História Receita - Capítulo 2


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Categorias Wanna One
Personagens Daehwi, Guanlin, Jaehwan, Jihoon, Jinyoung, Jisung, Kang Daniel, Minhyun, Seongwoo, Sungwoon, Woojin
Tags 2park, 2parkland, Chamwink, Complicadinhos, Jihoon, Lunastica × 2park, Odiar-amar, Receitas, Wanna One, Woojin
Visualizações 80
Palavras 2.638
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CAP 2 U.U
eu odeio o photoshop mas amo a laura hfbvjfkbvnkdfnv
mais uma vez oq é betar nunca nem vi

Capítulo 2 - Uma pitada de honoríficos


Fanfic / Fanfiction Receita - Capítulo 2 - Uma pitada de honoríficos

Era uma bela manhã de quinta-feira quando Woojin acordou com um corpo morto jogado em cima de si e quase o matando sufocado. Virou o rosto para frente e, quando sua visão finalmente se focou em algo, viu a face remelenta de Park Jihoon, tão perto, mas tão perto, que podia ouvir até os sonhos do outro. Aquela distância não lhe parecia saudável, por isso deu um tapa estalado na testa do outro, que se levantou rapidamente enquanto resmungava de dor.

 

-Ai idiota, bom dia também - Disse o mais velho, enquanto alisava o local atingido, que começava a ficar vermelho pelo fato de ter uma pele tão pateticamente branca.

 

-Bom dia só se for pra você, eu acordei com uma baleia jogada em cima de mim. - falou, usando seu humor negro matinal, que com Jihoon costumava se estender pelo resto do dia.

 

-O único animal aqui é você, estúpido - O acastanhado disse, mostrando a língua infantilmente, fazendo Wojin concluir que em sua própria receita havia cegueira parcial matinal, pois só podia estar com problemas de visão por achar o outro bonito enquanto tinha a cara amassada e os cabelos desgrenhados.

 

-Tanto faz. - respondeu, quando finalmente tentou parar de usar sua mente com lerdeza da manhã para retrucar. - Mas me diz Hoonie, você tem algum uniforme reserva por aí?

 

E foi assim que cumpriram o protocolo de se arrumar para ir ao colégio e tomar café, entre provocações e comentários bobos, e alguns flertes quase imperceptíveis - para pessoas cegas e surdas -, que algumas vezes os faziam ficar envergonhados e voltarem a brigar. Nesse meio tempo, encontraram o Sr. Park, que falou com eles como se fosse comum acordar com um Woojin barulhento no café. No fim, o pai de Jihoon fez lanche para os dois e os levou até a escola, não se esquecendo de dizer tchau e mandar eles se assumirem de uma vez, deixando dois adolescentes envergonhados na porta do inferno - também pode ser chamado de escola.

 

Entraram e foram diretamente para sua sala, ignorando os cumprimentos que recebiam das garotas do primeiro ano e de alguns garotos também, como as boas crianças anti-sociais que eram. Tomaram os lugares de sempre, que seriam na verdade qualquer lugar para Jihoon, e atrás de Jihoon para Woojin, pois assim poderia concluir sua missão diária de encher o capuz do outro com bolinhas de papel. Mal se sentaram, Daehwi, Jinyoung e Guanlin chegaram, quase se fundindo uma ao outro num abraço lateral exagerado. Mas aquilo já era comum, então não comentaram.

 

Os cinco conversaram por algum tempo, até que toda a tribo - ou seja, grupo de idiotas que se chamavam de amigos - estivesse reunida em volta da mesa de Woojin.

 

-Mas então. Estava eu, Jae gênio Hwan, falando com meu querido Ong, e decidimos uma coisa que todos vão adorar… - Disse Jaehwan com sua melhor cara de suspense, que na verdade era apenas e velha cara de bobo dele. Seongwoo bateu os dedos na mesa, como se estivesse rufando os tambores para a notícia.

 

Passaram cerca de dois minutos; Jaehwan com sua expressão de gênio que acabou de ter uma ideia, Ong batendo os dedos na mesa e os outros os olhando como se fossem seres de um planeta estranho.

 

-Tá, mas seria bom se você falasse tipo, antes do próximo apocalipse. - Falou Daniel enquanto quase matava Jisung em um abraço - ele tinha sim esses problemas de carência, e Jisung com seus instintos de cuidado apenas deixava que acontecesse, mesmo que isso lhe custasse algumas lufadas de ar.

