História Reconstruindo a vida - Capítulo 1


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Categorias Dragon Ball
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Palavras 3.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, sejam bem vindos a minha primeira fic fora do universo Dragon Ball, apenas pegando emprestado meu personagem mais querido, Trunks adulto e claro os outros desse anime que eu tanto amo. Aqui não vão haver lutas, poderes e coisas assim, queria muito começar uma fic com esse estilo mais real e essa me veio a mente e espero que gostem.
Trunks é um bem sucedido empresário, casado com Pan, uma médica. Eles são muito felizes e apaixonados e coroam esse amor e essa felicidade com uma filha, Keiko.
Mas a vida se modifica e se transforma completamente.
Espero que gostem.
Se puderem e quiserem comentem, vou amar saber o que acharam.

Capítulo 1 - A reviravolta no conto de fadas.


 

 

Eles estavam comemorando, depois de tanto tempo tentando o empresário e a médica  haviam conseguido, um filho, era tudo o que queriam depois de mais de 5 anos de casamento, o bebê viria para coroar esse amor, tudo bem de conto de fadas, ambos apaixonados pela vida que possuíam, bem sucedidos, sem qualquer complicação, o felizes para sempre real.

Trunks Briefs era um belo homem de 34 anos, cabelos longos,sempre bem arrumados em um rabo de cavalo baixo, rosto másculo, pele delicadamente morena, olhos azuis, e herdeiro de um império tecnológico, a Corporação Cápsula, na qual assumia o papel de vice presidente ao lado de sua mãe Bulma, presidente, e ambos geriam os negócios de forma segura. O pai Vegeta, era astrônomo, professor em uma das universidades mais importantes do país e junto a ele Bra, física espacial, a irmã caçula, desenvolviam, em parceria com a corporação, a melhor tecnologia aeroespacial do mundo. Uma família abastada, de vida invejável.

Son Pan era a esposa apaixonada e geniosa de Trunks, filha de Son Gohan, professor de física na mesma universidade que Vegeta lecionava e de Videl, que era dona de casa dedicada e herdeira do império de academias de artes marciais do pai. Pan era médica, dedicada demais ao trabalho e conheceu Trunks quando ainda era recém formada em meio a um réveillon agitado no qual ela tratou do empresário que havia bebido demais. O amor nasceu de forma calma e natural, cresceu, eles casaram-se, mas agora, depois de quase 5 anos de união o tão esperado e desejado herdeiro ou herdeira chegaria.

Eles não se continham de felicidade e não paravam de sorrir ao ouvir aquele coraçãozinho batendo rapidamente vindo do monitor ultrassonográfico. O colega de Pan que realizava o exame dizia estar tudo indo muito bem. Eles foram rapidamente para a mansão da família de Trunks, ele estava completamente empolgado, assobiava calmamente enquanto dirigia, haviam marcado um jantar com toda a família onde rodariam o vídeo da ultrassonografia e anunciariam a gravidez.

A noite foi linda e cheia de emoção, Bulma e Vegeta comemoraram muito a chegada do primeiro neto, Bra ficou encantada com a possibilidade de um sobrinho ou sobrinha e começou a se encher de planos. Gohan e Videl ficaram muito emocionados, um neto era tão aguardado que mal se podia acreditar que finalmente era real.

Pan e Trunks curtiram cada segundo da gravidez e a descoberta de que seria uma menina transformou tudo em uma grande festa, no luxuoso apartamento do casal cada detalhe do quartinho de Keiko era realizado com amor e destreza. O tempo seguiu, e a ansiedade no último mês só aumentava. Pan dizia-se redonda como um planeta, e as variações de humor estavam enlouquecendo a futura mãe. Trunks mantinha-se o mais prestativo e compreensivo possível, mas torcia muito para aquilo acabar logo.

Naquela noite Pan não queria sair, estava cansada, pesada, mal humorada e inchada. Mas era uma noite importante para a empresa de Trunks e ele estava insistindo muito com a teimosa esposa.

