História Red Spots - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Ready for it?


Stephanie’s point of view

 

     Acordei com a claridade adentrando o quarto à medida que o dia ia clareando lá fora, por um momento esqueci onde estava e me permiti sorrir, mas não durou muito tempo... Assim que lembrei que estava em Atlanta tratei de fechar a cara e levantar logo daquela cama, tinha muito o que fazer. Entrei no banheiro e tomei uma ducha rápida, saindo enrolada em uma toalha e com oura nas mãos secando meu cabelo molhado. Entrei no closet e analisei o perfeito trabalho que havia feito noite passada após Chaz ir embora, todo o closet estava organizado da maneira que eu queria. Não ia fazer muita coisa hoje, pois ninguém sabia que eu estava aqui, precisava ficar em casa pelo menos por enquanto. Só a ideia de ficar presa em uma casa me lembrava da minha realidade de anos atrás e me fazia bufar de raiva.

     Toda vez que Jake ia para alguma festa ele me deixava em casa, muitas vezes trancada no quarto para que eu não saísse de casa e muito menos desse de cara com as vadias que ele trazia para nossa casa. “Nossa casa”, era o termo que ele sempre usava para me trazer de volta toda vez que eu me cansava das palhaçadas dele e ia embora. Ele vinha me ver e falava que não aguentava mais de saudades minhas, nós transávamos e no final ele sempre conseguia me levar de volta, independente das merdas que ele tivesse aprontado antes, eu sempre achei que ele poderia mudar. Mas eu sempre estive errada quanto a isso. Jake nunca mudaria, ao menos, nunca por mim.

     Vesti uma calça de moletom cinza que marcava o meu quadril e um top preto de alcinhas, deixei meus cabelos molhados e desci as escadas calçando chinelos de dedo, passei pelo corredor do escritório e fui direto para a cozinha onde encontrei Amber despreocupada comendo uma salada de frutas. Ela vestia roupas de academia e eu podia jurar que ela tinha acordado há muito tempo e já tinha até corrido em volta do quarteirão depois de malhar.

- Bom dia Am. – Disse me sentando à mesa ao lado dela.

- Quase boa tarde né Steph. – Ela debochou e me mandou um sorriso sacana.

- Me poupe e me passa o leite.

     Amber era minha melhor amiga. A conheci um tempo depois que fugi de Atlanta e fui me esconder na Holanda, nos conhecemos em um café onde partilhamos um muffin e nossas histórias. Ela me ofereceu um lugar para ficar e eu aceitei sem pensar muito. Ninguém, fora Chaz, havia sido tão prestativo comigo dessa maneira, eu não poderia deixar que ela saísse de minha vida após pagar a conta. Fomos até a sua casa e era muito bonita, não chegava aos pés das mansões de Jake e seus amigos, mas tinha aspecto de casa, cheiro de casa... Sentimento de um lar de verdade. Ela perguntou se eu tinha um lugar para ficar e acabei tendo que contar que não sabia o que iria fazer da minha vida em um país diferente e sem ter rumo algum, ela disse que não havia problemas, pois a partir daquele dia, moraríamos juntas. Ela disse que continuaria pagando as contas sozinha, até que eu arrumasse um emprego. Não demorou muito para que eu descobrisse que Amber pagava as contas vendendo seu corpinho, algo que ela não se orgulhava, mas se não o fizesse não pagaria as contas da casa, muito menos os custos da faculdade de administração que ela já estava fazendo há uns anos. Pela minha condição física, eu não podia e nem queria me envolver no mesmo ramo que ela, por isso acabei arrumando um emprego no café em que nos conhecemos. Eu trabalhava a tarde toda e um pedaço da noite, quando chegava em casa, ela já estava saindo. Amber também foi a porta de entrada para minha vida no tráfico. Ela conhecia pessoas, que conheciam outras pessoas. Depois do pior dia da minha vida, que ocorreu na Holanda, ela me apresentou à umas pessoas que me ajudariam a chegar no patamar que estou hoje. A fome de vingança que eu tinha, e ainda tenho, era tão grande que me fez quase morrer várias vezes, sorte a minha que eu sempre fui muito esperta e sabia me virar fácil com uma arma.

     Com a faculdade finalizada de Amber e minha entrada no tráfico, os lucros foram aumentando e em pouco tempo nos mudamos daquele lugar que me trazia tantas memórias horríveis. Compramos uma casa maior, de onde começamos a organizar nossa vinda para Atlanta. Depois de construirmos um império razoável, eu comprei a boate que ela antes trabalhava e comecei a receber cada vez mais lucros. Ela veio para Atlanta primeiro e escolheu a casa, tal como arrumou tudo que precisávamos aqui dentro, como homens de confiança e resolveu tudo para que eu pudesse vir em total segurança e sigilo para cá. Motivo pelo qual Jake jamais conseguiu fazer com que Chaz me rastreasse por perto, tudo por aqui era no nome de Amber.

