História Reconstruindo o AMOR - Capítulo 39


Escrita por:

Postado
Categorias Malhação
Tags Amizade, Amor, Lgbt, Lica, Limantha, Malhação, Mvad, Romance, Samantha
Visualizações 600
Palavras 2.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, FemmeSlash, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Volto a repetir que não tenho intenção nenhuma de largar a fanfic porém fazem duas semanas que minha rotina mudou completamente e só agora estou começando a me adaptar.
Por isso estou escrevendo no celular e/ou tablet porém é provável que acentuação, pontuação e letras maiúsculas sejam um problema.

Espero que gostem do Cap e qualquer coisa podem mandar mensagem ou me seguir no twitter.

Capítulo 39 - De volta à realidade


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo o AMOR - Capítulo 39 - De volta à realidade

- Sam, acorda. - Ouço Lica sussurrar em meu ouvido, na verdade já tinha sentido o avião balançar indicando que ia pousar mas não abri os olhos, e logo em seguida Lica começou a fazer carinho de leve em  meu braço, porém parou nem um minuto depois. - Sam. - Acabo abrindo os olhos para ver se entendo o motivo dela parar mas assim que me vê acordando se levanta e começa a pegar as bolsas no compartimento superior, sacudo a cabeça para focar e me levanto pegando a bolsa que ela me passa.

- Será que MB já está aqui? - Pergunto mexendo na minha bolsa atrás de alguma bala, jurava que tinha uma em algum lugar.

- Não vejo motivos para não estar, tirando as reuniões semanais da clínica, não tem nenhum compromisso que eu saiba. - Ela responde olhando para frente procurando alguém na multidão. Provavelmente MB, a acompanho na procura. - Aqui. - Ela me estende um pacotinho de bala halls. - Sei que gosta depois de dormir em viagem. - Ela se explica, aceito de bom grado, odeio esse gosto que fica na boca.

Passamos pela multidão logo depois de pegar as malas, Lica dessa vez sabendo que iria ficar por mais tempo trouxe muito mais coisa, de acordo com ela da primeira vez nem mala trouxe, apenas uma mochila cheia com roupas para uns dois ou três dias, e agora trouxe tudo que achava que sentiria falta, me surpreendi por “tudo isso” caber em duas malas. Passamos por casais se reencontrando, famílias se despedindo, amigos chorando com despedidas e outros festejando a chegada de alguém.

- Cadê ele? - Ouço Lica perguntar e continuo procurando

- Achei. - Dou uma cotovelada de leve nela para que olhe na direção que quero onde MB tá brincando de se equilibrar no bancos de espera enquanto os outros o olham ou com reprovação ou rindo dele. Lica começa a rir balançando a cabeça, podia jurar que ela ia passar seu braço pelos meus ombros mas volta a andar em direção ao MB, não estou certa se estou ficando paranoica imaginando coisas ou se ela está se controlando perto de mim.

MB finalmente nos vê e quase cai por isso.

- Cê tá querendo morrer? - Lica brinca se aproximando.

- Querendo morrer não tô não, mas se não me explicarem logo por que não estão grudadas como imaginei que estariam eu vou é querer matar vocês isso sim. - MB diz se arrumando para vir até nós. Olho para Lica para ver se tenho algum tipo de resposta sobre como agir mas ela apenas sorri de lado para mim e se vira para ele. Em apenas alguns minutos parece que esses dias nem existiram. Confusa é pouco para como estou me sentindo.

- Estamos cansadas e nós duas temos vidas para atualizar aqui. - Tento trocar o assunto voltando a andar.

- Espero que estejam cansadas de tanto transar… Ai, doeu! - Olho para trás e vejo ele passando a mão no braço que aparentemente foi socado por Lica. - Gostaria de ouvir o que estão cochichando mas me controlo, ando um pouco mais rápido, eles me acompanham e logo chegamos ao carro que Lica faz questão de dirigir, MB tenta me colocar no banco de carona mas desconverso falando que quero ir jogada atrás.

- Fala aí Samanthinha, o que mais gostou de NY? - MB se vira no banco para me encarar, e eu que estava toda torta o olho sorrindo de leve, realmente estava cansada.

