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História Red Lines - Capítulo 45


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Notas do Autor


Eu demorei demais nisso. Se alguém estava lendo e esperou, peço perdão

Capítulo 45 - Error


Fanfic / Fanfiction Red Lines - Capítulo 45 - Error

Meus pés caminhavam sobre suas pontas, deixando até mesmo os sapatos ao lado da porta que acabara de passar, a trancando. Minhas roupas ainda estavam bagunçadas, amarrotadas eu diria, algo justificável contando com o fato de que sequer tive tempo de passar em casa e demonstrar o mínimo de cuidado possível. Talvez essa fosse uma das inúmeras marcas da grandiosa intimidade existente na amizade entre nós três.

   Passando pela entrada, observei a coruja dormir sobre uma almofada vermelha, com aparência confortável; assim como os pequenos roedores dormiam em sua espaçosa gaiola, com excessão de um que se divertia mordendo sementes de girassol.


—Floresceu cedo, Glória da manhã? 

   Rose me recebeu com um sorriso, balançando seu pincel dentro do pequeno recipiente translúcido com água, fazendo com que essa deixasse de ser transparente e ganhasse um tom azul.


—Eu ando totalmente perdida no tempo...— Me aproximei, fechando os botões da camisa que faltavam— Não só no tempo— Complementei antes de me sentar, finalmente me atentando ao que a cacheada fazia— Parece que vocês também acordaram bem cedo.

   Rose se encontrava sentada em uma poltrona, seu marido a acompanhando sentado em sua frente sobre um baixo banco de madeira, suas pernas dobradas e coluna arcada pra frente. Os finos traços de sol invadiam a cena por uma janela próxima, iluminando não somente sua paleta de tintas como sua nova obra de arte sendo feita em um local inusitado.

   A música calma e discreta tocando também invadia a atmosfera da sala, a tornando ainda mais confortável do que já se mostrava ser.


—O sol me inspirou— Mostrou mais um sorriso, concentrada no movimento do pincel. Mesmo seu olhar não me encontrando, ela conseguiu compreender o questionamento que sentia em silêncio— As minhas telas brancas haviam acabado, então Leo foi muito gentil em se oferecer no lugar delas, me deixando pintar as costas dele.


—Vale totalmente a pena 

    Também sorriu ao afastar dos lábios a caneca de café que segurava, recebendo em seu ombro um breve beijo de Rose, o fazendo aumentar seu sorriso. Acabei sorrindo também, apreciava ver os dois sendo felizes juntos, eram pra mim a maior prova da existência do amor.

    Quase me atirei no chão, sentando alguns passos de distância de Leo, apesar de ao contrário de Rose, estar de frente para ele. Após me observar por mínimos segundos, me entregou a caneca que segurava, ainda bem quente.


—Você parece cansada, toma um pouco— Apontou pro item, demonstrando uma expressão preocupada—Insônia?


—Não— Ao beber, ficou claro em minha mente o porquê do homem ser diabético, logo devolvendo ao mesmo— Tive uma noite agitada.

   Ouvindo isso, Rose pausou sua pintura, o pincel ainda repousando sobre a pele quando seu olhar me encontrou, igualmente preocupada

   

—Você não estava trabalhando demais de novo, estava?— Sua voz parou um pouco, como se tivesse travado, soando mais cuidadosa ao dizer as próximas palavras — Não estava se machucando, não é?...


—Não, eu estou bem. —Senti que deveria pensar um pouco na forma que falaria sobre isso, contudo, de uma forma muito conotativa, as palavras subiram à minha garganta, escapando pelos lábios antes que eu tivesse ideia do que estava falando. —Estou exausta desse jeito porque passei a noite na casa da Angel


—Ela está com problemas de novo para você resolver? Ela voltou a mexer com drogas?

    O homem em minha frente indagou, continuando com sua bebida cheia, repleta de açúcar.


—Não e não. —Declarei— É porque passamos a noite transando

     O choque foi mostrado em seus respectivos rostos instantaneamente, sendo claro como a informação estava sendo difícil de ser compreendida. Apesar da reação, Leonardo foi o primeiro a mudar de expressão, passando a rir


—Você está brincando, não é? É a Angel, é óbvio que não faria isso


—Queria eu estar brincando.


—Não é possível… estamos falando da mesma Angel? Baixinha, latina, com heterocromia, cheia de tatuagens e piercings, que fez um massacre colossal?

    O respondi com apenas um aceno com a cabeça, observando em seguida Rose colocar o pincel de lado, parecendo ainda tentar entender o que lhe dissera.


