História Red Summer - Capítulo 26


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Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Personagens Originais, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Amizade, Aventura, Comedia, Festa, Red Velvet, The Red Summer
Visualizações 17
Palavras 2.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amores, aqui estamos no penúltimo capítulo da fanfic! :( mas sem despedidas ainda hehe por que hoje já temos muito o que chorar nesse cap...ai desculpa eu não resisto em dar spoiler kkkk perdão.

Bom, eu espero que gostem do cap e que não fiquem chateados, como desde no inicio eu já vinha dizendo, criei a fic para falar sobre amizade e passar mensagem sobre isso...então foi necessário fazer o que tive que fazer :(

Bom, espero que relembrando vocês que terá segunda temporada anime um pouco depois de lerem hihi tá já falei demais, daqui a pouco você nem vão ler só de tanto que to botando medo u.u kkkk

Façam uma boa leitura queridos, nos vemos nas notas finais! <3

Capítulo 26 - My End Game


Fanfic / Fanfiction Red Summer - Capítulo 26 - My End Game

Haviam se passado muitas horas desde que a morena ouvira as palavras do médico, na última noite mal adormeceu. Lisa precisava da cirurgia o quanto antes e Irene era compatível para realizar o transplante, mas havia algo que lhe impedia, estava em suas mãos aceitar ou não, só dependia dela agora.

A sala de espera não era um lugar apropriado para dormir, mas seus olhos insistiram a se fechar. Aquele cochilo não durou mais que alguns minutos, mas o suficiente para que ela tivesse um pouco de tranquilidade, acordou com o aroma quente e fresco do café, junto as mãos delicadas que lhe pareciam lhe cobrir com algo. Abriu os olhos lentamente vendo a menina cobrir-lhe com um moletom.

— Oh não queria lhe acordar.

— W-Wendy! — deu um pulo da cadeira observando a sua volta. Já estava tarde, era de noite e não havia ninguém além das duas naquela sala.

— Olá, Irene.

A mais velha abriu a boca mas nada e nem um som saiu, seus olhos marejaram e rapidamente levantou-se abraçando Seung-Wan com toda sua força. Sendo retribuída pode sentir as lágrimas da garota em seu ombro, enquanto a mesma repetia várias vezes a mesma coisa.

— Me perdoe! Me perdoe!

— Não há o que perdoar, Johnny me contou o que houve, não foi culpa sua! — Irene afastou-se enxugando as lágrimas de Wendy. — Está tudo bem, você está aqui agora.

— Enquanto as outras? Elas estão aqui?

— Não. Seulgi levou Joy para casa, ela não estava bem, se culpa pelo o que aconteceu. — suspirou triste. — Yeri também foi para casa. As únicas aqui somos nós e a mãe de Lisa.

Wendy sentou-se junto a morena, empurrou o copo com o líquido quente e sorriu amigavelmente. Sabia que ela estava sofrendo, ela também estava.

— Tome um pouco antes que esfrie.

Irene apenas sorriu pegando o copo e levando-o aos lábios. Naquele momento seu sorriso sumiu dando espaço a uma lágrima e depois outra e outra. Seu peito doía e as palavras pareciam querer rasgar sua garganta, mas ela havia tomado sua decisão, encarou Wendy que a observava sem entender nada e então apenas sorriu, um sorriso que Wendy não via a muito tempo, tão sincero e ao mesmo tempo perturbador pois era estranho ver aquele sorriso assim do nada, principalmente enquanto lágrimas escorriam por sua face.

— Wendy… Obrigada. — As lágrimas não paravam, mas seu sorriso também não se desfazia. — Que bom que está de volta, todas nós vamos precisar estar unidas amanhã…Não nos deixe mais, por favor.

Wendy apenas assentiu. Irene parecia muito abalada então resolveu deixá-la com as palavras finais.

