História Red Spots - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Look What You Made Me Do


Fanfic / Fanfiction Red Spots - Capítulo 1 - Look What You Made Me Do

   

O cabelo voava contra meu rosto com a força do vento fraco que soprava vagarosamente meu corpo enquanto eu observava saudosamente, mesmo que não desse para ver nem metade, aquele lugar que há tanto tempo eu sentia falta. Arrumei minha bolsa em meu ombro, ajustei os óculos escuros em meu rosto e endireitei minha postura, distribuindo, assim, todo o meu peso igualmente em minhas duas pernas. Era estranho estar de volta, e mais que isso, era estranho saber exatamente o que tinha que enfrentar, agora que, finalmente, estava de volta. Foi difícil ir embora, mas eu precisei. Foi difícil ficar longe, mas era necessário. Foi difícil, torturante e absurdamente dolorido tentar esquecê-lo e por mais que eu tivesse tentado com todas as minhas forças, eu não consegui. Ele era a parte mais importante de mim que ficou para trás, era a parte de mim que, eu sabia, jamais conseguiria esquecer ou substituir. Um amor assim não acaba do dia para a noite, e com tantas cicatrizes deixadas, eu duvidava que esse sentimento um dia desapareceria.

    Tivemos diversos altos e baixos, as brigas, desconfianças, mal-entendidos e nossos próprios gênios nos distanciaram, esfriaram com um balde de água fria, direto na minha cabeça, toda e qualquer esperança que eu tinha de termos um futuro juntos. Ele me quebrou, em diversos pedacinhos e nem se deu o trabalho de juntá-los por nós... Por mim. Depois de dois dias eu juntei tudo o que me pertencia naquela casa e não deixei um grampo sequer para trás. Guardei todas as minhas roupas e meus sentimentos em algumas malas que mandei levarem até o meu carro enquanto eu saía de cabeça erguida pela porta da frente e caminhava devagar pelo jardim principal. Daquele dia em diante jurei, a mim mesma, que nunca mais colocaria homem nenhum acima de mim. Saí de lá cantando pneus, para que todos que estavam naquela casa ouvissem que era esse o som do meu adeus, que eu estava indo embora e, dessa vez, em definitivo. Minutos depois ouvi meu celular tocar insistentemente e no visor, o nome dele clareava o interior do meu carro, respirei fundo e apertei o volante enquanto pegava a primeira rodovia que me levaria ao aeroporto. A droga do telefone não parava de tocar e infernizava meus pensamentos, suspirei e abaixei o vidro ao meu lado, jogando aquela merda pela janela, junto às explicações que eu não daria.

    Sorri fraco ao lembrar de meus últimos momentos naquela cidade que, mesmo longe, tanto me assombrava. Comecei a descer pela escada do avião e rumei para o carro que já me esperava, ao entrar, me acomodei no banco traseiro do Fisker e mandei seguir para minha casa, minha nova casa. Peguei meu celular e mandei uma mensagem curta para meu melhor amigo. “Estou de volta.” Era apenas o que dizia, não devia explicações e caso ele se interessasse saberia como entrar em contato comigo, agora que já tinha meu número novo. Caso contrário, eu não correria atrás dele e seria apenas menos um para atrapalhar os planos que eu tinha em mente para esta cidade.

    Cheguei na casa, que começaria a chamar de minha, e desci do carro sem pressa alguma, respirando o doce ar de Atlanta. Vários homens de terno preto se espalhavam pelos cantos externos da casa, tal qual no resto do quarteirão. Se tinha algo que eu aprendi a fazer enquanto estava com ele, foi que segurança nunca é demais, principalmente no meio em que eu vivo. Caminhei pela ampla entrada ouvindo o barulho de meus saltos batucarem no piso seco, subi os poucos degraus que levavam à porta de entrada onde passei sem demora. Uma linha organizada de empregados olhava apreensiva para mim, com medo de um passo em falso ou qualquer coisa do tipo. Passei por todos como se não os tivesse notado e andei em direção ao meu escritório, que sabia exatamente onde ficava.

