História Red - Capítulo 12


Escrita por: ¢

Postado
Categorias Elizabeth Olsen, Harry Styles, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Charlie Dawson, Drama, Elizabeth Olsen, Guerra, Harry Styles, One Direction, Starlotus2017, Terrorismo
Visualizações 1.902
Palavras 6.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAHHHHHH!
Cês são muito [email protected] São mesmo. Eu não posso descrever em palavras o quão contente estou. Hoje, chegamos aos 1000 favoritos e eu decidi postar hoje como uma forma singela de agradecer a todos vocês. Então, basicamente dedicarei essas notas iniciais a dizer obrigada de várias maneiras diferentes na tentativa de expressar o sentimento.
Foi uma das melhores sensações da minha vida e não tenho formas de demonstrar isso. Tava no meio da sala, com meus amigos ao redor, e segurando pra não chorar porque achariam que eu tava mal. Tava era muito feliz, de uma forma que não posso descrever.
Um muito obrigada a todos por isso. Por lerem, comentarem e favoritarem. Um super agradecimento ao pessoal da TL, que me ajudou a divulgar e que comemorou comigo. Sábado tem festinha pra comemorar, hein? haha Obrigada a todos vocês, que tão comigo aí <3
Um muito obrigada a Two, que betou o capítulo na correria pra postar. Como eu disse, é uma maneira bem singela de agradecer, mas é a única coisa que passou por minha cabeça.
Espero que gostem e nos vemos lá embaixo.
Obs.: Perdão pelo hot-não-tão-bom. Reescrevi essa parte umas três ou quatro vez, mas não levo jeito pra coisa. Fazer o quê, né? Espero que o resto do capítulo ajude a superar haha

Capítulo 12 - Bright red


Fanfic / Fanfiction Red - Capítulo 12 - Bright red

Charlie

O relógio no painel do carro me desmotiva. Segundo ele, estou atrasada. Não algo pequeno, como cinco minutos. Algo bem maior. Cerca de uma hora.

É frustrante. Especialmente porque não tenho qualquer culpa dessa vez. Sai no horário previsto. Com folga, na verdade. Todavia, o caminho entre a Sussex e o Gatwick se encontrava tão travado que, o que levaria alguns minutos se estendeu, por horas.

O vôo de Harry já chegou. Não sei de que maneira ele toma o meu atraso, só sei que não pode tomar como um bom sinal. Tento telefonar, mas a ligação nem chega a ser completada e não tenho chance de me justificar.

Todas as expectativas caíram. Penso que Harry já tomou um táxi para seu apartamento e deve me cobrar o carro de volta na primeira oportunidade. É o que eu faria se me encontrasse em seu lugar. É o que qualquer pessoa faria. Ainda sim, eu saio. Abro a porta do carro e arrumo a alça da bolsa sobre o ombro antes de seguir em frente.

A esperança é mínima. Uma parte de mim ainda supõe, ou melhor, deseja, que eu não esteja tão atrasada quanto supus. O vôo pode ter atrasado tanto, ou mais, do que eu. E isso não me transformaria na errada da situação.

Ao entrar, fico desnorteada, está mais cheio do que há uma semana atrás, quando deixei Harry aqui. Distraio-me com as pessoas se movendo, absorvendo trechos aleatórios de suas conversas. Não sei se devo ir para o terminal de Harry ou permanecer aqui e tentar telefonar outra vez.

Confusa sobre o que escolher, acabo apenas me dirigindo ao balcão de informações. Bato os pés, aguardando até que a atendente me dê alguma atenção.

— Eu preciso saber se um vôo pousou. — murmuro.

Logo em seguida, eu me lembro que não tenho a mínima ideia de qual a companhia aérea ou o número do vôo. Nem sei se foi direto ou se teve conexões. Não sei nada e não vou conseguir obter qualquer informação dessa maneira.

— Qual vôo, senhora? — a atendente pergunta.

Pareceria uma maluca se lhe perguntasse sobre todos os vôos diretos e com conexão e com saída do Afeganistão com previsão para chegar às 5h. Não acredito que haja uma lista grande, mas não é um comportamento normal. Eu deveria saber ao menos o número.

— Droga. — sussurro.

Jogo o cabelo para trás. Tiro o celular da bolsa e tento telefonar para Harry. Seria muito mais útil se ele mantivesse o telefone ligado. Fico com o aparelho em mãos, aguardando por vê-lo tocar. Mordo a bochecha, em busca da saída mais racional possível.

— Dawson?

Meu coração esquece que tem um ritmo natural a seguir e começa a bater de uma maneira muito forte, causando dor nas minhas costelas. Quase temo que ele consiga escapar da caixa torácica. Todo o meu corpo é percorrido por uma onda de nervosismo. Sinto minhas mãos tremendo. Minhas pernas estão moles e bambas. Se der um passo, estou certa de que vou cair.

E meu estômago está cheio de borboletas. Elas batem suas asas como hiperativas, mantendo-se em movimento constante.

Giro sobre os calcanhares. O olhar de Harry captura-me por completo. Sou só um bicho indefeso preso em uma armadilha muito forte. Não acho que vou me soltar e nem sei se desejo isso.

