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História Recomeçando do meio - Nanario - Capítulo 42


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Notas do Autor


3.500 leituras, vocês são fodas, obrigada! ❤

Capítulo 42 - Centro Cirúrgico.


Fanfic / Fanfiction Recomeçando do meio - Nanario - Capítulo 42 - Centro Cirúrgico.

- Eu trago notícias ruins e notícias boas. - A médica cardiologista, doutora Cristina, fala.

- Ai meu Deus, fala logo as ruins então.. - Nana se assusta e se senta ao lado de Mário na cama, as pernas já não aguentava mais o peso da barriga.

- Bom... Os exames do Mário mostram uma regressão muito agravante no caso.

- Como assim? - Clara questiona.

- O Mário não está respondendo a estímulo algum. - Cristina é direta.

- E o que significa, doutora? - Nana questiona com medo da resposta.

- Significa que a nossa corrida contra o tempo ficou ainda mais curta, no coração do Mario pode parar a qualquer momento. - Doutora Cristina revela deixando todos em choque.

- Eu acho melhor a gente tirar as crianças daqui então eu conversar só entre adultos, né?! - Nana fala com a voz trêmula.

- Na verdade não, porque também tenho uma notícia boa para falar para vocês. - Ela sorri.

- Qual a notícia, doutora? - Mário pergunta bem fraco.

- Bem... nós encontramos um coração. Temos um doador! - Ela revela empolgada.

- UHUUUUUU! - Miguel grita muito empolgado.

- Calma filho, estamos no hospital. - Clara tenta acalmar o filho, mas na verdade ela também queria gritar de felicidade.

- Conseguimos, meu amor. Você vai ganhar um coração novo! - Nana demonstra sua alegria beijando a cabeça do poeta e sorrindo largo.

- Conseguimos, meu amor. - Ele responde pegando na mão da noiva e olhando nos olhos dela.

- Hoje a noite realizaremos o transplante. Tá bom? - A médica finaliza se retirando da sala.

- O papai volta pra casa agora? - Miguel pergunta para Clara.

- Mas pra qual casa, a minha ou a sua? - Sofia questiona e gera um clima pesado.

- Depois a gente conversa sobre isso, tá bom? - Nana tenta mudar o assunto.

- Não, Nana. Tudo bem... - Clara garante.

- Tá.. - Ela estranha. - Então crianças, eu e o Mário vamos nos casar.

- Sério mãe???? - Sofia se anima e pula bastante.

- Sério, filha. - Ela ri.

- Mas ai o papai não vai mais ficar comigo, né? - Miguel se entristece.

- Claro que vai, meu amor. A gente vai morar juntos que nem antes, só que não na casa do vovô Alberto. - Nana explica.

- Mas e a minha mãe? - Ele questiona.

- Filho... - Clara repreende o garoto.

- Não.. Tudo bem, Clara. - Mariana fala.

- Nana. - Mário repreende Nana ao achar que ela e Clara iriam discutir.

- Calma, Mário. Eu não mordo não. - Ela ri. - Miguel, vem cá. - Ela chama o garoto para sentar com ela em um sofá que tinha no quarto de Mário. - Eu e o papai vamos nos casar, mas você vai continuar sendo filho dele. Nós vamos ter uma casa bem grande, com 4 quartos, um para você, um para a Sofia - Ela diz olhando para a filha. - E um para os bebês, que por um tempo ficarão juntos e outro pra mim e pro Mário. A sua mãe e o seu pai vão decidir os dias em que você ficará na casa da tia, e os dias em que ficará com a mamãe, igual a gente fazia antes, tá bom?

- Quando eu estiver na sua casa não terei mamãe, né?

- Geralmente não. Mas sempre que ela quiser e puder poderá ir lá em casa. - Nana sorri ao olhar pra Clara e enquanto isso Mário fica com os olhos grilados, ele estava achando tudo aquilo muito estranho.

- Entendeu filho? Nada vai mudar entre nós, tudo vai ser como sempre foi, a diferença é que você vai voltar a ter duas casas. - Clara fala olhando para o menino é abraçada com Sofia. - E você Soso, também vai ter duas casas, sempre quiser pode ir até na minha casa ou estúdio e eu vou fazer lindas tranças em você e tirar lindas fotos suas. Tá?

- Ta bom. - Sofia responde sorrindo.

- Eu acho que eu devo estar tendo uma súbita e já estou delirando, porque realmente não é normal o que eu estou ouvindo e vendo aqui. - Mário faz graça.

- Nossa Mário, para que falar esse tipo de besteira? Prefere a gente brigando? - Clara fala.

- Tá parecendo até o meu pai com esse negócio de morte. Credo! - Nana fala se levantando do Sofá com ajuda de Sofia.

- Nana eu acho que é bom você ir para casa descansar, na verdade nós duas, até porque o horário de visita já está acabando e mais tarde a gente vai ter que vir para esperar o Mário fazer o transplante. - Clara lembra.

- Não, tá tudo bem, eu consigo ficar até o horário final.

- Mariana para de ser teimosa! Dá pra ver na sua cara o quanto você está cansada, e não é para menos, ou você acha que carregar dois bebês de uma vez é molezinha?! Você precisa descansar. - Mário responde.

