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História Red Roses - Fack - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi, como vocês estão? Essa histórinha era para ter sido iniciada faz tempo, mas só agora tomei coragem, assim do nada, aleatoriamente, espero que gostem, tá ok?

Avisos: Jack gosta de esmaltes, gloss e até algumas peças femininas, então se te incomoda sugiro que pare por aqui.

Pra quem não se incomoda, boa leitura :)

Capítulo 1 - Chapitre un


Jack ajeitou seus cabelos ao olhar se no espelho pela terceira  vez e com um suspiro pesado percebeu que talvez não seria tão fácil assim seu primeiro dia de aula em sua nova escola. Ele optou por se vestir como normalmente, nada muito chamativo, deixando somente de lado o gloss labial sabor morango que tinha costume de passar e não se esquecendo de tirar o esmalte das unhas.

O menor adorava essas coisas e sua família não apresentava nenhum tipo de preconceito como os demais lá fora faziam, porém não queria chamar  de modo algum nenhuma atenção para si mesmo, logo no primeiro dia de aula.

Então, se contentou somente com seu fiel moletom vermelho que ficava um pouco grande demais em seu corpo, a calça cor escura e seu tênis all star surrado, cor preta. 

Faltava apenas 2 míseros minutos para o ponteiro indicar sete horas da manhã e o garoto desistiu de tentar se apressar, chegaria atrasado da mesma forma e não valeria o esforço.

— Querido, ande logo. — Sua mãe adentrou o seu quarto, vendo o filho submerso em seus próprios pensamentos enquanto ainda se olhava no espelho.— Está tudo bem? Precisa de algo meu amor?

— Só uma carona, você me leva? — O pequeno Dylan tentou sorrir um pouco e atravessou o quarto indo pegar sua mochila na cama. 

— Vou pegar as chaves do carro. — A mulher jovem de cabelos castanhos e olhos da mesma cor excitou em sair do quarto, olhando mais uma vez para seu filho com uma expressão preocupada.

— Mãe, eu estou bem. — Dylan foi até a mais velha, ficando na ponta dos pés e lhe deixando um beijo na bochecha. — Prometo.

As coisas haviam sido difíceis ano passado e não poderia culpar a sua mãe ou avós por serem tão preocupados consigo o tempo todo, tentava ao máximo esquecer ou parar ao menos de relembrar, para assim talvez seguir em frente e se esquecer das coisas maldosas que fizeram consigo na escola antiga.

Era complicado.

Um novo ano em uma nova escola o ajudaria. Sua mãe e seus avós disseram que seria algo bom para ele, o objetivo era somente mudar de escola, porém quando a proposta de um novo emprego melhor surgiu para a mais velha, o plano acabou se transformando em outro, então a mudança de casa e de cidade aconteceu num piscar de olhos.

Jack não reclamou, queria só esquecer do ano passado que vivenciou durante seu 1° ano do ensino médio.

                            • • • 

— Não importa o que aconteça, qualquer coisa que te deixe chateado e que façam com você é pra me ligar. 

— Mãe, por favor. — Jack pediu com as bochechas rosadas claramente com vergonha de tocar no assunto.

Izzie, sua mãe, negou sorrindo carinhosamente para seu pequeno, ela sabia como era difícil para ele entrar nesse assunto, mas ela era só uma mãe preocupada com seu único filho.

— Tudo bem, meu bebê. — Se inclinou no banco beijando a bochecha de Jack, que sorriu gracioso com o carinho da mãe. — Eu te amo.

— Também amo você. — Saiu do carro, vendo sua mãe acenar pela última vez antes de partir.

Pós a mochila pendurada em um só lado de um dos seus ombros e andou até a entrada do lugar que passaria todas as manhãs. Esbarrou em muitas pessoas até conseguir chegar ao corredor inicial e se viu meio sonso ao ver a multidão que se aglomerava ali.

Tratou de ser organizar logo com seus horários e aulas que teria a semana toda, usando como guia o papel que a secretária havia dado uma semana antes das aulas começarem, quando sua mãe veio saber mais sobre o funcionamento da escola. 

Jack sabia que estava alguns minutos atrasados, mas por sorte não era o único ali, afinal primeiros dias de aula costumam ser dessa maneira, então estava tudo bem. 

Por fim, depois de assistir as três primeiras aulas e sentir que seus neurônios já não mais existiam se dirigiu até o refeitório, junto com a primeira pessoa que conversou durante as aulas e que fez amizade.

