História Reconstruindo o AMOR - Capítulo 30


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Categorias Malhação
Tags Amizade, Amor, Lgbt, Lica, Limantha, Malhação, Mvad, Romance, Samantha
Visualizações 432
Palavras 2.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, FemmeSlash, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos explicar por que de att hj, pra mim quinta já vale como fim de semana já que não trabalho sexta =D

Considerando como todo mundo a minha volta decidiu fazer alguma coisa esse fim de semana (sério, tem chá de bebe, chá de panela e aniversário, tudo entre sábado e domingo), não garanto escrever mais, porém se assim o fizer prometo postar =D

Capítulo 30 - Chega de conversa


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo o AMOR - Capítulo 30 - Chega de conversa

Minha intenção não era correr, até por que na minha cabeça ninguém tinha me visto, mas parece que não foi bem assim, já estando a uma certa distancia da galeria, ouço meu nome ser chamado por uma voz não muito familiar, mas não nova. Resisto ao impulso automático de virar para ver quem me chama e continuo andando, a voz fica mais próxima e quando vejo que não vai a lugar nenhum paro de andar e chego para o lado, para sair do caminho e não ficar parada no meio da calçada.

Vejo Karen se aproximando de mim tentando recuperar o folego, ninguém mandou correr atrás de mim. Ela encosta na parede ao meu lado e faz sinal com a mão para que eu dê um minuto a ela, reviro os olhos, ela só pode estar de brincadeira.

- Acho que começamos da maneira errada. – Ela se endireita e estende a mão pra mim, que fico olhando como se ela fosse uma maluca. – Sou Karen. – Ela abaixa a mão quando vê que não vou me mover. – Desculpa pela confusão de manhã.

- Já passou – Digo me afastando da parede para continuar seguindo.

- Não passou não, se tivesse passado, teria entrado na galeria. – Não vem falar comigo como se me conhecesse não.

- O que você quer, Karen? – Sou curta e grossa, já não estava para muitos amigos, não queria papo, principalmente com estranhos.

- Me desculpar. – Ela diz me seguindo enquanto ando sem rumo, por que vamos ser honestos, não quero ir a lugar nenhum, só estou seguindo um certo fluxo de pessoas aqui esperando que de em algum lugar.

- Já se desculpou, pode voltar. – Não a olho em momento algum, fico olhando fixamente para minha frente, mas ela tem outros planos e me puxa para encara-la. – Me solta! – Puxo meu braço de volta.

- Foi mal. – Ela me solta. – Olha, só estou tentando ajudar uma amiga, toma um café comigo, só isso, depois não falo mais com você pode esquecer que existo sei lá.

Paro por uns segundos e percebo que ela não iria desistir facilmente, e como já não estava lá com muitas forças para combates verbais, acabo me rendendo. Ela me guia até uma cafeteria na mesma rua em que estávamos, porém um pouco antes. Já percebo que ela conhece o pessoal daqui quando sai cumprimentando todos que estão do outro lado do balcão e vai até uma daquelas cabines de forma natural. Não demora muito para sermos atendidas, não peço nada, tinha acabado de tomar café antes de ir até a galeria, Karen não discute e pede um café para ela.

- Samantha né? – Ela me olha e fico encarando como, sério? Você tava berrando meu nome na rua e eu parei, e tá me perguntando isso? Tá bem, talvez minha paciência estivesse mais curta que o normal. – Eu sei que a Heloísa já explicou que não aconteceu nada, espero que tenha acreditado nela.

- Já acreditei sim, se não tivesse, quando você ficou surpresa por ela gostar de mulheres teria me feito acreditar. – Digo olhando para janela e ao redor, sinto que ela está me analisando e não consigo a encarar.

- Então por que está aqui e não lá com ela? – Ela me pergunta como se não entendesse, e realmente não entende, não sei nem se eu entendo.

- Não é da sua conta.

- Realmente, o que você faz não é da minha conta, mas a felicidade da minha amiga é. – Pela primeira vez ela consegue minha atenção total.

