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História Red String (Yoonseok) - Capítulo 11


Escrita por: e Watermelon_Pie


Capítulo 11 - Love letter.


Fanfic / Fanfiction Red String (Yoonseok) - Capítulo 11 - Love letter.

Yoongi estava inspirado. Eram duas da manhã, Domingo. Como nunca tinha nada para fazer — e com nunca, eu realmente quero dizer nunca — resolveu escutar mais algumas das músicas que Hoseok havia recomendado. O menor tinha um gosto musical muito bom e variado.

E foi ouvindo as músicas de Hoseok que Yoongi conseguiu inspiração para fazer o que há muito pretendia fazer: estava prestes a começar o texto que havia prometido ao menor.

Pegou um lápis, uma folha sulfite branca e algumas canetinhas aquarela, para decorar o texto assim que estivesse pronto.

Não era o melhor desenhista mas era bom em caligrafia e gostava de fazer pequenos desenhos nos cantos de suas folhas.

Segurando o lápis, traçou as palavras uma por uma. As palavras se uniram e formaram frases, as frases se juntaram para formar o primeiro parágrafo e quando Yoongi se deu conta, já havia preenchido metade da folha. Bebeu um gole de água e continuou escrevendo.

Suas mãos que faziam os movimentos com o lápis, mas quem escreviam eram seus sentimentos. Eles controlavam cada músculo de suas mãos afim de registrarem naquele pedaço de papel tudo o que queriam que Hoseok soubesse. Era para ser um texto sobre como Hoseok era um ótimo amigo, mas aí Yoongi começou a divagar sobre as qualidades do mesmo e logo estava se declarando mesmo sem perceber!

Estava com vergonha demais para reler aquela carta, então apenas reescreveu o texto igualzinho em outra folha, mas desta vez com uma caneta e sequer prestou atenção ao que escrevia. Decorou as quatro pontas da folha e desenhou mais algumas coisas pequenas e randômicas por todo o papel. Pintou o título de amarelo, e a data também. Assinou embaixo de tudo e dobrou a folha com cuidado em quatro partes, depositando esta dentro de um envelope branco no qual o pálido fez questão de escrever "Hoseok" bem grande em uma fonte de caligrafia muito bonita e elaborada, tamanho era seu empenho.

Suspirou e assim que terminou deixou o envelope sobre seu criado-mudo. Não queria entregar aquele texto, mas ele havia prometido. Se jogou sobre a cama e esticou ambos os braços e pernas, fitando o teto e se perdendo em meio aos próprios pensamentos. Eventualmente adormeceu.

{...}

No dia seguinte, lá estava Hoseok: sentado no mesmo banco de madeira com a cabeça baixa. Mal era possível ver seus olhos. Ele estava... Chorando? Ele não usava o uniforme. Talvez tenha faltado à escola?

— Hoseok, o que houve? — Yoongi perguntou preocupado, se sentando ao lado do mais novo e arfando quando este o abraçou com força.

— A Amendoim... Ela... Ela morreu. — Hoseok chorava baixinho, encharcando o moletom do pálido com suas lágrimas de angústia. Yoongi pousou sua mão esquerda sobre os cabelos castanhos e começou a fazer um carinho gostoso ali.

Suspirou e olhou para sua mão direita, a que segurava a carta. Talvez não fosse um bom dia para entregá-la, ele supôs.

— Se quiser conversar-

— E-eu só quero ficar em silêncio. Por favor.

— Claro. — respirou fundo e olhou para cima. Viu as copas das árvores a remexer e inspirou o cheiro de madeira característico daquela praça em específico.

Lembrou-se de um de seus encontros, com sua primeira namorada. O gatinho de estimação da garota havia sido envenenado pelo vizinho, e ela chorou no ombro do Min durante a tarde inteira. Ele tinha apenas quinze anos na época, e não soube como reagir. Não sabia consolar as pessoas, e ficou calado durante todo aquele tempo. Ao fim da tarde, teve de ouvir a garota reclamando sobre como ele era insensível e não merecia alguém como ela.

Terminaram.

Sua segunda namorada terminou com ele pelo mesmo motivo. E a terceira e última então, já devem imaginar.

Insensível.

Aquela palavra foi direcionada ao pálido por milhares de vezes; por seus ex-colegas de classe, por suas ex-namoradas, por sua tia e primo, até. Era humilhante. Ele queria tanto consolar Hoseok naquele momento, provar que ele, também, tinha um coração e se importava com o mais novo.

