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História Red Camellia - Capítulo 1


Escrita por: e OmegaYeager


Notas do Autor


Hey, detetive e mafiosos! 💙🧡

Cá estamos novamente com mais uma Short Fic Soukoku. Mas é bom avisar desde já que o foco dessa Fic é...
O Lemon.

Muito Lemon. 🍋

Provavelmente teremos 3 capítulos!
Como de costume, obrigado por estar aqui e boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Red Camellia - Capítulo 1 - Capítulo I

O bar estava movimentado como sempre, embora as recomendações da polícia. Era curioso que, naquele exato momento, o pequeno televisor do estabelecimento estivesse sintonizado no noticiário, onde o responsável pelos recentes casos de assassinato em Yokohama dava o seu depoimento.

“O assassino apenas deixa um rastro de corpos mutilados, como se quisesse exibi-los e se orgulhasse de seu feito”. - Quem falava era o detetive Minoura, um homem que era cotado como o mais capacitado para aquele caso. - “Já contabilizamos vinte e cinco assassinatos desde a primavera, mas as vítimas possuem um padrão. São do sexo masculino”. - Minoura explicava para a comitiva de imprensa.

“Além disso, todos esses homens possuíam uma aliança em seu anelar da mão esquerda. Eram casados. Mas levando em consideração a forma como seus corpos foram encontrados, em quartos de motéis espalhados por toda Yokohama, despidos, é perfeitamente plausível deduzir que eles foram infiéis. O assassino, ou assassina, seduziu suas vítimas na intenção de fazer sexo com elas, e matá-las antes ou mesmo durante o ato”.

“Outra coisa em comum em todos os assassinatos, foi a presença da flor. Em todos os corpos, uma camélia vermelha foi posta entre os lábios dos mortos. Essa é a assinatura do assassino, e sua maneira de nos dizer que todos aqueles homens foram mortos por ele. Sendo assim, nós o chamamos de Assassino da Camélia”.

“Mas para prejudicar ainda mais a situação, como a população já deve estar ciente, novos corpos começavam a aparecer. Contudo, os padrões de assassinato são completamente diferentes. As vítimas dessa nova onda de assassinato não possuem distinção de gênero, e são encontradas com o corpo já morto há alguns dias, boiando no rio de Yokohama, com um tiro certeiro no coração. Dentro da boca das vítimas, há também uma camélia vermelha. Mas eu, Minoura, posso afirmar que não se trata do mesmo assassino”.

“O Modus operandi dos dois assassinos é completamente diferente, mas não podemos ignorar o uso da camélia. Os dois assassinos se conhecem, ou o segundo está tentando jogar os próprios crimes na conta do primeiro... ou ainda, um está querendo passar algum tipo de mensagem ao outro”.

Chuuya Nakahara assistia ao noticiário enquanto tomava uma taça de vinho.

Se sentia extremamente irritado e inconformado que mais alguém estava imitando sua tão amada assinatura. Em sua mente doentia, ele era o único que podia matar as pessoas daquela maneira e deixar aquela flor entre os lábios de suas vítimas. Ele era o único Assassino da Camélia que podia existir em Yokohama, e pensar que alguém o estava copiando tão descaradamente, deixou o rapaz determinado a encontrar quem quer que fosse que estivesse fazendo aquilo para acabar com a sua vida.

"O filho da puta usurpador deve ser meu fã." - Pensou ele enquanto deliciava seu vinho no bar de Yokohama que costumava frequentar para buscar suas vítimas. Vestia uma calça preta apertada, camisa vermelha, com os cabelos ruivos levemente penteados para trás e presos por um rabo de cavalo lateral. - "Odeio admitir, mas talvez eu nunca descubra quem é esse desgraçado".

Pensou frustrado, tomando um longo gole de sua bebida.

Foi quando olhou em volta que Chuuya percebeu que estava sendo observado por um homem.

O sujeito em questão era alto, tinha volumosos cabelos castanhos e levemente cacheados. Olhos também castanhos e estreitos, com um sorriso enigmático nos lábios, enquanto olhava fixamente para Chuuya. Ele usava um terno de cores escuras, com uma gravata amarela ao redor do pescoço. Em seu dedo anelar esquerdo, uma aliança de ouro, que o homem parecia exibir ao segurar um copo com uísque.

