História Reclusos - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Interativa, Internato
Visualizações 172
Palavras 3.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oi meus amores e amoras, resolvi postar com a divulgação dos aceitos, mas fiz na correria (fiquei até as 5 escrevendo) e não revisei. qualquer erro ou repetição de palavras me avisem, ok?

Capítulo 2 - .01; the beginning.


Começava o que tinha tudo para ser uma manhã agitada. Era o primeiro dia de aula, e todos, até mesmo os professores, encontravam-se nervosos. Em um dos milhares quartos do dormitório feminino estava Beatrice Morningstar, uma garota loira e extremamente doce. Ela estava esperando sua futura colega de quarto chegar, já havia deixado tudo arrumado para ela: cama estendida, roupas dobradas, quarto devidamente limpo... A verdade é que só não queria que acontecesse nenhum problema, coisa que aconteceu ano passado. Trice havia tido a pior colega de quarto do internato inteiro, chamada Veronica. Desde então, tem sido alvo da ruiva. Deu graças a Deus quando voltou para a casa, nas férias, mas não conseguiu persuadir os pais e dizer que nunca havia fumado o que lá que seja, então teve que voltar para o inferno. Foi tirada de seus pensamentos com a porta rangendo, anunciando que uma pessoa estava entrando. Beatrice se virou devagar, cruzando os dedos, e viu uma menina de cabelos cacheados e olhos azuis entrar, lhe oferecendo um sorriso caloroso. Ela retribuiu mais timidamente, pensando que aquela garota tinha cara de simpática.

— Olá, eu sou Sophia, e você? — falou a que acabara de entrar no cubículo arrumado.

— Beatrice, é um p-prazer... ­— disse tímida. ­— Então, você é nova?

— Sim... Infelizmente meus pais me colocaram aqui por... — parou de falar bruscamente, o que assustou a outra garota. Soph percebeu e deu mais um de seus sorrisos. — Desculpa, isso é um assunto que eu não gosto muito de falar. Mas então, vi que você arrumou toda a minha parte. Poxa, obrigado, de verdade! Por essa gentileza, te darei um dos meus melhores chocolates. — enfiou a mão no bolso traseiro da calça cintura alta azul e ofereceu-lhe um Snickers.

— Como você conseguiu isso? Não vende na cantina nenhum tipo de doce! ´

— Sei lá. Eu estava chegando e parei pra mexer no celular, daí uma menina de cabelos castanhos veio falar comigo. Ah, acabei de perceber que não perguntei o nome dela... Droga! — fez uma expressão triste. —  Enfim, daí ela me deu esse chocolate e mais de vários outros...

— Estranhíssimo! — exclamou Trice. — Você quer que eu te apresente o inferno?

— Inferno?

— Bom, é o que essa merda é. — disse a um pouco mais baixinha. — Ei, em que ano você tá’?

— Segundo ano, infelizmente... Não vejo a hora do colegial acabar e eu poder ir pra onde quiser. — E você, Trice? Posso te chamar assim, certo?

— Eu também estou no segundo! E sim, pode me chamar assim. Na verdade, eu até prefiro. — riu. Estava se sentindo leve perto de alguém tão querida. — Vamos agora? A aula começa às oito e quarenta e já são sete e quinze.

— Ok! ­— as duas saíram do quarto.

Tinham várias adolescentes fora de seus quartos já, e entre elas estava Gweendolyn, uma garota loira, baixinha, magra e com olhos esverdeados. Logo Beatrice pegou a mão da nova amiga e saiu correndo em direção a Gween.

— Gweendol, você voltou! Realmente pensei que não veria você de novo. — falou. Logo deu um abraço apertado na outra loira.

— Não te deixaria por nada, Trice! — disse, com uma voz dócil e calma. — E quem é essa daí? — sussurrou para Beatrice, referindo-se a Sophia.

— Ah, é mesmo! Gweendolyn, essa é Sophia. Sophia, essa é Gweendolyn. ­— as apresentou, animadas. — Soph é minha nova colega de quarto.

— Soph? ­— perguntou a mais alta das três.

— Ah, me desculpe, achei que seria legal te dar um apelido... Mas se você não gostou, me desculpe... — tentou explicar, se atrapalhando.

— Não tem problema, eu gostei! — falou, rindo com o desespero da nova amiga. — É um prazer Gweendolyn. — disse, se virando para a dona do nome peculiar.

