História Reclusos - Interativa - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Interativa, Internato
Visualizações 153
Palavras 4.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


olha quem voltou bem rapidinho kkkkkkk
oi meus amores, estou de volta com o segundo capítulo! enfim, não tenho nada pra falar aqui, mas espero que gostem! beijos e até as notas finais.

Capítulo 3 - .02; the "what if" and the "why".


Sophia estava sentada na diretoria, ouvindo o discurso insuportável da diretora sem poder falar absolutamente nada. Do seu lado estava uma garota um tanto peculiar, mas mesmo assim, interessante. Ela tinha cabelos negros, sua pele era extremamente pálida e um pouco abaixo de sua franja, havia olhos azuis como o oceano, que a deixava com um ar mais misterioso ainda. As duas já estavam lá a ao menos uma hora, e nem tiveram a chance de abrir a boca para se defender, já que a matraca da mulher mais velha não cansava de falar. Revirou os olhos pela terceira vez em um minuto e resolveu tomar uma atitude.

— Meu amor, EU NÃO AGUENTO MAIS! É muito difícil para você entender que eu e essa menina que eu nem sei o nome não transamos? Pelo amor de Deus, eu cheguei ontem, não arrumaria problemas de cara.. – bufou. — E a propósito, qual seu nome, garota? – perguntou para a morena que estava ao seu lado. Quando a garota estava prestes a responder, a diretora corta sua fala.

­— O nome dessa senhorita é Audrey Bourscheid. Ela é veterana, e eu não poderia estar mais decepcionada com ela... Tem alguma coisa para falar, Srta?

­— Só queria dizer que eu e essa menina não transamos, mas se é o quê você acha, não ligo em receber outra ocorrência, afinal, não vou ser expulsa mesmo... – fez cara de tédio. — Ah, e mais uma coisa: eu quero sair logo daqui, por favor. Estou com fome, então agilize esse seu discurso.  – Sophia deu uma gargalhada ao olhar para a cara pasma da diretora, enquanto Audrey, a que havia dito tudo isso, estava tranquila com a mesma cara.

— Escuta aqui mocinha... – a fala da diretora foi cortada por Sophia dessa vez, que já falava por cima animadíssima.

— Meu Deus mulher! Isso que eu chamo de rebeldia em? Arrasou! A propósito, meu nome é Sophia Blesseki e estou louca para conhecer mais de você. – falou, com o típico sorriso gentil.

— Audrey, mas você já sabe disso... – disse, um pouco desconfortável. — Então, é sapatão mesmo ou pegou o Calleb? Olha, pra’ Veronica mandar para cá você tem que ter irritado muito ela.

— Eu não fiz nada pra ela! E sim, colar velcro está no meu sangue, monamour. – falou, o que fez Audrey rir.

  — Ok, já vi que nem adianta chamar atenção... Esses adolescentes de hoje em dia... – resmungou ela, que de novo foi totalmente ignorada. ­— Saiam logo daqui, já! Espero não te ver aqui de novo, Sophia. Já a senhorita Bourscheid, tenho certeza que a verei novamente. – as meninas saíram dali quase correndo. Ir para diretoria no primeiro dia de aula não era uma das coisas previstas por elas, mas como já havia acontecido, foda-se.

Já no pátio, elas sentaram em um banco para esperar o sinal bater. Elas não estavam autorizadas de entrar após início da aula, então não poderiam ir para suas salas. Sophia, estressada por tudo, retirou uma carteira de cigarros e um isqueiro do bolso do moletom, acendeu-o e começou a fumar. Ofereceu-o para Audrey, e ela aceitou. Ficaram assim, tragando seus cigarros e pensando nas suas vidas, quando uma garota ruiva se aproximou delas.

— Olá, gatinhas. Será que você tem um cigarro para mim? – perguntou ela, com uma voz sexy. Sophia e Audrey se entolharam, rindo.

— Claro. – respondeu a loira, dando para ela o seu e pegando outro para si. — E obrigado pelo... Elogio? – completou, pressionando os lábios para controlar a risada que estava prestes a sair.

