História Red Flames - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Andrea, Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Gareth, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Morgan Jones, Negan, O Governador, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Pete Anderson, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Shane Walsh, Sophia Peletier, Tara Chambler, Tyreese
Tags Daryl Dixon, Rick Grimes, Shane Walsh, The Walking Dead, Violencia
Visualizações 569
Palavras 3.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 12 - Suicide


Fanfic / Fanfiction Red Flames - Capítulo 12 - Suicide

Atlanta, Geórgia — Natal de 2007.

 

O abraço não fora bem sucedido. Apesar de estarem apenas eles em frente aquela enorme lareira da casa de veraneio da família Jenner, Alec se sentia fria, sentia os calafrios passarem por seu corpo todo. Gareth havia negado o seu toque, a afastado abruptamente de si. Aquilo a havia machucado mais do que uma facada.

Olhou novamente para o homem que possuía uma posição arisca e estava de costas para ela com os punhos cerrados. Alexandra tentou se aproximar dele novamente, tocando seu ombro levemente. Porém ele a pegou pelo pulso tão fortemente que sentia suas vistas se escurecerem. Eles não podiam brigar naquele dia, não quando ela precisava contar a ele sobre sua gravidez.

— Gareth? — Alec o chamou, hesitantemente. — Por que está assim? O que houve? Não entendo...

O homem soltou seu pulso com força e deu dois passos para trás, como se tivesse sido atingido pela pergunta da mulher, como se fosse um tapa.

— Você não entende? Não entende? — ele disse, entredentes. — Vai continuar fingindo que não é uma vadia de quinta? É isso o que você é! Esperou entrar na faculdade e ir para outro país para que pudesse me trair, abrindo as pernas para qualquer um.

Alexandra arregalou os olhos. Não conseguia entender o que ele dizia, não entendia. Ela havia sim se mudado para Cambridge para estudar. Esse era um dos benefícios de ser filha de cientistas renomados. Ela e Brooke, sua irmã que acabara de sair da escola estariam livres para escolher as melhores faculdades.

— Jared me contou tudo! Me enviou a foto em que você estava se agarrando com um qualquer em uma festa. — ele disse, e Alec arregalou os olhos ao ouvir o nome do amigo em comum que eles possuíam. Jared era um amigo deles que estudava Imunologia junto a Alec na Cambridge University.

Não podia negar o que Gareth havia dito. Fora em uma festa para comemorar o final das provas, todos os alunos do campus haviam comparecido. Bebera além da conta e a última coisa que se lembrava era de se atracar com um estudante de Direito. Não se orgulhava disso, não fora em sua plena vontade e sanidade. Se culpava todos os dias, porém ao contrário do que Gareth acusara, ela não havia aberto as pernas para ninguém. Ela amava Gareth, queria passar o resto de sua vida ao lado dele.

— Gareth! — ela o chamou desesperada quando o homem se virou e começou a subir as escadas da casa em direção ao quarto para fazer as malas. — Por favor!

Alec subiu as escadas desesperadamente atrás do homem que já estava no quarto jogando as roupas dentro da mala com brusquidão. Ela tentou tocá-lo, dizer algo, o abraçar e implorar por perdão, porém ele não a deu oportunidade, se virou abruptamente e lhe deu um tapa estalado no rosto.

Alexandra tropeçou para trás, estupefaça pelo que o homem havia acabado de fazer. Ele nunca a havia tocado desse jeito, ninguém nunca havia o feito, nem mesmo seus pais. Estava paralisada, simplesmente não sabia o que fazer, não sabia como agir. Sabia que era errado abaixar a cabeça e confirmar a ele o poder sobre aquele relacionamento, porém dizia a si mesma que ele apenas havia feito aquilo pois estava de cabeça quente e que, mesmo sem querer, ela havia dado motivo.

— Saia da minha frente. — Gareth disse, quando viu Alec ainda olhando para ele com lágrimas nos olhos. — Sai já da minha frente porra!

