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História Red String (Yoonseok) - Capítulo 10


Escrita por: e Watermelon_Pie


Capítulo 10 - Forest.


Fanfic / Fanfiction Red String (Yoonseok) - Capítulo 10 - Forest.

Finalmente, era sábado. Yoongi se levantou da cama em um pulo e correu até o banheiro aonde tomou um banho frio para aumentar sua energia e refrescar seu corpo. Lavou bem os cabelos negros e começou a secar os mesmos assim que voltou para o quarto. Depois foi procurar suas roupas.

Vestiu uma jeans rasgada azul clara e uma camiseta branca com o desenho de uma máquina de escrever retrô na frente. Enfiou a barra da camiseta larga por dentro da calça e então passou um cinto no cós da mesma, antes de calçar um par de tênis vermelhos e passar um pouco de perfume em algumas partes do corpo.

Yoongi sorriu ao se olhar no espelho. Fazia muito tempo que não se arrumava daquele jeito e por mais surpreendente que fosse, estava se sentindo bem consigo mesmo.

O pálido guardou o celular dentro do bolso de sua calça e foi até o andar de baixo para tomar café.

— Vai sair para um encontro? — Jihoon perguntou malicioso, como sempre.

— Vou sair com um amigo. — Yoongi o corrigiu e viu o garoto cuspir todo a café de sua boca, recebendo um olhar de reprovação da mãe.

— VOCÊ TEM UM AMIGO?

— Jihoon, por Deus. Coma. — Chaelin suspirou.

Yoongi só fez rir e começou a comer.

— Suas panquecas estão maravilhosas, noona.

{...}

— Woah! Você está tão lindo, Yoongi-ah!

Disse um Hoseok sorridente enquanto se aproximava do mais velho.

O menor trajava uma camiseta extremamente larga com listras grandes em preto e amarelo, um falso colarinho branco por cima da gola da camiseta, um short cinza escuro apertado que cobria apenas suas coxas, um par de meias brancas até as canelas e um par de tênis brancos.

Estava adorável. Carregava uma mochila nas costas.

— Você está muito fofo, dongsaeng. — o Min elogiou e se levantou do banco de madeira, franzindo o cenho confuso. — Porque a mochila?

— Trouxe algumas coisinhas. — disse animado, apontando para um barzinho pequeno e amarelo que ficava na frente da praça. — Você bebe?

— Um pouco de álcool de vez em nunca não mata, né? — Yoongi deu de ombros fazendo o menor sorrir alto.

Os dois foram comprar suas bebidas e então começaram a caminhar. Yoongi apenas seguia os passos do Jung, e não fazia ideia de onde estavam indo.

— Então, Hobi. — o mais novo sorriu ao ouvir seu apelido. — Não vai mesmo me dizer aonde estamos indo?

— Daqui alguns minutos estaremos lá, e aí eu não vou precisar te dizer para onde estamos indo. — Hoseok disse e bebeu um gole de sua garrafa de soju de pêssego.

Yoongi havia optado por um soju de maçã verde, este costumava ser o único tipo de álcool que o pálido consumia, uma vez que sabia do poder da bebida alcoólica sobre as pessoas.

Seu pai costumava transformar cinco copos de cachaça pura em cinco horas de humilhação e agressão doméstica contra sua mãe. E foi a partir daquilo que Yoongi percebeu que deveria ser cuidadoso com o álcool.

— Aqui estamos. — Hoseok disse sorridente e Yoongi parou de remexer sua garrafa de soju para levantar o rosto e se deparar com uma floresta. Só naquele momento fora capaz de perceber que estavam no acostamento da estrada única que levava os mais sortudos para longe daquela cidadezinha que parecia ter sido esquecida pelo resto do mundo.

— Essa floresta... — Yoongi fechou os olhos com força e sentiu a brisa calma bater contra o seu rosto. Sorriu sereno. — Eu costumava brincar aqui com o meu primo quando ele ainda estava aprendendo a andar. Faz tanto tempo que não venho até aqui.

— Esse lugar é incrível. Desde que eu me mudei para cá, estive vindo aqui de vez em quando. Essa floresta me inspira. Eu venho aqui para ler e desenhar, às vezes, mas na maioria do tempo que eu fico aqui eu só escuto música.

— É um lugar especial para nós dois, então. 

Se entreolharam e sorriram, antes de entrar na floresta e começarem a caminhar sobre o chão revestido em folhas secas de Outono. Hoseok bebeu mais um pouco de seu soju e apontou para um espaço aberto em meio a uma clareira. Eles se sentaram ali debaixo da luz do sol e Hoseok começou a tirar algumas coisas de sua mochila.

