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História Reconstruindo minha história - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boaaa, mais um cap. Aproveitemm

Capítulo 10 - Conta comigo


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo minha história - Capítulo 10 - Conta comigo

Pois é. Nesse momento estava lá eu, olhando para o loiro ao meu lado, sem entender o que eu havia dito errado. Falei seu nome errado?? Mas estava convicta de que seu nome era esse...
O maior olha a minha expressão confusa e diz colocando a mão na nuca: "Me desculpa, é porque você não me chamava assim antigamente..."
Olho para ele, me animando no mesmo instante. "O que??? Você se lembra de mim?? Achei que tivesse se esquecido, e ficaria estranho te tratar tão intimamente se você tivesse realmente se esquecido..."
Ele me olha e ri. Sim, ele ri. Não sei o por quê, mas ele continua rindo.
Debochado.
Ele para de rir e volta a me encarar dizendo: "Sério isso? Você é quem some do nada e cai de paraquedas no sétimo ano sem nem falar um a comigo, e sou eu quem esqueço de você?? Hahahahahahahaha." Me sinto meio desconfortável com aquelas palavras, tento me desculpar: "Me desculpa, Katsuki... Aconteceu muita coisa comigo nesse tempo que sumi..."
Ele para de rir no mesmo segundo que escuta minhas palavras, percebendo o quão mal eu estava, resolve perguntar: "Ei, tá tudo bem?"
Vendo que me deixei levar pelas minhas lembranças, chacoalho a minha cabeça e falo que sim.

Chegamos na sala, toca o sinal do primeiro intervalo. Ele nota que eu não estou muito bem e me convida: "Ei, bora conversar lá fora?" Penso um pouco e acabo apenas concordando com a cabeça, ele entra para pegar seu almoço, faço o mesmo. Explico tudo rapidamente e resumidamente para Izuku, que plantou do nada perguntando o que aconteceu e por que eu estava falando com Katsuki Bakugou.

Saímos da sala e vamos para o pátio, onde ficava a cantina e não tinham muitos alunos por perto.

Sentamos em um banco ali e começamos a comer. Percebo que ele estava um pouco impaciente, então pergunta: "O que aconteceu contigo pra ter ficado tanto tempo sumida assim?"
Então seria assim, ele estava visivelmente preocupado, mas tentava esconder a preocupação não olhando para mim. Ok, ok.
"Olha... Aconteceu muita coisa, não sei se vou conseguir te contar tudo." Ele finalmente me olha e pede para que eu prossiga: "'Tá tudo bem, pode contar comigo. Sei que só falei contigo hoje, mas eu tava tentando antes. Me desculpa ter demorado tanto." Olho para ele e digo balançando as duas mãos em minha frente: "Está tudo bem! Mas é porque... Eu não sei..." "Sério, pode contar comigo." Ele olha fundo nos meus olhos... provavelmente Bakugou não é de fazer isso... Começo a lhe contar: "Olha, foi assim, era um dia normal quando..." falo de tudo, assim como falei para Midoriya ( só não conto sobre minha individualidade, ou sobre como fugi do orfanato, acho melhor não tocar nesse assunto).
Enquanto contava tudo, Bakugou já não comia mais a comida, estava prestando toda a atenção que tinha na minha história. Quando a termino, ele guarda as suas coisas, assim como eu e diz: "Eu realmente não sabia, me desculpa Lua..." eu sorrio meio sem jeito e digo: "'Tá tudo bem, não tinha como você saber, e a culpa não foi sua." Ele sorri, acho que foi o sorriso mais sincero que já vi de Katsuki.
Sorri de volta.

A caminho para a nossa sala, ele me para no corredor e me diz: "Olha Lua... Sei que aqui não é o lugar mais adequado para dizer uma coisa dessas, mas conta comigo. Pode me chamar quando não estiver bem. A gente é amigo ainda, certo?"
Ele estava sendo gentil? Meu cosmos... Isso era real? Ele sempre tratava Izuku e os próprios amigos e amigas grosseiramente, por que comigo ele estava agindo tão diferente?? Será que o que eu contei a ele, de alguma forma, fez ele sentir pena de mim? Não é isso que quero que sinta de mim.
"Kacchan..." Seus olhos brilharam quando chamei-o assim? Bom, isso com certeza foi muito fofo. "Você não está com pena de mim, certo? Não é isso que quero que sinta de mim, ok?" Ele revira os olhos com um sorriso sarcástico no rosto. No que ele está pensando?

