História Red Sea - Capítulo 2


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Notas do Autor


Gente, mil perdões pela demora, pretendo não demorar tanto assim. Espero que gostem desse capítulo.

Capítulo 2 - Proposta


 Meses se passaram desde o ataque em Black River. Minha casa agora era o mar. Meus pais estavam mortos, junto com a pessoa que eu costumava ser. Sakura Haruno estava morta, no fundo do mar. Agora eu sou Lissa e meu único objetivo é espalhar minha fúria sobre os oceanos.

 

 Os mares se tornaram vermelhos por onde eu e minhas irmãs passamos. Nosso trabalho era cantar por justiça. Qualquer homem que não resistisse ao canto das sereias deveria afundar. Tsunade havia me dito que só aqueles que não se deixassem encantar pelo nosso canto deveria viver.

 

 Até então, ninguém resistiu ao nosso encanto. Por onde passamos, navios foram afundados e a justiça foi feita. Somente corações bons poderiam resistir a nós, mas parece que corações bons estão em falta pelo mar.

 

 Continuei seguindo minhas irmãs até o grande navio negro que balançava suas velas pelo mar, o nosso mar. Avistei Ino de longe, seus cabelos eram loiros e compridos como os de Tsunade. Ela até agora era a única ali com quem eu realmente conversava, além da loira mais velha.

 

 Ino Yamanaka era a única filha de um casal de comerciantes. Dez anos atrás o navio deles foram atacados em alto mar por piratas. Todos foram mortos, menos as crianças. Enquanto os meninos foram tomados como serventes dos piratas, a única menina no navio foi jogada no mar. Tsunade a encontrou e ofereceu a chance de se vingar das pessoas que mataram seus pais. Ino então aceitou e caçou os piratas assassinos, levando todos ao fundo do oceano.

 

 Nadei na direção de Ino, tentando alcançá-la. O casco do navio já podia ser visto de perto. E era enorme. Nadei mais depressa até parar ao lado da loira.

 

- Bem grande não é? - Ino falou sem desviar os olhos do navio.

 

- Sim. - respondi sem desviar meus olhos também.

 

- Vez ou outra nós achamos uns enormes como esse aqui. - ela explicou.

 

 Observei as outras mexerem as mãos em movimentos circulares e as acompanhei.

 

 A primeira lição que eu aprendi foi de como controlar o mar. Uma vez sereia, você ganha o poder sobre a água. Nós dobramos o mar com nossas mãos e criamos tempestades em suas águas. A razão do mar ser tão traiçoeiro somos nós. Nossas mãos e nossas vozes são responsáveis pelas ruínas dos homens corrompidos.

 

 Ondas começaram a se formar, grandes e furiosas. Como nós. O navio começou a balançar no ritmo das ondas. Algumas de nós subiram até a superfície e eu subi junto. Minhas irmãs começaram a cantar e eu acompanhei. Logo pude ver marinheiros aparecendo na borda do navio. Seus olhos procuravam pelas donas das vozes que os encantavam.

 

 Perto dali existia um aglomerado de rochas vulcânicas. As ondas levavam o navio na direção das pedras. Corpos masculinos começaram a saltar para as águas tempestuosas. Eles pulavam do navio em busca das belas criaturas que os encantavam, mas tudo que eles encontravam era a solidão do mar. Seus corpos afundavam e eles nem ao menos notavam que estavam afundando na escuridão do oceano.

 

 Mais homens afundavam a cada minuto. Mais alguns metros e o navio deles também afundaria. Logo aquele navio seria somente mais uma lembrança, assim como aqueles homens. Não demorou muito para isso acontecesse. Em questão de minutos todos se encontravam jogados no mar. Era possível ver os corpos sem vida afundando, com o olhar ainda preso em uma imagem fantasiosa de nós.

 

 O navio seguiu direto paras rochas, que rasgaram o casco do mesmo. Aos poucos a água o invadia e ele ia afundando. Assim que terminamos, cada uma partiu em uma direção. Era sempre assim.

 

 Nadei para longe dali, indo para uma pequena ilha que eu sempre gostava de visitar. Mas antes que eu pudesse alcançar a mesma, encontrei os destroços de um pequeno navio. Não parecia ter sido atacado por sereias, parecia ter sido atacado por um outro navio. Ao longe eu avistei uma pessoa com os cabelos negros, seu corpo se apoiava eu um pedaço de madeira. Nadei até lá e percebi ser um homem, aparentava ter uns vinte anos. Sua pele era extremamente branca, o que servia de grande contraste com seus cabelos.

 

 Minha cabeça dizia para eu deixá-lo ali para morrer. Afinal de contas ele era um pirata, se notava pelas roupas. Mas alguma coisa em seu rosto pálido e calmo me dizia que não era o certo a se fazer. O peguei pelo braço e o segurei firme. Nadei em direção a ilha que não se encontrava muito longe dali. Tomei cuidado para que ele não se afogasse no percurso, o que não era difícil de acontecer, já que humanos eram tão frágeis em relação a água.