Pegou um rádio de tamanho médio, alguns CDs e um pacotinho com biscoitos que ele mesmo havia feito. Entregou os biscoitos ao mais velho que sorriu alegre e começou a comer assim que os pegou.

— Eu adoro os seus biscoitos, dongsaeng! Se continuar me mimando assim, eu vou querer que cozinhe para mim pra todo o sempre.

Hoseok sorriu corado e deu de ombros.

— Eu cozinho, com todo prazer. — e então colocou um dos CDs no rádio e logo a melodia começou a preencher os ouvidos dos dois.

This town will never change

People come and go, it's all the same

Speed the roads on our doubting days

To any place that's far away


I never learned anybody's name

We all vowed that we wouldn't stay

Kissing signs on the interstate

All we do for now is sit and wait


Yoongi parou por um tempo para refletir sobre a letra da música. Falava sobre uma cidade pequena que não mudava nunca; era sempre a mesma coisa, as mesmas pessoas. Se identificou. Desde que se mudou para aquela cidade para morar com a tia, não viu um rosto novo sequer — com a exceção de Hoseok —, as casas nunca eram reformadas, o dono do bar amarelo sempre fora o mesmo, as duas únicas escolas daquela cidade continuavam com os mesmos uniformes... Nada nunca mudava por ali.


In our Idle Town

In our Idle Town


Hoseok puxou o mais velho para se deitar na grama com ele, o fazendo arfar surpreso. Ambos trocaram olhares sérios e logo voltaram a sorrir, admirando o sol que erradiava por entre as copas das árvores.


Yeah, we invent our own little games

When the lights out at the stadium, hey

Making life a spinning arcade

And curfew's at midnight, we watch the sunrise

We watch the sunrise

We watch the sun


Springtime when the air is thin

We're getting antsy and they're noticing

While everybody's off partying

We're watching stars over ice cream


And now we're kicking up to seventh gear

And we're breathing in the atmosphere

I don't even need a sip of beer

I can feel it all


In our idle town

In our idle town


Yeah, we invent our own little games

When the lights out at the stadium, hey

Making life a spinning arcade

And curfew's at midnight, we watch the sunrise

We watch the sunrise

We watch the sun


Yoongi apontou para um avião que passava bem lá no alto do céu, quase em silêncio. Hoseok se animou e sorriu fofo, cochichou sobre como nunca havia tocado o céu, muito menos viajado de avião.

O Min nunca viajou de avião, também. Mas definitivamente já havia tocado o céu, do seu próprio jeito.

— Vem comigo. — disse e enfiou todas as coisas dentro da mochila do Jung que se levantou confuso e pegou o rádio pela alça.

Yoongi segurou em sua mão e ambos correram por entre as árvores.


And they watched the sunrise

Blinking out of red eyes, and sore minds

The airplanes keep flying by, and they cry

'Cause they've never even touched the sky

No, they'll never even touch the sky


Yeah, we invent our own little games (In our idle town)

And everybody's trying to escape (In our idle town)

Killing time at the yellow cafe (In our idle town)

And curfew's at midnight (In our idle town)


Depois de muito correrem e subirem uma ladeira enorme e escorregadia, chegaram no topo de uma coluna extremamente alta. Dava para ver a floresta e a cidadezinha inteiras dali de cima. Yoongi ajudou o mais novo a subir em uma grande pedra e o segurou por trás para dar suporte ao seu corpo.

— Aqui não é tão alto quanto os aviões podem alcançar, mas estamos mais próximos do céu aqui do que lá embaixo. — Yoongi disse simples. Hoseok sorriu e pôs suas mãos sobre as do Min, que envolviam sua cintura, e as segurou com força.

— É muito bonito, hyung.


Yeah, I think that we'll all be okay (In our idle town)

The idle town will stay as it stays (In our idle town)

And everyone I love's in this place (In our idle town)


Ao escutarem o último verso, se entreolharam e ali ficaram durante varios segundos, apenas encarando um ao outro.


So, curfew's at midnight, we watch the sunrise.


A música acabou, finalmente. Hoseok sorriu amarelo e soltou as mãos do outro, tomando cuidado para descer da pedra escorregadia e abaixando a cabeça afim de esconder o rosto corado.

— Gostei da música. — Yoongi disse nervoso, coçando a própria nuca e pulando da pedra até o chão gramado.

— É... É bem legal... Oh, os sojus! Deixamos a garrafa lá embaixo!

— Aish... Já devem estar cheios de formigas. Podemos pegar mais na volta. Não sei quando pretende voltar, na verdade. — Yoongi olhou o mais novo como se quisesse saber a resposta para sua dúvida.

— Bom... Eu realmente queria passar o dia com você. Tem alguma coisa para fazer de noite?

— Além de ficar entediado, não. — sorriu.

Hoseok riu baixo e se sentou na grama, vendo o outro fazer o mesmo. E então a próxima música do CD começou a tocar.


