História Red and Blue - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Drama, Ecchi, Fantasia, Ficção, Magia, Medieval, Mistério, Romance, Yuri
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu disse antes que esse seria o último capítulo, mas para a alegria de muitos, não é!
Terminarei o primeiro arco no capítulo 10!
Boa leitura!

Capítulo 9 - O confronto


O homem de cabelos negros caminha em direção as garotas. Seus olhos estavam brilhando em um tom vermelho e havia uma espada embainhada em sua cintura. O enorme lobo se desfaz em uma poeira vermelha e é sugada por um dos anéis no dedo dele.

– Annabelle – ele se aproxima de Anna dizendo – eu te procurei em muitos reinos antes de vir parar aqui, em Solgiel. Não sabe o trabalho que você me deu. – sua mão passa em seu cabelo jogando sua franja para trás.

Os olhos de Catherine estavam arregalados, cheios de medo e ódio, seus punhos estavam tão cerrados que suas unhas acabaram cortando sua palma. De novo, ela não podia fazer nada.

– Me procurando? Você me conhece? – Anna, com a Espada apontada para o peito de Baltazar, pergunta.

– Sim, seus pais eram antigos amigos meus. Eles me pediram para te encontrar e estou aqui para te levar para casa – Baltazar estava com um sorriso no rosto – venha, eu te mostro seu novo lar. – ele abre os braços como se chamasse Anna para um abraço.

– Você conhece meus pais? – Anna levemente abaixa a Espada – Você sabe onde eles estão agora?  – ela dá uma passo a frente.

Catherine se levanta e corre até Anna. Ela coloca uma mão em seu ombro e a puxa com força.

– Anna, não escute esse homem, seus pais mor… – ela esperou que uma antiga voz soasse em sua mente, mas, nada – eles morreram, Anna, me perdoe por não ter contado antes é que... – ela subitamente para de falar vendo o rosto de Anna, os olhos de Catherine se enxem de lágrimas.

Annabelle sente o baque daquelas palavras, ela solta a Espada no chão e cai de joelhos em seguida.

Ei! – Evodrasil reclama.

– O que!? Como você pode saber de uma coisa dessas? Porque nunca me disse nada?– Anna, chorando, diz – Ele disse que era amigo dos meus pais, ele deve saber onde estão.

– Não, Anna! – Catherine estava gritando – Foi ele quem os assassinou friamente!

Baltazar esconde seu sorriso com a mão.

– Olhe para ele, Anna, ele tentou nos matar agora a pouco! – Catherine tentava de alguma forma fazer com que Anna acreditasse em suas palavras.

Baltazar já estava ficando impaciente com essa conversa.

– Você tem um ponto, garotinha! – ele solta uma risada – Seus pais estão por aqui? O que acha de convidá-los e discutirmos esse assunto?

Baltazar olha em volta parecendo procurar por algo. Suas costas brilham em um tom vermelho e uma energia começa a ser formada. Ela caminha de suas costas até a palma de sua mão em forma esférica e então ele a arremessa em uma das torres do castelo fazendo-a explodir.

– Na mosca! – Baltazar comemora e começa a preparar outra magia.

Dessa vez, a energia se condensa num tipo de corda. Ela se estica até a torre destruída. Muitos gritos podiam ser escutados vindos de dentro da torre. Gritos de agonia.

Quando a energia em forma de corda começa a voltar, duas pessoas estão enlaçadas nela.

Os corpos foram trazidos para perto de Baltazar. Eles caem ajoelhados em sua frente. Baltazar se aproxima pelo meio deles e agacha segurando a parte de trás da cabeça dos dois.

– Mamãe! Papai! – Catherine entra em desespero vendo seus pais cobertos por sangue.

– Vocês têm uma filha muito mal-criada, sabiam? – Ele fala com os corpos desacordados dos pais de Catherine.

– Deixe eles em paz! – Catherine grita.

– Garotinha, eu tenho assuntos a tratar com esses dois, especialmente com essa daqui. – Baltazar lambe o rosto de Elizabeth – Talvez ela consiga me satisfazer na viagem de volta.

– Pare com isso! – Catherine gritava em desespero.

Anna, ainda no chão, agarra a mão de Catherine e a puxa para perto de si.

– Catherine, porque eu não consigo me lembrar de nada disso? – lágrimas escorriam de seus olhos amarelos, mas seu olhar era de ódio profundo – Porque eu não consigo lembrar-me deste homem e o que ele fizera com meus pais?

– Seus pais selaram suas memórias para te proteger desse homem – Catherine estava chorando e soluçando enquanto falava – ele os manteve presos em seu castelo e os torturavam várias vezes por dia. Seus pais sacrificaram seus corpos para que você conseguisse fugir de lá. – Catherine pega a mão de Anna com suas duas mãos – Acredite em mim, é tudo verdade!

