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História Reconquistando minha esposa - Capítulo 17


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Notas do Autor


Aeee, alguém lembra dos pequenos arcos que eu mencionei sobre o Naruto? bom, vamos refrisar: entender, assumir, aceitar, libertar e se permitir para finalmente evoluir
ok, então dito isso, próximo cap finalmente chegamos ao final do entender. e ai começaremos a jornada do assumir, essa não será tão longa, mas extremamente importante para se entender o casal.

Capítulo 17 - Autocontrole


Fanfic / Fanfiction Reconquistando minha esposa - Capítulo 17 - Autocontrole

Ela ainda estava com o bonito buque de girassóis e lírios amarelos em seus braços. Num primeiro momento quando o recebeu ela considerou sinceramente ser de Kakashi, fazia o perfil do Hatake, principalmente pela leveza. Conhecendo os exageros e excentricidades do Otsutsuki, sabia que se fosse Toneri, seria mais um buque de rosas e certamente acompanhando de algo caro.

Ela sorriu e cheirou os lírios e cativou-se com as flores. As amava e era incontestável. Hinata então pegou o pequeno e simplório cartão que acompanhava e o leu:

“Te peço perdão pelo meu erro, sei que perdi sua confiança e talvez seu amor. Mas irei te reconquistar e nada mais vai nos separar.”

Mentiria se dissesse que não sentiu o coração vacilar batendo acelerado, mas na mesma medida que aquele alvoroço a arrebatava, a jogava no chão e naquele momento ela sinceramente teve vontade de pegar aquele buque e incendiá-lo, pisa-lo, xinga-lo, mas o olhou incapaz de fazê-lo. Afinal, eram flores tão lindas e simbólicas. Fora que girassóis eram suas favoritas.

Sentiu-se irritada e frustrada. O que Naruto esperava com isso? Ela havia deixado tudo bem claro, eles já se separaram. Deveria então ela simplesmente mandar devolve-las? Rasgar aquele cartão em mil pedaços como ele fizera com seu coração? Ligar para ele e mandar pastar e esquecer qualquer sentimento romântico? Uma mensagem talvez?

Não... Havia algo que doía muito mais que qualquer coisa, algo que ela sentira na pele ofertada por ele naqueles últimos meses de casamento: a indiferença.

Nada matava mais um sentimento que a indiferença.

Ela saiu da sua sala que dava suas aulas e dirigiu-se até uma das grandes salas que os professores costumavam se reunir e assim que chegou ali pegou um jarro e encheu de água e colocou o buque dentro e no centro de uma das mesas que havia ali. O pequeno cartão que acompanhava fora picado e jogado no lixo.

Não havia notado que estava com a face avermelhada e muito menos que ofegava. Tremia em um nervoso ansioso. Para todos os fins. Fingiria demência quanto aquilo que recebera.

Seu celular vibrou, e como se algo bom em muito tempo acontecesse, ela recebeu uma mensagem que a fez sorrir imensamente: Kiba Inuzuka estava de volta a Konoha.

 

...

 

Ele estava sentado no seu escritório e tinha novamente em sua tela a pagina da rede social. Curioso, a uns dois dias ele pesquisava e olhava aquilo. Achara muitas recomendações aquela mulher, que além de atender uma clientela muito seleta, tinha um podcast muito acompanhando e uma pagina bem interessante, o problema para Naruto eram as coisas ditas, haviam coisas que ele via total sentindo, mas outras?

Seria ela mesma a pessoa que salvaria sua relação com Hinata?

Ele sentia-se tão intimidado com tal, que nem ao menos havia conversado com qualquer amigo sobre aquilo. Na verdade, ele nem sabia mesmo se valeria a pena, mas prometeu ao seu e a si mesmo que faria o que fosse preciso para recuperar seu casamento, sua família e se aquele esforço era necessário então ele o faria.

Pegou o telefone da base e discou para o consultório da mulher não demorando para ser atendido. Tremeu-se ansioso, engoliu em seco ao trocar aquelas poucas palavras ao marcar um horário com Mabui Ikeda.

 

(...)

 

Ele usava um grosso casaco oversized verde acinzentado longo. Uma camiseta preta e jeans claros rasgados nos joelhos. Os óculos escuros estavam arranjados sobre a cabeça entre os cabelos castanhos ligeiramente compridos e bagunçados. Quem visse o cara, certamente diria que ele tinha um estilo bem despojado e ao mesmo tempo seguia a moda atual, mas para quem não conhecia, ele pareceria um delinquente. Ele usava uma bolsa masculina mediana de lado onde costumava carregar um pouco de seu equipamento pessoal favorito, nunca sabia onde a inspiração surgiria e era por isso que Kiba Inuzuka sempre carregava sua câmera.

O Inuzuka era um conhecido fotografo independente, mas esse costumeiramente tinha contratos como a conceituada revista Bikochu e outros importantes editoriais de documentários Wild. Um ativo participante de causas sociais, ele teve várias exposições aclamadas, incluindo várias fotografias premiadas. Bom, era inegável o quanto Kiba era talentoso em sua profissão, essa executada com amor e talento bruto que ele dizia ser herança de família. E foi justamente essa paixão pelas artes que fizera o caminho do fotografo e da herdeira Hyuuga se cruzar ainda no primeiro semestre de faculdade de ambos: artes.

