História Reconstruindo o Coração! - Capítulo 13


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Categorias 2AM, Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Got7
Personagens Jackson, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jo Kwon, Jungkook, Lisa, Mark, Rap Monster, Suga, V, Yugyeom
Tags Menção Jikook, Menção Vlisa
Visualizações 89
Palavras 4.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIOIOIOIOIOI TUDO BOM COM VOCÊS?
Rs, eu tô ótima, obrigada por perguntarem.
NÃO VOU ENROLAR PQ TÔ ANSIOSA PRA VOCÊS LEREM O CAPÍTULO RS
mais de noitinha tem o próximo,
BOA LEITURA E ATÉ LÁ EMBAIXO, DESCULPEM OS ERROS

Capítulo 13 - (In)Diretas


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo o Coração! - Capítulo 13 - (In)Diretas

Yeva 

– Por que você saiu daquele jeito? – Lisa me interrompeu, justo no momento que eu iria explicar.  

– Aconteceu alguma coisa? – Jungkook faz o mesmo. Tem meia hora que eu quero explicar, mas toda vez que eu abro a boca alguém me interrompe. Acho que eles não sabem que meu pavio está mais curto que o normal hoje.  

– Dá pra vocês calarem a merda da boca e me escutarem? – Foi minha vez de interrompê-los, só não gritei pra não acordar Sook, que dormia em minha cama. Ela simplesmente apagou depois de ficar alguns minutos em meu colo, chorando baixinho.  

Jungkook e Lisa levantaram as mãos em sinal de rendição e murmuraram nossa, em conjunto. Expliquei a eles tudo, detalhe por detalhe, do mal humor ao momento melancólico de Sook. Depois disso ficaram em silêncio. Acho que sem saber o que comentar. 

 Eu também não saberia. 

– O que acha de darmos uma volta, hein? Para espairecer! – Lisa sugeriu, ia concordar, mas desviei meu olhar para o motivo.  

– Mas e Sook? Não posso deixar ela sozinha. – Lisa se virou para olhar Sook, que continuava dormindo feito pedra. Voltou a olhar para mim, com um sorriso no mínimo esquisito no rosto.   

– Por que não vão só vocês dois? Eu fico por aqui, vigiando caso ela acordar. – Semicerrei os olhos quando percebi que sua frase tinha um quê de malícia, balancei a cabeça demonstrando minha indignação, mas acabei aceitando.   

– Tudo bem, quer que eu traga alguma coisa? – Perguntei enquanto vestia um moletom vinho por cima da regatinha preta que eu estava usando. O clima está bem esquisito esses dias, fazia frio num dia e no outro já estava calor. Assentiu balançando a cabeça freneticamente, esfomeada. – Morta de fome. – Calcei um tênis branco por último, deixei um beijinho na testa de Sook e outro na bochecha de Lisa e peguei as chaves e os capacetes da moto.  

Dei um último aceno na direção de Lisa antes de sairmos do quarto. Peguei na mão do Jeon e entrelacei nossos dedos, seu olhar caiu para nossas mãos e ele sorriu. Iria continuar andando se ele não tivesse me puxado para perto dele e abraçado meus ombros.  

– Você é muito fofa, sabia? – Beijou minha bochecha.  

– Eu sei. – Falei convencida e passei meu braço em volta de sua cintura. Gargalhou.  

– E nada modesta também. – Piscou pra mim, rindo. Ri também. Estávamos quase chegando no estacionamento quando Jungkook tropeçou em seus cadarços desamarrados, quase caindo. Gargalhei tão alto que deveriam ter escutado minhas risadas na rua. Se abaixou atrás de um pequeno muro ali pra amarrar o cadarço, enquanto fui subir na moto.  

– Yeva?! – Me virei na direção da voz e vi Yugyeom vindo em minha direção, sorrindo. Sorri de volta e desci da moto, para cumprimentá-lo, senti o olhar de Jungkook queimando sobre minhas costas já que a moto e eu estávamos de frente pro pequeno muro, mas fingi que ele só encarava alguma coisa suja nas minhas costas. 

Yugyeom me abraçou, me pegando de surpresa, quase não tínhamos intimidade. Mesmo assim correspondi, por educação mesmo.  

– Tem um tempão que a gente não se vê. Onde você estava? – Perguntou.  