— Sim... O prazer é meu! — abriu um sorriso infantil para Sophia, lhe estendendo a mão, que apertou de bom grado. — Eu tenho que ir Trice, combinei com Calleb de encontra-lo, estávamos nos falando pelo celular nas férias e ele disse que me esperaria no pátio. — ela estava animada, era uma coisa que dava para notar de longe.

— Vocês são namorados? — perguntou Soph inocentemente. Logo as duas outras caíram na gargalhada, fazendo a mesma franzir o cenho.

— Desculpe.. É que Calleb é somente meu melhor amigo, nada mais...

— Ah, me desculpe você, então. — um pouco envergonhada, Sophia pediu. — Enfim, vamos, Trice? Daqui a pouco começa as aulas e não quero me atrasar. Ouvi dizer que os professores aqui são o bicho.

— Vamos sim! Tchau Gweendol, até mais. ­— despediu-se da antiga amiga e puxou a mão da nova. — Enfim, como começar a apresentar o colégio para você? Primeiramente, acho que devo avisar você para não se meter com Veronica Woodbead, sério, ela é um verdadeiro demônio. E você nem deveria estar andando comigo, ela me odeia e quem não o faz paga caro por isso, acredite.

— Já ouviu aquele ditado: cachorro que late não morde? E seria essa uma certa ruiva que parece a Usurpadora, uma novela brasileira?

— Essa mesmo! — gargalhou. —  Enfim, ela atormenta todos que ousam se aproximar de mim, ou que são fracassados. Mas não acho que atormentaria você... Enfim, vamos lá, aqui é a biblioteca... – disse, apontando para uma sala com livros dentro.

***

Calleb Bonneville se encontrava quase que literalmente morto de cansaço. Antes das aulas começarem, ele havia ido a uma festa que tinha tudo: álcool, drogas, gatas... Espreguiçou-se lentamente e levantou de sua cama, vendo seu “vizinho”, um garoto com cabelos loiros escuros levemente cacheados, de 18 anos, chamado Kian, ainda dormindo. Checou as horas e arregalou os olhos: era oito. Tinha combinado de se encontrar com Gween às sete e meia. Embaixo do horário, havia uma mensagem da mesma, o reprendendo por ter se atrasado e avisando que não estava mais lá.

— Droga... – resmungou Calleb. Logo ele chacoalhou Kian, o fazendo pular de susto, o que fez o acordado rir.

— Calleb, meus sinceros vai se foder para você, amigo. – disse ainda sonolento, mas mesmo assim com um sorrisinho cínico no rosto.

— Ah, que menininha carinhosa. Agora acorda, são oito horas da manhã, cara! Se chegarmos atrasados no primeiro dia, o professor de literatura esgana nossas cabeças, aquele imbecil nos odeia.

— Merda! – Kian se levantou rapidamente, colocando sua calça jeans preta e uma camisa da mesma cor. — Vamos logo, então.

— É o que eu pretendo. Ainda preciso pegar meu pen-drive com a Devonne! — revirou os olhos.

— Que pen-drive?

— Ela disse que precisava saber quem era os novatos pra ver se teria uma novata bonita, então eu joguei meu charme pra cima da putinha da Veronica e ela pediu para avó. Eu disse pra ela que todas as novatas ficariam caidinhas por mim, não por ela, mas parece que nas férias a garota ficou surda.

— Primeiramente, não fale assim de Veronica, é desrespeitoso! Ela pode ser legal às vezes... Segundamente, as senhoritas novas dessa escola cairão para cima de mim, não de você e nem de Devon!

— Veronica? Legal? Ou o efeito da maconha não passou, o que é improvável, ou você está louco mesmo. Pelo amor de deus, a gostosa é uma vadia! E até parece que iriam querer dar para uma garotinha do século passado... – caiu na gargalhada.

— Pois é, como eu disse, nunca que iriam dar para você. – sorriu sarcástico.

— Há-há, muito engraçado. Agora vamos indo, tenho que pensar em como invadir o dormitório feminino...

— Você vai entrar sozinho, não quero encrenca logo no primeiro dia. – disse Kian. — Mas te acompanho até lá.

— Então vamos, meu fiel escudeiro. – riu da piada imbecil e fracassada.