Por mais que estivesse com a cabeça ocupada com aquele usurpador, o verdadeiro Assassino da Camélia jamais deixaria de prestar atenção em uma vítima em potencial. Claro que a aliança em seu dedo foi a primeira coisa que viu, no entanto, não deixou de reparar no quão bonito ele de fato era.

Suas roupas elegantes, seus cabelos volumosos, seus lábios carnudos e aqueles olhos tão sedutores lhe prendiam a atenção, de modo que Chuuya desse um enorme sorriso ao notar que estava sendo observado tão fixamente por ele. Conhecia aquele olhar, e sabia que o homem havia ficado interessado em si.

Sendo assim, seu lado psicopata vibrou, e até mesmo cogitou aproveitar de sua vítima antes de tirar a sua vida. Afinal, por mais que as levasse sempre para os hotéis, não era com todos os homens que transava antes de matá-los. Nem todos eram atraentes o bastante para isso. Costumava apenas seduzir o suficiente para que eles ficassem excitados e aí acabava com suas vidas, no momento em que se tornavam infiéis em cobiça-lo.

Mas com aquele homem desejou que fosse diferente. Desejava ser consumido por ele para então cortar sua garganta. Talvez assim tivesse dois orgasmos naquela noite. O primeiro ao ser fodido por ele, e o segundo, ao tirar sua vida.

Sendo assim, o rapaz se levantou da mesa em que estava, caminhando devagar em direção àquele homem, como se quisesse se exibir para ele durante o processo. Os olhos do moreno acompanhavam cada movimento do garoto, até vê-lo se sentar ao seu lado. Um sorriso ainda maior se formou em seus lábios, enquanto ele colocava seu copo sobre o balcão.

- Ora, ora. Vejo um rosto diferente aqui. - Dizia o ruivo com um sorriso sedutor nos lábios.

- É sempre bom conhecer pessoas novas. - O outro respondeu agora desviando os olhos dele, dando um pequeno riso. - Vem sempre aqui então?

- Às vezes. - E deu de ombros, ainda que seus olhos não se desgrudassem do outro. - Quando aparecem pessoas interessantes por aqui, não posso perder a oportunidade. - Novamente um sorriso se formou em seus lábios. - Uma pena que a maioria sejam homens... compromissados. - Disse Chuuya agora em um falso tom de decepção, esticando a mão para pegar o copo de uísque daquele rapaz, vindo por tomar um gole do mesmo enquanto o encarava. Era como se quisesse provar o gosto de seus lábios através do copo.

- Ah, mas ninguém precisa ficar sabendo. - O moreno sorria de volta. - Mas deveria tomar cuidado. Não ouviu o noticiário? Dizem que tem um assassino por aí. Ou eram dois?

- Bem, eu não acho que corro perigo, afinal, não sou compromissado. - Ergueu a mão esquerda para ele, com o mesmo sorriso no rosto, exibindo seus dedos sem nenhum anel.

- Oh, é mesmo. - O homem então olhava para o próprio dedo, vendo a aliança de ouro ali. Fazia um pequeno bico entre os lábios. - Acho que estou correndo risco então.

- Não se preocupe, está seguro comigo. - Chuuya se aproximou perigosamente do outro, vindo por apoiar um dos braços sobre o balcão. - E então, o que o trouxe aqui? Se é compromissado, deveria estar com sua parceira e não aqui sozinho.

- Tem razão, mas ela viajou para a casa dos pais. - Disse o homem com um bico nos lábios. Parecia fazer um drama além do que era realmente necessário, ou apenas estava querendo provocar ao garoto de alguma forma. - Me sinto tão sozinho...

- Oh... - Ao ouvir aquilo, Chuuya se aproximou ainda mais, chegando a puxar seu banco para que ficassem mais próximos. - Sei como deve ser difícil. Não sei você, mas eu sinto falta de sexo todas as noites. - Deu um suspiro, se mostrando entristecido. - Faz tempo que não saio com ninguém e, sabe como é, às vezes eu só queria alguém para me tocar de uma forma mais íntima. Se é que me entende...

