História Recomeço-Mileven-Segunda Temporada. - Capítulo 7


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Beverly "Bev" Marsh, Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Edward "Eddie" Kaspbrak, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Richard "Richie" Tozier, Stanley "Stan" Uris, Steve Harrington, Will Byers, William "Bill" Denbrough
Tags Eleven, It: A Coisa, Mike, Mileven
Visualizações 61
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - The party.


Fanfic / Fanfiction Recomeço-Mileven-Segunda Temporada. - Capítulo 7 - The party.

 

Que tipo de adolescente acorda sete horas da manhã em um dia sem aula?

Nenhum, por isso eu mesmo me dei o luxo de acordar meio dia e ficar uma hora deitado sem fazer nada.

Estava apenas deitado olhando pela janela, onde a brisa fria fazia com que as folhas das árvores se movimentassem. Crianças já brincavam na rua com seus casacos. Seus gritinhos de felicidade me aqueciam de alguma forma, afinal, eu amo crianças. Elas representam uma pureza e inocência tão boa e que foi tirada de mim, então uma das coisas que realmente me faz bem é ver que essas crianças ainda tinham esse direito de... serem crianças.

Um dia eu ainda me junto a eles.

 

-MATA ESSE NEGÓCIO. -Ouvi alguém dentro de casa gritar, parecia Lara. Logo ouvi outro grito fino que não consegui identificar. Passos apressados preencheram o corredor e eu já estava imaginando todo tipo de tragédia.

Pulei da minha cama e fui correndo para fora do quarto, indo para a cozinha, que parecia ser a fonte dos gritos.

-O que está acontecendo? -Perguntei desesperado e acabei percebendo a real situação. Ana e Lara estavam em cima de cadeiras enquanto Eddie estava com um chinelo na mão.

-Um monstro! Um monstro horrível! -Lara respondeu se sentando na cadeira.

-Uma barata. -Eddie corrigiu.

-É exatamente a mesma coisa.

-O que importa é que está morta. -Ana se virou para o namorado e sorriu. -Obrigada Eds.

-Disponha. -O garoto falou enquanto jogava a barata, coberta por um papel, no lixo. -Alguém quer dizer algumas palavras aqui no funeral dela?

-Obrigada por me fazer ficar preocupado, descanse em paz. -Falei. Ana e Eddie negaram com a cabeça, fingindo estarem abatidos com a morte dela.

-Queima no inferno que é o seu lugar. -Lara disse e voltou sua atenção para o sanduiche que estava fazendo.

 

Eddie veio na minha direção e bateu no meu braço com o seu chinelo.

-Ai! -Exclamei esfregando o meu braço.

-Agora estamos meio quites. -Ele explicou e eu abri um sorriso mínimo. Sabia muito bem que Ana tinha conversado com ele e feito com que o garoto me entendesse. -Depois quero conversar contigo sobre tua ansiedade, acho que talvez seja bom marcar um psicólogo ou algo do tipo.

Sim, ainda é o mesmo Eddie. Afirmei com a cabeça e ele sorriu.

 

-Sabe, quando eu entrei na cozinha, achei que a barata era um besouro. -Comentei.

-Já não basta ser parecido com o Richie, agora quer ser cego como ele? -Ana perguntou e nós rimos.

-Falando de mim? -Richie perguntou entrando na cozinha. -Bom dia Lara, bom dia Eds, bom dia cunhada. -Ele cumprimentou colocando o braço ao redor dos ombros de Lara.

-Eu não sou seu irmão. -Eds resmungou.

-Pare de negar nosso parentesco Eddie.

-Estou negando algo que não existe.

-Tanto faz. -Richie desviou o assunto. -O que estavam falando de mim?

-Estávamos dizendo que Mike está cada dia mais parecido com você. -Ana explicou. -Até cego ele está ficando.

-É uma honra ser parecido comigo Wheeler, afinal, sou lindo.