— Não precisa agradecer por eu dizer a verdade. –  riu. — Mas então, vocês são de que ano? E estão aqui por quê?

— Segundo ano. Estou neste inferno pois tinha muitos vícios na época que fui mandada para cá. Como pode ver, isso não mudou. – levantou seu cigarro levemente, o que fez as três rirem.

— E você, loirinha?

— Estou no mesmo ano que ela. Não gosto de sair por aí falando meus motivos, me desculpe. – disse, desconfortável. — A propósito, qual seu nome?

— Louise Zimmermann, 18 anos de pura malícia, prazer. E vocês são...?

­— Audrey, 17 anos.

— Sophia, 17 anos também. – disse, abrindo um sorrisinho. — E prazer só na cama, querida. – soltou uma gargalhada, levando as meninas junto. Quase choraram de tanto rir, mas conseguiram parar.

— Bom, eu concordo com você, Sophia. – disse a ruiva.

— Eu também. O papo está muito bom, o cigarro, melhor ainda, mas infelizmente eu vou ter que ir... Tenho artes agora, e não perderia por nada. – falou Audrey, se levantando. — Tchau, meninas. – acenou e começou a caminhar. Logo após isso, a ruiva sentou em seu lugar.

— Sabe, dificilmente eu simpatizo com pessoas de cara, mas você conseguiu essa proeza, garota. – falou ela.

— Obrigada, eu acho... – riu. — Ei, você vai à festa de sexta-feira? Eu estou louca pra chegar este dia. Quem sabe assim eu saio da seca que se alastrou na minha boca durante as férias.

— Não perderia por nada! Amo festas, está no meu DNA.

— Pode-se dizer que temos isso em comum, então. – revelou Sophia. — Ahhh, primeiro dia de aula e eu já estou morta de cansada. Acredita que fui acusada de transar com Audrey? Fomos até parar na diretoria! Foi aquela Veronica, a vadiazinha. – bufou.

— Mentira! Que cobra. – riu. — Desculpe estar rindo de sua desgraça, mas não consigo evitar.

— Tudo bem, eu acho que também riria se fosse com outra pessoa.

— Ei, você é novata também, certo? – perguntou Louise, e Soph acenou com a cabeça. — Como conseguiu irritá-la no seu primeiro dia? Ouvi falar dela, mas me disseram que se você se se mantiver longe, ela não morde.

— Pois é, parece que ela está criando uma obsessão por mim. Só porque falei com Beatrice,  ela me acusou injustamente. Mas também, que se foda. Ao menos estou faltando um período. – riu. — Mas e você, está fora da sala de aula por quê?

— Respondi o idiota do professor de química e ele disse pra eu sair da sala dele... Pelo amor de Deus, só falei o que pensava dele: que o babaca é um idiota.

— Graças a Deus não conheci ele ainda. O que será que está acontecendo nas nossas salas de aulas? – Sophia pensou alto.

— Olha, não sei e estou bem feliz não sabendo. Ah, me dá mais um cigarro, please. – apontou para o que havia terminado.

— Claro. – ela falou, pegando-o em seu bolso mais um.

***

A sala de aula do segundo ano estava um caos. Alunos gritavam, jogavam bolinhas de papéis uns nos outros e mexiam no celular, enquanto a coitada da professora de biologia tentava pará-los. Alheias a isso estavam Veronica e sua prima, Marjorie Aurora Woodbead, ou apenas Aurora. As duas eram primas e tinham uma amizade surpreendente, considerando como Vero era.

— Não, você não viu a cena! Ele realmente disse essa noite! – falava Veronica, animadíssima. — O Calleb gosta de mim, tenho certeza, Major.

— Espero que seja verdade, não quero ver você magoada, Vero. – disse Aurora, preocupada.

— Pelo amor de Deus, priminha! Ainda sou eu, esqueceu? Nunca vou deixar tocarem em meu coração. Só estou animada porque ele é uma delícia, além de ser tããão bom na cama! – riu, fazendo a outra ir na onda.