- Teve notícias do Tristan? – Ela perguntou enquanto eu colocava leite nos meus cereais.

- Não, mas ele não vai demorar muito para dar as caras.

     Tristan foi a porta de entrada para minha volta à Atlanta. Digamos que ele nutre o mesmo sentimento de revanche contra o Jake. Tristan e Jake se odeiam desde que entraram nesse ramo, porque Jake sempre pegava as mulheres do Tristan só para mostrar que podia até que ele começou a atrapalhar os negócios de Jake, que foi mais ou menos quando eu cheguei. Jake atribuiu uma possessão absurda sobre mim e surtava só em pensar que eu poderia chegar perto de Tristan. Uma vez tivemos que trabalhar todos juntos para que Tristan não desconfiasse que os garotos iriam passar a perna nele assinando com o maior comprador que ele tinha. Como ele não me conhecia, os meninos sugeriram que eu me envolvesse com ele até que a negociação estivesse completamente fechada. Tive que passar mais ou menos uma semana com Tristan o que deixou Jake maluco e consequentemente, Chaz nervoso com medo que alguma besteira acontecesse.

     Quando procurei contato com Tristan, disse a ele que dessa vez queria acabar com o Evans e que ele era o único que poderia me ajudar. Ele, claro, não pensou duas vezes antes de aceitar minha proposta e me auxiliar a me reestabelecer em Atlanta antes mesmo de chegar aqui. Apesar dos grandes esforços dele, nossa relação era profissional, mas vez ou outra ele conseguia com muito custo, ou bebidas, me levar para a cama. Mas nada passaria disso, porque eu jamais esqueci que ele tentou me atropelar para se vingar de Jake por ter roubado seu mais importante investidor.

      Eu e Am terminamos de comer e eu segui em silêncio para o escritório, sentei-me atrás da mesa de madeira e liguei o computador verificando em seguida umas estatísticas da boate da Holanda, tal como de outros lugares que eu também coordenava. Até que Amber entrou e se sentou à minha frente com uma pasta em mãos.

- Pega. – Ela jogou a pasta na mesa e se encostou na cadeira, sentando de forma mais confortável.

- O que é isso? – Disse sem dar muita importância e nem desviar o olhar do computador.

- São as coordenadas de onde esconderam as últimas cargas que roubamos do Jake. – Ela falou checando se tinha alguma ponta dupla no seu cabelo perfeitamente organizado.

- Ótimo. – Disse me animando pela primeira vez aquela manhã e segurando a pasta entre meus dedos. – Isso sim me faz feliz.

- Eu ainda não entendo o motivo disso.

- Da felicidade em fuder com os esquemas do Evans?

- Não. – Ela me encarou. – O motivo pelo qual você rouba as cargas do Jake é fuder com ele, mas porque você mesma não vende e trafica essas cargas e ainda ganha dinheiro nas costas dele?

- Porque eu não quero nada que venha dele Am, eu quero fuder com esse otário sim, mas também quero provar para ele que sempre esteve errado, que eu nunca precisei e jamais irei precisar de um centavo que vem desse idiota.

- Tudo bem. – Ela desistiu. – Se você se sente melhor assim.

     Ouvi uma batida na porta e antes que eu pudesse dar uma resposta bem malcriada para Amber, ela foi aberta e um dos empregados me informou que tinha um rapaz que queria falar comigo, pensei que pudesse ser Chaz, mas esse horário ele provavelmente estava no galpão, com os outros caras planejando alguma coisa. Fui informada segundos depois que o nome do rapaz que esperava era Tristan Campbell. Autorizei a entrada dele e fiquei ali esperando que ele entrasse, o que não demorou muito. Duas batidas de leve na porta e ele já estava entrando.

- Como vai minha foragida preferida? – Ele brincou fechando a porta atrás de si.

- Como se você tivesse muitas foragidas ou muitas mulheres de qualquer espécie que aceitam ficar perto de você, para ter o prazer de eleger uma favorita. – Amber disse revirando os olhos.

- Cuidado com a boca, projeto de prostituta. – Ela revirou os olhos.

- Gente, sem brigas logo cedo, por favor! – Pedi.

- Te vejo depois Steph. – Amber levantou e saiu da sala depois de dar um tapa na cara de Tristan que tentou apalpar sua bunda.

- Vadia. – Ele reclamou.

