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História Recomeçando do meio - Nanario - Capítulo 41


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Notas do Autor


Oi gente, tudo bem com vocês?
obrigada pelas 3.350 leituras e pelos 40 favoritos! ❤
A meta é chegar ao último capítulo com 4.000 leituras. Conto com vocês!

Capítulo 41 - Carrega 300. AFASTA!


Com a mão ensanguentada, Nana entra em choque, arregala os olhos e fica imóvel por alguns segundos ao ver o ex - marido cair duro no chão com a faca presa na barriga. Mariana tinha muito ódio dele sim, mas nunca se imaginou fazendo algo do tipo e por isso o choque. Os "bipes" do aparelho cardíaco de Mário não paravam e isso foi o suficiente para Nana sair do choque, deixar Diogo caído no chão aos gritos, e ligar novamente os aparelhos na tomada.

- Mário, tô aqui, é a Nana, a sua Mariana Mole, por favor, não me deixa! - Ela diz rápido, dando um beijo na testa do poeta e indo atrás de ajuda. - SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA, POR FAVOR! - Ela grita pelos corredores do hospital e logo é atendida.

A equipe do hospital entra no quarto rápido, levam Diogo em uma maca e reanimam Mário com um desfribilador cardíaco.

- Carrega 150. AFASTA! - Dra. Cristina ordena.

- Mário, por favor, por favor! - Nana grita desesperada enquanto é contida pelos enfermeiros.

- Meu Deus, o que está acontecendo??? - Clara chega no quarto e se desespera com a situação.

- Papai!!! - Miguel vê toda a situação e chora pelo pai.

- Sempre que você aparece algo de ruim acontece! Não sei porquê você voltou! - Clara fala entre gritos e lágrimas.

- Eu salvei ele, sua maluca! Se eu não tivesse entrado aqui, o Diogo teria matado o Mário, não fala besteira. - Ela grita de volta.

- E quem trouxe o Diogo para a vida dele? Quem? VOCÊ! - Clara grita apontando o dedo na cara de Nana.

- Tirem eles daqui já, tirem a criança daqui. - A médica grita. - Carrega 200. AFASTA!

Mário levava choques através das duas pás, uma positiva e uma negativa. Essas eram dispostas no tórax do poeta de modo a garantir o órgão seja completamente coberto. São elas que fecham o circuito e que liberam a energia que está armazenada no paciente. Ver o desespero e as inúmeras tentativas de reanimar Mário estavam deixando Nana muito angustiada.

- Por favor, tenta de novo, não para, não para! - Ela pede entre soluços. - Vamos Mário, por favor. Você não pode me deixar aqui, não pode! Eu preciso de você pra cuidar dos nossos filhos, eu tô grávida de novo, Mário. Você não tem esse direito, não é a hora de me deixar. - Nana chora desesperada, se não fossem pelos enfermeiros que ali estavam, ela certamente teria avançado em cima de Mário.

- Tia, calma! - Miguel se assusta com o estado de Nana e lhe abraça. - Calma, calma, você tá muito nervosa.

Nana retribui o abraço, mas não consegue parar de chorar. Clara ao ver toda a situação, estende bandeira branca e ajuda Nana a se recompor.

- Mariana, se acalma. Pelos seus bebês... - Ela diz pegando nas mãos de Nana e puxando Nana para fora do quarto.

- Por que está fazendo isso? - Nana que estava de cabeça baixa, levanta a cabeça e com os olhos marejados, olha fixamente para Clara.

- Porque não vou deixar você ficar desse jeito. Meu filho gosta de você. - Ela diz apontando para Miguel que estava agarrado na tia. - Vai dar certo, o Mário vai voltar!

- Vamos tentar mais uma vez. Carrega 300. AFASTA! - A médica tenta mais uma vez.