-    Amor vai fazer bem pro seu humor sair um pouco de casa.

-    Não está conseguindo me suportar senhor empresário? – disse ela raivosa.

-    Pan, eu vou ter de ir. Eu não posso faltar. Mas se você não quer mesmo ir, como a festa é na casa da mamãe você poderia ficar no meu quarto e relaxar. – disse ele com cuidado.

-    Você quer se livrar de mim isso sim, faz tempo que eu te observo diferente Trunks e agora está com vergonha de mostrar sua mulher que mais parece uma droga de uma lua cheia pros seus coleguinhas empresários. – vociferou ela.

-    Como você pode dizer isso se eu estou insistindo tanto pra você ir comigo? – perguntou ele respirando muito calmamente pra se conter nas palavras.

-    Eu não vou. – gritou ela furiosa.

-    Está certo, mas eu realmente preciso ir. – disse ele cansado daquela discussão.

-    Vai deixar sua mulher a beira de um trabalho de parto sozinha. Você é um monstro mesmo. – disse ela chorando.

-    Pan, por favor...

-    Vá embora! – berrou ela jogando um travesseiro nele.

O pobre homem apenas se retirou devagar do quarto. Ele não a estava deixando sozinha, por Kami, os seguranças e a enfermeira estavam lá, e todos os funcionários do prédio, Pan estava completamente irracional. Ele entrou no elevador e respirou fundo, não perderia aquele jantar por nada, a empresa precisava dele lá.

Quando chegou Bulma se posicionou ao seu lado, mas reconhecia aquele olhar em seu eterno menino.

                -              Pan está enlouquecendo você não é? – perguntou ela com um sorriso doce que foi correspondido pelo homem, a mãe realmente sabia acalmá-lo.

                -              Eu só quero que isso acabe logo, sinto falta da minha esposa. – disse ele calmamente, porém muito frustrado.

                -              Converse com seu pai, ele me aguentou nesse estado duas vezes. – disse ela rindo. – E você deveria lembrar como eu fiquei na época do nascimento de Bra.

                -              Keiko será única, não quero Pan dessa forma nunca mais. – disse ele rindo, lembrando-se dos gritos da mão contra seu pai e contra ele ainda pequeno quando ela estava grávida de sua irmã.

A festa corria sem qualquer problema, Pan não atendeu nenhuma ligação do marido, mas os seguranças e a enfermeira o tranquilizavam a cada meia hora.

Durante a madrugada Trunks havia bebido um pouco mais e achou melhor ficar na mansão em seu quarto. Por mais que todos dissessem que ele deveria pegar um táxi e ir para casa. Ele estava cansado e não queria ir, travaria uma nova batalha com Pan e não estava com nenhuma vontade disso. Ele foi para seu antigo quarto e depois de se trocar acabou caindo na cama exausto, não só daquele dia, Pan estava sendo difícil há dias, mas ele não pode deixar de sorrir ao pensar em Keiko. Ele ouviu o barulho na sua porta, uma leve batida.

                -              Entre. – disse ele sentando-se na cama e Bra entrou.

                -              Parece cansado. – disse ela.

                -              E você está linda. – disse ele sorrindo vendo a bela moça sentar-se na beira de sua cama. – O que quer a essa hora? – perguntou ele sorrindo com malícia, sabia exatamente o que ela estava fazendo lá.

                -              Eu...

                -              Dei seu telefone ao Goten, espero que não se importe. – disse ele sorrindo e vendo os olhos da irmã se iluminarem.

                -              Ele pediu? – perguntou ela subindo na cama e indo aninhar-se ao lado do irmão deitando-o com um sorriso enorme e prepotente.

                -              Pediu sim. – respondeu ele acariciando o cabelo dela. – Mas eu já disse que Maron é perigosa. – disse ele sério.

                -              Eu li que eles se separaram já tem tempo, e que sequer se falam. – disse ela calmamente.