***

Chegando ao seu destino, Calleb despediu-se do amigo e logo encontrou Veronica, que conversava animadamente com uma garota desconhecida, mas que já era digna de pena. Ele foi até lá um pouco contrariado, a ruiva era a última pessoa que ela queria ver hoje. Logo ela percebeu o moreno, e sorriu maliciosamente.

— Amorzinho, você por aqui? – a voz enjoada dela pôde ser ouvida, e ele gemeu interiormente de frustação. Que irritante.

— Pois é... Você pode me fazer um favor?

— Hm, dependendo do pedido. – outro sorriso malicioso. Ou a garota não percebeu que Calleb não quer nada com ela ou finge.

— Preciso que você chame Devon para mim... – falou baixinho, pois sabia que elas se odiavam.

— A loira sapatão? Você só pode estar de brincadeira comigo... Ela me odeia, benzinho. Imagina se eu a pego trocando saliva com sua nova colega de quarto? Naõ quero sujar minha roupa de vomito, ela foi cara! – disse, fazendo a puxa-saco que estava com ela rir. — Só ria quando for engraçado, idiota.

— Por favor, eu faço o que você quiser... Se eu for para diretoria meus pais vão ser comunicados e vai dar uma bela merda. Nas férias o babaca do meu pai só me atormentou por causa de minhas ocorrências.

— Tudo bem, você me pagará essa noite. – mordeu o lábio inferior, sorrindo.

— Obrigado, avise para ela me encontrar no pátio, ok? – disse, saindo de perto dela.

— Nem um beijinho? – fez bico.

— Aguarde até a noite, gata. Terá o que quiser de mim, menos gentileza. – sumiu de sua vista.

A ruiva, pensando no que a aguardaria e na noite deliciosa que teria, mandou a menina que estava com ela embora e entrou de novo no dormitório. Involuntariamente, ela riu. Era a rainha de tudo ali. Pobres coitados que ousassem discordar disso. Logo viu Devonne saindo de um quarto.

— Devon, preciso falar contigo, querida. – o cinismo era perceptível em sua voz, então a outra só revirou os olhos.

— Hm, bem que senti cheiro de merda... Mas então, me conte, como conseguiu fugir da coleira de Calleb? Vou ter que falar pra ele que sua cachorrinha meteu o pé. – se fez de triste.

— Garota, não brinque comigo... – ameaçou.

— Ou o que? Você vai me matar com o fio do babyliss de noite? Meu Deus, eu tenho muito medo de você! Acho que vou ligar pra minha mãe. – Devon riu.

— Um dia, Spebettra... Um dia... – disse, entredentes. — Mas enfim, não vim aqui pra discutir com uma lésbica repugnante. Calleb disse que queria falar contigo, não sei por que.

— Bem que desconfiei que era a mando dele. Astalavista, piranha! – fez uma reverencia péssima e foi embora. Veronica somente bufou e voltou a atormentar outras garotas, pois havia ficado irritada com Devon. Como ela ousava falar assim?  

Logo caminhou para o colégio onde as aulas já estavam para começar. Ela estava louca para saber quais novatos ela teria para atormentar, pois não nega, ama isso.

***

 

 A sala de aula do segundo ano estava cheia de alunos cansados e com cara de pavor, pois a primeira matéria do dia seria química. Sim, dois períodos ouvindo a voz irritante do sr. Montgomery. Sophia se encontrava sentada no fundo com Beatrice. As duas conversavam alegremente sobre como química é uma matéria desnecessária quando sentiu uma mão em seu ombro. Sorriu ao ver que era a morena que encontrara mais cedo.

— Hey, qual seu nome? Eu esqueci de perguntar... – falou Soph.

— Meu nome é Rebeca Martin, prazer! – disse a que ainda estava levantada. — Posso sentar com vocês? Eu realmente estou perdida... E olá de novo, Trice!

— Beca? Você sabe que está na sala do segundo ano, certo? – perguntou Beatrice gentilmente.

— O que? Mas eu perguntei para uma menina e ela disse que era aqui... Que ódio! – falou, frustrada. — Onde é essa merda, então?

— No andar de cima, na sala ao lado do banheiro masculino. E não se preocupe Beca, não deve ter sido por mal que a pessoa falou. Vai ver você teve a infelicidade de perguntar para um novato desinformado! – Trice tentou acalmá-la. — Sente-se com a gente até o sinal bater, então.

— Vou fazer isso mesmo. – olhou para a novata. — Então Sophia, o que você fez de tão ruim para estar aqui? Você parece tão legal... E olha, normalmente eu estou certa.