Ele chega mais perto e fala: "Não sinto pena de você. Eu apenas..." O sinal toca, ele para de falar e diz: "Hm... Acho que teremos que continuar a conversa depois. Nos falamos mais tarde?" Concordo com a cabeça acenando.

As últimas aulas passam muuito devagar, e essas foram mais cansativas que nunca.
O sinal toca, indicando o fim da aula. Falando com Izuku, saio da sala e caminho até o portão da escola. Ele se despede de mim e vai em direção oposta da minha. Ele disse que precisava passar na loja de conveniências e no supermercado, pedi a ele para que me mandasse mensagem assim que pisasse na casa, pois faria o mesmo (como sempre fazíamos, afinal nos preocupávamos um com o outro, éramos como irmãos).
Estava eu, caminhando para casa quando ouço meu nome ser dito, são dois garotos da minha sala que sempre andam com Kacchan. "Aquela não é a Tsuki? Da nossa sala?" "É ela mesma... Eu vi ela andando com o Bakugou, ele tava todo mole com ela. E vendo assim ela é bem bonitinha mesmo... Vamo lá trocar umas ideias com ela." Me sinto meio incomodada quando ouço tais palavras, mas apenas continuo andando... Bom, não por muito tempo, pois logo vejo uma mão barrar a minha frente e o outro menino me encurrala ficando ao meu lado. Me fudi... Pô, destino! Por que gosta tanto de me sacanear assim?

Eles começam a falar umas coisas meio aleatórias. Estão dando em cima de mim? Porque parece mais que estão contando piadas.
Começo a me incomodar demais com aquela situação, então peço para que me deixem em paz. Mas não me deixam. Insisto para que me deixem, mas continuam a me incomodar, começando a agarrar meus pulsos e acariciar meu rosto.
De longe, vejo um loiro, queimando em fúria, vindo em nossa direção. Katsuki apenas diz: "Não encostem nela.", com um tom ameaçador. Os dois o olham assustados e o obedecem.
Eu, que me encontrava em estado de puro desespero, começo a chorar. No entanto, por puro reflexo, escondo-me debaixo das minhas asas. Bakugou parecia preocupado.








Katsuki on (achou que não teria? Tá aíiii!!):



A Lua tava péssima, ela só se encolheu no lugar e se escondeu debaixo das suas asas.
Chego mais perto e tento acalmá-la passando a mão em suas costas e penso em descontrair um pouco continuando a conversa que tínhamos antes do sinal tocar. Mas percebo a ansiedade dela nos comportamentos frenéticos, ela não parava de bater o pé no chão e começou a coçar os braços do nada. Apenas observando esses pequenos atos, eu vi como ela estava nervosa com tudo aquilo.

Depois de um tempo daquele jeito, escuto ela falar algo retirando as asas da frente.
"O-obrigada... Eu não sabia como reagir... Acabei me desesperando... De novo, muito obrigada por tudo." "De nada, a culpa não foi sua."
Ela sempre foi tão fraca assim? Ou tudo aquilo que aconteceu com ela a deixou assim? Se bem que me lembro de quando ela me contou aquilo tudo, e ela não menciona ter se socializado com ninguém além do Hawks, Deku e meio que eu até agora...

Decido me levantar e estendo minha mão para ajudá-la.
Ela se levanta e começamos a andar para a casa dela, eu não vou deixá-la ir embora sozinha depois daquilo.

Enquanto andamos me lembro de uma coisa: "Ei, por que hoje aquele inútil não foi embora com você?"
Ela olha para mim com uma cara de quem não gostou muito do apelido do Deku e me responde: "Midoriya teve que ir fazer umas compras para a mãe dele, como sempre faz todas as quintas. Não culpe-o, não sou tão indefesa como pareço..." Essa última parte foi mais baixa que as outras, mas ainda assim pude escutar.
"Hm... O que você quis dizer com 'não sou tão indefesa como pareço'?"
Ela me ignora, parecia um pouco nervosa. Melhor eu parar com essas perguntas.
"Sabe... Eu tenho individualidades e treino frequentemente... Não é como se eu não conseguisse me proteger."
Aí ela tem um bom ponto ('a good point'). "Isso pode ser verdade."
"Sim, mas eu sempre tenho medo de machucar os outros e depois dar ruim pro Hawks."
Outro bom ponto ('another good point').