                -              Goten é uma figura pública Bra, tem certeza que uma nerd cabeçuda e discreta como você aguenta isso?

                -              O que eu não aguento Trunks? – disse ela levantando-se com ar desafiador e indo direção a porta.

                -              Não faça nenhuma bobagem Bra. Goten não é nem de longe o tipo de homem com o qual você está adaptada. – alertou ele.

                -              Agradeço a Kami por isso. – disse ela saindo.

Trunks suspirou, esperava não ter feito uma enorme bobagem em ter entregue o número da irmã ao amigo. Goten era um renomado diretor de cinema, a verdade é que era um homem de sucesso e grande influência na mídia, um meio muito difícil, ele sempre foi um homem bom, centrado e bastante inteligente, porém estava amargo e dolorido com o final de seu casamento com Maron e todos os escândalos e prejuízos, tanto financeiros quanto a sua imagem pessoal, que vieram com isso. Maron era uma atriz e a verdade é que Trunks sempre soube que não acabaria bem, ela sempre foi inconsequente, impetuosa e cheia de casos, ele ainda tentou alertar o amigo, mas ele estava apaixonado e se casou. Goten passou quatro meses miseráveis após o término de seu breve casamento e agora começara a sair novamente, mas estava perigosamente magoado, eles eram amigos há anos e ele nunca olhou para Bra, era apenas a irmã pirralha de seu melhor amigo, mas naquela noite, ele não conseguiu esconder a admiração ao vê-la, estava magnífica, e mesmo não tendo estendido sua conversa com ela, as poucas palavras trocadas provocaram-no. Bra sempre tivera uma queda pelo amigo do irmão, mas ele sempre estava acompanhado e depois casou-se e ela sempre via que ele nunca a olhava com interesse. Mas naquela noite ela não passaria despercebida por ninguém, Yamcha, seu ex namorado estaria lá e ela queria mostrar o quanto estava bem sem ele, e para sua surpresa Goten a recebeu na beira da escada quando ela desceu, e até dançou uma música com ela, trocaram umas poucas palavras sobre o cotidiano de ambos, mas fora o mais próximo que ela já havia chegado dele e estava feliz, fora a cara que Yamcha fez ao vê-la dançando com Goten com seu vestido tomara que caia vermelho bordô colado, que delimitava todas as suas curvas com perfeição e finalizava em uma cauda de sereia que a deixava absurdamente provocante.

No dia seguinte Trunks foi cedo para casa, estava pronto para enfrentar a fúria de sua mulher, e nem iria para a empresa para não estressá-la mais, queria mimá-la e ver se melhorava o humor. Seu apartamento ficava no centro comercial da cidade, longe da mansão, e uma forte chuva começou, e que provavelmente se estenderia por todo aquele dia, seria um dia perfeito para ficar com ela e tentar domar a fera.

Ele chegou em casa e para sua surpresa a esposa não estava enfurecida, parecia feliz até, ela o recebeu com carinho e os dois passaram um ótimo dia juntos. Ele brincou com a barriga da esposa, fizeram vídeos divertidos para Keiko, pareciam mesmo ter voltado as boas e ele estava aliviado em ter Pan de volta. Era início da noite a tempestade ainda continuava sem trégua e Pan sentou-se ao lado do marido na cama, ele via algum filme na televisão, ela acabara de falar com o pai no telefone e parecia nervosa.

                -              Amor, eu queria muito ir na casa dos meus pais hoje, mamãe está com uma gripe forte e eu estou um pouco preocupada.

                -              Quer que eu encaminhe médicos pra lá? – perguntou ele dando atenção a ela.

                -              Eu quero vê-la, eu sou médica se você não lembra. – disse ela divertida.

                -              Está um tempo horrível lá fora, e a casa dos seus pais é nas montanhas amor, você mesma disse que não queria pegar estrada, mesmo que fosse pra casa dos seus pais esses dias que fechou o nono mês. – disse ele calmamente.