Anna estava com um olhar de ódio voltado para Baltazar enquanto ouvia Catherine falar. Ela solta da mão de Catherine, silenciosamente, e começa a se levantar, pegando a Espada do chão e a apontando novamente para o peito de Baltazar. Em suas costas um círculo todo detalhado em turquesa se forma. Seus olhos brilhavam num tom dourado vivo.

Catherine sente todo seu corpo formigar de forma incomum.

Catherine, leve Liz e Laura para um lugar seguro – A voz de Anna estava estranha, parecia que Evodrasil estava falando junto, num tom uníssono – Eu vou acabar com esse desgraçado.

Ela avança numa velocidade surpreendente em direção ao Baltazar, deixando um rastro de poeira para trás.

Sem reação, Baltazar é golpeado com uma joelhada em seu peito e sendo jogado metros para trás até bater em um dos pilares do pátio do castelo. Os corpos do rei e da rainha caem no chão, inconscientes e ilesos.

Anna, se encontra onde Baltazar estivera. Dois círculos mágicos, semelhantes ao de suas costas, se formam em suas mãos em cima dos corpos dos dois. O círculo desce em direção aos corpos e ao atravessá-los, somem.

Catherine, leve seus pais até a Madre Stephanie, peça ajuda! – Anna, com sua voz fundida com Evodrasil, ordena.

Alguns segundos depois, os corpos aparecem ao lado de Catherine, metros atrás de Anna.

Catherine e Liz carregam sua mãe, enquanto Irmã Laura arrasta Hendrick para longe dali.

– Eu vou voltar com ajuda, Anna! – Catherine grita.

A expressão de fúria de Anna relaxa um pouco ao ouvir aquelas palavras.

Anna, pegue leve com esse poder. Seu custo sem um prévio treinamento, é muito alto. – a voz de Evodrasil estava séria – usando dessa forma, você ficará exausta rapidamente.

– Quanto tempo eu tenho, Evodrasil? – Anna estava olhando o corpo de Baltazar levantando.

Você tem em torno de cinco magias simples, no máximo. A gema da espada se apagará quando você ficar sem poder mágico.

– Evodrasil, o que são magias simples? – Anna pergunta confusa, nunca ouvira tais termos antes.

Ah, deixe me ver – Evodrasil pensa um pouco – Aumento de velocidade, força e resistência, são exemplos de magias simples.

– Isso será mais que o suficiente – Anna começa a andar em direção ao Baltazar.

Assim que se fala, garota – a voz de Evodrasil estava enérgica agora – Anna, diga “Armis”.

– Armis? – Anna repete mais uma palavra desconhecida.

A gema da Espada começa a brilhar intensamente. O anel parece entrar em ressonância com a gema e também começa a brilhar. Muitos símbolos partem do anel e percorrem seu corpo todo. Então, uma luz forte é emitida de todos esses símbolos fazendo com que Anna fechasse os olhos.

Ao abri-los, seu corpo se encontra envolto de uma armadura simples prateada, toda detalhada em azul. Mas com algumas partes faltando.

Entendo. Com seu estado atual, só conseguimos conjurar partes da armadura – Evodrasil estava um pouco chateada – Mas com um treinamento adequado, você conseguirá uma armadura completa!

As placas de metal prateado cobriam apenas o peito e o braço direito de Anna. A armadura, para Anna, não estava pesada. Estranhamente, estava muito leve, como a Espada.

– Evodrasil, está pronta? – as palavras de Anna estavam afiadas, como sua vontade.

Sempre pronta, mestra!

Então, Anna avança contra Baltazar, que já estava de pé limpando a poeira de sua roupa.

– Que bela joelhada, garota! – Baltazar sente um gosto de ferro em sua boca – Não estava esperando por isso! – ele cospe de lado o sangue de sua boca.

Baltazar desembainha sua espada que começa a brilhar num tom vermelho escuro.

– Você não irá me vencer! Nunca usou uma espada na vida e mal sabe conjurar magias! – seu tom de voz é alto e desafiador – vou mostrar do que minha magia é capaz.

Ele levanta sua espada, a energia de suas costas se funde com ela, aumentando enormemente o tamanho apenas com energia. O som emitido dessa fusão era parecido com o de um trovão contínuo.

Que magia incrível! – Evodrasil se surpreende – Anna, você precisa desviar, essa magia é muito poderosa! Aumente sua velocidade.

– Certo! – Anna se concentra em suas pernas, em sua mente ela tenta pensar no animal mais rápido que conhece, um pequeno formigamento começa.

Conforme a espada vai caindo, Anna começa a correr para o lado a fim de desviar dela. Sua velocidade era espetacular, um rastro de poeira sempre a seguia.

O baque da espada no chão faz o terreno todo tremer, pedaços do chão se parte e muita poeira sobe.

Quando a poeira começa a baixar, é possível enxergar o rasgo que a espada de Baltazar fez no chão. Uma parte da igreja também foi destruída no processo.

– Isso nem foi minha melh… – Baltazar é surpreendido com uma joelhada em suas costelas laterais.