- Entendo, entendo. - O moreno dava um profundo suspiro, como se estivesse realmente chateado. - Também adoraria dividir uma cama quentinha com alguém hoje, por isso estou tão triste. Seria tão bom se alguém se voluntariasse a me fazer companhia... O que eu devo fazer?

Os olhos de Chuuya brilharam com aquela pergunta, e ele sentiu um intenso arrepio em seu baixo ventre. Aquele homem era um completo idiota.

Havia capturado sua presa, e em questão de pouco tempo ele seria seu, onde poderia desfrutar de seu corpo de diversas formas, o que incluía cortá-lo bem lentamente enquanto o ouviria agonizando.

Ah, só de imaginar aquilo já fazia o ruivo se estremecer.

- Eu posso ser sua companhia hoje. - Chuuya se prontificava finalmente. - Podemos ir até um hotel e dividir uma cama... da forma que você desejar.

- Mesmo? - Os olhos do outro também vinham por brilhar. Parecia realmente feliz e encantado com aquela ideia. - Você realmente faria isso por mim?

- Claro, afinal também quero uma companhia essa noite. - O garoto sorriu, até que veio por tirar algumas notas do bolso e deixar sobre o balcão, pagando pelo que havia bebido. - Vamos? - Perguntou com o mesmo sorriso de antes, se levantando de seu banco, esperando que o rapaz tomasse a atitude de se levantar.

- Claro. - O sujeito dizia sem questionar, se colocando em pé ao lado do ruivo. Ali, a diferença de altura deles, de mais de 20 centímetros, ficava bastante aparente. O homem não deixava de reparar naquilo. - Oh, você é realmente baixinho.

Ouvir aquele comentário fez o sangue de Chuuya ferver, no entanto, precisou se conter. Não deixava transparecer nenhuma outra reação, além de apenas sorrir. - É, tem razão. E você é bem alto. - Falou da forma mais simpática que pôde, vindo por colocar as mãos dentro dos bolsos da calça preta e começar a andar para fora do estabelecimento.

O homem não imaginava que aquele comentário foi o suficiente para aumentar a sede de sangue de Nakahara, prometendo para si mesmo o quanto torturaria o outro após alcançar seu objetivo.

- Não, não, eu sou normal. Você quem é baixinho mesmo. - Agora o moreno ria com certo deboche, seguindo para fora do bar com o garoto. Chuuya teve de se controlar para não acabar com a vida daquele cara ali mesmo diante aquele deboche, vindo por cerrar os punhos com certa força, tentando conter sua ira.

Foram então até um carro estacionado do outro lado da rua, prata, com vários arranhões nas laterais, o qual tinha o alarme destravado pelo maior. - Ei, não tem medo de sair com um cara que você acabou de conhecer?

Novamente, o ruivo apenas veio por sorrir, erguendo os olhos para ele. - Não tenho medo de nada, não se preocupe.

E o outro apenas riu de volta, vindo por abrir a porta do motorista para poder entrar no carro, aguardando que Chuuya entrasse pela outra porta. Era extremamente cauteloso para não deixar suas impressões digitais naquele carro, ainda que o fizesse de maneira discreta.

Assim que o menor se ajeitou ao seu lado, a partida do carro foi dada, e o moreno tratou de sair com o carro com um tranco bem desajeitado, demonstrando logo que era um péssimo motorista. - Opa!

Chuuya arregalava um pouco os olhos, tomando um pequeno susto. - Vejo que não é um bom motorista. Isso explica os arranhões ali fora.

- Aaah, não sou tão ruim assim. - O homem ria, seguindo com o carro meio apressado, e logo se provava ser um perigo no trânsito. Fazia curvas tão fechadas, que algumas vezes o carro chegava a invadir o meio fio, mas o sujeito apenas ria o caminho todo. Por fim, aos trancos e barrancos, chegavam a um motel na saída da cidade. Por mais que não demonstrasse, Chuuya temeu por sua vida durante todo o caminho, agradecendo mentalmente quando chegaram enfim no motel.

O moreno então se voltava para sua companhia, notando a expressão dele. - Ué, achei que havia dito que não tinha medo de nada.