 

-Nós decidimos que, antes dos resultados finais, vamos fazer a festa do ano! Aplausos meus senhores, aplausos! - Ah, se Jaehwan soubesse o quão bobo era. Woojin ainda duvidava que o cérebro do garoto tivesse sido trocado por uma batata.

 

Apenas suposições.

 

-Tá, mas o que a gente tem a ver com isso? - Sungwoon, com toda sua animação explícita e força de vontade para viver às sete da manhã, resolveu perguntar o que todos já tinham vontade mas não tiveram disposição, com medo de  dar corda ao maluco.

 

-Como assim “o que a gente tem a ver com isso”, idiotão?! Quando disse nós, eu quis dizer nós. Os onze, o clubinho, a panelinha, o Quero um, os Beatles coreanos!

 

-Jaehwan, ninguém além do Ong concordou com isso, desiste - Nesses momentos todos amavam o modo direto de Minhyun falar. Nesses momentos, só nesses mesmo.

 

-Mentira! Eu e o Jin vamos ajudar! - Daehwi, idiotão número três, e Jiyoung, idiotão número quatro, concordaram. Depois disso foi fácil para os dois convencerem os hyungs e até mesmo Guanlin, que acabou convencendo Jihoon, que de alguma forma mágica, no meio de algum insulto, convenceu Woojin.

 

O circo estava armado para os onze palhacinhos.






 




 

Um ultraje.

 

Aquilo era um desastre  certo, o motivo da terceira guerra mundial, errado e uma catástrofe. Mesmo depois de tanta insistência, aegyos, pedidos desesperados e gritos de insistência, aqueles que chamavam de amigos haviam feito com que os dois estivessem ali.

 

Lado a lado, olharam para a fachada do supermercado e suspiraram. Haviam sido designados - obrigados - a cuidar do cardápio e das compras para a festa. Não que não quisessem ajudar, só não queriam ter que passar mais tempo perto um do outro, era muito arriscado fisicamente.

 

E ainda mais emocionalmente.

 

-Okay. Vamos entrar de uma vez, fazer isso rapidamente e ir embora. - Jihoon falou, quebrando o silêncio, e logo após, viu o outro Park apenas balançar a cabeça em concordância. No começo, Jihoon havia pensado que era cedo demais para comprar as decorações e aperitivos para a festa, mas ao entrar no supermercado e ver as filas enormes nos caixas, ele lembrou: as férias estão chegando, sendo assim, literalmente toda e qualquer família em Seul vai viajar em algum período das próximas duas semanas. Quando finalmente chegasse o dia da festa, todos os salgadinhos e doces bons já estariam nas bolsas de pré-adolescentes aleatórios de cara amarrada indo para o sítio de seus avós. Naqueles momentos, ele agradecia por ter alguém inteligente como Minhyun em seu grupo de amigos. Ele queria ter ao menos duas colherinhas de chá de toda a sabedoria daquele hyung em sua receita.

 

Pegaram o carrinho, e enquanto Jihoon, o especialista em alimentos - ou simplesmente guloso - tirava a lista do bolso, Woojin teve a brilhante ideia de que estar dentro do carrinho para fazer as compras seria muito divertido. Jihoon olhou, suspirou e resolveu não começar outra briga. Começaram a andar pelos corredores, e, enquanto o mais velho ditava o itens da lista em sua mão, Woojin os colocava dentro do carrinho.

 

-Park Woojin, poderia fazer o favor de sair daí. Sério, eu não aguento mais, você é muito pesado.

 

-Primeiramente, Park Jihoon, o único gordo entre nós é você. E segundamente, não.

 

Mas Jihoon não aguentava mais aquela tortura. Era demais para o seu corpo sedentário. Além disso, por ser alguns centímetros mais baixo que Woojin, podia sentir perfeitamente o cheiro dos fios acinzentados, fazendo com que sua concentração quase nula se esvaísse de vez.

 

Quando finalmente saiu de seus devaneios sobre sua situação, percebeu que ela estava bem pior. Se encontravam parados no meio do corredor, enquanto ele olhava para o cabelo do outro fixamente. Ao perceber que não estavam mais em movimento, Woojin virou seu corpo para trás, colocando as mãos no apoiador do carrinho e olhando para o mais velho, que estava tão vermelho que poderia explodir. E o mais importante, ele nem tinha ideia do real motivo. Era apenas Woojin, e esse era seu problema.

 

-Ei Jihoon-ah, tá tudo bem?

