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História Rebuild - Kitty Gang is back - Capítulo 6


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Capítulo 6 - 06


Fanfic / Fanfiction Rebuild - Kitty Gang is back - Capítulo 6 - 06

Mais tarde...


Hyung! – a voz aguda da garota antingiu os ouvidos do maior o fazendo recuar três passos do fogão enferrujado. – Você não pode comer agora, saia daí!

Chaeyeon penteava seus cabelos escuros enquanto repreendia Yoongi que tentava a todo custo comer o jantar preparado pela garota, o loiro iria finalmente conhecer o amiguinho da garota e se livrar dessa preocupação a mais na sua vida. Já bastava a falta de informações sobre Kitty Gang e a demora para receber mais trabalhos.


– Que horas esse garoto vai chegar? – resmungou enquanto andava até a garota. – O quê os pais dele acham disso?

Chaeyeon apenas deu uma gargalhada alta e foi para seu quarto, deixando um Yoongi confuso no meio da cozinha.

[...]

Jimin batucava os dedos freneticamente no banco tentando descontar todo seu nervosismo, faltava apenas uma estação para que chegasse no subúrbio de Seul e uma gota de suor escorria por sua têmpora. Sem sombra de dúvidas que o irmão da garota iria lhe metralhar de perguntas, se o mesmo pediu pra conhecê-lo, logo estaria preocupado com Chaeyeon e era certo de querer saber tudo sobre o Park, a questão foi o quê a garota disse mais cedo, algo como “Apenas concorde com o quê eu disser”, e se Jimin não se encaixasse naquilo que ela diria? Certamente havia se metido numa tremenda enrascada ao ter dado seu número para a menina.

Todos os passageiros desceram na última estação, Jimin estava atrasado e não podia sequer cogitar a ideia de ir embora, então apenas caminhou para fora do metrô e seguiu caminho rumo à casa de Chaeyeon.

Após minutos de espera que pareciam ser horas para os Min, ouviram a velha e quase aposentada campainha tocar e seu som soar pelo apartamento, Chaeyeon desceu as escadas rapidamente para abrir o portão e assim ela e o Park subiram. Chegando lá, deram de cara com Yoongi sentado no sofá de pernas cruzadas e como de costume, sua lata de cerveja em mãos. Jimin sentiu um calafrio percorrer todo seu corpo, sua boca ficou seca e o ar parecia não entrar em seus pulmões, começou a suar e podia sentir suas pernas falharem quando os olhos do loiro caíram sobre os seus.

– Hyung, esse aqui é o Minnie meu melhor amigo! – ditou animada enquanto acariciava o ombro de Jimin. – Minnie, esse aqui é meu irmão.

Jimin ficou estático, sem saber o quê fazer, o medo de ser reconhecido por um civil tomou conta da sua mente, estava quase deixando de surtar internamente para surtar de verdade e todos verem.

– Min Yoongi, prazer. – o loiro estendeu a mão em direção do Park que continuava sem reação.

– O-oi, prazer. – estava tão desnorteado que quase não acertava a mão do Min, e quando conseguiu teve um leve sobressalto quando o loiro apertou sua mão com certa força. – Sua irmã fala muito de você.

– Fala, é? – direcionou seu olhar para a menina que estava começando a corar levemente e assentiu.

Por alguns minutos o silêncio dominou o local, Chaeyeon observou o olhar de seu irmão sobre o moreno – que estava de cabeça baixa – e tratou de cortar o clima.

– Eu sei que vocês estão com fome então vou pegar o jantar, não saiam daí! – saiu em direção à cozinha deixando Jimin e Yoongi sozinhos na sala.

“Ótimo, é nesse momento que ele tenta me sufocar com o travesseiro achando que sou algum pedófilo e joga meu corpo pela janela, direto na lixeira” – Pensou Jimin, engolindo em seco quando Yoongi pediu para que fosse sentar no sofá.

– Então... – o loiro encarava Jimin que estava distraído brincando com seus dedos sobre as coxas. – Sabe a idade da Chaeyeon?

– Sei. – o moreno sorriu minimamente pela sua suspeita ter sido confirmada, o Min achava que ele era um pedófilo. – Eu não sou um tarado, tá?

– Não disse que era.

– Por algum momento pensou?

– Talvez.

Jimin balançou a cabeça negativamente, sempre que tinha oportunidade desviava o olhar do rosto do Min que não parava de encará-lo. Aos poucos conseguia controlar sua respiração e seu nervosismo, só havia passado alguns curtos minutos que Chaeyeon saiu para a cozinha, mas para Jimin pareciam horas e Yoongi não pronunciava nenhuma palavra.

– Você tem um nome? – Yoongi perguntou relaxando a postura.

– O que?

– Perguntei se você tem um nome, além de Minnie.

– Tenho sim.