- Broadway claro.

- Mentira, ela não queria sair do Central Park. - Lica me interrompe sem se distrair na direção.

- Gostei muito de lá mas nada se compara aos musicais né. - Começo a sentar direito no banco de trás.

- Parecia uma criança no parque isso sim.

- Quero ver fotos Liquinha sei que deve ter tirado milhares.

- Depois te mostro no computador quando chegar e tomar um longo banho.

- Nossa, tô louca por um também.

Continuamos o papo sobre a viagem e só percebo o quanto senti falta de casa quando entro pela porta do meu apartamento, que eu projetei onde mesmo antes de saber que iria ficar com um deles os projetei como se fosse para mim e quando o ganhei foi quase um sonho se tornando realidade.

Tranco a porta atrás de mim e começo a tirar a roupa antes mesmo de chegar no banheiro, odeio esse cheiro de avião.

Termino meu banho e saio bem mais relaxada, mais calma, estou em casa, nada como a segurança do seu próprio lar, pego meu celular e vejo as mensagens, digo a Clara que está tudo bem, que nos falamos depois, aviso Guto que já cheguei assim como meus pais, ninguém tinha entendido minha viagem em cima da hora mas ninguém contestou também. No fundo, pelo menos quem sabia que Lica estava lá tinha no mínimo uma suspeita dos meus motivos e agora fico me perguntando se fiz o certo.

Não que eu não tenha gostado, amei esses dias com ela, era como se fossemos adolescente de novo sem compromissos, sem expectativas. Achei até que talvez pudéssemos continuar assim aqui, tudo estava tão natural até sua mudança de comportamento no aeroporto, ela se afastou de mim mesmo estado ao meu lado, sei que não é paranóia minha, e fato de já ser noite e até agora ela ainda não ter vindo falar comigo ou mandar uma mensagem só me comprova isso.

Preciso tirar ela da minha cabeça ou pelo menos não deixar que seja a única coisa que eu pense, preciso voltar para minha vida. O problema agora é que minha vida tá me parecendo extremamente chata.

Já são quase duas da manhã e não consigo parar de rolar na cama, que inferno de cabeça que não para, já adiantei coisas do trabalho e nada de conseguir dormir, hora de tentar ler um pouco. Pego meu tablet na mesa de cabeceira e começo a procurar um no app. Nem me importo em acender a luz, passo por sei lá quantos títulos sem me decidir até que um barulho vindo da sala me chama atenção. Paro de olhar o aparelho e presto atenção para ver se o barulho vai se repetir, ele se repete, me levanto devagar e caminho para sala.

São batidas na porta, já passavam das duas da manhã, ou alguma merda tinha acontecido no prédio ou era Lica, como as batidas não pareciam desesperadas, acredito ser a última opção. Penso se devo abrir ou não, mais três batidas de leve, vejo sua sombra por debaixo da porta, quem que estou enganando, sei muito bem o motivo da minha insônia e acredito fortemente que minha vizinha esteja sofrendo do mesmo.

Abro a porta e percebo que ela ficou surpresa por eu ter aberto, não digo nada, nem ela. Nos olhamos o que parece uma eternidade num entendimento mútuo sobre a razão de não estarmos dormindo uma hora dessas, o fuso não era tão absurdo não deveria nos impedir de dormir, era outra coisa que não queríamos admitir em voz alta.

Chego pro lado, dando espaço para a fotógrafa passar, e assim ela o faz. Fecho a porta atrás dela e sigo para o meu quarto, ela fica parada. Paro antes de entrar pelo corredor.

- Não vai vir? - Pergunto sem olhar para ela, mas ouços seus passos se aproximando.

Me ajeito na cama e ela me segue deitando do outro lado, viro de costas para ela, ela não se aproxima de mim. Não nos primeiros minutos, mas um pouco depois sinto sua mão em minha cintura, a seguro e a puxo para mais perto de mim, ela não hesita em me abraçar feito conchinha. Caio no sono em questão de minutos.

