História RecentTale - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Tags Sans, Undertale
Visualizações 17
Palavras 1.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu francamente não gostei desta imagem, mas era a unica que eu consegui para representar esse capítulo.

Espero que gostem. =)

Capítulo 9 - Confusões e Perguntas


Fanfic / Fanfiction RecentTale - Capítulo 9 - Confusões e Perguntas

Sans destrancou a porta da Casinha do Cachorro e entrou.

Logo seu nome se fez verdadeiro, quando a alguns passos estava um cachorro branco e felpudo deitado na cama que na verdade era muito pequena para qualquer um dormir.

O esqueleto ignorou a questão de como ele conseguiu entrar ali e adentrou mais o galpão.

Porque, mesmo que isso fosse a “Casinha do Cachorro”, também era seu pequeno laboratório. O pequeno, pois o grande agora estava... Interditado.

Na parede a direita estava uma comprida mesa branca, bem no estilo cientifico, que possuía vários objetos que seriam difíceis de classificar. Além de vários cadernos com capa de couro e folhas de papel, que variavam da branco, preto e até ao azul.

Para a esquerda estava uma janela e abaixo, um vaso, daqueles grandes, gordos e ocos, que só serviam para decoração. Mais à direita estava uma tigela com comida seca, e mais acima, três fotografias emolduradas.

Na verdade eram duas fotografias e um desenho. O desenho mostrava três monstros esqueléticos, com a frase “Não esquecer” em caneta azul, em letras maiúsculas. Uma das únicas coisas que sobraram do outro mundo, fazia sentido deixar ali para se lembrar.

A segunda, dessa uma fotografia de verdade, era deste mundo. Ela mostrava todos do laboratório: Donut com folhas de papel nas mãos, Ficus todo sujo de óleo, Eniac sorrindo misteriosamente e Gaster meio que sendo pego de surpresa, pois não mostrava reação, sendo somente ele no fundo com uma prancheta nas mãos.

Sans tinha esta foto porque foi ele mesmo que a tirou.

A terceira fotografia era mais antiga, com bordas bem amassadas. Sans realmente não a tinha emoldurado, pois tinha achado a foto assim mesmo, dentro da moldura, que mesmo que tentasse, não iria abrir nem quebrar.

E com certeza Sans não tinha tirado a foto.

Porque era ele, mas de uma forma que Sans nunca viu e com certeza nunca verá. Água azul com pingos de amarelo cobria tudo, e se podia saber que era água por causa das pequenas bolhas paradas ao fundo.

No meio do tal liquido estava uma pequena forma branca. Não parecia muita coisa além disso, mas é porque estava enrolado, e se olhasse com mais atenção, veria uma cabeça, depois pernas e braços, podendo até mesmo ver os olhinhos fechados. E abaixo da pequena forma estava escrito em caneta preta: “5 meses”.

Exatamente, aquilo era Sans.

Também foi um choque para ele descobrir que sua mãe era um tubo de ensaio gigante.

Sans não duvidaria que Gaster tivesse mais fotos... Tanto dele quanto de Papyrus.

O pequeno esqueleto compreendia em parte os motivos dele para fazer isso, que eram três, pelo que conseguiu entender com sua longa convivência com o cientista.

1°: Ele é um grande cientista e estava criando uma nova vida, quase um clone, algo que ninguém provavelmente jamais fez.

2°: Os esqueletos foram completamente dizimados durante a guerra, sendo literalmente os primeiros a serem atacados. Gaster era o último da espécie e, excêntrico como é, não iria querer ser o último.

3°: Grande desejo de gerar vida? Esse é o mais hipotético de todos, mas Gaster sempre pareceu querer fazer isso na visão de Sans. E pelo jeito, ele conseguiu.  

Sans finalmente desgrudou o olhar das fotos, tirou esses pensamentos da cabeça e voltou para a mesa, que tinha deixado como gostava, uma bagunça que somente ele entendia.

Ele estava pesquisando, mas nada drástico como na antiga vida, na verdade, ele estava pesquisando sobre nutrientes. A comida do Subterrâneo era diferente do da superfície, os alimentos que cresciam lá em cima, estranhamente, atravessavam todo o corpo humano e depois boa parte era descartada.

