História Recomeço - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Drarry, Mpreg, Pos-guerra, Yaoi
Visualizações 784
Palavras 1.681
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, chuchus! Desejo uma boa leitura.

Capítulo 1 - Gravidez Mágica: Um Guia Básico


Uma verdade única sobre Harry Potter e que nem mesmo ele sabia que existia: sua magia era forte. Forte o bastante para formar um enlaço cativante com um escolhido de seu coração ao ponto de criar uma nova vida em seu núcleo mágico.



Um fato sobre tal verdade: ele negava-se a aceitar o enlaço; muito mais aquele sentimento. Era sufocante, tão puro que chegava a fazê-lo se sentir meio violado. Sentado no tapete do único lugar que ele achou seguro voltar e com um livro no colo, Harry entrava em um tipo de pânico silencioso. A Rua dos Alfeneiros estava estranhamente silenciosa, como se contemplasse o desespero do jovem bruxo que retornou a casa empoeirada apenas para se esconder por algumas horas.



"...os dois parceiros, inconsequentemente, acabam formando um vínculo durante os atos sexuais que misturam suas magias, criando então um pequeno feto naquele que tem o núcleo mágico mais forte e que poderá suportar a gestação. Isso acontece, geralmente, em pessoas..."



Harry parou de ler exatamente naquele ponto. Virou a página, relendo os sintomas que vinha sentindo desde o começo daquele mês.



"...fraqueza, dores no peito devido ao desgaste da magia, além dos sintomas comuns como vômitos, tonturas, fome excessiva, desejos, pés inchados..."



O moreno, com lágrimas nos olhos, virou as páginas com certa violência. Aquilo não poderia estar acontecendo com ele. Já não bastasse a vida que levou? 



"...recomenda-se o total cuidado dos pais e a aproximação excessiva durante os três primeiros meses. A gravidez por meio do núcleo de magia, assim como a gravidez normal, deve ser tratada com total carinho para que a criança sinta a segurança de..."



Fechou o livro e sentiu as grossas lágrimas caírem na capa. O título em dourado dizia "Gravidez Mágica: Um Guia Básico". Harry achou o livro em uma vitrine na Travessa do Tranco, quando estava indo embora de mais um encontro com Draco. Suas dúvidas vieram como um gancho perfeito e ele acabou comprando um exemplar. A voz de Ginny no último final de semana veio em sua mente e ele viu sentido na teoria absurda, mesmo que se negasse à tal fato, pois era como admitir que tinha um vínculo afetivo com Malfoy e que era recíproco.



"— Você está vomitando, com tonturas, além dessas suas mudanças excessivas de humor. Harry, me fale a verdade, você está esperando um filho?"



Lembrava-se de perguntar se aquilo era possível com homens e a resposta foi:



"— Gravidez masculina é a coisa mais comum no nosso mundo. Minha tia Lucrência nasceu de uma gravidez masculina. São raros os casos, mas não impossíveis."



E quando aparatou para a antiga casa dos tios, ao menos teve tempo de sentir nostalgia com as paredes cor pastel ou os móveis empoeirados: abriu o livro e o leu rapidamente, convencendo-se a cada palavra que tinha um bebê dentro de si. Um bebê seu e de Malfoy.



Os dois estavam quebrados emocionalmente quando aconteceu da primeira vez. Foi um tipo de alívio ter suas peles se encostando e suas bocas se tocando, mas não era nada mais além de sexo. Sexo casual. Sexo casual que acontecia a quase três anos. Harry não saberia dizer se todo aquele fogo eram sentimentos de ódio transformados em movimentos eróticos; ainda havia aquelas briguinhas infantis e os apelidos birrentos, mas também havia as carícias, os gemidos e no fim, os dois acabavam adormecendo um nos braços do outro, com seus corações acelerados e o sentimento de paz que só conseguiam sentir quando estavam daquele jeito.



Harry soluçou desesperado e se deixou cair no tapete, vendo uma cortina de poeira subir. Ele mordeu os lábios e não sabia como parar de chorar; aquela angústia o tomava de tal modo que ele queria fazer parar, apenas isso. Ele gemeu descontente, sentindo um embrulho no estômago e um sentimento ruim lhe tomar. Engoliu o choro e, em um descontrole, o vaso de plantas explodiu. Harry pulou para o lado, tomando um susto e percebendo o ambiente a sua volta.



"...uma vez separados, é possível que a pessoa que esteja carregando o bebê, em algum tipo de surto emocional, tenha o descontrole de sua magia..."



Tudo estava flutuando e parecia tremer diante de seus olhos. Harry abraçou seus joelhos e tentou respirar afim de manter a calma. Não deu certo. Ele voltou a chorar e as lágrimas continuavam a cair. Fechou os olhos e, por um momento, desejou que Draco estivesse ali. Em três anos, acabou formando-se um tipo de dependência de ambos os lados. Draco e Harry sentiam-se ansiosos para o final do dia, onde poderiam se encontrar no pequeno e singelo quarto na Travessa do Tranco. Essa ansiedade crescia a cada dia, mês, semana... que fosse! Eles apenas queriam se sentir amados por alguém de modo verdadeiro.



Amor...



Harry puxou os cabelos em meio a uma demonstração clara de indignação. Soluçou em seu choro desesperado, murmurando a única coisa que veio em sua mente:



Draco...



— Harry?! Harry, onde você está?! — a voz do loiro o despertou. Os objetos continuavam a flutuar a sua volta e Draco entrou na sala um tanto ofegante. — O que...?



