História Rechaçando o Elfo - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Hwang Hyun-jin, Kim Woo-jin, Personagens Originais, Seo Chang-bin
Tags Changbin, Changjin, Elfo, Hyunjin, Skz, Sobrenatural, Stray Kids, Vampiro, Woochan
Visualizações 23
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu comecei postando essa fanfic em outro perfil (@nashiranitta), porém, acabei tomando a decisão de ficar apenas nesse perfil.

Tenho dificuldade de acreditar em mim, de achar que faço algo bom, sempre "travando" quando estou escrevendo uma fanfic, por isso fico criando novos perfis quando a insegurança bate, na esperança de voltar a me sentir bem com minha escrita e comigo mesmo, sem o julgamento das pessoas.

Hoje, tomei a decisão de deixar todas as minhas fanfics nesse perfil e me esforçar para terminá-las, mesmo que eu sofra bloqueio por ser insegura demais.

Era só isso... so gostaria de pedir que tenham um pouco de paciência comigo....Não vou fazer promessas que terão atualizações rápidas, estou decidida a escrever, mas tentando ao maximk não me preender a pressões que os outros e eu mesmo coloco sobre mim.

Capítulo 1 - A Conferência.


Fanfic / Fanfiction Rechaçando o Elfo - Capítulo 1 - A Conferência.

O Congresso anual acontecia na área metropolitana de Bangkok, em uma luxuosa mansão antiga que pertencia ao Conselho dos Anciões. O elegante casarão, com sua arquitetura gótica da Baixa Idade Média, se destacava entre as modernas construções do Século XXI. Naquela noite — diferente de outros dias — os grandes portões de ferro encontravam-se abertos enquanto pessoas de diferentes lugares e etnias circulavam pelos espaços externos e internos. 

Era perceptível, nas expressões deslumbradas, o quanto os indivíduos estavam encantados com a arquitetura gótica; até mesmo visitantes que já estiveram ali em outros anos não eram capazes de evitarem se sentirem impressionados novamente, como se estivessem conhecendo a construção pela primeira vez. Porém, havia uma pessoa que, perdidos em preocupações, não parou um segundo para notar a beleza do lugar…

O jovem vampiro Changbin, aflito, andava impaciente pelo majestoso e bem cuidado jardim, indiferente a beleza que o cercava. Com a mente consumida por pensamentos atribulados, os seus pés andavam sem rumo certo e seus olhos expressivos não enxergavam o que acontecia à sua volta… Perdido em suas aflições, ele grunhiu, irritado, quando trombou contra as costas de alguém. Não tentou disfarçar a sua cólera quando o homem se virou apressado, sussurrando pedidos de desculpas.

— Qual é o seu problema? Por que diabos está parado aqui? — O vampiro, conhecido pelo seu temperamento explosivo, no fundo sabia que não estava sendo justo. Se não estivesse tão alheio, teria notado o rapaz parado em frente a fonte de água. Os vocábulos escaparam antes que pensasse, um defeito do qual não se orgulhava.

— Me perdoe, estava distraído — respondeu o jovem, sorrindo envergonhado.

Surpreso, as sobrancelhas de Changbin se ergueram e, por um breve instante, sentiu-se envergonhado. Ele pensou que outro fosse retrucar, não que se desculpasse com um tom sincero e humilde. Seus orbes negros percorreram, sem pudor, o jovem das cabeças aos pés, paralisando nas orelhas pontiagudas… Um elfo, o homem era um elfo. Instantaneamente, como se tivesse levado um tapa que lhe tirou do seu estado de estupor, tornou-se consciente do doce cheiro que dançava no ar e adentrava nas suas narinas. As íris tingiram de vermelho sangue e as presas coçaram. Beba, se alimente. Cerrou as mãos e deu um passo para trás, batalhando para obter controle sobre um monstro chamado sede. O sangue dos elfos eram como elixir para os vampiros. Nem mesmo os humanos — que eram a principal fonte de alimento dos sanguessugas — tinham um líquido vital tão doce, tão estonteante, tão extasiante quanto o de um elfo

— Tanto faz — resmungou, apressando-se para longe do elfo. Changbin era um vampiro novo, com pouco mais de noventa anos, que ainda não tinha total controle sobre sua sede de sangue, então, era difícil resistir a tentação de enfiar as presas no pescoço do elfo.