-E convencido. -Eddie respondeu.

-É a verdade meu querido irmão, e você terá que me aguentar para sempre, porque eu e Lara vamos perseguir vocês até quando formos casados.

-Você pensa em casamento? -Lara perguntou se virando para Richie.

-Penso em ir no banheiro. -Ele respondeu dando de ombros e saindo da cozinha.

-Ei, volta aqui Tozier. -Lara foi atrás do garoto e quando saiu da cozinha Max entrou acompanhada de Lucas.

 

-Eu não tenho roupa! -Ela reclamou.

-Max, eu te falei, você fica linda com qualquer coisa. -Lucas respondeu.

-Mas eu não vou com qualquer coisa para uma festa!

-Eu simplesmente desisto. -Camile reclamou entrando na cozinha. -Não tenho roupa também, se Sophia e El pudessem ajudar, que droga!

-Vocês têm mais roupas que todos nós, meninos, temos juntado tudo. -Eddie respondeu e as meninas lhe lançaram um olhar mortal.

-Já sei! -Max exclamou. -Meninos, já levem suas roupas da festa porque não sabemos que horas vamos sair de lá. Agora vamos nos arrumar, nós vamos ao shopping.

-NÃOOOOOOOOOO. -Richie gritou aparecendo na porta. Ele se jogou no chão. -Carregar sacolas, ficar horas em lojas...é demais pra mim, vou morrer.

-Morra em silêncio então. -Max falou para ele. -Agora vamos logo, Eddie chama a Beverly e Richie, só porque você reclamou tanto, vai ser o encarregado de segurar as sacolas.

-Suicídio é uma opção.

 

~

 

Tem noção do que é passar a tarde inteira em um shopping, na maior parte do tempo dentro de lojas e ainda ouvir Richie reclamando a cada segundo enquanto Max fazia uma lista de todas as formas possíveis de esquecer ou matar Richie no shopping?

Foi doido.

Comemos lá e fomos de loja em loja, sem falar que as vezes entravamos em lugares aleatórios ou parávamos para conversar. Um menino deu em cima de Beverly e Richie e Eddie quase mataram o sujeito, acompanhados de mim e dos outros meninos. As garotas nos obrigaram a experimentar várias roupas e Beverly estava distante. Sabia que ela não queria conversar, estava pensando em Bill, que não dormiu em casa, mas vai nos encontrar na festa.

As meninas finalmente encontraram as roupas que queriam e confesso que ficaram lindas. Todas as minhas amigas são lindas.

E agora já estávamos na frente da casa de Gaby, prontos para o que fosse acontecer.

 

Abrimos a porta e demos de cara com toda aquela gente. A sala de Gaby é bem grande, mas para mim parecia pequena no momento, nunca fui muito bom em receber os olhares das pessoas e estar sempre cercado de gente.

Pessoas dançando, pessoas bebendo e os meninos dos times cercados de “sanguessugas.” Parecia que tinham mais pessoas no quintal. Dançando, conversando, talvez dentro da piscina. Não queria saber o que estava acontecendo no segundo andar.

Gaby apareceu e cumprimentou cada um de nós com um abraço e agradeceu pela presença. Richie e Lara já a puxaram para um lugar com o objetivo de conversar sobre algo que eu não fazia ideia do que era, Beverly tinha sumido e peso que parece estava no segundo andar conversando com Bill.

Por um momento, todos sumiram e me senti deslocado, sem saber o que estava acontecendo enquanto algumas pessoas me cumprimentavam. Estava indo na direção do quintal quando senti que me puxaram, me virei e dei de cara com Dustin e Camile. Os dois pareciam nervosos.

-Então, Mike...-Dustin começou, mas não soube o que falar. Estranho.

-Beba isso. -Camile se intrometeu colocando um copo na minha mão que continha um líquido rosa. Levei a bebida ao meu nariz, tinha cheiro de álcool.