Harry está aqui. Alguns metros de distância de mim, parado com a bagagem na mão.

Quase choro ao vê-lo. Os últimos dias se passaram com uma morosidade dolorosa. Cada segundo parecia se estender por horas completas. Cada volta no relógio parecia demorar uma vida inteira. E a todo o instante eu me distraia, mergulhando em pensamento sobre como Harry estava.

Em grande parte das vezes, minha mente se preenchia com catástrofes. Uma vez que eu acreditava nessa viagem como algo ruim e não via qualquer funcionalidade nela, parecia-me adequado imaginar o pior. Era até involuntário. Eu tentava criar cenários felizes, mas meu cérebro sempre retornava à florestas mortas e despedaçadas.

Harry me ligava e eu momentaneamente sentia que não havia perigo. Assim que desligavamos, essa sensação evaporava como água na chapa quente. Eu nem me lembrava de como era e só conseguia sentir o frio dos quilômetros de distância e o medo de receber uma notícia ruim.

Só queria que ele voltasse. Inteiro e respirando. Eu tentei focar apenas nesse momento, imaginando que seria bom demais. Vê-lo ali é como remover um peso de meu peito: eu finalmente consigo respirar. O nó em minha garganta some, deixando o caminho livre para que um soluço suba e irrompa por meus lábios.

Deixo celular e bolsa caírem perto do balcão enquanto avanço para Harry. Pulo, jogando meus braços ao seu redor. Deslizo a mão pelos seus cabelos, pela sua nuca e pela face. Contorno o maxilar e o queixo. Depois, puxo-o para um abraço. Não me importo de manter meu rosto escorado em seu pescoço. É reconfortante sentir o cheiro de cigarros e sabonete e o calor que emana da pele dele para minha.

— Você está vivo. — constato.

— Excelente constatação do óbvio, Dawson. Não tenho nenhum arranhão. Você quer checar?

Balanço a cabeça. Também senti falta do humor ácido. O alívio desse momento é o suficiente para aplacar qualquer outro sentimento.

— Você se sente bem? — pergunto.

Retorno ao balcão. Junto as partes de meu celular, torcendo para que ele ligue. Foi uma atitude tola jogar tudo ao chão. Nada racional. Nada certo. Não pensar ao agir não é sempre bom. Recolho a bolsa e a deixo sobre o ombro.

— O fuso horário é estressante, mas eu estou bem. — Harry responde, seguindo-me. — Está livre agora? O que acha de um cinema?

— Parece ótimo para mim. — sorrio.

Harry deixa sua mala no bagageiro. Quando chegamos ao cinema, os ingressos para a sessão mais próxima estão esgotados. A frustração é mútua quando saímos do lugar para a rua. Encontro uma placa de teatro no quarteirão seguinte. Encenam Romeu e Julieta e, sem muitas opções, compramos dois ingressos.

Sentamos no meio, garantindo um lugar que fosse de vista razoável. Quando entramos no auditório, é chocante ver que o público é inferior ao que se imagina. O número de poltronas vagas supera em muito o número de ocupados. A peça já havia começado e eu escuto os bocejos e os cochichos.

Em pouco tempo entendo o que faz o número de expectadores ser tão baixo. O cenário caí aos pedaços, desmoronando a cada ato que implica na mudança dos elementos de palco. A cortina, que vez ou outra se fecha sem uma real necessidade, está claramente puida e com a costura aberta em vários pontos. Os atores se perdem, esquecendo o que precisam dizer ou interpretando de forma tão desmotivada que eu conseguiria ter uma atuação melhor.

Com tantos aspectos negativos, eu não deveria me surpreender pela quantidade de cadeiras vazias ser absurdamente maior do que a quantidade de lugares ocupados.

Estou pasma com a qualidade inferior da peça. Ao meu lado, Harry ri sem receio ao ver um Romeu sem muita emoção e sem demonstrar qualquer sentimento se declarar sobre o corpo não tão inerte de sua Julieta. Sou contagiada por seu riso, gargalhando da forma mais discreta possível.

É tão ruim que definir como cômico era inevitável.

— Vamos embora daqui. — Harry me convida ao ver a morte nada realista de Romeu.

Não discordo. Nós dois saímos e estou decepcionada por ter gasto dinheiro e tanto tempo da minha vida naquilo. Saímos aos tropeços, entre gargalhadas.

— Eles vão usar ketchup como sangue novamente. — rio.

— Foi definitivamente a pior peça da minha vida.

Ainda rindo, nós paramos. Eu contorno Harry e paro de frente para ele. Minha risada diminui de intensidade e volume até cessar. O mesmo aconteceu com ele e nós nos calamos. Todavia, seu olhar permanece sobre mim e se estende por um longo tempo, fazendo com que me sentisse constrangida.

Olho em volta, tentando bloquear ou diminuir a sensação. A rua já havia esvaziado muito, mas ainda existe bastante vida e estamos longe de não ter companhia. A noite se torna bem mais fria do que eu poderia imaginar e o meu casaco preto não é o suficiente para me manter aquecida.