Em passos rápidos, Changbin adentrou na mansão, dirigindo-se para o enorme salão decorado com estátuas de gárgulas, demônios e anjos. Estava ali por uma razão; com um propósito e não iria embora enquanto não conseguisse uma resposta. Quando chegara na noite anterior solicitará uma reunião com os anciãos, eles lhe informaram, através do guarda, que  só iriam lhe escutar após o fim do congresso. Decidirá aguardar na esperança de ter seu pedido atendido. 

Changbin encostou-se em uma grande coluna redonda, próximo às enfileiradas cadeiras de madeira maciça, colocadas atrás de uma mesa de carvalho retangular. Absorto e ansioso, ele não prestava atenção às pessoas a volta. 

Os minutos se arrastaram lento e as pessoas — que estiveram explorando os cômodos da mansão — começaram a adentrar o salão principal, onde aconteceria a conferência. Garçons circulavam distribuindo bebidas e petiscos, Changbin aceitou um copo de carmesim, uma bebida criada especificamente para vampiros, com um gosto bem parecido com sangue. Bebericando o líquido metálico, desatento que alguém prestava atenção nele, seus olhos trancaram na porta à esquerda, por onde os anciões iriam entrar e que estava sendo vigiada por dois homens corpulentos. 

❉❉❉

Ele não acreditava em amor à primeira vista, mas não negava que atrações físicas aconteciam tão somente com uma troca de olhar e fora exatamente assim que acontecerá. Bastaram os seus olhos verdes claros se focar no rosto pálido do vampiro para Hyunjin se ver atraído. 

Quem era o desconhecido? 

Qual era o seu nome? 

Por que ostentava uma expressão sombria?  

Desejava conhecê-lo, saber tudo sobre ele, mesmo tendo sido tratado rudemente nos breves segundos que estiveram juntos. Ele não era masoquista, tampouco tinha problemas de autoestima, mas era inegável que, mesmo tendo sido maltratado, o jeito grosseiro do vampiro lhe despertou curiosidade e vontade de saber a razão daquelas rugas de preocupações. 

Assim que pisou no salão, indisfarçadamente, tentou encontrá-lo, não demorando para localizá-lo recostado em uma coluna. Por que estava sozinho? Franziu a testa. Ele parecia tão solitário, tão deslocado. Por mais estranho que parecesse, Hyunjin sentiu-se compadecido com o vampiro e pensou em fazer companhia a ele. 

— O que está procurando? 

— Não estou mais procurando, já encontrei —  confessou o elfo, virando-se para o amigo, que olhava curioso para a mesma direção que ele estivera olhando.

— O que exatamente? 

— Um vampiro… — sussurrou, sorrindo do semblante espantado do amigo.

— Está falando sério? — balançou a cabeça. O outro elfo, lhe encarou fixamente, julgando se tinha perdido a porra da mente. — Tem tantas opções aqui e você decidiu que quer paquerar um vampiro? Nunca pensei que fosse um suicida.

— Não exagera hyung Chan. Primeiro que sei me defender muito bem; segundo que nem todos os vampiros são desonestos. 

— Desonestos ou não, todo vampiro quer alimentar-se do nosso sangue. Prefiro não arriscar o meu lindo pescoço e manter distância dos sanguessugas. — Chan, filho da rainha dos elfos, não escondia o rancor que sentia dos vampiros. Sua raça sempre fora perseguida pelos seres da noite, que escravizaram, torturaram e mataram milhares de elfos.

— Bom, eu gosto do perigo — brincou, recebendo um peteleco na testa.

— Olha a merda que está falando. Fique longe do vampiro, Hyunjin, pelo amor de deus, não quero ir a nenhum enterro esse ano, principalmente do meu melhor amigo. 