—Mas Reb, Ela te feriu tanto...—Sentou-se à minha esquerda, com uma mão delicadamente colocando algumas finas mechas de meu cabelo atrás da orelha, enquanto a outra segurava minhas próprias mãos— Ela te forçou a isso ou algo do tipo? Não é de sua índole fazer isso com alguém que te machucou no passado


—Não se preocupem, eu não esqueci ou perdoei o que ela fez —Acariciei as mãos de minha amiga de volta, tentando a tranquilizar— Eu apenas estava curiosa sobre o serviço dela e Angel tem uma tara por ruivas e pessoas que pareçam ser capaz de a mimar, então apenas nos ajudamos, eu diria. Foi apenas algo casual


—“Ser capaz de a mimar"?— Rose questionou, descansando os cotovelos nos ombros do marido— Isso realmente combina com seu jeito materno


—Eu te disse que ela era sua namoradinha 

    Leonardo começou a rir baixo, por consequência levando Rose a rir também, apesar de ao mesmo tempo demonstrar certa pena da implicância de seu marido. No entanto, eu apenas ignorei, já estava acostumada com as piadas dele e sabia que se eu estivesse realmente ofendida pela brincadeira ele teria parado há tempos


—E foi bom?

   Rose logo abriu o mesmo sorriso de quando sugeriu que eu passasse a noite com Jacqueline, mas também se mostrando curiosa com a situação.


—Sem dúvidas, ela realmente é boa no que faz. Além disso, descobri milagres que um piercing na língua pode fazer, ou melhor dizendo, não só na língua


—Então isso quer dizer que nossa teoria estava certa?—Leo indagou, ajeitando sua postura visto que momentaneamente não precisava mais ficar na posição anterior— Ela realmente tem piercings "escondidos" em um certo lugar?


—A nossa teoria estava certo, ela tem sete deles— Ousei tomar mais um pouco daquele café, me arrependendo logo em seguida mais uma vez— Mas não era sobre isso que precisava falar, é sobre algo sério.


—Diga, ruiva


—Hoje ainda cedo, um cliente da Angel que fazia parte de uma das máfias associadas à Romena delatou que as todas as máscaras dos cães que foram deixadas no prédio que dominavam sumiram.— Segundo notícias relatadas na época da revolta, os corpos haviam sido retirados ainda no mesmo dia, ao contrário das máscaras, que foram mantidas no local por razões simbólicas e até mesmo históricas, como uma forma de mostrar ao povo a grande tragédia que foram capaz de superar. Apesar de entender o conceito, acreditava ser contraditório, uma vez que a entrada no prédio era proibida— E não, a notícia ainda não chegou ao público, nem sequer Sorin está ciente disso ainda.


—Acha que isso pode ser algo de outra máfia querendo se vingar ou tomar liderança? —Ele questionou, tendo sua postura mudado totalmente do seu comportamento brincalhão para o sério que mostrava em serviço— Como os cães estão todos mortos, não há quem defenda as máscaras, ou seja, se algum rival quiser as destruir, assim pode fazer se conseguir entrar


—Minha preocupação não se trata apenas da “vingança simbólica”, por mais que saibamos quanta coisa pode estar por trás, mas sim sobre mais uma informação que recebemos. —Minhas costas se tocaram com o sofá, minha cabeça pendendo enquanto minha mão subia pela testa em preocupação— Como isso está relacionado à Romênia, não há motivos para nos metermos. No entanto, exatamente por Angel ter perdido para o FBI, eles querem nos atacar como forma de se colocarem acima dela.


—Incrível, como se não tivéssemos problemas suficiente no país, agora estamos sendo usados como disputa por máfias…


—Se eles estão pensam em usar vocês como alvo para humilhar a Angel por não conseguir, acredito que devam se preocupar com isso ser um gatilho para ela querer voltar aos crimes. Ainda mais sabendo da personalidade que ela tem…


—Eu me preocupo com isso, ainda mais sabendo que sou quem tem de lidar com Miss Murder diretamente. —Precisei levantar, como se sentisse a necessidade de fazer algo—Ela está mais envolvida no caso, o que aumenta ainda mais os riscos, mesmo sendo uma medida necessária. 


—Você basicamente está sendo babá de uma adolescente mafiosa pelo visto.

   Rose suspirou ao passo que rolava os olhos, mostrando não ter tanta simpatia assim pela criminosa, o que não me surpreendia por se revoltar com a mesma pelos males que me fez. 


—Prefiro não me referir a ela como “adolescente” depois do que aconteceu ontem à noite, ela é uma mulher adulta e sabemos disso— Murmurei desconfortável, massageando a testa como se tentasse curar uma dor de cabeça inesperada— Mas ainda assim concordo que boa parte do meu trabalho com ela está sendo fiscalizar o que faz.


