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História Red Dress - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, pessoal! Aqui é a Atlantys e este é o meu perfil secundário!
Estou repostando minhas histórias de capítulo único aqui e espero que gostem!
Comentem ao final, ficarei feliz em saber se gostaram da história e da novidade!
Um beijo a todos!

Capítulo 1 - Marca de batom na blusa (Oneshot)


Fanfic / Fanfiction Red Dress - Capítulo 1 - Marca de batom na blusa (Oneshot)

Nebraska – Estado Unidos

Sexta feira à noite

O casamento de minha prima Meagan com seu noivo Harrison já estava marcado há muito tempo, e por ser uma das primas mais chegadas da noiva, eu tinha sido uma das primeiras a receber o convite. Confesso que estive ansiosa por minha prima e em alguns momentos, até estive com ela para resolver detalhes e pensar em coisas para o seu casamento.

É, o que eu não contava era que o tal casório aconteceria depois de uma puta semana de avaliações na faculdade — que dizer, uma semana e meia. Os professores endoidaram e quiseram fazer tudo ao mesmo tempo. Pensei ter as coisas sob controle, mas foi aí que eu errei feio. O conteúdo era grande, os detalhes eram muitos e os seminários seriam em dias seguidos.

Como não esquecer tudo desse jeito?

Foi bem o que aconteceu durante toda essa semana muito louca. Eu acabei esquecendo este detalhe sobre o dia que minha prima alegou ser um dos mais importantes de sua vida. Esqueci de providenciar os detalhes para a minha ida e só acabei lembrando quando minha mãe perguntou a que horas poderíamos sair de casa no sábado à noite.

Putz, como eu pude ter esquecido justamente do casamento de Meagan?

Por um lado, culpei a faculdade. Aquela semana tinha sido difícil e eu ainda sentia os impactos daquela correria mesmo com o fim de todas as obrigações. Foi realmente complicado e eu pensei que não conseguiria aguentar a pressão de estar no sétimo período do curso de direito após uma bateria de avaliações.

Mas, essa semana tinha acabado de chegar ao fim. A última prova foi há uns dias atrás e por agora, eu estou livre de todos aqueles meus afazeres. Depois de momentos difíceis, só o que eu quis fazer foi aproveitar, então isso me deixou um pouco longe de todo o resto. Eu quis me divertir depois de tanto tempo sem tal coisa, então acabei não prestando atenção no que ainda estava por vir.

Quis sair com minhas amigas, quis ter meu tempo sozinha, quis dormir até tarde e sequer pensei em outras coisas que não me fariam ter um momento para relaxar. E dessa forma, acabei esquecendo as pendências com roupa e acessórios para o casamento que ainda teriam que ser resolvidas.

Mas tudo bem, ainda estava em tempo!

Tive aula normal hoje mais cedo e voltei para casa na parte da tarde. Planejei ir ao shopping Westroads para dar uma olhada nas vitrines agora à noite e mesmo que eu esteja um tanto preguiçosa para fazer isso, me vejo sem escolhas. É isso ou acabar levando uma grande bronca da parte de minha mãe por não ter resolvido minha pendência — mesmo tendo vinte e quatro anos.

Assim que terminei meu banho quente, não demorei a usar o secador para dar um jeito em meu cabelo. Estava frio lá fora desde que cheguei da aula, então para que eu não adoecesse, era bom acabar logo com aquela umidade. Depois disso, fui de roupão até meu quarto e finalmente, escolhi uma roupa qualquer para o frio que eu enfrentaria ao chegar do lado de fora.

Depois de já estar usando um jeans escuro e com rasgos no joelho, uma blusa grossa e também um tênis, fui até a minha mesinha de maquiagens para dar um jeito em meu rosto pálido. Liguei a luminária em formato de nuvem, me encarei no espelho e logo pensei no que fazer para dar um ar mais corado em meu rosto alvo.

E foi nesse momento que eu reparei naquela marca em meu pescoço.

Ainda me olhando pelo espelho, afastei meu cabelo daquele local ali escondidinho e continuei vendo tudo pelo reflexo. Aquilo ali tinha sido o resultado de um beijo caloroso que recebi numa noite não muito distante, e foi ao lembrar que eu soltei um sorrisinho e me afundei em lembranças.

Quando falei sobre diversão, não me limitei a uma noite com muitas bebidas alcoólicas com minhas amigas. Eu realmente quis mais do que isso, queria me superar nas besteirinhas que já fui capaz de fazer, e assim, comecei a pensar em outras propostas para aquela noite. E foi ao esbarrar naquele cara com feição asiática, que a magia aconteceu.

Não me pergunte o nome dele ou o que ele faz da vida, pois não sei. Naquela noite em que nos encontramos — e nos pegamos — estávamos numa das badaladas festinhas organizadas pelos alunos do curso de economia. Não aconteceu no campus, mas foi ali perto. E como a festa foi aberta ao público, sequer consegui saber se aquele garoto também era aluno da Universidade Lincoln como eu, ou não.

É, mas posso dizer que isso não foi importante quando tudo começou a rolar. Eu de fato esbarrei nele quando saí com minhas amigas do banheiro para um retoque na maquiagem. Ele me cobrou desculpas, pois quase derrubei seu copo que continha algo parecido com whiskey, mas eu sequer me importei. Dei risadas e segui meu caminho para o outro lado de onde estávamos.