Minhas mãos estão geladas. Eu sinto os nós duros, muito perto da sensação de andar no inverno sem luva ou de encaixar a palma em um balde repleto de gelo. De bom grado, veria Julieta se matando com uma faca e ketchup escorrendo da ferida mal feita se isso significasse ser capaz de me aquecer. A calça bloqueia o frio das minhas pernas, mas eu mantenho uma mão sobre a outra e me encolho para conseguir sentir aquecer os membros superiores.

Harry ainda me olha. Ele está sorrindo de lado e eu não consigo decifrar o que se passa por trás do brilho maroto em seus olhos verdes.

— O que foi? — questiono, curiosa.

Harry não me responde. Ao invés disso, ele agarra meu braço e me puxa para perto. Suas mãos envolvem as minhas, uma de cada lado e ele as esfrega, inclinando seus rosto sobre elas e assoprando.

Eu me surpreendo com o ato. Não esperava por aquilo e, em um milhão de anos, não esperaria. Harry me deixa sem muita reação dessa vez. Estou um tanto quanto abismada com a súbita quebra do gelo entre nós dois e a forma como parecíamos ter encurtado em alguns milímetros todos os muitos quilômetros entre nós.

Meu estômago se revira, ansioso. Abaixo o rosto, ainda sentindo Harry tentar esquentar minhas mãos. Ele beija as costas de uma delas. É devagar demais para não ter sido um ato premeditado e muito rápido para ter sido mais que um escorregão. O que quer que fosse, não é o suficiente.

Quando Harry ergue o rosto, estamos mais próximos do que nunca.  Consigo escutar o som alto de minha respiração e a forma como ela está descompassada em resultado do que acontece entre nós.

Harry tira uma das mãos e atravessa o espaço entre nós, tocando com as pontas dos dedos minha bochecha.

— Você está tão fria... — murmura.

— E você está quente.

— Os opostos se atraem, não é? Vê, Dawson? Somos feitos um para o outro.

Reviro os olhos e rio, incapaz de esboçar qualquer outra reação. Volto a encarar Harry e lamento quando ele se afasta. Tira o próprio casaco e o coloca ao meu redor. Dessa vez, ele mantém as mãos em meu ombro e eu aprecio a sensação de proximidade entre nós.

— Não está com frio?

Ele não responde meu questionamento. Ao invés disso, movimenta a cabeça minimamente e me puxa para perto. É espontâneo, inédito e chocante. De repenfe, estou com a cabeça colada ao peito de Harry enquanto seus braços envolvem minhas costas e me mantêm perto.

Posso escutar o coração dele. A forma controlada como bate, nunca saindo do ritmo. Eu nunca tive uma chance como essa e nunca soube se teria. Pelo modo fechado e travado dele, imaginava uma ação desse tipo tardando a chegar. Se chegasse. de fato.

Quero perguntar o que ele faz. O que está acontecendo. Mas sinto que poderia estragar o momento se dissesse qualquer palavra que fosse e apenas me mantenho calada. Aproveito o calor de seu corpo junto ao meu, diminuindo parcialmente o meu frio e aumentando potencialmente a sensação de proteção. Eu percebo que me sentia segura ali e não queria um fim para esse sentimento.

— Eu estou tentando te aquecer. — Harry se explica. — Isso funcionaria melhor se estivéssemos nus.

— Quer me ver nua?

— É uma tática de sobrevivência.

— Aprendeu no exército? — Harry balança a cabeça. — Precisou por isso em prática?

— Eu tinha cobertores e aquecedores. É bem mais moderno do que parece.

Troveja. Eu me assusto com o estrondo alto cortando os céus e dou um pequeno pulo. O cercado do braço de Harry me mantém segura e ele aumenta a intensidade do aperto ao ver que eu me assustara.

— Está tudo bem? — Harry pergunta.

Eu concordo com repetidos movimentos de cabeça. Levanto o rosto, olhando para Harry e criando uma pequena distância entre nós.  Sua mão esquerda agarra a minha e nós estendemos o braço a nossa frente, avaliando os dedos entrelaçados.

A outra palma de Harry está na minha cintura, garantindo meu corpo junto ao dele. Minha outra mão estava em suas costas, aproveitando a proximidade que nada tinha além de uma intimidade um pouco maior.

Menti ao dizer que estou bem. Estou muito longe de saber o que realmente sinto. É tão confuso... Gostaria de dar alguma atenção à voz em minha mente e escutar o que ela diz, mas meu coração palpita velozmente e não permite que eu complete a missão.

— Está nervosa? — Harry torna a questionar.

— Não.

— Por que está tremendo, então?

Observo os meus dedos inquietos, chacoalhando sem parar. Mas não há razão. Nenhum motivo. Talvez seja Harry, cedendo muito e de uma forma tão abrupta que desarma todas as minhas defesas e muros de proteção. Eu não sei. E no final, nem importa.

Harry brinca com meus dedos, traçando seu indicador entre eles e subindo por minha mão apenas para voltar a descer, entrelaçando suas falanges às minhas e fazendo com que nós dois abaixassemos os braços.

— Seria errado se eu estivesse? — pergunto.

— Não. Eu já estive aqui antes. Não sei por que estou assustado. Mas estou. De alguma forma. — Harry encara nossas mãos. — Passamos 50% da vida assustados, tremendo demais e tentando criar coragem para fazer o que queremos. Nos outros 50% estamos fazendo o que é mais fácil e justificando nossas escolhas. Só dessa vez, não queria a segunda metade.