- Ela está muito bem, trabalhando e feliz. Acabei de ver. – Digo e não sei por que estou dando satisfação.

- Como? – Solto o ar e reviro os olhos.

- Acabei de ver ela lá feliz trabalhando com o que ama, ela está bem.

- Você conhece a Heloísa? – Que tipo de pergunta era essa? Ela continua assim que vê minha cara de confusa. – Coloque uma câmera na mão dela que é capaz dela abrir um sorriso ao mesmo tempo que uma bomba nuclear cai ao seu lado, mas tire a câmera dela e verá como ela realmente está. – Fui pega de surpresa por essa declaração, demoro uns segundos repassando a fala na minha mente.

- O que quer com isso? Me falando essas coisas?

- Nunca a vi tão abalada por algo quanto por você hoje de manhã, não cabe a mim falar como foi a vida pessoal dela aqui esses anos todos, só sei que ela nunca foi feliz, e pelo pouco que ela me contou sobre vocês depois que você sumiu, já dava pra ver, tava na cara dela o quanto você significa. – Me afasto da mesa, me encostando no banco e cruzando os braços. – Ela sempre me ajudou, em todos os momentos estivemos juntas.

- Então como não sabia que ela era bi? – Indago, se eram tão amigas assim.

- Doeu não saber disso, confesso que ainda estou digerindo, mas nossa amizade nunca foi muito de confissões e conversas sobre sentimentos. Nós sempre nos ajudamos, não importava a merda que fazíamos, uma ajudava a outra, e ontem foi apenas mais uma vez que isso aconteceu. Heloísa nunca pergunta ou julga, ela apenas está ali de apoio se precisar. – Sinto o carinho que ela sente por Lica em cada uma de suas palavras. – Então eu estou aqui tentando ser um quarto da amiga que ela sempre foi pra mim.

-Fico muito feliz em saber que ela tem amigos assim aqui, mas você não entende Karen. – Já consegui baixar minhas guardas para ela, mas não quer dizer que vou contar todo passado meu e de Lica ali pra ela assim, e não cabe a mim fazer isso. – Nossa história, é antiga, é complicada.

- Então descomplica. – Acabo rindo com essa, como se fosse fácil.

- Se fosse fácil assim. Olha Karen, me responde uma coisa. – Ela concorda com a cabeça. – Você acha que ela seria feliz sem a galeria e o estúdio? – Ela me olha confusa.

- Não entendo a pergunta, ela vai largar tudo?

- Só me responde, hipoteticamente se ela fosse largar tudo, se tivesse que ficar no Brasil de vez, acha que ela seria feliz?

- Acho que ela sentiria falta sim, mas arrumaria algo para fazer e não acredito que ela pararia de pintar ou tirar fotos mesmo que fosse morar em baixo d’água. – Ela me diz mas ainda com um semblante preocupado nos rosto. – Ficar com você significa largar tudo? – Balanço a cabeça e passo a mão no meu cabelo.

- Não sei o que significa. – Ela continua com aquele olhar, tentando me entender, alguém avisa ela que se ela conseguir me entender é pra me explicar também. – Assim, muitos anos atrás, ela fez uma escolha que afetou nós duas em nome da minha felicidade, e apenas acho que agora a entendo, e está na minha vez.

- Não tenho informações suficientes para entender do que isso se trata – quando faço abro a boca pra falar ela me interrompe. – Mas, acho que vocês têm é que conversar. - Olha, volta comigo para a galeria, conversa com ela. – Olho para cima, ela sabe que não quero. – Vocês teriam conversado hoje de manhã, se não fosse eu lá, por favor, só isso que peço. – Ela pede de novo, e a entendo, não é desculpas pra mim que ela tá aqui, fazendo isso e sim pra Lica. – Vai comigo e conversa com ela, já deve ter acabado as fotos de hoje. – Respiro fundo e espero uma resposta divina dos céus.

