História Red Flavor - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Bakushima, Bnha, Boku No Hero Academia, Fluffy, Kiribaku, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 387
Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oirrr ~

eu to numa lentidão pra escrever isso aqui que chega doer oadkskd

enfim espero que gostem do capítulo ;))

Capítulo 4 - Capítulo 04


"Open the seven color, rainbow door

Your world is electric, it's cool 

The color of your love is redder than the sun 

I want it, I wanna do it my way"

.

.

 . 

Diferente de todos os outros dias, aquele não contava com um calor infernal, céu azul ou sol. Estava nublado e com um pouco de vento, o dia menos ideal possível para um passeio na montanha. 

Mesmo assim, estava no começo da trilha, sentado em uma muretinha de pedras. Havia chegado antes do horário marcado, estando a esperar pacientemente por sua companhia. Ocupava-se em brigar com o cinto que segurava a bermuda curta, arrependendo-se de estar usando uma camiseta de mangas curtas. Era enorme, mas não servia em nada para aquecer seu corpo do clima incerto. 

Diferente de si, Kirishima fora inteligente o bastante para colocar uma jaqueta. Grande e vermelha, no mesmo tom dos cabelos tingidos e arrepiados. Ele vinha a passos rápidos, acenando quando avistou Bakugo lá sentado. 

— Bom dia! — O ruivo disse ao se aproximar, sorrindo animado. — Não está exatamente bom pra caminhar, mas podemos dar um jeito!

— Também acho. — Levantou de onde estava, ajeitando a mochila que carregava sobre um dos ombros. 

Bocejou, então seguindo Eijirou pela trilha de terra. O rapaz sabia muito bem para onde ir, vez ou outra comentando sobre algo relacionado a montanha e ao vilarejo. Dava um bom guia turistico, tinha de admitir. 

Caminhava pouco atrás pelo fato da trilha se tornar mais estreita a cada vez que avançavam, podendo ter uma boa visão daquela... Oh, estava envergonhado, mas era difícil não encarar aquela bunda quando ela estava marcada nas calças. Era um jeans largo e, mesmo assim, estava apertado ali. Não era saudável, nem um pouquinho. 

Tentava manter-se sério, atento as palavras ditas pelo rapaz, desviando o olhar sempre que possível. Queria estar de óculos escuros, mas naquele dia não os usou. Sua mãe impediu, alegando que estava nublado e que não era cego para precisar de óculos quando não tinha sol. Acabou obedecendo para não se atrasar por uma discussão, não imaginando que acabaria tão arrependido. 

Kirishima sugeriu que fossem até a metade segura da montanha, onde a trilha acabava e o solo não era tão traeçoeiro. Concordou, parando de andar quando chegaram ao fim, deparando-se com uma enorme parede de árvores grandes e próximas. 

— Eu já fui até em cima, mas é perigoso sem o equipamento certo ou um guia especializado! — Explicou Kirishima, olhando ao redor para se localizar melhor agora que pararam. 

— Hm, quem sabe em outro verão... — Também olhou em volta, não vendo mais do que mato e árvores, o esperado de uma floresta. 

— Seria ótimo! — Riu o rapaz, estendendo uma mão para ver se não estava vendo coisas. — Ah, parece que começou a chover... Vem comigo, tem um templo antigo por aqui, podemos nos abrigar lá! 

Teve o braço segurado, deixando-se ser arrastado floresta a dentro. Conforme corriam a chuva aumentava, gotas frias ganhando mais peso e intensidade. O cheiro de terra molhada inundava o ar, tornando aquela corrida apressada tudo, menos desagradável.

Foi após algum tempo entre árvores e caminhos estreitos que chegaram até o tal templo. Era uma construção de pedra já caindo aos pedaços, escondida por folhas verdinhas que se prendiam pelas paredes. Havia uma pequena escadaria, e no fim desta um lugar parcialmente coberto onde poderiam ficar até o fim da chuva. Passaram pelos pilares em um vermelho desbotado, subindo a escadinhas. 

Sentaram no chão seco, ofegantes e suados, mesmo que a brisa soprasse fria e as gotas fossem congelantes. Katsuki tremia um pouco, a camiseta molhada pegando ao corpo. Tirou os tênis encharcados, colocando-os ao seu lado em uma esperança de que fossem secar ao menos um pouco antes da chuva parar. 