O loiro aguardou Jimin dizer seu outro nome, mas esse não o fez. De onde esse garoto tinha saído? Ele pensou, talvez tivesse que perguntar novamente.

– E qual é? – Yoongi deixou a lata de cerveja no chão e se aproximou mais de Jimin que estava sentado na outra ponta do sofá.

Jimin mordeu seu lábio inferior e respirou fundo, sentia suas orelhas em chamas e seu coração parecia estar dançando, o que era aquilo?

– Park Taemin. – sorriu pequeno para o loiro à sua frente.

– Voltei! – Chaeyeon apareceu na sala carregando uma bandeja com algumas bebidas e pôs sobre a mesinha de centro, tudo com muito cuidado. – Desculpa Minnie, o jantar vai ser no sofá mesmo... que não temos uma mesa descente– sussurrou para o moreno que apenas riu baixinho e pegou uma das bebidas.

– Sem problemas, Chae. – sorriu gentil para a garota que voltou para a cozinha novamente, provou um pouco da bebida em seu copo e pôde distinguir o gosto de morango com outros elementos, olhou para Yoongi um pouco surpreso e o loiro riu em resposta.

– Até eu estou chocado, se soubesse desse talento todo teria pedido para ela fazer o jantar todos os dias. – disse Yoongi olhando para seu copo.

– Os jovens são surpreendentes... – falou baixinho mas suficiente para o loiro ouvir, lembrou-se do que a garota tinha feito consigo e alí estava ele no meio de um interrogatório.

– Como você e a Chaeyeon se conheceram? – e antes que o moreno pudesse responder, Chaeyeon retornou para a sala.

– Deixa que eu conto, Minnie. – entregou os pratos para seu irmão e Jimin, o moreno nem lembrava qual foi a última vez que viu uma comida tão bem preparada e apetitosa.

[ Min Yoongi ]


Park Taemin, a primeira pessoa que trago para minha casa além da Chaeyeon, não fazia ideia que minha irmã conversava com um adulto pela internet e estava louco para pesquisar tudo sobre a vida do indivíduo, para o bem da minha irmã é claro! Ele parecia ser um pouco mais jovem que eu, percebi que ele estava prestes a derreter de tão nervoso, não parava de bater o pé no chão e mordia os lábios constantemente, achei que o garoto fosse dar um treco alí mesmo.

Ele parecia um nerd no ensino médio, usava óculos, cabelos escuros, moletom e pra completar um All Star vermelho, o rosto me parecia familiar mas não consegui associar à alguém conhecido. Agora estava eu, Taemin e Chaeyeon no sofá esperando pela história de como os dois se conheceram.

– Estou muitíssimo ansioso. – dei a primeira garfada na comida prepada pela minha irmã.

– O Minnie fez uma apresentação de dança no teatro da escola, não foi?

– Sim, sim... sua irmã é uma ótima dançarina sabia?

– Confesso que não. – olhei para Chaeyeon que tinha um sorriso no rosto, já vi a mesma dançar sozinha no quarto porém não sabia que praticava na escola. – Isso é bom, eu acho.

– Você nunca foi nas minhas apresentações, Hyung. – disse cabisbaixa. – Mas o Minnie já viu uma delas e gostou muito, foi como nos conhecemos.

– Quem sabe um dia eu possa ir.
– sorri fraco para os dois. – Taemin deveria mostrar o seu talento agora, o que acha?

E instantaneamente vi o garoto mudar de cor, ficou pálido diante de uma simples frase dita. Se era para saber a verdade que fosse agora, sim?

– Seu nome é Taemin? – Chaeyeon olhou para o garoto perplexa. 

– Sim, Park Taemin. – o moreno respondeu, ignorando minha pergunta. – Minnie é só um apelido que todos me chamam.

– Oh, entendi... – a menina olhou travessa em minha direção. – O hyung quer ver suas habilidades na dança Minnie, pena que não vai ser dessa vez.

– Por que? – retribui seu olhar com incredulidade. – Não sabemos se vamos ter outra oportunidade, não é Minnie? – pisquei para o moreno que apenas assentiu disfarçadamente.

– Para com isso Yoon, ele não está com uma roupa apropriada.
– repreendeu me fuzilando com seus olhinhos.

– Sério que existe isso? – cruzei os braços após deixar meu prato sobre a mesinha. – Achei que não tivesse hora nem lugar para expressar a arte.

– Quem te disse isso? – Chaeyeon disse entre risos e vi o Park se levantar do sofá mexendo no próprio celular.

– É claro que posso mostrar um pouco do meu talento, Yoongi. – jogou o aparelho sobre o sofá que soava uma melodia lenta e começou a abrir o zíper de seu moletom, retirou a peça colocando em cima do móvel e foi para o centro da sala, Chaeyeon sorria largo olhando para o moreno.