Mas ele não fazia ideia de como demonstrar aquilo.

E como sempre, ficou calado.

— H-hyung, o quê é isso? — Hoseok perguntou com sua voz falha de tanto chorar, apontando para a carta que agora morava entre os dedos longos e finos de Yoongi.

— Não é nada, eu-

— Está escrito Hoseok. É aquele texto que eu te pedi? — o mais novo soltou o pálido e enxugou os olhinhos com pressa, fungando.

— É sim. — suspirou. — Não acho que seja uma boa hora, quando você estiver se sentindo melhor eu te entrego.

— Não precisa! Eu quero ler agora, por favor. Vai me fazer sentir melhor, eu tenho certeza.

— Eu preferia que você lesse em casa, não quero ver a sua reação.

— Por favor.

Yoongi cedeu e entregou o envelope ao mais novo, que colocou os pés para cima do banco, deitando sua cabeça no colo do Min. O de fios negros sentiu o rosto arder de vergonha. Cobriu a boca com uma das mãos e respirou fundo algumas vezes, desviando o olhar.

O Jung abriu o envelope e começou a ler.

Querido Hoseok,
Fazem pouco menos de três semanas que nos conhecemos naquela praça de frente para o bar do Sr. Bae. Três semanas são, mais precisamente, vinte e um dias. Aproximadamente vinte e um dias que passamos juntos. Provavelmente os melhores vinte e um dias da minha vida.
Eu costumava ir até a praça para pensar e esvaziar a mente, para esquecer dos meus problemas. E mesmo indo para lá quase todos os dias, isso era algo bem difícil de se fazer — porque a minha cabeça é uma bagunça e nunca realmente soube lidar com isso. Mas aí você apareceu e, em poucos dias, me fez sentir de um jeito diferente. Cada sorriso seu arrancava outro sorriso meu e fazia desaparecer os meus problemas em tão pouco tempo, coisa que em anos eu não consegui fazer sozinho. E por Deus, você está quase sempre sorrindo. Logo eu comecei a me sentir leve e despreocupado. A partir daí, passei a ir para aquela praça apenas para te ver, para ouvir você fazendo um monte de perguntas a cada minuto que passa.
Houve um dia em que você me perguntou o que a cor amarela me fazia sentir. Eu respondi "felicidade" por que era a cor que você usava naquele dia, e felicidade é o que você me faz sentir. Depois daquele dia, amarelo passou a ser a minha cor favorita.
No começo de tudo eu pensei que você fosse uma pessoa de vida fácil e que tinha tudo aquilo que queria, na hora que queria. E então, anteontem, você me contou a sua história e abriu a minha mente. Eu me senti um tolo por ter te julgado antes mesmo de realmente te conhecer. Você tem tantos problemas quanto eu, é tão imperfeito quanto eu. Mas mesmo as suas maiores imperfeições me parecem perfeitas, e acho que estou me apaixonando por cada uma delas.
Eu sei, três semanas parece pouco, mas você conseguiu me prender a esse seu jeitinho adorável em tão pouco tempo... E agora eu não paro de pensar em você. Eu quero ser o seu "eu nunca senti isso por alguém", e eu estou disposto a sacrificar qualquer coisa por isso.
Naquele dia você disse que era muito raso em amores profundos e que tinha medo de se afogar.
Saiba que eu estou a sua disposição, caso queira aprender a nadar algum dia. E eu vou esperar por esse dia, pacientemente.
Eu só meio que, talvez, te amo.
Com amor, Min Yoongi.

Os olhos de Hoseok marejavam violentamente, agora mais do que antes. O menor se levantou do colo do pálido que agora fitava o chão nervoso. Novamente, não sabia como reagir. Seu amado estava chorando. Mas aquilo era uma reação positiva? Ou talvez ele estaria chorando por não saber como dizer "não"?

Yoongi preferiu não assistir àquilo, tamanho era o seu medo.

E então o Jung se virou e pulou nos braços do mais velho, o envolvendo em um abraço apertado e se aconchegando sobre as coxas do mesmo. Hoseok continuava chorando. Seu rosto estava completamente vermelho e inchado e ver aquilo deixou Yoongi com uma pena enorme.

— Eu te amo, hyung!



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