Depois de um tenpo andando, ela para em frente a uma casa e diz: "Chegamos... Ei, você ainda mora naquele lugar que eu fui daquela última vez?"
Opa, essa pergunta me surpreendeu um pouco. "Sim.. Mas por que você quer saber? Pera, você ainda se lembra??"
Ela afirma com a cabeça falando: "É bem longe daqui. Me desculpa ter feito você andar tanto." Ah, então era isso.
"Não se preocupe, não é tão longe quanto parece."














Katsuki off.




Tsuki on:


Ah pronto. Já estava escurecendo, e se o caminho da casa dele for perigoso? Não vou deixar ele correr risco por minha culpa.
"Posso te ajudar com uma coisa." Ele tomba a cabeça para o lado abrindo a boca para indagar algo, mas antes que pronuncie algo, seguro a manga da blusa dele e digo: "Feche os olhos." Ele me obedece.
Andei treinando isso, então vou usar menos energia de reserva que costumava usar.
Nos teletransporto para frente de onde me lembrava ser a casa dele. "Chegamos."
Kacchan abre os olhos reconhecendo sua casa e me começa a perguntar: "O que você fez? Essa é a sua individualidade? Você tem uma além de ter asas? É teletransporte? Como que funciona??"
Me assusto com tantas perguntas, mas acabo respondendo tudo: "Tenho a individualidade de aprender individualidades, se aprendo uma e a uso com uma certa frequência, fico com ela permanentemente."
Ele, ainda confuso, pergunta: "Mas quais individualidades você já aprendeu?" "Hm.. Acho que muitas. Olha, Kacchan... Tenho que ir, se não Hawks me mata hahahaha... Tchauu! Até amanhã."
"Até."
Dou as costas e me teletransporto.

Já em casa, janto, converso com Hawks, tomo banho, escovo os dentes, estudo um pouco e vou dormir.

O dia foi um tanto longo.


















Manhã do dia seguinte (sexta-feira):


Hoje é sextaa!!
Todas as sextas passam rápido, pois além de ser o último dia da semana, depois da aula sempre vou com Izu para o shopping, fazemos compras, comemos no BK e pegamos algo para tomar no BBK. Depois repassamos a matéria do dia no Starbucks. Isso é o que sempre fazemos nas sextas.

As aulas passam rápido. Igualmente os dias.
Tudo está tão calmo...







Quebra no tempo:


Os dias passaram estranhamente rápido. Talvez seja a mesmice dando oi, acho que tenho que mudar um pouco essa rotina.

Depois daquele dia que Bakugou me ajudou com aqueles meninos, Katsuki passou a ser tipo meu anjo da guarda, acho que tá mais pra amigo que some às vezes, mas tá sempre ali te ajudando.
Minha relação com ele é meio confusa, assim como meus sentimentos... Foda-se, toda vez que envolve sentimento e Katsuki, eu sempre chuto pra longe de mim.

E quanto aquelas meninas? Bom, receberam expulsão. Meu irmão é tão foda, que exigiu a expulsão delas, ou daria BO ou daria em processo. Top, né? Nunca mais as vi na escola e em lugar nenhum.
Ah, e eu nem sabia o nome delas... E nem quero saber, foda-se (2.0). Só soube que elas fizeram a matrícula na escola no meio do mês.



Fim da quebra no tempo.









Presente (sexta-feira, dois anos depois):


Os anos passaram rápido. Foram dois anos, para ser exata, nessa mesmice.
Chato, né? Pois é.
Agora estou no nono ano, ainda está sendo bem fácil passar nas provas com notas altas em exatas, relativamente altas em humanas e baixas em educação física (pelo amor de cosmos, detesto isso).

Opa! E lá estava eu, morrendo de tanto correr naquela aula dos demônios.
Era a minha oitava volta naquele campo. (Disgraçaaaa).

A sala era grande, mas como tinha muito mais meninos do que meninas (tipo, 34 meninos e 6 meninas, contando comigo), os professores e o diretor resolveram deixar termos aula tudo junto e misturado. (Autora: Eu sou a lei nessa fic/ Spirit: Como é que é??/ Autora: Opa, bão?)
Odeio essa aula, mas como é obrigatória e estou no meu último ano nessa escola, não posso fazer nada além de aturar e tirar pelo menos uma nota razoável.
Obrigada universo, que ama me assistir aí de cima em apuros.