Hinata, naquele momento trocava um abraço extremamente apertado com o amigo frente a um dos cafés favoritos que ela sempre frequentava com Sakura. Kiba beijou o topo da cabeça da garota murmurando:

—Que saudades! Já fazem o que?

—Quase um ano. – disse ela com um sorriso aberto.

Ele se afastou e sorriu expondo os dentes brancos e os afiados caninos. A Hyuuga reparou em duas novas tatuagens feitas por ele que agora tinha como se duas pirâmides tribais africanas logo abaixo dos olhos em vermelho terroso.

—Quando foi a ultima vez? – ele questionou-se com um sorriso bobo enquanto segurava o rosto pequeno e delicado dela entre as mãos.

—Verão de Nova York. Sua mostra sobre povos sudaneses.

—Foi linda. Saiu na capa do caderno cultural da Times – gabou-se ele, e ela sorriu limpando as singelas lagrimas de alegria e então pegaram uma mesa.

—Chegou hoje e já está perambulando? – perguntou Hinata.

—É meu jeito de enfrentar o jet lag, já o Akamaru tá morto no apartamento. Conhece ele, odeia voos longos.

Ela sorriu negando.

—E depois ele tá ficando velho já.

—Adoro ele. – Concluiu ao fazer finalmente o pedido – me conta as novidades, todas elas.

—Eu? Cara, quem anda estampando revistas é você, certo? Senhorita Hyuuga! – ela corou-se e ele gargalhou – certo, certo... Novidades, bem... Lembra do Shino? – ela consentiu – então... Rolou umas paradas estranhas e ele não é do tipo de curtir uma aventura meio hard como eu, mas ai ele topou e escalamos o Monte Rainier pra começar. Foi legal e... Quer saber? Foi uma loucura, nós pegamos e aí meio que, virou pra valer.

Hinata gargalhou mesmo corada. E então mordendo um croissant, ela divagou:

—Pensei que namorava com a coolcat, a Tamaki, ou não? – ela arqueou a sobrancelha.

—A gente discutiu, mas fizemos as pazes, conhece ela, parece uma gata selvagem – ele suspirou – ela foi convidada para o cast da Victoria's Secret – ele fez uma careta e ergue a mão em um gesto – gos-to-sa. – Hinata gargalhou ainda mais, Kiba não mudava, parecia não medir o que falava sem quaisquer papas na língua. – Enfim, minha namorada ainda.

—Pera – ela repousou a xicara no lugar – deixa eu ver se entendi. Tá com o Shino e a Tamaki?

—Isso aí.

—E... Eles sabem?

—Claro! Uma relação aberta.

—Isso, definitivamente é muito moderno pra mim!

Ele gargalhou da careta dela.

—Isso é porque você ainda é a garotinha lindinha, fofinha, docinha e boazinha que nunca, absolutamente nunca, faz nada de errado, certo?

Ela arqueou provocantemente uma sobrancelha.

—Não tanto.

—Ando vendo seus pulinhos, Hinata Hyuuga! – ele estreitou os olhos para ela – já vi que tá linda, tá ótima. Até perdeu a carinha de socialite fraquinha e sem sal das revistas. Aliás, tô ligado em todas as saídas da Byakugan. Chefinha... Revoltou mesmo, né? Chutou o panaca do Naruto, reatou com a família monstro, é até a nova vadia das baladas.

—Não exagera!

—Tá... Não é a vadia das baladas. Mas cá entre nós. As fofocas voam, rica e com asas novas? - Assoviou longo – mistura perigosa libertar um animal selvagem que viveu em cativeiro. Não to achando ruim, mas...

—Mas...?

—é diferente., é isso. Não parece... Você. Alias, lembra muito uma versão um pouco mais comportada da pequena bizarra.

Hinata sorriu negando ao ouvi-lo falar de Hanabi.

—Ela já teve uma queda por você, lembra disso?

—Oh claro, na época que ela queria matar teu velho do coração.

Como se houvesse um pequeno silencio apaziguador entre um gole de café e um suspiro, Hinata em fim falou:

—Eu to gravida dele. Descobri pouco antes do divorcio sair.

Ele a fitou momentaneamente.

—Meus parabéns, eu acho, né? Ainda prefiro cães, crianças são... Barulhentas, birrentas, choronas... Enfim, boa sorte. – Ele divertiu-se a fim de aliviar o clima dela.

—Você é mau! – sorriu.

—Sou sincero. Grosso, mas um grosso sincero.

—Amo você, sabe disso, né?

—Claro que eu sei. Agora que começamos com as verdades, me conta tudo, vai. O que aconteceu?

Hinata então suspirou e começou a contar longamente com detalhes todo o processo, as descobertas, a posição, as novas saídas... Absolutamente tudo e como se sentia.

—Então sua cabeça deve tá uma merda.

—Eu to bem, quer dizer, já estive pior, agora eu to mais conformada e vivendo.

—Tá nada Hina, tá uma merda sim! Não é uma coisa que a gente só supera assim. É uma loucura e você é péssima mentirosa. Olha só, conheço você, aliás, não só você, querendo ou não eu convivi com o Naruto muito tempo, gosto dele, é irritante, barulhento, escandaloso e muito mal resolvido. Sempre foi, mas sinceramente... Vocês eram especiais e qualquer um, via isso, até cego. Enfim, algo assim a gente não supera de repente como você diz.