— Ah não! Ele é meu amigo, esqueceu? Que nojo.

— Cala a boca. Nojenta é você, que tem coragem de ser só amiga dele. Se fosse eu... – começou a falar, mas logo foi cortada.

— Não continue essa frase, por favor.

— Ai, como você é chata! – revirou os olhos. — Falando em chatice, eu nem te conto o que fiz!

— Fale logo, sabe que não gosto quando você enrola.

— Não perguntei se você gosta ou não. – foi grossa. — Enfim, ferrei a novata! Você certamente já deve ter ouvido falar de Sophia Blesseki, a garota nova que foi transferida. – Major assentiu. Realmente, já ouvira falar dela por outros alunos. — Enfim, ela estava andando com Beatrice, a “ex” de Calleb. Até hoje, não acredito em como ele teve coragem de beijar aquela boca de drogada. – revirou os olhos. — E tipo, isso está proibido. Quero afundar aquela garota na escuridão e solidão até que a peste desista de viver. – disse, entredentes.

— Veronica! – espantou-se a prima.

— O que foi? Ela é desnecessária para o mundo, Major. Agora preste atenção e não fale, não vou repetir. – falou. — Inventei para sua mãe que ela e uma garota insignificante estavam transando. Sim, ela é sapata. Já não basta a Devon. Bom, elas foram parar na diretoria, hahah! – deu uma risada chiada, algo que irritou profundamente a que estava ouvindo a história, porém ela continuou quita. Sabia que qualquer comentário que desse iria fazer Veronica ter um surto. — Bem feito para elas! Ninguém mandou não seguir minhas regras.

— Você não acha que exagerou..? Ela podia nem estar sabendo dessas “regras”. Foi maldoso, Veronica.

— Hm, pena que eu não ligo! – riu. — Eu sou a rainha desse lugar, minha querida, e ela deveria estar ciente disso desde o momento que pisou aqui.

— Mas...

— Não tem “mas”, Aurora. Chega de me contrariar, ou eu conto para tia Margot que você está me tratando mal e ela chama seu querido papai. Aposto que você adoraria virar freira. – olhou nos olhos de sua prima.

— Certo. E para começar, eu nem disse nada... – suspirou. Estava farta do comportamento de Veronica. A amava, claro, mas era tão cansativo ter que aguentá-la.

— Ótimo! – disse, se virando para frente, indo falar com uma seguidora. Marjorie apoiou a cabeça na mão, pensando o porquê de ter nascido na família Woodbead. E mais: por que sua prima saia sempre impune dos atos de maldade que fazia e ela, pela menor coisinha que fizesse de errado, era alvo da mãe?

***

Logo terminou as aulas para todo o internato, e todos os alunos se direcionavam para o clube que participava. Eskild Saetre, um garoto um tanto isolado do resto das pessoas. Ele ia sozinho para o clube de música, ouvindo alguma coisa com se fone de ouvido. Ele era considerado um mistério para a maioria das garotas, e tinha muitas pretendentes, apesar de não saber disso. Logo atrás dele estava Max Marino Johan, seu colega de quarto. Ele corria um pouco para alcançar o moreno de cabelos negros e aparência de um verdadeiro rebelde.

— Ei, Eskild... – disse, parando um pouco para respirar. — Pode me esperar um pouco, por favor?

— Tudo bem. – desacelerou os passos. Caminharam em um silencio confortável até Max falar de novo.

— Então, já viu alguma menina bonita? Eu vi várias.

— É, vi algumas. – desinteressado, ele disse.

— Nossa, seu ânimo é tão grande...

— Desculpe, não estou com cabeça para falas de meninas agora. – confessou.

— O quê? Por quê? Eu SEMPRE estou com cabeça para falar de meninas! Adoro! – falou Max, fazendo seu amigo rir.

— Você é tão bobo que seja a ser engraçado. – falou Eskild. — Não estou com cabeça pois não aguento mais aula. Hoje de manhã, me peguei pensando no que o professor de geografia disse.