Virei tudo de uma vez e senti a bebida queimar minha garganta, mas o gosto era bom.

-Isso é muito bom! -Exclamei pegando outro copo e também o virando. Camilie e Dustin deram uma risada nervosa.

-Que bom que você gostou. Porque não bebe um pouco mais? E sabe, lá fora tá muito frio, nem precisa ir. -Dustin começou a tagarelar. Eles estavam tentando me distrair, mas nem liguei, apenas fiquei focado naquela bebida.

Mais um copo. Mais um. Mais um e minha cabeça parecia estar girando. Mais um e eu mal fazia ideia de onde estava. Mais uma e minha visão foi ficando turva. Mais uma e lembrei que não era tão fraco para bebidas, então bebi mais.

Mais um e pensei ter visto Will e Sophia.

Mais um e não conseguia parar de pensar em Eleven.

 

-Mike? -Senti uma mão no meu ombro, me virei e dei de cara com Ana, se é que era a Ana, vai saber. -Meu Deus, o que e quanto você bebeu?

-Muito. -Falei rindo.

-Caramba, você está muito bêbado.

-Eu não estou bêbado.

-Mike, aposto que você mal consegue ficar em pé. Espera um segundo. -Ela se virou na direção contraria e aproveitei pra beber mais um gole da bebida. -Eddie, vem aqui!

-O que foi? -Ele perguntou quando se aproximou.

-Mike está extremamente bêbado, mal deve saber onde estamos. Vamos levá-lo para o sofá.

-Eu não estou bêbado! -Teimei.

-E eu sou o Batman. -Eddie respondeu e me colocou de pé. Precisava de ajuda para andar senão tropeçava nos meus próprios pês.

-Minha bebida. -Protestei quando vi que estavam deixando o copo. -Ela é muito boa!

Eddie e Ana apenas riram.

 

Minha visão estava um pouco mais estabilizada e quando nos aproximamos, consegui identificar Lara e Richie. Ficamos em pé, o que não me agradou, senti que se Eddie e Ana me soltassem mesmo que um pouco, eu cairia.

-Meu Deus? O que vocês fizeram com ele? -Percebi uma voz que identifiquei ser de Max perguntar. Quando a enxerguei percebi que seus cabelos estavam molhando e ela estava de biquíni, enquanto Lucas estava sem blusa. Foram na piscina se divertir sem mim, que absurdo.

-Quem deu bebida para ele? -Lara perguntou se referindo a mim enquanto Max analisava a bebida que tinha ao lado do sofá, no caso era a mesma que eu tomei.

-Provavelmente Dustin e Camile. -Richie respondeu. -Eles são loucos!

-E Mike está bêbado. -Lucas falou e todos o encaram mostrando que a afirmação era óbvia. -Só estava citando fatos!

-Não estou bêbado! -Protestei novamente me inclinando com o braço estendido para pegar a bebida que estava com Max. Tomei impulso no mesmo momento que ela tirou a bebida da minha frente e cai de cara no sofá. -Ai! Machucou o neném! -Falei esfregando o meu nariz e eles riram.

-Ele parece uma criança. -Eddie comentou.

-Eu adoro crianças! -Exclamei. Meus amigos se entreolharam, se divertindo com a situação.

 

-Richie e Lara, cuidem dele. -Max ordenou e eles apenas concordaram.

-Não preciso de babá!

-Sim, você precisa. -Richie falou dando tapinhas na minha bochecha.

Sentei no sofá como eles mandaram e Ana me deu um copo de água.

-Bebida rosa má. -Ana advertiu e eu mostrei a língua para ela. A garota riu e foi com os outros para piscina enquanto eu fique lá com as minhas babás. Que absurdo, eu não estou bêbado e não preciso de babá.

-Ela não é má, é gostosa! -Falei cruzando os braços e Richie e Lara riram.

