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  3. 5 anos atrás

História Recomeço - Capítulo 44


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Capítulo 44 - 5 anos atrás


- Erik... Querido, eu sei que estamos cada vez mais próximos. Isso me faz tão feliz. E você sendo meu anjo da música.... Christine estava no subterrâneo, lugar que Erik tinha mostrado a ela, quando decidiu se revelar.

- Minha Christine, você não sabe o quando te amo! Erik levou sua mão para tocar o rosto de Christine, mas a jovem desviou

- Estava pensando, eu sempre quis ter o papel principal desta ópera, e as pessoas não me vêem como uma artista confiável.... Christine fez uma feição triste.

- São uns estúpidos!! Meu anjo será a protagonista desta vez, deixe comigo. Erik observou o rosto de Christine brilhar.

- Wooow!! Isso seria tão bom, por suas aulas eu pude me tornar uma estrela e eu quero que o mundo me veja!! Christine sorriu

Naquela época, Erik estava apaixonado por Christine, e fez muitas coisas para fazer com a sua amada conseguisse o que queria. A jovem na época era brilhante e sedutora, tinha um humor muito ácido com todos do teatro, não conseguia ter muitas amizades, mas o público com o tempo, a fizeram ser a única musa do teatro por um tempo.

Desde a primeira armadilha que Erik criou para tirar de jogo a cantora principal e colocarem Christine, a jovem se acostumou a ter o que queria, desde jóias a outros serviços extras, como: sabotagem de pessoas que ela não gostava. Tudo isso era Erik que estava cego de amor pela jovem.

Muitos eram os fãs de Christine, mas o mais fervoroso, Erik ... Tutor, seu anjo e devotado amante. Mesmo que Christine nunca o aceitou como homem, a jovem nunca recusou os encontros ou ajuda do homem.

Christine era ambiciosa, órfã teve que desde cedo usar de sua beleza para conseguir o que queria. Era fácil ter suas vontades atendidas.

- Erik, eu não sabia que você tinha bens... Christine em um dos encontros com Erik viu um documento especificando alguns números de bens muito atraentes.

- São alguns serviços que presto como arquiteto e inventor. Mas tudo isso eu tenho guardado, não há muita vontade para usufruir de tudo assim, sozinho.

- Oh Erik, não diga isso. Você tem a mim não é? Podemos conhecer o mundo com esse dinheiro! E eu ter lindas jóias, imagina? Christine estava sentada e imaginou sua vida de luxos com todo aquele dinheiro.

- Poderemos fazer isso, se minha musa quiser... Eu faço tudo por você. Erik se aproximou de Christine.

A jovem sentia repugnância ao olhar o rosto de Erik, aquela máscara escondia algo terrível, e ela queria saber o que. Era muito estranho alguém viver num subterrâneo, escondido como um rato. Mas naquele momento, Christine fez seu melhor para esboçar um sorriso.

- Você já fez muito por mim... Talvez, poderíamos fugir disso tudo! Christine se esforçou para tocar o braço de Erik.

Erik estava enfeitiçado, desde sempre era ignorado, tirando Persa, ninguém o chamava de amigo, ou se quer de amor.

Para Christine, Erik era apenas um fantoche, alguém que servia a ela, mas que seria descartado rápido. Tinha conhecido alguém muito interessante, Raoul tinha voltado, seu amigo de infância, que conhecerá quando ia junto de seus pais aditivos a mansão dos visconde. Raoul era tão bonito, e tinha muito dinheiro. Mas mesmo assim, Christine queria mais. E não era de desistir do que ela queria, e agora iria tomar tudo de Erik.

Tomou coragem, era o momento certo daquilo, Erik estava em suas mãos. Facilmente iria tirar tudo dele e sair como uma donzela inocente.

Com um imenso nojo, mas disfarçado num sorriso vazio, Christine beijou Erik. O primeiro beijo do homem, que estava radiante e apaixonado. Christine no entanto, sentia enjoos e vontade de correr, era terrível estar nos braços de alguém tão nojento.

- Minha Christine!! Você ... Você me ama? Erik estava estático, era seu primeiro beijo e tudo foi tão bom.

