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História Reconstruindo minha história - Capítulo 9


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Notas do Autor


Heyaaa

Capítulo 9 - "Oi... se lembra de mim?"


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo minha história - Capítulo 9 - "Oi... se lembra de mim?"

Um mês depois:



"Nem acredito que já se passou um mês..." Eu refletia olhando para a bela paisagem que a janela exibia.
As primeiras aulas acabam e é hora do primeiro intervalo. Olho para um lado, olho para o outro, mas não vejo Midoriya na sala. Deve ter saído para pegar alguma coisa pra comer na cantina. Sempre faz isso quando esquece de trazer algo para comer.

Resolvo me levantar e ir ao banheiro, estava apertada.
Vou ao banheiro, faço minhas necessidades, lavo minhas mãos, e quando estou saindo do banheiro, vejo três meninas se aproximarem. As reconheço de cara.









Não creio que são elas...
São as desgraçadas que me atormentavam no orfanato. O universo só pode estar tirando uma com a minha cara...










Aperto os passos escondendo o rosto com minhas asas, porém sem sucesso, pois sinto alguém tocar meu ombro falando: "Sentiu nossa falta?". E junto da fala sinto um puxão de cabelo e uma rasteira, sendo o suficiente para me derrubar.
A menina do meio levanta a perna para me chutar, e por puro reflexo me encolho no chão preparando-me para o impacto... Mas não veio?
Abro os olhos confusa, retirando os braços do meu rosto. Vejo um menino alto e loiro segurando o braço da menina acima de sua cabeça. Minha visão fica embaçada, droga... Acho que bati a cabeça quando caí. Passo a mão aonde supus que havia batido. Vejo sangue, assim como vejo no chão. Acabo desmaiando.










Algumas horas depois:

Acordo com uma forte dor de cabeça e na cabeça. Instintivamente coloco minha mão aonde doía, sinto uma... Faixa? Olho ao redor e vejo que estou na enfermaria da escola.
Ouço a porta se abrir e no mesmo momento reconheço os dois que entraram. Izuku e Katsuki.
Sorrio meio sem jeito. Zuku, com uma feição preocupada, me pergunta se estava me sentindo melhor e se estava com sede. Afirmo com a cabeça para as duas perguntas, e ele prontamente fala: "Calminha que eu já trago água." Ele sai em disparada à procura de água logo que deixa as bolsas em uma cadeira ao lado da cama.
Fico sozinha por uns instantes. O silêncio estava me incomodando, então comecei a cantarolar uma música qualquer.
Escuto alguém se aproximando da porta, a maçaneta gira e entra um esverdeado todo suado com uma garrafinha na mão. Ele me oferece desculpando-se pela demora. Bebo metade da garrafinha, e só não bebo tudo para oferecer ao menino que parecia que tinha corrido uma maratona.

Depois dele beber o resto da água, me levanto, pego minha bolsa da cadeira e saímos.
A esse ponto, Izuku já sabia de todo o ocorrido pelo Katsuki. O esverdeado me explica que não me viu na sala, mas viu o loiro saindo da sala do diretor com a roupa ensanguentada (deveria ter me carregado), e então se pôs-se a perguntar freneticamente sobre mim ao maior, sem se importar com o pavio curto do outro. Contou também que depois de ter conseguido as informações com Katsuki, teve de esperar as aulas acabarem e ir me ver quando deveria estar indo embora.
Agradeço a ele e ao universo por ter colocado uma pessoa tão boa em minha vida.

Estávamos andando para nossas casas, jogando conversa fora, como sempre. Chegamos nas duas ruas, um que leva à minha casa e outra que leva à casa dele, e novamente nos despedimos ali.

Chego novamente em casa às 18h, abro a porta e... Hawks? Ué.
"Tadaima~. Chegou mais cedo do trabalho, mano?" Sinto um cheiro estranho, um cheiro de... Queimado??
Entro correndo na casa e vejo um Hawks de máscara, luvas, avental (deixando a lateral do tanquinho à mostra) e bermuda cinza retirando uma assadeira com algo preto como carvão do forno. Na cozinha, uma fumaça preta pairava por todo lado, então resolvo abrir todas as janelas com a individualidade de telecinese e direcionar a fumaça para fora com a quirk da minha mãe (controlar o vento, que é um elemento da natureza. Não é?).
Depois de me livrar de toda aquela fumaça (e de defumar a casa inteira), corro novamente para a cozinha para ver como Hawks estava. Entro na cozinha e vejo meu irmão tentando tirar o carvão desajeitadamente daquilo que costumava ser uma assadeira.
Acabo rindo da cena, sendo descoberta logo em seguida pelo maior, que também acaba caindo na gargalhada.
















