História Reckless He(art) - Capítulo 3


Escrita por: e Perrywinkle

Visualizações 701
Palavras 4.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou, só um pouquinho atrasada? Euzinha!!
Nossa eu não imaginava que RH tivesse um feedback tão positivo com só dois capítulos! Estou tão feliz que só tenho a agradecer *-*
Bom, os outros capítulos foram só uma introdução, é agora que a história finalmente começa! Fiquem atentos às ações do Jimin
Também simplificamos um pouquinho as palavras

Capítulo 3 - Entre bailes e revelações


Fanfic / Fanfiction Reckless He(art) - Capítulo 3 - Entre bailes e revelações

— Por que andas tão sorridente estes dias Jeon? — Hoseok indagou-me com um semblante curioso enquanto tinha em suas mãos uma flor recém colhida do jardim que eu cultivava — Seu sorriso é tão grande que acredito poder ser visto até mesmo dos reinos vizinhos!

— Não é nada, seu ômega curioso! Apenas o dia que está maravilhosamente belo hoje! — Não pude evitar corar com aquela lembrança da última tarde em que estive no ateliê. Céus! Tudo estava tão quente e pecaminoso que sequer dei-me conta da volúpia de minhas ações. Porém ao lembrar-me do que fizemos, meu coração só falta saltar de meu peito. Talvez esses sentimentos sejam uma muda da flor mais bela do amor sendo plantada em meu coração.

— Rubro da maneira que estás, duvido que seja apenas a beleza desta manhã que está a te deixar sorridente. Vamos conte-me o motivo de tamanha felicidade!

— Hobi… — me levantei lentamente, depois de limpar minhas mãos sujas de terra no meu avental de trabalho. A alguns minutos eu estava plantando algumas mudas de crisântemos na areia preta do jardim, embora fosse exaustivo trabalhar naquela posição, eu adorava ficar no jardim. O cheiro das flores e terra era o que me acalmava, mesmo que no fim do dia eu fosse uma confusão de suor e sujeira, eu me sentia bem ali — Tenho algo a lhe contar

— Sabes que pode me contar tudo, vamos! Não te acanhe.  

O moreno levou as duas mãos a cintura, com um olhar inquisidor. Se não fosse pelo cheiro, muitos poderiam acreditar que Hoseok é um alfa. Ele é um ômega incrivelmente teimoso e autoritário. Mas sempre foi aquele que mais cuidou de mim.

— Eu me entreguei a um alfa — respirei fundo antes de continuar minha delicada confissão. O que eu fiz não era bem visto perante a igreja, a família e toda a sociedade, mas o que posso fazer se havia algo mais forte que minha própria vontade? — Ontem, eu e o príncipe, nós…

— Por Deus, Jeon! Não me digas que te entregasse ao príncipe. Tu sabes que ômegas que perdem a pureza antes do casamento, são mal vistos pela sociedade. O que seus pais diriam se soubessem que dormiu com um alfa antes do casamento? Pior! Sendo ele o próprio príncipe!

— Eu já o fiz… — Expressei enquanto levava o antebraço até minha testa em uma tentativa de secar o suor de meu rosto depois de um longo dia de trabalho — Eu me entreguei ao príncipe, Hobi. Ele me disse para chamá-lo de alfa, e que eu sou seu ômega. Park Jimin me tomou ali mesmo naquele ateliê.

— Jeon, você deveria se entregar a um alfa que te ama. O príncipe ao menos confessou seu amor por você? — Seu rosto assumiu um semblante preocupado, que me fez repensar no que eu havia feito. E se vossa alteza na verdade estivesse apenas tentando me usar? Me doía pensar em tal atitude vinda do alfa. E se fosse pela chegada do seu cio? Pensar em tantas possibilidades talvez estivesse me deixando inquieto.

— Não… Jimin jamais faria algo para me colocar em risco. — Tentei dizer mais para mim mesmo do que para o ômega que me julgava com o olhar.

— “Jimin”? — Ele arqueou as sobrancelhas ao notar a minha maneira um tanto íntima de me referir ao nobre. — Estás a chamar vossa alteza pelo primeiro nome. Céus! É pior que eu imaginava! Jeon… não passa pela sua cabecinha inocente que o príncipe está tentando usar-lhe para satisfazer seus desejos de alfa? Ou pior! E se seu cio se aproxima? Estás disposto a se deitar com um alfa que não é seu marido?

