História Recordações de um Verão Esquecido - Capítulo 17


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Tags Casgali, Cebônico, Drama, Misterios, Suspense, Tmj, Xavenise
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Palavras 2.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - The Diary


Fanfic / Fanfiction Recordações de um Verão Esquecido - Capítulo 17 - The Diary

Mônica

E no final das contas, Magali não me contou quem ela desconfiava ser o mcd, nós não chegamos nem no meio da fita direito, e tudo ficou pela metade (Ahhh).
E no final de tudo, tive apenas que aceitar que nada está ao meu mandar, o mundo não gira em torno de Mônica Sousa.

Olhei para os lados e então vi a Denise, com o mesmo ruivo do outro dia. Pensei que seria uma boa falar com ela, mas do jeito que aconteceu da ultima vez, não queria arriscar de novo. Ela estava zangada comigo, e eu não a culparia por fazer tudo aquilo, afinal, ela ainda sofria pelo Xaveco. Quem não sofria?

Suspirei voltando a encarar meu livro, e por poucos segundos levantei novamente a cabeça, olhei do outro lado e vi o Do Contra, sério e quieto. Ainda não tinha entendido o que havia acontecido na nossa "conversa", afinal de contas, ele tinha feito uma ameaça a mim, ou não? Respiro fundo e logo passo as mãos no cabelo, observando as pessoas que por ali passam.

- Oi! - o Cebola chega e se senta na minha frente.

- Oi. - digo e abro um pequeno sorriso.

- Como vai?

- Ótima. E você? - ele não responde, apenas assente positivamente e arruma os óculos dele.

- Você não parece bem. - ele comenta depois de um, breve, período de observação.

- Não é nada, só...... só uns problemas de família, Cê. Nada demais, viu?

- Se não fosse nada demais, acho que você não estaria com essa cara.

- Que cara, Cebola? Essa é a única que eu tenho, desculpe se ela não é boa o suficiente. - digo me frustrando. Então percebo que é uma burrice ficar com raiva dele, por algo que meu pai fez - Desculpa.

- Quer um chocolate pra acalmar, fera? Tpm atacando fortemente? - acabo rindo dele e seguro sua mão.

- Desculpa mesmo, Cê... é só que.... minha cabeça está a mil! Esse ou essa, foda-se quem é, Mcd está me deixando louca! E cada vez que penso que não pode ficar pior.... ah, fica! - ele ri de mim e entro na brincadeira também. - Desculpa, não quero encher sua cabeça com os meus problemas, Cê.

- Tudo bem, todos temos dias ruins, certo? - assento, e então acabo me deparando com as  nossas mãos que ainda estão entrelaçadas. Sorrio ao pensar na ideia de ainda estarmos juntos, eramos dois patéticos apaixonados (ou pelo menos, nos denominávamos assim).

- Como era em Londres? - ele pergunta quebrando o gelo.

- Sinceramente? - ele assente já abrindo um sorriso - É mais frio do que o inverno aqui!

- Ha ha ha, sério? Jura que não curtiu nem um pouco? - ele pergunta aos risos.

- Talvez.... sabe, não tinha um Cebola, Cascão e Xaveco pra me tirarem do sério mas.... tinha um Fábio pra substituir vocês. - o sorrio dele logo se desfaz e então começo a rir dele.

- Do que a senhorita está rindo? - ele pergunta todo sério e dou um beijo no seu rosto.

- Seus ciúmes! É fofo, Cê. - admito aos risos. Ele me olha feio e, com (muito) esforço paro de rir - Se quiser saber... ele é só meu ex!

- Loiro?

- Sim. Por quê?

- Sempre soube que você tinha uma queda por barbies. - ele murmura mais consigo mesmo do que comigo, o que me faz rir um pouco.

- Mas e você? Namorou aquela chatonilda da Carmem por quanto tempo? Dois anos?

- Um. - ele responde revirando os olhos enquanto ri.

- Então! Aja paciência pra aturar aquela criatura! - ele ri e segura mais forte minha mão. - Mas e você?

