História Reconstruindo a vida ao seu lado - Gerlili - Capítulo 48


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Personagens Germano Monteiro, Liliane "Lili" de Bocaiuva Monteiro, Personagens Originais
Tags Gerlili, Pasmartins, Totalmente Demais
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Palavras 4.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii genteeeeeennnn!!
Por poucos dias quase foram 2 meses sem postar.
Mil desculpas... Mas é que eu sou uma pessoa que sempre vai deixando para o outro dia e quando vi, fez mais de 45 dias.
obrigada por estarem presentes.
Apaguei e escrevi o capítulo hoje, desculpem qualquer coisa!
Boa leitura!

Capítulo 48 - 48. Segredos obscuros


 

   "Foi a Sofia, foi a Sofia, foi a Sofia, a Sofia, a Sofia, a Sofia, Sofia, Sofia, Sofia, Sofia..." - aquelas palavras não param de rodar na cabeça dele. Ele se encontra atônito, extasiado, perdido no próprio mundo, analisando aquela frase olhando para o nada. 

   Acreditar em quem? Uma era sua filha de sangue, a primeira, a que criou e colocou todas as suas esperanças, mesmo sabendo de todas as suas falcatruas do passado, não poderia crer que ela seria capaz de fazer ou até mesmo falar barbaridades como aquilo. Até porque ela está sem memória... Ou não? E a outra... A outra também era sua filha, uma criança de apenas 5 anos, que está consigo a pouco tempo, que tem medo do escuro e possui uma mente muito fértil, sonha muitas coisas e é capaz de criar histórias, mas não de mentir algo tão sério. Ou seria capaz por ciúmes? 

   Uma decisão muito difícil a ser tomada e a ser pensada seriamente. 

- Pai? Papai? - Ana fica em pé na cama de frente pra ele e sacode seu braço preocupada. - paaiii!!!

  Germano desperta e desce o olhar pra ela relaxando a expressão ao vê-la com o semblante assustada. Ele abre os braços e imediatamente ela se aconchega em um abraço apertado e carinhoso. Ficam nesse posição por um tempo e assim que ele a sente mais calma, a separa do abraço e limpa as lágrimas e os vestígios da mesma na bochecha gorducha.

- Filha... - a analisa aproveitando que a menina está de calcinha em sua frente, procurando mais marcas que possam mostrar que ela foi judiada - olha para o papai... - Ana assim faz fungando o nariz - está mais calma? - questiona mantendo a firmeza, mesmo sabendo e sentindo não estar. Ela acena a cabeça - o que mais a Sofia falou pra você? - pergunta temendo a resposta. 

- ela disse que a mamãe prefere ela do que eu que não vim da barriga, mas não é verdade papai, a mamãe disse que me ama igual o Fabinho e o Luiz! - começa a explicar sentindo os olhos arderem novamente. 

- tá tudo bem meu amor! Vamos por o pijama! - pega a calça e vai colocando na mesma. - a mamãe não viu esses dodóis em você? - pergunta mantendo a calma terminando de vestir a peça de baixo. 

- não papai! Eu toma banho sozinha com ela, porque ela não dá mais banho em mim, por causo do bebê. - justifica firme, mas triste. 

- é verdade! Mas depois que o bebê nascer vai ficar tudo bem e vai voltar ao normal. E a Sofia filha, ela falou ou fez algo mais? 

  Ana fica indecisa em contar e ele percebe afirmando que ela não precisa ter medo de nada. 

- ela não gosta de mim papai. Ela é mau! - explica atravessando a cabeça na blusa. Germano apenas ouve com um aperto no peito, suspeitando quase na certeza de que é verídica a história - ela... - para e olha na dúvida. Ele a encarar esperando a resposta - hoje eu vi ela mexendo numa caixinha atrás do quadro no quarto do senhor. - revela inocente sem saber o impacto que àquilo causa no pai. 

- no meu quarto filha? - questiona incrédulo entendendo onde ela quer chegar. 

- sim papai. Ela não viu eu, mas eu sei que se ela via ia apertar meu braço igual fez depois! Aí eu sai rapidinho, mas depois ela viu eu na cozinha e apertou forte... - mostra o braço. 

   Ele olha atônito pra ela e crava o olhar observando que seus olhos castanhos e pequenos enchendo novamente de água. 

- ela falou que... Que eu ia ficar sozinha de novo. Que todo mundo ia morrer igual minha outra mamãe... 