Vamos analisar a situação: estou na aula de educação física, correndo como uma condenada, porque... Hoje é treino para os que querem se tornar heróis... Aff, que idiota. Completamente desnecessário.
Acho isso ridículo, pois mesmo que a grande maioria tenha individualidades, ainda tem gente que não tem, e mesmo assim querem se tornar heróis.
Meu irmão postiço Izuku é um desses, e na escola, eu também sou uma dessas (apesar de ter asas, aqui na escola sou 0 individualidades. Ou seja, não contei a ninguém sobre a minha quirk. A não ser, é claro, para Izu ou para o Kacchan).
Ah, e Kacchan tá agindo como um belo de um babaca quando o assunto é o Midoriya. Acho que é porque o esverdeado disse, no começo das aulas desse ano, que queria entrar na U.A.. E ele é capaz, eu sei disso. Mas a partir daquele dia, Katsuki se emputeceu e não largou do pé de Izuku (bom, digamos que acabou piorando a situação entre eles, pois antes, dia ou outro Izuku fugia de apanhar do loiro, mas agora... É quase todos os dias. Quase pois às vezes, quando estou por perto, tento protegê-lo).
Mas eu sempre tento encorajá-lo, por mais que todos digam o contrário (não só para ele como para mim também, vez ou outra), dizendo: 'Não desista dos seus sonhos!' ou 'Você é muito mais que as pessoas pensam de você, você é incrível!!'
Não estou iludindo-o, só estou falando a verdade e sempre encorajando-o a ser cada dia mais forte.

A aula acaba (Graças ao bom Cosmo). Voltamos para a sala e chega o professor mais filho da puta: o de história. Ele é chato demaaaiisss. Faz muita diferença entre os alunos que tem uma quirk com os que não tem.

A desgraça chega jogando os papéis na mesa dele. "Bom, alunos. Creio que todos já decidiram em qual escola de ensino médio querem estudar. Creio também que, com suas individualidades incríveis (o desgraçado olha para Izuku e para mim), entrarão na escola que almejam. Vejamos." O professor pega um dos papéis que estava em sua mesa e começa a ler. Ele para e ri. O que será que tinha naquele papel?
"Mas que palhaçada hahahahaha! Bom, a única certeza que tenho, é que dois alunos irão reprovar nos testes de inclusão na U.A.. Não é mesmo, Hoshizora-san e Midoriya-kun? Tsuki-san, se acha que poder voar é uma individualidade poderosa, sinto lhe informar que não. Tem muitas outras pessoas que voam sem ter asas, e têm individualidades bem melhores que apenas asas. Agora... Midoriya, o que você vai fazer? Vai suborná-los? Ou vai usar outro tipo de truque sujo para entrar na escola?" Todos olham para nós, TODOS MESMO, e começam a rir.
Ah, que porra. Então era isso que ele estava lendo, a lista de inscrições para a U.A..
Midoriya e eu (que sentamos nas carteiras do meio do fundo - um ao lado do outro) fomos motivo de risos e piadas.
Naquele instante, me doeu ver o esverdeado ao meu lado encolhido e constrangido na carteira. Nossos colegas riam e apontavam o dedo para nós dois, aquilo estava sendo torturante.
Bakugou, que senta na primeira carteira da minha fileira, riu no começo, mas quando viu que aquilo estava me machucando de verdade, ele parou no mesmo instante.
"Pessoal, alunos, parem de rir. Já deu de humilhá-los por hoje. E... Bakugou, sei que será o único que conseguirá entrar na U.A., e te garanto um futuro bem promissor com essa individualidade tão poderosa!"
Todos elogiam Katsuki (puta merda, né?? São todos baba ovo do professor, mas não é possível!!) e o professor continua a aula normalmente.




A aula acabou, e eu estava indo para casa com Izuku, mas nós ainda não havíamos trocado uma palavra sequer. Ele estava chateado do ocorrido na aula, e eu também.
Na rua bifurcada (a de sempre), nos despedimos e vamos um para cada lado.
Dou alguns passos e ouço um pedido fraco de socorro. A voz parecia ser do...




...Midoriya!?




Volto alguns passos correndo e entro no caminho que Izuku estava. Em um mini túnel, me deparo com um homem de geleca envolvendo o corpo do esverdeado e tentando entrar pela sua boca. A cena me paralisa por alguns segundos, mas me recupero quando ouço o refém grunhir pela falta de ar.