— Por favor, me chame de Soph! Mas eu não gosto muito de falar disso, então me desculpe, mas você terá que imaginar.

— Você matou alguém? – perguntou, fingindo estar espantada e arregalando os olhos. As três rira.

— E se matei? – fez suspense e mexeu os dedos. — Mentira, não matei ninguém não, só não quero lembrar.

— Não se preocupe, não irei pressioná-la. Mas então, qual a primeira matéria de vocês? Fui informada que seria literatura, mas agora, não sei de mais nada.

— Química... – Soph gemeu frustrada. — Veronica disse que ele é barrigudo e que já tentou assediá-la.

— Ehhh... Bem, ele é barrigudo sim, mas não tentou assediá-la. Ela se jogou para cima dele para conseguir boas notas no final do trimestre, mas não conseguiu. Então espalhou que ele a assediou. – Trice explicou, contrariada. — Ele é um chato, mas não merece ser suspeito de uma acusação.

— Se você diz... Enfim, eu ouvi boatos de que terá uma festa sexta de boas vindas organizadas por Calleb, isso é verdade?

— Sim, ele sempre dá festas sexta-feira. Você quer ir comigo? Infelizmente meu círculo de amizade do ano passado evoluiu e foi embora desse inferno.

— Sorte a deles, azar o nosso. – disse Sophia. — Mas eu quero sim! Preciso sair da seca das férias... Não beijei ninguém, viajei lá pro’ cu do mundo. Bea, você quer ir junto? Por favor, vamos!

— Não é minha praia essas festas de drogados... – com o desconforto estampado, Trice quase sussurrou.

— Não é sua praia ou você não quer encontrar o Calleb? – perguntou Rebeca.

— O que? Eu superei ok? Aquele babaca nunca mais vai encostar as mãos em mim, MAS EU NÃO TENHO MEDO DELE! – se exaltou, coisa rara para ela. Olhares de alunos curiosos pairaram sobre Beatrice, e ela ficou vermelha. Estava quase chorando, e Sophia percebeu isso.

— Ei Trice, respira, ok? Depois você chora, não deixe sua fraqueza transparecer, tudo bem? Todas essas pessoas estão querendo que você chore, você não vai dar isso a elas, vai? – sussurrou Rebeca.

— Ok... Só não toque mais no assunto, por favor. – pediu, com um resquício de voz. — Não gosto muito de falar sobre isso...

Sophia ficou curiosa, de fato. Mas nunca fora de pressionar ninguém e odeia ser pressionada, então deixou para Beatrice contar se quiser. Logo depois do quase surto, Rebeca foi para sua sala de aula e o professor chegou, para a infelicidade de muitos. O discurso de saudação do sr. Montgomery estava indo de mal a pior, dizendo que quem voltou para o internato era uma decepção e que os novatos também, e dizia que ele iria ser duro com todos, sem exceção, quando a porta foi aberta bruscamente por uma garota negra de pele clara, um pouco baixinha e com algumas madeixas rosas. Ela se sentou no último lugar da fila e colocou fones de ouvido. O olhar furioso do professor a acompanhou até lá.

— Vejo que a senhorita Woods, além de mal-educada é burra. – disse o mais velho, com desgosto.

— O que disse velhote? Me chamou de burra? – perguntou a morena, furiosa.

— Bom, ou é burra ou desnorteada. Pois essa aqui é a sala do segundo ano, não do terceiro. Seus anos aqui não significaram nada, já vi.

— Uma garota me disse que era aqui... Droga! – resmungou a mesma, se levantando. – Tchau-tchau, velhote assediador. – e saiu pela porta, deixando o barrigudo com uma cara vermelha e de tacho.

— Tudo bem alunos, voltem a prestar atenção em mim...  - Sophia, que estava quase dormindo quando o sinal bateu e um comunicado das caixas de som foi chiado.

“— Sophia Blesseki, por favor, compareça a diretoria. Repetindo: Sophia Blesseki, compareça a diretoria.”

Mas que merda? Pensou a garota enquanto levantava. Beatrice a olhou confusa, e tudo que pôde fazer foi chacoalhar os ombros. Estava indo até a diretoria quando esbarrou em Veronica Woodbead. A mesma só sussurrou abriu um sorriso malvado e sussurrou no seu ouvido:

— Você irá pagar caro por se aproximar de Trice, novata.