                -              É eu sei que eu disse, mas eu não sabia que a mamãe estava doente. Papai me escondeu isso e agora estou angustiada para vê-la. Além do mais eu já estou há dias trancada nesse apartamento, ele é grande, mas eu já estou me sentindo enjaulada. – disse ela em tom de reclamação, porém calmamente, não queria mais brigas.

                -              Está bem, nós vamos, mas dormiremos lá está bem? Não acho bom passarmos tanto tempo com você assim no carro.

                -              Está ótimo, vou avisar para prepararem o quarto. – disse ela animada pegando o telefone, mas ao se levantar da cama sentiu uma forte pontada nas costa e parou. O marido a olhou preocupado, mas ela sorriu logo. – Está tudo bem, só levantei rápido e Keiko pesou demais de repente. – disse ela calmamente.

Eles saíram, a chuva caía sem dó e o trânsito estava caótico, Trunks praguejou mentalmente, onde estava com a cabeça em concordar com aquilo, mas seguiram. A chuva parecia piorar e raios caiam e assustavam Pan a cada minuto. Trunks observava cada reação da esposa, percebeu que ela não parecia confortável e que tocava na base de seu ventre com frequência, mas Pan era médica e jamais se colocaria ou colocaria Keiko em risco.

Eles estavam subindo a montanha, o tempo parecia piorar a cada minuto e cubos de gelo começaram a cair e ele praguejou.

                -              Porra! Granizo, teremos de parar. – disse ele pensando que a pista ficaria lisa e perigosa.

                -              Não, acione a tração e vamos seguir devagar querido. Estamos tão pertinho – disse Pan vendo que não havia nada ao redor na estrada.

Ele o fez e seguiram em frente, mas foi na curva fechada a beira da montanha já bem próximo da casa dos pais de Pan que tudo aconteceu rápido demais. Um caminhão surgiu na contra mão e ao tentar desviar o carro rodopiou na pista lisa e molhada e bateu fortemente contra a mureta da beira da estrada. Os airbags acionaram, mas o impacto pegou a lateral do carro, o lado de Pan. O homem ficou atordoado por um tempo, e conseguiu sair do carro, o motorista do caminhão havia seguido, mas um outro carro já parava e um homem desceu e correu até ele.

                -              Você está bem? Já chamei o resgate assim que eu vi o acidente. Aquele filho da puta nem parou. – disse o homem aproximando-se e vendo Trunks tentar rodar o carro para tirar Pan que estava desacordada.

                -              Minha mulher está aqui. – disse ele preocupado ao vê-la apagada.

O homem então entrou pelo lado de Trunks e esvaziou o balão dos airbags, com cuidado desvencilhou Pan de seu cinto sem mexe-la. Ele chamou por ela e ficou sem resposta, uns poucos minutos depois, que pareceram horas, o resgate finalmente chegou e os paramédicos a retiraram do carro imobilizada.

Trunks assistia tudo extremamente aflito, agradeceu o homem, lhe entregou o seu cartão de visitas e embarcou na ambulância para o hospital. No caminho a esposa despertou.

                -              O que houve. – perguntou ela, mas imediatamente ela se encolheu com uma forte dor na costa.

                -              Sofremos um acidente. – respondeu ele tentando acalmá-la.

                -              Cadê o monitor fetal? – perguntou ela desesperada ao paramédico.

                -              Acalme-se, você está entrando em trabalho de parto e está tudo bem, estamos levando-a para a maternidade. – disse o calmo paramédico e ela se tranquilizou um pouco.

Na maternidade os médicos fizeram todo o atendimento inicial rapidamente, os danos pareciam muito leves, e os médicos informaram que os airbags salvaram o casal, e tudo parecia bem,  Pan foi encaminhada para um quarto para monitoramento e aguardava uma ultrassonografia para avaliar o líquido amniótico, Trunks já estava mais calmo e começava a avisar os parentes sobre o que havia acontecido quando a esposa gemeu e chamou por ele.