Estava prestes a reclamar do tempo, calando-se até a alma quando a jaqueta vermelha e seca por dentro cobriu seus ombros. Virou para encarar o dono da peça, o vendo sorrir gentil enquanto tirava a regata branca que havia molhado na frente. 

— Hah, eu desisto. — Balançou a cabeça negativamente, descendo o olhar para o chão na intenção de fugir daquela visão absurda. 

— De que...? — Kirishima não compreendeu, lançando um olhar confuso ao loiro que se aconchegava dentro da jaqueta. 

Ficou em silêncio por um momento, pensando se realmente deveria falar algo. Não era do tipo que gostava de guardar as coisas por muito tempo, sabia que em algum momento acabaria explodindo, então era mais fácil conversar enquanto estava calmo, completamente consciente do peso de suas palavras e ações. 

Respirou fundo, ponderando se realmente valia a pena sacrificar uma amizade por sentimentos incertos. Àquela altura já não sabia mais se tremia de frio, nervosismo ou era apenas raiva acumulada, precisou de mais algum tempo quieto para abrir a boca. 

— De você. — Respondeu em tom baixo, quase sendo mutado pelo som da chuva forte. 

— Desistir de mim...? Bakugo eu não to' entendendo o que você tá falando. — Eijirou se mostrava confuso, principalemente por ver que o outro ria de cantinho, chegando a parecer debochado. 

— Não de você, só de negar que devo sentir algo... Por você. — Sentia o coração a ponto de saltar da boca, preferindo fuzilar o chão a olhar para o ruivo. 

Ah, estava morrendo ao mesmo tempo em que se sentia aliviado. Em alguns momentos, sentia que coisas não ditas eram letais. Sufocavam, pesavam no peito, era uma sensação agoniante. Estava feliz em ter se livrado daquele peso, ainda que o silêncio que recebeu nos próximos minutos fosse o pior possível. 

— Sentir algo, tipo, gostar de gostar? — Se Kirishima achava que estava fazendo algum sentido, estava falhando. Mas o outro entendeu, era o que importava. 

— Ah, eu sei lá. Você é bonito, gentil, às vezes me dá vontade de arrastar tua cara no asfalto... É difícil dizer o que eu sinto, mas não é ruim. Quer dizer, eu vou entender se você achar nojento... Somos homens e... — Foi calado com um beijo, o qual nem conseguiu retribuir pois estava em choque. Parado como uma estátua, olhos arregalados, focando completamente naquela boca macia prensada contra a sua. 

Aquilo era real? Não estava sonhando...? Por deus, queria se jogar daquela montanha e testar para ver se acordaria em algum momento.

Kirishima se afastou logo em seguida, um sorriso enorme a estampar a face corada. Era adorável, mesmo com os cabelos ensopados caindo de suas pontas e com toda a água que ainda corria por sua pele bronzeada. 

— Espera... Você é gay...? — Questionou, ainda surpreso e sentindo o rosto arder em calor. 

— Ahm... É?! Bom, eu achei que você não fosse então... Não fiz questão de investir... — Um riso timido escapou do rapaz, o mesmo estando um misto de alivio e euforia. 

Riu sem jeito, não acreditando que esteve sofrendo tanto nos últimos dias por causa de outro gay. Custava dar um sinal ou algo do tipo? Teria facilitado tanto as coisas. Mas, o entendia; aquele não era o tipo de coisa que se saía por aí falando, era até mesmo perigoso, ainda mais em um lugar tão pequeno. 

Aos poucos a chuva foi diminuindo, o céu nublado se abrindo para revelar alguns pedaços azuis e até mesmo o sol. Algumas gotas fininhas ainda caíam, fazendo com que um arco-íris se formasse no céu indeciso. Era lindo, talvez fosse a natureza comemorando o encontro de dois homossexuais? Pensar nisso só lhe fez rir mais. 

Tinha a mão do ruivo sobre a sua, o olhar timido indo do céu à escadaria molhada. Estava tão feliz, incapaz de crer que teve tanta sorte em sua pequena declaração. 

Foi fácil demais, agora estava preocupado. Bem, deixaria para se torturar mentalmente em algum outro momento. 

Agora queria focar em sua felicidade, que por sinal era tudo o que importava.


Notas Finais


eu devia ta fazendo o almoço deuskkk

bo m espero que tenham gostado e ate o proximo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...