Posso considerar isso uma declaração. Um tipo estranho de declaração, com metáforas e outras figuras de linguagem. Mas tão aberta e honesta que não parece pertencer ao Harry travado que conheço.

Estou feliz com o que escuto. Feliz com sua honestidade total e com a forma como está se expondo agora, sem que eu precise pedir. É realmente bom e eu não tenho outra forma de descrever a sensação em meu peito.

— Eu não sou a melhor pessoa fazendo declarações. — Harry prossegue. — Eu não sei como dizer eu te amo ou como abrir meu coração. Eu nunca soube. Não sou bom nessas coisas, mas eu ainda sou só humano. Ainda preciso delas. Agora, com você segurando minha mão, meu último desejo é que a solte. Charlie Dawson, acho que preciso de você. Fica comigo?

Eu não poderia dizer não. E nem queria negar esse pedido porque, assim como Harry, eu não queria que nossas mãos se soltassem e que esse momento tivesse fim. Estávamos tão bem, aqui e agora, que gostaria de congelar essa cena e colocar num porta retrato.

Nossos lábios se selam. Eu nunca tinha percebido o gosto de menta, provavelmente o efeito de muitos chicletes depois do cigarro para tentar diminuir o cheiro de tabaco, que ele tinha.

Suas mãos se permanecem ao redor de meu rosto, uma de cada lado. Harry está seguro de onde colocá-las e eu acabo percebendo que não sei exatamente qual ponto é seguro para mim. Ainda hesito ao movê-las para o redor da nuca de Harry.

Troveja novamente. Se meus olhos estivessem abertos, eu poderia jurar que um relâmpago cortou o céu acompanhado de um raio. Sinto a primeira gota gelada atingir o alto de minha cabeça. Imagino que não seria nada, mas logo sou atingida por uma imensidão de pingos frios e grossos enquanto o barulho da água batendo no concreto enche os meus ouvidos.

Afasto-me de Harry imediatamente. As pessoas correm, buscando por um abrigo. Eu olho em volta e mais gotas me atinge. São gordas e grossas. Marcam o concreto, deixando o cinza de um tom mais escuro. E a água é fria. Muito fria. Meus músculos começam a tremer, tentando manter minha temperatura corporal inalterada.

— Vamos!

Harry agarra a minha mão e me puxa para fora daquele lugar, em direção ao carro. Olho para baixo, tentando evitar que a chuva atinja meu rosto e atrapalhe tanto minha visão quanto os meus movimentos.

Corremos. Por um instante, nós nos escoramos ao vidro de uma loja, com o pequeno toldo vermelho evitando que a chuva chegue até nós. A proximidade entre nós dois chega a ser dolorosa. É grande, mas não é o suficiente. Existe muito tecido entre nós dois nesse momento e eu não gostaria de tantas peças no meio do caminho.

A respiração quente de Harry se choca com o meu rosto. Não sei se ele está apenas tirando vantagem do momento. Independente disso, não vejo função em nossa parada.

Harry segura minha mão firmemente. Ele me puxa outra vez, obrigando-me a correr para conseguir acompanhar seus passos. Alcançamos o carro, mas estamos completamente encharcados ao entrar nele.

— Merda! Isso estava frio. — Harry encaixa a chave na ignição. — Merda.

Rio.

— Foi divertido. — comento.

— Você está tremendo, Dawson.

Harry me lança um olhar preocupado. Ele liga o aquecedor, coloca suas mãos em meus braços e as movimenta para baixo e para cima, tento me aquecer.

— Eu estou bem. — digo.

Não é uma total mentira. Estou tremendo e com frio, mas o ar quente que sai do painel a minha frente já faz com que me sinta melhor. Além disso, o mal estar físico é mínimo e posso lidar com ele. Meus pulmões estão cheios de oxigênio e meu coração bate cheio de animação.

— Não posso te levar para Brighton assim. Te levo para minha casa e você toma um banho quente. Depois, caímos ma estrada. — Harry liga o carro. — Isso não está aberto a discussões.

Deveria. Ao menos uma abertura para que eu argumentasse que Harry não deveria dirigir por mais de uma hora depois de um longo vôo. Não era indicado de forma alguma e eu poderia pegar um trem ou um ônibus. Mas eu saberia que não aconteceria, porque Harry era completamente teimoso e não aceitaria negociações.

Ele anda rápido. Deixa o carro estacionado na garagem e pega a mala no bagageiro enquanto eu espero encolhida. A água que escorre por meu cabelo e roupas deixa uma pequena poça no chão. Subimos pela escada porque o elevador marca um aviso de bloqueado.

Harry destranca a porta e aperta o interruptor inúmeras vezes. Permanecemos no escuro.

— Merda. Estamos sem luz. — constata.

Imediatamente, tira o isqueiro de seu bolso e faz com que a chama azulada ilumine o espaço entre nós. Ele se move para a cozinha e eu o sigo, parando na entrada do cômodo e observando a sombra de Harry se mover na penumbra.

Há uma luz avermelhada. O laranja ganja força enquanto Harry se aproxima de mim em passos lentos, certificando-se de que a vela não tombaria no prato.

