História Red Wolf - Capítulo 11


Escrita por: e taemeetevil

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), SHINee
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jinki Lee (Onew), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Minho Choi, Park Jimin (Jimin), Taemin Lee
Tags Abo, Red Wolf, Taekook, Taekookabo, Vkook
Visualizações 3.857
Palavras 6.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


>>> TEM CENA +18. NÃO SE EMPOLGUEM, É SUPER BASIC!
ta marcado em NEGRITO onde começa e onde termina pra caso vocês não queiram ler, nem precisa, eu fiz porque..... não sei kkkkkk mentira, tem um porque, mas não é necessário ler se não quiser.

Capítulo 11 - Fantasma


Fanfic / Fanfiction Red Wolf - Capítulo 11 - Fantasma

O caminho pela floresta não parecia assustador como antes, talvez por estar com Taehyung, talvez por sentir conforto em sua presença, talvez pelas respostas que me prometeu, e agora, caminhando floresta adentro, estas pareciam mais próximas, como um objeto que eu poderia alcançar e pegar entre minhas mãos. Taehyung não dizia nada, mas sua atitude parecia algo mais solene do que um silêncio comum, me deixando mais ansioso, porém não de uma forma ruim. Quando chegamos perto o bastante da borda da montanha, eu consegui ver a primeira caverna, o lugar era alto, apenas a fenda circular visível e um caminho estreito que desaparecia entre pedras e árvores maiores.

Eu precisava mesmo perguntar a Taehyung sobre isso, mas preferia esperar um pouco mais, até o momento oportuno.

— Falta bem pouco agora — Taehyung disse, segurando minha mão, fazendo meu coração dar um pulo, as árvores foram ficando mais densas agora, como se tivessem sido propositalmente plantadas muito próximas, na tentativa de esconder algo. A luz mal entrava por entre as copas, parecia noite, mesmo sendo ainda bem cedo. Taehyung pisava nas raízes protuberantes cobertas de neve, marcando onde eu deveria pisar logo em seguida — Eu visitava esse lugar sempre que podia quando criança. O Yoongi-hyung morria de medo, mas ele fingia bem.

Mesmo com a floresta cobrindo eu já podia ver a construção fincada na montanha. A estrutura de pedra parecia antiga, os tijolos envelhecidos, alguns ramos cresciam parede acima. Haviam dois lobos entalhados nas portas de madeira escura, mesmo sem que estivessem pintados, provavelmente eram os grandes lobos ancestrais.

— Jeon Jeongguk — Taehyung apontou para o lobo a esquerda — E Kim SungHo. — apontou para o lobo da direita — Jeongguk e SungHo tinham as mesmas cores dos lobos ancestrais. O primeiro Jeon foi um lobo negro, e agora você também é um.

Isso dizia algo sobre o meu futuro? O primeiro Jeongguk morreu no mesmo ano do sacrifício. Talvez eu devesse morrer também e fechar o ciclo?

Paramos diante da porta, Taehyung parecia querer me dar um tempo antes de avançar, as portas fechadas não tinham nenhuma tranca aparente, e o lugar parecia livre de qualquer ser humano além de nós dois. Ele seguia na frente, empurrando as portas duplas - que moveram-se como menos dificuldade do que pude acreditar, levando em conta o quão pesadas pareciam - dando visão ao templo. Um templo para os Grandes Lobos.

Em Seul havia vários, segundo as histórias que o vovô contava, mas depois do governo de meu pai, que aboliu a prática religiosa, os templos foram fechados, dando lugar a outras coisas. O maior de todos foi derrubado para ser a nova sede administrativa do país. Foi a decisão mais impopular tomada por ele, mas nenhum rei Jeon jamais foi deposto, e meu pai não seria o primeiro. Aquele templo, no entanto, não parecia com as fotos que vi das construções de Seul. As paredes foram entalhadas na pedra, minuciosamente, e não conseguia imaginar como pessoas conseguiram produzir imagens tão precisas.

— Tem todas as grandes histórias nas paredes. Sempre dei importância a elas, mas parecem mais reais desde que você e seus irmãos chegaram. A maioria delas são sobre guerras, então não diz muito sobre o sacrifício — Taehyung me puxou em direção a parede esquerda, para a primeira imagem — Ninguém sabe quem entalhou, mas minha avó dizia que os avós dela falavam disso e os avós dos avós deles, então são bem antigas. Essa é a princesa Jeon Hayeon. — apontou para a garota entalhada na pedra, havia uma cicatriz em seu coração e um grande lobo acima dela — Wang Jo — apontou para o lobo. O maldito lobo negro de olhos amarelos — Se você for mesmo a encarnação da princesa, você deve matá-lo.

— E como eu farei isso? — perguntei, chegando mais perto.

