História Red Spots - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - New Rules


Jake’s point of view

     Faziam seis anos que ela tinha ido embora e mesmo com tanto tempo, eu ainda não havia aprendido a lidar com a falta que ela fazia na minha vida. Não me entenda mal, eu jamais imaginaria que sentiria saudades da maneira que eu sinto, para mim Stephanie era apenas o meu sexo garantido, mas tudo mudou no momento em que a perdi.

     Acontece, que só depois de vê-la ir embora é que eu percebi o quanto gostava dela, o quanto ela me fazia bem e o quanto eu era viciado no perfume daquela garota marrenta que me afrontava todos os dias. De lá pra cá tive casos com várias mulheres diferentes, mas nenhuma delas conseguia me satisfazer por tempo suficiente, nenhuma delas conseguia ser mais do que algumas noites para mim e eu estava bem com isso.

     Mas isso mudou um pouco no final do último ano quando resolvi aceitar de vez a Georgina na minha vida. Quer dizer, ela sempre estava por perto e cresceu junto a mim e aos garotos, me conhecia melhor que muita gente e sempre esteve do meu lado independente de tudo, por qual razão não dar uma chance para ela? Mas não era como se tivéssemos um relacionamento ou algo do tipo, a gente transa de vez em quando e algumas noites ela dorme por aqui, mas nunca na minha cama. Nunca no lugar de Steph.

     Depois que ela se foi, eu nunca mais fui o mesmo. Comecei a ser muito menos paciente nos meus negócios e muito mais frio na hora de dar cabo de alguém. Tortura foi algo que comecei a fazer apenas por diversão, assim, fiquei mais temido do que já era antes. Voltei a me drogar com mais frequência que antes, e bebia mais que o normal. Eu honestamente não me importava com mais nada. Mandei minha mãe para morar no Canadá e cortei qualquer tipo de relações com todos os meus familiares, ninguém precisava ver ou saber do cara que eu havia me tornado após descobrir que perdi a única mulher que amei.

     Amei... Ainda amo. E ela nunca soube, porque eu sempre fui um covarde com relação aos meus sentimentos e nunca disse nada para ela. Ela foi embora sem saber que eu a amava. Também não tinha como saber, eu só me dei conta quando percebi que realmente tinha a perdido.

- Fala Jake. – Tyler interrompeu meus pensamentos entrando no escritório, levantei a cabeça e assenti para que ele continuasse falando, no entanto quem continuou foi Chaz.

- Temos uma má notícia para te dar cara.

- Mais uma? – Era incrível o número de notícias ruins que eu recebia nos últimos dias.

- Na verdade são duas. – Connor foi o último a entrar e fechou a porta do escritório atrás de si.

- Ótimo então – Ironizei e vi cada um deles sentando nas cadeiras e no sofá que tinha ali.

- As nossas cargas de Dama Branca que estavam saindo de Atlanta para abastecer Nashville, como seu cliente pediu, foram interceptadas e roubadas. – Contou Chaz.

- Os motoristas foram encontrados mortos no meio da estrada, ao amanhecer, aparentemente morreram de hemorragia ao terem os olhos removidos. – Continuou Connor fazendo uma careta de horror.

- Caralho. – Disse baixo e soquei a mesa de mogno que estava à minha frente. – O que mais vocês têm para me contar?

- O carregamento que estava chegando para a gente, essa madrugada, chegou. Mas os caminhões chegaram completamente vazios. Fizeram uma limpa e não deixaram nem poeira. – Tyler disse enquanto cutucava o joelho com a chave do carro.

     Fazia um certo tempo que essas merdas não aconteciam. Eu sempre fui o topo do tráfico em Atlanta e consequentemente, era respeitado e temido em todo o país. Principalmente depois que a perdi. Aumentei meu império e fornecia e recebia cargas imensas de drogas todos os meses, o que me dava um lucro absurdo. Fora os roubos que eu fazia vez ou outra aos grandes bancos e os lucros das boates. Para mim, nunca era suficiente. Todo mundo que me conhecia, sabia o que eu fazia, mas com um pouco de sorte e suborno, nunca tive que me preocupar com polícia, por isso minhas cargas entravam e saíam sem problema algum causado por intervenção dos tiras. Em alguns pontos, eles faziam vista grossa. Entretanto, desde o ano passado tem um engraçadinho se metendo nos meus esquemas. Ele intercepta uns, rouba outros, mata meus homens e eu até hoje não consegui fazer nada por não saber de quem se trata. Mas quando eu pegar o filho da puta que vem atrapalhando meu comércio com os melhores investidores, eu não terei pena nem da mãe do desgraçado.