—Eu to bem sim! É sério. Eu... To saindo. Vivendo.

—Eu sei que tá saindo Hinatinha, até demais. Fotografada sempre – ele virou o celular para ela mostrando uma foto dela na companhia exclusiva de Toneri – dois caras, duas vezes na mídia e cercada de especulação e fofoca, muitas delas tão diferente a garotinha romântica, pura, recatada e do lar que praticamente se casou virgem.

—Você é terrível! – ela desviou o olhar sentindo o rosto arder.

—Olha, não to dizendo que é ruim esse processo. São descobertas de si mesma, só... Vá com calma. Quem tem sede demais e enxerga um lago a frente, tende a morrer afogado, entende?

—Eu entendo, mas tô indo devagar. Eu não quero relacionamentos, eu estou me divertido, to saindo, sorrindo. E ainda tenho alguém pra quem voltar agora. Isso aqui é a coisa mais importante da minha e tá tudo bem – comentou Hinata alisando suavemente a barriga. – Essa coisinha aqui é como um presente de despedida do que restou de bom.

—Entendo... Bom, se um amigo, quase um irmão, pode te dar um concelho. Procure uma terapeuta. Esvazia o sentimento em vez da mente. Sabe? Isso que você tá fazendo é legal, é distração, mas quando acaba, o sentimento mal resolvido ainda fica aí, tá varrendo tudo pra baixo do tapete, mas a casa continua suja. Terapia é tão bom, não é por estar louca, ou depressiva, ou ansiosa. Você pode ‘tá bem, e fazer. É como um auto diagnostico de si. Você se conhece melhor, se entende e os seus limites. É inspirador, libertador, sério mesmo, deve tentar e não só por você, mais por essa coisinha chorona que está por vir, ela merece uma mãe inteira e não quebrada, não acha? Uma mãe bem consigo mesma. E não adianta dizer que tá bem. Vou dizer exatamente o que martela em sua cabeça: porque? Indiretamente você ainda carrega a culpa.

—Quando você se tornou esse cara?

Ele gargalhou.

—Talvez seja culpa do Shino. Influencia cármica.

—Você tem razão. Eu me sinto só... A culpa existe porque eu não consigo só entender os porquês.

—Então vai atrás. Merece isso.

 

(...)

 

Os olhos azuis focaram nos quadros da aconchegante sala de espera daquele consultório. Imagens um tanto perturbadoras ao seu ponto de vista e em outra parte incompreensíveis em especial uma que ele torceu um tanto de lado o pescoço tentando entende-la, os olhos espremeram-se como se o desfoco ajudasse no foco, os lábios entreabriram-se um tanto e então o som da porta se abrindo o assustou o fazendo voltar a posição correta e adotar um comportamento mais rígido.

Diante de si uma mulher de pele morena usando uma combinação estilo terninho, só que menos padrão. Os cabelos na altura dos ombros eram platinados e lisos, os olhos verdes estavam muito bem maquiados e destacados. Notoriamente uma mulher muito, mais muito bonita mesmo. Bem vestida e havia uma mescla entre a seriedade e extrovertido em seu semblante, um pequeno e simpático sorriso.

—Boa tarde, você deve ser o senhor Uzumaki Naruto, certo? Eu sou Ikeda Mabui, é um prazer. – Concluiu estendendo a mão.

Ele deu um pulo da cadeira que estava sentado e por igual estendeu a mão olhando nos olhos da mulher.

—É... É um meu... Prazer... Todo... – balançou a cabeça engolindo em seco. Sentiu-se acuado e intimidado ligeiramente. Estava nervoso e ansioso, aos nervos e nada parecia ajudar – digo, o prazer é todo meu.

Ela sorriu ligeiramente.

—Está nervoso.

—Não – ele sorriu sem muito jeito.

—Não foi uma pergunta, senhor Uzumaki.

Os olhos dele arregalaram-se e então ela o deu as costas num convite indireto para segui-la para dentro do consultório.

As paredes contrastavam entre o cinza e o branco. Havia uma enorme prateira com livros e vários objetos em cima, alguns até com cunho sexual embora não to óbvios assim. Um felpudo e grande tapete jazia no centro e havia espaços. Um com um grande e confortável sofá, cheio de almofadas e do outro lado poltronas individuais em tom azul turquesa escuro. Haviam alguns móveis de madeira clara que comportavam além de porta-retratos com alguns tipos de imagens e mensagens, jarro com flores e um relógio. As paredes também possuíam alguns quadros com paisagens e outras coisas.

Ela indicou o sofá para ele que se sentou um tanto tenso. Viu vídeos, vários deles na verdade, mas pessoalmente eram outros quinhentos. A mulher sentou-se em uma das poltronas a sua frente e cruzou as penas ao mesmo tempo que ajeitava um tipo de caderno de anotação pessoal.