  Germano arregala os olhos e sente a garganta secar, a salivar travar, o corpo perder a força e sua pele empalidecer. Como assim todo mundo ia morrer? 

Antes que pudesse registrar as palavras da menina, Ana continua mais aflita e chorando novamente forte. 

- ela falou papai que não era pra eu fala nada. Se não... Se não vai machucar você... A mamãe e o bebê! E eu vou ficar sozinha de novo... - revela chorando forte novamente. 

  Germano a encara assustado e ao mesmo tempo com raiva sentindo seu mundo desabar.

- ela falou papai! - afirma em meio ao desespero.

  Estica o braço pedindo um abraço e  ele ainda agindo automaticamente a pega no colo e a aperta forte contra seu corpo sentindo as lágrimas de Ana molhar sua camisa. E ficam assim sem falar nada, ela apenas chorando e ele tentando mastigar as últimas palavras da menor.

   Não poderia ser verdade, não que Sofia não fosse capaz de fazer coisas terríveis como fez no passado, mas a ponto de ser uma assassina?! Será? 

 - eu falei papai que ela é mau, mas ninguém acreditou! - Ana expõe entre um soluço e outro apertando o abraço despertando Germano para a realidade- eu não quero voltar pra rua e nem ficar sozinha! Eu gosto daqui! 

- Aninha... - afasta ela e tira uma mecha de cabelo que está grudada em sua bochecha - calma meu amor! O papai não vão deixar nada acontecer com ninguém. 

- verdade? - pergunta ainda temerosa o encarando. 

- claro que é verdade! Eu vou proteger todo mundo e você nunca mais vai voltar pra rua. Não se preocupe, você é minha filha e da mamãe sempre. Tá bom? 

  Ana o olha e balança a cabeça fungando o nariz. 

- Limpa as lágrimas! - ordena carinhoso e ela faz enquanto ele explica cuidadoso - o papai ama muito todos os filhos dele. Ama você, ama o Fabinho, a Eliza, o Luiz e a Sofia também. Todos iguais. A mamãe também ama muito todos igualmente. Ela vai ficar muito triste se descobrir que a Sofia fez essas coisas, ainda mais agora que o Luiz vai nascer... - Ana acena a cabeça compreensiva - então o papai precisa ver e ter provas...

- o que é provas? - questiona curiosa. 

- são coisas que a gente possa mostrar pra mamãe, para ela acreditar em nós. Pra ela não pensar que é mentira. Aí a gente mostra e ela vê que é verdade. Como fotos, vídeos ou até ela ver. Entendeu? 

- Hum rum... - balança a cabeça demonstrando estar mais calma. 

- não quero mais que você fique sozinha com ela e nem que ela te machuque. Se ela te fazer dodói se conta pra mim tá? 

- tá bom! Você vai brigar com ela né papai? 

- vou sim meu amor! Se você ver mais alguma coisa conta pra mim? Ok? 

- ok! - responde mais animada. 

- vai ser um segredo nosso, não fala pra ninguém! Nem pra Sofia, finge que eu não sei e nem pra Lola lá na salinha. 

- nem pra ela? Mas ela fala pra mim falar tudo, que não pode guardar nada. 

- não filha, nem pra ela! Só nós dois tá? Pra gente pegar a Sofia rapidinho e pra mamãe não ficar triste. 

- tá bom! - abre um sorriso não tão largo e logo depois boceja. 

- agora vamos dormir! Já está tarde pra você estar acordada. - afirma pegando ela no colo e levando para deitar na cama. 

- mas amanhã é sábado papai, não tem aula! - tenta relevar. 

- não importa mocinha, criança tem que estar na cama cedo. Vai dormir! 

- deita aqui comigo papai? Não quero ficar sozinha. 

- deito meu amor! Até você dormir. - expõe puxando a coberta e a cobrindo. 

- conta uma história de princesa? - pergunta pidona com os olhos vermelhos. 

- conto! Hoje você merece. E amanhã se perguntarem por que seu braço tá dodói, você fala que bateu em algum lugar, tá bom? 

- tá bom! - confirma vendo Germano deitar ao seu lado e se acomodar. Ela sorri satisfeita e mais tranquila. 

- era uma vez, uma princesa muito linda... - começa a contar uma história, mas na verdade seus pensamentos estão em outro lugar e em pouco tempo Ana dorme pelo cansaço e ele agradece a Deus por isso. 