—Mas e quanto ao Sorin? Vamos alarma-lo da situação para que ele comece a preparar defesas? Talvez assim possamos evitar algo maior se propagar ou até mesmo esse grupo desconhecido de se juntar aos demais na disputa


—Não acho que seja adequado. Mesmo que Sorin seja agora o presidente e tenha responsabilidade sobre o país, o seu comportamento revolucionário não mudou. Se não calcularmos todos os parâmetros antes de o informar, é possível que ele promova outra revolta e consequentemente alarme as máfias. No momento precisamos ser discretos e trabalhar em silêncio.—Enquanto comentava sobre o líder romeno, algumas memórias daquele período vinham em minha mente. Não apenas sobre a vitória ou a personalidade heróica sobre quem falávamos, mas também me remetia a forma sigilosa que os cães trabalharam por debaixo do nosso nariz durante o tempo e ninguém havia ideia deles até se exporem em rede. Minha mente estava presa entre analisar esse fato e questionar se alguma gangue poderia estar se submetendo ao mesmo processo e que em algum momento  surgiria o ataque.— Precisamos debater melhor sobre isso no trabalho. E preciso me colocar em condições de ir trabalhar


—Você vai deixar as crianças aqui, não é?— Rose indagou, quase que como um pedido— Porque você está indo trabalhar logo e eles vão ficar sozinhos em casa… eles se divertiram tanto ontem.

    Ouvindo a proposta, não pude deixar de rir, não como um deboche ou algo do tipo, mas por achar adorável


—Vocês realmente precisam encontrar uma criança para vocês dois logo—Disse tentando me espreguiçar, ainda sentindo uma certa dor nos músculos—Se eles quiserem ficar não há problema, eu os busco depois do trabalho. Mas quando voltar vou os levar para casa, estou sentindo falta dos meus pequenos…


—E quando voltar quero saber detalhe por detalhe da sua noite, ouviu, ruiva?

    Rose riu, dando leves tapinhas no ombro de seu marido, o fazendo corrigir a postura para voltar a ser pintado.

    Após despedir, passei pelo quarto onde as crianças estavam, evitando ao máximo produzir qualquer barulho quando parte do meu corpo adentrou o cômodo para observar melhor. Não pude deixar de sorrir ao vê-los descansarem pacificamente, perdendo alguns minutos ali antes de retornar para minha casa.

  Chegando ao local, fui recebida com latidos e lambidas, em seguida tendo Snow se jogado no chão para receber carinho.


—Desculpa te deixar sozinho. Você é medroso demais para te deixar perto de outros animais. —Comentei, acariciando sua barriga peluda por um tempo breve, chegando até mesmo me sentar no chão um pouco—Você ficou bem?

   Questionei, recebendo um latido como resposta, me deixando feliz. Todavia, recordei sobre ter coisas para fazer, sendo obrigada então a levantar, mas não sem antes bagunçar seus pelos mais uma vez. 

   Deixei a cafeteira trabalhando e peguei a caixa de cigarros enquanto caminhava para o banheiro, aproveitando que meus filhos não estavam presentes para poder fumar sem preocupação de os intoxicar como fazia comigo mesma. Ao passo em que deixava a banheira encher, acendi um cigarro observando atentamente o isqueiro, sabendo a probabilidade de um dia ter o mesmo fim do que a pessoa que me dera o utensílio.

    Como minha paz nunca é duradoura, ouvi o celular vibrar sobre um móvel próximo, sendo necessário apenas me esticar um pouco para o lado, imediatamente arrependendo ao ver o nome de Angel no visor.


—Me surpreende ver que está acordada tão cedo—Debochei— Você estava sonolenta quando saí 

    Me acomodei na banheira, sentindo o frio atingir uma parte maior de meu corpo, já que tive de me sentar para evitar danificar o aparelho com a água. 


—Eu queria ter continuado dormindo, mas as garotas da Bastet me ligaram para eu resolver algo sobre a reforma— Grunhiu irritada, talvez para mostrar o tédio ou incômodo por ser acordada tão cedo— Enfim… descobri com um dos investidores da Bastet que ainda tenho o respeito de máfias menores, algumas companhias, grupos, esquemas … enfim, ainda sou admirada.


—Bom para você. Mas onde quer chegar com isso? Têm notícias para mim?


—Claro! Por que acha que estou te ligando?— Debochou— Digamos que têm algumas máfias dispostas a me ajudar com informações em troca de parte do ganho, estão até mesmo me ajudando financiando Bastet! E se vocês quiserem prender todos eles depois, fiquem a vontade, eu só quero saber de continuar com minha fama.


