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História Red Coffee: Chaelisa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiiii, eu voltei rs Era pra eu ter postado o segundo capítulo no dia seguinte mas não deu... amanhã ou na sexta eu posto o terceiro capítulo, o de hoje é pequeno porque não tive muito tempo, me desculpem!!! Tenham uma boa leitura e comentem caso gostem e o que não gostarem cometem também... só vamos esperar um pouquinho para tudo na história ir se ajeitando <3

Capítulo 2 - Neozelandesa


Fanfic / Fanfiction Red Coffee: Chaelisa - Capítulo 2 - Neozelandesa

- Esse copo parece ser o local em que menos tem café por aqui – Respondi a olhando de lado.

- não precisa ser do copo Chaeyoung – Ela me respondeu com um sorriso malicioso mas contido logo apontando para uma porta – é aquela sala Chae. Precisa de mais alguma coisa?

Neguei com a cabeça e agradeci formalmente. Segui em direção a secretaria onde fiz minha inscrição e fui conduzida pelo coordenador pelas salas do curso, me apresentando superficialmente onde eu estudaria pelos próximos 5 anos. Caminhei por aquela universidade como uma caloura comum, sonhando que os próximos 5 anos seriam os melhores da minha no curso dos meus sonhos.

 

Após meus devaneios na universidade caminhei pela cidade de Busan, e sim, era tudo o que eu pensei. É uma cidade linda que tirando aquela floresta de concreto e prédios enormes possuía uma parte colorida e única além da praia maravilhosa que banhava o litoral, praia que eu não entendia muito bem o motivo de tanta burocracia para um mergulho. Meus pais em seus contos sempre diziam como a Coréia era, e nos encontros de família eu já havia reparado. A Coréia é padronizada, o povo coreano é padronizado, não se viam pessoas que buscava um novo estilo de vida ou coisas do tipo, eram os mesmos modelos de roupa, mesmos modelos de vida, mesmos planos. E isso não era eu. Mas eu não estava mais em casa apesar de que não me tornaria como eles, uma pessoa que se mata de estudar, se mata pelo corpo perfeito, pelo rosto perfeito, pela vida perfeita, se casa aos 30, tem filhos, de dedica ao máximo pela família, se anula e faz com que a história se repita. Não, eu seria diferente, sim, me dedicaria aos meus estudos, muito, daria sempre o meu melhor, mas viveria, aproveitaria tudo que o meu eu mais profundo poderia expor, poderia viver.

 

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Em meu primeiro dia de aula com toda aquela empolgação me arrumei de forma que compactuasse tudo que queria passar apesar de que eu procuro sempre atender o prático e confortável. Tomei banho naquela manhã, sim, eu queria impressionar, e desci para tomar o café da manhã que ironicamente não tinha café já que em casa nós não tínhamos esse costume. Eu e minha avó não possuíamos um bom relacionamento, ela muito machista se aproveitava de todas as possibilidades para criticar as atitudes e decisões da minha mãe e por consequência as minhas.

Minha mãe me recebeu na cozinha com um beijo carinhoso na bochecha e um abraço em meio a pulinhos de empolgação pelo meu primeiro dia.

- Como você está meu amor? Conseguindo respirar?

- Claro né mãe, óbvio que estou bem. – respondi revirando os olhos mas sorrindo de empolgação, ela sabia que mesmo contida eu ansiava por esse momento.

- Seja simpática, faça amigos – minha mãe comentou - Serão 5 anos de faculdade...

- Isso se ela aprontar uma e jubilar na universidade por quantidade de reprovações – minha avó interveio. Eu e minha mãe reviramos os olhos e minha mãe continuou.

- não dá pra ficar 5 anos sozinha meu amor, se permita, ok? – balancei a cabeça em confirmação. – mas não apronte, se comporte. Tem como aproveitar a universidade sem terminar na cadeia ou viciada.

 

Ri contida, terminei meu café e fui pegar o coletivo que parava em frente a universidade. Entrando no coletivo liguei pra minha irmã para contar que estava ansiosa porque naquele momento só ela poderia me acalmar, engano meu, ela chorou do outro lado da linha com comentários como “meu bebezinho vai entrar na universidade, está virando mocinha” que ignorei mostrando língua em um ato automático, como se ela pudesse ver.

 

Cheguei como uma boa caloura adiantada, sentei-me em uma das cadeiras que estavam mais no meio da sala, coloquei minhas coisas em baixo da mesa e peguei meu celular para passar o tempo até a entrada do professor. Quase imediatamente ao meu ato de pegar o celular um rapaz de pele mais bronzeada, um sorriso grande e cabelos vermelhos se sentou ao meu lado.

- Olá – ele começou o diálogo. – se importa de eu me sentar aqui?

- não, com certeza não. – respondi vendo ele olhar para todos os cantos da sala rapidamente – você está bem?