O assassino ficou em silêncio durante alguns segundos. Precisava manter a compostura, por mais que aquilo soasse como uma provocação. Então apenas tossiu, e deu uma risada sem graça. Foram então com o carro até o guichê da recepção, pedindo por um bom quarto para que pudessem aproveitar.

- Oh, vejo que escolheu um bom quarto. - Chuuya demonstrava certo interesse agora que desceram do veículo, se aproximando do moreno a ponto de seus braços se tocarem enquanto caminhavam até o quarto.

- É claro. Quero que seja especial. - Respondeu com um sorriso, subindo um pouco com a mão até tocar as costas de Chuuya, até que chegassem ao quarto reservado para eles. O maior pegou as chaves que havia recebido na recepção, vindo por destrancar a porta.

Assim que viu o interior do quarto, o assassino abriu um enorme sorriso.

Era de fato bastante chique e provavelmente o quarto mais caro daquele motel, o que provava que aquele homem estava realmente disposto a gastar o que fosse para uma noite de prazer. E por mais que Chuuya detestasse homens infiéis, ficava compadecido ao imaginar aquele homem tão bonito, sem ter um bom sexo há algum tempo. 

- É, tem razão... será bem especial. - Disse ao se voltar para o maior com o mesmo sorriso de antes, ainda que com um tom de malícia agora.

Assim que entraram no quarto, era o moreno quem tomava a atitude de fechar a porta e trancá-la, antes de se aproximar mais do assassino disfarçado, agora com um olhar mais penetrante. Levava uma das mãos até o rosto dele. - A propósito, meu nome é Osamu Dazai.

Chuuya deu um sorriso ainda maior ao ser tocado, até que veio por levar a destra contra a gravata daquele que agora sabia o nome. Dazai.

Agarrou sua gravata com força para puxa-lo para mais perto de si, de modo que seus rostos ficassem bem próximos um do outro. - Ótimo. Já tenho um nome para gemer esta noite.

- Oh... Isso me deixaria realmente bem. - O sujeito respondia agora em um tom mais baixo, com o rosto perigosamente próximo ao de Chuuya. Suas respirações já se misturavam, e um podia sentir o aroma levemente alcoolizado de uísque e vinho um do outro.

Finalmente, Dazai era quem quebrava aquela distância, roubando os lábios do menor em um beijo intenso e já cheio de luxúria. Chuuya deixava um suspiro vitorioso ecoar pelo beijo, ao mesmo tempo em que retribuía ao ato na mesma intensidade. Em questão de segundos, vinha por envolver o pescoço dele com os braços enquanto o puxava em direção a cama.

Realmente queria aproveitar mais daquele momento antes de matar aquele homem. Seu beijo era maravilhoso, e o fazia desejar sentir o corpo daquele homem contra o seu. O beijo era como um veneno que contaminava a ambos, de modo que não conseguissem mais soltar a língua um do outro. Dazai era conduzido pelo outro, até que sentisse sua perna se encontrar com a lateral da cama. Era quando ele vinha por se sentar à beira, sem desgrudar daqueles deliciosos lábios de Nakahara. Quando o moreno elevou suas mãos, foi para agarrar o outro pela cintura, puxando-o para que Chuuya viesse a se sentar em seu colo.

Uma vez naquela posição, Chuuya tinha total controle sobre Dazai e ele amava aquilo.

Seus dedos se entrelaçaram nos cabelos castanhos e volumosos dele enquanto passou a mover seu quadril sem qualquer restrição, fazendo com que suas nádegas roçassem contra o membro dele ainda coberto pela calça, em um ritmo já intenso.

Suas respirações se tornavam oscilante em meio àquele beijo intenso e regado de luxúria.

Foi quando as mãos do maior adentraram à camisa do outro, arranhando suas costas com certa força, enquanto Chuuya ainda rebolava deliciosamente sobre o seu colo. Quando enjoou de arranhá-lo, uma das mãos de Dazai deixava sua camisa para subir para seus cabelos, puxando-os agora com certa força para o lado, de modo que o pescoço de Chuuya ficasse completamente exposto para si. 