A sensação de ter alguém que ama no desfribilador é terrível. Foram os 5 minutos mais longos para Clara, Nana e Miguel que estavam ali do lado de fora, vendo tudo pela porta. Mil coisas passavam pela cabeça dos três, embora os três tivesse relações diferentes com Mário, existe uma relação em comum, a relação de amor. Miguel era primogênito do poeta, amado desejado e muito cuidado pelo pai. Foram tantas brincadeiras, idas ao shopping, idas a bibliotecas e pinturas que fizeram juntos. Sim, Miguel amava pintar, era nas telas que ele se descobria, se inspitava e se sentia ele mesmo. Embora Maria Clara não tivesse talento algum para pintar, amavam ver o filho fazendo toda aquela bagunça, e daqueles momentos saiam fotos e poemas. Clara era a ex-mulher, ainda muito apaixonada e capaz de fazer qualquer coisa para ter o poeta de volta. Nana era paixão de adolescência de Mário, era aquela que negou seu primeiro pedido de namoro e que sempre esnobou o poeta e garantiu estar feliz em um casamento tóxico e falido. Mas agora tudo era diferente, a Nana que estava ali é completamente apaixonada por Mário, carregava em seu ventre a maior prova de seu amor por ele, estava disposta a ir contra tudo e todos por esse amor. Maior prova de que os três amavam muito Mário acontece agora quando Miguel que estava segurando na mão da mãe, estende a mão para Nana e cria essa corrente de amor. A corrente necessária para passar toda energia positiva que precisava. Afinal, ali estavam três pessoas que amavam, a mãe de seu primogênito, seu primogênito e o amor da sua vida, Nana. Embora Clara tenha feito coisas erradas para afastar Nana de Mário, ela nunca fez nada que pudesse machucar fisicamente nenhum dos dois. Esteve com Mário quando ele precisou e se solidarizou com a dor de Nana quando ela perdeu a bebê. Apesar de ter tentado fazer a cabeça de Miguel contra a madrasta e mentido para Mário, Clara fez tudo por amor e certamente faria de novo, mas naquele momento, Clara sabia que ela e Nana queriam a mesma coisa e puxou a morena para um abraço juntamente ao filho.

- Pronto! Ele está de volta. - A médica respira fundo e da algumas orientações para as enfermeiras.

- Posso chegar perto, posso??? - Nana pede muito desesperada.

- Eu também quero! - Miguel fala alto.

- Nana? Não me disse que estaria de volta. - Addison chega.

- Addie. - Nana abraça a amiga com força.

- O que está acontecendo? Ah.. entendi. - Ela entende a situação ao ver Mário na cama. - Tá tudo bem, doutora?

- Agora tá. - Dra. Cristina responde.

- Ela pode entrar um pouco então?

- Pode.

Nana olha para Clara que acena afirmativo, como se entendesse que a executiva deveria entrar naquele momento. Logo Mariana entra no quarto, ela só tinha 5min, foi esse o tempo dado pela médica de Mário, e Nana estava muito satisfeita com ele.

- Meu amor, obrigada por estar aqui, por não ter desistido, eu preciso muito de você, principamenre agora. - Ela diz acariciando a barriga. - Sabe, pra pessoa errada eu não tinha valor, não valia nada, era uma inútil que só sabia trabalhar. Mas pra pessoa certa eu era incrível, você fazia eu me sentir incrível todos os dias, me achava linda até nos meus piores dias.
Às vezes, é onde menos se espera que o amor acontece. A pessoa certa não era do jeito que eu sempre sonhei, até porque ninguém tem a obrigação de ser aquilo que você idealiza naqueles loucos delírios de adolescentes. É alguém imperfeito. A pessoa certa muitas vezes é errada, mas é quem está aqui, vivendo os seus dias, tentando desvendar os seus medos e as suas inseguranças, cuidando e amando você. É quem faz questão de compartilhar o seu desajeito amor. Alguém real. Em um primeiro momento, eu achei que o Diogo era a pessoa mais bonita do mundo ou a mais agradável de todas, mas a verdade é que só conseguimos enxergar a verdadeira beleza de alguém depois que conhecemos as suas atitudes e o seu caráter, seu interior. E depois que eu conheci você, eu simplesmente desvendei todos os meus mistérios, perdi meus medos, me amei como nunca. Não existe sensação melhor do que olhar ao seu lado e sentir que está com a pessoa mais linda do universo. Aliás, a pessoa certa não é aquela que se esconde, mas quem se deixa conhecer. - Ela diz mexendo na mão de Mário, segurando com força. Você sempre foi pessoa certa, aquela que tem maturidade para amar, que faz o possível para que o amor sempre vença. É quem valoriza os meus sorrisos e não se contenta com ser parte esporádica da minha vida. É quem se importa comigo. - Diz enchendo Mário de beijos. - É com quem eu vou construir uma família. - Nana diz com um sorriso tão grande que estampava seu rosto. Logo ela pega a mão do amado e coloca em sua barriga. - Beatriz e Davi, meu amor, eles estão aqui e salvaram a gente. - Ela diz enquanto vê Mário abrindo os olhos lentamente. - Amor?? Você tá acordando! - Ela se alegra e sai no corredor pra chamar a médica.

Após ser examinado por doutora Cristina, Mário descansou um pouco e nesse tempo a médica conversou com os familiares sobre o estado dele.