Tenho que pensar rápido. Se eu atacá-lo corpo-a-corpo, posso ser pêga também e ser usada como outra refém. Então tenho que usar ataques de longa distância.
Em um golpe rápido, faço uma ventania canalizada apenas onde o vilão estava, foi forte o suficiente para que soltasse o meu amigo, ao cair no chão ele vomita a gosma que estava em si. Ótimo, descontaminado com sucesso. Pego Izuku e me afasto o máximo possível do homem meleca.
Epa, ele parece estar putasso da vida. Falou algumas coisas que não consegui entender e... Está se arrastando rapidamente para perto de nós. Preparo um escudo de diamantes redondo, como uma cúpula, ao redor de nós. O gelecóide tenta quebrá-lo incessantemente, todas as tentativas foram falhas (hahahaha, andei treinando muuitoo, engole essa vilão!!).
A amoeba humana só para quando um homem alto, loiro e musculoso aparece socando-o e falando alto: "Smaaash!!" Midoriya, que estava meio grogue por conta do geleca-man, ao escutar aquela voz, é instantâneo o efeito, ele desperta, olha para frente e vê seu ídolo metendo o louco na amoeba humana. Mas o efeito passa e Izuku desmaia.
Quando vejo All Might recolhendo os pedaços de slime de todos os lugares, resolvo ajudá-lo. Desfaço a barreira, deixo o esverdeado numa cama de raízes e folhas (aconcegante, eu sei/ Autora: Notem a ironiaa!) e vou recolher as melecas junto do ídolo do meu melhor amigo.
Depois de terminar de recolher tudo, All Might tampa o recipiente que o geleco-man foi completamente colocado e caminha em direção a Midoriya me agradecendo pela ajuda e perguntando: "Ele é seu amigo?" Respondo que sim e ele... Começa a tentar acordá-o chamando-o de 'shounen' (jovem), enquanto autografava o caderninho inseparável (e queimado por causa de Bakugou) que Izuku tinha. Acho muita graça vendo a cena.
O esverdeado acorda meio desnorteado, mas ao se deparar com seu herói preferido, pede para que autografe seu caderno (que já estava autografado) e pergunta sobre o vilão de geleca. All Might mostra o caderno já autografado e as garrafas com uma gosma estranha com boca e olhos dentro.
O mais alto se vira para mim e diz: "Você, jovem! Leve-o para casa em segurança! Tenho que voltar a patrulhar!" O loiro se prepara para pular, e lá vai ele. Com a força do impacto, acabou deixando o chão quebradiço.
Quando procuro pelo verdinho... Cadê ele.

Olho para o alto e enxergo um menino de cabeleira verde agarrado na perna de All Might, sendo balançado de um lado para o outro. Me desespero no mesmo instante.
Puta merda Izukuuu.
Abro as asas e decolo como um foguete para onde All Might pousaria.

Olha, foi mais difícil que imaginei alcançar aqueles dois. Mas quando pouso na parte de trás da cabine que dá acesso às escadas da parte de cima do prédio, me sinto na necessidade de ficar invisível.
Por que?
Bom, eles estavam conversando e a coisa parecia séria.
Dou uma espiadinha e vejo... All Might? Ele tava magrinho. E acho que descobri o por quê dele estar assim, vi uma cicatriz em seu tronco. Era um machucado bem feio...

Depois de algum tempo ouço a voz de Midoriya perguntar: "Mesmo não tendo uma individualidade, eu posso me tornar um herói como você?"
E o pior de tudo foi a resposta que veio a seguir: "Não. Mas se você quiser se tornar um policial ou bombeiro, quem sabe."
Meu coração partiu em mil pedaços pelo meu maninho... Ouvir uma coisa dessas de quem idolatrou a vida inteira não é algo fácil.
Ouço a porta se abrir e fechar. Provavelmente foi All Might quem saiu.
Espio novamente e lá estava Izuku ajoelhado no chão olhando para baixo.
Me aproximo devagar e coloco minha mão em seu ombro dizendo: "Vamos."
Ajudo-o a se levantar e vamos para a casa dele.


Nunca vi tanta tristeza no rosto do meu amigo... Aquelas palavras realmente o feriram.
Me distraio com meus pensamentos por apenas um segundo, e ao olhar para o lado, lá estava Midoriya correndo em direção ao... Homem amoeba??? Como assim??
Deve ter caído do pé do All Might quando o Izu tava agarrado nele.

Meu Hawks protetor (anjo protetor), me acuda aquii.

Vejo que hoje o dia seria longo.