    Ao fechar a porta atrás de mim, a tranquei e segui em direção à mesa, onde pousei minha bolsa e meus óculos de sol, dei a volta e analisei a sala ao meu redor. Tudo estava de acordo com o meu pedido, a estante de livros, conferi os dois cofres, e ambos estavam abastecidos. Olhei as gavetas do móvel de madeira batida e haviam algumas coisas ali, passei meus dedos pelos papeis até encontrar um papel de foto um pouco antigo, virei para poder olhar aquela foto mais uma vez. Era ela, Chloe.

    Perder Chloe foi a maior dor que já senti na minha vida, ela era tão pequena, tão indefesa, não tinha culpa de nada... muito menos dos meus erros do passado. Observei os pequenos olhinhos fechados na foto e a mãozinha fechada pressionada contra sua boquinha pequena. Senti uma lágrima solitária percorrer meu rosto e logo a limpei com a mão, afastando meu olhar da fotografia e correndo o olhar pelo escritório outra vez até parar na lareira acessa. Eu não podia deixar que ninguém soubesse sobre Chloe, muito menos ele... Ele jamais me perdoaria pelo o que eu fiz. Joguei a foto e em pouco tempo ela virou cinzas em meio às chamas.

    Ouvi meu celular tocar e vi que minha mensagem não tinha demorado a despertar o interesse do meu melhor amigo e sorri com isso, eu sabia que ele não perderia a oportunidade de brigar comigo por simplesmente ter sumido do mapa por anos... Atendi a ligação e ele apenas perguntou onde eu estava que ele já estava com o carro ligado pronto para me encontrar, passei o endereço e pedi que, por enquanto, guardasse segredo sobre a novidade que apenas ele sabia.

    Saí do escritório e não vi mais nenhum empregado parado no meio da sala de estar, o que me deu um peso na consciência por ter sido tão abusada ao chegar, mas eu teria tempo suficiente para arrumar isso outra hora. Subi as escadas principais e segui pelo corredor que levava aos quartos. Era uma casa absurdamente gigante para as minhas proporções, mas isso me daria tempo e opções caso eu precisasse fugir ou revidar um ataque. Entrei na suíte principal e era imensa, em cores pasteis, tudo estava perfeitamente organizado, fui até o closet e minhas malas já estavam ali, dei uma olhada no banheiro e resolvi que iria tomar um banho. Queria, com todas as minhas forças, me jogar naquela banheira e passar horas ali, mas precisava de um banho rápido, então tive que optar pelo chuveiro. Sai do banho enrolada e fui ao closet me vestir, tirei da mala apenas uma calça jeans e um moletom preto, calçando os mesmos sapatos que estava antes. Desci rapidamente até o escritório e fui em direção ao cofre que ficava escondido na parede atrás de um quadro, disquei a combinação e com um clique ele abriu, observei vagarosamente e escolhi uma pistola qualquer dentre as que tinham ali, verifiquei se estava destravada e coloquei na parte traseira do jeans, como um costume que eu havia adquirido. Voltei a passos largos para o quarto e penteei meu cabelo enquanto esperava que o imprestável chegasse, mas ele estava demorando o dobro do que eu me lembrava. Rumei para a sacada do quarto, onde as cortinas balançavam conforme a força do vento, atravessei e me debrucei sobre a grade. Fiquei por um tempo ali até o barulho de um freio brusco invadir meus ouvidos, olhei para baixo sem preocupação alguma e vi a Ferrari 599 Asanti amarela que me encheu os olhos de alegria. Os seguranças do portão apontaram as armas e ele desceu do carro com os braços para cima, mostrando estar desarmado, o que eu duvidava muito. Ele apontou para mim com a cabeça e um dos seguranças olhou para mim e eu assenti positivamente para que abrissem o portão. Alguns segundos depois a Ferrari estava estacionada no meio do meu jardim e ele saía do carro com um sorriso maroto no rosto.

    Assim que ele olhou para mim lá de baixo e soltou uma gargalhada eu sabia que, eu colocaria Atlanta abaixo se fosse necessário para me vingar de todos aqueles que mexeram comigo. Eu atearia fogo naquela cidade de merda, colocaria uma bala na cabeça de cada imbecil que se metesse no meu caminho e destruiria de uma vez por todas, aquela que destruiu tudo o que eu tinha sem pensar duas vezes.

   Meu nome é Stephanie Morittz e é assim que eu vou reescrever a minha história.



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