O homem a empurrou para o lado, saindo do quarto arrastando a mala e indo em direção a escada. Alec agarrou seu braço, como se implorando para que eles conversassem. Ele tentava se livrar dela, porém ele o agarrava com mais força, tentando se explicar a qualquer custo.

— Eu estou grávida! — ela gritou entre soluços. — Gareth...

Gareth rosnou, tentando afasta-la.

— Fale com o seu estudante de Direito. — ele berrou. — Ele deve ser o pai, ou será que me traiu com mais de um? Não duvido nada que venha de você.

Alexandra fez com que ele soltasse suas malas, agarrando seu rosto e tentando faze-lo olhar em seus olhos, repetindo a cada segundo que sentia muito, e que o filho era seu, que o amava, que implorava por seu perdão.

Gareth por sua vez, não queria ouvir o que ela tinha a dizer. Em meio à confusão, enquanto tentava se livrar dela, viu Alec tropeçar no degrau da escada bem no mesmo segundo em que ele conseguia a largar. A mulher caiu para trás em queda livre pelo lance de escadas.

Apenas um grito de pavor vindo de Alexandra e o som de seu corpo caindo e do baque surdo que isso produzia pôde ser ouvido. De resto, apenas o cheiro de sangue entrou nas narinas do homem fazendo com que ele acordasse e visse a mulher desacordada ao pé da escada.

***

Fazenda Greene, Mert County — 2011.

 

Alexandra Jenner esperava que no mínimo ela ficasse com raiva de si mesma por causa da noite anterior. Passara a noite em claro, repensando milhares de vezes em todas as estratégias que ela poderia ter usado para não beijar Rick Grimes, e se arrependendo de não ter usado pelo menos uma.

Não era como se não tivesse apreciado o beijo, as mordidas, os toques. Pelo contrário, estava a tanto tempo presa naquele CDC sem o contato de um indivíduo de outro sexo que quando finalmente ocorrera, suas pernas haviam ficado bambas de prazer, mesmo que, na prática, não tivesse acontecido nada.

Porém, apesar de todos os fatores apresentados acima, Alec apenas pensava com que cara iria encarar Rick, ou pior, Lori. Não conseguia se imaginar conversando normalmente com nenhum dos dois, nunca mais. Seu corpo se corroía pela culpa.

Se pensava que Rick iria ficar com ódio dela após o ocorrido, obteve sua resposta definitiva quando ele passou por ela no acampamento, a ignorando e dizendo a Lori e Carl que iria com Shane libertar Randall bem longe dali.

Com Shane, fora a primeira coisa que pensou. Ignorou todo seu orgulho esmigalhado e correu em direção ao xerife, tentando impedi-lo de ir junto a Shane para qualquer lugar, ainda mais a sós. Não confiava naquele homem nem em um milhão de anos. Ou como Daryl Dixon gostava de dizer: Nem se ele dissesse que o dia é claro e a noite é escura.

Rick a havia ignorado totalmente, negando todas as suas tentativas e indo assim mesmo, colocando Randall dentro do carro bruscamente, vendado como sempre estivera desde que chegara a fazenda. Alexandra apenas havia rosnado de ódio e se afastado dele, lhe mostrando o dedo do meio e retornado ao acampamento.

Alec se ocupou em ensinar um pouco de matemática para Sophia e Carl. Sempre fora boa em exatas, ao contrário de literatura que era uma negação. Sabia que tanto Carol quanto Lori queriam que os filhos fossem educados, mesmo fora da escola, por esse motivo se encarregou disso.

Viu Lori ao longe sair correndo da casa e ir em direção ao trailer aonde Andrea estava estada fazendo a vigia do acampamento. Pediu que a mulher loira achasse Maggie para ela e voltou correndo para a casa, porém parou no meio do caminho, vendo Alec ali.

— Alec. — ela disse ofegante. — Você poderia vir comigo? Me desculpem crianças, mas vou tomar a professora de vocês agora. Vão brincar.

Obviamente, nem Carl nem Sophia acharam nem um pouco ruim ao obterem aquela notícia. Levantaram-se das cadeiras animados e começaram a correr pelo campo, enquanto Alec encarava Lori alarmada.