Para a surpresa do ruivo, Osamu então o atacava como um vampiro, passando a chupar o seu pescoço com intensidade suficiente para deixar sua pele já bem marcada.

- Ah! - Um primeiro gemido se foi ouvido do menor, que se agarrou com mais força aos cabelos do moreno na intenção de descontar a sensação incrivelmente prazerosa decorrentes daqueles chupões. Não podia negar que aquele homem sabia como faze-lo delirar de prazer, de modo que o pênis do ruivo despertasse aos poucos por debaixo de sua calça.

Havia escolhido uma presa mais do que deliciosa para aquela noite. 

- Vejo que gosta de marcar. - Falou com um sorriso, e foi sua vez de avançar contra o pescoço do maior, cravando os dentes em sua pele o suficiente para também deixa-lo marcado.

- Aw... - O gemido do homem vinha misturado com um pequeno riso, mantendo-se agarrado aos cabelos vermelhos do garoto, enquanto o deixava lhe chupar. - Mas se me marcar demais... o que eu falarei para a minha esposa depois?

- Não se preocupe, ela não vai ter tempo de ver. – Respondeu em tom sádico, vindo por lamber a pele de seu pescoço para então subir com a língua até o ouvido de Dazai, dando uma mordida em seu lóbulo. - Ah... Me toque mais... Dazai. - Gemeu com a voz rouca na intenção de provoca-lo, retomando os movimentos de seu quadril contra o pênis já ereto dele. Senti-lo tão duro arrancou um sorriso vitorioso nos lábios do menor.

Em plena obediência, o maior vinha por agarrar o corpo do outro para empurra-lo contra a cama, invertendo suas posições. Agora tendo o moreno sobre si, Chuuya pôde sentir as mãos dele deslizarem pelo seu corpo, até chegarem ao meio de suas pernas. Sem enrolar demais, Dazai tratou de desabotoar a calça dele, puxando-a para baixo, junto com a boxer preta que o garoto usava por baixo. O pênis ereto de Chuuya então pulou para fora do tecido, de modo que Dazai pudesse ter uma primeira e maravilhosa visão dele.

Em seguida, levou a destra contra seu membro, passando a masturbá-lo suavemente, descendo e subindo com a mão para cima e para baixo.

- Ahh... caralho... - Chuuya gemeu em meio a um longo suspiro, deixando seu corpo se afundar contra o colchão da cama enquanto aquela maravilhosa sensação percorria todo seu corpo. - Pra quem é casado com uma mulher, você sabe bem como agradar um homem.

- Tenho várias habilidades secretas, hihihi. - O moreno ria de maneira travessa, passando a masturbá-lo com um pouco mais de força, para cima e para baixo, para cima e para baixo, de modo que o som daquela gostosa fricção começasse a ecoar pelo quarto, juntamente com os gemidos de Chuuya.

Assim, o ruivo ficava completamente a mercê dos toques de Dazai, deixando com que mais gemidos ecoassem por toda a extensão do quarto. Seu pênis já implorava por alívio, no entanto, ainda não era o bastante. Queria aproveitar por completo daquela noite antes de atingir seu objetivo.

- A-acho que já brincou demais. - Falou com certa dificuldade, levando a mão contra a dele para que parasse com os movimentos. - Nós dois sabemos que essa noite não vai acabar só nisso.

- Tem razão... - O moreno sorria, pegando as mãos de Chuuya para levá-las ao alto de sua cabeça, prendendo-o pelos pulsos. Aquilo deixava ao ruivo ainda mais excitado. - Será que você... realizaria um fetiche meu? Minha esposa, sabe, ela não gosta de se aventurar.

Os lábios do assassino se moldaram em um sorriso, entendendo a real intenção de Dazai com aquelas palavras. - Claro. Quer me prender? Me bater? Posso realizar todos os seus fetiches.

Roçava então entre as pernas do menor, fazendo com que seu pênis por baixo da calça se pressionasse contra o dele.

- Tem que fechar os olhos primeiro, faz parte da fantasia. - Pediu o homem, com um sorriso.

E por mais que questionasse aquele pedido, o tesão que sentia no momento impedia Chuuya de pensar em qualquer outra coisa que não fosse ser fodido por aquele homem. - Claro. Se é o que deseja... - Dessa forma apenas veio por fechar os olhos, esperando pela atitude do outro.

