História Red Feather. (HIATUS) - Capítulo 3


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Categorias Dragon Ball
Personagens Chichi, Goku
Tags Chichi, Gochi, Goku, Romance Policial
Visualizações 105
Palavras 988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações, seu lindos!
Este capítulo é um flashback. Como já foi citado, Goku e Chichi, já tiveram um relacionamento. E, enquanto escrevia, senti a necessidade de trazer separado o motivo central do rompimento.
Conversaremos nas notas finais, tudo bem?

Desfrutem da leitura, detetives.
♥️

Capítulo 3 - Tres - Flashback.


Fanfic / Fanfiction Red Feather. (HIATUS) - Capítulo 3 - Tres - Flashback.

 

“A maior tragédia de amor é quando o medo de perder supera a vontade de ganhar e de ter algo que nos vai confortar pelo resto de nossas vidas!”.

- Thiago Silva

 

 

Sete anos antes.

— Sacrificaria o balé por mim, em nome do nosso amor?

Um estrondo áspero ressoou a distância e um raio ondulante riscou o acinzentado céu londrino. A tempestade começava a cair com rapidez, transformando o dia em noite.

Era difícil para ele acreditar que ainda pela manhã, segundos após despertarem, estava fazendo amor com ela, suavemente na cama. E agora, encarando fixamente os negros e irritados olhos à sua frente, tentava encontrar a mesma conexão que sentira enquanto, durante o café, fodiam avassaladores sobre a bancada de mármore da cozinha.

— É diferente! – ela gritou, seguida por um estrondo profundo de trovão. — Policiais podem até serem vistos como heróis, mas não são indestrutíveis, Goku. Eu sei... Uma tentativa de sequestro à Yurin, e minha irmãzinha ainda acorda no meio da noite, aos gritos, dizendo sentir o sangue de nossa mãe, respigando nela... Foi assim que a encontrei na delegacia... Sozinha, assustada, coberta com o sangue... de nossos pais...

Ele se aproximou dela, tentando servi-la de abrigo do efeito desastroso da chuva em seu nude vestido de seda; contudo, fora em vão.

Abraçada ao próprio corpo, trêmulo, ela se afastou, meneando sutilmente o rosto. Aquela mania dele, de querer protegê-la de tudo, a irritava sobremaneira. Ela não queria um toque momentâneo, limitado pela insegurança de nunca saber se a pessoa a qual você ama, numa profissão de risco, voltaria para casa. Não questionava seu nobre altruísmo e a sagaz eficiência em tudo o que ele se propunha a fazer. Seu pai havia sido um policial brilhante, corajoso e devotado. Tal inspiradora característica, porém, não o protegeu de uma morte brutal nas mãos de um psicótico, até hoje desconhecido.

— Não quero começar uma acirrada batalha de dores e feridas. Mas, você não pode viver sempre esperando o pior, Chi. É suicídio. Meu pai, irmão e avô, gozavam de perfeita saúde, e, ao saírem para comemorarem a vitória de Raditz, no campeonato de futebol da escola, nunca mais voltaram para casa...

Notando o teor doloroso na voz de Goku, Chichi sentiu vontade de abraçá-lo e esquecer daquela discussão com uma tórrida noite de amor sobre o tapete felpudo da sala, embalados pelas chamas da lareira e um bom vinho francês —como sempre faziam em noites de tempestade. Porém, seus traumas falaram mais alto.

— Eu sei que a morte é imprescindível para todos... Mas isso não diminui o medo de perdê-lo para o distintivo, por um juramento de salvar a vida das pessoas, que está a cima de mim e do que eu sinto... Eu te amo, droga!

Ele queria prometer que sempre voltaria para ela, mas sabia que não podia lhe dar garantias que nem ele próprio possuía. Amava Chichi, intensamente. No entanto, abrir mão de entrar para a Scotland Yard, e realizar seu sonho de se tornar um dos melhores detetives da Grã-Bretanha, não era uma opção. Poderia fazer tudo por ela, exceto negar quem estava predestinado a ser. Mesmo ciente de que sua escolha poderia implicar no rompimento de seu noivado, Goku preferiu ser honesto consigo e, principalmente, com ela.

— Se não está convicta sobre a decisão de viver ao meu lado... – vendo-a menear o rosto em discordância, ele pausou por um segundo, tomou fôlego, e retificou a frase — ...ao lado de um detetive de polícia... Não irei pressioná-la. E-eu permitirei que me deixe... E, por mais que me doa, me afastarei...

Medo, uma palavra que ela não sabia o significado até a morte dos pais, era o que Chichi sentia ao pensar nas adversidades de oficializar aquela relação —entre uma bailarina e um detetive. A missão de solucionar um caso, sempre seria prioridade. Não era apenas a dedicação que ele daria a profissão que a deixava ressentida —até porque ela viveria para o espetáculo—, mas, principalmente, a incerteza de que ele sempre voltaria para o lar. Sentia o verdadeiro amor que Goku nutria por ela, e lhe era, imensuravelmente, recíproca. Contudo, não era garantia de uma vida normal. Sua mãe era uma bailarina, seu pai um agente da polícia. E quantos aniversários, natais e tantas outras datas comemorativas, foram apenas ela e Yurin, nos bastidores de um teatro? Além do mais, não queria viver um casamento, ressabiada pelo mau presságio do “infeliz” final do conto infantil: o soldadinho de chumbo e a bailarina de papel.

Esforçando-se para evitar que seus olhos pousassem aos dele, Chichi retirou o anel, um delicado solitário diamante azul, de seu anelar esquerdo, e, em seguida, o estendeu para Goku que sacudira o rosto, recusando-o.

— Fica com ele – sibilou baixinho, levando os dedos úmidos pela chuva, até o queixo aprumado da bailarina, instigando-a olhá-lo.   — Será meu elo a você, como o soldadinho que se lembrava de tudo sobre a pequena bailarina, até mesmo da linda pedra azul que trazia em seu vestido de papel...

— E você acredita mesmo nisso? – ela perguntou e ele anuiu, esboçando um fraco sorriso. — Então, eu também. Mas, eu não tenho nada para te deixar...

— Um pequenino coração de chumbo, é tudo que restara do soldadinho, fiel até o último instante ao seu grande amor...

Ouvir a citação do conto, soar num cândido sopro dos lábios de Goku, fez Chichi, instantaneamente, se afastar, correndo em direção a porta do sobrado de tijolinhos marrom-avermelhados, desejando que ele fosse atrás dela. Mas, ele não fez. Ficou parado, ali, sob a tempestade, esperançoso de que ela o chamasse para entrar. Seus olhos ardiam, e quando a porta se fechou, vagarosamente à sua frente, as lágrimas que não caíram fizeram suas pálpebras arderem mais um pouco. As partículas quentes do salgado pranto, esfriaram tão logo ao contato com as gotículas da chuva. E a parti de então, eles nunca mais se viram, a não ser por imagens dos noticiários...

 


Notas Finais


♠ O conto infantil: o soldadinho de chumbo e a bailarina, é a inspiração do relacionamento do casal nessa história. Eles terão o mesmo final? Queimados pelo fogo? Hãm... Será?!

♠ Yurin irmã de Chichi? Sim! Penso que seria interessante abordar esse relacionamento no enredo. E escolhi a personagem, por semelhança na fisionomia. Assim como Gine, ela terá importância durante a evolução da trama.
Falando na Sra Son...

♠ Goku cita levemente o incidente da morte de sua família... Não dei uma ênfase maior, pois, pretendo voltar ao assunto futuramente.

Logo posto a continuação...
Beijos!
♥️


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