[…]

Na manhã seguinte todas estavam presentes no hospital novamente, Wendy abraçava cada uma enquanto suas expressões surpresas eram nítidas ao vê-la. Joy e Yeri sorriam em meio a lágrimas, queriam muito que Lisa ficasse bem e todas pudessem viver juntas novamente. Mas Seulgi lhe observava também surpresa, mas não havia um sorriso em seu rosto, que agora estava apenas sério.

— Kang, eu sei o que vai dizer…

— Que bom, Seung-Wan. Irá me poupar em dizer então.

— Seulgi...escute-a, por favor. — Irene pediu.

Seulgi apenas cruzou os braços suspirando.

— Meu pai queria que eu tomasse seu lugar na empresa, mas após descobrir como estava a escola ele ficou bravo, havia descoberto sobre meus atrasos nas aulas e culpou suas companhias. — Wendy engoliu a seco. — Ele tomou meu celular e me proibiu de contatá-las. — Seulgi ainda parecia brava. — Seulgi, por favor, me desculpe!

— Quando você volta?

— Johnny ofereceu-se a ficar em meu lugar na empresa… Eu posso continuar meus estudos aqui se eu quiser.

— Sério? Wendy, isso é maravilhoso! — Joy gritou quase ao mesmo tempo que Yeri.

— Seulgi… Por favor…

Wendy implorou, mas Seulgi não cedeu facilmente, enxugou a lágrima que escorreu mas ainda sim não foi um perdão que Wendy recebeu.

— Bom, seja bem vinda de volta. — saiu ainda séria seguindo pelo corredor apressadamente.

Wendy sentou-se sendo consolada pelas outras, sorriu triste, talvez a morena só precisava de um tempo, muitas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo e ela talvez precisasse apenas digerir tudo.

— Seulgi… — Irene sentou ao lado dela na sala de espera. — Me faz um favor?

Seulgi a encarou, pensava que receberia uma bronca mas não foi isso que chegou ao seus ouvidos.

— Estude dança! Está bem?

— O-o que? — ela não compreendeu, sabia que Irene sabia de seu sonho secreto. Ela amava dançar e seu sonho era ter uma academia um dia. — Por que está dizendo isso?

— Por que é seu sonho e como sua amiga, quero que consiga realizar seus sonhos, Seulgi. — sorriu. — Tem mais uma coisa… Aproxime-se mais de Lisa a partir de agora, ela sempre tentou isso mas você é sempre tão reservada.

Seulgi não entendia aquelas palavras repentinamente, mas sabia que a situação estava tão sensível, Irene também deveria estar. E por mais que não admitisse, sabia que ela tinha razão. Ela apenas assentiu e lhe deu um fraco sorriso, recebendo outro em troca.

— Vocês estão aqui! — Yeri disse aproximando-se. — Irene o médico está a sua procura, acho que ele quer conversar com você.

Irene encarou a loira, seus olhos permaneceram tanto tempo grudados nela que ambas as duas ao seu lado franziu o cenho sem entender.

— Bebê Yerim, você não é mais um bebê certo? — Irene riu. — Mas este apelido combina tão bem com você. Sei que está crescida.

Yeri olhou para Seulgi que apenas deu de ombros também sem entender.

— Oras, só estou tentando dizer para que continue assim, você pode ir longe Yeri, eu acredito em você. Você aprendeu muitas coisas com Lisa, leve isso sempre em seu coração.

A mais velha levantou-se, despediu-se de ambas e seguiu em busca do médico, Yeri não compreendia o motivo desse pequenino discurso agora, mas havia escutado com atenção cada palavra.

— Acho que ela está abalada emocionalmente, o acidente de Lisa deve ter lhe feito isso. — Seulgi indagou a menor.

— Falando nela, espero que tudo dê certo, eu sinto falta dela. — disse sentando-se ao lado de Seulgi encostando sua cabeça triste em seu ombro.

— Eu também sinto. — respondeu abraçando-a.

Algum tempo depois todas estavam reunidas no mesmo local, o médico surgiu com um sorriso no rosto, o homem parecia feliz em ver tamanha bondade em Irene ao aceitar fazer o transplante, mas ao mesmo tempo seu olhar parecia triste.