Acordo com a respiração de Lica em meu pescoço, não consigo resistir e me viro begandobeijando sua testa um sorriso aparece em seu rosto ainda de olhos fechados que faz um outro aparecer no meu.

- Desculpa. - Ela sussurra, ainda se abrir os olhos. Olho pro lado e vejo a hora no relógio da parede.

- Caralho! - Dou um pulo vendo que são quase dez da manhã e já era para eu estar no escritório desde as 8h.

- Nossa, bom dia para você também.

- Eu tô duas horas atrasada! - Digo correndo procurando meu celular e vejo as chamadas perdidas, mando uma mensagem falando que perdi a hora para o Henrique que rapidamente me atualiza falando que os dois clientes que eu tinha nessa manhã avisaram que voltariam mais tarde.

- Se acalmou? - Lica percebe que soltei o ar que estava prendendo.

- Henrique conseguiu falar com os clientes  eles voltam à tarde. Mas ainda tenho um zilhão de coisas para me atualizar. - Explicando sentando na beirada da cama me permitindo respirar de novo. - Não dá para ficar assim Lica. - Digo a encarando, ela se ajeita na cama e senta.

- Assim como? - Vejo o medo em seus olhos.

- Não posso girar minha vida de cabeça para baixo, não posso ficar pensando no que temos 24h por dia.

- Você se arrepende de ter ido me encontrar em NY?

- Não Lica. - Ela sorri aliviada. - Mas tenho uma ordem aqui desde que chegou que venho me enrolando. - Ela engatinha na cama até perto de onde estou e senta de frente para mim. - Por que ficou estranha ontem? - Ela abaixa a cabeça, e eu pego as mexas de seu cabelo que cairam as coloco para trás das orelhas.

- Quando vi que estávamos chegando achei que fosse querer ficar como antes, não sabia como agir. - Ela respira fundo e a encaro tentando demonstrar que quero que continue. - Eu queria, quero mais que tudo que possamos ficar aqui como ficamos lá, mas sei que as circunstâncias são completamente diferentes, fiquei com medo de forçar algo e você acabar correndo.

- Vamos devagar como estávamos indo. - Dou um leve beijo nela e me afasto. - Ainda tenho que ir pro escritório ver como as coisas estão, e você, acredito que tenha que ir na escola falar com Clara. - Ela torce a cara me fazendo rir.

- Vida de adulto é um saco. - Ela se joga para trás na cama.

- Mas é o que temos para hoje. - Me jogo de novo na cama ao seu lado pensando no horário em que teria que sair.

Respiro fundo tentando controlar o bombardeio de pensamentos que decidem surgir em minha mente aqui deitada ao lado da única pessoa capaz de me enlouquecer.

- Precisamos conversar. - Digo ,mais pensando em voz alta do que querendo uma resposta mas Lica acaba respondendo.

- Não sei se agora é a melhor hora. - Me viro e vejo o receio em seus olhos.

- Concordo, mas precisamos - me viro completamente para ela, ficando de lado na cama. - Precisamos definir o que temos.

- Realmente, não sei o que temos - ela faz um carinho no meu rosto - mas sei muito bem o que quero ter. - Se aproxima de mim e me beija carinhosamente se afastando logo em seguida. Ficamos brevemente perdidas uma nos olhos da outra, antes de acabarmos com a distância.

O receio foi dando lugar a certeza, os toques leves foram se intensificando. Lica se vira ficando por cima de mim com uma de suas mãos por baixo da camiseta que usei para dormir que foi logo para em algum lugar do quarto que no momento não me importava nem um pouco. Fiz o mesmo com a sua blusa, o resto das peças ganharam o mesmo destino.

Logo estávamos de volta no nosso ritmo, nossas pernas entrelaçadas de forma que a minha perna pressionava seu centro molhado e a dela a minha, ações espalhadas de forma harmônica, se ela acelerava eu seguia logo depois.

Desci minha mão até sua parte mais íntima e fui descendo os beijos até chegar em seus seios onde beijei devagar a princípio fazendo-a se contorcer sob meu corpo, fui intensificando minhas ações de forma que compensava, se minha boca trabalhava de forma lenta em seus seios minha mão ia rápido e forte, quando eu sugava e chupava mais intensamente minha mãe desacelerava.