– Presa em minha torre. – Coloquei a mão na testa, fazendo drama. Ele gargalhou e assentiu, entrando na brincadeira. – Mentira, só estudando mesmo. – Arregalou os olhos, espantado.  

– Nossa, cheguei a acreditar que você era uma princesa e sua madrasta má te deixava mantida em cativeiro, doce ilusão. – Fez o mesmo gesto que eu havia feito anteriormente e ainda se inclinou em minha direção, se apoiando em mim. Será que ele não percebeu que é praticamente duas vezes o meu peso não?   

– Pesado. – Murmurei e o empurrei, não gosto de pessoas invadindo meu espaço pessoal. Ele riu.   

– O que a donzela está fazendo fora da torre? Conseguiu fugir? – Continuou na brincadeira, assenti. – Quer dar uma volta? – Será que ele não tinha visto Jungkook não?  

– Na verdade eu já vou sair e... – Senti braços sobre meus ombros e Jungkook me interrompeu.  

– Nós vamos sair. – Sorriu irônico e beijou minha bochecha. Percebi o desconforto de Yugyeom quando percebeu Jungkook ali, me abraçando.   

– Posso ir também? – Percebi a ironia na sua fala também, tsc.   

– Desculpa, mas idiotas não estão convidados. – Dei uma cotovelada em Jungkook pela maneira que havia falado e Yugyeom fechou ainda mais a expressão facial. Começaram a se encarar, sem dizer uma só palavra. Comecei a ficar nervosa com aquele silêncio.  

– Então por que você está indo? – Arqueou a sobrancelha esquerda, provocando. O que esses caras têm pra agir dessa maneira? Jungkook bufou, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem (eu estou com sérios problemas! Nem numa situação tensa eu me controlo).  

– Como é? – Jungkook questionou, me soltando. Eu apenas observava.  

– Foi o que ouviu. Ou será que é surdo também? – Se nós estivéssemos em um desenho animado eu acho que teria uma interrogação enorme estampada no meu rosto. Por que eles estão agindo assim um com o outro? Jungkook se aproximou perigosamente de Yugyeom. Me enfiei no meio dos dois.  

– Er... acho melhor irmos, não acha Jeon? Estou com fome. – Coloquei minhas mãos no peitoral de cada um e os empurrei, fazendo eles se distanciarem.  

– Qual o problema Yeva? Estamos tendo apenas uma conversa amigável. – Fuzilei Jeon com o olhar. Balancei a cabeça, indignada.  

– Relaxa Kook, depois nós conversamos direito. A gente se esbarra Yeva. – Como se não bastasse ter quase brigado, Yugyeom ainda me dá um beijo na bochecha e sai, indo para o dormitório. Tive que usar toda minha força pra segurar Jungkook de não correr atrás de Yugyeom e lhe dar uma surra. Aquilo já estava começando a me irritar.  

– Dá pra me soltar? – Ralhou irritado. Se alguém tivesse que estar irritado aqui, esse alguém era eu. Idiota.  

– Só se me prometer ficar quieto e deixar de idiotice. – Me olhou indignado, mas assentiu, soltei ele vagarosamente, com medo de acontecer alguma merda.  

– Não é idiotice, só não suporto aquele cara. – Bagunçou os cabelos, nervoso.   

– Por que? – Perguntei subindo na moto e colocando o capacete.   

– Besteira, só não gostei dele encostando em você. Não quero você assim com ele mais. – Soltei uma gargalhada nervosa.  

– E quem você pensa que é pra mandar em mim? – Tirei o capacete pra encará-lo, não sei como ainda não xinguei ele, controlei ao máximo o mal humor pra não explodir naquela hora.  

– Eu sou seu... seu... Não importa! Só não quero você de papinho com ele. – Já citei alguma vez que detesto pessoas que tentam controlar a vida dos outros?   

– Jeon. – Desci outra vez da moto (eu só queria poder ir comer) e me aproximei dele, deixando nossos rostos bem próximos. – Pelo que eu saiba, você não é nada meu, somos apenas amigos e você não é meu dono. Se você pensa que só por estarmos ficando ou se, só se, quando formos namorados você vai poder mandar em mim pode parar por aí, pessoas possessivas comigo não tem vez. – Ele suspirou, talvez minhas palavras tenham sido um pouco pesadas? Talvez.  