— Tem algo de errado doutor? — YangMi levou as mãos ao coração, ela temia pela vida de sua filha.

— Até agora tudo ocorre bem, Lisa já está na sala de operação, aguardamos apenas Irene agora.

Então todos os olhares foram levados até a mais velha, que sorrindo assentiu com as palavras do médico.

— Obrigada Joo-Hyun! — Joy abraçou-lhe chorando. — Eu não sei o que faria se acontecesse algo com Lisa por minha causa.

— Joy! Não foi sua culpa, ok? — Irene enxugou suas lágrimas. — Escute, eu que lhe agradeço.

— M-mas pelo o que?

— Por ser minha amiga. Me prometa uma coisa e não faça perguntas, por favor. — fechou os olhos apertando-os segurando as lágrimas. — Cuide de Lisa, está bem?

— S-sim, eu prometo, mas…

— Tenho que ir agora, mas, enquanto a todas vocês… — Irene sorriu encarando cada uma. — Eu amo vocês!

Elas sorriram de volta retribuindo suas palavras, estavam todas nervosas e ansiosas, queriam apenas Lisa de volta o mais rápido que possível e jurariam nunca mais se separar.

Mas estavam tão nervosas com a situação que não podiam enxergar o que estava realmente acontecendo, não era culpa delas e Irene sabia disso e para ela era melhor assim. Era mais fácil se despedir dessa forma.

[…]

A claridade adentrava o quarto enquanto seus olhos se abriam lentamente, ela podia enxergar o teto branco e olhando para o lado a janela aberta trazia para dentro os raios solares. Não fazia ideia de que horas eram, mas isso não tinha importância agora. Sentiu uma leve movimentação em sua cama e levando seus olhos já acostumados com a claridade para a beira da cama avistou sua mãe que também despertava.

— Mãe… — ela sussurrou.

A mulher levantou-se na hora em um pulo, seus olhos marejaram e um largo sorriso surgiu em sua expressão. Ela gaguejou o nome da menina e correu desajeitada até a porta quase gritando pelo médico.

Só então ela havia lembrado do que havia acontecido e de onde estava, lembrava-se de ser atingida pelo carro, então aparentemente ela estava no hospital. Ao menos o local se parecia com um e já que sua mãe gritava pelo médico, tinha certeza que estava em um. Seus olhos piscaram e então ouviu a movimentação do lado de fora, mas somente o doutor adentrou seu quarto acompanhado de YangMi enquanto uma enfermeira fechava a porta permitindo que ela apenas visse meros vultos agitados do lado de fora.

— Então mocinha. Como se sente? Está com dor ou algo do tipo?

— N-não… Eu me sinto bem.

— Isso é bom, não é doutor? — YangMi o questionou recebendo em troca uma risada abafada.

— Isso é ótimo, senhora Kim! Diga que eles podem entrar.

A mulher apenas sorriu correndo até a porta e em seguida ela reconheceu os rostos preocupados se tornarem contentes ao vê-la.

— Bom, você dormiu por dias, Lisa. Creio que se o check up estiver tudo em ordem, amanhã mesmo você estará pronta para voltar para casa. — ele sorriu. — Você teve sorte em ter uma amiga como Joohyun.

A princípio ela não compreendeu muito bem, estava prestes a perguntar a sua mãe sobre o que ele estava falando mas, seus olhos encontraram os de alguém que ela não acreditava estar vendo.

— W-Wendy? — sentiu que seus olhos marejaram e então sorriu. — É você mesma?

— Sim, Lisa. — ela riu. — Eu estou de volta.

Então ela passou seus olhos por todas as garotas, estava contente demais, podia sentir seu coração disparado e conforme seus olhos iam encontrando cada par que estava ali seu coração enchia-se ainda mais de alegria. Wendy estava de volta e ela parecia tão feliz em vê-la novamente. Yeri continha os olhos vermelhos, mas o sorriso em seu rosto era nítido. Joy segurava sua mão esquerda enquanto derramava lágrimas, mas também tinha o largo e lindo sorriso no rosto. Seulgi parecia a pior entre elas, seus olhos estavam extremamente vermelhos era como se não tivesse dormido direito e nem parado de chorar a um bom tempo, mas o sorriso também estava lá…

— Só vocês quatro? — Lisa disse limpando seu rosto das lágrimas. — Onde está Irene? Quando ela vem?