— Não tem lanterna? — interrogo.

— Eu sou um homem das antigas, Dawson. Devemos estar sem luz no prédio. Talvez por causa da chuva. Eu não sei. Mas não vai poder tomar banho porque o chuveiro elétrico não vai esquentar. Conhece o processo.

— Conheço.  

— De qualquer forma, não pode ficar com essa roupa encharcada. Pegue uma das minhas toalhas e se seque. Pode pegar um moletom velho meu. Vai ficar largo, mas vai servir.

— E você?

— Vou acender mais algumas velas e tentar resolver isso.

Harry me estende o prato.

— Depois que eu me secar e me vestir, você faz o mesmo. E nós não vamos discutir esse assunto, cowboy.

Ele suspira.

— Justo. Mas agora, você vai.

Harry movimenta o prato em minha direção novamente. Eu o pego e me afasto, seguindo em no rumo do quarto. Deixo a bolsa sobre o sofá no meio do caminho.

Encosto a porta e coloco a vela ao lado do criado mudo. Tiro o casaco de Harry e o meu, deixando que caíssem no chão.

Olho em volta. Não tinha nada planejado para essa noite, mas provavelmente não estava pretendendo nada disso. O que eu estou fazendo, hesitando e perdendo um tempo que poderia gastar estando com Harry? Eu não sei, mas estou certa de que o momento para a reviravolta é esse.

Observo da pequena greta na porta. Harry se move de um lado para o outro. Seus pés estão nus, assim como o tórax. Ele mantém a mão erguida, segurando o telefone contra a orelha ao caminhar de um lado para o outro. As labaredas da vela ganham espaço, subindo cada vez mais alto enquanto a fumaça faz desenhos abstratos no ar. E o peito de Harry parece cheio de tatuagens e desenhos, como um guerreiro tribal prestes a entrar em combate.

É sexy e atraente. Talvez ele não saiba disso e esteja só tentando se manter confortável após horas dentro de um retângulo pressurizado. Saber ou não já não é importante. Eu sinto meu peito pulsar mais rápido, repleto de empolgação e ânimo. Energia pronta para ser gasta. Gasta com ele, gasta com Harry.

Afasto-me da porta, temendo ser capaz de uma loucura. Estou muito perto de perder o controle e deixar que instinto e desejo me guiem. Ando em círculos. A roupa ainda está colada ao meu corpo, completamente justa. Mordo o lábio, avaliando a situação.

— Eu posso entender que não sou o único com um problema... Eu sei que a força caiu em outros bairros por causa da chuva, mas... Bem, continua não sendo justo!

Harry batalha com a telefonista e eu batalho comigo mesma, observando como lentamente a parte sã perdia terreno.

Um.

Dois.

Três.

Quantos segundos até que eu realmente perca o meu total controle? Deveria ser mais simples. Eu não deveria ser tão hesitante porque, no fundo e no final das contas, eu queria isso e Harry provavelmente queria tanto quanto eu.

Arranho minha própria mão, atravessando o quarto. Trovões ecoam por todo o ambiente enquanto o laranja da vela é interrompido pelo brilho claro de um dos relâmpagos. Começo a contá-los, marcando o intervalo e tentando criar algum marco de tempo.

A água em meu cabelo deixava marcas no chão a todo instante. Tenho um segundo de vaidade desembaraçando os fios. O jeans havia encolhido, ficando muito justo e criando uma pressão desagradável a cada movimento. Talvez só minha blusa não houvesse contribuído para o visual catastrófico dessa noite.

Borboletas no estômago. A poesia falha que eu não sentia verdadeiramente há muito tempo. Hoje, elas estão incontroláveis. Batem suas asas em uma velocidade absurda e são tantas que eu as sinto pesar.

No terceiro intervalo de trovões, o tempo entre cada fenômeno havia diminuído. Eu percebo isso. É no mesmo instante em que canso de ser tão idiota. Canso de tantas hesitações. Não deveria ser uma batalha e sim um consenso entre tudo que eu desejo nesse momento. Não deveria nem mesmo ser tão difícil assim.

Saio do quarto. Duas velas acesas criam a única iluminação na sala. Harry está sentado no sofá, claramente irritado com o que a telefonista lhe diz. Seu olhar se perde em mim e ele afasta o celular de sua orelha.

— Charlie? Está tudo bem?

Eu não lhe respondo. Não digo absolutamente nada. Continuo caminhando, subtraindo cada vez mais a distância entre nós. Sento-me em seu colo. Sua boca está entreaberta e os olhos arregalados, surpreso com a minha atitude. Tiro o telefone da sua mão e aperto o botão vermelho, encerrando a ligação.

Jogo o aparelho de lado, sem me importar com a telefonista do outro lado da linha. Pelo pouco que absorvi da conversa, ficou claro que ela não tinha muitas soluções para o nosso problema de luz.

A surpresa estampada no rosto de Harry provavelmente seria hilaria se a situação fosse outra. Ele não esperava aquilo de mim e deixa isso muito claro enquanto me encara, estático e sem qualquer ação.

Agarro as bordas de minha blusa. Seguro com firmeza e puxo, fazendo com que passe por minha cabeça. Tiro o tecido de meus braços e o jogo para longe.