— Aconteceu algo? — ela perguntou a Lori, tentando deixar seu desconforto ao ficar de frente para a mulher para trás.

Lori passou as mãos pelo rosto, ainda tremula.

— Beth quer se matar. — ela disse.

Isso foi o suficiente para que Alexandra arregalasse os olhos e corresse junto a Lori de volta para a casa. As duas “invadiram” o quarto da garota, vendo que ela dormia, ou fingia dormir. O importante é que ela estava quieta até que Maggie chegasse para conversar com ela. Por esse motivo seguiram para a cozinha, enquanto Lori lhe explicava toda a história de que Beth havia pegado a faca da cozinha e escondido consigo mesma.

Para ocupar suas mentes, Alec começou a ajudar Lori a recolher os pratos sujos com o que ela havia feito o lanche intocado de Beth. As duas se coordenavam para ensaboar, enxaguar, enxugar e guardar as porcelanas dos Greene, sempre mantendo os ouvidos atentos para possíveis barulhos vindos do quarto de Beth.

— Lori. — Alec a chamou, a entregando um prato. — Você não acha que é perigoso para Rick sair sozinho com Shane?

A mulher de cabelos castanhos levantou o olhar da pia e a encarou durante alguns segundos.

— Eu só... eu sinto muito, mas não confio em Shane. — Alec continuou. — Vi o que ele fez com Otis, e sei que ele ameaçou Dale. Ele está perigoso.

Lori suspirou, assentindo levemente e jogando um pano de prato casualmente sobre um dos ombros, enquanto encarava Alec mais atentamente. Estava cansada de saber disso, do que Alec a dissera, mas botava fé de que Rick pudesse resolver tudo. Não queria admitir para si mesma, mas estava realmente preocupada com a situação, ainda mais com tudo em relação ao bebê.

— Sim, eu sei. Shane mudou muito desde que saímos do acampamento em Atlanta. Temos nossas cotas de erros, nós dois. — Lori disse, sem vergonha alguma de admitir isso a Alec. A mulher já a salvara de Shane em uma ocasião, portanto não havia segredo que pudesse manter dela. — Mas Shane e Rick, acima de tudo são amigos, ele escutara Rick.

Alec estreitou os olhos, terminando de guardar quatro pratos de porcelana dentro de um armário na cozinha e olhou para Lori, cruzando os braços e se apoiando em uma das bancadas da cozinha, enquanto constatava que aquilo que a mulher dissera também tinha sua cota de desesperança.

— Lori, se eu falar algo, promete que não ficará com raiva de mim? — Alec perguntou. E apesar de querer conversar com ela sobre o beijo de ela e Rick, não possuía coragem.

Lori apenas assentiu levemente com a cabeça.

— Shane acha que o bebê é dele. — Alec disse, não fora uma pergunta. — Se ele acha isso, deve estar obcecado por você, por Carl... Rick seria apenas um empecilho para ele. Não acha que ele faria algo para tirar esse obstáculo e ficar com você? — ela engoliu em seco. — Eu sei que não é da minha conta, sei disso. Mas apenas me preocupo com Rick, você e Carl. Me preocupo com o que Shane possa fazer.

Lori parou a olhando durante alguns segundos, então andou em direção a Alec e a abraçou fortemente, fazendo com que a mulher ruiva correspondesse sem entender exatamente a intensão daquele abraço.

— Obrigada. — Lori disse. — Você vem sendo uma boa amiga para mim, Alec.

Alec assentiu, após se afastar de Lori. Gostava muito da mulher, por isso se sentia culpada, se sentia extremamente suja por desejar o marido da mulher. Não conseguia fazer com que isso parasse. Não era algo que se controlava, porém mesmo assim, desejava que pudesse mudar isso.

A conversa das duas foi interrompida quando a porta da casa se abriu bruscamente, revelando Maggie e Andrea. A mulher dos cabelos curtos correu rapidamente até o quarto de Beth, enquanto Andrea ia em direção a cozinha, se encostando em uma parede e olhando para Lori e Alec quando a gritaria entre Maggie e Beth começou no quarto.

