História Rec - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bill Skarsgård, Taylor Swift
Visualizações 101
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oláaa.

Me desculpem a demora, de verdade. Tive uns problemas com meu celular, e como escrevo por ele, não tinha como fazer o capítulo. Ainda não o concertei, então escrevi pelo pc mesmo. Me desculpem qualquer erro.

Boa leitura!

Capítulo 3 - 02. Linhas vermelhas;


Fanfic / Fanfiction Rec - Capítulo 3 - 02. Linhas vermelhas;

  ❝Alguns segredos devem permanecer escondidos.❞ 

hide and seek.

 

Seis dias

Mantenho os olhos abertos à medida em que o sono trata de atingir cada parte de meu ser. Não contenho um bocejo, este que surge e retira todo meu foco, antes voltado para a papelada sobre a mesa de madeira. Tudo parece tão tedioso. O relógio se assemelha ao perdedor de uma corrida, tão devagar e rude com minha total vontade de ir embora, exatamente às quatro da tarde. Mesmo que um dia comum de trabalho dure ao menos até às cinco. 

Através do vidro, observo a chuva persistente, beirando 48 horas intermináveis de poças e trovões. A cidade se parece muito com uma vítima de afogamento agora, excessivamente molhada e quase sem vida. Não que esta seja de fato uma comparação plausível.

O celular toca três vezes antes que a pessoa do outro lado desista facilmente de qualquer resposta vinda de minha parte, encerrando de uma vez por todas a quinta, ou sexta tentativa de comunicação. Sei do que se trata. Aluguel atrasado, talvez. Ou apenas o resultado de um limite de cartão ultrapassado na semana passada. Em minha defesa, era um belo vestido. Não muito útil, neste instante, visto que o clima está mais para canadense do que californiano. Deprimente. 

Quando a porta é aberta, revelando a imagem de Caitlin, tudo se torna ainda pior do que à dois pensamentos atrás. As meias cor de rosa até o joelho, os saltos ortopédicos e o sorriso de alegria indomável não melhoram a imagem que possuo sobre si. Mesmo que ela se pareça muito com minha tia Marie Anne antes de seu falecimento. Os cabelos ondulados, tocando o ombro, se balançam, quando a figura extravagante e feminina, tenta se fazer ainda mais notável, acenando e ocupando a cadeira vaga do outro lado da mesa. 

Caitlin força uma tosse. Os olhos quase fechados, as bochechas pálidas e um ar de garota do interior com o sonho de ser uma pop star como a boa e velha Hannah Montana. Mais papéis são colocados sobre a mesa, organizados e enfileirados por ordem crescente, como de costume. Mas algo parece diferente na expressão esperançosa da garota mais jovem, enquanto esta pisca diversas vezes, mantendo contato visual quase que de modo desnecessário. 

 

  – Mia.  –Diz, incerta. Os lábios finos se franzindo, as sobrancelhas erguidas em expectativa. –  Soube que está querendo fazer uma matéria sobre nosso serial killer.

– Você faz parecer que ele é um astro teen.  –Reviro meus olhos. Balanço os ombros em desdém, sem o mínimo esforço para lhe parecer agradável. –  E não é o nosso serial killer.  –Dou ênfase na pluralidade da frase liberada. – É minha matéria. Exclusiva. Não preciso de ajuda com isso, mas obrigada mesmo assim. 

Desvio meu olhar de si, com o intuito de que tal ato seja o suficiente para que ela se retire da sala, porém isso não acontece. Tudo que ouço é sua respiração em troca de meu timbre rude, quase como se implorasse por atenção, para que eu a escutasse ao menos por dois minutos, diferente de todas as outras vezes nas quais tentou se dirigir à mim antes. 

  – Eu realmente acho que posso ajudar.  –Insiste. –  Meu irmão é policial, e ontem tentei retirar algo dele, à respeito do caso. E acontece que a policia está querendo abafar tudo  que vem acontecendo. Não é bom para a reputação da cidade.  –Acrescenta. Olho-a, desta vez dando alguma atenção ao que é dito. – Eles pretendem dizer que foi um animal selvagem ou algo do gênero. Claro, isso se não houver mais nenhum assassinato. 

– Mas as feridas não condizem com as causadas por um animal. Até onde sei, tudo parece muito profissional e organizado, e não resumido em um instinto predador. Ao menos, não um instinto animal.  –Digo. – A menos que a polícia esteja disposta à encobrir um crime.  –Sorrio. – Isso é ainda melhor do que pensei. 