—Por que não estou surpresa em ouvir isso?— Indaguei, em seguida assoprando a fumaça, batendo o cigarro na lateral do cinzeiro antes que caísse os restos na água —Alguma notícia sobre quem pode ter pego as máscaras?


—Nada nada, talvez estejam com medo, não vai ser tão fácil assim superar o que minha querida máfia foi
Como sempre, Angel mostrava friamente seu orgulho, parecendo uma criança mimada pela forma como se colocava em um patamar muito acima dos outros.
    Deixei a banheira me enrolando em uma toalha enquanto tentava conciliar ter de levar o celular, cinzeiro e cigarros para o quarto


—Já que está tão contente com seus novos “amiguinhos” ajudando, espero que consiga informações logo, você mesma disse que o FBI se tornou um alvo, então não quero perder tempo. — Observei o relógio, “tempo” era algo que me preocupava em todos os sentidos que essa palavra poderia designar— E quanto ao que falava sobre Bastet? Está tendo algum problema?


—As garotas apenas me chamaram para receber o engenheiro que apareceu lá, se dispondo a reformar o lugar como um presente para mim— falando que tinha um engenheiro disposto a trabalhar na obra e que ele queria falar comigo. —Reclamou, suspirando—Mas quem em sã consciência acha que estou acordada e disposta às sete da manhã? Eu normalmente chego às cinco, completamente bêbada!

     

—E você foi até lá?


—Tive que ir, não estou com muitas opções agora que o lugar está destruído—Bufou incomodada enquanto andava pela casa, era possível escutar seus passos— Mas a grande surpresa foi quando cheguei lá e o tal engenheiro se apresentou.—Fez uma breve pausa, por motivos que eu desconhecia— Nicolas Jones o nome dele. Fazia muito tempo que não via este homem, nem sequer reconheci quem era antes de ouvir o nome.


—“Jones”? —Questionei— Sei que seu sobrenome é bem comum, mas suponho que não seja uma coincidência, certo?


—Não mesmo, ele é o meu pai. De alguma forma ele ficou sabendo e agora quer ajudar na reforma, acredita nisso? —Por alguns segundos, tudo que pude escutar foi o silêncio e sua respiração fraca, sendo a calmaria interrompida pelo som da língua de Angel estralando antes de continuar—Sempre soube que ele era melhor que minha mãe.

   Conhecer as pessoas e entender seus comportamentos sempre será o melhor artifício para usar contra elas, ou para seu próprio proveito. Tinha mais o que fazer e sabia que seria uma escolha ruim cortá-la em um assunto como esse, o que me levou a tomar uma decisão que não julgo certa, ideal ou justa com ela, mas talvez necessária.


—E por quê?

    Foi a única que precisei lhe perguntar para a fazer falar, me dando tempo para prosseguir nas atividades necessárias. Deixei o celular sob a mesa da cozinha enquanto me arrumava no local. 

   Quando prestes a sair de casa, coloquei o celular próximo ao ouvido novamente, percebendo que ainda havia coisas a serem ditas.


—Escuta, estão planejando uma invasão ao banco de dados do FBI. Não tenho muitas informações mas já é algo. Eles disseram que seria de noite


—Obrigada pela informação, Angel.


—Boa sorte, rainha.

    Deixei meu prédio disparada, procurando chegar logo ao trabalho o mais rápido que pude, por mais que fosse obrigada a respeitar as normas de trânsito e velocidade.

     Por mais que desejasse negar, a ajuda de Angel estava nos ajudando cada vez, ao mesmo tempo tornando-se mais perigosa para ela mesma


—Precisamos convocar uma nova reunião— Disse para Leonardo assim que cheguei, sequer dando tempo de ele falar qualquer coisa comigo—Consegui mais informações e há coisas preocupantes nesse meio, estamos prestes a receber um ataque.


—Que tipo de ataque?

   Indagou ao passo que me seguia, precisando de mais informações uma vez que  fui totalmente vaga no assunto devido a pressa.


—Roubo de dados. —Argumentei ainda sem parar de andar— Em larga escala pelo visto.


—Grande audácia a deles de terem coragem de fazer isso—resmungou, revirando os olhos— Quem devo convocar?


—A equipe de segurança, selecionar alguns da de comunicação e não se esqueça do Félix.

     Considerando o falecimento merecido de Joseph, sua posição estava vaga, o que se tornara uma preocupação por se tratar de um serviço Importante, por mais que o traidor tenha sido péssimo na função. Desta forma, o moreno de quem falávamos foi o selecionado para o substituir, mesmo que ainda não soubesse disso.

