História Recomeçando com uma Serpente - Capítulo 81


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Categorias Harry Potter
Personagens Angelina Johnson, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Luna Lovegood, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Simas Finnigan, Theodore Nott
Tags Draco, Dramione, Hermione, Hinny
Visualizações 234
Palavras 3.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos comentários. Vou ser bem sucinta hoje nas notas por conta do horário. O capítulo está bem grande, espero que gostem!!

Capítulo 81 - Terror e calmaria


Pov Hermione:

 

Uma semana havia se passado, Draco não me esperou para a reunião na casa de Luna. Na verdade a uma semana ele não me esperava para nada, quando eu acordava ele não estava mais lá, quando eu chegava ele já havia jantado, quando eu ia dormir já ouvia sua respiração pesada vindo da sala. Ele não conversava mais comigo, não olhava mais para mim, não me tocava. Éramos dois estranhos que dividiam a mesma moradia, mas que nunca se viam. Ele tinha parado de almoçar em casa e estava fazendo mais plantões que seu próprio corpo suportava, eu via enquanto ele dormia as marcas das noites mal dormidas, seu corpo estava mais magro e abatido.

E enquanto tudo isso, enquanto ele se destruía, eu fazia o mesmo. Eu seria capaz de suportar ele me xingando, me dizendo horrorizadas da boca para fora, seria capaz de conviver com o seu pior, mas com seu desprezo…..isso estava me matando mais a cada dia. No meu trabalho tudo continuava igual, meu chefe me odiava e ao mesmo tempo me elogiava para o Ministro. Me entregava os piores trabalhos para fazer, inclusive corrigir erros gramaticais de seus relatórios. Eu sabia o que ele queria, ele queria que eu pedisse demissão, que eu fosse reclamar para o Ministro, mas eu não faria isso, porque eu sabia que em algum momento tudo iria melhorar. Eu não tinha ido para a casa dos leões para desistir no primeiro machista elitista de merda que me destratava, eu mostraria o do porquê eu ser a cabeça do trio de ouro, o motivo para ter sobrevivido a uma guerra, ou isso, ou eu não teria mais nada pelo que lutar, já que aparentemente minha vida pessoal estava destruída a uma semana. 

Cheguei em casa mais cedo, Draco não estava em casa, tirei os sapatos de salto e os joguei em qualquer lugar, arrumação era a última coisa que passava na minha cabeça nesse momento. Caminhei até a cozinha e abri a torneira, coloquei meus pulsos em baixo da aguá corrente, torcendo que ela levasse minhas angústias. Mas aparentemente isso não estava funcionando, olhei para o lado e lá estava uma garrafa de Whisky de fogo, pensei em repetir a dose, mas sabia que dessa vez não teria o Draco para ser meu lado sóbrio. Até beber me parecia melancólico e desnecessário. 

O sentimento de sufocamento começou a me bater, parecia que as paredes estavam se fechando ao meu redor, tudo estava ficando mais apertado e eu só queria fugir, achar um lugar para me esconder. Eu era capaz de ouvir as gargalhadas de Bellatrix, o olhar faminto do lobisomem sobre o meu corpo, os gritos de desespero durante a batalha de Hogwarts, a imagem de Molly quando descobriu que tinha perdido o filho, os meus pedidos que Rony se afastasse e parasse de me machucar, os pesadelos de como seria o dia do meu casamento, a imagem de Lucius sorrindo diabolicamente para mim, as cicatrizes de Eleonor, o choro de Blás ao pensar que perderia Luna e por fim, Draco, ele se declarando, me apoiando, me amando, sendo minha muralha, ele só ele sorrindo para mim. Quando percebi um grito escapou por minha garganta sem permissão.

E sem mais a capacidade de controlar meu corpo e minhas ações corri para meu quarto, abri a porta do armário e me joguei para dentro dele o fechando rapidamente. Abracei meus joelhos e deixei que as lágrimas fluírem e torcendo que todos meus pesadelos me deixassem em paz, porque eu era incapaz de continuar assim por muito tempo, sem sucumbir à loucura. 