– Escuta esse conselho como um amigo, por favor. – Segurou minhas mãos e deixou na altura de seus peitos.  

– Isso não foi um conselho, você praticamente ordenou. – Apertou minhas mãos.  

– Desculpa se soou como uma ordem, não foi minha intenção. – Murmurei um "tudo bem". – Agora, podemos ir?  

– Acho que eu não quero ir mais não, perdi a vontade. – Negou, balançado a cabeça. – Se quiser ir sozinho por mim tudo bem, eu vou descansar.   

– O que acha de eu e você comprarmos alguma coisa na loja de conveniência e depois ficar no meu quarto? – Sugeriu, até que a ideia não era tão ruim não.  

– Tudo bem então. – Entreguei um dos capacetes pra ele e subi na moto, pra FINALMENTE comprar meu almoço (eu ainda acho que deveria me alimentar melhor). Antes de ambos colocarmos o capacete Jungkook me deu um selinho demorado, de forma carinhosa. Sorri sentindo borboletas no estômago (sinceramente, estou parecendo uma adolescente).  

Coloquei o capacete, dando partida na moto e seguindo pra loja citada anteriormente. A loja de conveniência era bem perto mesmo, nem quinze minutos e já estávamos de volta aos dormitórios.  

– E o que vocês vão fazer no quarto? – Eu tinha passado no quarto pra deixar o "almoço" das meninas antes de ir com Jungkook no seu quarto e sem querer deixei escapar isso, pra Lisa. E como uma boa curiosa, está me enchendo de perguntas indiscretas.  

– Como eu já disse Lisa: Passar o tempo, conversar, comer, ver filmes, dormir. Por Deus, para de pensar merda, sua mente de esgoto. – Ela riu.  

– Eu entendi, não esquece que está me devendo aquela reunião ainda, viu? – Deu uma piscadela.  

– Como esquecer? Agora me deixa ir, até logo. – Mandei um beijinho e ela o "agarrou" no ar, como se fosse alguma coisa muito frágil e que se caísse no chão, quebraria. Saí do quarto rindo de sua gracinha.  

– Demorou. – Disse se desencostando da parede, revirei os olhos.   

– Culpa da sua querida amiga. – Ele riu.  

– O que ela fez dessa vez? – Perguntou enquanto já caminhávamos.  

– Me encheu de perguntas, só porque você me convidou pra ir no seu quarto. Ela deve ter imaginado que iria acontecer como daquela vez no meu quarto. – Ele corou, que fofo.  

– E-eu não te chamei pra ir lá p-por isso, só queria me desculpar. – Gargalhei.  

– Eu sei, você não seria tão tarado assim. – Apertei suas bochechas. – Vou te envergonhar mais vezes, é tão fofo. – Virou o rosto pra frente, tentando esconder as bochechas com as mãos.  

– Aish, vamos logo. – Ri, ele olhou pra mim outra vez e começou a me puxar pra fora do dormitório.  

[...]  

Nunca pensei que o dormitório dos garotos fosse tão arrumado. Sempre imaginei várias pichações e grafites espalhados pelas portas, cheiro de bebida ou cigarro, as portas dos quartos com coisas escritas, barulho de gemidos por todo os lados e pessoas andando de um lado ao outro, sem roupa e chapadas.  

E não que cheirasse a limpeza, as paredes sem uma sujeira sequer, as portas dos quartos sem nenhum arranhão ou rabisco, conversas normais e sem gemidos. E os garotos andavam normal, uma vez ou outra sem camisa.  

O quarto de Jungkook era no terceiro andar, entramos e demos de cara com o Hoseok e o Tae se engolindo, literalmente.   

– EI, SAIAM DA MINHA CAMA! – Eles pararam imediatamente o que estavam fazendo, rindo. Sempre achei eles dois fofos juntos e sempre suspeitei. Estava certa. Pelo visto um dos dois é amigo de quarto de Jungkook e estavam usando a cama do mesmo, ao invés da deles. – Quantas vezes eu tenho que dizer pra se comerem na sua cama Hoseok? Já estou cansado de ter que trocar meus lençóis sujos de esperma.  