- O que tem eu?

- Quando passou de ser um galinha zueiro à menino sério de óculos? - rimos e ele assente como se estivesse entregando os pontos.

- Tááá, eu posso ter mudado um pouco e.... sobre os óculos, comecei a usar graças as rachas. - solto sua mão, e juntamente com ela, solto um suspiro - O que é?

- Ainda tem aquele título ridículo de.... "Rei da racha"? - pergunto séria e por poucos instantes ele fica quieto.

- Foi uma das poucas coisas que me sobraram, Mô. Não vou largar a racha, isso faz parte de mim!

- Cebola! Isso é..... egoísmo! Será que você não se lembra do que o Xaveco morreu?

- E tem como esquecer?

- Só estou dizendo que.... Era legal! Mas agora, não tem mais sentido!

- Então quer dizer que só por quê a donzela aí não gosta mais, eu tenho que parar?

- Cê, eu tô tentando dizer que... foi ótimo, por um tempo! O que fazemos na pista sempre fica na pista.... só que eu não consigo acreditar que você tenha se esquecido tão rápido, o que a morte do Xaveco causou na gente. - respiro fundo e volto a encarar aqueles lindos olhos que um dia já tiveram o brilho mais lindo do mundo. - Não quero que você seja o próximo...... principalmente agora! Que estamos sendo ameaçados.

- É.... talvez sim, mas.... estamos no meio do ano, Mô.... daqui a uns dias, as férias vem e... não quero ficar me remoendo por coisas que já passaram. - o olho por uns instantes e balanço a cabeça em reprovação, mas como sei que ele não me dará ouvidos, fico quieta o observando - Não me olha assim!

- "Assim" como?

- Não me olhe como se você estivesse certa, e eu errado!

- Não estou certa, nunca estive. - respondo num tom mais sério e encaro o chão - Por favor, Cê.... não corre mais.... você sabe que não precisa provar nada, pra ninguém! Isso é estupido!

- Preciso provar pra mim mesmo... que algo naquela pista já valeu a pena.

- Ótimo! Aproveite e já saia de lá numa cama, toda feita de madeira, também conhecida como caixão!

- Você nunca entenderia.

- Entender o quê? Que eu vou perder mais uma pessoa que eu amo? Pois saiba que eu já senti isso! Não sei se vou suportar te perder também, Cebola. - ele parece surpreso ao ouvir aquilo, somente respiro fundo, tentando recuperar um pouco de calma.

- Você..... - ele engole em seco e volta a me olhar - Você me ama? - E como não amaria?

- Eu.....

- Moni, Cê! Que bom que achei vocês, pensei que não viriam hoje. - a Magali apareceu se sentando ao lado do Cebola, fazendo o antigo assunto desaparecer totalmente.

- E por que não viríamos hoje? - perguntei curiosa.

- Nada. - ela diz voltando a mexer no celular. - O Cas não chegou?

- Na verdade.... ele avisou que não viria hoje... aconteceu algo com uma "prima" dele, eu acho. - Cebola responde de um jeito qualquer - Não me lembro bem, mas era algo assim.

- Você tá bem, Mô? - a Magali me pergunta então jogo a cabeça para trás soltando um longo suspiro.

- Por que todo mundo está me fazendo a mesma pergunta hoje? Céus! Eu estou ótima! - o Cebola ri, então a Magali só assente rindo também.

- Sabem quem falou comigo ontem? - o Cebola pergunta e balançamos a cabeça negativamente. - Denise.

- Sério? O que ela queria?

- Nada demais, eu acho, Magá. -  ele dá ombros voltando a olhar a tela do celular - Só queria saber..... "como eu estava".

Cascão


- Quem bom que você veio, Cássio. - ela me recebeu com um abraço caloroso e um sorriso amável, como sempre. - Então, o que posso fazer por você?

- É que.... - bom eu queria saber o que caralhos sua filha escondia, dona Taylor - Você er..... - vamos imbecil! Pensa! - Já arrumou o quarto da Cascuda? - aproveita e pergunta se ela já fez as unhas, estupido!