Minnie moveu os quadris de um lado para outro no ritmo da música, o garoto sorria divertido e suas bochechas assumiram um tom rosado, passou um de seus braços em volta do pescoço levou à seu peito e fechou seu punho, desceu sua mão deslizando pelo tronco enquanto se abaixava até ficar apoiado sobre um dos joelhos, até segurar no seu cinto. Não deixei e notar suas coxas bem definidas – que antes estava cobertas pelo moletom –, a cintura fina marcada pela camiseta, o garoto ondulava seu quadril com maestria em seguida se levantou rodopiando e tinha certeza que se eu fizesse o mesmo já teria fraturado a coluna, os olhos pequenos se encontraram com os meus e não pude resistir em sorri como resposta. Chaeyeon dançava no sofá seguindo o ritmo da música, e como finalização o moreno soltou um beijo voador em direção a platéia.


– Nossa Minnie!! – Chaeyeon batia palmas enquanto o moreno retornava para o sofá retomando o fôlego. – Que arraso!

– Não foi nada. – riu soprado desligando a música que vinha de seu celular.

– Não vai dizer nada hyung? – a menor me encarou. – O gato comeu sua língua?

– Foi ótimo. – falei enquanto voltava minha atenção para a comida que tinha sido esquecida devido o espetáculo do Park.

– Ele quis dizer que foi incrivelmente perfeito, Minnie. – ouvi o moreno rir baixinho. – Tem mais alguma pergunta Yoongi-Hyung?

Milhares.

– Nenhuma. – deixei meu prato sobre a mesinha me levantando em seguida. – Bom, eu tenho que ir.

– Vai sair agora?

Por mais que eu quisesse ficar e assistir só mais uma apresentação espetacular do Park, preciso ir trabalhar, as encomendas não paravam de chegar e logo eu estaria com grana novamente, teria que falar com Killer sobre quais informações de Kitty Gang ele já conseguira.

– Volto mais tarde. – ditei ecaminhei até meu quarto deixando os dois sozinho na sala.


Lugar nenhum.

Gucci Boy estava sentado sobre o colo de Killer enquanto Prada se aproximava lentamente da cadeira enferrujada frente a mesa de Killer. O homem havia chegado poucos minutos com informações para o coelho assassino.

– Gucci, pode sair por alguns minutos? – o azulado encarou franzindo o cenho que logo recebeu um aperto em sua coxa pelas mãos do moreno.

– Tudo bem. – disse contragosto, levantou e pegou seu próprio revólver sobre a mesa, fazendo questão de bater a porta ao sair.

Killer revirou os olhos e ajustou sua máscara, colocando os pés sobre a mesa como de costume.

– Estou ouvindo.

– Eu fui até o local...

Algumas horas antes:


Boa tarde, moça. – encostou-se no balcão do estabelecimento o varrendo com os olhos, Prada usava uma máscara comum deixando a vista somente seus olhos escuros. – Eu gostaria de pedir uma informação sobre um cliente...

– Não fornecemos dados pessoais dos nossos clientes, senhor. – cortou sua frase com olhar de tédio enquanto mascava um chiclete.

– Certo, mas me diga se esse sujeito já esteve aqui. – retirou da jaqueta vermelha uma foto e mostrou para a garota. 

– Caralho, esse é o Kitty Gang! – falou com entusiasmo. – Se ele aparecesse aqui com certeza eu reconheceria, porra ele é um gato.

– Então a resposta é não?

– Sim!

– Sim?

– Não.

– Não?!

– Sim, a resposta é não!

– Certeza que não viu ninguém parecido com esse cara por aqui?

– Absoluta.


Killer revirou os olhos e suspirou impaciente, estava tão perto de puxar o rabo do gato e ele deslizou pelas suas mãos.

– Não pode ser, eu tenho certeza que é esse filho da puta... – bateu sua palma contra a mesa. – Vamos seguir com o plano, chame a Chanel.

Prada assentiu rapidamente e saiu pela porta, sendo agarrado pela jaqueta e puxado escadas a cima, olhou em direção da cabeleira azul e respirou aliviado ao reconhecer Gucci Boy. O azulado lhe empurrou adentro de um dos cômodos da imensa mansão e trancou a porta.

– Que porra é esse, Gucci?! – tirou as mãos do garoto de sua jaqueta e se afastou. – Ficou maluco?

– Eu que pergunto! Desde quando tá ajudando o Killer a encontrar o Kitty? Você sabe sobre ele?

– Isso não te interessa, é assunto do chefe. – limpou as mãos na própria jaqueta. – Licença que preciso encontrar a Chanel.

– Espera! – puxou o outro pelo braço. – Caralho... por favor, me diz se ele tá bem...

– Como assim “ele tá bem”? Kitty está vivo e você não contou?




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