   O diretor observa Ana dormir tranquilamente, seu peito subindo e descendo em um ritmo calmo. Quem vê a cena não imagina que a menina na verdade estava sendo ameaçada durando os últimos dias. 

   Culpa! É isso que ele sente no momento, não que tenha acreditado 100%, mas a veracidade e os fatos diziam por si só. Sofia aparece do nada depois de ser dada como morta dizendo ter perdido a memória e explicando uma história um pouco sem nexo, entra em casa e tem livre acesso sem desconfianças. Mesmo sendo a primogênita do casal, era algo a se desconfiar ainda mais pelo caráter duvidoso antes da suposta morte. Além do mais, Ana não mentiria em algo tão sério, não é de seu feitio mentir, ela só estava tentando avisar o tempo inteiro. A felicidade do retorno de Sofia vendou o óbvio... A primogênita do passado nunca existiu e que ela poderia muito bem estar fingindo. 

- me desculpe filha! Eu vou proteger vocês, nem que para isso tenha que dar minha vida - afirma sozinho logo depois dando um suspiro e olhando Ana dormir serenamente. 

  Ele levanta, deposita um beijo na cabeça da criança e sai sem fazer barulho. Enquanto caminha para a suíte do casal, abre os botões da camisa sentindo as costas e o ombro tenso, além da cabeça fervendo. 

  Ao chegar na porta do quarto, seu rosto relaxa e o semblante sério dá lugar a um pequeno e simples sorriso ao mirar em sua frente uma linda cena da esposa. Lili apenas de calcinha em frente ao grande espelho do quarto e de costas para ele, passando hidratante em sua barriga vagarosamente enquanto fala com o filho. 

- Falta pouco tempo para ver seu rostinho filho! - conversa calm 

  Germano já sem camisa suspira e encosta na porta, observando o comportamento e o corpo de Lili que mesmo mais cheia, continua linda. Ele fica nessa posição um tempo, a admirando sem ser notado e por esse tempo esquece o que acabou de viver. 

   Vendo-a concentrada no que faz, caminha vagarosamente até ela e rodeia os braços em sua cintura carinhosamente depositando suas mãos sobre seu ventre. Ela automaticamente sorri e leva as próprias mãos por cima das dele. 

- demorou... - pronúncia dengosa o mirando através do espelho.

- adoro essa essência de morango do seu hidratante. 

   Afunda a cabeça no cabelo dela inalando o perfume ludibriado a fazendo arrepiar e fechar os olhos pelo gesto. Logo depois ele se afasta e deposita a cabeça em seu ombro a encarando pelo reflexo. 

- está tudo bem? - fecha o semblante o percebendo diferente. 

- estou! Só uma dor de cabeça chata! - responde calmo. Ela estranha, mas não fala nada. - eu vou tomar um banho, já volto! - sorri a mirando pelo reflexo, recebendo um leve aceno com a cabeça. Deposita um beijo em seu ombro e desvencilha-se indo para o banheiro. 

   Em baixo do chuveiro, fecha os olhos sentindo a água morna cair no rosto e depois nas costas tentando relaxar, porém em vão. As palavras da filha não saem da cabeça, fazendo ela doer ainda mais e depois de longos minutos,  desliga o chuveiro saindo do banho com uma ideia. Veste um cueca box branca e anda em direção a cama, onde se encontra Lili já deitada com uma camisola de seda rosa bebê.

- amor? - aproxima-se já falando e tirando a atenção dela do livro que lê. - o que é isso? - nota um prato com um remédio e um copo d'água ao lado da escrivaninha. 

- seu remédio! Não está com dor de cabeça? 

 Ele acena e sorrindo leva a cápsula a boca engolindo junto com a água fresca.

- obrigado! - agradece a empurrando a coberta e deitando na cama. Enquanto isso ela deixa o livro na mesinha e observa ele se arrumar. 

- vem aqui... - chama abrindo os braços. Prontamente ela faz, deitando a cabeça em seu peito ainda sentada com ele. Germano acaricia seu cabelo. 

- aconteceu alguma coisa? Você estava feliz! Não gostou da nossa noite? - pergunta preocupada. 

  Ele sorri a vendo tão fragilizada. 

- nossa noite foi perfeita! - responde calmo, porém firme passando segurança. 

- então o que foi? Você está estranho. 

- é que enquanto esperava Ana dormir fiquei pensando em Sofia. E me veio uma ideia... 

- Hum? - incentiva ele a continuar. 