- Eu tô bem, amor.

- Nana para de se fazer de forte toda hora. Eu vou ficar bem, fica tranquila. Preciso que você descanse pra ficar tranquilo pro transplante.

- Tá, tá. - Nana revira os olhos e cruza os braços.

- Não estou entendendo você, a médica disse que você está aqui até no horário que não pode entrar visita. Falei com a Addison e ela também confirmou isso, falou até que está um pouco preocupada com você.

- Amor.. é porque... - Ela não consegue completar a frase.

- Por causa do Diogo, né?

- É. - Ela diz cabisbaixa. - Eu tenho medo dele entrar aqui de novo.

- Amor, ele está preso, não vai vim aqui.

- Eu sei... mas eu tenho medo.

- Não precisa ter, tá? - Ele diz pegando na mão dela.

- Tá.. - Responde baixo.

Algum tempo depois, Nana, Clara, Miguel e Sofia já haviam ido pra casa. Enquanto isso Maria descansava no quarto, mas não dormia, até porque a ansiedade de fazer uma cirurgia é muito grande, principalmente no caso dele que ele daria energia de novo. Enquanto esperava pelo horário do transplante, o poeta mandava mensagens para Nana que estava em casa descansando e sendo mimada e cuidada por todos.

(IMAGEM DO INICIO DO CAPITULO)

Mariana estava muito feliz com tudo que tava acontecendo, finalmente tudo estava dando certo. Mário irá receber um coração novo e logo estará em casa com ela e com os filhos. Sua gravidez corria muito bem apesar de todas as dificuldades de uma gravidez gemelar com mais de 40 anos.
Mariana sempre quis passar a mulher forte que era, não queria que ninguém se preocupasse com a fragilidade dela, não queria que ninguém soubesse o quanto ela estava cansada, o quanto suas costas estavam doendo, o quanto passava mal diariamente. Muitos dizem que a mulher é o sexo frágil da relação, mas na verdade não é isso não, a mulher é o pilar da relação. Passadas algumas horas, Nana se vestiu, colocou a roupa mais bonita que tinha, aquela que valorizava muito a curva da sua barriga, ela gostava de mostrar que estava acompanhada, afinal todas as mulheres grávidas gostam. Clara decidiu que iria ficar com Sofia e Miguel enquanto Nana ficava com Mário no hospital. A fotógrafa estava se fazendo de forte, estava tentando lutar contra o seu próprio sentimento, contra o amor que ela sente por Mário. Nem sempre a gente se apaixona pela pessoa certa, nem sempre a gente tem um amor correspondido, mas às vezes temos que tomar decisões muito importantes e que nem sempre colocam a gente em primeiro lugar. Abrir mão de uma paixão pela felicidade de quem ama é um dos mais bonitos atos e também o mais difícil de lidar, é como uma ferida difícil de cicatrizar. Por essas e por outras, Clara achou melhor ficar em casa cuidando das crianças porque sabia que isso faria o poeta mais feliz e também sabia que quando ele fosse liberado da sala de cirurgia, só teria direito a um acompanhante e ela não queria ter que ouvir que ela não era a escolhida. Acabou que o transplante aconteceu antes do previsto devido algumas complicações no caso de Mário. Quando Nana foi avisada ele já estava na sala de cirurgia, e isso deixou a executiva em pânico. Devido as condições de Nana, Vera preferiu acompanhá - la até o hospital e ficar com ela lá até que Mário fosse liberado. Normalmente, um transplante de coração leva cerca de 5 horas para acontecer, porém já passavam - se 7 horas e nada. Nana ficava cada vez mais nervosa, mil pensamentos passavam pela cabeça dela, e a maioria deles eram ruins. Marcos tentou de todas as formas acalmar a irmã, comprou a comida vegetariana que ela mais gosta, pediu para Paloma fazer seu chá favorito e até comprou roupinhas para os bebês. Tudo na intenção de que Nana se distraísse, mas nada adiantou. A sala de espera de um centro cirúrgico cardíaco é gelada, silenciosa e sem esperança. Qual a sensação de saber que tem alguém que se ama muito dentro de uma sala, com o peito aberto, trocando de coração?! A chance de uma cirurgia cardíaca dar errado é muito alta, e Nana sempre trabalhou com números, gosta deles e por isso procurou todas as estatísticas de dar errado e só conseguia pensar nelas. Passou a andar de um lado para o outro, olhava as horas a cada minuto, a preocupação estava estampada em seu rosto.

- Marcos, eu acho que o Mário não volta mais. - Ela diz com os olhos marejados. - Eu não me despedi dele.

- Nana! Para de falar besteira. Ele já já aparece, calma.

- Você deveria estar em casa, com as pernas para cima para melhorar o inchaço da gravidez, mas sei que você também precisa estar aqui e por isso nem vou tentar te levar para casa, mas você precisa ficar calma. Por acaso você quer ter esse bebê sem o Mário?

- NÃO VERA! - Nana responde firme. - Mas eu estou com medo. - Toda a bravura vai embora dando lugar ao medo.