– Relaxa Kookie-ah, dessa vez nós não conseguimos chegar a esse ponto, você interrompeu. Não tenho culpa se sua cama é perto da porta e mais acessível, sabe, entrar se pegando com o namorado dentro do quarto e tentar desviar das coisas não é fácil. – Tae falou, no colo do seu namorado, fazendo Jungkook fazer uma careta. – E aliás, oi Yeva. – Sorriu.  

– Oi Tae e Hoseok. Não sabia que vocês se pegavam. – Hoseok riu.  

– Querida, somos quase noivos! – Tae gritou e Hoseok fez uma careta.  

– Não exagera também amor, nós só namoramos. – Hoseok disse sério e Tae revirou os olhos.  

– Quer dizer que você não planeja se casar comigo? – Jungkook interrompeu antes que Hoseok respondesse.  

– Dá pra vocês discutirem o relacionamento em outro lugar? Eu quero relaxar e comer com a Yeva no quarto. – Eles pararam de discutir no mesmo instante e nos olharam. Ambos com sorrisos maliciosos. – E eu não vou transar com ela, ok? Não sou igual a vocês que parecem animais no cio. – Se fingiram de ofendidos.  

– Você pensa que me engana com essa carinha de inocente Jungkook, eu sei que você vive trazendo garotas pra cá. – Arqueei as sobrancelhas, mas não falei nada. Jungkook repreendeu Hoseok com o olhar e apontou pra porta. Eles se levantaram e saíram, sem antes gritar:  

– USEM CAMISINHA. – E bateram a porta. Jungkook bateu a mão na testa pela idiotice dos dois, eu apenas ri. Ia me jogar na cama que era de Jungkook.  

– NÃO, tem esperma aí! – Ele segurou minha cintura e me empurrou pra deitar na cama de Hoseok enquanto trocava os lençóis da cama.  

– Mas eles disseram que... – Ele me interrompeu.  

– A primeira regra do manual de sobrevivência com meus amigos é: Nunca confie no que eles dizem. – Tive que rir.  

– Que manual é esse? Estou precisando de um desse pra conviver com a Lisa. – Ele deu de ombros.  

– Acabei de inventar ele. – Terminou de ajeitar os travesseiros e veio em minha direção. Pensei que ele ia me abraçar ou algo do tipo, mas não. Ele me pegou no colo e praticamente me jogou na sua cama, como uma boneca de pano (bem pesada) e pulou em cima de mim, fazendo um barulhão. – Ih, quebrou. – Falou num tom divertido.  

– E como você fala isso como se fosse uma coisa normal? – Ele riu e se levantou, pra olhar se tinha mesmo quebrado.  

– Não quebrou não, se ela tivesse que quebrar já teria acontecido a muito tempo. Aquelas pestes que eu chamo de amigos vivem usando ela pra... – Coçou a nuca, envergonhando. Balancei a cabeça, mostrando que tinha entendido. – Se ela não quebrou até agora, com um pulinho meu é que não vai quebrar.  

– Pulinho? Você quase me matou esmagada, seu gordo. – Voltou a deitar na cama junto comigo, dessa vez como uma pessoa normal.  

– Gordo nada, você que é muito fraquinha. – Gargalhei.  

– Sou, quero ver você falar que eu sou fraquinha depois de me ver carregar uma criança de 5 anos com dezoito quilos. – Ele arregalou os olhos.  

– Consegue? Por isso você come demais e não engorda. – Rimos.  

– Por falar em comida, eu estou com fome. – Ele se levantou e foi pegar nossa comida. Parando pra reparar, o quarto era parecido com o nosso. Só mudava o fato esse quarto tinha mais eletrônicos, como o micro-ondas que Jungkook está usando pra esquentar nosso "almoço" na cômoda de madeira e um escritório com um computador.  

Me entregou o potinho com os hashis, comemos tudo em menos de 20 minutos, parecíamos dois esfomeados.  

– Yeva? – Me chamou depois de eu jogar a embalagem que continha nossas comidas, enquanto deitava na cama. Respondi com um barulho nasal. – Depois do que aconteceu com você e o... pai de Sook, você se relacionou com mais alguém? – Senti ele se virar na cama para me olhar, mas fingi que não tinha percebido e continuei encarando o teto.  Por que tão subitamente? 