- porque não marcamos um psicólogo pra ela? Sei lá, ajudar ela a se encontrar, se sentir bem com essa família? 

  Lili se move em seu abraço e levanta cabeça o encarando com um sorriso. 

- acho uma ótima ideia Germano! Vai ajudar muito. - ao concordar, retira um sorriso maroto do rosto do amado - você é um ótimo pai! - revela carinhosa- obrigada por se importar tanto! - agradece sendo sincera.

  Abaixa o olhar para a boca dele automaticamente e se estica grudando seus lábios calmamente. Se afastam em poucos segundos se encarando, a respiração mais agitada que antes e ele surpreso, novamente gruda seus lábios segurando a nuca dela, enquanto ela tem a mão sobre seu peito como apoio, podendo sentir as batidas aceleradas do coração. O beijo continua calmo, porém agora mais intenso e rapidamente o diretor fica excitado. Se afastam quando o ar se faz presente depois de longos segundos. 

- eu te amo Lili! - pronúncia rouco a olhando no fundo dos olhos. 

  Ela sorri sem mostrar os dentes e responde. 

- eu também te amo Germano. 

  Voltam a se beijar apaixonados e durante o ato Lili desce a mão vagarosamente trilhando seu peito até sua virilha. Ele arfa sentindo a mão em seu membro ereto e abre os olhos parando o beijo. 

- e melhor a gente parar por aqui Lili... Você não pode e eu não quero ter que tomar um banho frio... - sua voz sai rouca e gagueira.

  Ela aperta por cima do fino tecido o encarando também e o fazendo gemer fechando os olhos. 

- hoje merecemos uma comemoração! Eu não posso, mas você pode. - afirma sensual apertando novamente. 

- Lili... - murmura já perdido em desejo - você... -  busca força para negar, porém esquece de tudo ao sentir ela tirar seu membro da calça e ver ela morder o lábio inferior, deixando-o ainda com mais tesão. 

- Apenas relaxe Germano e deixe eu te fazer gozar! - sussurra sexy do jeito que sabe ser o fazendo delirar. 

- só não se esforce muito! Vou adorar só sua mão. - pede preocupado, mas ao mesmo tempo excitado de vontade. 

  Fecha os olhos e reencosta melhor na cabeceira da cama, sentindo-se seguro com o bem estar dela.

  Se ajeitando melhor usando o corpo dele como apoio, ela leva a mão a boca, cospe umedecendo e se estica sentindo o pau dele pulsar de tesão. Sorri maliciosa e ao mesmo tempo orgulhosa de apenas com um beijo o fazer ficar duro. 

  Volta a se concentrar no que tá fazendo e apalpa com jeito descendo  a mão vagarosamente o ouvindo gemer.

- que saudades de você Lili... - murmura rouco.

  Ela aumenta o ritmo na sequência, leva os lábios até perto da orelha dele e sussurra maliciosa. 

- estou parada na sua frente apenas de sutiã e calcinha fio dental de renda branca... - Seu hálito sai fresco pela pasta de dente e ele arrepia no mesmo instante - você está deitado na cama me encarando louco de tesão. Então começo a tirar o sutiã devagarzinho e você admira meus peitos louco de desejo. Me aproximo, subo na cama e paro em sua frente te mandando descer a calcinha e você rasga com força me puxando e me beijando feroz. Me deita na cama, desce os beijos do meus lábios até o meu queixo... 

- Hum rum... - ele incentiva perdido em tesão sentindo a mão dela em um vai e vem frenético. 

- então desce para o meu peito e começa a chupar e massagear com muita vontade. Leva a mão até minha vagina a sentindo bem molhada! Olha o que você faz comigo! Ooh Germano! - geme o nome dele sabendo que o diretor adora isso - e você começa a me tocar e girar seus dedos me deixando louca. Então eu clamo completando excitada... Entra em mim Germano, entra com força! E você devagarzinho entra em mim e eu gemo gostoso! - diminui o movimento da mão, já se sentindo cansada, porém não demonstra e continua - MAIS RÁPIDO AMOR... OOH! - Germano ouve tudo imaginando a situação, respirando rapidamente - você por cima de mim, chupa meus peitos com vontade e estoca com força... 

- mais rápido Lili! - murmura pressionando os olhos com força. Ela sorri adorando o momento e aumenta a velocidade sabendo faltar pouco para vê-lo esguichar. 