I know a place we could go

I know a place where there aren't any roads

Where the grass is always greener

And doesn't scratch your fingers

I know a place


So come with me dear

The halogen hum hurts my ears

Swim in the spring

We could be free


'Cause I know a place we could go

No one has been there, and no one will know

There it is quiet, forget the violence

You've tried so hard to ignore


Oh, I know a place we could go

Unpack our bags and we'll call it a home

The sea will sing our minds to sleep

I know a place we could go


E mais uma vez, a música parecia condizer com a realidade. O lugar aonde estavam era extremamente calmo e sereno. Não havia violência ou barulhos naquela floresta, e ali todos os seus problemas pareciam desaparecer, magicamente. Os olhos do pálido estavam fechados e ele sentia a brisa bater contra sua pele. Hoseok o observava nada discretamente, suspirando vez ou outra.


And once we get there we could stay

An old shaky house, our lives would be made

And I don't know all the answers

But you look like December

There we could stay


I'm tired of fear

Grasping for safe, familiar

You are like me, oh, could we leave?


'Cause I know a place we could  go

Far from the highways, far from that home

Seep in the silence, safe in our minds that

We try so hard to control


Oh, I know a place we could go

No one will notice once we are gone

Up in the trees, laugh on the beach

I know a place we could go


Hoseok se agarrou ao mais velho, aconchegando o corpo alheio entre seus braços e pernas como um coala e fechando os olhos, inalando o perfume concentrado na região do pescoço do Min, que abriu os olhos assustado mas logo cedeu e sorriu, puxando o menor mais para perto.

A melodia do violão ficava cada vez mais baixa e lenta, causava um sono imenso em ambos os garotos que, ainda abraçados um ao outro, começavam a ficar tontos de tanta preguiça.


'Cause I know a place we could go

Deep in the forest, out of the storm

Our souls could be freed of the disease

That everyone tried to destroy


Oh, I know a place we could go

No one has been there, no one will know

The sea will sing our minds to sleep

I know a place we could go


Can we go home?

{...}

O rádio já havia tocado todas as faixas daquele CD e agora se encontrava calado. As cigarras cantavam baixo se encomendo em meio à grama e o sol já sumia no horizonte.

Hoseok acordou preguiçoso e esticou os braços, roçando o nariz contra a pele macia do pescoço alheio antes de suspirar cansado. O Jung aproveitou para fazer carinho nos fios negros do mais velho enquanto este ainda dormia como um bebê.

— Hyung. Já está quase de noite, acorde.

 — Aqui está quentinho, me deixe dormir.

Hoseok riu e se virou na tentativa de se levantar dali, mas sentiu as mãos do pálido agarrarem sua cintura o trazendo de volta para perto de si.

— Espera só um pouco. — Yoongi pediu rouco, escondendo sua boca e queixo em meio aos fios castanhos do mais novo e se deliciando com o cheirinho de shampoo impregnado nos mesmos. Subiu as mãos até o peitoral alheio e ali o abraçou novamente, abrindo seus olhos aos poucos.

— Você é muito preguiçoso, Yoongi-ah. — brincou divertido e resmungou um pouco quando Yoongi o soltou, se levantando e estendendo a mão para que Hoseok a segurasse. 

— Você é tão macio que parece uma almofada, eu poderia passar o dia inteiro te abraçando, de tão fofo que você é?

— Espero que não esteja me chamando de gordo. — Hoseok brincou com os braços cruzados.

— Você? Gordo? Aonde?!

— Era brincadeira, bobo. — abriu a mochila e guardou o rádio ali dentro. — O que achou das únicas duas músicas de tantas que eu queria ouvir com você? — riu.

— Muito boas, eu vou querer os nomes depois.

Hoseok sorriu e se jogou nos braços do mais velho, gargalhando fofo feito uma criança. As mangas de sua blusa listrada se levantaram até seus cotovelos rosados assim que abraçou o Min e este segurou os braços do mais novo assustado, os levantando até o próprio rosto.

— Hoseok! O que são...

Yoongi pausou amedrontado ao ver as cicatrizes nos antebraços do Jung que se soltou das mãos alheias imediatamente e escondeu o resto de seus braços na manga larga da blusa novamente, baixando a cabeça e segurando sua respiração; estava nervoso.

— Hoseok. — suspirou e tentou tocar o ombro alheio mas o menor se encolheu, virando de costas para Yoongi. — Eu não estou brigando com você ou nada do tipo, eu não tenho esse direito. Eu só queria saber o porquê disso.

— Você sentiria nojo de mim.  — disse baixinho, sentindo as lágrimas afogando seus olhos pouco a pouco.

— Não, isso é impossível. Pode me contar se quiser, eu ficaria agradecido em ouvir.