--------- Lica POV --------

- *Ela não te falou quem ela viu?* - Pergunto a Luke que está sentado no lugar de Karen. Ele nega com a cabeça e fica brincando de girar a cadeira. - *Encerramos as fotos por hoje?* - Ele dá uma olhada na agenda aberta na tela do computador da  mesa a sua frente e balança de forma positiva.

Pego meu celular para checar, duas coisas e pelo menos uma delas aconteceu, Fio respondeu minha mensagem e que já mandaria os documentos necessários por e-mail em alguns minutos, por outro lado, nem sinal de Samantha, suspiro alto em frustação e vou desarrumando a estrutura que havia arrumado para a sessão de fotos anterior, Luke se levanta para me ajudar mas falo para ficar sentado, isso iria ser minha terapia para aguentar essa espera por notícias dela.

Termino de levar a última caixa que usei para montar o cenário para um quarto que temos nos fundos, que usamos para guardar coisas aleatórias, volto mas quase caio ao ver Karen com Samantha ao seu lado entrando pela porta da frente, Karen na frente abrindo a porta para Samantha, não faço a mínima ideia do que pensar, eram muitas coisas rodando na minha cabeça de uma só vez.

Samantha veio!

Como ela e Karen se encontraram?

Elas são amigas agora?

O que estão fazendo juntas?

- Achei alguém perdida. – Karen diz em minha direção com um sorriso de alguém que sabe de algo que me deixa intrigada, mas não digo nada nem pergunto.

- Sam, que bom que veio. – Ela dá um meio sorriso, meio sem graça, está tímida ou está aqui a contragosto, vou optar por acreditar na primeira opção, me aproximo dela e estendo minha mão, para que ela pegue. – Vem cá.

Depois de relutar pelo que para mim parecia uma eternidade, ela esticou o braço e pegou minha mão na sua, não perdi tempo e entrelacei nossos dedos, já tinha séculos que queria fazer isso.

A levei para conhecer o Luke, e a apresentei como uma antiga amiga do Brasil, a levei para dar uma volta no estúdio que era conectado a galeria pelos fundos, por fora dois espaços independentes.

O estúdio tinha três espaços para diferentes tipos de cenários e ensaios, dois ficavam dentro de salas fechadas e um maior aberto de maneira que qualquer um que entrasse na loja o veria, ou que passasse na frente da loja.

A galeria era separada do estúdio por uma porta de correr, assim que arrastei a porta para abrir Samantha soltou um “Uau” que me fez sorrir toda boba, impressioná-la sempre foi uma das minhas coisas favoritas. Estavam preparando as coisas para uma exposição sobre arte abstrata, tudo estava meio bagunçado ainda, quadros no chão e estruturas semi prontas pelo caminho

- Isso é aqui é demais. – Ela disse sem parar de olhar em volta. – Parabéns Lica. – Aperto a mão dela e digo um leve obrigada.

- Olha isso aqui. – Digo, a levando para uma escada que tem no estúdio que dava para o terraço.

Quando comprei a loja ao lado, além de unir as duas pelos fundos, também uni os terraços, fazendo com que ficasse um grande terraço sobre as duas lojas, e ali, coloquei sofás e poltronas, mesas de centro espalhadas e várias luminárias, claro que de dia não faziam muita diferença. Acabou virando um lugar onde passava o tempo conversando ou quando tinha uma exposição deixava a parte da comida aqui.

- Lica, você tem uma coisa incrível aqui. – Ela solta minha mão e na hora a coloco no bolso da calça para tentar recuperar, em vão, o calor que sua mão havia me trago.

Com as duas mãos nos bolsos me aproximo de forma cautelosa, ainda não sei bem o que dizer ou como agir com ela ali, ninguém do Brasil além de minha mãe e Luis haviam vindo aqui.

- Que bom que gostou, por ser arquiteta a sua opinião já vale muito, mas só por ser você já vale muito mais. – Digo olhando em seu rosto, que fica levemente corado, e ela rapidamente desvia o olhar, está fugindo.

- Continua besta. – Ela solta um risinho que me deixa mais confiante.