— Eu não sei. A lenda não diz sobre como ele morreria. Na verdade, as lendas nunca dizem muito sobre o que deveríamos saber. Mas talvez digam sobre o sacrifício. Ou o bastante pra te deixar tranquilo — “ou preocupar mais” murmurei comigo mesmo, mas ele não pode ouvir, já que caminhava mais adiante, provavelmente procurando algum painel específico — Os mais velhos na vila sabem histórias que a maioria de nós não conhece.  

Eu permaneci olhando para a imagem diante de mim. O lobo negro era idêntico ao original, mesmo a imagem reproduzida na pedra me causava incômodo, como se os olhos de pedra fossem reais.

— Jeongguk… — Taehyung me chamou, me fazendo desviar o olhar da imagem e caminhar até onde ele estava — Esses são o primeiro Jeon e o primeiro Kim — disse. Depois de descobrir que eu e o primeiro Jeon tínhamos o mesmo nome, eu involuntariamente me imaginava parecido com ele, como uma versão de mim mais velha, contudo, vendo a imagem do homem entalhado, com a insígnia do lobo coroado no brasão em sua armadura, eu percebi que não havia nem mesmo uma vaga lembrança.

Mas eu não deveria esperar por alguma semelhança sendo que era um antepassado de mais de 800 anos atrás.

A imagem não me dizia muito, os dois estavam de joelhos, um diante do outro, as mãos unidas e dois lobos, grandes e postados ao lado de cada um deles, se encaravam. Ao fundo havia apenas a montanha e a floresta entalhada perfeitamente, tal como uma fotografia. Era quase mágico. Mas infelizmente não me dizia muito.

— Isso é o sacrifício? — perguntei, Taehyung negou, ainda olhando para a imagem.

— Algumas pessoas acham que sim, meu pai sempre falou que essa era uma cena do sacrifício quando me trazia aqui, mas tem algo que faz mais sentido — virou o rosto para mim — Estão se casando.

Olhei novamente para a imagem, lembrando de Taehyung mencionar sobre a cerimônia de casamento, onde a forma de lobo se separava da forma humana uma única vez quando o casal se marcava.

— Meu pai acreditava que não pois o rei e Sungho já haviam se casado antes, tiveram filhos também, o sacrifício foi 20 anos depois da coroação de Jeongguk — Taehyung continuou seu pensamento — Mas nenhuma das histórias diz que eles tinham marcado suas esposas e a rainha tinha morrido alguns anos antes.

— O que houve com a esposa de Sungho? — questionei, curioso.

— Ninguém sabe. Nós não temos livros sobre as velhas histórias além das lendas que se contam para crianças. Nós ouvíamos os relatos todos os anos e repetimos sempre, para mantê-las na memória. Mas sobre os sacrifícios quase não há nada, e sobre Jeongguk e Sungho menos ainda. — me aproximei da obra cravada na pedra avermelhada da montanha, tocando a superfície sobre a gravura do primeiro Jeongguk, como se isso de alguma forma fosse me ligar a ele.

— Acha que eles se amavam? — perguntei, subindo os dedos até o grande lobo que estava ao lado dele. Jeongguk foi um lobo negro… eu não conseguia parar de pensar sobre isso. Que havia uma ligação direta entre o que eu era agora e o primeiro Jeon de 900 anos antes — Você disse que não era um lobo vermelho antes. Como costumava ser? — questionei, ouvindo seus passos ao parar ao lado da figura de Sungho, tocando a figura do lobo ao lado dele.

— Branco. Meu cabelo era tão loiro quanto o de Yeeun. Infelizmente ele não ficou vermelho — brincou com uma mecha castanha, jogando os fios para o lado como se o comentário não tivesse nada demais. Mas é claro que havia! Ele foi um lobo branco, assim como Sungho foi. Isso devia significar alguma coisa! Tinha de significar — Lobos brancos na minha família não é algo estranho, altezissima. Não significa muita coisa — disse, como se tivesse lido meus pensamentos.

— Isso não pode ser coincidência.

— O que? O fato de você ser um Jeon e eu um Kim. De ser um lobo negro enquanto eu era um lobo branco? Acha que estamos ligados, Jeongguk? — eu não conseguia distinguir se seu tom era de deboche ou desafio, seus passos avançaram em minha direção, o sorriso era cínico, mas ainda não me dizia muito, porque ele usava isso como autodefesa — Que somos reencarnações, talvez?

— Eu não gosto do seu deboche…

— Que deboche? — inclinou a cabeça para o lado, parecendo se divertir com a minha irritação — Eu sou um homem de fé, altezissima, mas tem coisas que ficam difíceis de acreditar às vezes. Eu não acho que eu seja Sungho. E sinceramente não espero morrer no mesmo ano do sacrifício assim como ele morreu. E você não é o primeiro Jeongguk, nomes iguais não significam predestinação, eu não me chamo Sungho.