- Como assim?

- Eu fiquei pensando.... no bem estar da senhora e.... talvez pudéssemos descobrir algo mais da Cascuda. - ela parece pensar um pouco. - Se você quiser é claro.

- Bom... você tem razão. - ela assente e, coloca uma das mãos nas minhas costas me guiando até o antigo quarto dela - Ela morreu a quase dois anos.... nada que eu fizer vai trazê-la de volta. - ela suspira e abre a porta -Realmente preciso me livrar de algumas coisas..... isso está parecendo mais um museu do que um quarto. - ela admiti observando o mesmo.

- Será que eu.... poderia dar uma olhada?

- Claro, querido. - ela responde atenciosa.

Apesar de tudo, a senhora Taylor (segundo ela) sempre me considerou como um filho, e sempre quis que o meu namoro com a Cascuda continuasse.
E mesmo quando nós terminamos, ela manteve esse "carinho" por mim. Mesmo não entendendo muito bem isso, eu simplesmente sorria e "aceitava".

- Bom, vou te deixar mais à vontade. Vou trazer um chá daqueles que você adorava, ok? - assento de leve então ela sai fechando a porta atrás de si.

Quando me dou conta que, finalmente, estou sozinho, começo a vasculhar as prateleiras em busca de..... qualquer merda de diferente. Uma folha solta, pen drive, carta...... abro seu antigo caderno de anotações e..... "levar o cachorro pra passear", com certeza não... absolutamente nada de útil, apenas anotações.
Deixo isso de lado e me abaixo para alcançar as gavetas da cômoda, abro gaveta por gaveta, e encontro várias fotos e bijuterias baratas.... nada de novo.

- Porra! - murmuro comigo e levanto andando até seu "closet".

Começo a revirar todas as roupas procurando qualquer coisa fora do normal. Então vejo algumas caixas de sapato no chão.
Me agacho então abro a primeira, vejo apenas um salto alto, passo pra otra que... Finalmente tem um ...... livro? Caderno? Bloco de anotações? Não!

Um diário! Isso!

O pego colocando dentro da minha jaqueta, fecho o closet e arrumo as prateleiras.
Saio do quarto, então vou até a cozinha onde a senhora Taylor, parece, estar terminando o chá.

- Já terminou, querido? 

- Na verdade.... minha mãe ligou e me quer em casa dona T. - digo (minto) sem jeito, passando os braços em volta de mim mesmo, a fim de não deixar o diário cair. - Me desculpa. Queria poder ajudar, mas....  você sabe, né?

- Claro, querido. Não vou me importar em ficar com isso mais uns tempos. - ela sorri calorosamente e me abraça - Bem, já que está indo, leve esses biscoitos....

- Ah senhora T... não pre.....

- Precisa sim, e...... - parece que eu iria ficar mais tempo que o necessario.

16 de junho de 2014, casa da Denise 06:39 da manhã.

Mônica


Com certo sono ainda, abro meus olhos aos poucos, tentando me acostumar com a claridade. Sinto um pouco de dificuldade ao tentar me levantar, e (infelizmente) descubro que isso é por causa de dois braços, muito fortes, que estão em volta de mim.

- Bom dia, Mô..... - ouço uma voz grossa e rouca mo meu ouvido, muito sonolenta a propósito.

- Cebola? - pergunto com medo de... ser ele.

Dois dias depois


- VIRAM! Eu disse! Foi a melhor festa que eu dei, em séculos! - a Denise gritava sorridente enquanto nós seis ríamos dela. - Mas é claro que teve certas pessoas, que não aproveitaram até o final, certo Mags?

- Ah eu tava mal e......

- E aí que o Casca boy como best namorado, te levou no cavalo branco até seu castelo onde vocês começaram o processo de acasalamento, estou certa? 

- DÊ! - a Cascuda tenta repreender a Denise mas acaba caindo no riso também.

- Que é povo? Eu hein. - ela dá ombros voltando a se sentar. - Mas e você Monicota? Mau vi você na festa.