— Hobi… — ao compreender suas palavras, foi como se estocadas de uma espada atingisse em cheio o meu peito. Eu estava sem chão e ao menos sabia onde me apoiar. Por esta razão, apenas usei o meu melhor amigo como apoio para todo o meu corpo, ou melhor, para ajudar a segurar os cacos do meu coração que acabara de ser partido.

Todo esse tempo lendo romances de contos de fada, me iludindo com a ideia de que o príncipe sempre irá se apaixonar perdidamente pela plebéia, e magicamente viverão felizes para sempre. Uma mera ilusão. Príncipes não amam plebeus como eu. Príncipes se casam com princesas — que podem trazer inúmeros benefícios para os reinos de ambos por meio do casamento —. Príncipes governam reinos inteiros. Então em que um “qualquer” como eu pode ser de benefício para o reino? O único a se beneficiar com isso é o alfa interior de Park. Este que só precisa de um ômega para satisfazer seus instintos e eu fui usado para isto.

— Jeon, eu sinto muito, mas o que vocês fizeram… — Hoseok levou uma de suas mãos ao meus ombros, enquanto eu permaneci agachado encarando as diferentes mudas de crisântemos a minha frente. Meu corpo inteiro ficou inerte por um longo tempo enquanto me lembrava das palavras do príncipe.

És o mais belo de todo o reino

— Eu sei o que fizemos — algumas lágrimas começaram a se formar em meus olhos e todo o meu rosto ficou demasiadamente quente — Por favor Hoseok, apenas deixe-me sozinho.

[...]

O início da tarde chegou e o dia ficou mais quente assim que o sol passou a aquecer o solo, mas ainda assim a brisa fresca da tarde deixava o clima ameno. Eu estava a regar as belas bromélias da estufa, essas que ficavam cada dia mais formosas. Uma fina corrente de ar anunciou a entrada de alguém na estufa. Sem me importar muito com tal presença, continuei com meu devido trabalho, isso até sentir duas mãos agarrar-me a cintura, fazendo meu corpo sobressaltar com  o susto.

— Na presença de um nobre, os empregados reverenciam o monarca, Jeon. — Virei-me afobado para olhar o nobre que acabara de assustar-me.

— Perdoe-me alteza, não tive a intenção de desrespeitá-lo — disse curvando-me em respeito. O loiro franziu o cenho em estranhamento.

— Oras, Jeon, eu estava a gracejar com tua pessoa. Não leve isso a sério, e já falei para me chamar apenas de Jimin. Afinal, estamos a sós, meu ômega — senti meu coração palpitar dentro de meu peito, por um segundo pensei que o mesmo pularia boca afora ao o ouvir dizer que sou seu ômega. Tive que conter as borboletas em meu estômago quando as mãos firmes do príncipe, tocaram-me a pele do rosto em uma carícia inocente. Ainda assim, senti meus pelos arrepiarem, e meu corpo tremer com o quente de sua palma — Não o vejo a uma semana. Como passaste a noite? Dormiu bem? 

— Nem imaginas como, vossa alteza — o loiro arqueou a sobrancelha incomodado, seu semblante mostrava que estava a se irritar com tamanha teimosia de minha parte. Mas afinal, quem mal tem em tratá-lo com serventia?

— Por que insiste em tratar-me com tanta formalidade? Já disse que podes me chamar de Jimin quando estivermos a sós — deixei que um suspiro escapasse de meus lábios, e obviamente o loiro percebeu isso — O que tanto lhe aflige, meu ômega?

— Não é nada, majestade — curvei-me antes de voltar a regar as flores da grande estufa.

— Se queres tratar-me como nobre, então irei agir como um — suas mãos agarraram o regador e o atirou ao chão, logo em seguida prenderam meus pulsos enquanto sua majestade colava nossos corpos quase fundindo-os em um só — Diga-me Jeon, por que está tão triste?

— Já disse que não h-houve nada, alteza — ousei aumentar meu tom, porém permiti que minha voz tremesse perante o olhar feroz do alfa — Por favor… não me machuque, alfa! — apertei meus olhos abaixando a cabeça tentando me proteger daquele olhar feroz.

— Diga-me! — Meu lábio inferior tremeu, meus dentes fincaram a pele de meu lábio, eu estava com medo daquele alfa que outrora já foi tão gentil, mas agora não estava nem perto disso.