— E o que ele disse? – perguntou, interessado.

— Que temos que seguir nossos objetivos e começar a pensar no que iremos querer da vida... Quero dizer, fiquei refletindo isso bastante. Eu não tenho ideia do que vou fazer de faculdade, e já estou no terceiro ano. Tenho certo medo de ser inútil, confesso.

— Ah, não  se preocupe. Ainda há tempo para pensar, e se você não tiver certeza, pode tentar onde acha que serviria. Um exemplo: música. Você canta e toca muito bem, eu me lembro do ano passado. – riu. Eskild tinha uma banda, nomeada os renegados. Eles tocaram no baile de primavera e no de final de ano do ano passado. Lembram direitinho de com quem foram, e quando saíram, alegando que nunca iriam voltar para aquele lugar, e que sentiriam saudades um do outro. Olhe onde estavam agora.

— É, talvez. 

— Como você consegue ser tão sério? Ahh, eu odeio isso! É tão raro fazê-lo rir... – resmungou Maximillian.

— Pensei que já tivesse se acostumado.

— Nunca me acostumarei com isso, Oberst. Ah, saudades de nossos trotes... Cada um melhor que o outro. Lembro quando enchemos de cola bonder a cadeira da diretora quando ela nos deu uma ocorrência? Ah, velhos e bons tempos.

— Vamos fazer isso de novo, pode ter certeza.

— Assim espero amigo. – falou Max.

***

Já era noite quando Donatella Cavallari, uma jovem de 18 anos com cabelos castanhos ondulados e pele branca chegou em seu dormitório. Estava ansiosa para saber quem era sua nova colega de quarto. Será que era bonita? Será que transava com meninas? Será que precisava de sexo tanto quanto ela? E ela esperava, com esperançosa de que, para todas essas perguntas, a resposta fosse sim. Ela só queria ter algum contanto físico com alguém, necessitava disso. Não iria aguentar esperar até sexta-feira. Mas para sua surpresa e decepção, a porta foi aberta, seguida de uma menina que ela já tinha visto: Louise Zimmerman. Claro que ela sabe que Louise prefere mexerica a banana, mas elas são quase que arqui-inimigas. Na última festa que houve no internato, organizada por Calleb semana passada, elas não pararam de trocar olhares desafiadores. Louise começou a ver quem ficava mais com quem, e logo elas já estavam nessa competição de quem era a mais desejada, ou a mais galinha. Simplesmente, elas não gostavam uma da outra. Se viam como inimigas, e não faziam questão de mudar isso.

— Não acredito... – implicou Dona, claramente irritada. — Você?

— Pois é, nem tudo são um mar de rosas, querida. – disse a ruiva. — Parece que vamos ter que nos aturar, para minha infelicidade.

— Estou nem aí. Você não me verá nesse quarto quase nunca. Sou muito ocupada. – quase convencida, Donatella falou.

— Tudo bem, senhorita “ocupada”, vai ser melhor para mim.

— Ótimo.

— Pois é... – fez uma cara entediada. — Enfim, adeus querida, foi muito ruim te rever, mas eu preciso fazer uma coisinha. – Louise sorriu maliciosa e saiu do quarto, deixando Donatella pensando alto.

È bellissima, ma è uno stronzo! La batterò!* - disse irritada e convencida em italiano.

***

Maki Ryung, um garoto de nacionalidade coreana e cabelos atualmente puxados para ruivo também estava esperando seu novo colega da quarto. Porém, a única coisa que esperava dele é que o menino fosse gentil. Odiava quem se acha valentão, odiava muito. Ele estava indo, apressado para seu dormitório, muito curioso. Quando fora passar por Calleb, o qual ele não foi muito com a cara o ouviu sussurrando com o praticamente melhor amigo, Kian.

— Eu tenho certeza que esse guri é gay, Kian. Coreanos sempre são. – disse baixinho, mas não o suficiente. — Ele é tão boiola!