Pego a mão esquerda de Harry. Antes, ela segurava o telefone, mas agora se encontra caída ao seu lado no sofá. Puxo-a, obrigando-o a estender seu braço enquanto eu aproximo nossos corpos. Coloco sua palma nas minhas costas, bem ao final delas.

Troveja. Os olhos de Harry brilham quando um raio distante amplia a claridade da sala. Meu corpo está frio e ainda úmido por causa das roupas. Harry ainda usa as mesmas calças encharcadas de chuva. Mas não importa. Se eu seguisse meu plano, em pouco tempo nós dois estaríamos completamente nus.

Eu aproximo meu rosto do dele. Ponho minhas mãos em seu cabelo e ao redor de seu rosto e colo meus lábios aos dele.

Por um instante, não há muita resposta. Imagino que acabaria com uma recusa — o que seria extremamente desagradável. Mas, em algum momento, a frieza de Harry se derrete por completo. E, de repente, suas mãos se colam ao meu corpo, fazendo questão de nos manter juntos, enquanto seus lábios deslizavam sobre os meus.

Em pouco tempo, minha respiração encontra um ritmo completamente novo e diferente. É descompassado e sem controle. Meu único fôlego vem de alguns poucos segundos para puxar o ar. Todavia, eu jamais pensaria em recuperar o ritmo anterior.

O som do meu próprio coração enche meus ouvidos. É um eco duro, cheio de batidas aceleradas. Torna-se o único barulho que de fato me atinge na sala, sendo momentaneamente quebrado por um estalo no céu noturno. Não sabia que um músculo poderia ser tão potente até aquele instante, quando meu coração bombeia o sangue tão rápido e descontrolado que seria impossível cronometrar a duração de cada tum.

Há uma pressa enorme. Eu não sei como ela chegou ali, mas, de qualquer modo, está entre Harry e eu. Está guiando as mãos dele por toda a extensão das minhas costas nuas e mostrando o caminho em meu pescoço que seus beijos devem traçar. Está em meu corpo, impossibilitado de se afastar do dele.

Tantas respirações lentas na tentativa de me recompor deveriam ter mascarado a necessidade de tê-lo por perto. Talvez eu devesse ter me permitido perceber toda essa situação anteriormente e, se eu o tivesse feito, não poderia imaginar onde estaríamos agora.

Eu não deveria estar com medo. Não havia sentido lógico. Eu já estive aqui antes. Cada sentimento e cada palavra eu já conhecia. A única diferença é que quanto mais eu conhecia de Harry, mais coisa ficava de fora sem que eu nem pudesse ter a oportunidade de encarar. E isso era de fato assustador.

Harry agarra minhas pernas. Ele as puxa, fazendo com que se ajustem ao redor de seu corpo. Rapidamente se livra de meus sapatos, jogando-os para fora de nosso caminho. Então, suas mãos sobem sobre minhas coxas, apertando a carne protegida pelo tecido jeans.

— Tira essa calça. — Harry sussurra sobre meus lábios.

— Posso fazer isso. Pode tirar a sua?

Odeio o fato de não termos luz naquele momento. Talvez as velas parecessem uma ideia romântica, mas não iluminam muito bem. Eu mal consigo ver o rosto de Harry com uma iluminação tão ruim quanto essa. Não é nada funcional. Por mais que supusesse que ele concordava comigo, eu não havia recebido qualquer sinal sonoro disse nem consegui definir a expressão em sua face para me certificar.

Tiro as pernas do redor de seu corpo, cambaleando ao sair do sofá e me erguer. Agarro os botões, tirando-os de dentro do encaixe. Depois, abro o zíper e me apoio no cós da calça para conseguir fazer o tecido deslizar para fora.

Harry imediatamente se levanta. Ele cobre a distância entre nós com alguns pouquíssimos passos. Suas mãos enlaçam minha cintura, puxando-me para mais perto. Ele inclina o rosto em minha direção e eleva meu queixo com a ponta dos dedos.

Talvez eu devesse saber que o verde na íris dele é muito mais profundo do que parecia. Há muita coisa enterrada sob a camada cor de esmeralda. Mas eu constantemente não percebia. Eu constantemente me focava em detalhes menos importantes e esquecia quantas palavras e sentenças poderiam ser transmitidas em uma simples troca de olhares. Deveria olhar mais para cima.

Enrolo minhas mãos ao redor de seu pescoço. Voltamos a nos beijar.

Por uma fração de segundo, um brilho branco invade a sala. É muito rápido e eu me viro a tempo suficiente de ver um raio rachando o céu ao meio e caindo muito longe de nós. Em uma atitude reflexa, eu me encolho rapidamente. A ausência de luz é o menor dos nossos problemas.

Tomo impulso, dando um pequeno pulo. Minhas pernas se agarram ao corpo de Harry, contornando-o e com os meus pés cruzados fechando o círculo. Meu rosto se inclina ainda mais sobre o dele, fazendo o meu cabelo ainda úmido cair pela lateral de minha face.

As mãos de Harry se agarram ao topo de minhas coxas, dando-me algum tipo de suporte. Aquilo também me fez arfar.