— Está sendo dramático demais — resmungou, percebendo que a preocupação do amigo era sincera — Não se preocupe hyung, duvido muito que o vampiro vá querer algo comigo. 

— Só estou cuidando de você. — Levantou e baixou os ombros, desviando as vistas e apontando para uma mesa vazia. — Vamos sentar ali, não está muito longe da porta. 

— Pode ser — concordou Hyunjin, lançando uma última olhada para o vampiro antes de seguir Kao. 

Acomodados em uma mesa próxima à saída, eles aceitaram as bebidas que os garçons serviam. Hyunjin aceitou café gelado, já Chan preferiu licor de frutas vermelhas. Aguardando a conferência iniciar, ficaram conversando e bebericando a bebida. Uns dez minutos depois as portas duplas da outra ponta do salão foram abertas, passando por elas sete anciãos, com semblantes carregados e sombrios, seguidos por guardas armados, que se posicionaram atrás deles, assim que sentaram.

No centro da mesa, encontrava-se Namjoon, o ancião mais velho, um vampiro com mais de cinco mil anos, que aos olhos dos humanos aparentava ter uns trinta e cinco anos. A esquerda dele, Taemin, um elfo macho afeminado de aparência frágil, que enganava àqueles que não conheciam a sua fama de notório assassino na Era Joseon. A direita, Hwasa, uma bruxa de beleza invejável, que já fora apelidada de Afrodite, mas também de Dalila. Eles, junto com os outros anciãos, eram os seres mais poderosos da terra. Justamente por serem tão temidos e respeitados, criaram o Conselho dois séculos atrás, quando os humanos descobriram a existência dos seres sobrenaturais. Assumiram a responsabilidade de proteger seus povos, de evitar que fossem dizimados quando a guerra aconteceu. 

As vozes foram diminuindo gradualmente, até o silêncio reinar. Tensão dominava o ambiente e os convidados encaravam apreensivos os anciãos. O líder levantou, encarando-os friamente, fazendo os menos corajosos engolirem em seco. 

— Boa noite. Obrigado por terem comparecido a mais uma conferência. Diferente dos outros anos, hoje não vamos ficar apenas nas conversas e discussões, o Conselho decidiu e vocês foram convidados para escutarem. Independente se vocês gostarem ou não, nada vai alterar nossa decisão. Vou passar agora a palavra à Taemin.

— É um prazer revê-los. Penso que todos sabem porque criamos o Conselho, que foi com o intuito de proteger os seres sobrenaturais, de impor as leis e não ficarmos a mercê dos humanos. Porém, percebemos nessas últimas décadas que os seres humanos são os menores dos nossos problemas. Por isso, tomamos a decisão de que todos que estão nesta sala, sem exceção, deverão obrigatoriamente se acasalar com alguém de espécie diferente da sua, além do mais, serão obrigados a permanecerem juntos pelo prazo de quatro anos, só após poderão se separar, caso queiram.

O copo que Hyunjin levava aos lábios parou no meio do percurso. Acasalar? Incrédulo, encarou o seu melhor amigo, que estava tão estupefato quanto ele. Ninguém esperava tal imposição, todos estavam surpresos. O choque com a notícia estampou em cada face, então, como se tivessem sidos despertados por tapas violentos, eclodiu, ao mesmo, vozes alteradas, berrando suas indignações e profanações contra o conselho.

— SILÊNCIO! — esbravejou o líder dos anciãos. A ordem teve efeito imediato, todos se calaram. O único som presente eram de suas respirações uniformes. 

— Não vamos rever a nossa decisão, pensamos e conversamos muito sobre ela — informou a anciã bruxa. — A única opção que lhes restam é aceitar, não pensem em se rebelar, confiem em mim, não vão gostar do resultado. Para vencer suas resistências acrescentamos nas bebidas um líquido especial. Após escolherem os seus companheiros devem vir até nós, para que o acasalamento seja registrado e para receberem as regras.

Hyunjin cuspiu o gole do café de volta à xícara, passando as costas das mãos nos lábios. O seu amigo não estava menos desesperado, ele segurava apertado o copo vazio e angústia desenhava em seu rosto.  




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