- Mariana? - A cirurgiã cardiotirácica Cristina Yang aparece.

- Como ele tá? Tá tudo bem? - Nana embala duas perguntas de uma vez, mostrando todo seu desespero.

- Está tudo bem, a cirurgia foi um sucesso, já já eu autorizo você a entrar para vê - lo.

- Ai meu Deus, obrigada! - Nana abraça Cristina.

- Magina, é o meu trabalho. Mas antes de você entrar quero que passe com a Addison para consultar a sua pressão e ver como estão os bebês. Só de te ver eu percebo o quão abalada está.

- Tá, tá bom. - Nana fala sorrindo de felicidade.

Passou-se algum tempo e Naná já havia complicado sua pressão e conferido se os seus bebês estavam bem. Agora era o momento de ver o poeta. Devagar e silenciosamente, Nana abre a porta do quarto e rapidamente olha para Mário e sorri e ele mesmo fraco fala com ela.

- Oi amor.

- Poeta. - Ela corre para perto dele.

- Devagar, olha os bebês. - Ele se preocupa com ela.

- Eu tive tanto medo, tanto.

- Mas eu já estou aqui, estou bem. Respira fundo, tá?

- Tá bom - Ela ri.

- Você sabe que eu só consegui por causa de você, né? Mesmo anestesiado eu pensei em você, no quanto quero estar com você.

- Amor eu te amo, tudo que eu mais quero é ficar com você, é ter esses filhos com você. - Ela diz passando a mão na barriga. - Quero me casar com você o mais rápido que pudermos. Se possível ainda grávida.

- Ué amor, por que ?

- Porque eu te amo.

- Tá bom. - Ele estranha

- Só isso?

- Eu também te amo, meu amor. - Ele olha para Nana sorrindo.


- "Você foi aquela oportunidade única
que eu agarrei sem pensar duas vezes
e foi a melhor coisa que aconteceu,
e continua sendo a melhor."

(@ostrechos)


- Até acamado você me faz poemas, eu te amo tanto, meu poeta. - Ela diz emocionada e começa a cantar:

"Quando a noite for longa demais
A escuridão roubar sua paz
Posso ser eu o risco pr'uma faísca
Posso ser eu o lume que se arrisca solo no breu
Fagulha imune a dor
Só pra lembrar
Que você tem um amor

Quando a espera for tempo demais
A esperança cansada e gasta no chão
Posso ser eu o braço que te carrega
Posso ser eu no laço quem te entrega fé no apogeu
A mão que rega a flor
Só pra lembrar
Que você tem um amor

Pode a razão desabar
Deixa cair o perdão em gotas
Pode o oásis secar
Eu buscarei a mais clara das fontes

Só pra lembrar, só pra lembrar
Que você tem meu amor
Leito coberto de sonho e mel
De peito aberto bem perto do céu
Nunca é deserto nem nada é tão mal
Quando se tem um amor só seu"

Um pouco depois Mário adormeceu por conta dos remédios e Nana foi para casa descansar. Marcos foi quem passou a noite com o poeta no hospital para que a irmã pudesse ter uma noite tranquila em casa, aos cuidados da família. 1 mês se passou desde então, Mário já estava em casa há algum tempo, estava se recuperando perfeitamente, estava quase pronto pra outra. Porém ainda era recomendado que ele não fosse para o julgamento de Diogo, pois o mesmo lhe causaria muito estresse. Pois é, chegou o grande dia de ver o crápula sendo condenado. Nana estava muito ansiosa e preocupada, acabava de chegar às 32 semanas de gestação, estava com um barrigão enorme e o estresse do momento poderia ocasionar em um parto prematuro.

- Eu deveria ir com você, já estou bem. - Mário fala.

- Não, você tem que ficar em casa descansando e cuidando dos nossos filhos.

- Amor, olha esse barrigão lindo, tenho medo de você se estressar demais.

- Vai ficar tudo bem. O Diogo vai ser condenado por tudo que fez e nós vamos viver em paz de novo. - Ela diz enquanto coloca os brincos.

- Tá, tudo bem. Mas olha pra mim, me promete que vai ficar calma ? - Mário diz virando a noiva.

- Vou amor, eu prometo. - Ela diz sorrindo e beijando Mário. - É tão bom te ter em casa, saber que quando eu chegar vou ganhar aquele carinho, aquele abraço quentinho.

- Vai, claro que vai. Vou fazer até um brigadeiro para comemorar a nossa vitória. - Ele ri.

- Eu te amo, tá?

- Eu te amo. - Ele responde beijando a morena.

Já no tribunal, todos reverenciam a juíza Maria Fernanda. Sim, uma juíza, uma mulher e negra irá avaliar o caso de Diogo Cabral.

 

 

 


Notas Finais


O capítulo anterior bateu o recorde de 18 comentários, quando esse recorde for batido a atualização será postada em seguida, pois eu já tenho o capítulo pronto. Conto com vocês. ❤

O julgamento vem!! Preparem os corações, o que esse capítulo teve de tranquilo, o capítulo de amanhã não tem. hahahaha. Garanto que vai ser um dos melhores capítulos da história.
#DiogoNoXilindró 🤣


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