— Por favor alfa, estás me machucando… — as orbes antes opacas voltaram a ter o brilho de antes, sua majestade havia finalmente se dado conta do que estava a fazer.

— Céus! Desculpe meu amor, sou tão estúpido, não queria machucá-lo — O loiro beijou-me os pulsos agora doloridos e abraçou-me com força em sinal de arrependimento — Perdoe-me por isso, meu ômega. Mas por favor diga-me o que tanto deixa o deixa desalegre. Não sabes o quanto isso me deixa infeliz.

— Alteza… — Apertei seu colete em minhas mãos colando meu rosto no vão de seu pescoço. O cheiro do alfa adentrou minhas narinas causando-me tamanha paz que quase entrei no nirvana — O que pretendes comigo? Eu não quero ser um simples brinquedo nas mãos de um nobre. Posso ser um plebeu filho do jardineiro deste castelo, mas eu tenho orgulho, majestade. E para um ômega orgulhoso como eu, ser um brinquedo é mais que humilhante.

Os braços fortes apertaram-me ainda mais naquele abraço, Jimin levou uma das mãos aos meus cabelos onde acariciou suavemente. Como aqueles simples toques levaram-me a um paraíso, esse paraíso fica nos braços do príncipe daquele reino.

— Tudo que eu quero é te fazer meu príncipe, fazer de ti o meu marido e prender-te a mim com minha marca. Eu amo você, Jeon, sempre amei. Não fazes idéia de quanto tempo passei o observando aprender sobre as plantas com seu pai. Tu sempre fostes um ômega inteligente e esforçado, eu te admirava tanto que quando te vi naquele jardim não pude evitar de aproximar-me e dizer-lhe tudo que lhe fora proferido. Na tarde em que te fiz meu, estava decidido a matrimoniar-me contigo e será isso que farei hoje a noite.

Meus olhos arregalaram-se tanto, imaginei que saltariam para fora a qualquer momento. O príncipe queria pedir minha mão em casamento?

— Estás a declarar que pedirá a minha mão? Mas eu sou um mero plebeu!

— Tu és o plebeu por quem me apaixonei — o loiro prendeu meu rosto com suas mãos e deslizou os polegares por minhas bochechas acariciando-me o rosto — farei o pedido no baile esta noite.

— B-Baile? — Meus olhos duplicaram de tamanho.

— Sim, e o apresentarei para todos. E então eles conhecerão meu ômega.  

Minhas bochechas arderam como brasa e meu coração pulou em meu peito, podia jurar que o príncipe podia o escutar bater fortemente.

— Mas alteza… — Quando percebi a formalidade de minhas palavras, me corrigi — Jimin… eu não sei se devo. Não sou um nobre como você e temo causar vergonha para o nome de sua família. Não percebes o quanto és uma idéia impossível?

— Impossível para mim é ficar sem ti, meu amor. Eu te amo, Jeon Jungkook! — O alfa segurou minhas duas mãos e me encarava com seus olhos transbordando ternura. Eu não sabia dizer se havia um coração batendo em meu peito ao me deparar com aquele tão belo sorriso direcionado a mim. Nunca em minha vida alguém havia dito estas palavras com a mesma intensidade e maciez da sua voz. “Amor” é uma palavra tão forte, capaz de deixar meu corpo como água prestes a escorrer pelas mãos macias de Park — Eu te amo desde a primeira vez que o vi. Não percebes que tudo o que eu quero é tê-lo  comigo? Nem mesmo todo o tesouro do meu reino é capaz de comprar sequer uma partícula dos sentimentos que tenho por ti. Por favor, apenas venha essa noite e aceite meus sentimentos Jeon.

Naquele momento era como se meu coração estivesse queimando como o calor do sol. Minha pele parecia reagir a este calor e passou a arder em chamas. Park entrelaçou seus dedos aos meus analisando cada parte do meu rosto com os olhos,  que mal senti quando o nobre se aproximava — eu não sei o que é o amor, mas se esse sentimento for algo tão bom quanto a sensação de sentir o peito se aquecer a medida que seu estômago parece frio como o inverno, somente com um olhar do príncipe em minha direção, eu quero me afogar em amor, eu quero amá-lo mais do que a minha própria vida —, até que aos poucos pude senti-lo mais perto de mim, sua respiração já tocava minha tez e eu me arrepiei pela proximidade dos nossos rostos.

Levei minhas duas mãos até o seu rosto e aproveitei para deslizar os dedos pela pele tão macia do alfa. Jimin era como um sonho. Parecia inacreditável um alfa de tamanha delicadeza existir nesta realidade.  