Meu choro era contido e silencioso, mas o tremor no meu corpo era extremo, eu sentia os pelos de meu corpo arrepiados, minha pele sensível em terror a cada peça de roupa que me tocava, meu ouvidos em alarme a cada som que escutava como sendo um de meus monstros pessoais a minha procura, as vezes eu soltava um pedido de ajuda, socorro de forma sofrida e desesperada, eu precisava que alguém me tirasse dali, precisava de contato humano alguém que me dissesse que nada daquilo era real. Até as lágrimas de meus olhos ao molhar minha roupa me casavam alerta e foi aí que percebi que estava no escuro e isso não ajudou em nada minha situação. Comecei a divagar sobre o que poderia estar escondido ali comigo, que eu poderia não estar alucinado, e poderia ter alguém no apartamento. 

Os barulhos aumentavam, eu já podia ouvir as portas se abrindo, eu tinha deixado minha varinha em algum lugar que agora não me vinha à mente, mas isso não importava, não estava comigo e isso já era o suficiente. Minhas unhas estavam cravadas em minha pele e eu podia sentir o sangue escorrendo por meus braços, não sentia dor, só medo. Minha voz sumiu e o que antes eram pedidos de socorro agora era apenas minha boca se movendo em desespero atrás da voz inexistente de minha garganta. Minha respiração parecia falha e por mais que eu respirava era como se o ar nunca atingisse meus pulmões, eu só queria que tudo isso acabasse, mas nem me mover dali eu era capaz, minhas pernas pareciam travadas, minhas mãos não largava meus braços e minha boca ainda tentava dizer algo. meu corpo estava em colapso e minha mente a beira da sanidade.

E no meio de todo o meu tormento a porta do armário de abriu repentinamente.

 

Pov Draco:

 

Eu tinha sido transferido para a ala de doenças contagiosas, na pediatria, os medibruxos experientes não queria chegar perto, uma vez o riso que se corria e por conta disso os pais não eram contra eu tratar os menores. Tirando meu emprego, minha vida estava um inferno. Eu tinha mantido minha palavra e estava ignorando Hermione, mas não era uma tarefa fácil, eu só queria que o mundo parasse por um minuto e eu pudesse ficar abraçado a ela, porém isso não era possível.

Estava na minha sala, quando uma enfermeira, veio correndo me trazer uma carta.

-Com licença Doutor Malfoy. - ela disse esbaforida. - A coruja não parava de piar bicou duas enfermeiras, até que peguei a carta. Ela está endereçada ao senhor, e a coruja está do lado de fora da porta, ela me seguiu até aqui. - ela disse sem respirar. Levantei correndo pegando a carta.

-Tudo bem Senhora Grunder, pode ir. - espero a senhora sair da minha sala e abri a carta.

 

Malfoy, a uns 15 minutos escutei gritos e bater de portas no seu apartamento, a Senhorita Granger está no apartamento, vi ela subindo as escadas. Nesse exato momento escutei pedidos de socorro. Bati na porta algumas vezes mas ninguém responde. Estou preocupado. 

 

Abelardo Nifroud.

 

Li a carta duas vezes, meus olhos não acreditavam no que liam. O desespero tomou conta de meu corpo e quando vi eu já corria para fora do hospital, onde poderia aparatar em frente ao apartamento. A imagem de Hermione em vida no chão do nosso apartamento dominava todas a minha mente e se isso acontecesse eu não me perdoaria por não ter dito que a amava na última vez que nos vimos, de não ter abraçado-a e amado-a como ela merecia.