Pensei que tudo iria acabar por ali, na verdade, eu jamais esperaria que tudo fosse rolar com ele por ter sido rápido aquele primeiro contato. Mas, me enganei. O tal cara me encontrou novamente enquanto andava pela festa para servir-se de mais um pouco de bebida, e a única coisa que ele não fez foi perder a oportunidade que a nós foi dada.

Eu estava sozinha naquele momento, tinha me afastado um pouco para falar ao celular, e foi nesse instante que ele chegou. Me mostrou atitude, parecia ousado e um tanto provocativo enquanto me reparou em cada detalhe e deixou eu me deliciar com sua voz tão grave. Parecia ter interesses em comum comigo a primeira vista, mas por um tempo apenas conversamos.

A conversa você já pode imaginar como foi. Sim, cheia de provocações e promessas ousadas caso decidíssemos por algo mais reservado, se é que você me entende. Posso dizer que eu mesma sugeri isso pela primeira vez, e por ouvir algo desse tipo de minha parte, ele ficou mais interessado ainda. Acredito que ele queria fazer a proposta, mas como eu fiz, ele pode ver o quão animada fiquei por pensar naquilo tudo e acabou se animando mais ainda.

Esse papo todo nos levou até o estacionamento depois que pedi que ele fosse sozinho e antes de mim, quando descobri que o carro dele estava estacionado ali não muito longe. Dei uma desculpa as minhas amigas e sem perder tempo, fui encontrar o tal lá fora. De primeira não o encontrei, mas ao seguir sua voz quando ele falou comigo, logo me deparei com um belo carro branco ali estacionado.

Nos beijamos antes mesmo de chegar no interior daquela máquina. Sem demora, aquele cara cheio de sotaques e com um cabelo caindo nos olhos se forma sexy, foi encostando minhas costas em seu carro e ali mesmo, me fez sentir o gosto de seu beijo junto aos toques de sua língua na minha — que não demorou a acontecer.

O que também não demorou a acontecer foi nossa vontade por algo mais. A mão dele já tinha passado pela minha coxa enquanto minha boca tinha lhe dado beijos pelo pescoço. Não precisou de muito para despertamos uma vontade por algo mais, e assim, ele finalmente usou a chave do carro para destrancá-lo. E em fim, entramos sem sermos percebidos.

A primeira coisa que fez foi empurrar os bancos para frente. Depois disso, sentou-se todo arreganhado no banco traseiro enquanto esperou eu atacar sua boca e também seu corpo com meus toques. Me sentei em seu colo e ali tudo começou. Foi ficando calor, aos poucos fomos nos livrando de nossas roupas e quando me dei conta, já ia rolar.

É, isso porque eu tinha camisinha na bolsa já por conhecer minhas intenções e os limites que eu já tinha perdido. O cara não estava prevenido para algo mais, mas eu salvei nossos momentos de euforia que iriam começar sem demora. Eu mesma fiz as honras ao vesti-lo de forma cuidadosa e depois disso, acho que não preciso te falar mais nada.

Sim, isso tudo aconteceu. Exatamente isso que você pode imaginar.

Ao ser invadida por aquelas lembranças daquela noite não muito distante, observei aquela marquinha em meu pescoço e me lembrei exatamente do que aquele puta gostoso falou pra mim depois de deixá-la ali usando sua boca. Eu protestei, e ele me respondeu com um sorriso no rosto, com o cabelo colado na testa e ofegante a seguinte frase: assim não vai esquecer de mim tão cedo.

E de fato, eu não esqueci. Tais coisas aconteceram há uns dias e eu ainda lembro de tudo como se tivéssemos acabado de transar. Ficou gravado em minha mente e em minha pele também. E o que eu não consegui esquecer também foi sua expressão de prazer enquanto eu sentava nele e ouvia seus breves gemidos enquanto eu lhe dava muita satisfação com meu corpo.

A parte ruim nisso tudo é que eu sequer sei quem ele é. Ao final de tudo, voltamos para a festa como se nada tivesse ocorrido entre nós e nos perdemos um do outro, encontrei minhas amigas e acredito que ele não demorou a ir embora. Não perguntei seu nome, nem peguei seu telefone, pois a intenção era mesmo só um lance. Mas confesso que foi um lance que eu adoraria ter condições de marcar para acontecer novamente.

Peguei minha base e também um corretivo. Escolhi os que melhor iria combinar com a tonalidade de minha pele em meu pescoço e ali eu comecei a cuidar de esconder aquela marquinha. Antes, estive usando cachecol. Mas por agora, não acho que seja para tanto, então precisei dar um jeito naquilo de outra forma.

Finalizei aquela pequena make ali em meu pescoço e joguei o cabelo pra frente. Continuei observando por um tempo e usei mais alguns produtos. Ao me convencer que tudo estava pronto, peguei minha bolsa e depois de desconectar meu celular da fonte, o guardei lá dentro. Saí de meu quarto e depois de seguir pelas escadas, cheguei à sala onde meu irmão estava assistindo tv.

— Aonde você vai, Cindy? — Ouvi a voz de minha mãe.

— Ao shopping. — Respondi chegando se tudo estava na bolsa.

— Coragem sair nesse frio. — Disse Thomas.

— Coragem não, meu querido, necessidade. — Respondi.

— Isso que dá deixar tudo para cima da hora, se tivesse comprado sua roupa antes, agora não passaria por isso.