Harry o fitou e se levantou, ignorando a tontura e se jogando nos braços do amante. Draco olhava em volta com certa confusão; seu olhar parou no livro que repousava ali. Os olhos acizentados arregalaram-se levemente e ele temeu o que estava acontecendo. Sentia o moreno agarrado as suas vestes, soluçando sem parar e tremendo como nunca.



— Harry, eu senti uma angústia... eu- — o Malfoy continuou a dizer com certa confusão. — Eu sabia que era você, mas não sei o motivo. Eu apenas aparatei e-



"...os pais poderão adquirir uma ligação, que ajudará no desenvolvimento e na segurança da criança..."



— Que livro é aquele? — Draco perguntou por fim e o moreno se afastou, fungando levemente. — Esse descontrole de magia...?



— Sou eu. — admitiu o Potter. — Apenas preciso me a-acalmar...



Draco puxou o moreno para si em um novo abraço protetor. Sentiu aquelas borboletas costumeiras no estômago. Acariciando as costas do moreno de modo lento, assistiu os objetos irem ao chão lentamente. Harry havia parado de tremer e parecia estranhamente melhor. O menor se afastou devagar, temendo a reação de Draco. O loiro, por outro lado, parecia bastante curioso.



— Harry, o que está acontecendo? — perguntou e se aproximou, ignorando os suspiros nervosos do amante. — Porque tem um livro sobre g-gravidez má-mágica? Harry?



— Draco, eu sempre odiei você. Por toda a minha vida. — o moreno disse de repente e o ex-sonserino riu pelo nariz, não entendendo onde ele queria chegar.



— Não é como se eu fosse todo amor com você, mas com certeza nesses últimos três anos, a gente demonstrou tudo, menos ódio. — retrucou e Harry bufou, sentindo aquele descontrole novamente. Draco fez uma careta, como se sentisse o mesmo.



— Eu quero dizer que eu sempre te odiei! Eu não posso te amar, não agora. — falou e a tela da televisão antiga rachou. Draco olhou para o objeto com relutância. — Eu sinto, tá legal?! No início foi sexo, mas agora...



— Harry, seja o que esteja aconte-



— Estou esperando um filho seu! — revelou e fechou os olhos, sentindo aquela vontade de chorar novamente. — E eu acho que estou apaixonado por você.



Draco estava paralizado em seu lugar. Filho? Harry apaixonado por ele? Seu coração palpitou no peito e ele tentou, contudo, não conseguiu disfarçar o rosto nervoso ao sorriso que ia se abrindo no rosto. Sentia-se quente; mas não um quente de forma sexual e sim quente de alegria, de amor. Levou as mãos para o cabelo platinado e olhou o lado de fora da janela da casa: estava de noite, era por volta das onze. Draco voltou a olhar para Harry, que voltara a chorar. Aquilo havia partido seu coração de uma forma dolorosa.



— Harry... fica calmo, ok? — pediu com a voz controlada. Harry negou, resmungando algo incompreensível. — Harry, isso... isso é uma notícia boa. Um filho, quero dizer... um bebê e- — ele engoliu em seco. — E o fato de que está apaixonado por mim. Isso me deixa... estranhamente feliz.



— Feliz? — Harry abriu os olhos verdes para encarar o homem. — Eu achei que-



— O vínculo tem que vir dos dois lados, lembra? — disse o platinado, se abaixando para pegar o livro e olhando-o atentamente. — Eu me sentia assim à um tempo, mas eu apenas ignorei. Entretanto...



— Nossos corações e nossa magia não ignoraram. — completou o Potter. — E agora?



— Vamos ter esse bebê. — respondeu dando os ombros. Ouviu um risada engasgada e acabou sorrindo junto. — O que foi?



— Nada... só que, se fosse a alguns anos, eu acharia tudo isso muito surreal.



— É surreal.



— Sim, ainda é. — murmurou e olhou para o loiro. — Mas e os seus pais? Sua vida? Você tinha planos e eu-



— Planos mudam. — Draco falou e se aproximou de Harry. — Porém, sonhos não. E a partir de hoje, você e esse bebê são meus sonhos.



— Oh, não... você está sendo romântico. — brincou assim que sentiu o parceiro acariciar seu rosto. — Acho que eu amo você.



— E eu tenho certeza que amo você, Cicatriz. — murmurou e roçou os lábios nos de Harry. Sentiu um leve repuxão em sua magia com isso e fez uma careta. — Ai...



— Ahn... o livro disse que isso ia acontecer. — assumiu o Potter com um rosto sem graça. — Tem certeza que quer passar por isso?



— Eu apenas espero que ele não resolva sugar toda a minha magia. — disse com uma careta desgostosa, mas deu um leve selinho nos lábios de Harry. — Será um recomeço, sabe? Talvez esse filho seja um tipo de oportunidade depois de tudo...



— Bonitas palavras. — admitiu o Potter e sorriu, afundando o rosto no peito do loiro. — Vamos sair daqui? Esse lugar me deixa nervoso...



— Claro. — e o Malfoy abraçou Harry. Os dois aparataram dali, deixando para trás o exemplar de Gravidez Mágica: Um Guia Básico, junto aos sentimentos ruins que acompanharam os momentos de dor para ambos. 


Aquela criança seria o recomeço de suas vidas. Eles realmente torciam por isso.






Notas Finais


Mpreg é minha fraqueza kkkkk eu tô chorando com Harry gravidinho.

Obrigada por ler! Até uma próxima vez!


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