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História Recomeço - Capítulo 51


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Capítulo 51 - Capítulo 51


 

 
 
O trânsito na cidade estava caótico, contudo, não parecia chatear as pessoas que estavam no veículo. Geraldo estava adiantado uns bons minutos até o horário de embarcar.
— Geraldo, eu gostei muito de conhecer o senhor — Raquel comentou ao olhar pelo o espelho e se deparar com o senhor que olhava pela janela do carro, tranquilamente.
— Também gostei, minha querida, espero que dê tudo certo com vocês. Sei que ainda terão que lidar com muita coisa, mas acreditem, no final, o amor sempre vence. Bom... nas histórias de amor que leio sempre dá tudo certo no final.
— Então, o senhor é um apreciador de romances?! — Raquel disse toda divertida. Não imaginava que seu sogro pudesse gostar de ler.
— Amor, o meu pai tem uma coleção de livros em casa — Sófia comentou.
— Não tenho para onde ir em minha cidade, minha querida, e bom... como dizem por aí, os livros podem nos levar a mundos novos. Eu gosto de ocupar uma parte do meu tempo lendo... me intrigando com o desenrolar das histórias.
— Acho que se a minha relação com a Raquel fosse uma história, ela seria bem dramática — Sofia começou a rir do seu próprio comentário e alcançou a mão da amada com a sua.
— É, do jeito que estão as coisas... Sim, seria com certeza um drama — Raquel olhou Sófia de relance e sorriu.
— Filha, eu não quis comentar, mas o que houve com seu rosto? — Geraldo mudou de assunto de repente.
Neste momento, Sófia respirou fundo e findou o contato com sua amada. Como dizer ao seu pai que a mulher que ele considerava muito, havia lhe batido?
— Parece que aconteceu algo com seu rosto. Bateu em algum lugar? — O senhor perguntou tranquilamente, pois achava que pudesse ter sido algum acidente qualquer no trabalho.
Sófia ficou sem saber o que dizer.
Raquel que tentava manter seu olhar fixo no trânsito, apertou o volante com um pouco de força. E o clima passou a ficar pesado.
— Aconteceu algo? — Geraldo começou a ficar desconfiado.
— Sófia não quer dizer, mas foi minha mãe, Geraldo, ela chegou na empresa transtornada — Raquel disse com certo desagrado. Não queria que a situação tivesse chegado a aquele ponto, Sófia sendo agredida.
— Dona Rita? — O senhor parecia não querer acreditar no que estava ouvido. Considerava a mulher tão equilibrada.
— Ela mesma, pai — Sófia resolveu se pronunciar.
— Mas, minha filha, ela não podia fazer isso... Ela sabe de vocês?
— Não, mas não aceitou o termino de Sófia com meu irmão. Ela não tinha esse direito — Raquel disse contrariada.
— Amor, por favor, está tudo bem... não fique nervosa com isso — Segurou uma das mãos de Raquel com a sua.
— Filha, a Raquel está certa. Dona Rita não tinha esse direito. Ela te agrediu... Quero conversar com ela. Raquel, me leve para a casa de seus pais. O que ela pensa que é para te tratar dessa forma? — O senhor passou a ficar nervoso.
— Pai, o senhor vai perder seu ônibus. Não vale a pena o senhor ficar nervoso por isso.
— Mas, filha, ela te agrediu... como um pai vê a sua filha sendo agredida sem motivo e deixa a situação como está. Raquel, eu quero falar com sua mãe. Eu não deixei minha filha namorar com o Ricardo para terminar e sofrer uma agressão.
— Pai, por favor, eu estou bem... não fique nervoso. Eu não quero quer fique nervoso... pense em sua saúde... acalme-se. O senhor não pode ficar nervoso — Sófia começou a ficar preocupado com seu pai, pois não lhe faria bem passar nervoso.
— Mesmo eu também não querendo que isso tivesse acontecido, acredito que tirar satisfações com minha mãe, no momento, não poderá resolver nada. Ela está cega... Só consegue pensar no Ricardo — A engenheira passou a perceber que o melhor a se fazer com sua amada era se manter longe de sua família e de tudo que pudesse ter relação com ela.
Geraldo se sentiu vencido, não estava conformado com o que aconteceu, mas talvez Raquel estivesse razão, melhor deixar a situação como estava.
— Bom... Não vou insistir mais.
— Melhor, pai, não vale a pena. E, Raquel e eu estamos conversando sobre deixar a empresa.
— Filha, há algum tempo, eu te diria para não deixar a família de Ricardo, pois o considerava um bom rapaz e achava dona Rita, uma boa mulher... achava que ela era uma pessoa justa, mas pelo que ando acompanhando, é melhor vocês se afastarem... se vocês desejam viver o amor de vocês... vocês têm que ficar longe... e bom, eu não tenho muita condição financeira, mas minha casa está aberta para vocês e meu apoio vocês já têm.
— Muito obrigada, pai — Sófia direcionou o seu olhar para Raquel, fazendo com que houvesse uma troca de sorrisos. O apoio de Geraldo queria dizer que poderia seguir com seus planos.
 