— Tudo bem, mãe, eu já entendi. — Revirei os olhos. — E não se preocupe, eu não vou ser exigente na escolha da roupa e pretendo não demorar.

— Te esperamos para o jantar?

— Sim, eu vou chegar a tempo. — Assenti. — Está com a chave do carro?

— Aqui. — Thomas me entregou.

— Valeu! — Peguei e me afastei. — Não demoro!

— Tenha cuidado! E não se atrase para o jantar! — Ela me deu indicações.

— Certo! Até logo! — Acenei e saí pela porta.

Fui caminhando pela calçada enquanto me encolhi dentro de minha blusa quente. Destranquei o carro e sem demora, me joguei lá dentro. Não perdi tempo na hora de sair e enfim, liguei o radio para poder me distrair um pouco durante aqueles vinte minutos de estrada até o shopping Westroads.

Estacionei na vaga mais perto do elevador no segundo andar. Pendurei minha bolsa em meu ombro e logo saí de lá com o celular na mão. Entrei no elevador, apertei o botão indicando o número um e logo segui para o meio do shopping — que estava muito bem movimentado por sinal.

Eu não sabia por onde começar ou o que escolher. As primeiras lojas que encontrei foram de calçado e também de jóias, porém estas eu deveria visitar somente depois de escolher a peça principal. Parei por um tempo perto da praça de alimentação e ali eu comecei a pensar. Me localizei pelo salão de lojas e logo comecei pelas do lado do direito.

Pensei em algo mais formal para o casamento, já que eu conhecia as condições de Meagan e sabia que aquele casamento ia ser um arraso e de muito bom gosto. Pensando nisso, achei que seria uma boa ideia optar por uma loja menos descontraída e casual, seria melhor ir a uma mais “séria” — se é que posso dizer assim — para encontrar uma peça perfeita para a ocasião.

Filtrei as lojas e encontrei algumas que eram menos simples e mais caras. Ali naquele salão, de acordo com o que eu tinha visto, eu encontraria três lojas que mais estavam de acordo com o que eu pretendia comprar. E elas, eram: Brooksfield, Shoulder e por último, Harrods. Depois disso, não perdi tempo em seguir pelo corredor até a primeira loja enquanto pensei no que escolher.

Um vestido seria bom, creio eu. Um vestido num tom escuro de vermelho, talvez. Gosto de vestido longo, mas para este momento, acredito que não cairá bem. Penso em algo mais curto, com decote e um tanto marcado em meu corpo e bastante elegante. Penso em jóias prateadas assim como o meu calçado... É, acho que estará bom deste jeito.

Segui até a Brooksfield e logo adentrei a loja. Sem demora, fui atendida por uma das funcionárias da loja que estava muito bem vestida. Com um sorriso no rosto, perguntou o que eu pretendia e se poderia me auxiliar em algo. Falei pra ela sobre o que eu precisava e logo ela me mostrou uns modelos. Mostrou também uns tons variados de vermelho e eu logo gostei de um.

No manequim a peça parecia incrível, porém em mim não foi bem assim. Vesti a roupa num provador bem espaçoso e ali eu me observei por um tempo, porém não gostei tanto assim. Pensei em insistir naquela loja, mas como havia outras, agradeci a atenção da vendedora depois de lhe devolver a peça e enfim, segui para a próxima.

Chegando lá, fui auxiliada por um rapaz. Bem vestido e usando roupas de acordo com o estilo da loja, ele logo me fez muitos questionamentos com a intenção de me trazer exatamente o que eu queria. Falei sobre o casamento e falei como eu desejava a peça perfeita. Ele não demorou a me dar umas sugestões, me mostrou alguns modelos e eu até me animei com aqueles.

Novamente, fui experimentar depois que o rapaz me auxiliou a chegar até o lugar certo. Fiz umas poses diante do espelho e fiquei ali me analisando. Achei um tanto apertado demais aquele vestido e decidi passar para o próximo dos dois que escolhi. O coloquei em mim e esse me pareceu melhor, mais confortável e mais bonito.

Eu poderia ter ficado com esse, mas o fato de ter mais algumas lojas ainda para visitar, me deixou em dúvida. Foi então que eu decidi dizer ao vendedor que eu continuaria olhando os modelos em outras lojas, mas caso não me agradasse nada, voltaria lá e compraria com ele. O rapaz assentiu, disse que esperava me ver em breve e eu logo saí.

Segui pelo corredor até a Harrods, porém enquanto caminhei, notei uma bela vitrine em um tom escuro com peças femininas e masculinas. Ali as cores variavam do branco até o preto, cinza e vermelho também. Achei-a sutilmente mais simples que as demais, mas pensei que valeria a pena dar uma olhada. Fui me aproximando e logo me surpreendi.

A loja se chamava Humannick e foi ali que de cara eu me deparei com um modelo bem bonito de vestido sem ser longo. Cheguei mais perto enquanto me interessei pela loja e logo fiquei de cara para a vitrine. Dei um leve sorriso ao ter gostado bastante daquele modelo e mesmo ele sendo na cor preta, eu me animei em descobrir se havia também em outra tonalidade. Sendo assim, decidi entrar na loja.