—Bom, vamos as primeiras considerações. Não precisa ficar nervoso ou inseguro, esse é um espaço livre e sua zona de segurança a partir de agora, certo? Não precisa se sentir desconfortável e muito menos temer qualquer tipo de julgamento, esse não é o meu papel aqui. Para que eu possa cumprir o meu propósito existe algumas regras; você precisa ser totalmente sincero, verdadeiro em tudo e não esconder nada, seja sentimentos, emoções ou acontecimentos, quando mente ou omite pra mim, está fazendo isso consigo mesmo, entende?

Ele consentiu e deixou o corpo relaxar ligeiramente apenas contra o encosto traseiro do sofá e entre as fofas almofadas.

—Também precisa entender que tudo é um processo e como tal precisamos destrinchar o problema até a fonte e com isso precisa estar focado e disposto. É um esforço e uma autodescoberta e ninguém fará isso por você, somente você tem as chaves. Bom, agora que algumas coisas ficaram claras, vamos começar. Me conte o porque de estar aqui.

Ele apertou os dedos nervosos um contra os outros enquanto pensava em como começar aquilo exatamente. Estreitou um pouco os olhos olhando fixamente para o tapete organizando a mente e quando finalmente voltou a encarar os olhos verdes sorriu meio nervoso.

—Eu... Meio que... Trai a minha mulher, quer dizer ex mulher. – Ele percebera que ela se mantivera inexpressiva o olhando. Sentiu-se meio que um ratinho de laboratório e isso o agoniava. Por um momento parecia que o lugar era mais quente, que as paredes o apertariam a qualquer instante. – Olha eu nem sei exatamente o que eu tô fazendo aqui, certo? Talvez seja um erro. – Parou e desviou o olhar do dela – eu... Queria, quero, preciso na verdade recuperar a minha esposa, meu casamento e me falaram que você pode fazer isso.

Ela anotava tudo ali e ele olhava ansioso ainda mais questionando-se o que exatamente ela escrevia.

—Entendo. Então porque não começa do inicio para mim. Me conta de como começou sua relação com sua ex mulher e onde ocorreu a infidelidade, eu preciso compreender o contexto geral para poder avaliar.

Ele consentiu e então começou a falar os detalhes que se lembrava e à medida que os relatos seguiam, Mabui fazia alguns questionamentos a fim de tirar duvidas e complementar suas anotações. À medida que o Uzumaki falava aquilo, sentia-se mais confiante e menos nervoso, porem ainda ansioso com a resolução do seu problema. Quando finalmente acabaram aquela parte, Mabui pressionou os dedos da mão direita enquanto repousava o caderno na coxa relendo aquilo e logo olhou para Naruto que tinha a perna direita balançando e balançando freneticamente em um claro ato de ansiedade explicita.

—Então... Existe muitos problemas aqui, tanta coisa que... Teremos um imenso trabalho. Existe conflitos internos, externos, e muito tapa buraco. Sinceramente é... No mínimo curioso como arrastaram ainda tanto tempo essa relação como se tudo estivesse bem, quando claramente estava fragilizada. – Ela pausou o encarando melhor, viu um semblante confuso e frustrado.

—Mas você pode fazer algo, certo? Quer dizer. Você pode me ajudar a reatar meu casamento a trazer a Hinata de volta e...

—Naruto! Não é assim que as coisas funcionam! Você tá esperando uma formula mágica que não existe. Está ignorando todo o restante e mais uma vez arrastando as coisas para baixo do tapete e não é assim que se concerta. A coisa toda começa em você, é a partir disso que corrigimos e seguiremos trabalhando.

—Mas isso é quanto tempo? Quer dizer... Eu preciso dela e eu disse, vamos ter um filho. Você é uma conselheira matrimonial, sabe como isso funciona!

—Não é assim que trabalho ou que funciona. Lamento dizer que em nenhum lugar vai achar respostas obvias e prontas. Você entende que existe um peso absurdo aqui? A sua infidelidade foi só o gatilho final dessa relação. E depois disso ainda mantem o mesmo comportamento e padrão. Se não mudarmos isso, não adianta eu dizer faça isso ou aquilo porque de forma alguma isso vai dar certo.

Ele riu com sarcasmo e frustração e levantou-se.

—Então se não tem uma solução eu to perdendo meu tempo aqui!

—Naruto...

—Obrigado por... Todo o seu tempo Ikeda Mabui – disse com certa zanga dirigindo-se para a porta. Ela levantou-se e mesmo que ele adotasse aquela postura, ela, como a profissional que era, posicionou-se.

—Senhor Uzumaki, quando estiver disposto a realmente trabalhar tudo isso, estarei à disposição.

Ele fez um som nasalado e saiu batendo a porta. Mabui suspirou e voltou-se a seu caderno e voltou a sua mesa de trabalho ali, e abrindo o seu laptop colocou-se a transcrever a ficha de atendimento de Naruto pensando em cada analise que fizera. Parou um instante e enlaçou os dedos repousando o queixo sobre os mesmos enquanto apoiava os cotovelos a mesa.

—Muitos problemas... – murmurou.

 

(...)

 

Elas abriam os armários da academia guardando alguns pertences enquanto conversavam. A uma semana a Hyuuga estava ali e tinha de concordar que a única coisa certamente boa e útil que Naruto promovera naquele mar assustador de informações fora as atividades físicas. Após inicia-las, ela sentia-se mais disposta. Fora que ali passava mais tempo com as amigas Ino e Sakura e ainda conhecera Tenten Mitsashi, que era sem duvidas uma garota bastante determinada e sem igual.  