     Os dois não se suportavam, porque Amber achava que eu dava muita liberdade para um “traficantezinho de merda” que ela costumava dizer e Tristan costumava dizer que Amber era o empecilho no meio de nossos caminhos para tudo que ele tinha em mente. Obviamente eu escutava mais os conselhos de Amber que os de Tristan.

- O que te traz aqui Tris? – Perguntei querendo ir logo ao ponto.

- Acordei hoje de manhã – Ele começou enquanto se sentava na cadeira onde antes estava Amber e colocou as pernas em cima da mesa, revirei os olhos e esperei que ele continuasse. – E encontrei uns de meus homens mortos e um bilhetinho do seu namoradinho.

     Ele se referia à Jake como meu namoradinho, mesmo sabendo o quanto isso me irritava. Jogou um papel em cima do meu computador e eu o olhei com desdém. Tristan não era o tipo de cara que levava desaforo para casa, eu não entendia o motivo desse escarcéu, no entanto, resolvi ler.

Saia do meu caminho enquanto é cedo Campbell, ou vou fazer muito mais do que só matar meia dúzia de idiotas que trabalham para você.

Jake Evans

    

     Olhei de soslaio para Tristan ao amassar o papel e jogá-lo na direção dele. Ele olhou para mim sem entender nada e se aproximou do meu rosto.

- Tá de brincadeira comigo fugitiva?

- Eu não, mas você está? Eu estou pouco me fodendo para o que acontece com seus homens Tristan, pouco me importa se Jake mandou matar um ou cem. Não me atinge, não me importo, é simples!

- Mas estamos juntos nessa.

- Ele nem sabe que eu estou por perto e nem sequer imagina que estou roubando suas cargas e azedando seus esquemas com os maiores investidores. Por que eu teria que me preocupar?

- Porque temos um trato e se bem me lembro, combinamos que assim que ele começasse a me ameaçar, você daria as caras para acalmar os ânimos do seu namoradinho.

- Eu já te disse um milhão de vezes. – Trinquei os dentes. – Ele NÃO é nada meu, muito menos meu namorado.

- Mas concorda que combinamos, não é?

- Sim. – Bufei em resposta.

 

Jake’s point of view

 

     Acordei de bom humor depois de ter mandado um presente para a casa do Tristan Campbell. Se ele achava que eu não ia descobrir que ele estava fazendo a festa com minhas cargas, ele estava muito enganado. Me espreguicei e percebi que não estava no meu quarto quando senti um corpo ao meu lado, olhei devagar e Georgina dormia tranquilamente, coberta apenas com o edredom. Sorri de lado lembrando da noite passada.

     Estava drogado e tinha acabado de mandar Tyler dar cabo de uma boa quantidade de homens do Tristan quando Georgina entrou só de lingerie no meu escritório, obviamente eu fiquei maluco. Lembrava de poucas coisas, eram como flashes e pouco me importava também, não era como se eu tivesse dito que a amava ou coisa parecida e ao longo dos anos, ela aprendeu a ignorar quando eu chamava por Steph vez ou outra.

     Lembrei rapidamente que ela me carregou até o meu quarto e me deitou na minha cama, quando começou a subir na cama, eu a empurrei e ela caiu no chão. Ela tentava, sempre, transar comigo no meu quarto, mas eu nunca deixei. Eu não permitiria que mulher alguma se deitasse no lugar que costumava ser de Steph. Levantei devagar para não acordar a garota que dormia ao meu lado e catei minhas roupas, vestindo-as antes de sair do quarto e ir em direção ao meu. Não fiz questão de olhar para a minha cama, me pouparia, pelo menos por enquanto, de lembrar do que eu queria tanto esquecer.

      Entrei no banheiro e tomei uma ducha bem gelada para acordar e para tentar clarear meus pensamentos, obviamente, não deu muito certo. Saí do banheiro vestindo uma boxer preta e com uma bermuda na mão, que vesti logo em seguida. Olhei para minha cama perfeitamente arrumada e senti minha cabeça pesar.

      Em momentos assim, costumava encontrar Stephanie deitada ali, dormindo serenamente, fingindo que não sabia onde eu havia passado a noite. Eu me deitava ao lado dela e puxava seu corpo para perto do meu, a êxtase que percorria meu corpo naqueles momentos era maior que os orgasmos que eu tivesse tido durante a madrugada, enquanto ela me esperava em nossa cama.

     Stephanie chegou em um momento em que tudo o que eu não queria era me apegar a alguém, acontece que eu não consegui aplicar isso à ela. Me apeguei, de uma maneira intensa e feroz, de uma maneira que jamais havia sentido antes e não queria, de maneira alguma, aceitar isso. Por isso dormia com mais de duas mulheres em algumas noites, buscava Georgina para transarmos no escritório, na sala ou no quarto de hóspedes. Eu fazia tudo, menos aceitar que estava apaixonado por aquela garota marrenta que me enfrentava e ameaçava me matar.