- estamos suados de prazer e você me põe de quatro entrando em mim me fazendo delirar com sua voz de comando. Eu sinto minha respiração acelerar assim como a sua e então... - o vendo arfar com mais força presume estar chegando ao seu limite e então retarda o movimento. 

- Eu vou go... Gozar Lili! - expõe gaguejando. 

- olha pra mim! - manda e os dois se encaram por um momento antes dele fechar os olhos pressionando e ela sentir o líquido escorrer por suas mãos. 

  O peito dele sobe e desce rapidamente e ela admira cada detalhe de seu rosto e corpo. 

- você... Você está bem? - questiona preocupado. 

- estou! - responde com um sorriso sentindo-se cansada. 

  Ele se aproxima e a beija com carinho encerrando a noite. 

  Final de semana chega e com ele o sol quente da manhã. Na mansão da família Bocaiuva Monteiro todos se encontram na mesa tomando café da manhã. 

  Germano se encontra na ponta do móvel distraído observando todos, principalmente Sofia, trocando algumas vezes olhares com Ana e pensando perdido em como a jovem consegue ser tão fria e dissimulada a ponto de querer machucar a própria família. 

  "ela só pode ser psicopata" - conclui encarando a filha agir normalmente. 

- Ué pai, não vai pra Bastille agora de manhã? - o filho homem mais velho questiona largando a xícara de café na mesa ao ver o pai de camisa simples e bermuda, despertando o mais velho dos próprios pensamentos. 

- hoje não meu filho! Além de termos o churrasco aqui em casa com o pessoal, quero diminuir minha carga de trabalho e curtir mais a família. - sorri o encarando e depois olhando para a esposa que pisca para ele com o xícara de chá na boca. 

- quem vai fazer o churrasco papai? - Ana questiona curiosa sentada ao lado da mãe e de frente para Sofia. 

- o Jamaica e o Fabinho vão cuidar dessa parte! - Germano afirma em resposta pra filha que apenas concorda- Sofia, filha... - começa após receber um olhar da esposa e chamar atenção da mais velha. 

- Oi pai! - cumprimenta lhe dando o sorriso mais falso, sendo apenas percebida por ele e Ana na mesa. 

- filha, eu e sua mãe andamos conversando e decidimos colocar você em um psicólogo! - afirma a encarando esperando sua reação que é a que ele esperava. Sofia que toma um suco de laranja se engasga com a surpresa e tenta contornar a situação, sabendo que aquilo estragaria seus planos. 

- psicólogo papai? Acho desnecessário! Só com o contato de vocês eu já vou me recuperar. - tenta, porém Lili insiste. 

- filha você passou por tanta coisa e um psicólogo vai ajudar muito! Aceita por favor... Por mim, por nós! 

  Diante da situação em que todos a miram esperando uma resposta, ela pronúncia. 

- eu aceito! Mas só se eu puder escolher meu psicólogo e ir sozinha. Se for pra mim conversar, quero ter privacidade. 

  Lili morde o lábio inferior indecisa com a proposta, olha pra Germano que também tem o mesmo sentimento, mas ao contrário da mulher que é preocupação, ele é desconfiança. 

- Tudo bem Sofia! Confiamos em você. Só quero que você vá mesmo. - Lili responde segura. 

  Aproveitando a oportunidade de sair sem ninguém, Sofia tem a ideia de nesses horários se encontrar com Jacaré para combinar os planos certinho e se amarem. 

  O almoço não demora a chegar e neles se encontram além da família: Eliza e Jonatas, Paola e Henrique, Jamaica e Lu e lógico sem exceção, Cassandra. 

- Boa tarde família linda! - a jovem é a última a chegar junto com Fabinho que foi buscá-la. 

  Todos sorriem com seu jeito e a cumprimentam. 

  Lili se encontra sentada em uma das cadeiras de praia embaixo de um guarda sol, observando Germano e Ana conversarem de longe. 

- Você fica de olho na Sofia filha! Qualquer coisa é só contar pra mim. - pede para a mais por enquanto. 

- tá bom papai. Falo sim! - responde orgulhosa de poder ajudar o pai e ao mesmo tempo com medo da irmã mais velha. 

- não fala nada pra ela que eu tô desconfiado e se ela fizer mais alguma coisa com você me fala! - Ana acena a cabeça e sai para brincar balançando seu biquíni rosa. 

  Germano volta para o lado de Lili e senta na mesma cadeira de praia. 

- algum problema com a Ana? - questiona entregando o protetor para ele. 