19h:

Uma hora se passou depois daquela bagunça toda. Descobri o que deveria ser aquele carvão. Resolvo refazer aquela "Lasanha" com ele (Hawks sempre tem lombrigas, e gosta de mudar o cardápio kkkkkk).
Não era tão difícil de fazer, então foi rápido de preparar.
Neste momento a massa já estava no forno, assando, enquanto eu estudava a matéria perdida de hoje. Eu tinha pedido o número do celular do Izu enquanto voltávamos para casa, então eu estava apenas pegando as anotações que o gênio havia feito.

Quando Hawks (que estava de vigia no forno) anuncia que o jantar estava pronto, termino de escrever tudo, agradeço ao esverdeado que me ajudou com a matéria perdida e vou para sala, onde Hawks arrumava a mesa. Ajudei-o com os preparativos e então começamos a nos servir.

Hawks estava estranhamente sério naquela refeição...
Ele nota meu incômodo com a sua quietude e começa com: "O que aconteceu com a sua cabeça?" Engasgo com a comida. Fudeu.
Sou péssima em mentir então já vou direto ao ponto: "Hawks, então... Sabe as meninas que me maltratavam no orfanato?" Ele afirma com a cabeça ainda sério, e eu continuo: "Elas estão estudando na mesma escola." Hawks já havia sacado isso, mas continua perguntando analisando a atadura que envolvia minha cabeça: "Mas como você se machucou? Elas te empurraram?" Começo a explicar: "Eu fui ao banheiro no intervalo. Depois de usar o banheiro, eu saí e vi as meninas no corredor. Tentei me esconder e andar mais rápido, mas elas me reconheceram. Uma delas puxou o meu cabelo para trás e a outra me passou a rasteira, caí com tudo no chão. Daí a menina que sempre anda no meio delas ia de chutar, só que chegou um menino... Acho que era o Bakugou, não me lembro muito bem, ele parou as meninas e eu desmaiei." "Então foi isso? E quem é esse tal de Bakugou?" "Bomm... É um amigo de infância, tipo o Midoriya."
Hawks levanta uma sobrancelha colocando outra garfada de lasanha na boca. "E quem é esse Midoriya??"
Já vi que a conversa seria longa...




22h:

Tínhamos acabado de comer. Lavei a louça e conte a ele tudo, quando os conheci, como os conheci, minha relação com cada um deles, como eles são, e sobre a coincidência de nós três estarmos na mesma sala.
Foi como se eu estivesse contando uma história para o crianção.
Hawks, depois de escutar toda a história, me diz com uma cara séria e um pouco amedrontadora: "Mas você nunca se relacionou... Daquele jeito com nenhum deles, certo?" Mesmo sabendo que nunca tivera me reamlacionado com eles, me deixei sentir intimidada pelo lado protetor do meu irmão. "Nunca, senhor!" Bato continência, como estivesse cumprindo ordens. Ele ri da minha cara, rio junto.
Pergunto como foi o trabalho dele para me desviar como assunto principal, e como sempre, as mesmas respostas: salvou gente e prendeu vilões.





Fomos dormir às 23h. Mas antes tive que trocar as ataduras com a ajuda de Hawks depois de irmos tomar banho, cada qual em seu respectivo banheiro (pelo amor né??). Mas sinto que algo ainda o incomodava... Acho que amanhã ele dirá.












No dia segunte:


Nesse dia, por mais comum que parecesse o dia, Hawks estava indo comigo para a escola, com uma roupa meio social e meio despojada (combinava com ele).
Só pude ter certeza de uma coisa apenas: vishh... Azedou a marmita (isso quer dizer: Ferrou).