—Então... Decidiu se vai saber o sexo do bebê? – questionou Sakura.

—Eu vou fazer a sexagem fetal em dois dias, meu pai e Hanabi me colocam de doida com isso. E admito, também estou curiosa.

—Coisa moderna demais isso – disse Ino vestindo as roupas de ginastica. – Achei que o bebê precisasse estar grande, sabe?

—Oh não. Eu também achava, mas aí o senhor pacote de informação... – ela resmunou fazendo as amigas sorrirem – em fim. Eu pesquisei e é possível, a partir da oitava semana você consegue detectar o sexo já. É por sangue.

—Gente, que tudo! Quando eu engravidar vou fazer isso. Assim posso montar enxoval logo no início. – disse Ino se divertindo.

—Bom... Tá animada com isso. E o Naru? – perguntou Sakura e viu Hinata dar de ombros. – O que aconteceu dessa vez? Conheço esses olhinhos seus. A face é de não to nem aí, mas os olhos...

Hinata suspirou aborrecida e prendeu os cabelos em um coque apertado.

—Naruto tem me mandado coisas...

—Que tipo de coisas? – perguntou a garota de cabelos róseos.

—Não é a foto do pau, né? Porque eles têm o péssimo habito disso. – Ino falou e Hinata sentiu as bochechas arderem com tal sugestão e Ino arregalou os olhos – ai meu deus, ele tem mandando a foto do...

—NÃO! Não é isso! – Hinata enterrou o rosto nas mãos e Sakura gargalhou – meu deus, Ino, não! Ele tem mandado flores e bilhetes. As vezes chocolate ou aqueles rolinhos de canela. Também recebi mimos delicadinhos como aqueles anjos que eu coleciono e as mascaras folclóricas... Em fim. Eu... Só não sei bem como lidar com isso.

—Parece fofo, se não tivesse toda a merda envolvida. Me lembra os tempos de namoro, né? – disse a Uchiha.

—E-eu... Não quero isso. Então tenho só o ignorado, fingindo que nem recebo.

—E o que faz?

—É difícil ignorar rolinho de canela, né? E também é... Maldade matar flores...

Sakura sorriu maliciosa. Sabia exatamente o sentimento de Hinata, ela sentia-se magoada e abalada. De certo, aquilo era um baita golpe baixo do loiro, e pelo visto um que positiva, ou negativamente realmente mexia com Hinata, ainda com os hormônios da gravidez para colaborar com isso.

—Bom... Se te incomoda, acho que deveria ligar e mandar ele parar de fazer, ou... Pessoalmente talvez...

Hinata mordeu o lábio.

Deveria, mas conseguia?

—Eu vou fazer isso – afirmou, mesmo tivesse mais duvidas que certezas de como realmente lidaria com aquilo – fora que eu ando mais ocupada agora com os projetos do grupo Byakugan, tenho tantos planos. E-eu estou cogitando deixar a universidade, parar de lecionar de vez. Teria mais tempo. E aí eu abriria uma empresa pequena mesmo e minha no ramo de restauração. Fora que Toneri me ofereceu uma sociedade em uma galeria conceito e eu estou mesmo tentada. Quer dizer... Eu... Posso andar pelos meus pés sem ninguém. Fazer meu tempo e... Tudo que eu amo.

Sakura estreitou o olhar para a morena.

—Tem saído bastante com o Otsutsuki, hein?

—A gente se dá muito bem.

—E o advogato?

Hinata sorriu.

—Ainda saímos também. As vezes jantamos ou almoçamos. E... – Ela corou-se muito – em fim. Saímos.

—Isso que é tirar o pai da forca! – zombou Ino achando graça.

—Hei! – repreendeu Sakura.

—Que é? Como se alguma de nós faria diferente. Se fosse euzinha, faria o mesmo. Homens são sacanas, ela não é compromissada com alguém pra dar exclusividade, é?

Hinata exibiu um sorrisinho. Mas no fundo as palavras de Kiba ainda oscilavam em sua cabeça. Um comportamento passivo/agressivo tinha motivações, e ela definitivamente sentia sua cabeça um tanto tortuosa, principalmente quando o assunto envolvia direta ou indiretamente o Uzumaki e como ignorar tais coisas uma vez que eles tinham um elo imenso como um filho?

 

(...)

 

Ele checou o celular novamente enquanto caminhava no Shopping Royal stars, acompanhado de Sasuke e Shikamaru. Era sempre algo odiável para todos os três estarem andando assim e ainda mais ali, mas faziam companhia ao Uzumaki que em sua mais nova tentativa, procurava algo para a Hyuuga. Era, na visão dos dois, a coisa mais idiota do mundo o conselho de Konan, parecia isso sim perda de tempo e gasto de dinheiro.

—Mas eu pesquisei, e dizem que ajuda mesmo! – insistiu o Uzumaki – e depois não é como se qualquer tentativa minha estivesse de fato funcionando. – Resmungou. – E depois terapeutas de casal também recomendam. – disse com o cenho meio franzido e com certa lembrança em Mabui.

—Eu ouvi dizer que essas coisas são muito caras – disse Shikamaru.