Ao chegar do lado de dentro, fui lentamente caminhando até a parte das roupas femininas, organizadas em cabides e também em nichos com a numeração sendo indicada na parte de fora. Fui analisando tudo ali até que finalmente encontrei o tal vestido da vitrine. Dei um sorriso e logo tomei um nas mãos.

Mas este, também era preto — como todos por ali.

Fui olhando cada peça daquele conjunto de cabides por ali e acabei não encontrando a cor. O tamanho seria fácil, mas a cor era o principal. Olhei mais a frente e vi uma vendedora atendendo uma moça, fitei o outro lado e tinha um rapaz auxiliando um casal. Pensei em pedir ajuda a outra pessoa, pois imaginei que não teria só aqueles dois funcionários por ali.

Segurei a peça na mão e nesse instante, passei o olho pela loja. Fui olhando para todos os lados ali de forma calma até que uma coisa que eu vi, me deixou surpresa e me fez arregalar os olhos de forma rápida. Era isso mesmo que eu estava vendo? Era... Ele?

Foquei meu olhar na direção de uma das araras de roupas penduradas e ali eu vi o tal cara de feição asiática e com a franja nos olhos da última noite. Se estivéssemos em outro lugar, eu poderia pensar que ele era só mais um asiático por ali. Mas pessoas com essas feições perambulando por Nebraska não é algo muito comum de se ver.

Esperei ele terminar de organizar aquelas roupas e assim que ele virou-se em minha direção, mesmo estando de longe, eu constatei que era ele. Lhe dei as costas e sorridente, voltei um palavrão por estar tão surpresa e ainda incrédula por ter a chance de encontrar aquele cara de novo.

Olhei para o vestido em minha mão, olhei para os demais e logo comecei a pensar. Decidi pedir ajuda e ele e assim, quem sabe eu não conseguiria fazê-lo lembrar de mim. Peguei a peça, fui andando em sua direção e mesmo sem ele me perceber por ali, eu tomei a iniciativa de falar algo.

— Olá! Pode me ajudar? — Falei.

Nesse momento, ele congelou. Cheguei por trás dele e pude notar que assim que ouviu minha voz, ele parou o que fazia. Por um tempo ainda fitou o que estava a sua frente, mas não demorou a olhar para trás e dar de cara comigo. E ao fazer tal coisa, mesmo sem intenção — talvez — ele me fez lembrar tudo que tinha acontecido naquela noite — mais uma vez.

— Boa noite, senhorita. — Ele não demorou a soltar uma piadinha ao me cumprimentar daquela forma, certamente lembrou de mim por ter me mostrado aquele sorriso interesseiro de antes.

— Sabe me informar se este vestido só tem na cor preta? — Falei tentando não demonstrar minha animação ao reencontrá-lo.

— Eu posso dar uma olhada pra você. — Me olhou de cima a baixo novamente e logo estendeu a mão para pegar a peça.

— Tamanho P. — Lhe entreguei.

— Certo. — Sorriu e aos poucos, de forma sexy, foi caminhando para um lugar que imaginei ser o estoque da loja. — Eu já volto.

Ele saiu e eu pude analisá-lo melhor enquanto ele foi andando. Por ser o funcionário de uma loja de trajes sociais, já pode imaginar que tipo de roupa ele usava. Estava vestindo uma blusa branca e com botões, usava também uma calça social mais justa e um sapato no mesmo estilo. A manga da camisa estava dobrada até perto do cotovelo e assim ele deixou aparente o relógio em seu pulso, junto às pulseiras que também usava no mesmo lugar.

Não tirei os olhos dele enquanto ele se afastou, até que saiu totalmente de meu campo de visão. Novamente eu quis soltar outro palavrão ao ter visto que ele lembrou de mim e que novamente me cobiçou como naquela noite, porém de forma mais discreta por estarmos em seu ambiente de trabalho. Ele sorriu, mostrou seu charme mais uma vez e não tirou os olhos de meu pescoço.

Confesso que as lembranças foram tão fortes, que eu comecei a pensar em sugerir algo pra ele. Eu não queria perder a oportunidade e a vontade de fazer outra besteirinha foi aumentando. Aquela ideia toda que eu tive me parecei excitante e eu comecei a fazer planos sem ao menos falar com ele. E para disfarçar, continuei andando pela loja olhando as peças.

Uma vendedora me abordou depois disso e perguntou se eu precisava de ajuda, falei que já tinha sido atendida e depois de agradecer, ela afastou-se. Continuei ali com meus planos até que quando eu menos esperava, ouvi aquela voz grossa novamente vindo de trás de mim.

— Aqui está!

Me virei e dei de cara com ele. Olhei em sua mão e vi um cabide com o vestido vermelho, porém num tom escuro, como um vinho ou marsala. Abri um sorrisão ao ver ele com a peça e logo peguei de sua mão. A estiquei e a analisei, enquanto ele não tirou os olhos de mim.

— Obrigada!

— Era o último neste tamanho e cor. — Explicou.

— Espero que fique bom em mim. — O coloquei em minha frente para poder vislumbrar. — O que você acha? Será que vou ficar bonita?

— Gostosa também. — Fingiu arrumar os cabides para chegar mais perto de onde eu estava e falar sem ser percebido.

— Eu sabia que você ia lembrar de mim. — Sorri convencida.

— Posso dizer o mesmo pra você.

— Você sumiu naquele dia, não te encontrei mais.

— Não demorei a ir embora.

— Foi o que eu pensei.

— Esteve me procurando depois de tudo?