As mãos fortes do loiro firmaram-se em minha cintura, os lábios cheinho arrastaram-se por minha bochecha até chegar em meus lábios. Onde os capturou com desejo, tirando-me o pouco ar que me restava. Foi como ver o sol em um dia chuvoso e sem brilho, enquanto nossas línguas dançavam em nossas bocas, as mãos do loiro acariciavam a minha cintura, causando-me arrepios. Meu coração batia tão rápido e forte que eu pensei que a qualquer momento ele rasgaria meu peito e voaria para longe.

Ter aquele toque desfeito foi como arrancar a única flor de meu jardim, eu queria sua boca colada a minha de volta. Mas a única coisa que recebi foram suas palavras antes de ir.

— Leve uma companhia com você, quem você quiser. Estarei a sua espera, meu ômega — um selo suave foi deixado em minha testa, antes do loiro sumir estufa à fora.

Senti minhas pernas falharem como se o próprio príncipe ainda estivesse ali segurando-me em seus braços. Mas então um pensamento tirou-me do meu transe: eu não tenho trajes apropriados para o baile.

— Deus… como pude esquecer deste detalhe? — apertei meus fios entre meus dedos como se aquele ato me ajudasse a pensar em alguma solução. É intrigante pensar que talvez aquilo de fato havia funcionado, pois a minha resposta veio instantaneamente — Hoseok…

Ainda com as pernas trêmulas, corri até a casa do Jung. Ele era o único que poderia ajudar-me naquele momento. Bati diversas vezes em sua porta, estava tão afoito que ao menos percebi o quão forte batia.

— Será que poderia não destruir minha residência Jeon? — Jung indagou irritado, as mãos apoiadas na cintura e as sobrancelhas franzida mostrava sua raiva. — Qual é o motivo de todo esse desespero?

— Hobi… — Estava tão nervoso que minha boca passou a ficar ressecada, por esse motivo eu lambia meus lábios constantemente — Eu preciso de seu auxílio. — Tentei conter minha excitação e até mesmo o suor de mãos, mas falhei miseravelmente ao proferir as palavras gaguejando.

— Acalme-se Jeon! Entre e explique-me o que tanto lhe deixa aflito — assenti com a cabeça adentrando a casa do ômega. Não era luxosa como tantas residências do reino, mas era humilde e aconchegante, por esse motivo eu amava visitar Hoseok. Eu me sentia feliz e seguro com ele — Queres um copo de água?

— N-não, em vez disso dê-me uma solução — mais uma vez lambi os lábios tentando parar meu nervosismo. A possibilidade de envergonhar o príncipe no baile com minhas vestes, me deixava amedrontado — Hobi, hoje a noite haverá um baile no castelo.

— Eu sei, minha mãe recebeu alguns pedidos da côrte. — A mãe de Hoseok é a costureira do castelo, e a melhor costureira do reino. Ela me ensinou a remendar minhas roupas — Certo, eu vejo que não é apenas isso. Conte-me o resto da história.

— O príncipe... ele declarou a mim o seu amor. Ele disse que me ama, Hobi! Ele me ama! — Falei ao pulos de tão alegre que estava — Ele disse que me quer como seu ômega, disse que irá me marcar e me pedirá em casamento!

— O príncipe disse isso? — Indagou o Jung com sua sobrancelha arqueada.

— Sim, ele disse! — Um singelo sorriso nasceu nos lábios do Jung, que me abraçou com força logo em seguida — Ele também nos convidou ao baile, Hoseok!

— Ao baile?

— Sim, ele disse que me pedirá em casamento, lá. Para que todos vejam quem é seu ômega… — Um suspiro apaixonado escapou-me os lábios. Bastava apenas pensar em Jimin que eu me derretia como o gelo derrete na primavera. E pensar na possibilidade de passar o resto de minha vida ao lado daquele homem, tornava tudo ainda mais sobrenatural — Ele me ama de verdade, Hoseok… e eu o amo também.

— Você sequer parece o mesmo Jungkook de antes, o que esse alfa fez com você? — Indagou brincalhão arrancando-me uma curta risada.

— Ele roubou meu coração, Hoseok. Foi isso que ele fez — Hoseok revirou os olhos com o típico sorriso insolente nos lábios. — Porém, há um problema, Hobi.

— E qual seria? — Indagou o ômega curioso.