– Não. – Respondi secamente. – Na verdade, eu não conseguia me relacionar com ninguém. Eu fiquei tão obcecada com essa coisa de ser ajudada com segundas intenções que, quando uma pessoa era amigável comigo eu já desconfiava e tinha um ataque de loucura. As pessoas que dizem que eu as afasto, estão erradas, pois minha loucura as afasta.  

– Por que você não teve isso quando virou nossa amiga? – Acariciou minha barriga, fazendo pequenos círculos invisíveis.  

– É isso o que eu me pergunto. Talvez eu tenha superado. – Sorri, relembrando a noite que eu me diverti muito com meus novos amigos.  

– O que aconteceria se você fosse estuprada outra vez?   

– Provavelmente morreria de tanta desgraça. – Eu não estava olhando para seu rosto e para suas expressões, mas provavelmente ele estava com os olhos arregalados. Ele me abraçou.  

– Eu entendo. – Ele disse com a voz transbordando pena, me desvencilhei do seu abraço.  

– Não precisa ter pena de mim.   

– Mas eu não estou com- – O interrompi.  

– Está sim, não adianta negar. Vamos assistir um filme pra passar o tempo? – Mudei de assunto antes que o clima ficasse ruim.  

– Posso escolher? – Me olhou com um olhar pidão.  

– Não, da última vez você me fez ficar com medo. Até hoje tenho pesadelos. – Ele riu.  

– Por favor, dessa vez eu escolho um de romance com aventura. – Fiz careta.  

– Tudo menos romance com aventura e terror, por favor. – Ele arqueou uma sobrancelha e perguntou por que. – Filmes de aventura romântica são tão clichês, é sempre assim: O casal se conhece e se apaixona do nada, começam o romance e sempre uma pessoa atrapalha isso, o que na maioria das vezes é uma patricinha ou o ex namorado possessivo da personagem que tentam a todo custo separar o casal, mas não conseguem. Pra não dizerem que o filme foi muito superficial alguém morre e o casal tem um final feliz. Terror é meio óbvio.  

– Bom saber. Sabia que muitas vezes quando nos apaixonamos, o clichê se torna rotina? Quando você se apaixona por uma pessoa você irá querer pedir ser pedida em namoro em uma sala enfeitada de corações com um caminho de pétalas, irá querer ter a sua primeira vez com ele num lugar deserto e romântico a luz de velas, ser pedida em casamento num lugar que se tornou especial para vocês dois e ter um final feliz, com direito a balões e filhos. – Ele disse com a voz um pouco embargada. Me virei pra ele novamente arrumando minha postura, ficando séria.  

– Como você sabe que vai acontecer isso? – Ele riu, por mais que eu não tenha visto graça no que eu disse.  

– Experiência própria. – Arregalei os olhos.  

– Você já se apaixonou? Quer dizer, não temporariamente, mas amor verdadeiro? – Ele balançou a cabeça.  

– Duas vezes. Ambas perfeitas ao meu ver. – Ele disse, nostálgico. Fiquei com um pouco de ciúmes, apenas um pouco.  

– O que aconteceu com elas? – Me deitei em seu peito, fazendo um carinho em sua mão que estava na barriga.  

– Uma delas... infelizmente me deixou. – Arregalei os olhos. – Sim, ela morreu. – Ele afirmou depois de um tempo, já que eu havia ficado em silêncio, tentando processar a informação. As informações, na verdade.  

– Você sabe...como? – Encarei seu rosto, seus olhos estavam tristes. Assentiu.  

– Overdose. Duas semanas depois que ela havia morrido eu descobri, ela se drogava. Nesse dia descobri também que ela tinha outro namorado, ele que disponibilizava a droga pra ela. Descobri mais tarde também que no mesmo dia da morte dela, ele foi encontrado em sua casa morto, com várias marcas de faca pelo corpo. Se antes quando ela morreu eu me sentia sem vida, depois que eu descobri essas coisas eu me senti despedaçado, sem alma. Foi como se meu coração tivesse sido arrancado do peito e só existisse um buraco ali, escuro e profundo. – Uma lágrima solitária desceu por sua bochecha que ele não hesitou em limpar. Eu estava sem palavras. – Nem sempre temos um final feliz com quem amamos, o clichê pode se tornar um pesadelo e o meu final feliz com ela acabou sendo ela morta e eu, sendo um corno apaixonado e depressivo. – Nessa altura do campeonato ele estava deitado com a cabeça em meu colo, enquanto eu acariciava seus fios macios. Tive curiosidade de perguntar quem era ela, mas me contive.  