    Eu, Chaz, Tyler e Connor éramos amigos desde crianças, convivíamos juntos desde então e até hoje é assim. Quando resolvi entrar para esse meio, eles não hesitaram em me acompanhar e apoiar, por isso que estamos juntos desde então e somos um o suporte do outro. Motivos pelos quais ninguém nunca chegou aos nossos pés. Eu sempre fui o cabeça de tudo, sei reconhecer quando o negócio é uma furada ou não, além de ser ótimo em extrair informações e ajudar nos roubos. Tyler sempre foi o carrasco, ninguém tortura um ser humano como ele, além de sempre me salvar quando calculo uma fuga errada. Connor cuidava pessoalmente dos contrabandos, lidando com outras pessoas para que eu não tenha que dar as caras para tudo. Chaz era fera em tecnologia e estava sempre metido em descobrir senhas, hackear computadores, interceptar mensagens, clonar celulares e rastrear qualquer pessoa, mas se engana muito quem pensa que ele só serve para coisas de nerd e ficar trancado no galpão. Chaz é muito ágil e tem uma mira perfeita, ninguém é melhor que ele para um tiro à longa distância.

     Tenho muita sorte de ter cada um desses babacas comigo, só assim somos suficientes para que ninguém se meta em nossos negócios, bom... Até agora.

- Alguma pista de quem seja? – Perguntei, mesmo que já imaginasse a resposta.

-Nada cara – Respondeu Connor – Você sabe que a gente, mais do que ninguém, quer pegar esse idiota e acabar com essa palhaçada. Mas o trabalho é praticamente perfeito, nada nunca é deixado para trás.

- Mas nada é perfeito droga. – Alterei meu tom de voz – Tem que ter um erro, tem que ter alguma merda que nos leve até esse engraçadinho.

- Infelizmente, até agora não temos nada. – Disse Tyler antes de tomar uma dose de whisky.

    Chaz que estava prestando atenção na conversa, recebeu uma mensagem no celular que o fez arregalar os olhos e pular do sofá quase que imediatamente, derrubando o copo da mão de Tyler.

- Ta doido Chaz? Que porra é essa? – Indagou com raiva

- Foi mal Tyler – Ele disse meio atordoado com a cara na merda do telefone.

- Aconteceu alguma coisa? – Perguntei apenas por força do hábito, não era como se eu me importasse com o que acontecia com ele o tempo todo.

- Sim – Ele disse rapidamente e logo se corrigiu. – N-Não, nada de importante, eu acho, eu não sei... Gente preciso ir, depois falo com vocês.

     Chaz colocou o celular no ouvido após apertar alguns números e saiu igual um furacão pela porta, com certeza trombando com Dorothea no corredor, pois ouvi seus gritos e o barulho de uma bandeja caindo no chão, seguidas das desculpas sem sentido de Chaz e seus passos apertados até a porta da frente. Ouvi o cantar de pneus alguns segundos depois e ele já tinha ido. Balancei a cabeça negativamente com a atitude dele e voltei a encarar os caras que restavam no meu escritório.

     Tyler estava se servindo de mais uma dose e Connor estava checando alguma coisa no celular, revirei os olhos e chamei a atenção dos dois babacas ali sentados.

- O que foi? – Connor perguntou um tempo depois.

- Vocês têm mais alguma coisa para mim?

- Não que eu saiba. – Disse Tyler

- Inclusive – Interrompeu Connor – Temos que ir ao galpão para separar as cargas que vão sair no final do mês. A gente te vê depois Jake.

     Tyler reclamou e virou a dose de uma vez só, levantou e depois de ter acenado com a mão, saiu seguido por Connor que apenas acenou com a cabeça e logo saiu da sala também. Respirei fundo e joguei um copo na parede.

     Era irritante ser impotente com relação ao roubo das minhas cargas, ninguém foi tão perfeito para tentar me derrubar e era isso que me preocupava, se eu não sabia quem era, como podia me defender ou até mesmo revidar? Era completamente frustrante isso. Fui até o armário e tirei de lá um pacotinho de pó, o organizando em carreirinhas sob a mesa de mogno. Em pouco tempo já tinha aspirado tudo e estava preparando mais, após tomar duas doses de whisky.

 

Stephanie’s point of view

 

- VOCÊ O QUÊ? – Ele gritou, me fazendo levar as mãos às orelhas reclamando do barulho.

- Cala a boca pelo amor de Deus, e se não puder calar a porra da boca, pelo menos fale mais baixo, além de eu não ser surda, estou bem do seu lado.

     Ele revirou os olhos e negou com a cabeça me olhando, ainda, incrédulo.

- Eu não acredito que você está fazendo isso Stephanie, você sabe que isso é uma missão suicida, não é?

- Não Chaz – O repreendi já cansada daquela ladainha. – Não é uma missão suicida porque eu sei muito bem o que fazer e como fazer para acabar com a festinha do Jake.

- E o que você tem feito com as cargas que roubou dele?

- Umas eu vendi, outras eu joguei no mar, umas poucas eu toquei fogo... – Disse olhando para minhas unhas perfeitamente pintadas.

- VOCÊ JOGOU NO MAR? TOCOU FOGO? Stephanie caralho, você jogou milhões de dólares no mar? Você enlouqueceu?

- Aí Chaz não enche o meu saco beleza? Não foi para isso que você veio aqui, foi? Porque se foi, você sabe onde fica a porta de saída, pode dar o fora daqui antes que eu mande virem te tirar.