As expressões mudaram tragicamente, era tão nítido a diferença de suas expressões de segundos atrás que ela até assustou-se.

— Querida. — YangMi ajoelhou-se ao lado da cama. — Você precisou de um transplante, não havia nenhum doador disponível e então… Irene descobriu ser compatível a você… — Sua mãe começou a chorar, ela ainda não entendia. — Me desculpe filha, eu não era compatível… — Lisa encarou as garotas, que agora tentavam segurar o choro. — Filha, Irene aceitou lhe doar um de seus rins, por isso você está aqui agora.

Lisa sentiu um grande aperto em seu peito, queria apenas abraçar Irene e agradecer, não era qualquer um que faria isso.

— Entendo, ela está em repouso, certo? Quando ela poderá receber visitas?

— Lisa… — a voz triste de Joy ficou entalada em sua garganta e ela apenas conseguiu apertar forte a sua mão.

Lisa sentiu seu coração falhar, joy não aguentou mais e as lágrimas rolaram por seu rosto novamente.

— N-não… Onde ela está? M-mãe…

Lisa levou seus olhos até ela, mas a mais velha não conseguia dizer nada. Olhou novamente para as meninas e então suas lágrimas caíram. Não queria ouvir, não queria receber aquela notícia.

— Lisa… — Wendy aproximou-se. — Ela quis que fosse assim...

O silêncio se espalhou e o único barulho que podia ser ouvido eram os soluços de Lisa. Queria somente acordar daquele pesadelo, mas não podia. Irene havia partido e isso não podia ser mudado.

[…]


 

— O senhor me chamou? — Irene adentrou a sala do médico após Yeri lhe avisar que ele estava a lhe procurar.

— Sim, Irene escute bem, precisamos de sua confirmação para isso, você sabe que não vai resistir a esta operação, certo?

Irene abaixou a cabeça, ela não estava repensando sua decisão, ela já havia aceitado e não iria voltar atrás. Mas estava triste, pois não veria Lisa quando ela acordasse e nem as outras garotas. Irene tinha somente um rim bom, e procedimentos como esse não eram adequados a pessoas como ela, mas era a única chance de Lisa sobreviver.

— Me pergunte quantas vezes quiser, doutor. A minha resposta será sempre a mesma!


 

[…]

Seus olhos passeavam pelo quarto, suspirou antes de sair e de fechar a porta. Estava livre do hospital e pronta para voltar para sua rotina. Mas ao sair dali e passar pela porta principal deixando o prédio, olhou para trás antes de entrar no carro. A sensação era horrível.

— É como se eu estivesse deixando algo para trás… — sussurrou para si mesma.

Sentiu que poderia chorar, ainda não acreditava no que havia acontecido, era como se fosse acordar a qualquer momento de um pesadelo daqueles que qualquer um até mesmo com sua idade correria para os braços da mãe a procura de calmaria.

— Lisa? Vamos?

Ela virou-se assentindo para sua mãe. Estava indo para casa, estava indo embora, estava deixando Irene.


Notas Finais


Olá olá.... IRENEE NÃOOOO! :'(

Eu me acabei escrevendo esse capitulo, terei que me recuperar depois disso.....

Bom, espero que tenham gostado e que não fiquem magoados com o que aconteceu :/ essa parda ainda vai render muita coisa...que vai desenrolar até na segunda temporada ainda...vish vai longe...

Bom por hoje é só amores, descansem, bebam bastante água e se cuidem, okay? vejo todos vocês no próximo cap! E ultimo :( (ah mas tem segunda temporada, não vão se livrar de mim tão cedo hihi)

KISSES ~~~<3


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