                -              Amor, eu estou tonta, chama o médico, depressa. – disse ela começando a ficar pálida, mas nem precisou, o médico entrou no quarto com o aparelho de ultrassonografia, mas ao ver a moça extremamente pálida ele correu para acudir e apertou insistentemente um botão vermelho.

                -              O que está acontecendo? Perguntou o marido assustado.

Pan começou a vomitar e parecia desorientada e não parecia respirar bem. Vários médicos e enfermeiros entraram e Trunks viu Pan começar a convulsionar.

                -              Me digam o que está havendo com a minha esposa. – berrou ele, mas alguns enfermeiros começaram a tirá-lo do quarto e ele viu de relance um médico pedir para trazer uma maca e encaminhá-la para o bloco cirúrgico.

Ninguém dizia o que estava acontecendo, os médicas saíram correndo com Pan para o bloco. Trunks correu atrás mas foi contido por seguranças e alguns minutos depois um médico que mais parecia um estagiário apareceu.

                -              Senhor Briefs, vamos precisar operar sua esposa imediatamente... – E assim começou uma explicação clínica vasta, que o homem não entendia e não conseguia se manter atento, apenas entendeu que algo havia se rompido, que algo estava nos pulmões da esposa e que quando Keiko se movimentou tudo havia piorado. – Senhor Briefs o senhor entendeu o que eu acabei de explicar? – perguntou o médico.

                -              Eu posso...

                -              Senhor esses quadros são raros e muito complicados, e preferíamos que o senhor não entrasse no bloco cirúrgico, sua mulher está inconsciente e...

                -              Eu preciso vê-la, por favor. – implorou Trunks.

                -              Por favor, só não pergunte nada ali, pergunte depois que tudo acabar, temos um acordo? – perguntou ele com pena de Trunks, e ele meneou com a cabeça grato.

O médico suspirou e alguns poucos minutos depois entrou acompanhado gerando estranheza na equipe que já havia iniciado o procedimento cirúrgico. O marido de Pan foi posicionado ao lado da cabeça da mulher que estava desacordada, ele observou quieto que haviam dois anestesistas, reconheceu pelos pijamas de cor lilás, símbolo dos anestesistas, e um arrepio lhe transpassou com uma lembrança da mulher explicando o quanto o quadro era grave quando se precisava de dois anestesistas.

Foi tudo muito rápido, Keiko nasceu completamente roxa, parecia morta, e não chorou, Trunks se emocionou ao ver a filha, mas ela foi levada rapidamente para uma tentativa de de reanimação quando o cirurgião olhou para o anestesista que monitorava atentamente os gráficos do monitor e disse:

                -              Conseguimos aqui.

                -              Já mandei chamar o neurologista, não estou tendo resposta neurológica. O choque está avançando.

Em seguida, um apressado médico entrou na sala cirúrgica bem na hora que colocaram Keiko em um carrinho e estavam saindo rapidamente:

                -              Levaremos ela para a UTI neonatal, conseguimos reanimar, mas não temos reflexo adequado ainda. – disse o pediatra ao colega que afirmava com a cabeça quando Trunks se aproximou do médico recém chegado e  perguntou o que estava acontecendo com o bebê?

                -              Como assim o que está acontecendo? Não estudou não? – perguntou ele de forma arrogante achando tratar-se de um interno, já que em casos daquela gravidade ninguém da família entrava durante o procedimento. – A pirralha já matou a mãe, pelo menos uma temos de tentar salvar.

Trunks ficou petrificado por um instante com o que o médico havia acabado de dizer e antes que qualquer um pudesse intervir ele acertou um forte soco na face daquele médico que caiu violentamente no chão com sangue escorrendo pelo canto da boca. Todos correram para conter os homens e Trunks foi sedado como um animal em fúria e retirado dali.

Os olhos negros observavam atentos a respiração agitada do filho. Vegeta estava sentado em uma cadeira ao lado da cama que Trunks estava quando o filho despertou quase num salto chamando pela esposa. O pai aproximou-se do rapaz e depois pedindo calma e dizendo que ele estava ali e que o filho estava seguro agora. Trunks respirou fundo algumas vezes e se acalmou.