Eu nunca me apaixonei assim então não posso ter uma ideia de como foi a dor, mas pela maneira que ele havia acabado de ficar eu já posso ter uma noção. 

– Já pode parar por aí, chega de sofrer. Passou, né? E a outra garota que roubou seu coração, como ela é? – Tentei colocar toda minha animação na frase para acalmá-lo, ele riu e fungou.  

– Ela é linda, seu sorriso me cativa. Sua voz me encanta e seu corpo me atrai de uma forma que eu acho que é humanamente impossível ter alguma explicação. Suas carícias e sua forma de falar nem se falam. – Acho que agora meu ciúme se intensificou, mas eu tentei disfarçar.  

– O que você está fazendo aqui comigo então? Vai atrás dela, agora! – Ele riu e negou. – Por que?  

– Ela é meio difícil, já tentei de todas as formas me declarar pra ela, até jogar indiretas eu já joguei. Parece que é burra, nunca entende minhas investidas. – Ri. 

– Tem razão, eu no seu lugar já teria a agarrado e a pedido em namoro. – Gargalhou.  

– Pois é, nós sempre ficamos, mas ela acha que eu sou um passatempo, sempre jogando na minha cara que somos sempre amigos e só ficamos, não temos nada de especial. – Fiquei indignada. E com um pouco mais de ciúmes por saber que não sou a única. Quero dizer, eu não tenho esse direito de querer mandar na vida do garoto, mas me sinto realmente incomodada. 

Um pouco egoísta e ciumenta demais, talvez. 

– Como uma garota sem coração diria coisas assim? Qual o nome dessa garota pra mim mostrar a ela o quão fofo você é? – Ele fechou a cara.  

– Como eu já disse, ela é bem lerda. E acho melhor não falar o nome dela, quem sabe outra hora? – Assenti. – Agora vamos ver o filme? – Assenti outra vez, conversamos tanto que já tinha até esquecido do filme. Me levantei pra procurar algum filme e olhei as horas, arregalei os olhos quando vi que já tinha passado muito tempo. Eram quase dez horas da noite, quero ver como eu vou voltar pro meu dormitório.  

No final acabei escolhendo um filme de animação qualquer, era até engraçado e fofo. Eu e Jungkook vimos o filme todo colados, as vezes nos beijando. Quem visse de longe pensaria que éramos um casal, mal sabiam que ele era apaixonado por outra. Muitas vezes no filme me peguei encarando nossas mãos entrelaçadas em minha barriga e me perguntando se eu era apenas um passatempo pra ele, já que a outra não gostava da mesma forma que ele gostava dela. O final do filme foi bem bobinho, o personagem principal depois de muitas aventuras finalmente conseguiu voltar pra casa.  

Me espreguicei na cama e peguei o celular pra olhar as horas outra vez, onze horas da noite.   

– Acho melhor eu ir embora, amanhã eu tenho que levantar bem cedo pra levar a Sook e me arrumar pra faculdade, você também. – Ele fez biquinho e negou.  

– Dorme aqui hoje, o hyung só vai voltar amanhã e eu não quero dormir sozinho. – Ri pela sua manha e neguei. – Por favor, amanhã bem cedo eu acordo e te levo pra lá.   

– Mas e se a Sook acordar e sentir minha falta? – Ele me puxou de volta pra cama, me fazendo deitar de novo. 

– Ela tem a Lisa lá, relaxa. – Olhei pra minhas roupas, não iria dar pra dormir de calça jeans.  

– E as minhas roupas? Eu não trouxe nada. – Ele revirou os olhos.  

– Você veste alguma minha. Não adianta tentar argumentar, eu vou ter uma resposta pra todos. – Ri.  

– E se eu disser simplesmente que não quero dormir no mesmo quarto que você? – Perguntei petulante.  

– Você estaria mentindo. – Gargalhei. Ele estava certo. – Olha, se você quiser pode usar meu banheiro, eu não vou me aproveitar de você. Não sou um tarado.   

– Onde eu fui me meter? – Perguntei pra ninguém específico, acabei concordando em ficar aqui com ele.  

– No meu quarto, comigo. Agora, meter... – Taquei um travesseiro na cara dele.  