Aparatei e logo comecei a subir as escadas, pelo menos eu estava em forma, mesmo sem estar treinando quadribol, não pensei em nada apenas inserir a chave na porta e a abri. Olhei para o lado e o sapato de salto de Hermione estava jogado de qualquer maneira. Ela sempre foi muito metódica e organizada e aquele simple sapato jogado já me fez entrar em pânico, corri para a cozinha e encontrei sua bolsa sob a mesa a torneira ligada e nada de Hermione. Voltei para a sala a procurei na biblioteca e fui no quarto, não a encontrava, fui no banheiro e nada, o desespero já estava instalado na minha mente, me abaixei e olhei embaixo da cama, lembrei de uma vez que ela me contou que quando pequena costumava se esconder embaixo da cama para assustar seus pais, mas ela também não estava lá. me sentei no chão aos pés da cama de frente para o armário. Eu estava com medo de abrir a porta e não a encontrar, ou a encontrar e ser tarde demais, as duas opções me levariam a um nível de arrependimento que eu não seria capaz de suportar. Levantei-me e fiquei parado na frente da  porta. Reuni toda a coragem em meu corpo e eu um único movimento abri a porta.

O que encontrei foi quase tão grave quanto as imagens desesperadoras que eu tinha imaginado de Hermine sem vida. Ela estava ali em minha frente, seus olhos, sempre castanhos e cheios de vida, estavam arregalados e tão escuros como o céu a noite, eu via mais que medo neles, eu via um pânico desconhecido. Sua boca entreaberta tentava emitir qualquer ruído que não se manifestava, sua respiração estava pesada e eu via a dificuldade que ela mantinha para continuar respirando. Seu corpo tremia e seus braços estavam sangrando, sua roupa inundada em lágrimas e suor. Aquela era uma imagem que eu nunca queria ter visto de Hermione, principalmente sabendo que eu a abandonei no meio desta tempestade e talvez ela tenha me lançando olhares de socorro dizendo que estava perto de sucumbir, mas minha arrogância e prepotência me impediram de ver. E saber que eu tinha culpa me destruiu, mas não era o momento de desmoronar, era a hora de levantar ela. 

Abaixe-me a sua altura e tentei tocar seu corpo, ela não se moveu, mas desisti de tocá-la, eu sabia o que estava acontecendo, estudei sobre isso na escola de medibruxaria e em alguns cursos que fiz no mundo trouxa. Hermione estava passando por uma crise de pânico e a melhor coisa a se fazer não era impor meu toque.

-Hermione. - a chamei pelo nome com suavidade, mas firme. - Caso esteja me escutando olha para mim.  - Ela demorou uns segundos e guiou seus olhos para mim. - Isso, você está indo bem, não está mais sozinha. Eu estou aqui. - Ia continuar guiando nossa conversa até a tirar do transe, mas ela pulou em meu colo me abraçando como se sua vida dependesse disso. Ela se segurava em mim e senti suas lágrimas molhando minha camisa. Levantei-me com ela em meu colo e a levei até a cama, onde poderia ficar mais confortáveis, ela não se mexeu desde que me sentei na cama e não tive coragem de a deitar ou pedir que me soltasse. Se passou uns cinco minutos até eu sentir seu corpo amolecer e saber que ela estava melhor, seus braços ficaram mais soltos em torno do meu pescoço, o suficiente para eu me afastar  ver seus olhos, eles estavam abatidos e cansados, mas o pânico e terror não habitavam mais seu rosto.

Ela ainda não dizia nada, levantei seus braços e tirei sua blusa, ajudei ela a levantar e tirei sua saia que chegava a metade de seus joelhos, depois a ajudei a voltar a se sentar. 