 

— Sim, parece que gosta de pau. Como se não existissem peitos no mundo...

 

—Eu acho muito estranho isso, e sem contar que ele tem cara de menina. – deu uma gargalhada.

 

Maki, para não arrumar problemas, apenas os ignorou. Calleb e os amiguinhos eram babacas, e a novidade? Na verdade, o garoto sentia pena dos dois. Precisavam provar que eram machos sendo escrotos. Masculinidade nem se resume a isso! Revirou os olhos e foi para seu novo quarto. Estava louco para tomar um banho quente, mas quando entrou viu que não estava sozinho. Encontrou um garoto de cabelos castanhos, olhos verdes e lindo de morrer!

 

— Pare Maki! Você está aqui para estudar, não para se relacionar. E, além disso, ser bonito não significa ter uma personalidade legal. – pensou consigo mesmo.

— Olá! Tudo bem. – disse o garoto, lhe oferecendo um sorriso gentil. Maki retribuiu na hora. — Meu nome é Moonwhite, mas, por favor, me chame apenas de Moon.

— Tudo bem. Meu nome é Maki, prazer. Então, vai ser meu colega? – perguntou ele.

— Sim, ao que parece. Não se preocupe, não vou te matar enquanto você dorme. – disse e riu.

— Não me preocupo, não. Então, que ano você está? – perguntou Maki.

— Primeiro ano, infelizmente. O que me resta é chorar... – riu.

— É, ser do primeiro ano é uma merda, me lembro bem.

— É...

— Que silêncio mais chato. – resmungou o coreano.

— Concordo com você, mas não tenho assunto nenhum. Ah, o dia! Como foi o seu? O meu foi uma bosta, de manhã eu tive que assistir aula e de tarde fiquei tirando tudo das malas. Sem contar que foi atormentado por Calleb... A cada ano que passa, parece que ele não se cansa de me irritar! Quer dizer, a basbaquice dele me irrita tanto...

— Nem me fale! Calleb é um idiota. Atormentou-me também... E você é veterano? Parecia tanto um simples novato igual a mim!

—Veterano, infelizmente. Quero dizer, quem gostaria de voltar para cá? Esse lugar é uma merda.

— Concordo plenamente. E olha que estou aqui desde sexta passada.

— Sim. Ai, eu estou morto de cansaço, será que você poderia me deixar dormir? – perguntou ele. — Desculpe se soei meio rude...

— Não, eu entendo! Vou tomar um banho e capotar na cama também. Hoje foi exaustivo...

— Nem me diga... – Moon se deitou em sua cama, se tapando. Ele já estava de pijamas, para sua sorte.

— Então boa noite, Moon. – Maki falou, e quando ia desligar a luz, seu colega de quarto quase gritou.

— Por favor, não desligue a luz! Não consigo dormir no escuro... – falou um pouco envergonhado.

— Ah, tudo bem. – Maki disse, indo para o banheiro.

Tomou uma ducha de chuveiro demorada, pois a agua estava quente e ele estava um pouco inseguro. Será que ele faria algum amigo, ou será que ficaria sozinho? Será que gostariam dele? Será que Maki começaria a se importar com alguém de dentro? Tantas perguntas e nenhuma resposta. Suspirou e desligou o chuveiro, colocando seu pijama após se secar. Saindo do banheiro, viu que Moonwhite já havia dormido, e procurou ser silencioso. Se aproximou um pouco da cama do garoto e sorriu, gentil. Ele parecia um anjo dormindo. Mais uma pergunta assolou a mente do rapaz: Será que Maki se apaixonaria? Deitou-se na sua cama e logo pegou no sono. Esse ano talvez possa ser bom, apesar de tudo.

***

Na piscina da natação, se encontrava muita gente. Calleb simplesmente havia decidido, de última hora, que organizaria uma festa na piscina, convidando pessoas, que foram convidando outras, e logo encheu o lugar. Tinha de tudo: dança, drogas, bebidas... Ele era o rei. Sophia se encontrava um pouco perdida no mar de pessoas que a cercava, mas logo encontrou Beca. Agradeceu aos céus por isso.