_*_
Após o embarque de Geraldo, as duas seguiram para o apartamento da loira. Não haviam planejado nada para aquele dia, mas estavam com saudade... saudade de estar na companhia da outra sem alguém as ver ou atrapalhar o momento.
— Irei sentir falta de meu pai. Agora irá voltar a ser somente Nina e eu nessa casa — Sófia fechou a porta de seu apartamento e se voltou para Raquel que estava sentada no sofá.
— Bom... acredito que você não irá ficar sozinha por muito tempo — Raquel direcionou o olhar para Sófia e sorriu. A sua amada estava linda usando um vestido branco florido que batia um pouco acima dos joelhos — Logo ficaremos juntas.
— Ah... Isso é o que mais desejo — mordeu levemente os seus lábios enquanto reparava na engenheira. Raquel usava uma calça jeans bem ligada ao corpo e isso, chamava a atenção da loira.
Sendo observada por Raquel, Sófia caminhou em sua direção e se sentou de lado no colo.
— Ahh... — a engenheira suspirou ao sentir aquele corpo sentando em suas pernas — Você está linda — Tocou a coxa de Sófia deslizando a sua mão para dentro do vestido — Estava com saudade — Aproximou o seu hálito quente naquela pele que era macia e exalava um cheiro que lhe embriagava.
— Raquel — Sófia jogou sua cabeça para trás ao sentir os toques de Raquel em suas coxas se tornando mais íntimo.
Sem a loira esperar, Raquel a beijou. Um beijo que demonstrava a vontade que estava tendo de ter aquela mulher. Ao mesmo tempo que era apaixonado... exalava desejo... era urgente.
— Você me deixa louca, sabia? — Sófia disse ao sentir a testa de Raquel encostando na sua.
As respirações estavam aceleradas e os batimentos dos seus corações seguiam o mesmo ritmo.
— Você que me deixa — a morena sorriu enquanto admirava o brilho intenso nos olhos da mulher que ela amava.
— Sabe — Sófia mudou a sua posição no colo de Raquel. Sentou-se de frente para a morena colocando os seus joelhos apoiados no sofá.
— O quê?
— Acho que estou devendo te castigar um pouco — Sófia mordeu os seus lábios demonstrando que estava afim de aprontar — Você... — envolveu o pescoço de Raquel com seus braços e começou a mexer o seu quadril em movimentos lentos — me deixou muito tempo sem você — Continuava a rebolar e notava o olhar de Raquel escurecendo.
Sem saber o que fazer naquele momento, Raquel levou suas mãos para as coxas de Sófia. Queria ficar observando a forma como a loira se movimentava sobre seu corpo. Sófia estava mexendo muito com ela... Raquel não conseguia desviar o seu olhar da cintura da loira que se movimentava de forma lenta para de encontro a ela.
O atrito do corpo de Raquel com o seu, fazia Sófia gemer baixo e sentir sua respiração ainda mais pesada.
— Acho que quero mais castigos assim — Raquel desviou o seu olhar para o decote de Sófia e aproximou os seus lábios no caminho que separava os dos seios. Sua língua quente deslizou por lá e o corpo de Sófia pareceu estremecer — Não para... continua rebolando, vai — apoiou de suas mãos nas costas de Sófia e prologou os seus beijos na região dos seios da loira.