-Eu vou ali no banheiro ligar o chuveiro e já volto. - disse segurando seu rosto a obrigando a me ver. Ela mexeu levemente a cabeça e entendi que ela estaria bem. Fui no banheiro e liguei o chuveiro, voltei e ela ainda estava na mesma posição, retirei seu sutiã e calcinha, a peguei no colo e a levei para o banheiro, precisava despertar seu corpo. A água não estava gelada, mas não estava quente, coloquei a temperatura no morno, onde fosse acolhedor e a despertasse ao mesmo tempo. Deixei a água cair sob seu corpo, ela tremia e se segurava em meus braços, ela estava arranha e tinha alguns cortes, provavelmente feitos por suas unhas. Depois eu curaria isso com uns feitiços, ela se lavou rapidamente e a ajudei a se secar, eu sabia que ainda não poderia confiar em suas pernas, então a peguei no colo novamente e a levei para o quarto. Fui na cômoda, onde ela sempre escondia minhas roupas para dormir e peguei uma camiseta azul marinho e uma calcinha. Ela conseguiu se vestir sozinha e deitou na cama, ainda sem dizer nada. Deitei-me ao seu lado e puxei seu corpo para o meu, ela se abraçou forte em mim e rapidamente adormeceu.

Não tive coragem de me mexer, meu braço já estava dormente e formigando, mas ela estava dormindo tranquila ao meu lado. Quando cheguei não eram 16:00 horas da tarde e agora o céu estava escuro. Hermione se remexeu e sua respiração ficou mais forte o que indicava que seu sono estava chegando ao fim.

Ela abriu os olhos e ficou me olhando, seus olhos eram doces e gentis, mas em questão de segundos mudou para raiva e ela se levantou da cama me olhando como se eu fosse uma assombração.

-Vai embora. - ela disse firme.

-Pequena, me escuta.

-Escutar? Vai embora Draco, sai do quarto, você não gosta da sala, então volta para lá. - ela disse apontando para a porta.

-Fiquei preocupado com você. - disse tentando acalmar o clima.

-Eu percebi muito bem o quanto estava preocupado. - ela disse sarcástica.

-Você sabe muito bem que estou fazendo tudo isso para lhe manter a salva. - falei mais alto, será que ela era incapaz de compreender.

-E pelo que você viu à algumas horas está fazendo um belíssimo trabalho. - ela disse ficando de costas para mim.

-O que aconteceu? - perguntei preocupado.

-Não te interessa, você não queria me ignorar, então, faz de conta que não viu nada daquilo e seguimos em frente. - ela disse furiosa.

-Como acha que eu me senti quando não te achei no apartamento? Como acha que me senti quando te vi dentro daquele armário naquela situação?  Acha que estou gostando de dormir no sofá, de não conversar com você, não olhar para você não te sentir? Você acha?

-Se sentisse tanto a minha falta não ficaria uma semana sem olhar para mim. - ela disse se virando novamente para mim. - Você partiu e não deixou eu me despedir, simplesmente sumiu da minha vida. - ela dizia com dor. - Eu rompi todas as minhas barreiras por você e quando era para estarmos juntos e enfrentarmos isso lado a lado você decidir sozinho me excluir. - ela disse me acusando. - Eu precisei de você e onde estava? Eu senti a sua falta. Você me prometeu estar sempre ao meu lado, mas não estava.

-Eu só queria te proteger. - disse em um sussurro.

-Mas me machucou. - ela sentenciou.

-Me deixa ficar? - pedi.

-Não quero ser abandonada de novo Draco. - ela disse negando com a cabeça. - Eu estou cansada e destruída.

-Não vou mais embora, não suportaria saber que você naõ te amei todos os dias, não suportaria saber que algo aconteceu e eu não tinha te dito o quanto te amava. Não quero morrer sem que você saiba todos os dias que é o meu grande e único amor. - eu disse olhando em seus olhos, ela continuava a negar com a cabeça. Eu não aguentava mais ficar longe dela e depois de hoje eu não poderia mais. Só em imaginar em nunca mais a ver, escutar sua voz manhosa ao acordar e sentir seu calor e seu corpo tremer ao atingir o orgasmo, em não ver mais seus olhos tentando me convencer a fazer algo completamente inimaginável para mim, eu precisava dela, estar ao seu lado. - Eu concordo com você, fui um idiota, um medroso e você merece coisa melhor. Mas eu te amo Hermione, cada pedacinho, cada perfeição e imperfeição e só em pensar em te perder já me deixa maluco. Eu sei que errei, que você sofreu, mas me dá uma última chance. - terminei de dizer andando até ela e a puxando pela cintura e sem esperar uma resposta roubei um beijo.