— Beca! – teve que gritar por causa da música alta, fazendo sua amiga a olhar. — Você por aqui, garota?

— Te disse que não perdia uma festa! Beatrice veio junto? – perguntou ela.

— Não, quis ficar dormindo. Mas vem cá, você não disse que as festas só eram sexta?

— Ás vezes Calleb fica louco. Acontece. – deu de ombros. — Tenho uma nova amiga sapatãããão demais para te apresentar! – Sophia notou que Beca já estava alta, e só riu. — Não ri de mim, vagabunda!

— Eu rio de quem quiser! Ah, eu quero pegar uma bebida. A propósito, não olha agora, mas tem um menino te comendo com os olhos! – disse.

— Quem? Já queeeroooooo picaaaaa! – falou. Sophia deu uma gargalhada, e quase chorou de tanto rir.

— Olha discretamente pra quem tá sentado no banco, atrás de mim.

— Meu Deus, é o gostoso do Kian! Ah, mas eu gosto de fazer ciúmes... – puxou um outro garoto e começou a o beijar, lentamente. Após, descobriu que este era o garoto mais galinha de todos, Erick. — Erickkkkkkk... – quase ronronou. — Você me ajuda a fazer ciúmes no Kianzinho? Por favor, só me beija mais.....

— Você? Ciúmes no Kian? – gargalhou. — Ok, eu ajudo. Mas só por que sou um bom amigo!

— Bom amigo, sei...

— Está falando que isso não é verdade? Ok, então não precisa de ajuda.... – falou, e ia saindo.

— Não, espera! Você é um bom amigo. – desesperada, ela disse.

— Gente, você está gostando mesmo do Kian, em! – falou o moreno.

— Desde o ano passado  eu tava’ de olho nesse delícia... Mas ele nunca me deu bola. Agora que está olhando, é minha chance. – puxou o rosto do garoto mais para si, enfiando a língua em sua boca novamente.

Como Sophia sabe quando está sobrando, riu e foi pegar uma bebida. Acabou encontrando Devonne Spebettra, uma garota que conhecia por olho. E que olhos! Sentou-se ao seu lado, e logo Devon a percebeu.

— Sophia, não é? – perguntou ela. — Sou Devonne, muito prazer.

— Prazer, Devon. Então, como veio parar aqui? Você não é melhor amiga do dono da festa?

— Sou, porém ele me trocou pela vadia da Veronica, acredita?

— Não! – riu. — Minha amiga me trocou por um cara, pra fazer ciúmes no Kian... – deu de ombros. — Estamos realmente fodidas...

— Sim. Ei, você quer uma bebida? – Sophia acenou com a cabeça, e Devon pediu duas vodcas puras.

Após encherem a pança de álcool, elas tentavam voltar cambaleando para seus quartos. Estavam podres de bêbadas, mas uma tentava ajudar a outra. Logo Devon entrou em seu quarto, porém puxou Sophia junto. Confusa, ela deixou ser levada.

— O que foi? – perguntou.

— Eu esqueci de perguntar uma coisa. Você é sapatão?

— Meu Deus, quantas vezes eu já respondi essa pergunta hoje? Ahhh, sim! Gosto de chupar bergamota, gosto de melões... – foi interrompida por um beijo de Devon, que era tão bom.

— Espera. – disse ela, afastando o rosto de Sophia. — Sem compromisso? – perguntou.

Foda-se o compromisso, só me beija. – falou Soph alterada, tirando sua blusa. O quarto de Devon ia ferver, isso era certo. Coitada de sua colega de quarto, que se encontrava fora, quando chegasse.

***

Beatrice andava de um lado para o outro, pensando onde Sophia havia se metido. Estava preocupada com a nova amiga, tanto que colocou uma roupa e decidiu ir procura-la, na festa. É necessário enfrentar seu medo, certo? Foi até o quarto de Gweendolyn e bateu na porta. A mesma foi atendida em um instante por uma menina de cabelos azuis.