— Então acha que tudo isso, tudo que está acontecendo, é obra do acaso?

— Eu não disse isso. Os Grandes Lobos tem um propósito, eles parecem maus e cruéis pra você, eu vejo isso, mas eles não são. Eu temo o sacrifício, mas não é por morte e sangue que eles querem que a dívida de sua família seja paga. Eles sempre foram justos. O que está acontecendo talvez diga mais sobre os humanos do que sobre os lobos — mesmo sem dizer explicitamente, eu sabia que “os humanos” não éramos eu e meus irmãos. Era sobre meu pai. Tinha tanta certeza disso quanto tinha de meu próprio eu, como uma confirmação divina da verdade.

Tudo que estava havendo de errado, era culpa de meu pai.

— Algum rei deixou Daegu durante o período de sacrifício? — perguntei, já sabendo a resposta. Taehyung apenas acenou que não.

— Vocês não vão pagar pelos erros dele. Os Grandes Lobos são justos — sua mão tocou meu rosto, puxando-me para perto e imediatamente o abracei, querendo qualquer conforto que quisesse me oferecer. Taehyung pressionou o rosto na curva do meu pescoço, a ponta do nariz subindo e descendo devagar, fazendo cócegas na minha pele.

— Eu ainda tenho medo… — murmurei — Jeongguk e Sungho morreram no ano do sacrifício. Isso pode di-

— Sungho não morreu junto com Jeongguk — Taehyung cortou minha fala, afastando-se e puxou-me para mais adiante, parando diante de outra gravura esculpida na parede. Havia uma profusão de pessoas e lobos, mas foi fácil identificar o rosto de Sungho entre elas. Era uma celebração — O chuseok foi depois do sacrifício. Sungho estava vivo nesse período, morreu meses depois. Sobre Jeongguk não se sabe muito, mas se foram separados logo em seguida de terem se marcado e se eram realmente true mates

— Morreram de solidão — completei. Não era incomum. Um parceiro ser separado do outro depois de marcados era um experiência dolorosa, quase destrutiva, mas enquanto true mates… era mortal. Como uma doença. O acordo com os Lobos ancestrais pedia para que eles vivessem separados, Jeongguk devia ser rei, Sungho permanecer nas montanhas — Mas… eles sabiam que não devia viver juntos, porque se marcar mesmo assim? É simplesmente estupidez!

Taehyung não me deu uma resposta verbal, sim a resposta mais eficiente.

Seus dedos subiram até a curva do meu pescoço, exatamente sobre o ponto onde a ligação da “marca” era feita. Seu rosto chegou perto, respirando sobre a pele antes de pressionar um beijo e eu entendi exatamente o que ele quis dizer. Por que ele nem precisou de muito, naquele exato momento, para desejar que ele me marcasse. O desejo era como um soprar de uma ideia, crescendo vagarosamente agora que pressionava outros beijos. Mais lentos. Mais úmidos.

— T-Tae…

— Você pode julgá-los, Jeongguk? — fechei os olhos. Não. Eu não podia. Eu queria o mesmo e nem passei metade do que o primeiro Jeon e Sungho passaram. Taehyung se afastou, recuando alguns passos e seguiu para o centro da comprida sala. Haviam duas grandes estátuas de lobos, a de um material branco parecido com mármore, mas a estátua negra eu não sabia do que era feita, contudo o material brilhava levemente mesmo com a iluminação precária do local — É errado te provocar aqui — disse, suspirando baixo — É errado te provocar, sendo que não posso dar o que você quer.

— C-Como assim? — perguntei, genuinamente confuso.

— Meu compromisso. O lobo vermelho serve ao Lobo Branco ancestral. Nunca terei um ômega. Nunca tive um cio e nunca terei. Não poderei ter filhos. Nunca serei marcado nem marcarei ninguém. É um voto, que todos os lobos vermelhos fizeram antes de mim. E cumpriram.

Ouvir aquilo doeu.

Como se Taehyung tivesse me acertado um tapa a cada palavra dita. Nada daquilo parecia certo. Eu sentia a ligação, tão forte quanto ímãs de pólos opostos. Ele já tinha me dito antes que não deveríamos estar juntos, mas agora havia muito mais. Mesmo que por um milagre meu pai permitisse que ficássemos juntos, seu compromisso impedia tudo. Seu próprio corpo impedia-o. Ele nunca teria um cio. Nunca teríamos filhotes. Nunca me marcaria.

