História Rechaçando o Elfo - Capítulo 2


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Hwang Hyun-jin, Kim Woo-jin, Personagens Originais, Seo Chang-bin
Tags Changbin, Changjin, Elfo, Hyunjin, Skz, Sobrenatural, Stray Kids, Vampiro, Woochan
Visualizações 21
Palavras 1.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - A Mordida.


Fanfic / Fanfiction Rechaçando o Elfo - Capítulo 2 - A Mordida.

Azarado. Ele era muito azarado. Hyunjin só conseguia pensar nisso. Nem era para estar ali, nem fora convidado — era um simples elfo, de uma família comum, que não fazia parte da cúpula de elfos aristocratas — só compareceu porque o seu melhor amigo implorou que o acompanhasse.

— Caralho! — praguejou Chan, levantando-se de súbito, derrubando a cadeira. 

— Vamos sair logo daqui — disse Hyunjin, também se erguendo. Não queria se emparelhar, não ainda, era muito novo para se prender a alguém. Uma coisa era namorar, outra era se acasalar. Ainda não estava louco. — Me recuso a acasalar com um estranho, que merda de ideia é essa? 

— Somos dois. 

Exato três passos em direção a liberdade e eles congelaram. Os insensíveis guardas fecharam as portas, antes que qualquer um conseguisse alcançá-las. Caos se instalou. Cerrá-los naquele espaço, embriagados com uma porção poderosa, era o mesmo que enjaular animais predadores e esfomeado no mesmo recinto. Ninguém poderia culpá-los quando a besta que existia dentro de cada um escapou das correntes da razão; quando, selvagens, atacaram uns aos outros, lutando e mordendo.

Hyunjin e Chan tentaram se teletransportar — uma capacidade que apenas elfos tinham —, porém não conseguiram. Exasperado, o mais novo visualizou na mente seu doce lar: nada aconteceu, ainda encontrava-se preso no purgatório. Porra! O que eles colocaram na bebi… um feitiço, uma bruxa fez algum encanto para não deixá-los desmaterializar. Estavam aprisionados no salão, no meio do caos. 

— Se arrependimento matasse… — grunhiu um alarmado Chan, não completando a frase e Hyunjin não estava interessado em saber o que significava, não naquele instante. 

— Só temos que evitarmos sermos mordidos até eles abrirem a porta — sugeriu o Hwang. 

Era uma sugestão idiota, ele percebeu em menos de um minuto

Evitar ser mordido seria uma missão quase impossível, ainda mais quando tinham como companhia os vampiros. É preciso dizer que eles se tornaram alvos de descontrolados seres da noite? Elfos eram os que mais estavam desvantagem. Hyunjin desviou de um vampiro que correu em sua direção, escapando por um triz das presas afiadas. Os sanguessugas se moviam com uma rapidez inigualável, sem poder se teletransportar, a única arma que ele tinha era o seu reflexo. Quando o ser descontrolado tornou a atacá-lo, enterrou as unhas brancas como a neve no pescoço dele e jogou-o para longe, assistindo sem pesar o corpo desmoronar contra a parede.

Ele procurou o amigo, encontrando-o sendo encurralado por uma fêmea shifter. Precisava ajudá-lo. Deu um passo, parando, perplexo, quando um homem surgiu e lançou-se sobre Chan, cravando os dentes em seu ombro. Hyunjin despertou ao captar pela sua visão periférica esquerda o grande corpo se aproximando correndo. Moveu-se, mas não rápido o suficiente para escapar do impacto que lhe derrubou em cima da mesa, que se espatifou no chão. Dor alucinante percorreu sua coluna, sufocado o ar no seu peito. Por que diabos eles tinham espalhados tantas mesas? Chutou as partes íntimas do shifter leão, se aproveitando da dor evidente no rugido para tirá-lo de cima de si. Ele ficou de pé, inspirando zangado ao perceber que o outro não tinha desistido.

— Desiste cara, nem fodendo vou deixar você me morder — declarou furioso. 

As vistas de Hyunjin caíram para o seu braço esquerdo, pavor marcando o seu semblante pálido ao ver o corte profundo na altura do cotovelo. O que está ruim pode sempre piorar, pensou amargurado. Um elfo sangrando rodeado por vampiros jamais era algo bom, mesmo que ele se curasse rápido. Deu um passo para trás, ciente que o shifter se tornará o menor dos seus problemas. Pares de olhos vermelhos fixaram nele. OH MERDA, FUDEU! Ele correu, pulando por cima das poucas mesas que restavam em pé. A fuga não durou, ele foi brutalmente interrompido e lançado contra a parede gélida. Estremeceu de dor e cerrou os dentes. Rosnando palavrões, Hyunjin preparou-se para revidar e escapar do ataque, mas travou, momentaneamente desnorteado, ao deparar-se com o homem por quem se interessou meia-hora antes. O vampiro não era nada atraente naquele momento com seu semblante bestial, ausente de humanidade e consciência: o monstro tomara o controle.