 

 Nadei por mais alguns quilômetros até finalmente chegar na ilha. Levei o corpo estranho até a beira da água e me arrastei para fora dela. Assim que retirei toda a minha calda da água, as escamas foram se desfazendo, até que minhas pernas pudessem ser vistas. Segurei aquele corpo masculino, que fora da água era bem pesado e o levei para longe do mar. Verifiquei se ele ainda respirava e tive a resposta de que ele ainda estava vivo.

 

 Dei leves tapinhas no rosto dele para tentar acordá-lo, mas nada aconteceu. Tentei sacudir levemente seu corpo, mas ele parecia um pedaço de pedra. Pensei se deveria tentar algo mais drástico ou se ainda deveria tentar acordá-lo calmamente. Tentei sacudi-lo mais uma vez e nada. Então levantei minha mão o mais alto que pude e desferi um tapa bem forte na cara dele.

 

- Que merda é essa? - ele levantou assustado.

 

- Bom, você não acordava de jeito nenhum, então eu tive que te bater forte. - tentei me defender.

 

- Quem é você? E por que está sem roupas? - ele encarou minha nudez e logo desviou o rosto sem graça.

 

- Não importa. - desviei o olhar dele. - O que aconteceu com você? Seu navio foi atacado?

 

- Eu estava tentando ir atrás de meus homens quando um navio do rei Kizaki resolveu me atacar. - ele olhou para o mar. - Mas você não respondeu minha pergunta.

 

- O que Kizaki tem com explodir navios por aqui? - tentei disfarçar meu interesse.

 

- Bom, desde que o irmão dele morreu em Black River, ele é o novo rei. - ele voltou a me olhar. - Ele alega que o líder de Black River tenha encomendado a morte do antigo rei, agora ele está declarando guerra a qualquer um de lá.

 

- Então você é de Black River?

 

- Sou, mas não vivo por lá, meu verdadeiro lar é o mar. - ele olhou para o oceano novamente. - Mas me responda logo, quem é você?

 

 Pensei se deveria contar a verdade para aquele estranho, ou se deveria simplesmente jogá-lo de volta ao mar. Aparentemente meu tio mentiu para todos sobre a morte de meus pais. Ele provavelmente pensa que eu estou morta. Será que eu deveria permanecer assim? Ou deveria voltar e desmentir tudo o que ele contou ao nosso povo? Era justo que vidas inocentes de Black River pagassem pela ganância de um rei louco?

 

- Meu nome é Sakura Haruno, eu sou a verdadeira herdeira do trono de Great Falls. - despejei rapidamente as palavras.

 

- Sakura Haruno está morta.

 

- Não, não está. - me levantei. - Meu tio traiu meus pais, ele encomendou a nossa morte para que ele pudesse ter o trono. Meus pais infelizmente não conseguiram fugir comigo.

 

- E como você acabou nua nessa ilha? - ele se levantou também.

 

- Isso não importa, é uma longa história. - me virei para ele. - Eu preciso que você me ajude a voltar para casa.

 

- E por que eu faria isso? Não sei nem se posso confiar nessa sua história mal contada. - ele passou a caminhar.

 

- Porque eu salvei sua vida, você me deve isso. - fui até ele e o puxei pelo braço. - Se você me ajudar a ter meu trono de volta, eu te dou tudo que você quiser. Um navio novo, terras, títulos e até mesmo uma dama da realeza para ser sua esposa. - soltei seu braço e desviei o olhar. - Não deve ser difícil encontrar alguém que aceite se casar com você. - sussurrei.

 

- O que disse?

 

- Nada. - tentei não demonstrar a vergonha por ter falado aquilo. - O que interessa é que eu posso te dar tudo isso, se você me ajudar a pegar de volta tudo o que me foi roubado. Você aceita ou não?

 

- Não sei, como eu posso acreditar em você?

 

- Vai ter que me dar um voto de confiança, assim como eu te darei um.

 

- O que que dizer com isso? - ele me olhou confuso.

 

- Quem garante que você não tentará nada contra mim? Eu sou uma mulher e você é um pirata, será que posso confiar em você?

 

- Tudo bem, é justo. - ele se virou para voltar a andar. - Eu aceito sua proposta, mas se você não for quem diz ser, eu cortarei seu pescoço, sem ofensas.

 

- Não se preocupe, se você tentar algo, eu farei o mesmo. - o acompanhei.

 

- Perigosa você, só precisa achar uma roupa para vestir urgentemente. - ele encarou minha nudez. - Aliás, me chamo Sasuke Uchiha.

 

- Que seja, só precisamos sair dessa ilha e achar um navio para que possamos ir para casa. - eu olhei para floresta que havia na ilha. - Fique aqui que eu resolverei isso.

 

 Andei até o monte de árvores e segui até o outro lado da ilha, deixando um moreno extremamente confuso para trás. Aquele pirata me ajudaria a completar o meu mais novo objetivo.

 

 Me vingar do responsável pela morte dos meus pais, o novo rei de Great Falls.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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