– Não ouse continuar essa frase. Me dá alguma coisa pra mim vestir de pijama? – Ele riu antes de ir até seu armário.  

– Acho que você pode pegar essa blusa, é apertada pra mim. – Me jogou uma blusa enorme, cinza. –  Se importa de vestir uma cueca e uma calça de moletom duas vezes seu tamanho?  

– Tem outra escolha? – Negou e eu peguei as roupas, e fui pro banheiro. O banheiro era parecido com o meu, bem apertado. Tranquei a porta, por precaução antes de me despir. Prendi meu cabelo num coque alto e entrei no pequeno box do banheiro. Liguei o chuveiro e deixei a água cair sobre as minhas costas, enquanto refletia. Havia acontecido tanta coisa hoje que querendo ou não, eu estava exausta. Me aproveitei um pouco dos produtos de Jungkook, que tinham seu cheiro (ou Jungkook tinha o cheiro dos produtos, sei lá).  

Saí do box, por mais que a água estivesse uma delícia, o banheiro não era meu. Me enxuguei e vesti a roupa que eu peguei emprestada. Como previsto ficaram muito largas em mim, até a cueca. Coloquei a pasta de dente no dedo e escovei os mesmos. Fiz uma trança no cabelo e saí do banheiro. Jungkook me encarou e riu.  

– Que fofa! – Fofa? Eu estava pior que um saco de batata, sinceramente. Ele levantou e deu um beijo na bochecha. – Você pode dormir mais vezes no meu quarto, se quiser. – Assenti sorrindo, ele disse que iria tomar um banho rápido pra podermos dormir depois. Me deitei na sua cama pra esperar.  

Cinco minutos depois eu escuto o barulho da porta do banheiro e me viro, dando de cara com Jungkook apenas de calça moletom, com o peitoral e o abdômen à mostra. As gotas de água escorrendo por aquele corpo enquanto ele secava seu cabelo com a toalha eram uma tentação. Me limitei a morder o lábio inferior quando ele viu que eu o encarava de boca aberta.  

– Limpa a baba aqui no canto. – Limpou a baba imaginária no canto da minha boca com a toalha que estava se enxugando. Bati em seu pulso e ele riu, se deitando ao meu lado. Me abraçou e afundou a cabeça em meu pescoço, fungando meu perfume (que na verdade era o seu). – Ei! Eu conheço esse perfume. – Ri sapeca.  

– Eu peguei emprestado. Você não liga, né? – Ele riu e negou.  

– Quando os hyungs usam meus produtos de higiene eu fico bravo, mas você eu não ligo. É até bom sentir meu perfume em você. – Ri.  

– Nossa, até me senti especial. – Riu junto comigo e se levantou pra apagar as luzes, quando o fez, o quarto ficou um completo breu, só era iluminado pela luz da Lua, que batia na cama. Se deitou de frente pra mim e me puxou para perto dele, colando nossos corpos e fazendo nossos rostos ficarem a centímetros de distância.  

– Boa noite, bad girl. – Nos beijamos outra vez, o gosto de menta da pasta de dente era tão bom, dava uma sensação refrescante.  

– Boa noite, homem coelho. – Ele riu.  

– Pra onde foi o "menino coelho"? – Sorri.  

– Teve o mesmo destino que minha sanidade quando vi você sem camisa. Sorte que eu tenho autocontrole. – Sorriu de lado.  

– Eu sei, sempre causo esse efeito nas outras. – Revirei os olhos.  

– Vai dormir, seu convencido. Talvez amanhã você acorde com um pouco mais de humildade. – Me apertou mais contra ele. Estava quase me entregando ao sono.  

– Só quando você dormir. – Ri da sua infantilidade.  

– É pra já. – Fechei os olhos e me ajeitei em seus braços. 

– Eu te amo. – Murmurou algo que eu não pude e nem consegui entender e finalmente pude dormir, me entregando de corpo e alma ao sono. 


Notas Finais


vcs têm noção de quem seja essa pessoa que nosso Jeonzinho é apaixonado? rs, sei não hein.
AAAAAA
quais expectativas pro próximo cap? Boas ou ruins?
ATÉ DAQUI A POUCO E EU TO COM FOME HELP
LINK DO GRUPO NO WHATSAPP: https://chat.whatsapp.com/8TtbGcMF6


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