobrevivendo.

Atingimos o orgasmo juntos, com jatos fortes e quentes na mão dele e em meu interior. Porém não fora apenas um orgasmo, entramos em um torpor, um frenesi incrível, como quando o ópio faz efeito. Ele gritou meu nome e eu mal consegui isso.

Ele desabou na cama, me levando com ele.

-Jungkook.

-Não fale nada, não estrague esse momento. - eu peço, ainda chorando.

-Não quero morrer mais. - ele diz e eu não entendo. - Eu não quero ter que reencarnar de novo. Quero ficar com você.

-O que você quer dizer com isso Jimin? - levanto o olhar até o dele.

-Me transforme.

-Não! Eu não posso! Não posso te transformar nisso, nesse monstro que você tanto odeia.

-Não sejas um tolo egoísta! Não me tire a chance de viver contigo para sempre! Eu renuncio sim a minha natureza, mas não só por agora… renuncio para sempre. Me faça ser como você. Me transforme e viva comigo.

-Isso não é vida Jimin!

-Que seja! Então sobreviva, exista, morra, faça o que quiser, mas me leve consigo.

Seu olhar é sério e eu conheço bem para saber que ele não desistirá disso.

-Acabe de uma vez com essa maldição. Não quero mais viver vidas e vidas achando que sou incompleto só por não ter você. Quero que essa seja minha última vida. Me transforme.

Ele diz tão certo, tão convicto e eu sei que eu não tenho outra saída, pois todas as lembranças de outras vidas o atingiram enquanto nos amávamos.

O pescoço branco está exposto para mim, a marca em forma de lua crescente está visível e é bem ali, bem abaixo da marca que finco meus dentes e o sangue de Jimin enche minha boca.

Jimin arqueia as costas e grita. Ainda estou sugando o liquido doce e irresistível. Tenho consciência de que devo parar e o grito agonizante de Jimin me faz despertar e tirar minhas presas de sua pele.

-Dói! - ele grita.

-Em um minuto passa meu amor… um minuto… - eu falo em seu ouvido.

Ele treme com os olhos fechados, os dentes trincados. Eu seguro seu corpo trêmulo enquanto ele grita. Sei que logo passará, mas sua agonia é minha agonia.

Ele grita e chora por mais tempo do que eu posso contar. Não sei por quanto tempo fiquei controlando seus movimentos e espasmos de dor, e nem por quanto tempo abracei seu corpo tentando passar conforto ou retirei o cabelo suado de sua testa. Mas ele parou de gritar, e ficou imóvel, como um cadáver.

Nunca transformei ninguém então sua inercia me assusta. Não posso ter matado ele. Não posso!

-Jimin? - chamo.

Ele vira o rosto e deixa a mostra a marca de nascença em forma de meia lua, com dois pontos de sangue onde antes estava minha presa. Jimin abre os olhos e não há pupilas. Apenas escuridão. Seus olhos estão negros, da cor do meu sangue.

Percebo que sua pele está mais rígida, a temperatura caiu drasticamente e o mais importar... não há mais batimentos cardíacos reverberando pelo quarto.

A transformação está completa.

Jimin é um vampiro.

Jimin tem a eternidade.

Comigo.


Notas Finais


EU TO NERVOSA!

Mano, eu tô muito nervosa pra saber o que vocês acharam! Sejam sinceros e me deixem saber, uh? E me perdoem pelo lemon ugh

Ah meu Deus, eu amei tanto escrever essa TwoShot, queria que fosse eterna! Ainda não estou preparada para ir embora. Me apeguei tanto tanto a esse jikook!

Bom, logo estou de volta e mato as saudades.

No mais, só tenho a agradecer por cada favorito e feedback. Vocês são demais 💕 obrigada por me acompanharem até aqui.

Link da música do capítulo: https://youtu.be/7L-Rwxoc2jU

Até mais.

All the love, M.


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