Hoseok o olhou confuso e secou as lágrimas, e logo se sentaram novamente para conversar.

{...}

Agora caminhavam pelas calçadas pouco iluminadas da rua. Yoongi estava chocado e com raiva de tudo o que Hoseok havia contado quando estavam na floresta.

A mãe biológica do Jung era uma mãe solteira; trabalhava como prostituta e era assim que mantinha o filho vivo. Até aí, Yoongi não a julgava: estava colocando comida na mesa da forma como podia, e não era menos digna por isso. Mas então Hoseok contou também que, quando completou seis anos, sua mãe começou a deixar os homens com quem passava suas noites tocarem nele e tirarem fotos, também. Aos oito anos, eles começaram a penetrá-lo. Sua mãe cobrava a mais para que pudessem mexer com ele, ela usava Hoseok para arrancar mais dinheiro de seus clientes.

E então uma noite, sua mãe ofereceu o corpo do menino a um de seus clientes que imediatamente aceitou, sem hesitar, diferentemente dos outros homens que já haviam pisado naquela casa. O homem pediu um copo d'água para se recuperar antes de tomar o garoto para si.

Hoseok estava assustado, não queria mais ter que passar por tudo aquilo.

Quando sua mãe foi até a cozinha para pegar o copo de água, o homem teve uma conversa rápida com o Jung e disse que o tiraria dali, mas que ele não poderia fazer barulho. Pegou o menino com cuidado no colo e correu rápido para fora daquela casa pequena, sendo perseguido pela mulher. Levou Hoseok até um hospital local e explicou tudo o que estava acontecendo e os médicos pensaram em chamar a polícia para o homem, pensando que ele teria, também, abusado do garoto.

Mas Hoseok imediatamente confirmou o fato de que aquele homem nunca teria encostado um dedo sequer nele, e quando sua mãe chegou ao hospital, foi presa. Durante os próximos meses, a polícia prendia aos poucos cada um dos homens que já haviam tocado aquela criança. Ou pelo menos a maioria deles.

Hoseok foi colocado para adoção e demorou a ser adotado, pois os adultos que o viam, sentiam nojo. Mas eventualmente foi acolhido por um casal de mulheres, e a partir dali, as coisas começaram a se ajeitar.

Se descobriu homossexual aos treze anos, e estava confuso. No começo o Jung se assumiu gay por pensar que, justamente por ter sido tocado por homens quando mais novo, nunca arrumaria uma namorada; achava que as garotas sentiriam vergonha de ficar com ele. 

Depois começou a achar que apenas era gay por conviver com um casal lésbico, mas depois de muitos meses Hoseok percebeu que não tinha nada a ver com nenhum dos dois fatores; ele era homossexual e ponto final. Ter sido acolhido por duas mulheres ou ter sido tocado por homens, nada disso tinha influencia em sua orientação sexual.

Yoongi o admirava; era extremamente forte. Se sentia mal por, no começo de tudo, enxergar Hoseok como um garoto qualquer de vida fácil e livre de problemas.

Ele era tão imperfeito como Yoongi.

Mas o Min estava, aos poucos, se apaixonando por cada uma de suas imperfeições. O Jung era perfeitamente imperfeito.

— Hoseok, sabe que pode me contar as coisas que te deixam triste a partir de agora, não sabe? E os cortes... Por favor, não faça mais.

Hoseok suspirou.

— Eu já disse que a última vez que eu me machuquei foi no Ano Novo, hyung. Mas eu prometo não fazer de novo. — sorriu um sorriso adorável e gigante.

Yoongi sentiu seu coração derreter feito manteiga e segurou o rosto do menor.

— Droga, Hoseok. O mundo se despedaçando ao seu redor e você aí, sorrindo como se não fosse nada. Você é tão maravilhoso.

— Temos que ser otimistas, hyung. Coisas boas estão por vir, eu sinto isso. — disse com uma voz engraçada, uma vez que suas bochechas estavam sendo espremidas pelas mãos do pálido.

— Eu também sinto.

Se encararam por um tempo, até que Yoongi não aguentou e puxou o Jung para um abraço quente e apertado, afagando seus cabelos.

— Tem certeza de que não quer que eu vá com você até a sua casa?

— Eu já voltei mais tarde que isso, Yoongi-ah. Eu vou ficar bem.

— Mesmo? Promete ficar bem?

— Prometo.


Notas Finais


Esse foi de longe o capítulo mais longo dessa fic mas não se acostumem; os próximos vão ser tão curtinhos quanto os anteriores.
(╯°□°)╯︵ ┻━┻

┬─┬ノ( º _ ºノ)

PS. As músicas desse capítulo são Idle Town e I Know a Place, ambas do Conan Gray.


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