Os movimentos de Sófia passaram a ser rápidos. Os gemidos saiam por seus lábios entreabertos e quando se deu conta, já estava se sentindo toda molhada e repousando sua cabeça no obro de Raquel.
— Raquel — Sófia sentiu o seu vestido sendo levantando com certa urgência.
Após ficar somente com uma lingerie vermelha, Sófia começou a sentir várias carícias sobre seu corpo.
Raquel já não tinha mais a mesma pressa de antes. Queria tocar todo o corpo de Sófia... queria acariciar o quanto pudesse.
As curvas de Sófia eram perfeitas e encantavam-na. Cada detalhe no corpo da loira parecia lhe enfeitiçar e desejar ainda mais aquela mulher.
Sem demora, as costas de Sófia foram pousadas sobre o sofá. Não fazendo ideia dos próximos passos de Raquel, a loira apoiou os seus cotovelos no estofado e começou a admirar o corpo a sua frente que aos poucos ia sendo revelado.
Raquel tirava sua roupa e não desviava o seu olhar do de Sófia. O seu corpo já estava implorando para sentir aquela mulher mais perto.
— Sófia — Raquel se aproximou e foi recebia pelo o corpo da loira que mexia devagar debaixo do seu. Sentindo-se ainda mais molhada pela excitação, aproximou os seus lábios nos dá loira e pressionou seu quadril entre as pernas que enlaçaram a sua cintura — Eu te amo!
— Também te amo, Raquel — Sófia levou a sua mão para a nuca da morena, puxando-a para um beijo apaixonado enquanto sentia Raquel mexendo devagar contra seu corpo.
Não conseguindo mais controlar, as duas passaram compartilhar gemidos baixos que excitava e demonstrava o quanto estavam sentindo prazer no momento.
Sentindo uma pressão começando a tomar conta de seu ventre, Sófia levou uma das mãos de Raquel para o seu íntimo que no momento estava inchado e molhado.
Sabendo o que Sófia estava querendo, Raquel com a ponta de seus dedos colocou o fino tecido para o lado e começou a fazer uma leve carícia.
Arqueando um pouco o quadril para receber os toques de Raquel, Sófia fechou os seus olhos.
Os dedos de Raquel deslizavam pelo seu sexo devagar, massageava... fazia Sófia suspirar a cada toque.
Querendo dar a Sófia o que ela tanto desejava, Raquel aproximou os seus lábios no da loira e começou a penetre-la devagar.
Raquel sentia Sófia estremecer enquanto os seus dedos movimentavam em um vai e vem lento e isso a deixava ainda mais louca de desejo.
Enquanto os seus lábios tocavam os de Sófia de uma forma provocante, Raquel começou a receber leves mordidas em seu lábio inferior.
De repente, Sófia começou a sentir um tremor percorrendo o seu corpo e querendo demonstrar a intensidade do que estava sentindo, ela se agarrou ao corpo de Raquel e em seguida, sentiu os movimentos dos dedos de Raquel sendo mais rápidos e intensos, o que a fez não demorar muito para sentir o seu corpo relaxado sobre o sofá e os movimentos se findando.
— Você é maravilhosa — Raquel antes de voltar a beijar a mulher que amava.
Sófia não soube o que dizer naquele momento, a sua felicidade era tanta que não tinha nenhuma palavra capaz de defini-la no momento.
 
 
 


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