—São... – suspirou Naruto

—Hm? Sabe?

—Quer dizer, eu imagino. Muita... Gente... Fala.  

—E depois não funcionam sempre. – Completou Sasuke. – é bobagem essa coisa...só serve pra arrancar dinheiro.

—é? – inquiriu Naruto.

—É sim. Você paga e depois tem que fizer ouvindo que sua mulher tem razão. Que você é omisso ou negligente... – resmungou e tanto Naruto quanto Shikamaru arquearam o cenho para ele.

—Eu lido com processos, tem casos que o juiz obriga essa droga. Vai por mim, é uma droga.

—Imagina a Temari? Ela já é dona da verdade sem isso, imagina com apoio? Ela me castra totalmente!

—Pensei que ela já tivesse feito isso – zombou o Uchiha.

Eles gargalharam, embora parte do sorriso de Naruto fosse um tanto amarelo.

Passaram então frente a uma loja infantil e Naruto parou frente a mesma observando as vitrines. Sua cabeça doía com tanta coisa latejando ao mesmo tempo, parecia que explodiria se ele não parasse.

Seria tudo aquilo infundado? Seria terapia uma perda de tempo e sem resultados? E porque era tão difícil assim para a tal mulher apenas o dizer o que deveria ser feito. Ele não queria uma analise minuciosa dos seus problemas interiores, ele só queria conserta o atual problema na relação.

O quão complicado era realmente isso?

—Cara, como crianças são caras – resmungou Shikamaru ao ver os preços e nesse momento Naruto sorriu.

Voltaram a caminhar.

Mais a noite, o Uzumaki estava em casa. Sobre a mesa de jantar havia um pequeno embrulho que continha uma pulseira delicada de contas em ouro branco e um berloque de coração lilás. Ele afastou-se daquilo e caminhou subindo o lance de escadas para o duplex e chegando ao corredor ele foi a porta que ficava em frente a porta do seu quarto e a abriu. Naquele lugar havia algumas caixas, mas estava vazio no geral. Tudo fechado e cheirando a algo parado muito tempo. A janela fechada coberta por uma persiana escura. Ele parou no meio do amplo cômodo colocando as mãos nos bolsos da calça

Um espaço vazio...

Como preencher o vazio? Alias, como preencher a falta que ela fazia, que o sentimento tragava?

 

(...)

 

Era um sábado pela manhã e contrariando o que havia se propositado, Hinata acumulou aquelas pequenas coisas as guardando. Parou de abri-las, mas sempre as olhava pensando nas razões erradas e nos motivos certos. Era como se alimentar de recordações de rancor e embora ela soubesse como aquilo a fazia mal e a machucava, era uma tortura mental como se buscasse apenas adestrar a mente de que tal sentimento era só ruim, simplesmente porque ela tinha medo. Medo de ceder ao maldito coração, medo de tudo aquilo voltar, medo de ser fraca, insuficiente, insegura...

Por que?

Por que?

Por que ele a traiu, por que foi tão covarde? Por que ele estragou tudo?

Ou será que não foi ele que de fato estragou... Será que ela havia estragado? Será que ela não o bastava? Não foi boa o bastante? Não esteve lá o suficiente e deixou aquela brecha?

“sabia que as borboletas sussurram seu nome?”

Ela sorriu sentindo as lágrimas escorrerem na bochecha se lembrando desse momento idiota e perfeito. Quando estava deitada no gramado do campus e Naruto se aproximou se deitando ao seu lado e a estendeu uma rosa lilás e sussurrou isso no seu ouvido.

Os olhos prateados fitavam com carinho a rosa símbolo do amor à primeira vista. Sem saber que era justamente nos olhos azuis, na cor azul que seu peito se aquietaria.

Passou o dorso da mão secando a face e suspirou.

Ela só queria desesperadamente seguir em frente pra valer e se pra isso ela teria que mudar tudo em si, para esquecer aquilo, aquele sentimento, ela o faria. Talvez seu pai tivesse razão afinal, ela precisava ser mais forte, mais firme, mais decidida. Assumir as rédeas de tudo e ser mais parecida com ele.

Respirou profundamente e pegou a bolsa e as chaves do carro. Por sorte ou azar tinha um encontro com Naruto. Ainda se recordava da expressão dele ao descobrir que teriam um garotinho. O sorriso idiota e bobo, os olhos expressivos.

Estaria ele mesmo levando aquilo a sério? Estava feliz de verdade? Se importava mesmo?

Ela não estava pagando para ver, apenas abria cada vez mais aquele abismo entre eles criando uma distancia segura para si.

 

...

 

Eles estavam bastante inseguros ao entrarem ali. Era um programa voltado a pais de primeira viagem que consistia em estreitar laços materno/paterno e ensina-los os desafios do começo. Aquela havia sido mais uma das coisas que Naruto havia sugerido e embora ela tivesse achado idiota no começo, depois de ler um pouco mais julgou ser algo positivo, já ele fora pego de surpresa com o aceite dela que tomou frente naquilo, as condições era que Hinata escolheria o lugar do tal curso e os dias e ele acataria.

Nada mais justo.

Só tinham um grande problema ali, essas aulas serviam para reforçar a confiança entre ambos, mas naquele instante ela era inexistente ou unilateral.