Ela se apoia de costas no muro que chega até nossas cinturas, com os cotovelos de apoio, e eu a fico encarando de lado, apoiada apenas de um lado.

- Sam. – Digo, mas ela não me olha. – Samantha. – Sei que está me ouvindo mas insiste em não me olhar. – Por que veio pra NY? – Pergunto por que quero muito saber, por que preciso saber.

- Não sei Lica, eu pensei que ... – continuo olhando para ela e a incentivo a continuar, mas ela desiste de falar e começa a bufar. – É frustrante sabe. – Ela resmunga mas não parece estar falando diretamente comigo.

- O que que é frustrante Sam? – Me aproximo e toco seu braço chamando sua atenção.

- Não conseguir em expressar quando tô com você. – Finalmente me encara. – Tento passar o máximo de confiança que consigo para que ela consiga falar o que quer. - Eu passei aqui antes. – A encaro confusa, antes quando? – Te vi trabalhando da calçada, tirando fotos e brincando com umas crianças que estavam por aí. – Ela continua e lembro das cenas, por que ela não entrou? Perguntas se formam na minha cabeça mas a deixo falar. – Você parece ter uma vida ótima aqui.

- Não entendo onde quer chegar. Mas sim, não posso reclamar da vida daqui. – Falo confusa.

- Desde que você voltou para o Brasil, minha cabeça tem sido um caos. – Engulo o nó que se formou na minha garganta. Por que isso não parece o começo de uma fala que vai acabar bem para mim. – Eu vim pra cá, querendo ficar com você aí chego e vejo aquilo. – Eu abro a boca pra me defender mas ela me corta. – Já entendi, Karen também já conversou comigo. – Volto com a cara de confusa. – Mas o que me fez voltar para minha batalha interna mesmo foi ver você tão bem ali trabalhando, como posso se quer pensar na possibilidade de você ficar longe daqui.

- Samantha, você insiste na mesma tecla, para de pensar na minha vida aqui. – Tento não passar minha irritação na minha voz. – Você fala de uma maneira como se eu tivesse escolhendo entre você e NY- Ela me olha de uma maneira que me confirma que é exatamente isso que ela está pensando.

Falar para ela agora que se eu realmente tivesse que fazer essa escolha, eu escolheria ela só iria assustá-la e a verdade é que não quero pensar nisso agora, qual é a dificuldade de apenas deixar as coisas acontecerem? Um ano é tempo demais, dá para acontecer de tudo.

- Vamos fazer o seguinte. – Me viro dando um passo em sua direção, ficando de frente para ela com meus braços um em cada lado de seu corpo, me apoiando na mureta. – Chega de conversa. – Aproximo meu rosto do seu até que sinto sua respiração em meu rosto. – Presumo que tenha vindo com as passagens de MB. – Ela confirma com a cabeça sem falar nada e sinto sua respiração descompassada. – Então temos uns dias até a nossa volta, certo? – Encosto nossos narizes, fazendo um leve carinho. Ela está nervosa e eu cada vez mais confiante. – Então, até esse momento em que temos que voltar ao Brasil. – Roço meus lábios nos dela, ela permanece imóvel, não que eu esteja dando muito espaço para ela se mexer. – Apenas fique comigo, para de pensar no futuro, para de pensar no passado, apenas fique comigo, prometo que assim que pisarmos em solo brasileiro conversamos sobre tudo que quiser e respondo toda e qualquer pergunta. – Ela parece pensar na minha proposta. – Mas até lá, chega de conversa. – Acabo com o espaço entre nossas bocas com um beijo carinhoso, passando o máximo de ternura que consigo.


Notas Finais


É isso aí que temos pra hj mesmo.
Espero ter tirado a raiva que alguns ficaram da Karen, não coloquei ela ai pra ser odiada não gente kkkkk
Esqueci de avisar no cap anterior mas como ninguém falou nada acho q ficou tranquilo, tudo q está entre * é pq é em inglês =D
Espero que tenham gostado
Até a próx cap.
Bjooo


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