Com uma de suas mãos Lica me fez subir o rosto levando minha boca de encontro a dela, enquanto sua mão descia meu corpo, seus dedos não acharam barreira alguma, ver Lica assim sempre mexeu comigo de uma maneira absurda.

Começamos uma leve competição, ela me penetrava com um dedo e o fiz com dois, estocava com mais força e ela me igualava, beijava seu pescoço ela mordia minha orelha, nenhuma de nós querendo ser a primeira a perder o controle. Como resultado chegamos ao ápice juntas, em meio a carinhos e beijos mais calmos fomos nos recuperando.

Fecho meus olhos por um instante e sinto seu beijo em minha testa.

- Sei que precisa se tempo e espaço mas não consigo ficar longe de você. - Ela diz enquanto ainda permaneço com meus olhos fechados absorvendo o que diz.

Abro meus olhos devagar e encontro os dela me olhando, calmos e ao mesmo tempo mostrando preocupação.

- Então não fica. - Digo, uma frase curta mas cheia de sentimentos. Em resposta seus braços me envolvem.

LICA POV

- Ué? Café só para você?

- Imaginei que já fosse ter tomado café com uma certa arquiteta que por coincidência mora ao lado. - MB responde de forma irônica. Reviro os olhos e sigo pro quarto, não sem antes dar um leve tapa em sua cabeça. - Ingrato.

- Também te amo! - Grito já dentro do cômodo.

- Se acertaram? - MB surge na minha porta.

- Acredito que sim. - Pauso e refaço minha frase.- Pelo menos na minha cabeça estamos bem. - Termino de me vestir. - Vou almoçar com Clara, quer vir?

- Ficar ouvindo vocês duas falando de negócios da escola? Passo. - Concordo com a cabeça, eu também passaria se perdesse. Sigo para a sala, onde minha bolsa está, MB me segue. - Vai sair sem tomar banho? - Olho pra cara dele, que está tentando disfarçar o riso. Quando começa a rir ser que minha cara me entregou. - Diz aí Liquinha, o chuveiro da vizinha é melhor?

Pego minha bolsa no sofá e junto com ela uma almofada que jogo no beira que ainda ri. Ele agarra ela e me manda um beijo no ar, dou a língua e saio do apartamento com o melhor humor possível.

Não são nem dez minutos de caminhada até a entrada da escola onde cumprimento o porteiro que acima de volta. Ando pelos corredores quase desertos, apenas alguns alunos em aulas de recuperação, chego na sala da direção mas não acho minha irmã. Olho para os lados e nada, fico parada no meio da sala, pego o celular e não vejo nenhuma mensagem dela, apenas da Tina já querendo marcar para saber detalhes da viagem.

Meus olhos ficam indo do lado dela da sala pro meu. Nenhuma obra havia sido feita cunda mas eu já tinha uma mesa separada mas nem me dei ao trabalho de arrumar. Não pretendia ficar nessa sala trabalhando antes no ano letivo acabar, mas Clara insistiu.

- Você sabe que pode sentar né? - Ouço a vez da minha irmã e me viro em sua direção - A sala é literalmente sua. - Ela se aproxima me abraçando, devolvo o abraço apertando mais ainda. É um abraço sincero, o que sempre sonhei em receber quando voltasse ao Brasil mas sempre soube que não merecia. - Agora que a lua de Mel acabou, vamos ao trabalho.

- Que Lua de mel? - Pergunto de forma inocente mas um sorriso insiste em aparecer em meu rosto.

- E eu nasci ontem. Acho que até Tônico sabe o que vocês ficaram fazendo lá. - Faço cara de chocada mas caímos na gargalhada. - Depois quero saber de tudo mas sério, precisamos resolver muitas coisas por aqui.

- Tá bom, tá bom. - Reviro os olhos e me sento em uma das cadeiras a frente da mesa da diretora.

Sabia que teria muita coisa para resolver aqui, não só na escola mas na minha vida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e que continuem lendo.

Novamente, desculpe a demora.

Vejo vocês no próx cap.

Bjooooo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...