     Lembro-me bem de quando eu dizia que iria sair, entrava no banheiro e quando saía ela estava de lingerie na cama e me fazia desistir em dois tempos de fazer qualquer coisa naquela noite que não fosse ficar com ela. Quando eu conseguia sair, ela geralmente aparecia nas boates de forma provocante e me fazia desistir de qualquer transa casual para leva-la para a minha cama. Depois de um tempo, com intuito de esconder cada vez mais o que sentia, comecei a trancá-la no quarto, para poder tentar tirar minha cabeça dela, mas nunca funcionava. Eu jamais admiti nada disso, talvez, por causa disso eu tenha a perdido.

      Olhei para o criado-mudo e a aliança que ela havia deixado estava no mesmo lugar de sempre. Comprei para ela, mas jamais usava a minha, enquanto ela usava a dela todos os dias, sem falta ou desculpa.

     Posso dizer que depois de tê-la perdido, eu mudei e faria qualquer coisa para ter a minha mulher de novo. Faria qualquer coisa para sentir seu corpo colado ao meu durante a noite toda e não apenas algumas poucas horas como antigamente acontecia. Eu faria qualquer coisa para ter Stephanie comigo, e jamais deixaria ela ir embora novamente.

     Balancei a cabeça tirando aqueles pensamentos de lá e voltei ao quarto onde Georgina estava. Eu precisava me redimir por sempre tratá-la como lixo que estava ali somente para satisfazer minhas necessidades carnais. Ela apertou os olhos e em seguida os abriu, sorrindo ao me ver ao seu lado.

- Uau – Ela disse. – Você ao meu lado quando eu acordo, isso é uma novidade.

     Ri fraco e assenti com a cabeça, desviando o olhar.

- Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou se sentando.

- Nada especial

- Então?

- Queria me desculpar por ser um babaca as vezes.

- Tudo bem, não se preocupa com isso, é seu jeito e você não muda mesmo, não é?

- Queria te recompensar de alguma forma.

- O que você está pensando?

- Amanhã é dia de ir na boate com os meninos dar uma olhada, quer ir com a gente? – Perguntei meio sem graça enquanto coçava a cabeça.

 

Stephanie’s point of view

 

- Pois eu acho bom você colocar essa sua cabecinha para funcionar, caso contrário, eu vou esquecer que te conheço e você vai começar a se virar sozinha. – Tristan debochou.

- Eu não preciso de você para nada.

- Será que não?

     Ele sorriu, se levantou e saiu. Sínico! Joguei a primeira coisa que vi tentando atingi-lo, mas ele já tinha fechado a porra da porta. Tristan conseguia me irritar como nenhum outro ser humano já havia tentado. Eu o odiava, mas infelizmente precisava dele, pelo menos, por enquanto.

     Abaixei a cabeça e a coloquei entre minhas mãos segurando um grito de ódio que queria soltar, mas não seria fraca. Mal tinha voltado à aquela cidade maldita e já estava cheia de problemas, será que nada saía de acordo como eu planejava? Ficava feliz pela lealdade de Chaz, que não disse nada do que descobriu para nenhum dos seus amigos, principalmente para Jake. Mas isso também me causava um ódio absurdo de mim mesma por essa parte do acordo com Tristan.

     Se me recordava dos termos, combinamos que, para que Jake não descubra que sou eu quem está por trás dos esquemas, eu teria que aparecer em público, com Tristan, como um casal. Com muita sorte, a notícia chegaria até o alvo desejado, mas eu não pretendia contar com a sorte.

     Mandei uma mensagem para Chaz dizendo que eu queria sair na próxima noite, e precisava não cruzar com Jake onde eu fosse passar. Chaz me passou o nome da boate que ele geralmente fica com os garotos e eu anotei o nome e endereço, disse a ele que não chegaria nem perto, mas não era exatamente o que iria acontecer. Agradeci pela informação e em seguida mandei uma mensagem de texto para Tristan informando o horário que ele deveria passar na minha casa para me buscar, se fosse para fingir ser um casal, que fosse de verdade, não é mesmo?

      Saí do escritório e subi até o meu quarto, me joguei na cama após fechar as cortinas, desejando não ter acordado naquele dia ou ao menos não acordar no dia seguinte, mas logo tirei isso de minha cabeça. Ele me fez sofrer como ninguém no mundo, ele merecia tudo que eu ia fazer com ele e isso, ah isso não era nem o começo do que eu tinha em mente.

 



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