— Ter o seu telefone não seria uma má ideia, saber seu nome também não.

— E pra que você queria meu telefone?

— Eu notei que você é como eu, então ter o contato de alguém assim, em algum momento pode ser útil.

— Em algum momento que quiser transar por diversão? — Riu enquanto continuou arrumando as roupas nos cabides.

— Exato. — Assenti analisando o vestido. — Será que consigo isso hoje?

— A transa ou meu telefone?

— A primeira opção me parece mais atraente.

— Não sei se notou, mas estou em meu ambiente de trabalho, amor.

— Não me diga.

— E não posso sair daqui até que o shopping feche.

— Eu aposto que você pode ter uma ideia pra resolver isso.

— Não, eu não quero colocar meu emprego em jogo só pra te satisfazer.

— E quem disse que seu emprego vai estar em jogo?

— Porque o único lugar que isso poderia rolar seria no provador.

— Está vendo como você tem boas ideias? — Sorri animada.

— Não, isso não é uma boa ideia. — Assentiu negativamente com um sorriso no rosto. — Isso é loucura.

— E você não gosta disso? Não te parece algo provocante?

— Mas era só o que me faltava...

— A ideia partiu de você mesmo.

— Eu quero isso, mas não posso nessas condições.

— É, você quer. — Me animei mais.

— Estarei liberado daqui as dez, o que você acha?

— Eu gosto da ideia do provador.

— Ai, caralho! Pra que fui falar isso! — “Zangou-se” por um instante.

— Eu sei o que podemos fazer.

— Não, não sabe. Eu não posso entrar no provador feminino atrás de você e isso não vai rolar se for assim.

— E se eu tiver muitas peças para experimentar e precisar de ajuda para levar tudo para o lado de dentro? Hum?

— O quê?

— Será que não estaria disposto a me ajudar?

— Você é louca... — Deu de ombros e riu.

— Essa blusa me parece bem bonita. — Peguei uma qualquer e sem olhar o tamanho. — Pode segurar pra mim, por favor?

— Eu não vou fazer isso.

— Quer que eu reclame pra alguém aqui sobre você estar me negando ajuda?

— Eu ajudo, mas não posso fazer tudo que você quer.

— Essa saia também está bonita. — Peguei o cabide e lhe entreguei. — Nossa, esse vestido também me parece uma boa ideia, não acha?

— Caralho... — Lamentou, mas pegou as peças. — Ta bom, ta bom!

— Essa blusa também, achei a cor bem bonita. — Entreguei o cabide pra ele.

E foi assim que eu escolhi aleatoriamente mais de umas sete peças para poder experimentar. Peguei tudo das mãos dele e pedi que ele ficasse ali por perto. Com os braços cheio de roupas penduradas, cheguei perto da atendente que estava no caixa e logo lhe fiz um questionamento que eu já sabia, mas que precisava fazer para não levantar suspeitas.

— Boa noite! Pode me informar onde fica o provador?

— Ali, senhora! — Apontou.

— É só entrar? Não preciso de mais nada?

— Deixe-me contar quantas peças são.

— Não deveria haver alguém ali pra isso?

— Um dos funcionários faltou hoje, nossa equipe está desfalcada. — Ela pegou as roupas e enquanto isso, fitei o rapazinho ali por perto. — São nove.

— Devo trazer aqui pra você quando eu terminar?

— Sim. — Ela assentiu e me devolveu as peças.

— Precisa de ajuda, senhora? — Ele apareceu novamente.

— Ah! Sim, você pode me ajudar a levar até o provador?

— É claro. — Assentiu. — São todas essas peças?

— Sim.

— Vamos lá! — Sorriu de forma gentil.

Olhei para o provador e vi que aquela sessão da loja ficava distante e não tão no campo de visão da garota do caixa. Fui bem lentamente pra lá enquanto o cara veio atrás de mim carregando todas aquelas roupas. Fui notando o movimento maior da loja enquanto isso e logo que chegamos à entrada do provador, olhamos em volta.

Ao ver a distração de todos por ali, entrei de uma vez. Segui por aquele corredor cheio de portas dividindo os individuais e escolhi o último que estava bem ao final, me pareceu mais espaçoso e maior. Olhei para o início do corredor e vi ali o cara ainda disfarçando e esperando o melhor momento.

E quando eu menos esperava, ele veio.

Soltei um sorrisinho e entrei no provador. Ali, me deparei com um grande espelho, uns ganchos para pendurar os cabides e uma luz super forte. Tinha também um pequeno puff para que a pessoa pudesse se sentar e foi ali que eu vislumbrei aquele cara enquanto começávamos tudo.

Ele não demorou a aparecer, e quando chegou à porta, eu já o peguei pelo braço. Ele tentou me dizer algo, mas sequer lhe dei chances de fazer isso. Fechei a porta atrás de nós e de uma vez, enquanto ele tinha as mãos ocupadas, eu o encostei no espelho com violência.

Não demorei muito para lhe dar um belo beijo de satisfação por estar tendo aquela oportunidade mais uma vez. Fiquei em sua frente imprensando-o e foi nesse instante que ele largou todas as roupas no chão e me agarrou pela cintura. Retribuiu aos meus beijos enquanto fez sua mão descobrir meu corpo mais uma vez.

— Eu ainda não acredito nisso. — Ele falou sorridente quando eu lhe dei beijos no pescoço e mordidas na orelha.