     Mais uma vez percebi como o número de reuniões vinha aumentando, o que não era de se surpreender em uma ocasião como a que nos encontrávamos. Um alvo disposto para todos que tiverem a coragem de jogar um fardo e tentar acertar, este éramos nós.

    

—Acredito que a este ponto estamos todos cientes sobre a imensa disputa entre máfias que estamos vivendo devido à queda dos cães. —Leonardo tomou frente ao início da reunião—Mas infelizmente a situação está menos propensa do que esperávamos...


—Nos tornamos o alvo de algumas máfias, pois perceberam que desafiar a única coisa que Miss Murder não foi capaz de combater seria uma ótima forma de se mostrarem acima dela.

      Complementei, analisando a reação de cada um de forma instintiva.


—Há, no momento, alguma informação sobre algo que pretendem fazer?

    Um dos agentes questionou, sendo esse parte da equipe de comunicação.


—O líder de uma organização que apoiava a Máfia Romena está se disponibilizando informações e entre elas foi revelado que planejam fazer um grande roubo de dados


—Devemos então aumentar nossa segurança para evitar que acessem as informações, senhorita?

    Dessa vez a pergunta veio de Félix, tendo Leonardo me observado com discreto olhar de quem sabia minha resposta.


—Não se quisermos rastreá-los. Simplesmente bloquear tudo vai fazer com que continuem persistindo, até que descubram uma forma de invadir a segurança "extra". Agora nosso dever é decidir como faremos isso.


—E se houvesse uma forma de cercá-los?—Leo sugeriu, ajeitando as mangas da blusa, rente ao pulsos— Podemos usar algo como uma isca para eles, dessa forma quando invadirem teremos como descobrir quem são

    

—É uma boa ideia… ainda mais se usássemos informações falsas como a nossa "isca". Devemos trabalhar então o mais rápido possível com a falsificação de informações,uma vez que nossa única informação é de que será esta noite. —Ao terminar a fala, observei cada rosto presente, analisando mais uma vez a situação em que nos encontrávamos— Estejam atentos, a invasão pode começar a qualquer momento, não podemos nos prender ao horário.

    FBI sem dúvidas era um lugar sempre agitado, com agentes andando de um lado para o outro incessantemente, e neste dia não seria diferente. 

     Durante a tarde inteira, eu, assim como todos os agentes engajados na missão, estivemos concentrados na adulteração de documentos, movendo de forma temporária as verdadeiras informações que deveríamos esconder. Facilitamos modestamente a invasão, procurando auxiliá-los cair na emboscada, mas ao mesmo tempo evitar deixar isso óbvio demais.


—A invasão começou! 

     Ouvi um dos agentes exclamar, procurando por nossa atenção.


—Precisamos dar início ao rastreio, mas sem impedir de acessar. —Virei-me para Leonardo em seguida, distribuindo a ele as ordens— Mourey, assim que tivermos os IPs, vamos armazená-los em um arquivo de texto offline, para que dessa forma não tentem apagar.


—E então derrubamos a energia para que tudo se desconecte e por consequência interrompemos a invasão?


—Perfeito. Estamos prontos para a invasão.

      Determinei confiante do que fazia, assim como Mourey também demonstrava acreditar no potencial do plano discutido.

     Em pouquíssimo tempo, os agentes iniciaram a busca pelos IPs, procurando rastreá-los e anotar, sendo qualquer informação relevante para o processo da missão. 

    Não sabíamos com quantos estávamos lidando, nem quem eram os responsáveis até então, sequer tínhamos noção de qual era suas fontes de renda. No entanto, uma coisa era certa: a determinação nessa invasão. 

    Nos separamos com tentativas em massa, logo assistindo um por um falhar, sem deixar de registrar isso. Apesar de serem muitos, tínhamos um plano a ser seguido e contávamos com a análise de todos quanto ao plano, certificando que não havia falhas ou descuidos.

     A vitória estava sem dúvidas em nossas mãos, parecia fácil, uma brincadeira se comparado a coisas que passamos antes, crimes gigantescos. Estava tudo em nossas mãos, ou ao menos foi o que pensei.


    —Chefes…—Um dos agentes evocou, sendo perceptível em seu pescoço a forma que engoliu seco. Sua linguagem corporal não mentia, algo havia acontecido, e era sério— Temos um problema...

    

—O que houve?— Leonardo aproximou do anterior, olhando a tela sobre o ombro desse— Algum problema com rastreio?


—Ainda que fosse...—Ele de forma discreta, mas não o suficiente para fugir dos meus olhos— Perdemos um arquivo extremamente secreto do governo e que não deve ir ao público… estamos em grande risco agora...






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