Millie era uma menina de estatura um pouco mais alta que si, cabelos encaracolados em tom castanho escuro e sorriso de covinhas, covinhas iguais as suas. Ela era simpática e hiperativa quando falava e quando a mesma lhe perguntou as horas foi a vez de engatarem uma conversa sem fim no meio da aula de biologia.

O menor amou ela, apesar de não ter falado muito inicialmente, por vergonha. Ao decorrer das aulas  Millie sempre dava continuidade no assunto, porém não parecia se importar muito com aquilo, era uma tagarelava que contava piadas engraçadas e fazia você rir, mesmo que timidamente.

 Jack não esperava que conhecesse alguém logo no primeiro dia de aula e que gostasse tanto assim tão rápido, e aos poucos acabou que foi se soltando, deixando a timidez de lado. Quando percebeu já estava contando seus gostos e rotina fora da escola para a garota.

— Vai comer só isso? — Millie piscou os olhos castanhos em direção a maçã que Jack segurava, porém antes que pudesse responder, não só sua atenção, mas a do refeitório inteiro foi atraído para a entrada do mesmo.

Um grupo de alunos e algumas garotas vestidas de uniforme de líder de torcidas adentraram o local. 

Os populares. 

Faziam parte do time de futebol, com suas jaquetas e ar de superioridade, um típico grupo de historinha clichê, que o menor sabia exatamente como eram. 

Jack se limitou a somente observar eles se sentarem em uma mesa não muito distante da deles e quando percebeu que talvez estivesse encarando demais, abaixou o olhar.

— Idiotas. — Millie comentou fazendo uma careta enojada. — O único que salva ali é o Schnapp. — Suspirou.

— Você, você gosta dele? — Ele não queria soar tão invasivo, era falta de educação e percebendo a pergunta que fez corou arregalando os olhos. — Me desculpa, eu não queria.

— Ah, você é adorável mesmo. — A garota riu divertida, sorrindo e assentindo. — É, digamos que eu goste, mas não conte pra ninguém.

Jack sorriu aliviado, mostrando os dentes e  suas adoráveis covinhas e maçãs do rosto rosadas. 

— Somos melhores amigos agora.

A garota lê lançou uma piscadela, com um sorriso divertido e o olhar brilhoso, voltando sua atenção para sua bandeja cheia de comidas e salgadinhos.

                              • • • 

Depois de acabar todas as aulas e se despedir de Millie, andou em direção ao portão principal da escola. Sua mãe queria o buscar para irem fazer compras no shopping, por isso checou seu celular enviando uma mensagem para a mais velha, avisando que já tinha sido liberado.

Não esperava que Izzie demorasse tanto assim, porém os minutos foram passando e o menor resolveu se sentar em um dos bancos que ficavam no pátio, mas parecia que naquele momento a sorte não quis ir ao seu favor e...

— Essa não. — O menino resmungou de forma manhosa ao sentir aos gotas geladas caírem em seu rosto. 

Uma chuva, melhor dizendo, um temporal começou a cair e Jack que já se encontrava ensopado correu o mais rápido que pode para a primeira marquise que avistou. Ele parecia ser o único que havia restado naquele lugar e sua mãe não chegava nunca, levando a crer que tinha sido esquecido pela mais velha.

O clima tinha ficado frio de repente e aquela ventania gelada batia em seu rosto o fazendo tremer do pés a cabeça, seus cabelos grudados na testa e seus lábios vermelhos e completamente inchados.

Ouviu o soar de uma buzina e levantou a cabeça tão rápido desejando que fosse sua mãe que havia ido lhe buscar, porém não, infelizmente.

Uma Lamborghini preta estacionou a poucos passos de distância do garoto e por puro extinto o corpo trêmulo e miúdo de Jack deu dois passos pequenos para trás. 

Esperava que quem quer que fosse, talvez o estivesse confundido com alguém e seguisse seu caminho, no entanto outra buzinada veio do carro e ele já estava prestes a simplesmente começar a andar pra longe dali quando notou o vidro da porta do carona abaixar. 

Jack sentiu sua respiração engatar quando viu que se tratava de um dos populares da escola, especificamente o do time de futebol. 

— Vem, entra. — A voz soou alta, por conta do barulho da chuva e dos trovões que  haviam começado. 

Aquilo só piorava, ele odiava trovões.