Havia fora eles, mais três casais, era uma turma pequena para que a tutora pudesse atender perfeitamente e tirar todas as dúvidas de forma apropriada.

— Será que se reprova nessa coisa? – perguntou Naruto de forma insegura olhando tudo aquilo que tinha ali, fraldas e mamadeiras e trocadores.

Finalmente, uma tensão havia se quebrado e levando a mão frente aos lábios, Hinata sorriu divertindo-se e o viu levar a mão a nuca rindo junto.

—Não se reprova num curso assim. – ela sussurrou e sentiu as bochechas corarem com os olhos dele sobre si. Estava literalmente fingindo demência. Não comentara nada sobre os presentes que ele a enviava diariamente. E pelo visto, Naruto também não iria falar.

 

Já para Naruto, só de estar próximo dela servia como uma espécie de acalanto em si. O perfume, os olhos, o jeito adocicado que Hinata tinha. Ela era a sua calmaria, mesmo zangada. Ele via o receio estampado nos olhos lunares, mas nem ao menos sabia como conversar exatamente com ela. Como começar aquilo? Tinha medo de que se falasse alguma idiotice ela fugiria de si sem dá-lo qualquer mina chance ou brecha de aproximação. Queria mesmo perguntar se ela estava recebendo seus presentes, se poderiam aproximar um pouco mais aquela relação, falar do filho ou ter algum tempo ao lado dela mesmo suportando aquela distancia, mas as travas não deixavam, ela não falava e ele temia afasta-la logo agora que por vontade própria havia dado ao menos alguma mínima moral a ele.

O Uzumaki estava ainda vivendo a estase da descoberta de que teriam um garoto. Se lembrou da bebedeira que entrou com amigos comemorando aquilo. De repente se viu um tanto mais preso a algumas ideias, como por exemplo o desejo de leva-lo ao jogo de futebol, será que ele gostaria?

Bobagens, levaria ainda alguns anos para que o pequeno se interessasse por coisas assim? Certo? Mas ele poderia comprar uma camiseta dos Raposas para filho, que claro, seria torcedor do seu time.

Estava tão concentrado naqueles pequenos segundos que não percebeu os olhos prateados o fitando curiosos e analíticos e quando ele finalmente despertou, ela desviou o olhar constrangida.

—Ainda bem que não reprovam. – respondeu baixinho com um tom ligeiramente divertido.

Ela focou o olhar para a tutora que começava a aula. No decorrer inicial, apresentaram-se as famílias sem muitos detalhes dos relacionamentos em si, apenas o foco era o bebe, para quando, se eram de primeira viagem, os medos e anseios.

—Uma competição saudável sempre ajuda, principalmente entre os homens – sorriu a mulher de olhos âmbar. Ela explicou o processo da troca de fraldas e macacões tip, e depois das futuras mamães treinarem com seus parceiros, eles iriam trabalhar em equipe a troca, competindo com os outros. A intensão era a sincronia e a confiança na parceria, mas principalmente assimilar que o trabalho e a responsabilidade eram de ambos, já que homens tinham dificuldade nesse aspecto.

Com os casais já a postos e o Bebês reborn que imitavam com perfeição a aparência de um verdadeiro sobre o trocador de casa um, a tutora preparava-se para dar a partida, quando Hinata gargalhou um pouco com o comentário, ao mesmo tempo ingênuo e engraçado, de Naruto, ao se lembrar do trabalho de economia domestica do tempo de colégio quando o professor os obrigavam a cuidar de um ovo.

—Isso não é um ovo, senhor e senhora Uzumaki.

Hinata enxugou as lágrimas.

—D-desculpe – falaram os dois em uníssono e trocaram olhares em canto de olho no tempo que ambos desviaram sentindo o nervosismo daquilo.

—Então vamos lá! – deu inicio aquilo.

Inicialmente, Naruto e Hinata ficaram um pouco perdidos com problemas ao lidarem em sincronia, mas finalmente as engrenagens se encaixaram e parecia simplesmente certo, como no passado, eram perfeitos e alinhados.

Ergueram as mãos indicando que haviam terminado aquilo antes de todos.

Sorriam olhando um para o outro. Um ar de quem era muito competidor que Naruto tinha e o olhar de satisfação e alegria que Hinata tinha de mediar os caminhos. Por puro impulso, como sempre fora ele a puxou depositando o beijo na testa dela sobre a grossa franja enquanto a apertava.

—Nosso tempo é perfeito, princesa. – Murmurou e naquele ponto Hinata sentiu o coração bobear mais rápido. Sorriu sem jeito e pela dada proximidade intimista sentiu tão nítido o cheiro do perfume dele e ao mesmo tempo lembrara-se como o abraço dele tantas vezes fora tão acolhedor e protetor.

Afastou-se e fora ele que se constrangeu, o sorriso diminuiu um tanto.

—Desculpa, eu... – ele murmurou e ela negou.

—Tudo bem – sua voz era quase um sussurro – vamos nos concentrar.

Ela tinha todos os motivos pra ter medo e eles estavam bem ali diante de si.

Seguiram adiante ali, e parecia ter voltado um pouco da tensão ao mesmo tempo que pareciam conhecer mais um do outro que admitiriam verdadeiramente.