— Quietinho! Não quer que nos descubram aqui, quer?

— Claro que não.

— Então colabora! — Puxei ele pelo braço e o joguei na direção do puff ali no cantinho. — Anda! Senta aí!

E como tinha feito no banco de trás de seu carro naquela noite, ele se sentou todo jogado em cima daquela pequena poltrona. Com as pernas bem separadas uma da outra e me fitando com uma expressão provocante no rosto, ele apenas esperou, pois já sabia que eu iria me ajoelhar bem ali para fazer algo que ele iria gostar muito.

Improvisei um coque em meu cabelo e logo me ajoelhei dentre suas pernas. Recebi beijos dele enquanto minhas mãos foram abrindo o zíper e os botões de sua calça totalmente formal e enfim, eu cheguei a ver sua roupa íntima num tom escuro de vermelho, assim como o vestido que escolhi. E depois disso, não demorei a encontrar ali dentro o que eu queria.

Não tínhamos mais tempo do que tivemos naquele dia no carro, mas ali a iluminação era melhor e tínhamos mais espaço. Cobicei muito o membro daquele cara que já estava rígido depois que eu o imprensei na parede, o segurei com a mão e depois de alguns beijinhos na extremidade apenas para ver a reação daquela coisa linda, eu comecei a chupá-lo.

Não tive a oportunidade de fazer isso quando estivemos no carro, lá fomos direto ao que mais nos interessava quando passamos dos beijos e amassos. Mas agora, eu quis fazer diferente e quis experimentá-lo de outra forma. Senti sua mão em meu cabelo enquanto comecei a engoli-lo de forma rápida e assim, pude ver a cena mais gostosa até o momento.

O cara estava tentando se conter, e pra isso, estava tampando sua própria boca. Estava com a cabeça apoiada na parede e foi nesse momento que eu indiquei que ele olhasse pro espelho. Mesmo transtornado por ter que ficar em silencio e mesmo sendo invadido pelo prazer, ele olhou. E nesse instante, pode ver toda a minha pose para chupá-lo em outro ângulo.

Apesar de ter gostado de experimentá-lo daquela forma, não tínhamos tempo a perder. Depois de chupá-lo por um bom tempo e de me sentir úmida por sua expressão de satisfação no rosto, pensei em adiantar as coisas. Me levantei do chão e nesse momento, fui até a minha bolsa. Mas nesse momento, vi que ele queria outra coisa além disso.

O cara me puxou levemente e indicou que queria que eu me sentasse onde ele estava. Não era a minha intenção fazer isso e por não ter entendido bem o que ele quis dizer com aquelas indicações, resolvi perguntar em sussurros.

— O que foi? — Falei quase que imperceptivelmente.

— Eu quero te chupar. — Sussurrou pra mim.

— Não temos tempo pra isso!

— O que vai fazer?

— Pegar a camisinha.

— Deixe que eu te chupe enquanto você pega em sua bolsa.

— Até porque você com certeza não está prevenido hoje também, não é?

— Não é todo dia que me aparece uma louca irresistível como você.

— Tudo bem, faz o que quiser.

— Larga isso! — Disse ele, pegando a bolsa de minha mão e a deixando pelo chão.

O olhei feio depois disso, mas quando senti que ele levou suas mãos até a barra de minha blusa para tirá-la, soltei um sorrisinho. Coloquei os braços para cima e ele a tirou, me deixando só de sutiã na parte de cima. Depois disso, em pouco tempo se livrou do meu tênis e já estava abrindo meu jeans.

Me deixou de calcinha e sutiã.

Depois disso, pediu que eu me sentasse no puff. Indicou que eu sentasse na beirada e depois me entregou a minha bolsa. Separou minhas pernas e se abaixou entre elas. E enquanto eu olhei os bolsos atrás da camisinha, senti seu dedo afastando minha calcinha. E depois disso, só vi seu rosto enterrado em minha intimidade enquanto senti um prazer se iniciar.

Me desconcentrei e por um tempo não consegui procurar direito o preservativo. Cravei meus dedos por suas mexas castanhas e o empurrei mais ainda para perto de minha entrada. Com as pernas totalmente separadas, por um tempo me entreguei a língua daquele cara e por ter me lembrado do que ainda teríamos que fazer, decidi voltar a bolsa.

Encontrei o preservativo e mostrei a ele. Infelizmente, ele parou de fazer o que fazia e logo pegou a embalagem da minha mão. Mas novamente, eu quis fazer isso por ele. Apoiei minha mão em seu peitoral e o fiz dar passos para trás até se sentar no puff de novo, e neste momento, fui vesti-lo.

Depois de tudo pronto, eu me sentei por cima dele. Apoiei minhas mãos na parede e enquanto ele segurou-me pela cintura, eu quiquei pra cima e pra baixo enquanto sentia seu membro entrar e sair de mim depois de tê-lo posicionado de forma correta. E assim, fiz meus peitos pularem bem na cara dele.

Mordi meus lábios por querer gemer e não poder. Notei que ele fez o mesmo por um tempo, até que decidiu ocupar sua boca com os meus peitos depois de ter afastado meu sutiã. Minha calcinha ainda estava de lado, mas isso não impedia a penetração, continuei sentando e sequer me importei com isso.