 

Não, não estava nada bem. Não com Wojin tão perto, colocando as mãos sobre as suas e ainda o olhando tão profundamente. Alerta vermelho. Sentiu o mais alto colocar a mão em sua testa, como se medisse sua temperatura. Realmente, só podia estar doente por se sentir daquele jeito por causa de um idiota como aquele que estava em sua frente.

 

Mas era difícil, tão difícil. Com toda aquela proximidade, aquela preocupação no olhar do outro, com as mão quentinhas sobre as suas.

 

Por isso, resolveu apenas se afastar de uma vez, antes que sua mente entrasse em colapso. Olhou para Woojin, que parecia ter percebido a situação anterior e agora tinha o rosto tão vermelho quanto o seu. Depois disso, continuaram as compras calmamente, sem conversas, nem olhares, nem insultos. Nem mesmo brigaram por quais sabores de bala iam comprar.

 

Estranho demais para os dois.

 

Depois de passar pelo caixa, andavam lado a lado mais uma vez, carregando um monte de sacolas. Mais uma vez as palavras pareciam ter desaparecido, sobrando apenas aquele clima estranho. Pelo menos até um carrinho de sorvete aparecer, fazendo com que Woojin corresse até o sorveteiro, gritando. Talvez Jihoon houvesse se esquecido, mas infantilidade era uma coisa que estava certamente incluída na receita do Park de fios acinzentados.

 

Jihoon, sem saída, apenas andou até o carrinho.

 

-Ah, eu não tenho dinheiro! Não acredito que vou ficar sem sorvete, eu queria tanto~ - Viu Woojin fazer uma cara triste. Tão dramático. Pensou que ele desistiria, até o momento em que o mais alto o olhou esperançoso. - Jihoonie, compra pra mim? Por favor, vai. Eu te chamo de hyung por uma semana, juro!

 

E mesmo que quisesse, não conseguiria negar um pedido daqueles. Não à Woojin.

 

Pegou o dinheiro e pagou os dois sorvetes de menta e chocolate. Andaram até o banco de um parque que havia ali perto e se sentaram, colocando as sacolas no chão. Observou Woojin tomar seu sorvete alegremente, falando o quão bom estava cada vez que colocava um pouco na boca. Nem mesmo parecia aquele ser irritante que o atormentava. É, talvez adicionasse adorável como um dos ingredientes da receita do outro. Mas só uma colherzinha, de chá ainda por cima.

 

De repente, viu o outro se aproximar de si mais uma vez, até que seu hálito fresquinho de menta e chocolate se chocasse contra seu ouvido, arrepiando cada partezinha de si. Queria bater naquela besta por ser idiota e deixá-lo nervoso o tempo todo.

 

-Jihoon.

 

-Hm? - Na verdade não conseguia dizer nada além disso.

 

-Para de me secar, teu sorvete tá derretendo.

 

E enquanto Woojin ria descaradamente, Jihoon olhou e viu sua mão cheia do que deveria ser sorvete, pingando no gramado do parque. Mirou o mais novo com raiva.

 

Assim, dois idiotas corriam pelo lugar.

 

-Eu ainda vou te matar Park Woojin!

 

-Vou estar te esperando, Park Jihoon!

 

Quando finalmente cansaram de correr, pegaram as sacolas e começaram a andar até a casa do mais novo, que era consideravelmente mais perto do mercado. Quando já estavam de frente ao portão, Jihoon deixou suas sacolas no chão para que o outro levasse.

 

-Tchau pra você, bobão.

 

-Até mais, hyung.- Disse do modo mais debochado que se auto-permitia, deixando um beijo estalado na bochecha do acastanhado, antes de correr porta à dentro de sua casa com um sorriso travesso no rosto, e deixando um Jihoon vermelho e confuso para trás.

 

Olhou pela janela, vendo que o mais velho ainda se encontrava chocado em frente à sua casa. O garoto ainda tinha a mão no lugar onde havia sido beijado, o que fazia seu coração bater mais rápido. Riu. Deveria adicionar bobo à receita de Jihoon.

 

E talvez à sua também.






 






 

No fim de seu último horário de cálculo avançado, Woojin podia sentir sua cabeça prestes à explodir dentro de seu próprio crânio. Hoje, ele não havia prestado atenção em literalmente nada que seu professor carrancudo havia falado, tornando quase impossível para si terminar os exercícios obrigatórios que tinha naquela aula. Não que fosse um aluno ruim, senão nem mesmo estaria naquela aula que era apenas para os melhores na resolução daquelas equações quilométricas. O problema verdadeiro era o fato de que estava totalmente distraído, então não sabia exatamente como responder, tendo que se esforçar cem vezes mais do que normalmente. Tinha certeza que acabaria com uma nota muito abaixo de sua média.