— Desculpe-me? – perguntou confusa.

— Desculpada, até mais! – abriu o típico sorriso falso e saiu andando.

Ignorou e continuou seu caminho. Ao chegar na sala da diretora, viu que não estaria lá sozinha. Outra menina também estava lá. Sentou-se, intrigada. Observou a diretora cruzar os braços e apoiá-los na mesa, sua carranca estava explícita.

­— Vocês sabem por que estão aqui? – as duas balançaram a cabeça, sem conseguir falar uma palavra. — Pois bem, ela me disse que fariam isso. Vocês estão sendo acusadas de transar no dormitório feminino.

— O quê? – disseram espantas, ao mesmo tempo.

***

Calleb encontrava-se com cara de tédio na sala do terceirão. Mais um ano pela frente, mesmos professores idiotas... A sala estava cheia e no momento eles estavam tendo Geografia, uma das piores matérias, na opinião dele. Ele estava sentado ao lado de uma garota de cabelos azuis, chamada Aisha. Ele não se importaria, porém no dia anterior eles tiveram uma discussão feia e ele e garota não têm um relacionamento muito bom. Desconfortável, ele ficou encarando o quadro, que cada vez mais ia sendo preenchido com uma caneta azul. Ele só queria sair dali e ir para suas típicas festas, onde pode sentar e levantar a hora que quiser. Sua perna estava dando sinais de que ele iria ter câimbra, mas ele não ousaria mexer. A vizinha de classe, percebendo a inquietação do guri, o provocou:

— O que foi, querido? Eu sei que está louco para bater uma, mas vai ter que esperar. – riu baixinho.

— Cale a boca, imbecil. Só não te dou um soco por que você é mulher.

— Sexista você, em? Mas tudo bem, eu também teria medo de perder para uma mulher se fosse homem. E uma tão linda que nem eu ainda...

— A, pronto. Deu de se auto elogiar, e preste atenção na aula. Tem cara de ser burra. – ele xingava. Não eram xingamentos bons, mas também, não estava nem aí. A azulada começou o odiar de um dia para o outro e ele estava cansado. Não ligava.

— Obrigada, mamãe. Certamente irei pensar com carinho no seu conselho.

— CALE A BOCA! – gritou Calleb, atraindo o olhar da professora. Fudeu, ele pensou.

— Calleb e srta. Rosemberg, para diretoria, já! É feio atormentar as novatas, Bonneville. – disse a velha. — Sinto muito por isso, Aisha. Espero que não se aproxime de Calleb, só lhe trará problemas. – dito isso, continuou sua aula normalmente.

Os dois, contrariados, tiveram que sair da sala. Mas a mulher se enganou ao pensar que Calleb iria para diretoria. Ele estava indo para o dormitório masculino quando Aisha perguntou:

— Aonde está lindo, imbecil? Ela disse para irmos para sala da diretora.

— Para lá que eu não vou, gatinha! – disse, e a expressão da garota foi de puro nojo. — Enfim, adeus, querida. Vá ser trouxa e leve uma ocorrência, ou volte para seu quarto e durma um pouco. Aqui não há regras, e se ouvesse, eu ainda as quebraria. – sorriu convencido. Ele, assim como Veronica, era praticamente o dono daquele lugar, e ninguém poderia negar.


Notas Finais


olá de novo, amores! estão preparados para os aceitos? tã-tãn-tã-tãn... enfim, queria avisar a vocês uma coisinha: não fiquem decepcionados se seu personagem não foi aceito, por favor! se você gostou da história e vai continuar a lê-la, juro que arrumo um jeito de seu personagem aparecer como secundário! ah, e mais um aviso: seu personagem vai aparecer ao longo da história, não se preocupem, ok? não vou deixar nenhum de fora e esse foi apenas o primeiro capítulo. eu quero saber a opinião de vocês, comentem! foi MUITO difícil escolher e já avisando para vcs não terem esperanças falsas: não escolhi dois personagens da mesma pessoa, espero que não fiquem magoados, mas não podia me dar o gosto disso tendo poucos aceitos e personagens maravilhosos.
bom, e agora os aceitos:
https://docs.google.com/document/d/11wPfoUmfCN7GB84URGeETSZlU3jSUUF0HzVFDFA5Zfc/edit?usp=sharing

espero que seu personagem tenha sido aceito, beijos <3


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