- Claro que não foi para isso que eu vim aqui Steph, eu vim porque passei seis anos longe da minha melhor amiga e quando você me mandou a mensagem eu quase surtei e vim o mais rápido que pude. – Ele disse abaixando o tom de voz. – Mas acabei de saber que a minha melhor amiga está confrontando o meu melhor amigo, e os nossos negócios. Ele está fumaçando para te pegar... Se eu fosse você tomava cuidado com isso.

- Jake não me assusta mais Chaz, ele mandou muita gente atrás de mim, e nunca me achou, porque eu teria medo dele?

- Porque ele mudou muito desde que... Você sabe, desde que você foi embora.

- Que bom, porque eu também mudei muito, e nunca mais ele vai pisar em mim novamente.

     Quando conheci Jake, acabei conhecendo Chaz também. Dos três amigos de Jake, ele foi o único ao qual me apeguei sem medo algum desde o primeiro dia em que nos conhecemos. Chaz sempre se preocupou comigo, e sempre esteve presente para me ajudar em toda e qualquer situação. Dos meninos, ele era o que menos bebia e raramente se drogava, o que fez com que nos aproximássemos, porque eu odiava quando Jake se drogava, principalmente porque ele ficava muito agressivo, em especial, comigo. Perdi as contas de quantas vezes Chaz dormiu no meu quarto para que me ajudasse caso Jake viesse mexer comigo sob o efeito de drogas ou álcool. Nunca tivemos mais que sentimentos de amizade um pelo outro, ele era como o irmão mais velho que eu nunca tive, e era muito grata e sortuda por tê-lo comigo. Quando tive que fugir de Atlanta, ele foi o único que quase me fez ficar, por ele quase permaneci aqui, mas seria um erro maior do que ter partido de uma vez.

- Você vem fazendo isso sozinha? – Ele perguntou baixo.

- Não, tive ajuda de outra pessoa.

- Quem?

- Não te interessa bobinho. – Levantei e baguncei seu cabelo enquanto ele bufava. – Me dá teu celular.

- Para quê você quer meu celular?

- Anda Chaz!

     Ele me entregou o telefone e eu fui direto para a lista de contatos e desci o dedo até achar o J. Anotei o número de Jake no meu celular e salvei, jogando o do Chaz de volta para ele que o pegou no ar. Ele já sabia que eu ia aprontar e começou a balançar negativamente a cabeça.

- Não se mete com o Jake, Stephanie. Você o conhece, sabe do que ele é capaz e ele não vai desistir enquanto não te pegar.

- Chega Chaz! – Exclamei exasperada. – Eu sei que eu também estou mexendo com você fazendo isso, entendo sua lealdade para com ele e peço por favor que não conte nada disso para ninguém.

- Nem sobre você estar de volta?

- Sobre nada, eu quero ver a cara dele quando descobrir que eu estou aqui e que dessa vez eu não tenho medo dele.

- Você sabe... Ele é perigoso.

- É porque você ainda não sabe do que eu sou capaz, meu querido Chaz.

     Peguei meu celular e comecei a digitar uma mensagem curta, porém, longa o suficiente para que não restassem dúvidas ou segundas interpretações. Com um sorriso nos lábios, apertei o botão de enviar e sorri abertamente para o meu melhor amigo sentado à minha frente.

- Está na hora de Atlanta funcionar por novas regras, um novo chefe chegou na cidade.

     Ele apenas riu fraco e negou com a cabeça, me levantei e fui abraça-lo com toda a força e saudade que eu tinha guardada em mim, ele me levantou a poucos centímetros do chão e afagou minha cabeça.

- Senti sua falta Steph.

- Eu também.

 

Jake’s point of view 

 

    Estava completamente alterado pelas drogas e álcool que corriam minhas veias, estava deitado sem camisa no sofá olhando para lugar algum em específico quando ouvi o alerta de mensagens do celular. Levantei com dificuldade e revirei todos os papeis que estavam em cima da mesa até encontrar aquela merda. Com certeza era um dos meninos me dando noticias sobre as cargas do galpão. No entanto, a mensagem vinha de um número desconhecido, intrigado, abri.

“Não se preocupe, suas cargas estão seguras comigo, gostou do presente que deixei em agradecimento por tudo? Foi uma pena ter que matá-los já que eles foram tão fieis... À mim. Se cuida Evans, estou mais perto do que você imagina.”

     Joguei o celular na parede e o vi virar um amontoado de vidros no chão, assim como três garrafas de bebidas que encontrei pela frente. Derrubei tudo o que tinha na mesa e chutei a mesma. Estava descontrolado, completamente irado, a raiva corria por minhas veias como há muito não sentia. Mas não ia ficar assim, eu iria me vingar e seria espetacular, ninguém provoca a ira de Jake Evans e fica por isso mesmo. Eu sentia meu sangue ferver e tinha certeza que acabaria com o filho da puta quando pusesse minhas mãos nele. Ele não perde por esperar! 

 

 

 



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