- O Mário agora está bem, mas não está estável, eu não poderia ter ficado sem o auxílio dos aparelhos, mesmo que por pouco tempo. Agora Estamos correndo contra o tempo, precisamos encontrar um coração.

- Quanto tempo a senhora acha que a gente tem? - Clara pergunta.

- Algumas semanas. - Ela responde de cabeça baixa.

- Só isso? Mas a gente não vai conseguir, é um tempo muito curto, eu sei como esse negócio de transplante demora para acontecer. - Nana se desespera.

- É a única opção que temos, infelizmente não podemos fazer nada além de acreditar e apoiar ele. - Clara fala olhando pra Nana.

- O papai vai ficar bem. O papai do céu vai mandar um coração pra ele. - Miguel fala e deixa todos emocionados.

- Vai sim, meu amor. O papai do céu vai mandar um coração novo pro Mário. - Nana fala com o menino.

- É, Ele vai. - Clara completa. - E nós vamos estar juntos para apoiar ele. Né?

- É. - Nana responde.

Após algum tempo Silvana chegou para ficar com Miguel enquanto Nana e Clara resolviam as pendências.

- Eu preciso conversar com você, Nana.

- É.. eu também acho - Nana diz.

- Eu sei que fiz muitas coisas erradas, hoje mesmo minha atitude foi horrível. Eu nunca te neguei o que eu sentia pelo Mário e tentando reconquistar ele, eu acabei passando por cima dos meus princípios que é sempre estar do lado das mulheres. Eu quero te pedir desculpas por tudo que eu fiz. Eu fiz o Mário acreditar que você não se importava mais com ele... Foi uma atitude péssima e só agora eu entendo isso. Quando ele foi internado naquele dia que te liguei, chamou muito por você e a médica até me aconselhou te chamar, mas eu estava possuída pelo ciúmes e não chamei. Mas a médica tinha razão, foi só você chegar e ele acordou. - Clara fala ressintida, mas olhando firme nos olhos de Nana. - A união das mulheres que eu acredito não se baiseia nessa de competição. Se uma está em uma fase difícil, a outra segura as pontas e trabalha em dobro, sem cobrança. Eu estou levantando a bandeira branca.

- O tanto que você me fez sofrer, o tanto que você se fez sofrer é absurdo, mas eu não quero e nem posso brigar. Queria estar do lado do Mário desde o começo, tanto por causa da gravidez, quanto por causa da doença dele, mas não foi possível e isso não foi só culpa sua. Ele me traiu, ele escolheu isso. Não é uma criança, ele faz suas próprias escolhas. Não sei o que ele tem a me dizer sobre isso, mas estou disposta a ouvir. E eu também estou estendendo a bandeira branca por aquilo que acredito.

- Eu quis muito fazer o que fizemos, mas não foi a minha intenção no primeiro momento, mas ele quis e eu...bem.. - Ela diz cabisbaixa. - Mas todo esse tempo que ficou na minha casa e que precisou dormir na minha cama, foi muito correto, ele realmente ama você. Não me tocou e nem se sequer dormiu comigo. Na maioria dos dias eu dormia com o Miguel para não deixar o Mário em uma situação que ele não queria. No começo eu tentei mesmo voltar a ser uma família, e ele estava e convencendo disso. Mas não durou muito, e eu sei porque.

- Tudo bem, vamos evitar pensar nisso. Temos uma preocupação maior agora, né? Não quero passar energias ruins para os bebês e para o Miguel que já está bem assustado.

- É, nós temos preocupações maiores mesmo. - Ela sorri. - São dois, né? - Ela aponta para a barriga de Nana.

- São. Uma menina e um menino.

- Que lindo. O Mário vai ficar muito feliz.

- Tenho certeza disso. Ele é um ótimo pai.

- É sim. - Clara diz com os olhos marejados. - Eu vou ver o Miguel, tá?

- Tá bom.

As mulheres têm essa força de conquistar o seu espaço. Juntas, nós mulheres podemos lutar pelos nossos direitos e principalmente pela igualdade de gênero.

Em pouco tempo Mário já estava bem e já podia receber uma visita rápida. Dessa vez Mariana foi quem deixou o orgulho de lado e deixou Miguel e Clara entrarem primeiro. Após alguns minutos era sua vez e tudo foi muito intenso.

- Mário.. - Nana corre e abraça ele de leve.

- Você tá....

- Tô grávida, tô gravida amor.

- São gêmeos mesmo? - Ele sorri bobo.

- São. Você ouviu?