Senti minhas pernas tremerem e parei. Desabei em cima dele e foi nesse momento que ele foi se levantando. Me sustentou em seus braços e assim, nos colocou de pé. Me encostou na parede ao lado do espelho e ali, suspendeu uma de minhas pernas até a metade — e manteve-a em sua mão. Eu mesma posicionei seu membro em minha entrada e feito isso, ele começou a movimentar-se.

Caralho, a vontade de gemer era grande.

Mordi meus lábios a ponto de machucá-los para impedir que algum som saísse. O cara fechava os olhos com força enquanto nosso corpo se chocava e nós dávamos prazer um ao outro. Com o braço ao redor de seu pescoço, me segurei nele até onde aguentei, pois depois disso, ele quem me sustentou.

Pouco tempo depois, ele pediu que eu ficasse de costas e me empinasse na frente dele. Eu já sentia minhas pernas doerem, mas eu queria mais, então aceitei. Apoiei e deixei meu rosto perto da parede, enquanto senti sua mão em minha cintura, senti aquela invasão novamente e mais uma vez, me arrepiei por completo.

Olhei descaradamente pelo espelho e ver como ele estava ofegante e muito tarado comigo, me deixou com mais tesão ainda. Observei seus movimentos certeiros e ver o quão suado ele já estava, deixando sua franja colada na testa, é que me convenci de que aquilo estava realmente muito bom.

Eu já estava me desmontando em seu colo por não aguentar mais me calar. Minha expressão de prazer era grande, aquilo estava muito bom e ver tudo de perto pelo espelho estava ótimo. Ele aumentou a velocidade depois de certo tempo e ao fazer isso, notei que ele estava perto de gozar. Me empinei mais ainda e ao sentir um forte aperto em minha bunda quando ele respirou fundo perto do meu ouvido, é que me convenci de que ele gozou.

Ainda com a camisinha em seu membro, ele desabou no puff enquanto eu fiquei encostada na parede abanando a mim mesma. Depois disso, ouvimos vozes pelo corredor e arregalamos os olhos. Ficamos calados por mais que ofegantes e enfim, ouvimos o barulho da tranca da porta ao lado se abrindo.

É, não tinha como fazer mais nada.

Peguei uma toalha de mão dentro de minha bolsa e não demorei a passar em meu rosto. Prendi meu cabelo novamente e enquanto isso, coloquei meu sutiã no lugar e achei lenços de papel lá dentro também para poder me higienizar rapidamente antes de ajeitar minha calcinha.

E enquanto isso, o cara ainda estava ali jogado. Foi tirando o preservativo usado aos poucos e depois de dar um nó na extremidade, ficou sem saber o que fazer. Peguei de sua mão, enrolei em um lenço de papel e joguei dentro de minha bolsa junto com a embalagem. Joguei a toalha de mão em sua direção para que ele desse um jeito naquela testa e assim, fomos nos recompondo.

Ele fechou a os botões e o zíper da sua calça. Passou a mão pelo cabelo algumas vezes e ainda se abanava. Andou pra lá e pra cá enquanto dividia aquele espaço comigo e enfim, disse que ia embora antes que alguém notasse sua falta. E como eu ainda teria que provar o vestido — ao menos ele, já que as outras roupas não me despertaram interesse — eu precisaria ficar.

— Puta que... Merda! Olha só isso! — Sussurrou entre os dentes.

— O que foi?

— Seu batom sujou a blusa do meu uniforme! — Ele olhou no espelho.

— Bom que assim você não me esquece tão rápido. — Usei sua fala.

— É sério, me ajuda a limpar isso!

— Tenta dar um jeito com esse lenço, umedeça ele com água e passe em sua blusa sem esfregar muito. Quem sabe ele não consiga amenizar a marca. — Dei risadas.

— Isso foi uma vingança? Pelo chupão que te dei?

— Que chupão? Não lembro disso. — Me fiz de desentendida.

— Esse que está aparente agora depois que você soou e a maquiagem saiu.

— Saiu? — Olhei no espelho.

— Está vendo como a gente descobre as coisas? — Ele riu, pois tinha mentido só para ver o que eu ia falar. E eu, acabei denunciando a make quando fui olhar.

— Vai se ferrar! — Dei de ombros.

— Tenho que ir agora, pode dar um fim nessas...

— Posso, vou colocar tudo dentro da bolsa. — Assenti.

— Ainda vai experimentar o vestido?

— Só o vestido, porque as roupas que peguei depois dele, vou devolver. — Dei risadas.

— Te vejo lá fora.

— Ei! — Segurei seu braço. — Não vai me dar seu telefone?

— Te vejo lá fora. — Me deu um beijo com mordida e enfim, saiu.

O xinguei quando ele saiu, mas ao olhar no espelho minha expressão de pós foda e também aquele preservativo e os lenços ali, dei risadas. Puxa vida, eu nunca pensei que uma simples prova de roupa terminaria assim. Arrumei tudo o quanto antes, coloquei dentro de minha bolsa e enfim, fui provar o vestido depois que me senti mais confortável pra isso.

E como eu imaginava, ele serviu. Ficou bem bonito, confortável e o decote era do tamanho certo. Pensei bem se deveria levá-lo e acabei me convencendo. Vislumbrei um scarpin preto para usar com ele e alguns acessórios também. Só então, depois de terminar a organização das peças, que eu peguei tudo e fui para o lado de fora.