 

Pov Hermione:

 

Eu não sabia o que pensar, em um momento eu estava no chão do armário sem a capacidade nem de pedir por ajuda, depois Draco apareceu me deu banho e deixou -me dormir em seu abraço e assim alcançar o sossego. Acordo e a raiva dele ter se afastado volta a tona e a única coisa que penso é em destruir seu rosto perfeito, mas preferi o agredir verbalmente. E agora finalmente minha completa confusão, ele se declara e sem me deixar chances de retribuir ou negar, ele me beija. 

Como eu senti saudade desse beijo, de sua língua atrevida invadindo minha boca, de suas mãos apertando meu corpo contra ele, do calor do seu corpo que me levava a perdição,  ao seu lado eu perdia meu rumo, porque toda a minha existência gritava desesperadamente que ele nunca mais me soltasse.

Sua mão direita segurava firmemente minha cintura enquanto a esquerda acariciava meu rosto, seus toques eram urgentes, sua boca faminta me fazia querer ainda mais. Sua linguá enroscava com a minha, seus dentes mordiam meus lábios os puxando ainda mais para si, eu nem sabia o que estava fazendo, apenas o queria mais e retribuia todo o tesão armazenado dessa semana infernal. 

Draco me pegou no colo e rapidamente envolvi minhas pernas em sua cintura, não havia delicadeza em nossos toques, tudo era urgente e necessitado, Draco me jogou em cima da cama e ficou me olhando como se fosse me devorar. Seus olhos sempre cinzas tempestades estavam negros de desejo e eu provavelmente não estava em estado melhor. Ainda deitada arranquei a camiseta de Draco que estava em meu corpo ficando apenas de calcinha, Draco em um passe de mágica arrancou sua camisa me deixando ver seu peito musculoso na medida certa, as leves cicatrizes que ali habitavam apenas me davam a certeza que ele era real e não uma miragem. Estava já me considerando pior que Gina, já que estava pensando em poder passar minha língua e sentir sua pele em cada uma das marquinhas.

Entre minhas pernas eu já sentir um leve incômodo de tanto o querer, Draco se aproximou de mim e voltou a me beijar, descendo para meu pescoço e dando atenção para meus seios. Suas mãos apertavam meu corpo com força e eu sabia que ficariam marcas no outro dia. Eu não tinha medo ou receio dessa agressividade que eram nossos atos, eu apenas queria mais, meu corpo estava em combustão e eu iria explodir de paixão se ele não me retribuísse com a mesma intensidade. 

Senti seus beijos descendo pela minhas barriga e suas mãos apressadas arrancares minha calcinha. Antes que ele prosseguisse empurrei seu corpo para o lado e sentei sobre sua barriga sorrindo maliciosamente e o beijando, ouvi o gemido rouco de Draco e isso apenas me incentivou a prosseguir, fui trilhando uma trilha de beijos para seus pescoço, realizei meu desejo ao beijar e lamber, suas marcas em meu peito. Mordi levemente seus músculos enquanto de forma desajeitada tentava tirar suas calças, Draco foi solícito e me ajudou com isso, sua cabeça pendia para trás e eu podia ouvir sua respiração rápida e ofegante. Eu não sabia como prosseguir, mas sinceramente fazer certo ou errado era o de menos nesse momento, eu o queria, precisava. De todas as formas que fosse capaz, desci ainda mais os beijos e segurei seu membro em minhas mãos, fazia movimentos contínuos e ouvia os gemidos discretos de Draco, eu sabia que ele estava se controlando, ele ainda tinha medo de me assustar. Mal sabia ele que nada que ele fizesse me assustaria, eu o amava mais do que meu coração suportava.