- Consegui ouvi tudo. - Ele diz fraco. - Desde a hora que o Diogo entrou aqui, até a hora que você salvou a gente.

- Eu fiquei com tanto medo, amor.

- Mas foi tão corajosa. Estou orgulhoso de você.

- Eu voltei por você. - Ela diz sorrindo de canto enquanto olha nos olhos dele.

- Mas foi embora sem se preocupar comigo... - Ele diz cabisbaixo.

- Não, claro que não.

- Nem foi me ver no hospital... não estava preocupada.

- Claro que eu fui! - Nana fala alto. - Eu fui, mas quando você acordou a Clara entrou no seu quarto dizendo ser sua mulher e eu fiquei esperando você chamar por mim, mas não chamou. Eu fiquei ressintida e fui embora.

- A Clara disse que você não tinha ido... - Ele diz revirando os olhos ao entender a situação.

- É.. então.. Mas tá tudo bem, não briga com ela não.. tá? Eu só quero paz agora.

- Tá bom.. - Ele estranha. - Como estão nossos bebês?

- Estão bem. É uma menina e um menino.

- Beatriz e Davi, né? - Ele sorri.

- É sim. - Ela sorri de volta e coloca a mão do poeta sobre a barriga. - Você ouviu, né? - Ela se emociona.

- Ouvi sim e amei os nomes. - Ele sorri. - Olha! Eles mexeram. - Mário se empolga mesmo deitado.

- É o papai, meus amores. É o papai. - Nana se deixa levar pela emoção.

- Eu estava com saudades de você, de nós. - Mário fala. - Nós vamos voltar?

- Isso é um pedido? - Ela brinca.

- Mariana Prado Monteiro, você aceita além de mãe dos meus filhos, ser minha esposa? - Ele pede segurando a mão de Nana.

- Esposa? - Nana se emociona.

- É, quer casar comigo? - Ele pergunta sorrindo mesmo que com a máscara de oxigênio.

- Claro que eu quero, amor. Eu quero muito. - Ela diz dando um rápido selinho nele, tirando e colocando a máscara depressa.

- Eu te amo, te amo muito, tá? Me desculpa pela traição, pela insensibilidade, eu fui um babaca. - Mário reconhece.

- Depois a gente conversa sobre isso, tá bom? - Nana tenta mudar o assunto ao ver que os batimentos de Mário se aceleravam rapidamente.

- Porque você olha tanto pra esse monitor? Eu vou morrer, né? - Mário pergunta.

- Não, claro que não. Não fala uma bobagem dessa. Preciso muito de você aqui, vai dar tudo certo e em breve nós vamos estar juntos em casa.

- Ou na igreja, né? - Ele sorri.

- É, ou na igreja. - Mariana sorri de volta e cobre Mário para que ele descansasse.

A semana passou rápido. Logo Diogo estava recuperado. Sim, o desgraçado não morreu. O que também é bom, porque significa que ele será julgado, inclusive o julgamento já estava marcado e acontecerá em breve. Mário estava piorando rapidamente, estava tão fraco que não tinha conseguido ter uma conversa real com Nana, ele sabia apenas o básico. Sabia como estava a mulher e os bebês, sabia que Beatriz tem síndrome de down e sabia que a noiva e a ex-mulher não estavam mais em guerra. Coisas que pudessem aborrecer o poeta não foram contadas. Em um dia comum no hospital, Mário recebia a visita de toda sua família ao mesmo tempo. Clara, Miguel, Sofia, Nana e os bebês que ainda estavam na barriga dela, que por sinal, só crescia e estava fazendo a executiva andar com dificuldade. Após a família tentar animar Mário de todas as formas, a médica cardiologista entra no quarto com alguns exames de Mário e trás notícias reveladoras.


Notas Finais


Garotas, chegamos a reta final 😬 Pretendo quebrar todos os nossos recordes até o último capítulo. Nossa máxima de comentários aqui é 14, e eu volto com uma nova atualização quando esse número for batido. hahahaha 💛

(Nana está com 25 semanas de gestação, vem gêmeos!) Me perdoem, acho que a maioria preferia que as duas continuassem e terminassem a história brigando e sendo inimigas. Mas eu não pude fazer isso. Acredito que a voz das mulheres deve ser uma só e tentei passar isso sem fugir muito. Odeio passagens de tempo, mas infelizmente elas precisam acontecer porque eu preciso acabar essa história kkkkkkkkkkk. Estou preparando um final lindo e já adianto a vocês que o Diogo vai ter o que merece. Até o próximo capítulo. ❤


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