Mas mesmo esses alimentos sendo descartados, possuía mais nutrientes e, portanto, melhor. Ele estava tentando colocar um pouco de nutrientes da superfície na comida monstro normal. Pelas pesquisas e cálculos, não deveria ter nenhum efeito negativo.

— E Gaster dizendo que o que faço é inútil. — Disse Sans, quase zombando.

O esqueleto verificou novamente a grande caixa de vidro em que mantinha vários nutrientes, em forma liquida, fazendo uma grande mistura estranha.

Ele deu uns pequenos toques no vidro, fazendo o conteúdo se mexer.

Não teve tempo para fazer qualquer outra coisa, pois seu telefone tocou, Sans então pegou o telefone de seu bolso sem ver quem era e atendeu.

— Olá? Quem é?

— SANS! Eu te arranjei um novo emprego! — Gritou Papyrus do outro lado da linha. — Encontre-me em Hotland, perto do laboratório, e venha rápido!

E então ele desligou, deixando seu irmão mais velho falando com o nada.

...

— Que?

+++

 

— Você acha que Papyrus vai ser um bom professor? — Perguntou Chara ao seu irmão monstro.

Os dois agora estavam no meio do treinamento, Asriel tinha em mãos suas duas espadas brancas, com base em tom dourado. Enquanto Chara empunhava sua grande faca, com sua empunhadura enrolada em tecido vermelho.

— Porque pergunta isso. — Disse ele tirando o suor do rosto com a bainha da camiseta de treinamento, cansado por causa da luta. — Fala como se fosse uma coisa ruim, ele é o filho do Tio Gaster, claro que ele vai ser incrível! — Diz ele, desta vez convicto.

A humana de olhos vermelhos continuou a pensar, enquanto olhava pela janela do estabelecimento que foi oferecido para eles treinarem.

Estavam na Capital e enquanto eles não treinavam com Undyne, geralmente ficariam ali, seja para treinar, descansar ou se divertir. O lugar era, de certa forma, grande, com piso de pedras cobertos de gramíneas e sem telhado, sendo que até dava para ouvir o barulho dos outros monstros na cidade.

— Chara? Oláááá. — Falava Asriel, acenando a pata peluda na frente de seu rosto, agora não mais com as estadas, que desapareceram no ar. — Alguém ainda está aí?

— Eu estou aqui Asriel. — Disse ela dando um pequena risada em seguida.

— O que aconteceu, vamos dar um tempo? — Perguntou Frisk serenamente com seus olhinhos brilhando de cansaço.

Mesmo que até agora até estivesse treinando com um boneco.

— Sim. — Disse Asriel. — Não é Chara?

A garota mais velha somente assentiu.

Chara limpou com sua mão o suor que escorria de seu rosto e só agora notando o quanto suava e fedia. Agora ela se sentia cheia de nojo.

Ela se dirigiu até a parede e escorregou por ela até chagar ao chão, ficando por ali mesmo. Asriel e Frisk a acompanharam, os três, fedidos, suados e cansados.

Chara sentia que algo estava acontecendo e o que ela realmente não gostava era de não saber das coisas.

Sua resposta veio um segundo depois.

Seu telefone tocou e Chara foi mais rápida para se levantar e pegar o objeto musical da bolça que carregava. Era sua mãe ligando.

— Sim, mãe? — Disse ela. — Por acaso já falou com Gaster Jr.? Ou ocorreu algo. — Disse, meio que já esperando algo dessa questão. Afinal, iam treinar com Papyrus, não é?

— Sobre isso... Você preferiria o mais velho ou o mais novo? — Perguntou ela.

Chara então sentiu que realmente tinha perdido alguma coisa.


Notas Finais


[RecentTale Chara]: É uma boa criança. É bem determinada. Não é genocida. É irmã mais velha de Asriel e Frisk. Não gosta de não saber das coisas. Usa na maioria das vezes uma camiseta amarela com listras verdes. Sua arma é uma faca. Gosta de chocolate.


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