— Aqui está! — Entreguei as roupas à garota do caixa.

— Qual a senhora vai levar?

— Apenas o vestido vermelho.

— Só este lhe agradou?

— Acabo de consultar o limite de meu cartão de créditos e vejo que pelo saldo que tenho, não conseguirei levar nada além dele.

— Que pena... — Lamentou pegando o vestido e tirando a etiqueta.

— As roupas ficaram boas, senhora? — O gostoso voltou e perguntou.

— Algumas sim, mas vou levar só o vestido hoje.

— Ficou bonito?

— Ficou perfeito. — Assenti me fazendo de sonsa.

— Pode guardar as roupas restantes? — Ela falou com ele.

— Sim, eu vou colocar isso em ordem. — Respondeu.

— Aqui está o cartão. — Entreguei.

Sem demora, a garota do caixa começou a realizar minha compra. Tentei não fitar o gostoso mais uma vez, mas confesso que eu ainda queria perguntar seu nome e pegar seu número. Lamentei por não ter feito isso antes, mas já que eu sabia onde encontrá-lo não seria tão difícil conseguir o que eu queria.

Enquanto digitei a senha do cartão, vi que o gostoso foi ajudar a garota do caixa. Dobrou o vestido, colocou dentro da sacola e quando ela me entregou a toda fiscal da compra, ele me estendeu a bolsa com um sorriso na mão — e foi ao olhar sua camisa, que percebi que ele se saiu bem quando tentou limpar meu batom.

— Aqui está! Muito obrigada! — Ela entregou o cartão.

— Obrigado! E volte sempre! — O sonso me entregou a sacola.

— Volto sim! Boa noite pra vocês!

— Boa noite! — Falaram juntos e logo eu lhes dei as costas.

Segui até a saída da loja ainda sem acreditar naquilo tudo. Sorridente e satisfeita, um pouco suada ainda, porém já sentindo o frio lá de fora, eu voltei ao corredor de lojas. Parei para pensar e decidi ir até a loja de calçados. E foi ao ver que eu tinha pouco tempo para chegar em casa até o jantar, decidi escolher o primeiro scarpin preto que eu visse na frente.

E foi isso que eu fiz.

Me vi diante de uma sapataria depois de uns dois corredores que percorri e enfim, fui para o lado de dentro. Lá, fui olhar na vitrine e quando vi um scarpin bem bonito num tom fosco de preto, pensei que ficaria ótimo com o vestido. Experimentei e assim que vi que já estava bom, avisei ao vendedor que eu ficaria com esse mesmo. Fui até o caixa, paguei e voei até a loja de jóias que eu conhecia.

Eu não pretendia ter feito tudo assim com tanta pressa, mas precisei fazer para não ouvir mais reclamações de minha mãe por não ter chegado na hora do jantar como eu tinha dito. Me adiantei, chegando lá escolhi apenas um colar simples combinando com um par de brincos. Os experimentei e logo resolvi a pendência.

Queria ter tempo para comprar um milkshake, mas vi que assim eu ia me atrasar e chegaria mais tarde ainda em casa. Fui ao elevador e enfim, cheguei ao estacionamento. Liguei o rádio, saí de lá após colocar o cinto de segurança e fiz menos tempo para chegar até minha casa do que fiz para chegar ao shopping. E assim que entrei em meu lar, já berrei para anunciar pra minha mãe que eu já estava de volta.

Thomas disse que ela estava no quarto, organizando algumas roupas para passar, sendo assim, fui até lá para lhe mostrar o que eu comprei. Minha mãe estava em seu quarto e eu logo o invadi para mostrar minhas compras. Tirei as coisas de qualquer jeito de dentro da bolsa e deixei ela ver, fiquei eufórica e falei sobre as lindas jóias que vi na loja.

Depois disso, ela ordenou que eu guardasse tudo. Disse que o jantar estava pronto e que meu pai tinha avisado que se atrasaria, então já poderíamos comer. Peguei tudo, fui para o meu quarto enquanto ela foi chamar Thomas e lá, eu organizei minhas compras. Tirei tudo das embalagens e comecei a arrumar.

Guardei o colar e os brincos em minha caixa de jóias, e o sapato, eu guardei junto com a caixa dentro de meu guarda roupa. A última coisa que eu fui pegar foi o vestido e assim que o tirei da sacola, pendurei num cabide e o deixei ali exposto e pendurado na porta do guarda roupa.

Peguei as sacolas e fui amassá-las para que ficassem menores e para que eu as guardasse. As sacudi para que as notas fiscais caíssem e da bolsa do vestido, algo mais caiu de dentro. Me abaixei para pagar e notei que se tratava do cartão da loja onde toda aquela loucura rolou. Sorri ao ver o cartão e pensei em guardá-lo, mas por ver que ele estava um tanto manchado, tive a impressão de que algo estava escrito atrás dele pelas marcas de caneta.

E foi ao virar aquele cartão que um sorriso eufórico e cheio de intenções surgiu em meu rosto. Fiquei ansiosa por isso e agora, não tinha mais motivos. E se em algum momento duvidei que não conseguiria fazer tudo acontecer entre eu e ele mais uma vez, agora eu não tinha mais dúvidas de que isso seria possível, pois no cartão, estava escrito o seguinte recado:

1-735-1126-9

“Lembre-se de mim quando quiser se divertir.”

— Taehyung


Notas Finais


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