- Er... eu? Bom eu fiquei só... olhando? - e também ficando com meu melhor amigo?

- Uhum, conta outra. Essa história ta mais velha que a professora de biologia. - ela revira os olhos - Agora  conta quem você pegou!

- Hm Mônica a pegadora. - o Xaveco começou com os deboches rindo.

- Ah parem! Eu.... devo ter dado uns amassos com alguém que.... eu não me lembro. - digo e todos começam a rir.

O que era meia verdade. Depois da festa Denise, claro que o Cebola e eu brigamos por.... ter feito o que fizemos. Mas é claro que também não conseguimos mais ficar sem... os dengos, abraços, e.... principalmente beijos, um do outro.
Então falhamos (miseravelmente), na missão de ficarmos longe. O que resultou num começo de um caso escondido de todos.

- Mas e aí, quando a gente vai ir junto ver a pista? - o Cascão perguntou mudando o assunto.

- Eu sei que eu não vou, não gosto muito disso e.....

- E além de tudo eu o proíbo, mocinho! - a Denise interrompeu o Xaveco que fingiu se sentir "ofendido". - E outra, eu não vou também. E se pudesse, proibiria até os quatro aí!

- Relaxa, Dê. É só uma corrida, nada demais. - tentei melhorar a situação mas ela apenas revirou os olhos pra mim.

- "Nada demais", sei! Me digam isso quando saírem de lá com um caixão.... ah não, vão estar ocupados demais estando mortos! - ela pegou a bolsa e saiu com raiva, bufando e batendo o pé.

- Querem saber? Vou atrás dela. - a Magali se levantou e deu um selinho no Cas antes de se despedir da gente - Falou pessoal, a gente se vê na sala. Vou tentar acalmar a fera.  - e rimos, quando ela saiu.

- Bom, o Careca e eu vamos dar uma volta no campo e.... você quer vir Xaveco?

- Isso, abandonem a Mônica! - finjo estar ofendida e rimos.

- Na verdade, eu vou ficar aqui com a Moni, não vou deixar ela "abandonada". - dou um murro no seu ombro e ele passa o braço em volta de mim rindo.

- Tá ok. A gente se vê na sala, tchau Mô, tchau Xaveco. - o Cas diz e então o Cebola segue ele com um olhar desconfiado.

- E aí, o que se passa loirinho? - pergunto o fazendo rir.

- Nada demais, eu só..... tive uma conversa super legal a Magali. - ele dá ombros e eu o encaro séria.

- Loirinhoooo? - ele ri.

- Tá eu... eu fiquei conversando com ela por horas e.... esquece. - ele respira fundo e olha pro nada - Você acha que eu vou ter outra queda por ela?

- Sinceramente? Não sei.

- Mô, não quero perder o controle de novo. Eu tenho a namorada perfeita, não perdi a amizade do Cas e.... ainda por cima... minha vida está muito melhor sem eu estar apaixonado por ela.

- Xaveco, eu confio em você! Sei que você não vai ter outro "abismo" pela Magá. E se você ter, e daí? Eu te ajudo de novo! Você é meu amigo e... não vou deixar que afunde sua vida. - dou um forte abraço nele, que retribui com o maior prazer.

- Valeu, Mô.

- De nada, e..... chega de boiolagem viu, Loirinho? - rimos e damos mais um abraço.

Cebola

Só amigos? Nem tanto......

 


Notas Finais


Hormônios? Talvez.
Né Senhor Cebolácio? Haushsusha 😂😂😂
Ai gente estou taaaoooo feliz! SEGUNDA TEMPORADA DE 13 REASONS WHY POLLAAAAAAA

Claro que eu estaria pulando de felicidades se meus sentimentos nao estivessem destruídos pelos vingadores (guerra infinita) e pra piorar tinha aquele FELA DA MAE QUE CHUTOU MINHA CADEIRA O FILME TODO 😒
Mas tirando isso, foi ótimo (e nao ótimo) o filme, quem nao assistiu que assista logo 😂😍

Bom tirando isso, até a próxima 👋


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