— Se você fosse uma cor, qual seria? — questiono.

A respiração sai entre cortada. As palavras são separadas por espaços maiores do que o comum. É difícil me concentrar. Preciso me esforçar para conseguir pronunciar uma sílaba correta apenas. Uma frase inteira está exigindo minha total atenção e cuidado.

— Azul. — Harry responde.

Ele está concentrado em beijar o meu pescoço. Eu fecho os olhos, aproveitando a sensação de seu toque em mim. Seus lábios e suas mãos em mim.

— Vermelho. Eu seria vermelho. — rebato. — Espero que goste de roxo.

— Roxo parece ótimo para mim.

Seus lábios estão sobre os meus novamente, vorazes, impossibilitando-me de poder pronunciar qualquer outra palavra. Acabo percebendo que prefiro assim.

Meu cabelo não gruda mais pelas costas. Ao menos, não como antes. Imagino que esteja mais volumoso do que de praxe e bem menos controlável do que de costume. Não sinto mais o corpo frio pela chuva, mas também não sinto como se estivesse completamente seca.

Nós caímos sobre o sofá. Primeiro eu, então jogo minha bolsa para longe com uma pressa absurda, sem me importar com a possibilidade de quebrar algo. Harry se inclina sobre mim. Suas pernas se colocam ao redor do meu corpo enquanto seu tronco se aproxima do meu.

Meu peito sobe e desce a todo instante. Eu sinto o coração acelerado e as pernas bambas. Minhas mãos tremem e eu posso jurar que há uma corrente de adrenalina tão forte quanto a desprendida pelos raios em meio a tempestade.

Lentamente, Harry desce o rosto sobre o meu. Mechas de seu cabelo chegam primeiro, caindo em frente a sua testa. Eu as empurro para trás, deslizando a mão pelo resto do couro cabeludo até as costas.

A cicatriz está ali. Pude passar os dedos por parte da pele franzida e enrugada. Harry se encolhe com o toque e eu me preocupo, imaginando se não havia lhe causado alguma dor.

— Ainda dói? — pergunto.

Impulsiono meu corpo para cima, obrigando Harry a fazer o mesmo. Ele se senta sobre uma perna e mantém a outra esticada para fora do sofá.

— Não.

Balanço a cabeça. Eu imediatamente seguro o cinto em suas calças. Tiro o pino do encaixe e obrigo o couro a correr para fora da fivela e, em seguida, para fora dos passadores. Deixo o acessório sobre as costas do sofá.

— Tem mais. Eu sei. — continuo. — Deixa-me ver. Pode confiar, não vou sair correndo.

Eu havia tido uma experiência anterior com Harry e suas cicatrizes. E não fora nada positiva. Ele chegou a brilhante conclusão de que suas marcas me enojaram e que, além disso, eu só sentia pena dele. Não é verdade. De fato, eu havia me sentido incomodada com elas. Fiquei pensando em todos os desastres que deixaram seu corpo marcado e que, devido à extensão das lembranças, nenhum dele fora fácil de superar.

Queria que ele soubesse que eu não importava. Ou que isso não me afastaria para longe. Nossa primeira experiência provavelmente criara um paradigma ruim e difícil de desmontar. Mas é importante para mim que eu ao menos tentasse.

Harry suspira. Ele não faz nada por um tempo e eu já me preparo para argumentar e discutir sobre o assunto. Decido que não vale a pena. Ao invés de perder tempo com palavras, eu me levanto e paro de frente para ele. Desabotoo os botões e abro o zíper. Então, puxo a calça para fora do corpo dele.

Harry perde o equilíbrio. Ele desliza pelo sofá, caindo sentando sobre o tapete. Eu deixo a jeans no braço do móvel e Harry apoia o braço sobre o assento.

— Tem tanta vontade de me ver nu assim? — inquire.

Dei um meio sorriso.

— Eu já vi você nu. — respondo, jogando-me sobre ele. — Quando estava tomando banho no dia da viagem. Sinto muito por ter demorado tanto.

Coloco minhas pernas ao redor de seu corpo. Puxo suas mãos até poder senti-las sobre minha pele. Os dedos de Harry tateam a carne, criando uma descida por minhas costas. Passam por minha bunda, contornando o músculo, e em seguida foram para a lateral das minhas coxas. Ele me puxa para mais perto, chocando nossos corpos.

Mil relâmpagos não teriam ocasionado a mesma eletricidade que aquele momento trouxe. Eu pude sentir choques elétricos percorrendo todo o meu corpo, criando formigamento nas pontas de meus dedos e me fazendo arfar.

Quando eu aproximo meu rosto de Harry e os meus lábios se encaixam nos dele, eu sinto a eletricidade sendo substituída por fogo. Agora,  o meu corpo queima. Cada único centímetro de pele é incendiado em uma explosão rápida. Qualquer resquício de chuva é eliminado pelo súbito aumento na temperatura.

Eu gosto da sensação. Gosto de sentir o calor que emana do corpo dele para o meu permitindo que eu me aqueça. Jamais pensei que apreciaria tanto a sensação.

As mãos de Harry empurram as alças de meu sutiã para fora dos meus braços. Os elásticos pretos ficam dependurados sobre os meus ombros, caindo em um U deformado.