E agora com os olhos fechados, Chuuya pode sentir algo envolver seus pulsos, antes que eles fossem presos contra a cabeceira da cama. Quando se deu por si, percebia que tinha sido algemado na cama.

Quando tornou a abrir os olhos, viu que Dazai agora tinha um sorriso totalmente diferente nos lábios. Era malicioso, debochado e vil.

- Estou curioso... - O moreno recomeçava por entre um riso, ainda por cima de Chuuya. - Como pretende me matar agora?

Ouvir aquelas palavras fez com que Chuuya viesse por franzir a testa, como se realmente não tivesse entendido direito. - O que quer dizer com isso? Eu não vou te matar. - Forçou um sorriso enquanto o olhava, se fazendo de desentendido.

Mas em resposta, Dazai apenas riu ainda mais, saindo de cima de Chuuya para se sentar ao seu lado, na beira da cama, enquanto cruzava as pernas. O ruivo ainda estava algemado na cama, com o pênis para fora da calça.

Viu o moreno então retirar um maço de cigarros do bolso interno do paletó, pegando um para acendê-lo com um isqueiro, dando um primeiro e delicioso trago.

- Achei adorável você tentando não deixar nenhum vestígio seu no meu carro, mas me deixou pegar no seu pinto, te arranhar, e puxar os seus cabelos. O que mais tem em mim agora, Chuuya, é o seu DNA.

O ruivo franziu ainda mais a testa. Como ele sabia o seu nome? Não havia dito nada até então, sequer um nome falso. Foi quando puxou seus braços com bastante força na intenção de se soltar das algemas. No entanto, a única coisa que conseguiu foi sacudir a cama e deixar seus próprios pulsos bem avermelhados.

- Vai se foder! Que merda planeja fazer comigo? E quem caralhos é você, desgraçado?! É a porra de um policial?!

- Ah, antes eu fosse. - Foi quando ele abria novamente o paletó para retirar dali algo que fazia Chuuya arregalar os olhos.

Era uma pequena camélia vermelha.

Ao se inclinar na direção do ruivo, Osamu posicionava a flor sobre sua orelha, entre seus cabelos.

- Sabia que era amador, mas não tanto. - Dazai ria de Chuuya, dando mais um trago em seu cigarro. Assoprava a fumaça contra o rosto dele. - O quão vergonhoso é ser algemado pela própria vítima?

O rosto de Chuuya ficou vermelho no mesmo tom daquela flor assim que se deu conta de quem se tratava aquele homem, de modo que se debatesse contra a cama enquanto puxou seus braços com mais força ainda. Seus pulsos chegavam a sangrar agora, devido ao atrito com o ferro das algemas.

- DESGRAÇADO! É VOCÊ! SEU COPIADOR DESCARADO! COMO OUSA SE PASSAR POR MIM?! - Gritava a todos pulmões, continuando a se debater na cama. - EU VOU ACABAR COM VOCÊ, FILHO DA PUTA! EU VOU ARRANCAR A SUA CABEÇA! CORTAR O SEU PINTO FORA!

Dazai apenas ria ainda mais, levando então uma das mãos até a lateral do corpo de Chuuya, puxando de sua calça já meia abaixada, a faca que o ruivo guardava no bolso para assassinar suas vítimas.

- E como vai fazer isso sem a sua faca? - Dazai movia a faca de um lado para o outro no ar, trocando de mão algumas vezes. Brincava com o objeto enquanto ria e debochava de Chuuya. Quando cansou, o moreno se inclinava novamente na direção do outro assassino, agora pressionando a lâmina da faca contra sua bochecha branca de Chuuya. - Antes de me matar, ao menos me deixaria gozar dentro de você?

E por mais que sentisse a lâmina gelada da faca contra sua pele, Chuuya não demonstrou qualquer medo ou receio daquilo, mantendo a expressão furiosa e assassina no rosto, que faria qualquer uma de suas vítimas tremer. No entanto, Dazai não era qualquer um.