 

Fiquei um bom tempo sentado lá sem ter minha bebida em mãos. Que injusto! Parecia a história de Romeu e Julieta. Apenas os meus amigos são meus inimigos, não o meu nome. Lara e Richie me impediram várias vezes de me levantar, mesmo que estando muito ocupados se engolindo.

Que indecência!

Depois de um tempo percebendo que não seria libertado da minha injusta prisão, fechei meus olhos e tentei fazer com que tudo passasse mais rápido. Só queria minha bebida ao meu lado.

Na verdade, eu queria a Eleven, isso é certeza.

Ela que me dava a alegria e paz que aquela bebida me transmitiu.

Merda, como eu sinto falta dela.

 

-Ele dormiu Lara, vamos para a piscina. -Ouvi Richie falar.

-Chee...

-Por favor! -Ele insistiu e a garota acabou cedendo.

Que ótimas babás.

 

Aproveitei o meu momento de liberdade para ir atrás da minha amada bebida. Levantei e fui cambaleando até o local que estavam as garrafas e me servi.

-Senti saudades. -Falei abraçando a garrafa e coloquei o líquido no copo, o bebendo mais uma vez.

E foi aí que comecei uma conversa comigo mesmo. Ok, talvez eu esteja bêbado.

-Sabia que eu sinto falta dela? -Falei ao barman invisível. -Pra caramba, eu ainda amo ela, mas tenho certeza que ela me odeia. Pois é, minha vida parece um filme. O nome dela? Jane, mas ela gosta de ser chamada de Eleven, como o número mesmo. Eu sinto um vazio sem ela cara, porque ela era a razão de eu continuar vivo, ela ainda é, mas pode ser que seja a razão de outra pessoa também, entende?

Perdi a conta de quanto copos tinha bebido e nem percebi que estava chorando.

Ok, eu estou extremamente bêbado.

Eu a via em todo lugar.

Mesmo quando ela não estava em nenhum lugar, continuava me assombrando.

 

Como agora, no momento que olhei para o lado e tive certeza de que a vi, encostada na parede, beijando alguém de cabelos encaracolados.

Era ela ou a bebida em mim, mas aquilo me afetou tanto que cheguei a ficar atordoado e derrubei a garrafa, que caiu no chão quebrando e derrubando o líquido.

-Minha bebida! -Reclamei.

Mas esse não era o problema, o problema era a cena.

Aquela era Eleven?

Não tinha forças para me levantar e checar.

Era a minha garota?

Não tinha mais o direito de chamá-la assim.

 

Percebi que Gaby passou por mim, a chamei, mas não sei se ela não ouviu, ignorou ou a minha voz foi um mero sussurro. Não tinha forças para nada. Gaby estava chorando, foi o que percebi.

Tirei o colar de Eleven, que estava ali a quatro anos e o coloquei na bancada.

-Você faz mal para mim. -Falei apontando para o colar, como se ele fosse capaz de me ouvir. Eu estava ficando louco.

Ela me deixou assim.

Desde o primeiro momento que a vi.

 

Olhei na direção em que tinha visto aquela cena, mas percebi que já tinha terminado. Ou nunca aconteceu?

Minha cabeça estava girando.

Descobri que tinham mais garrafas perto de mim.

As peguei e bebi, bebi muito.

Tanto que só lembro de alguns flashes da noite, como se eu estivesse sendo desligado e ligado em vários momentos.

 

As bebidas realmente acabaram ou eu não achei mais.

Meus amigos não me encontraram.

Chamei por Beverly, mas tenho certeza de que foi em vão, ela obviamente não me ouviria.

Deixei o colar lá.

E depois voltei a consciência por alguns segundos.

Me lembro de estar beijando alguém no sofá. Alguém tão bêbado quanto eu.

Sei que era uma menina, mas não vi seu rosto, apenas consegui identificar que ela tinha um cabelo castanho curto.

 

E depois eu não me lembro de nada.



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