- Claro Erik, senão eu não iria te beijar não é mesmo?? Christine sorriu, aquele sorriso foi dissolvido por um buraco negro, e fogo.

Atualmente....

Erik estava tendo um pesadelo, dificilmente tinha seus pensamentos tão corrompidos quando sonhava com Christine. O sorriso daquela mulher, era como o sol, e agora tinha se tornado apenas um vazio.

Odiava mostrar suas fraquezas, mesmo em sonho, estava suando tinha calafrios. Estava delirando desta vez.

No corredor Sophia tinha acordado, estava com sede e saiu para buscar um pouco de água na cozinha.

Christine ouviu um barulho estranho, e foi até o quarto de Erik. Era a primeira vez que a jovem entrava no quarto de Erik, relutou ao entrar, mas tinha se preocupado, talvez o homem estaria com problemas.

Estava escuro, Sophia não quis iluminar o lugar, andando nas pontos dos pés, a jovem se sentou ao lado da cama de Erik, não enxergava muito, mas percebeu que a máscara que sempre usava estava numa mesa ao lado da cama. Mesmo sem a máscara, Sophia não podia ver muito bem o rosto do homem.

Erik estava delirando, falando repitivamente " anjo da música" Sophia questionou quem seria esse anjo, mas não ficou nem um pouco tranquila, ao ver que Erik estava suando frio.

Erik estava voltando a si, e percebeu que tinha alguém em seu quarto. Rapidamente puxou o pulso de Sophia, que assustou.

- Quem é você? Erik estava irritado

- Erik, sou eu, Sophia... Me desculpe.. e..eu não queria te assustar! Sophia foi pega de surpresa, ao olhar os olhos furioso de Erik, a jovem ficou com medo.

- S... Sophia... Por que está aqui? Erik soltou o pulso da jovem

- Você estava delirando, e suando frio... Vou buscar um pouco de água para você... e ... Sophia estava se levantando, mas Erik não queria que a jovem a visse sem a máscara.

- Não Sophia, eu estou bem... Não se preocupe, pode ir embora... Eu estou bem.. Erik não queria ver o rosto de pavor da garota, não era a hora para isso.

- C...certo. Me perdoe, eu não quis invadir seu quarto, eu apenas fiquei preocupada. Sophia estava de pé, e se inclinou próximo ao rosto de Erik.

Erik estava num pesadelo, antes Christine que tinha nojo até que a tocassem, o beijo ou qualquer outro carinho depois, era tudo fachada de um plano maior, que ela tinha orquestrado, todo o amor, tudo tinha sido apenas para seu próprio interesse.

Mas agora, o que Sophia estava fazendo? Ele podia ver a respiração da jovem, mesmo no escuro sentia o aroma doce de seu perfume.

Sophia deu um beijo rápido na parte de sua deformação, a jovem não ficou com nojo ou receio, o beijo era delicado e inocente.

- Bem, eu vou indo. Sei que fui muito ousada pela invasão, e pelo beijo... Mas, quando era criança, minha babá sempre me dava um beijo quando eu tinha pesadelos, ela dizia " Que o carinho e amor poderia curar qualquer pesadelo, seja o mais feio que fosse" e bem, eu acho que você estava precisando disso. Sophia tinha se precipitado, era para apenas sair em silêncio, mas algo dentro dela, fez com que ela confortasse o homem.

- Obrigado Sophia. Realmente, você me fez esquecer do pesadelo, mas eu acho melhor você dormir, amanhã você precisa acordar cedo... Margot deve querer saber sobre nosso passeio  não? Erik tentou enxergar alguma expressão no escuro que a jovem pudesse ter feito, mas não viu nada.

- S...sim, verdade, Margot deve estar se remoendo por novidades... Vou indo, boa noite Erik. Sophia se despediu de Erik e saiu.

Erik se levantou, passou a mão no cabelo, observou seu reflexo no espelho, sem a máscara o seu retrato era de um monstro, um descartado por todos, mas Sophia, talvez não achava aquilo dele. Observando a parte que a jovem beijou, passou a mão no rosto e sorriu.

Tinha acendido algo dentro dele, o toque de Sophia era diferente, puro sem interesses, gostaria que seu passado tivesse sido destruído como o fogo que o fez fugir da ópera a anos atrás.



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