— Onde está Hershel? — Andrea perguntou, desconfortavelmente sob os gritos.

Lori, que estava sentada sobre o balcão da pia, deu de ombros, pegando um pedaço de pepino fresco e cortado e o mordendo.

— Ele não sabe disso ainda. — ela respondeu. — É um assunto familiar. Vamos deixá-las resolver.

Andrea franziu a testa.

— Isso é resolver? — ela perguntou, ironicamente, ouvindo os gritos.

Lori pulou de cima do balão para o chão e rumou calmamente para a geladeira.

— Quando Beth parar de brigar, será a hora de nos preocuparmos. — Lori disse.

Andrea ergueu as sobrancelhas, suspirando profundamente e andando até o balcão, se encostando nele de braços cruzados, enquanto via Alec sentada à mesa com as mãos nos cabelos, desconfortável com toda situação.

— Há jeito melhor de lidar com isso. — Andrea disse.

Alec ergueu o rosto para olha-la, interessada pelo que a mulher tinha a dizer.

— E como? — ela perguntou.

Andrea olhou para Alec e deu de ombros, voltando seu olhar avaliador para Lori, que continuava a arrumar os pratos e panelas na pia. Passou a língua pelos lábios e se recostou mais ainda contra o balcão de madeira.

— Não devia ter tirado a faca dela. — Andrea respondeu.

O choque nos rostos de Alec e Lori foi expressado quando a mulher largou um prato dentro da pia com um estrondo. Lori se virou para encarar Andrea, chocada pelo que ela havia dito a poucos segundos, e viu que Alec havia ficado ereta na cadeira, arregalando os olhos horrorizada pela ideia que a mulher loira havia acabado de sugerir.

— Você foi errada, como Dale tirando a minha arma. — Andrea disse. — Não era decisão de vocês. Ela tem que escolher viver por si só. Ela tem que achar os motivos dela.

Lori revirou os olhos.

— Quer que eu faça uma forca para ela? — ela disse.

Andrea deu de ombros.

— Se for sério, ela vai achar um jeito. — disse, seriamente.

Lori suspirou pesadamente, enquanto Alec revirava os olhos e se levantava lentamente da cadeira. Não acreditava no que Andrea dizia, talvez tivesse um fundo de verdade o que ela dizia, essa coisa de psicologia reversa. Mas não com uma garota de 16 anos com os hormônios a flor da pele, que não sabe nem mesmo decidir qual roupa vestir.

Não conseguia entender o porquê disso tudo. Claramente Andrea tinha um certo e bizarro fascínio por suicídio. Talvez achasse que era algo bom, ou um fim poético. Mas tudo o que Alec conseguia pensar era que não iria querer um destino tão covarde para si, nem se perdesse tudo de importante para ela, o que meio que acontecera. Se tivesse que morrer, seria em um ato tentando salvar quem ama, e não escondida em um quarto, tentando cortar os pulsos com uma maldita faca de cerra.

— Não significa que não podemos impedi-la. — Alec disse, demonstrando sua indignação em suas palavras. — Ou mostrar que nos importamos.

Andrea revirou os olhos.

— Não tem nada a ver com isso. — Andrea disse, abruptamente. — Ela só tem algumas escolhas na frente dela e ela acredita que a melhor é suicídio.

Alec arregalou os olhos.

— Nunca é a melhor opção, nem mesmo deveria ser considerado como uma! — ela exclamou.

— É claro que é. — Andrea interrompeu Alec. — Não adianta gritar com ela, ou ser tratada como uma criança.

Lori, que até então estava se ocupando em lavar alguns talheres na pia, voltou para perto da mesa, colocando os talheres de prata espalhados por um forro em cima do mobiliário e suspirou pesadamente ao ouvir os argumentos de Andrea.

— Ela precisa de uma arma, não é? — Lori disse, seriamente, sem nem mesmo olhar Andrea nos olhos. — Vai entender se eu não te pedir para ir lá ajudar.

Andrea a encarou com raiva, indignada ao ouvir as palavras ditas por Lori.