— Não tenho vestes apropriadas para este evento, Hoseok. — Inspirei o ar profundamente, para logo depois expirar. — Podes me ajudar?

Nós o ajudaremos, filho! — a senhora Jung proferiu assim que apareceu ao lado de Hoseok na porta — Não é todo dia que um dos meus ômegas favoritos são convidados para um baile no castelo! Vamos, entre Jeon!

Adentrei na pequena casa com um enorme sorriso em meus lábios. As palavras da senhora me deixaram ainda mais animado pela noite que me aguardava. Um baile no castelo! Era difícil acreditar na própria realidade. Nunca em minha curta vida esperei que algo assim acontecesse comigo. Eu nunca fui um nobre que frequentava os eventos da corte, mal sabia como me comportar nestas ocasiõe. Mas estava tão feliz, que não podia deixar de compartilhar minha alegria com aquela família, que amo como se fosse a minha.

— Prepare o chá, Hoseok! — Sra. Jung exclamou com sua voz naturalmente aguda, e no mesmo instante Hoseok lançou-me um olhar enciumado — E pare de tentar matar Jungkook com esse olhar, até parece um alfa!

Soltei um riso baixo encarando a senhorinha, aquela que era minha única luz nesse momento. Lembro-me bem quando ela costurou para mim um boneco de tecido, estava tão bonito que tinha medo de estragá-lo enquanto brincava. Por fim, Hoseok acabou estragando-o por mim, resultando em muito choro da minha parte. Eu amava aquele boneco.

Levei as mãos para cima da mesa, sorrindo nervosamente. Eu teria de contá-la o motivo de tudo. Eu sabia que podia confiar na omma, mas ainda assim havia um medo presente em mim, que deixava-me receoso.

— Omma eu preciso de sua ajuda — eu me dirigia a sra. Jung por “omma” porque para mim aquela senhora era como uma segunda mãe. Comecei a contar-lhe o ocorrido quase tropeçando em minhas próprias palavras — Mas tens que prometer guardar segredo pelo que vou te contar!

— Oras, Jeon! — Exclamou a mulher com o semblante falsamente irritado e eu sabia que era apenas encenação — Tu sabes que guardo todos deus segredos, mais um só iria para o fundo de meu baú.

— Fico feliz em ouvir isso, omma. Pois o que tenho para te contar é extremamente sigiloso — a Jung ajeitou-se na cadeira para ouvir toda a história — Eu me entreguei a um alfa. Um alfa que me ama e planeja pedir minha mão em casamento.

— Filho, sabes o quanto é errado dormir com um alfa antes do casamento? Embora eu não apoie em nada esta sua decisão,  sei que não é mais uma criança, e vendo seu olhar de felicidade acredito que minha melhor escolha será apoiá-lo — em nenhum momento vi o olhar de reprovação da mulher e isso me deixou extremamente aliviado — Quem é esse alfa? Diga-me! Diga-me!

— É o príncipe… — Sussurrei como um segredo para que apenas ela escutasse. Os olhos negros da Jung, duplicaram de tamanho e seu queixo caiu — Ainda não terminei, omma!

— Então conte-me o resto! — Pediu a ômega curiosa como sempre.

— Ele me convidou para o baile de hoje a noite. Park Jimin irá pedir a minha mão! — Olhei firme em seu rosto vendo a animação da senhora que parecia tão feliz quanto eu — Por favor me ajude omma! Eu não tenho trajes apropriados para um baile no castelo. Não quero envergonhar o príncipe.

— Não se preocupe! Eu sei como posso ajudá-lo — a ômega segurou minhas mãos com um enorme sorriso — Meu falecido esposo era um homem elegante e de muito bom gosto. Por esta razão eu não pude me desfazer das finas roupas que ele usava. Estão um pouco fora de moda, mas creio que eu possa fazer um bom trabalho e te deixar tão bem vestido como um membro da nobreza!

— Muito obrigado! Eu não sei como agradecer sua grande estima! — eu pulava de alegria e excitação, não conseguindo segurar minha enorme vontade de abraçar a ômega e todos ao meu redor. Nunca estive tão feliz em toda a minha vida!

— Me agradeça indo se lavar! Você tem cheiro de terra e suor, seu ômega sujo! Se apresse e vá tomar um banho, já! Vocês dois. — Apontou para mim e seu filho — Deixe-me fazer o meu trabalho.