No caminho para a escola, Hawks apenas me disse: "Me chamaram para ir ontem, deve ser por causa daquelas meninas de ontem." O tom de voz dele me deu calafrios...

Chegando na escola, Hawks apenas acena e vai direto para a sala do diretor (ixi...).
Entro na minha sala e sento na minha carteira conversando com Izu, que já havia entendido o porquê do meu pai estar lá.

Acabando a primeira aula, a porta se abre e o diretor aparece dizendo firmemente: "Hoshizora-san e Bakugou-kun, me acompanhem até a minha sala."
Olho para Katsuki se levantando. Me levanto também e vou junto.
O caminho até a sala do diretor foi bem quieto.

Chegando na sala do diretor, o próprio abre a porta me permitindo ver a seguinte cena: as três meninas sentadas de um lado da sala sendo fuziladas pelo olhar amedrontador de Hawks, que fazia questão de encará-las olho no olho, do outro lado da sala.
O diretor pede apenas para que eu entrasse na sala e sentasse na cadeira à frente da mesa dele, enquanto Bakugou ficou do lado de fora esperando o diretor mandá-lo entrar.

Já sentada na cadeira, eu estava meio ansiosa, meus pés ficavam batucando o chão e meus dedos não paravam de se mexer. Chegou em um ponto que estava sentindo meus músculos implorarem para que parasse.
O diretor limpou a garganta e começou: "Hoshizora-san, pode me explicar o ocorrido de ontem?" Explico da mesma maneira que expliquei ao Hawks: "... Vi Bakugou-kun segurando aquela menina do meio para não me chutar, e nesse momento senti uma forte dor na cabeça, vi o meu sangue no chão e depois desmaiei."
O diretor acenou com a cabeça, fazendo as últimas anotações na caderneta. Terminando de escrever, levantou-se e saiu para chamar Katsuki, que estava sentado na cadeira fora da sala, ao lado da porta.
Bakugou entrou na sala e sentou-se ao meu lado, com a mesma expressão séria e meio irritadiça de sempre. Novamente o diretor pede: "Bakugou, pode nos dizer o que ocorreu ontem?" O loiro disse pimplista: "Eu 'tava andando pelos corredores no intervalo, só que escutei um barulho estranho vindo do fim dele, corri até lá e me deparei com a seguinte cena: a Lua encolhida no chão e aquela menina do meio se preparando pra meter o chutão nela." Termina apontando o dedo para mim.

O diretor apenas conclui os fatos, pois as meninas provavelmente haviam mentido e o diretor, confuso, nos chamou para contarmos nosso lado da história.
Ele apenas diz: "Vocês dois podem voltar para a sala. E senhor Hawks, muito obrigado por ter vindo, era somente esse assunto que queria tratar com o senhor." Nós três saímos da sala. Ao fechar a porta, olho para Hawks e o vejo olhar para mim, sorrindo. Dou alguns passos e abraço-o, estava com o coração acelerado... Ele retribui dizendo: "Calma, calma. Já passou." Me desfaço do abraço sorrindo. "Obrigada por ter vindo comigo, Hawks! Eu sei que você sempre tá ocupado com o trabalho, me desculpa..." Ele afaga de leve o topo da minha cabeça sorrindo, e diz: "Tudo bemm. Lembra do nosso acordo, nunca devemos esconder nada um do outro, certo?" Aceno com a cabeça sorrindo também. "Bom, tenho que ir. Se cuida." Ele se vira acenando.

Voltando para a sala, resolvo agradecê-lo por ter me ajudado ontem. Mas como vou chamá-lo? Falo tipo 'Oi, se lembre de mim?'
Claro que não!! Vai que ele não se lembre de mimm. Se bem que lemvro dele ter me chamado de Lua na sala do diretor... Mas por via das dúvidas: "Kacchan..." Falo baixo demais, acho que ele não me escutou... Tento de novo: "Bakugou?" Agora foi alto suficiente para atrair sua atenção para mim. "Er... Obrigada por ontem, me desculpa não ter te agradecido antes." Ele apenas fala com uma sobrancelha levantada: "Bakugou???" 


Notas Finais


Mano, sério. Amo o Hawks demaaaiiss!!
Vou fazer uma fic dele com (s/n), fds


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