- Não, eu não deixaria. Eu ia enfiar a faca no seu estômago logo depois que EU gozar. E depois ia arrancar essa sua cabeça vazia do seu corpo que não tem o pingo de criatividade para criar sua própria assinatura.

Dazai não continha mais um riso, riscando a bochecha de Chuuya com a ponta da face, de modo que um rastro de sangue marcasse seu rosto.

- Confesso que o lance das camélias é poético, ainda que, é claro, meus métodos sejam muito superiores aos seus. - Ele retirava a aliança que até então usava, colocando-a sobre o peito de Chuuya. Ali, havia uma data tão antiga que nenhum dos dois sequer tinham nascido, deixando claro que Dazai havia pego aquilo de algum idoso que havia assassinado. Se afastou um pouco agora, pegando o próprio celular para tirar uma bela foto de Chuuya com o pênis de fora, as mãos algemadas e a camélia ainda em seus cabelos. - Aw, ficou adorável.

O olhar assassino de Chuuya parecia ser capaz de arrancar todos os órgãos de Dazai mesmo que estivesse algemado, e ele sequer parecia se importar com o sangue que escorria por seu rosto e pelos seus braços.

- E o que vai fazer com essa foto depois? Bater uma punheta enquanto pensa em mim como um fã amador de merda? - Deu um riso debochado. - Deve ter muitos sonhos molhados comigo a ponto de não ser capaz de criar um próprio método pra matar pessoas. Ah, claro, não deve ter inteligência o bastante pra isso.

- Sou inteligente o bastante para não deixar o DNA nas minhas vítimas. - Dazai dizia agora com um tom de superioridade, usando o celular para fazer uma ligação. Chamava algumas vezes, mas Dazai logo era atendido, no entanto Chuuya não conseguia ouvir a voz do outro lado da linha - Oh, senhora policial, por favor me ajude! - O moreno mudava totalmente o tom de voz, ainda que fosse tão falso que não fazia questão nenhuma de disfarçar. - Eu vi o Assassino das Camélias! Ele está no motel na saída de Yokohama, quarto 14, venham de pressa, por favor! 

E desligava o celular, tornando a dar um trago em seu cigarro.

- Ah, Chuu, infelizmente, está na minha hora. Cuide-se bem, amador.

- DESGRAÇADO!! - Chuuya gritou ainda mais alto que das últimas vezes, tornando a se debater sobre o colchão enquanto puxava suas mãos com o máximo de força que podia. A cabeceira da cama de madeira dava sinais de que estava se rompendo, mas o ruivo ainda não conseguia se soltar. - EU JURO QUE QUANDO SAIR DAQUI VOU ACABAR COM A SUA VIDA!

- SE você sair, vai ter que se esforçar bastante para me superar. - Dava de ombros, jogando o cigarro no chão para depois apagá-lo com o sapato. - E não será essa sua cara de oferecido que irá me fazer baixar a guarda. Ah, e a propósito, obrigado pela faca. - Dazai dizia enquanto guardava o objeto no bolso. - Ficará como lembrança, assim como a sua foto. 

E então, o moreno dava as costas a Chuuya, acenando para ele.

- VOLTA AQUI, FILHO DA PUTA! - No entanto por mais que gritasse e xingasse Dazai de todos os nomes possíveis, não recebeu mais nenhuma resposta. Osamu Dazai já havia saído do local, deixando Chuuya para trás.

Como se aquilo fosse o gatilho suficiente para despertar toda a ira do ruivo, o rapaz reuniu todas as forças para puxar suas mãos contra a cabeceira, de modo que a madeira que prendia suas algemas finalmente se rompesse, libertando o criminoso.

- Juro que vai se arrepender disso. - Proferiu com todo o ódio de seu coração, sentindo uma forte dor e ardência em seus pulsos. O sangue escorria pelos seus braços.

No entanto não teve tempo de se recuperar daquela dor, já que ao longe pôde ouvir o som das sirenes se aproximando.

- Você é um homem morto, Osamu Dazai. - Dizia enquanto arrancava aquela flor de sua cabeça e a jogando contra o chão para pisar sobre as pétalas. Esmagava aquela camélia vermelha com todo o seu ódio, agora por aquele homem.




Notas Finais




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