— Oi... Você quer falar com Gweendolyn? – perguntou a garota.

— Sim, por favor. – falou Trice tímida. — Trice, prazer.

— Aisha, igualmente. – sorriu. — Espere um pouco, vou acordá-la.

— Não! – gritou. — Não acorde ela, por favor. Eu queria ajuda, mas...

— O que você quer? – perguntou.

— Só ajuda para procurar minha amiga na festa de Calleb.

— O idiota? Posso ajuda-la sim. Se quiser, claro.

— Ah, quero! – falou. — Obrigada, Aisha!

— Não há de quê. – disse fechando a porta. —Vamos, então.

Chegando lá, as duas foram quase esmagadas pelo tumulto. Era muita gente. Aisha, um pouco desconfortável, disse:

— Agora eu entendo o porquê que ela disse que não queria vir. – se referiu a Gween.

— Nem me fale... Odeio essas festas. – disse Beatrice. — Ei, vamos perguntar para Rebeca se ela não viu Soph! – apontou para a morena, que se encontrava podre de bêbada, ainda beijando Erick.

— Ok...

Caminharam até lá, com certa dificuldade. Beatrice estava ansiosa, torcendo para não encontrar Calleb. Quando finalmente chegaram, ela pôde respirar.

— Ei, Beca! – tocou nas costas da garota, que só assim largou do menino.

— Trice, você por aqui? Ah, Erick, Kian não está mais lá, pode ir embora. – falou Rebeca.

— Sou tão descartável assim? – perguntou ele, rindo. — Estou indo então. Você beija bem, querida!

— Vai se foder! – falou ela. Logo após que o garoto foi embora, ela virou para Beatrice. — Enfim, o que quer?

— Só... Você viu a Sophia?

— Não vi, linda. Acho que ela deve ter ido beber, ou quem sabe voltou para o quarto já?

— É, pode ser...  Vou voltar pro meu quarto, esse cheiro de maconha não dá pra mim! Só ficarei um pouco preocupada com Sophia, mas não acho que ela tenha morrido.

— Não se preocupe, ela sabe se cuidar. – falou. — E quem é você? – perguntou para de cabelo azul.

— Aisha, prazer! Trice, eu acho que vou dar uma chance pra essa festa e ficar um pouco, tem problema?

— Claro que não. – disse, e observou Aisha sumir de sua vista. — Enfim, vou indo Beca.

— Ok! Beijossss. Vou voltar a beber, amooooo!

— Só não exager... – não conseguiu terminar a frase, pois Beca saiu correndo para pegar mais cerveja. Beatrice riu bastante.

— Essa menina... – falou sozinha.

Enquanto estava indo embora, observou Calleb beijar uma menina. Sentiu um vazio. E se ele não tivesse feito o que fez? E se Trice tivesse o perdoado? Essas eram as perguntas que a assombravam. Saiu do local da piscina e olhou novamente para o garoto, que a olhou de volta por trás da mulher que estava “comendo”. Era um olhar triste. Ela retribuiu, e logo começou a caminhar para o dormitório feminino. Os ‘e se’ em sua cabeça não haviam ido embora, mas ela pôde perceber que nunca iriam. Ainda amava Calleb, e se amaldiçoava todos os dias por isso.


Notas Finais


e aí, o que acharam? comentem! desculpem se tiverem erros, revisei uma vez e fiquei com preguiça, hehe... sobre os aceitos que não apareceram nem nesse nem no capítulo anterior: gente, o personagem de vocês vai aparecer, só não arrumei um jeito de encaixar ele na história ainda! no próximo capítulo eu prometo que quem não apareceu na fanfic ainda aparecerá! pretendia postar hoje de noite, mas essa chuvinha me inspirou a escrever! beijos meus amores e amoras, até o próximo ( que não deve demorar muito a sair).

È bellissima, ma è uno stronzo! La batterò!* = Ela é linda, mas é uma vadia. Eu vou vencê-la!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...