— MEU! — Changbin grunhiu aos três vampiros. Os parasitas não hesitaram com a reivindicação, eles avançaram decididos. Silvando, ele se posicionou na frente do elfo. 

Vampiros, desonestos ou não, eram seres estúpidos. Raiva e violência jorraram em Hyunjin, lhe fazendo odiá-los e desejar matá-los. O efeito da bebida finalmente chegará à ele. A sanidade lhe escapou, seus olhos esmeraldas cintilavam quando ele os viu se atacarem. O monstro enjaulado quebrou a barras de ferros da razão ao ver Changbin ser arremessado contra a coluna. Eles machucavam o seu companheiro: o elfo fizera sua escolha. Voltou, brevemente, sua atenção ao Conselho, que observavam, inertes, a batalha que acontecia no salão. Se eles não iam fazer nada para deter a selvageria desenfreada, restava a ele impedir que aqueles babacas matassem o vampiro menor.

O elfo se lançou em direção ao Changbin e, antes dos outros vampiros avançarem nele, o puxou em sua direção, batendo seus tórax. O menor, por um instante, pareceu voltar a razão, se as vistas confusas fossem um sinal. 

— Vamos salvar nossas peles antes que eles nos matem — declarou determinado e, sem titubear, enterrou os dentes no ombro do vampiro, reivindicando-o. 

Changbin estremeceu e congelou. 

Hyunjin viu a morte ao ser empurrado e ver-se mergulhado na névoa escura da ferocidade que escorria do vampiro. Um grito aterrador escapou dos seus lábios ao ter presas rompendo sua jugular. A visão dele turvou ao ser corroído por dor insuportável. Desesperado, debateu-se, em vão, ansiando fugir da tortura... Um sentimento diferente beliscou-o; libidinosa excitação trilhou sua corrente sanguínea, instalando-se no seu pênis. A dor ainda estava presente, mas agora em perfeita harmonia com o desejo lascivo. 

As mãos de Hwang já não empurravam o vampiro, elas se agarravam a ele, puxando-o para mais perto, aproximando seus corpos e tornando o momento ainda mais íntimo. Ele não era o único excitado. Jogou a cabeça para trás, apoiando-a na parede. Eles tinham se movido? Pensou confuso. O pensamento se perdeu quando o menor segurou sua nuca e os dedos enroscaram no seu cabelo. Arfares. Gemidos. Como um animal no cio, ele balançava, se esfregava, dançava sua pélvis na de Changbin, se perdendo cada vez mais a cada sugado no seu pescoço… Então, segundos mais tarde, ele ultrapassou o limite, seu corpo eletrizado entrou em curto circuito levando-o ao clímax: gozou. Tremendo, afundou as unhas nas costas largas enquanto tinha o melhor orgasmo da sua vida, enquanto se derramava na sua cueca — que lhe incomodaria mais tarde.

Se recuperando do orgasmo e sendo alfinetado por uma nova onda de tesão, Hyunjin se deu conta que o vampiro estava bebendo demais. Precisava pará-lo. Ágil, tampou o nariz dele com os dedos, fazendo-o perder o ar e se engasgar, e inverteu as posições, girando e pressionando Changbin contra o concreto. O menor recolheu as presas, inspirou fundo — atraindo ar para os seus pulmões — e tentou mordê-lo novamente, sendo impedido. Hyunjin esquivou-se e, usando ambas as mãos, prendeu os braços do vampiro acima da cabeça. 

— Sou muito novo para morrer bebê, não vou permitir que me seque — informou com voz rouca e ofegante. 

Changbin, perdido na sede de sangue, não o escutava. Louco, ele lutou para voltar a cravar os dentes na jugular alheia. O maior com muito esforço continha-o de abrir uma ferida que se cicatrizará em segundos.

— Chega bebê, eu vou morrer se continuar se alimentando — rosnou bravo, puxando a cabeça para trás, escapando da nova tentativa de morder de Changbin. — Quer que eu morra? Quer que o seu companheiro morra? 

Os vocábulos atravessaram a estupor do vampiro, que paralisou. 

— Companheiro? 

Ele tinha feito a jogada certa. As vistas do vampiro caíram para o pescoço dele, seu semblante suavizando ao ver a marca que deixará. 

— Sim. Sou seu companheiro e companheiros não se machucam. 

Changbin retornou a realidade. As íris voltaram a serem castanhos e, junto com a cor, estava presente o espanto e a raiva que foi verbalizada em um tom agressivo: 

— Você me reivindicou seu filho da puta.


Notas Finais


Já estou escrevendo o próximo capítulo


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