Jack nem ao menos teve coragem de se mover e ele quis literalmente chorar quando o até então desconhecido saiu do carro as pressas, vindo em sua direção tão rápido que o menor não pode nem piscar.

— Qual é. Você 'ta tremendo. — O garoto mais alto que si, retirou sua própria jaqueta e a colocou no corpo pálido que tremia de frio. 

 Dylan estava com medo, com medo e com frio, mas ele não sabia que seu corpo se sentiria tão aliviado ao ser levado pr'a dentro do carro e ser aquecido pelo mesmo.

Porém, medo.

Ele se encolheu no banco passageiro, temendo o que o outro faria consigo, o menor não tinha coragem de olhar o maior nos olhos. Seu primeiro dia de aula havia sido bom, porque diabos ele tinha de trombar com um dos populares? Jack sabia como eles poderiam ser cruéis e maldosos com quem não pertencia ao mundo de deles, ele sabia disso melhor do que ninguém.

— Você quer que eu te deixe no ponto de ônibus ou em casa? 

CASA? Não, definitivamente não. 

Permaneceu em silêncio, ele nunca se odiou tanto e se achou tão patético ao nível de não conseguir nem se mover e simplesmente sair do carro e correr o mais rápido possível dali, mas não estava surpreso com sua atitude.

— Você tem alguma deficiência nas falas? Quer dizer...sabe? Especial? Não, mudo? 

— Não, eu...eu não. — A coragem veio e Jack levantou seus olhos para o maior, piscando seus cílios e sustentando um feição amedrontada. 

O maior continuo o encarando por um tempo, fazendo o garoto aos seu lado pensar que tinha dito algo errado, Jack temia até de ter se movido errado no banco e o outro não ter gostado.

— Ah, tudo bem. — Limpou a garganta antes de continuar. — Então, ponto de ônibus ou casa?

Vejamos, o ponto de ônibus era uma longa caminhada se ele fosse andando, mas de carro, principalmente um carro como aquele, o trajeto seria rápido e seria como se ele nunca tivesse aceitado aquilo.

Ele torcia pr'a que nada acontecesse consigo, porque era melhor aceitar a carona do que tentar recusar e o mesmo ficar bravo e bater em si por ter feito perder tempo e ainda ter se molhado com a chuva.

— Ponto de ônibus, por favor.

Ele não compreendia do porque aquele garoto estar sendo generoso consigo, talvez pensasse que ele fosse do time de futebol? Não, claro que não, impossível. Só de pensar nessa possibilidade ele sentia vontade de rir, era uma piada, ele era patético.

— Qual é a graça? 

Merda, ele tinha rido mesmo? E alto?

O motorista desviou a atenção da estrada e o encarou curioso, com um sorrisinho sem mostrar os dentes.

— Não, não é nada demais. — Soou desesperado. — Me desculpa.

— Mas eu também quero rir, fala.

Jack respirou tenso, faltava exatamente duas quadras para a chegada do ponto de ônibus e o menor mordeu os lábios nervoso.

— É que, você, você e eu. — Gaguejou, ficando desesperado por não conseguir explicar. — Eu, eu não sou, não sou do time de futebol. 

Desviou o olhar para o rosto do maior e pela primeira vez reparou adequadamente nele. Os cabelos encaracolados e escuros, os olhos negros e a boca fina um pouco vermelha e o rosto com detalhes de sardas no nariz e algumas até na bochecha. 

— Eu sei. — Soltou uma risadinha descontraída. — É que eu te vi com minha irmãzinha hoje, vocês são amigos, não são? 

— A Millie é sua irmã? — Arregalou os olhos, totalmente chocado com a situação. — Mas ela é tão legal.

Era só pra ser um comentário somente para si, mas o maior ao seu lado acabou por escutar e deixar Jack com o coração na mão em puro terror.

O que dirigia gargalhou, como tivesse escutado uma piada e se virou para o menor.

— Mas eu sou mais legal. — Piscou parando o carro enfrente ao ponto de ônibus. — Você tem certeza que quer ser deixado aqui? 

Jack assentiu, já se retirando do carro.

— A propósito, meu nome é Finn.

Ele não sabia se deveria dizer seu nome, porém disse mesmo assim, eles eram da mesma escola, uma hora ou outra o tal Finn iria descobrir.

— E, e o meu é Jack.

O suposto Finn riu de um jeito charmoso.

— Eu sei, princesa.

E partiu.


Notas Finais


Até a próxima.


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