- Sim, só ansioso, muito ansioso. Olha essa sala, tipo, eu consegui, estou aqui para o primeiro dia de aula, não é loucura? Como você está tão calma com isso? – soltou tão rápido que tive que estar bem atenta para entender tudo – ah, sou Jung Hoseok, pode me chamar de Hobi.

Sorri com a euforia dele – Sou Park Chaeyoung, pode me chamar de Chae. Você é diferente.

- Caramelizado? Sim, eu sou.

- Não – o interrompi. – você é receptivo, sorridente e animado.

- Aaah, sou também – Ele sorriu. – Vai ter que me aguentar por 5 anos Chae, é bom que se acostume.

- Se você não for dos que sorriem com o nascer do sol, eu aguento.

- Que azar o seu – ele riu – meus amigos me chamam de solzinho. – revirei os olhos com o comentário dele. – você é fofa, viu o horário?

- Olhei sim, primeira aula é Introdução a Engenharia. E eu não sou fofa, olha aquelas duas ali, isso é fofura. – Apontei pra duas meninas que estavam um pouco a frente da gente.

- Faz sentido a primeira disciplina – ele disse com um mine bico engraçado – Dizem horrores do professo dessa matéria. Que conclui ela não sai mais do curso e amaldiçoa até a décima geração do professor. Falando no diabo. – Ela acena para o homem chegando na sala.

 

O professor nos recebeu muito bem, deu palavras animadoras sobre o curso. Mas assim que começou a ministrar sobre a disciplina e mostrar seus métodos avaliativos entendemos muito bem o que todos falavam sobre essa disciplina.

Quando finalmente acabou a aula Hobi já foi me puxando em direção ao refeitório como se tudo fosse acabar se não nos apressássemos. Apesar de que eu sempre estou com fome, eu estava meio nervosa.

Encontramos outros colegas da nossa turma, as duas fofas que se apresentaram como Kim Jennie e Ahn Hye-Jin que tinham uma animação a nível Hobi e ao seu lado um outro colega que se apresentou como Min Yoongi.

Hobi pareceu ter encontrado o que precisava em começou a conversação, ela se apresentaram sendo suas cidades e motivo da vocação por engenharia mecânica. O momento até estava emocionante, beirando o engraçado pelas reações do Hobi a tudo que o Min falava, até o momento que os questionamentos caíram sobre mim e eu me apresentar como neozelandesa me colocando como centro das atenções por inúmeras perguntas sobre o país, o motivo de eu ter vindo para a Coreia e coisas do tipo. Respondi, ocultando a parte desnecessária sobre o drama familiar, que velocidade foi meu meio de maior êxtase desde que ganhei minha primeira bicicleta quando criança sendo o pesadelo dos meus pais aquelas duas rodas. Que a PNU tinha nome até onde eu morava e ser aceita agregado a família que morava aqui foi o motivo de eu ter vindo. Depois disso foram só perguntas a respeito do meu país sendo perguntas mais relacionadas a Austrália, o que me fazia rir muito pelo senso de localização e cultura dos países que eles tinham, atitudes e falas que eu só não tinha por ter família coreana.

- Ok, já chega de perguntas gente. – Respondi rindo muito do comentário que a Jennie fez sobre querer encontrar o Canguru Jack do filme que ela havia visto na infância. – Sim, lá também tem canguru mas o filme se passa na Austrália Jennie, e sobre nossa alimentação Hobi, vocês só comem massa e verduras, e essas mistura de pimenta com doce é muito estranho pra gente, então não fale da nossa comida.

-Nossa comida? Chae, você é sul coreana oras, sua família e sangue é daqui. Pode parar com esse drama. – Hye-jin comentou, mostrei língua para ela enquanto ria da indignação do Yoongi quando falei da comida sul coreana.

- Meu coração é neozelandês unnie, vai muito além de sangue e descendência. – fingi seriedade – e fiquem feliz com isso, afinal, somos povos quentes que sabem aproveitar o dia, e não tem cozinha melhor do que a da Nova Zelândia.

 

- Neozelandesa? – alguém atrás de mim comentou, me virei em direção a voz e encontrei o olha de Lisa sobre mim, um olhar como se me perfurasse com um sorriso provocativo de quem havia acabado de pegar alguém no pulo. E ela havia, não que fosse da conta dela a minha vida para que eu contasse a ela detalhes pequenos como nacionalidade. Mas senti que naquele momento com aquele olha penetrante vindo dela e minha recua, nervosismo e leve rubor nas bochechas que aquela garota seria um assunto mais longo do que pressenti de início.


Notas Finais


Próximo capítulo vai ser grandinho e vocês vão aprendendo sobre a turminha que tem muita ligação. Como eu apontei na sinopse, as interações chaelisa são constantes pelas amizades e outras coisinhas. A ideia ta pronta, só desenvolver. Não vai ser uma fic muito grande, mas pretendo entrar bem na vida desse pessoal, vários shippes vão surgir e espero q gostem de tudo.

Ótima leitura e obrigada glr


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