  – Eles não tem nenhuma pista. Tudo parece aleatório, mas planejado.  –Dá de ombros. –  Só não consigo entender uma coisa. Se havia um assassino aqui, por que ele só se manifestou agora? Quero dizer, a vítima não causou problemas à ninguém. Nada além de uma ereção, claro.

  – Talvez seja isso. 

A observo por alguns instantes, não realmente prestando atenção em sua estrutura, e sim perdida em meus próprios devaneios. Como um estalo em minha mente, perco-me antes de perceber uma das possibilidades que rondam o acontecimento. Sorrio como um jogador em Las Vegas, que sabe que está prestes à ganhar uma boa quantia de todos os outros concorrentes.

– Talvez o assassino não estivesse entre nós antes disso. 

 

[...]

 

Com a jaqueta, cubro os fios de meu cabelo curto, antes de sair do carro. A fumaça que sai do capô não me é novidade alguma, uma vez que vi acontecer antes, estando acompanhada por alguém que pudesse dar um jeito nisso, obviamente. A sujeira impregnada ali, gruda em meus dedos, quando em uma tentativa arriscada, tento resolver o problema com minhas próprias mãos. Um rosnado raivoso escapa de minhas cordas vocais, acompanhado pelo empoçamento em meus sapatos e a música alta que se aproxima. 

A caminhonete para, quase de imediato, evidenciando claramente o som de Guns N' Roses. Entre os fios de minha franja molhada, observo a feição que surge quando o vidro é abaixado, seguido pela música que logo se cessa. Os olhos de Blake se tornam tão evidentes quanto o temporal, cortando todo o tom acinzentado, e preenchendo-o com sua tonalidade esverdeada. Os lábios erguidos em um sorriso que beira a gentileza, um pouco presunçoso, talvez displicente. 

O vento gélido atinge meus braços, causando-me calafrios. Sob um olhar de claro deboche, permaneço imóvel e petulante, como uma criança incapaz de admitir que precisa de ajuda com algo. Blake parece saber disso, quando ri, ainda em silêncio, estreitando as pálpebras, dando espaço para que algo seja dito. Indo todo e qualquer resquício de orgulho, praguejo, voltando meu olhar em sua direção.

  – Você entende algo sobre motores que soltam fumaça?  –Questiono. – Ou sobre motores em geral?

  –  Infelizmente não entendo nada sobre carros. Mas sei que fumaça não parece um bom sinal. Ainda mais nessa quantidade.  –Murmura. – Acho que não deve demorar muito para explodir. 

Olho-o, chocada com sua afirmação. Blake, por sua vez, parece divertir-se com toda minha aflição direcionada à todos os pontos possíveis. Não o culpo por isso. Até me permito pensar por um momento sobre como devo estar parecida com a Alice depois de cair no país das Maravilhas e logo depois ser atingida por um uma inundação em meu quarto. 

  – Posso ficar aqui, se quiser, esperando que caminhe sobre seu ego para me pedir uma carona.  –Sorri. Impulsivamente, reviro meus olhos, bufando posteriormente. – A chuva está piorando, e devo dizer que desse jeito você não parece tão bonita, Hall.

Olho para dentro da caminhonete. Perto o suficiente para entrar, bastando dizer somente algumas palavras básicas como "estou morrendo congelada", ou algo mais simples como um por favor. 

  – Você pode me dar uma carona, senhor?  –Sou sarcástica, recebendo em troca um riso contido. Blake destrava as portas. 

Já dentro do automóvel, o vejo dar partida. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, o celular sobre meu colo vibra, indicando uma nova mensagem. A possibilidade de ignorar me vem à mente, no momento em que visualizo o contato de Caitlin na tela. Mas por alguma razão não o faço, ao passo em que deslizo o dedo vagamente sobre o vidro. 

A mensagem torna-se clara no visor.

"Houve outro assassinato."

Desligo o aparelho. Blake pigarreia após dizer algo, não o ouço na primeira vez, e parecendo perceber, ele repete. 

  – Algum problema?

Pisco. Dirijo meu olhar até a figura ao meu lado. Atentamente, observo suas mãos avermelhadas, a roupa molhada, mesmo que ele estivesse todo este tempo dentro do automóvel. Em seu pescoço, há um arranhão, seguido de uma única gota de sangue na gola de sua camisa social. 

Ele se vira para mim, por um único segundo. A feição inexpressiva, os lábios rosados entreabertos, os ombros tensionados. 

Retomo o controle, exibindo um sorriso contido, forçado, receoso e acima de tudo, satisfeito.

Blake Jones, você é a minha matéria. 

– Problema algum.  


Notas Finais


Até loguinho.


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