 

Mas o que lhe preocupava muito mais que a nota de seus exercícios era o motivo de sua distração. Park Jihoon, em carne, osso e uma mensagem de bom dia - sim, mensagem de bom dia. Mas não para por aí. Existia ainda o fato de ele tê-lo chamado para ir até um café que ficava próximo à escola, assim que as aulas extras acabassem. Woojin não fazia ideia do que ele queria exatamente, mas seu coração ainda pulava batidas em seu peito. Ele estava acostumado com guloseimas de uma loja de conveniências nas quartas e quintas, não um café arrumadinho. Não algo que se parecesse tanto com um… encontro.

 

Caminhou até o portão da escola, sabendo que Jihoon sempre ficava dez minutos à mais na aula de Biologia II, pagando de dedicado para conseguir pontos extras, o que acabava funcionando, pois a auxiliar da professora o amava. Encostou-se na parede, conferindo as mensagens em seu telefone, ignorando quase por reflexo qualquer notificação de seus grupos, tanto dos hyungs de Busan quanto de seus amigos de Seul. A única que realmente lhe interessava estava ali.


 

parkwink:

to saindo da sala

se vc n tiver no portao eu te bato

com um martelo



 

E talvez, se Woojin não estivesse acostumado com o jeito carinhoso de Jihoon tratar as pessoas próximas à si - principalmente ele -, ele até teria medo. Na verdade, tinha, porque Jihoon era faixa preta em muitos esportes que causavam danos. Muitos, muitos mesmo.


 

parkchamsae:

n se estressa princesa

to te esperando aqui

toma água antes de vir

idiota



 

Não demorou muito para que Woojin, ainda focado em seu celular, sentisse um toque em seu corpo. No entanto, era normal ele ter sentido, afinal, levou um soco diretamente no estômago e ele tinha certeza que seu corpo não era dormente. Quem dera fosse, na verdade.

 

-Vamos logo. ‘Tô irritado e preciso comer bolo de caramelo. - disse o mais baixo, mas o garoto de cabelos acinzentados continuou parado, as mãos no estômago enquanto reclamava de dor. - Eu quero dizer agora, Park.

 

Woojin olhou-o com uma expressão de ódio, continuando a reclamar da dor que sentia e ignorando Jihoon, que batia o pé contra o chão. Revirando os olhos, o acastanhado pegou a mão de Woojin, segurando-a firmemente, antes de sair puxando-o pela rua. Woojin olhou-o estranhando a ação, mas o outro estava de costas e não falava nada. Presumiu que ele estava irritado demais, a ponto de não perceber o que fazia. Era normal, não é? Jihoon sempre fazia essas coisas irracionais quando estava bravo, então iria ficar tudo bem.

 

Mas, se era normal, porque sentia seu coração apressar as batidas, seus dedos formigando, uma sensação de plenitude e ao mesmo tempo incerteza tornando seus pensamentos turbulentos? Ele odiava quando aquele garoto de mau humor e piadas infames o fazia sentir daquele jeito, como se seus sentimentos estivessem sob seu total domínio. Não, Woojin sabia muito bem o que sentia. Ele e Jihoon não são e nem serão amigos. O que sente com ele não é conforto. Woojin não sentia suas orelhas queimarem por Jihoon segurar sua mão enquanto estavam andando pela rua, enquanto as pessoas os olhavam. Não. Ele apenas não sabia lidar quando as coisas caminhavam rápido demais, pois tudo se bagunçava em sua cabeça.

 

Então, apenas para revidar toda a confusão que o outro lhe causava, decidiu entrelaçar seus dedos aos dele. E se Jihoon se sentiu tão incomodado quanto ele, não lhe disse nada.

 

Mas Woojin sabia que tinha apenas piorado tudo. Mesmo assim, continuou a segurar a mão do outro. Por algum motivo, o caminho até o café havia demorado demais naquele dia, mas não pareceu tão ruim.

 

Quando chegaram e Jihoon soltou sua mão, ele apenas sentiu vazio.

 


Notas Finais


ykjlç~ç
eu amo 2park
próximo cap sai logo eu acho


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