                -              Pai, o que aconteceu? – perguntou ele sentindo o quarto todo girar e o equilíbrio lhe faltar,  e foi amparado por Vegeta.

                -              Primeiro acalme-se, beba isso. – disse Vegeta entregando um copo com alguma medicação amarela para que o filho bebesse.

                -              O que é? – perguntou ele pegando e cheirando o estranho líquido.

                -              Você foi sedado ontem, uma dose forte, isso vai te fazer sentir menos os efeitos. – respondeu ele. Vegeta não estava com uma cara boa, o filho percebeu, mas bebeu sem discutir e voltou a deitar-se, parecia procurar na memória o que dizer quando o pai disse:

                -              Até onde você se lembra?

                -              Tivemos um acidente, onde está Pan? – perguntou ele se exaltando novamente, mas o pai o conteve.

                -              Você não lembra de mais nada?

                -              Uma sala, muitos médicos, uma correria, eu não sei... Pai como está a Pan, onde ela está? – perguntou ele aflito quando sua mãe entrou no quarto, Bulma parecia desolada.

                -              Querido, como você está? – perguntou ela o abraçando e olhando para Vegeta que meneou negativamente com a cabeça.

                -              Eu estou confuso, eu não lembro de ontem e... – nesse momento o médico em quem Trunks havia batido entrou e o homem rosnou, uma raiva intensa subiu, mas Vegeta o conteve.

                -              Senhor Briefs, eu sou o doutor Maki Gero, sou neurologista e atendi o caso de sua esposa ontem. – o tom do médico era muito formal e frio, o que estranhamente acalmou Trunks, ele sequer compreendia a raiva que sentiu quando esse entrou.

                -              Como ela está doutor? – perguntou ele respeitosamente, mas não pode deixar de observar o inchaço no rosto, como se o médico houvesse apanhado.

                -              Senhor lamento informar, mas sua mulher apresentou um quadro de embolia pulmonar que evoluiu para choque e óbito, tentamos tudo, mas infelizmente o corpo dela não resistiu. Minhas condolências. – disse o médico tristemente.

Bulma abraçou o filho e começou a chorar e Vegeta apenas observou seu primogênito, ele pôs a mão no ombro do filho em apoio, mas o homem não piscava, entrou em choque. O médico pediu licença e saiu, Bulma foi atrás, tinha milhões de perguntas a fazer e deixou Vegeta com o filho que não se mexia ou expressava qualquer reação.

                -              Trunks. – chamou o pai.

                -              Pan... – disse Trunks em voz baixa e algumas lágrimas começaram a cair por seu rosto.  E em seguida o homem gritou o mais forte que pode: - Pan! – chorou descontroladamente, e o pai o abraçou, o homem retribuiu o abraço e se agarrava ao pai como uma criança.

Alguns minutos se passaram e Trunks estava mais calmo, uma médica entrou no quarto e o viu sentado com o pai ao seu lado na beirada da cama com a cabeça baixa, estava devastado.

                -              Senhor Briefs, eu sou Nara, eu sou pediatra. Lamento imensamente sua perda. Eu estou cuidando de Keiko, sua filha.

                -              Keiko... – disse ele de forma quase inaudível e Vegeta pode jurar que sentiu raiva na voz do filho.

                -              Sim, sua filha. Ela está...

                -              Fique com ela se estiver viva. – disse Trunks levantando seus olhos, pareciam extremamente sombrios, emanavam raiva.

                -              Desculpe senhor, eu não entendi. – disse a médica assustada ao ver ele se levantar.

                -              Eu quero essa menina longe de mim. Livre-se dela se estiver viva. – disse ele levantando e saindo do quarto deixando a médica e o pai completamente sem reação.

 

Continua...

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem pra eu saber o que acharam.
Obrigada por lerem.


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