O cenário era devastador. Só de pensar que o causador daquilo tudo foi o bicho papão que lutei antes, já me dava calafrios.
Era fogo para todos os lados e haviam heróis profissionais também. Mas por que os heróis não o atacavam? Chego mais perto e vejo uma cabeleira loira se debatendo no meio da amoeba.
Calma. Katsuki??
O loiro de olhos carmesim que estava sendo possuído pelo vilão é Katsuki.
E adivinha quem estava correndo pro meio daquele caos todo? Izuku Midoriya, o garoto que sempre some pra aprontar algo.
Ah pronto.

Instintivamente passo pelas cordas de segurança, ficando em frente a todos, e me teletransporto para perto de Midoriya, ignorando o que os heróis diziam. Izuku, que estava perto demais do vilão, foi atacado, mas com o reflexo rápido que ele tem, conseguiu reagir a tempo jogando sua mochila na cara do bixão. Desesperado, o esverdeado pula onde o loiro estava enterrado e tenta retirar a meleca do próprio. Eu faço mini barreiras para que protegesse Midoriya dos ataques do gelecóide.
É aí que vejo All Might chegar e descer o cassete em tudo. Ele me segura junto de Midoriya e Kacchan para não voarmos junto com o vilão.

Depois dessa confusão toda, Zuku e eu fugimos dos repórteres que queriam entrevistar tudo quanto é gente que presenciou aquela bagunça, e deixamos Kacchan sendo paparicado por heróis profissionais que pediam para que, quando mais velho, entrasse na agência deles.

Andávamos calmamente enquanto Izuku me contava tudo, sobre o que o All Might estava falando com ele e sobre o porquê de ter corrido para o perigo. E eu, como uma boa amiga, dou um sermão dizendo: "Você tem que ser mais cuidadoso, Izu! Já pensou? E se você tivesse virado presunto? Como eu explicaria pra tua mãe?? Da próxima vez que você resolver fazer uma dessas loucuras, me avisa antes que eu vou junto!!" Nós rimos da última parte, e eu enfatizo a primeira com um tom um pouco sério, logo voltando a rir com o Midoriya.
Do nada ele me abraça e fala: "Obrigado por sempre estar do meu lado, Lua. E por sempre me dar um help quando preciso."
"Amigos são pra isso, certo?" Retribuo o abraço.
Voltamos a caminhar rumo a casa dos Midoriyas.

No meio do caminho, All Might aparece correndo em sua forma musculosa, mas logo murcha tossindo sangue. Ele olha para mim e para o esverdeado ao meu lado começando a falar: "Ainda não sei o seu nome, jovem. Midoriya shounen já se apresentou no nosso último encontro. Como se chama?" Digo meu nome e ele continua: "Prazer, Hoshizora shounen!"
O loiro se vira para Izuku com uma expressão mais fechada e continua a falar: "Midoriya shounen. Me desculpa ter dito aquelas palavras... Fui duro demais com você. Você me fez enxergar o que almejo ver em um herói quando correu para o perigo sem hesitar." Os olhos do esverdeado brilhavam na fala do mais velho. "Você arriscou sua vida para salvar o próximo sem olhar para trás. Você pode se tornar um herói."
Aquelas últimas palavras o atingiram de uma maneira inexplicável. Só sei que a única coisa que pude fazer foi sorrir e chorar, transbordando de alegria pelo amigo.








No dia seguinte:


Contei quase tudo que aconteceu ao Hawks quando cheguei em casa. Só não contei o segredo entre Izu, All Might e eu. O segredo seria sobre a versão magra do herói e sobre a individualidade que All Might passaria ao Midoriya, o One for all.

Nesse dia, Izuku me convidou para ir treinar com All Might (quem disse que eu treinaria? Nunquinha na vida), e lá estava eu assistindo o meu melhor amigo se lascando heheheh.
Os treinos de All Might são bem pesados... Se Zuku conseguir andar amanhã, é por um grande milagre.


Midoriya treinava muuito limpando a praia para que seu corpo suportasse a individualidade que All Might passaria a ele.

E eu? Também estou treinando, afinal de contas não é apenas assistindo o amigo treinar que vai me tornar mais forte.





Minha rotina mudou um pouco depois que Izuku começar a treinar. Eu acompanhava os treinos dele depois das aulas (isso me aproximou muito do tio Might). E de noite, além de estudar, eu pedia para que Hawks me ajudasse nos treinos.

Os dias foram se passando assim, Zuku e eu ralando muito para podermos entrar na tão renomada U.A..



















Notas Finais


Tô inspirada nesses dias de quarenta.


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