Assim que recebi sua ordem, caminhei em direção ao banheiro, sendo acompanhado por Hoseok, que se mantém neutro em relação a toda aquela minha excitação. Eu sei que meu amigo estava feliz por mim. Entretanto, por mais que fosse incapaz de verbalizar seus sentimentos, eu via que algo o incomodava.

— Hobi… — Comecei a falar assim que entramos no cômodo, mas fui interrompido pelo ômega que sorriu para mim enquanto terminava de preparar o banho, acrescentando a água morna e dissolvendo o sabão naquela grande bacia.

— Lembra-se de quando nós tomávamos banho juntos quando éramos pequenos? —  Jung me olhou de relance enquanto colocava sua mão dentro da água para testar a temperatura. O sabão tinha um cheiro agradável de flores, que eu pude sentir assim que o vi colocar dentro da banheira — Sinto falta daquela época…

— Eu também… — lembrei-me de todas as nossas travessuras nos jardins e estábulos do castelo, até que tive uma idéia. Éramos dois ômegas que conhecíamos absolutamente tudo um sobre o outro, talvez relembrar nossos tempos de infância fosse algo divertido. Por isso, comecei a me  livrar de meus trajes ali mesmo antes de convidá-lo a ser lavar comigo — Então venha comigo.

— Jeon… — Hoseok sorriu pela minha atitude. Seu olhar condenava que ele também estava pensando o mesmo que eu. Mas assim que terminei de retirar todas as minhas roupas, seu sorriso se desfez completamente — Agora entendo a razão do príncipe estar tão apaixonado por você. És um ômega perfeito.

— Seu ômega atrevido! — reclamei enquanto tentava me esconder com as mãos, seu comentário havia me deixado bastante encabulado — Pare de me olhar desta forma, parece um alfa caçando sua presa.

— Perdoe-me, — ele sorriu audível, depois de se levantar e começar a retirar suas vestes — se eu fosse uma alfa, iria querer-te como meu ômega.

— E como ômega? Não me queres? — Agi tão atrevidamente quanto ele, caminhando até a banheira e esbarrando propositalmente no meu melhor amigo, enquanto entrava na grande bacia. Hoseok me encarava com seu olhar provocante, ainda mais lascivo quando o vi retirar todas as suas roupas e entrar na água, se sentando atrás de mim.

— Eu nunca disse que não o quero… — Sussurrou próximo ao meu ouvido e eu me senti arrepiar até o último pêlo de meu corpo quando ele deslizou sua mão molhada pela pele do meu braço. Um suspiro fraco escapou-me os lábios ao sentir o sabão deslizar por minhas costas nuas e molhadas.

— Isso é bom… — Tombei a cabeça para o lado deixando o pescoço exposto para a esponja deslizar por aí. As mãos de Hoseok subiram por minhas costas e parou antes de alcançar meu ombro. Em seguida senti seus lábios tocarem meu ombro deixando um selo suave naquele local. Seus lábios se arrastaram por minha pele até chegar em meu pescoço, onde deixou outro beijo, em seguida uma carícia com a ponta do nariz. As mãos voltaram a ensaboar meu corpo, passando até mesmo nos lugares onde Hoseok havia beijado deixando uma sensação aprazível no local.

— Estás gostando? — Assenti devagarzinho com a cabeça, apreciando as ótimas sensações que as mãos de Hoseok causavam em meu corpo.

Mais um selar fora deixado em meu pescoço, seguido de outro, e mais outro. Até que me virei para Hoseok que desceu a esponja para minhas coxas com o olhar cravado em minhas orbes. Fechei os olhos ao sentir uma carícia em minha cintura, mais um suspiro pesado saiu de meus lábios e minha testa repousou no ombro de Hoseok.

Estendi alguns beijos por todo seu pescoço até chegar em sua bochecha, onde acariciei com o polegar e aproximei nossos rostos até os nossos narizes se tocarem. Juntei nossas bocas em um selar suave, logo sendo correspondido por Hoseok que moveu os lábios devagar sobre os meus.

— Agora eu entendo por que o príncipe te quer tanto. És absolutamente perfeito, Jeon.

[...]


Notas Finais


Socorro ômega x ômega kkk
Gente é isso mesmo, abo pra mim quem que ter pornô, já que é algo que envolve instintos. Mas pra mim o foco é o romance, mesmo que ainda tenha muito o que se desenrolar...
Bom, me diga o que achou
Beijinhos


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