- não! Nenhum... - responde depositando um pouco em sua mão e levantando? - é só que pedi para ela tomar cuidado com a piscina. - explica passando o creme em suas costas enquanto aproveita para massagear. 

- tem certeza? Você sabe que ela sabe nadar muito bem! - expõe desconfiada. 

- tenho sim! Falei pra ficar de olho na Elisa que também não sabe nadar. 

- Hum! - simplesmente responde não satisfeita com a resposta, Eliza se aproxima com um caipirinha na mão. 

- tomando filha? - Germano questiona incomodado. 

- ah pai, foi a Sofia que preparou, não tive como recusar! - sorri para Germano levando o canudo a boca. 

- ela já é maior de idade Germano! Não é mais uma criança. - repreende Lili segundo o copo de suco de laranja trago pelo marido minutos atrás. 

- é verdade pai. Criança aqui é só a Ana e esse meninão aqui! - afirma se aproximando e ajoelhando ao lado da barriga da madrasta. - oi irmãozinho! Sabia que você vai chegar em uma família maravilhosa. É tem muita gente que já te ama e vai te paparicar muito. É eu vou ajudar a cuidar de você, igual ajudei meus outros irmãos Carlinhos e Deise. Fica bem e vem logo! - beija a barriga de Lili que sorri admirando a enteada. 

- eu realmente vou precisar da sua ajuda Eliza! Já nem lembro mais como trocar uma fralda. Faz tanto tempo! - afirma insegura. 

- é lógico que ajudo dona Lili, vou a adorar trocar e fazer o Luiz dormir. - acena com a cabeça. 

- essa é minha filhota! - Germano elogia abraçando Eliza e a puxando para um dança, pois de fundo toca forró. 

  Ela ri, assim como Germano e Lili. A cena é observada por Sofia com ódio que não gosta nada da intimidade de Eliza com os pais. 

  Assim que terminam a dança, Lili bate palmas rindo do espetáculo, se virando para conversar com Paola que se aproxima durante a dança. 

- você dança muito bem minha filha! - elogia Germano se afastando. 

- eu tive o melhor professor. - explica olhando para Jonatas que a mira e lança uma piscada para a namorada.

- amor, pega mais suco pra mim! - pede Lili esticado o copo. Germano pega e sai se afastando. 

  Sofia aproveita, olha ao redor e nota todos ocupados, Fabinho conversa com Jonatas e Jamaica, enquanto Henrique está no banheiro e Ana brinca com Cassandra, sem saber que é observada pela menor. Aproveita o momento de solidão da irmã e se aproxima puxando assunto. 

- está bom a caipirinha Eliza? 

- está sim! Uma delícia... - sorri. - não sou acostumada a beber, então já tô um pouco alterada. - revela sem graça. 

- ah, eu entendo! Também não sou acostumada. E então como está a vida depois do concurso? 

- ah Sofia, está corrida! Mas não tenho o que reclamar... E você como está? 

- ah... Um pouco perdida ainda, mas tô me encontrando. Vamos ali na piscina!- sugere Sofia com más intenções. 

- eu não gosto muito de água! - responde tomando mais um gole do drinque. 

- não precisa entrar, vamos sentar na borda vem... - sai andando em direção a piscina que não tinha vista para mais ninguém. - coloca o pé na água que nem eu! - Sofia a guia fazendo-a sentar na borda consigo - mas me conte porque não gosta de água? 

- nunca aprendi a nadar. Aonde morava não, cresci não tendo contato com essas coisas e no concurso acabei me afogando em uma das provas. 

- Hum sim! Que pena. Eu acho que sempre gostei do mar, da piscina sabe... Eu sinto isso! - exclama com um sorriso tomando mais um gole do drinque assim como a outra. - Aí... - leva a mão a cabeça gemendo. 

- Sofia? Tá sentindo alguma coisa? - preocupa-se Eliza virando-se pra ela. 

- a minha cabeça.... Aiii! - exclama pressionando os olhos fechados, ficando mole e desfalecendo para o lado, derrubando Eliza na piscina. 

- Soco... Socorro... - a modelo se debate na água. 

  Desmaiada, porém fingindo, Sofia abre um pequeno sorriso maléfico se divertindo com a cena, ouvindo os apelos da irmã que na verdade quer morta. 


Notas Finais


Complicado postar! Aff
Se ainda tiver comentaristas por aí... Pfv, deixem sua opinião!
Novamente, mil desculpas pela demora!
Em breve eu volto.
Até 👋


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