— Eu sobrevivi a isso. — Andrea disse. — Eu contribuo com o grupo. Ajudo a manter esse lugar a salvo.

Alexandra revirou os olhos. Até aquele momento não havia percebido o tanto que aquela mulher a incomodava. Sentia raiva por ela ter atirado em Daryl pensando que ele era um walker, mesmo depois que Rick havia dito que não. Ela era cheia de si, precisa se mostrar mais que os outros.

— Pelo amor de Deus! Você é mais instável que aquela garota lá dentro! — Alec explodiu. — Anda por esse acampamento com o nariz empinado, uma arma na mão como se soubesse de tudo, fosse dona da razão, e soubesse lutar perfeitamente. — ela disse estressada.

Andrea arregalou os olhos a olhando com ódio, enquanto Lori apenas observava aquela explosão calada, estupefaça pelas palavras de Alexandra.

— Eu estou na vigia contra walkers. — Andrea disse. — É isso que importa.

Alec revirou os olhos.

— Você é egoísta, só pensa em si mesma. — Alec rebateu. — Outro dia quase matou Daryl na tentativa de provar para todos que era boa na porra do tiro ao alvo! Fica enxotando Dale, tratando o coitado mal e o rejeitando, e ele apenas se preocupa com você. Você o trata como lixo por que quer a merda da sua arma!

Alexandra mordeu os lábios, agarrando os cabelos e recuperando o folego.

— Você acha que suicídio é poético, é uma saída digna, fica se gabando por ter tentado esse fim, como se já tivesse presenciado alguma coisa assim. Não é bonito, Andrea. Não é bonito quando você vê os corpos dos seus colegas de trabalho se amontoarem mortos por pura covardia. — Alec disse, histericamente. — Não foi apenas você que perdeu alguém, moça! Eu vi minha mãe sendo mordida e cedendo à febre aos poucos, eu vi o prédio que meu pai estava explodindo em chamas, eu nem mesmo sei se minha irmã está viva ou morta, pelo amor de Deus! — ela gritou. — Não aja como se você fosse a única aqui com motivos para sofrer ou pirar. Você não é. Então para com essa merda de drama e viva.

Alec se virou e saiu da casa, batendo a porta atrás de si. Andou até o guarda corpo de madeira da varanda e se sentou, observando os pastos verdes se estenderem até o horizonte. Só então percebeu que poderia ter pegado um pouco mais leve com Andrea, não ter simplesmente explodido em palavras na cara dela. Não havia conseguido, porém. Conseguia entender a solução que Andrea havia arrumado, mas não concordava.

Ficou sentada naquela posição por mais algum tempo. Talvez horas. Percebeu que os gritos de Beth e Maggie paravam e uma discussão entre Maggie e Andrea começava do lado de dentro, isso em questão de horas. Só então constatou que Andrea havia aconselhado Beth e a garota havia tentado se suicidar e havia se arrependido.

Se levantou para voltar para dentro da casa e ajudar Beth, Maggie e Lori no que era preciso quando viu o carro que Shane e Rick havia saído retornar pela estrada de chão. Shane e Rick retiraram Randall de dentro do veículo e o entregaram a Daryl para que ele fosse novamente colocado na cabana de madeira.

Arregalou os olhos ao ver o garoto de volta a fazenda. Não estava com um bom pressentimento em relação a isso. Pulou os degraus da varanda de dois em dois e aterrissou na grama, correndo em direção aos dois homens que ainda estavam parados perto da caminhonete. Tanto Shane, quanto Rick possuíam os rostos machucados, escorrendo sangue e com hematomas.

Ignorou aquele tópico do assunto por enquanto e resolveu se focar no principal. Não focou seu olhar em nenhum dos dois em especial. Não estava em um bom momento com nenhum dos dois para que pudesse fazer isso.

— O que está acontecendo? — Alec perguntou, desesperadamente. — Por que trouxeram o garoto de volta?

Rick e Shane se entreolharam.

— Ele sabe quem Maggie é. — Shane respondeu. — Ele estudou com ela. Sabe a localização dessa fazenda.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentem e favoritem!
Até o próximo!
- Duda.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...