Em um ato de coragem beijei a cabeça de seu membro e percebi Draco se mover, olhei para cima e seus olhos estavam fixos em mim, ele não desviava, repeti o gesto anterior e prossegui no carinho, o inseri em minha boca e enquanto isso ouvi os sons roucos de Draco, isso me proporcionava um prazer ainda desconhecido para mim. No entanto quando achei que Draco estava gostando ele me puxou para si, ainda ofegante e me beijou.

-Fiz alguma coisa errada? - perguntei sem saber o motivo dele ter me parado.

-Ao contrário. - ele respondeu me virando, ficando novamente sob meu corpo. - Então a senhorita quer tentar coisas novas? - ele perguntou com o colado em meus pescoço, enquanto suas mãos me acariciavam.

-Quero. - respondi atrevida, o desafiando a me proporcionar novas experiências. Ele sorriu e novamente me virou, agora eu estava de costas para Draco, escutei sua risada anasalada e puxar meu quadril, rapidamente percebi o que ele pretendia e o ajudei, fiquei de quatro na cama. - Quero tudo se tiver você comigo.

-Eu te amo Hermione. - ele disse beijando minhas costas, meu corpo estava completamente arrepiado, eu nem sabia como conseguia sustentar meu corpo, minhas pernas pareciam gelatinas e sentir a respiração de Draco sob meu corpo não me ajudava a resistir. 

Senti quando ele me segurou e entrou em mim, meu corpo em resposta se arqueou, buscando por mais contato, eu não sentia dor, mas uma necessidade fora do comum de me manter conectada a Draco. Seus movimentos eram rápidos e fortes, diferentes de todas as outras vezes nenhum de nós buscava delicadeza, precisávamos saciar o desejo, buscar nosso corpos até a exaustão. 

Não sei quanto tempo ficamos assim, meu corpo começou a estremecer e eu sabia o que isso significa, empurrei meu corpo mais para trás buscando mais contato com Draco, minha visão ficou turva e nesse momento eu era incapaz de ficar na mesma posição, senti as mãos fortes de Draco me segurar firme, me mantendo da mesma forma, ele entrou dentro de mim mais umas vezes e me inundou de amor. Seu corpo caiu sobre o meu ofegante, ele beijou minha nuca, me causando mais alguns arrepios.

Draco se deitou do meu lado e puxou meu corpo, ficamos quietos naquele momento, não sabendo o que dizer ainda. Eu fazia desenhos imaginários em seu peito e ele o mesmo processo em minhas costas.

-Você me perdoa? - ele perguntou baixo.

-Você pretende voltar me ignorar ou ir embora? - devolvi a pergunta.

-Achas mesmos que sou capaz de ignorar depois de tudo isso?- ele me perguntou sorrindo maliciosamente.

-Estou falando sério Draco. - disse irritada.

-E eu também. Hermione eu fui um…..nem sei que palavra usar, eu agi errado, pensei que me afastando você ficaria bem e segura, mas a verdade é que nós dois estávamos nos destruindo nesses dias. Acho que eu estava errado e todos estavam certos,  somos melhores juntos. - ele disse olhando nos meus olhos.

-Só não faz mais isso. - eu disse o abraçando forte, para que ele não mais saísse do meu lado. Meus olhos pesaram e quando eu estava quase adormecendo ouvi a voz de Draco.

-Boa noite minha pequena. - ele disse beijando minha testa.

 


Notas Finais


Então o que acharam? A Hermione enfrentando seus monstros particulares, o Draco imaginando perdendo ela e ainda teve os dois juntos. No capítulo a Hermione teve uma crise de pânico, só quem já teve sabe o quanto é horrível. Comentem!!!!! Beijossss e até o próximo!!!!!


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