 

Na ultima rotina daquela aula, eles estavam sentados em colchonetes acolchoados e ouviam a tutora explicar o processo.

—Esse é o momento mais conturbado para uma mulher, ela vai estar frágil, exposta e vulnerável, e é importante ela se sentir segura, os parceiros que vão acompanhar esse momento precisam transmitir confiança, carinho. É uma base fundamental do processo. Nesse momento, vocês precisam passar calma, e vocês mãezinhas, a respirar, sempre lenta e profundamente. É um exercício para ambos, certo. Então vamos nos posicionar direito.

Acanhada e um tanto travada, ela sentou-se sobre a bola suíça bem próxima ao ex marido, que estava por igual diante da situação, embora ambos com sensações parecidas, os sentimentos eram divergentes.

—Vamos passar por alguns processos, esse primeiro é o de relaxamento, mas teremos exercícios que ajudaram com a dilatação pélvica também, ok? – reforçou a mulher de cabelos ligeiramente ruivos claros.

Os exercícios começaram a ser passados e com isso ele fora aprendendo os pontos de massagem e como guiar o processo de respiração.

Ela fechou os olhos em dado instante e murmurou:

—Isso é bom... Muito bom...

Ele sorriu de lado pressionando mais a região próxima ao cóccix, pela posição que estavam ele se aproximou do ouvido dela e sussurrou:

—Sempre foi manhosa com massagens.

Ela sentiu o arrepio na pele com aquele sopro morno, sorriu um pouco mesmo se se dar conta. Seu corpo reconhecia intimamente o toque dele e era involuntário. Respondendo rápido demais aquela proximidade ele, ela ia retrucar, e virou o rosto, mas encontrou dele perto demais do seu. Encararam-se tão poucos segundos.

O toque em sua cintura exposta a ele a estremeceu... Ofegou baixando os olhos para os lábios dele que já encarava os dela. Perderam-se naqueles mínimos segundos em um mundo congelado de incertezas e inconstâncias. Fora rápido e ao mesmo tempo lento demais que os lábios tocaram-se movendo um pouquinho só. Os sentimentos e as sensações a levaram ao primeiro contato deles, ao primeiro e singelo beijo que deram e isso disparou tantas coisas dentro dela.

 

♫Eu me lembro de quando te conheci

Eu não queria me apaixonar

Eu senti minhas mãos tremendo

Porque você estava tão bonita♪

 

♪Eu me lembro de quando você me beijou

Eu sabia que você seria o único

Oh, minhas mãos tremeram

Quando você tocou minha música favorita♫

 

Algo brusco e doloroso a despertou, e abrindo os olhos rapidamente, ela o empurrou se levantando rapidamente. Ato que o deixara paralisado e ao mesmo tempo com os olhos arregalados. Ele a viu mais que depressa pegar a bolsa e sair dali.

Sem pensar em nada, ele ergueu-se indo imediatamente atrás de Hinata que se desembestava para fora daquele lugar muito rápido.

Ela chorava. Sentia raiva de si e do que sentia.

—H-Hinata, espera! – ele a chamou tentando a alcançar, mas ela esquivou-se dele encaixando a chave na porta do carro. – Para por favor.

Levando as mãos aos cabelos ela os puxou suavemente e em desespero.

—Para! Para bem aí, não chega perto de mim, Naruto. Isso que aconteceu foi um erro, foi uma porcaria de erro e só prova que eu preciso ficar bem longe de você!

—Tá fugindo? – perguntou indignado e ela negou rindo com raiva e abriu a porta do carro.

—Tô me protegendo. To tentando me curar, to tentando só te arrancar da minha vida, mas você parecer uma maldita assombração. Me deixa ser feliz, por favor!

Ele engoliu em seco a encarando poucos instantes, e ela entrou no carro batendo a porta e saindo dali.

 


Notas Finais


musica do capitulo:
https://www.youtube.com/watch?v=Gt3600pi6ys&list=PLxhO0XmYab6XoJ02R1jsUTqAV2X8_cVjh&index=27

Bom, que esperava pelo Kiba? ahhhh vamos ver o que ele vai aprontar, porque aki é assim, entrou tem que fazer valer kkkk. eu amo a personalidade do kiba, eu acho uma das mais magnéticas do anime porque ele é espontâneo demais e cheio de exageros com um ego enorme.
a nossa terapeuta chegou, nossa linda e injustiçada Mabui, pra quem não se lembra dela é a secretária da nosso bruto Raikage. com seu temperamento calmo e profissional eu achei ela perfeita para o papel. hihihi. bom, tenten foi citada e logo tará ai, né?
olha, só digo algo sobre o próximo cap: TRETA.
amigos de volta.
Bom, vindo até aki agora eu quero só agradecer demais pelos comentários do ultimo cap, e pelos 198 fav. gente eu to muito feliz mesmo. era um projeto que eu não botava muita fé, juro. achava que até mesmo pelo tema as pessoas virariam a cara, mas eu to tão feliz que só me resta agradecer e agradecer.

eu a @jujuSM estamos escrevendo uma fic naruhina no universo original, então se puderem dá uma força lá tb
https://www.spiritfanfiction.com/historia/amor-de-outra-vida-21712947
é isso, até o proximo cap meus amores :)


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