Harry transfere os lábios para o meu pescoço. Ele mordisca o lóbulo de minha orelha esquerda e eu me encolho com o toque. Em seguida, ele beija logo acima de minha clavícula, seguindo pelo ombro. Enquanto isso, suas mãos alcançam a parte de trás do meu sutiã, desabotoando o fecho.

Afasto-me enquanto Harry puxa as alças para fora de meus ombros, fazendo o tecido abandonar o meu corpo de uma vez por todas.

— Quer ir para o quarto? — inquire em um sussurro.

Não sei por que ele fala em um tom baixo como aquele. É divertido. Parte de mim confabula sobre o assunto, pensando se isso não é medo de assustar o momento como  já fizemos antes.

A ponta de meus dedos tocam os lábios ainda quentes de Harry.

— É longe. — respondo em um murmúrio parecido com o dele. — Eu só quero que você tire o resto das minhas roupas e o resto das suas.

O consenso entre nós dois nunca foi tão rápido e fácil. Em poucos segundos, não há nada além de nossos corpos nus e juntos sobre o tapete da sala de estar.

Encontro uma camisinha perdida na minha necessaire. Estava lá desde alguma festa de fraternidade, quando Diana acreditou que eu me embebedaria o suficiente para fazer sexo casual com algum desconhecido sem muito senso de realidade.

Sento-me sobre o colo de Harry. Minhas pernas voltam a rodear seu corpo. Uma das mãos dele fica ao redor da minha nuca, logo abaixo do meu cabelo úmido e frisado. Em pouco tempo, encaixaram-se em meio aos fios. A outra mão fica espalmada em minhas costas, garantindo que eu não me afaste dele.

Não o faria mesmo que precisasse. Eu estou faminta por ele, devorando seus lábios em uma pressa absurda.

Ergo o corpo. Arfo quando torno a descê-lo, encaixando-me sobre Harry. Minhas mãos travam, unidas, rodeando seu pescoço. Mordo seu lábio.

Há uma dança de corpos, lábios e mãos. Movimentos incessantes que tentam, a todo o momento intensificar as sensações que, como correntes elétricas disparadas pelos trovões constantes, percorrem nossos membros e faziam nossos ossos estalarem.

Ainda entra vento suficiente pela janela para refrescar a minha pele quente, cada vez mais consumida pelas chamas daquele momento. Eu nunca saberia se havia me secado por completo daquela chuva, porque meu corpo já estava novamente úmido pelas gotas de suor.

Arfo. Gemidos entrecortados escapam por meus lábios entreabertos. Estou em uma posição favorável o suficiente para conseguir ver pupilas dilatadas e a mesma reação sem foco e desajeitada de Harry.

Finco as unhas nos cabelos e coloco a outra mão na nuca de Harry. Ele puxa uma das minhas pernas mais para cima, grudando ao seu corpo. Ele aperta a minha bunda e eu arfo. Estou com a boca entreaberta. O ar que entra não é o suficiente para mim.

Harry beija o meu pescoço. Ele aperta meus seios por algum tempo e depois me abraça. Encurvo a coluna sobre seu aperto, sentindo cada membro do meu corpo relaxar e estar em êxtase. Harry coloca a orelha próxima a minha boca e me escuta gemer alto. Estou hipersensível. Acho que ele percebe isso porque começa a deslizar as mãos pelo meu corpo, fazendo com que o clima de excitação só aumente.

Sinto minhas pernas amolecerem. Contorço o corpo, tentando estender ao máximo a sensação de prazer que se espalha por mim. Estou quase gritando. Arranho o pescoço dele e costas enquanto sinto meu corpo esquentar. Eu paro de me remexer. Respiro profundamente, inalando o cheiro que vem do corpo de Harry. Sabonete e cigarro. Não é o tipo de cheiro comum o suficiente para que eu esqueça a quem pertence.

— Está com frio? Quer uma blusa?

Encosto a cabeça no peito de Harry. Escuto seu coração bater e sinto seu tórax subindo e descendo em cada inspiração e expiração. As mãos dele param ao redor de meu corpo e depois seus dedos deslizam da maneira mais suave que poderiam.

— Não. — sussurro. — Só quero que fique aqui.

 


Notas Finais


Novamente, vocês são incríveis. Muito obrigada pelos comentários, favoritos e por todo o apio que me deram. Não teria chegado aqui sem vocês. Desculpa de novo pelo hot-não-tão-bom, mas juro que me esforcei bastante nisso. Um dia a gente melhora haha
Deixo aqui o link do teaser: https://www.youtube.com/watch?v=0l-cGVf6F-o
Deixo também o link da minha ask pra gente pode ser falar: http://ask.fm/RachelWilde_
Podem aparecer lá, ou me chamar aqui mesmo na hora que quiserem. Saibam que será sempre um imenso prazer falar com vocês, por qualquer que seja o lugar, então estejam à vontade pra aparecer por lá ou vir aqui, porque apareço na TL com frequência.
Algumas fics bem boas que super recomendo: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-one-direction-badlands-6115664
https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-one-direction-inquebravel-6117673
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https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-hailey-rhode-baldwin-leiloada-5124025
Até logo
xoxo


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