Anna desviou do golpe de Baltazar e logo em seguida avançou contra ele.

Baltazar é arremessado para o lado e de novo se choca com uma das construções do castelo.

Ao longe, Anna repara que um grupo de guerreiros marcham em sua direção. Muitas lanças e espadas estavam em mãos, prontas para atacar.

– Ela conseguiu! – aliviada por saber que Catherine estava segura e tinha chamado por ajuda.

– Avante soldados! – gritou uma voz – Não deixem esse infeliz invadir nosso reino e sair vivo! – Anna percebe que a voz era do Rei Hendrick, que estava montado em seu cavalo marrom, ainda coberto de sangue, mas não parecia ser dele.

A figura presa na parede do castelo começa a se mover para sair dali. Ele cai de joelhos no chão cuspindo muito sangue.

– Que dor de cabeça... – ele limpa sua boca com a mão – e ainda tem aquele rei com seus soldados! Eu não tenho tempo pra isso! – ele cerra o punho e soca a poça de sangue que antes cuspira.

Uma nuvem vermelha começa a sair da poça, se condensando em um enorme e musculoso lobo negro.

– Vá! Não deixe ninguém interferir em nossa luta! – ordenando ao lobo e apontando para os soldados – Ela é minha. – os olhos de Baltazar brilham em vermelho vivo olhando para Anna.

Anna engole seco vendo aquela criatura avançar contra os soldados e o rei.

– Garota, não tire os olhos do seu inimigo! – num piscar de olhos Baltazar estava em frente a ela.

Ele a pega pelo pescoço e começa a erguê-la. Anna começa a sufocar aos poucos, se debatendo no ar. Ela larga a Espada no chão para segurar o braço de Baltazar, numa tentativa falha de se soltar.

Ai! Anna, se acalme! Pense num forte empurrão – Evodrasil estava gritando em sua mente. –  e libere-o!

A mente de Anna estava por um fio de apagar, mas por sorte as palavras de Evodrasil foram mais altas impedindo que ela desmaiasse.

Uma energia azul começa a envolver seu corpo de maneira crescente. Quando essa energia toca o braço de Baltazar, ela explode fazendo ele deslizar a metros de distância, deixando um rastro de fumaça que saía de suas vestes.

Anna cai no chão ofegante, com a mão massageando sua garganta. Ela pega sua Espada novamente e começa a levantar.

Essa é uma magia de repulsão, Anna. Tente não usar de novo – Evodrasil alertou – ela gasta muito poder mágico. Aliás, já está na hora de dormir? – a voz de Evodrasil parecia sonolenta – acabe logo com isso, eu preciso descansar…

– Aguente mais um pouco, Evodrasil! – Anna percebera que seu poder mágico estava acabando ao notar a gema se apagando.

Nós aguentamos conjurar apenas mais uma magia – Anna escuta um bocejo – depois disso estaremos em apuros.

Anna olha ao longe, um aglomerado de soldados em volta do lobo gigante, alguns feridos ou mortos no chão, outros com suas lanças apontadas, ferindo-o na medida que ele tentava avançar contra eles. Ela suspira de alívio, vendo que uma das ameaças estava sendo controlada. Isso a inspira a derrotar Baltazar o quanto antes.

– Evodrasil, eu tenho uma idéia. Terei que apostar tudo nesse último ataque. – Anna se prepara para usar a magia de velocidade, seus pés se fixam firmes no chão, ela respira fundo – É agora.

Uma explosão de poeira se forma quando Anna começa a corrida. Ela estava usando sua magia de velocidade no limite, apenas um rastro azul era visto.

Ela, então, avança pelas costas de Baltazar.

– Evodrasil, magia de fortalecimento! – a voz de Anna não possuía hesitação nenhuma.

Mas Anna, não podem… – a voz de Evodrasil é interrompida.

– Agora! – Anna grita.

Anna avança com a espada apontada para Baltazar. Ela estava usando sua força e agilidade aumentada para desferir um golpe mortal nele.

No impacto do golpe, a área do combate explode numa névoa de poeira, os cobrindo.

Todos que estavam ali, sentiram a pressão do golpe e, em seguida,  um vento forte, carregando partículas de terra e poeira,  os atinge.

Mais ao longe, atrás de uma das paredes destruídas do castelo, Catherine estava observando a cena. Ela não era capaz de fazer nada durante a luta, mas não se conteve e partiu em direção à névoa. Uma voz ofegante a alerta.

– Não se aproxime, garota! – era a voz de Baltazar – Se der mais um passo que seja, eu tiro a vida de sua amiga!

A poeira vai baixando. Catherine consegue, com dificuldade, visualizar agora a cena.

Ela vê o homem por cima de Anna, segurando sua cabeça contra o chão e também nota um ferimento muito profundo no braço direito de Baltazar. Anna estava desacordada.

 


Notas Finais


Até sábado lançarei o próximo capítulo! Aguardem ^^
Obrigado por ler até aqui, fique à vontade para comentar, responderei todos os comentários!


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