Taehyung estava constantemente me dizendo “nãos”. Reafirmando-os. Lembrando-me de que não havia maneira. Não iria. Não podia acontecer. Taehyung baixou a cabeça diante da estátua do lobo branco, como se orasse em silêncio. Aquilo parecia dizer o bastante. Os “nãos” ditos não eram pra mim. Estava dizendo não a si mesmo.

Mas se ele realmente não era destinado a ninguém… O que explicava nós dois?

Havia algo mais. Simplesmente não havia outra explicação, éramos true mates, certo? Caminhei na sua direção, mas parei diante da estátua do lobo negro. Era quase irônico como a dualidade parecia mais presente agora.

— É melhor te levar pra casa, já tem muito tempo desde que encontrei você na floresta, devem estar preocupados — disse, seguindo na direção das portas abertas, mas segurei-o pelo braço antes que fosse longe — O que?

— Me beija. — pedi, mais uma vez. Taehyung pareceu confuso, para em seguida hesitante. Olhou para a estátua do lobo branco como se fosse uma criança pega fazendo algo errado — Me beija aqui. Agora. — insisti, não sabia bem porquê, era o mesmo impulso estranho que senti naquele dia em que fui até a muralha. Taehyung olhou para a estátua novamente, parecendo temeroso, porém chegou mais perto, suas mãos vacilaram antes de segurar meu rosto.

— Por que?

— Você precisa de um motivo? — eu sentia um certo prazer em desafiá-lo. Era excitante, não somente pela questão sexual. Desejá-lo ali, mesmo num templo, não parecia errado. Eu não me sentia culpado por isso. Eu me sentia…

Quente?

Os lábios de Taehyung pressionaram os meus e me tornei imediatamente febril, segurei seu rosto de volta, abrindo os lábios para encaixar minha boca na sua, sua língua ao encostar na minha fez meu corpo reagir quase espontaneamente, abraçando-o com força, sentindo a pressão do baixo ventre intensificar, Taehyung prendeu meu lábio inferior entre os seus, puxando enquanto soltava levemente, seu rosnado vibrou em seu peito e o calor veio mais forte, enquanto eu sentia meu corpo contrair, o lubrificante natural começando a acumular rápido demais.

— J-Jeon… s-seu cheiro…? — Taehyung murmurou entre meus lábios antes de me beijar mais uma vez, a boca mais faminta, as mãos descendo pelas minhas costas, escorregando os dedos para dentro da camiseta, seus dedos pareciam muito frios contra minha pele quente, apertando com força — Jeongguk… acho que… você está entrando no cio. — finalizou com um suspiro, afastando-me de si com dificuldade.

— O que? — pisquei os olhos, confuso. Não devia ser… Não agora. Meu último cio foi um pouco antes da viagem para Daegu, deveria ser dali a três meses, não naquele momento.

— Eu tenho que te levar pra casa antes que comece — disse, lançando um olhar para a estátua do Lobo Branco, como se a situação fosse uma punição ou um teste para sua força de vontade. Assenti, sentindo meu corpo ficar mais quente. Em pouco tempo eu estaria implorando por ele. Não que precisasse do cio para desejá-lo — Vem… — me estendeu a mão, aceite-a, me encolhendo junto ao seu corpo. Sentia a necessidade física de estar perto dele — Vai ser doloroso l-logo, logo, pr-precisamos nos… nos apressar, ok? — sua voz era baixa, tentando soar calmo, mas ele gaguejava nervoso, meu cheiro exalando mais forte.

Caminhar para fora do templo pareceu um trajeto mais longo que poderia esperar. Apoiei o corpo em Taehyung, deixando que ele praticamente me carregasse para fora enquanto meus olhos foram para as paredes. Haviam cenas de guerra, lobos lutando contra humanos, o lobo negro coroado, representando minha família.

— Quer que eu te carregue, alteza?

— Vai se foder… — resmunguei de volta, ouvindo-o rir. O som vibrante de sua risada me deu uma sensação agradável, me fazendo encolher para mais junto dele, retardando nossos passos.

Taehyung me fez parar, e então subir em suas costas e antes que pudesse rir de como ele não tinha força o bastante pra isso - mesmo fazendo exatamente o que pediu,  e imaginando cair - o alfa suportou meu peso muito bem, conseguindo caminhar mais rapidamente dessa forma.

— É só um… alarme falso. Acontece às vezes. — eu estava mentindo sobre a última parte, nunca tinha acontecido antes, mas sabia que era possível. Só era difícil de acreditar que apenas um beijo motivou isso. Estava quase considerando se não era mesmo um teste do Lobo Branco, para saber o quanto Taehyung suportaria.

Para mim, entretanto, a caminhada parecia uma tortura, mesmo que eu não fizesse grande esforço. Alcançamos a mesma clareira de antes até muito bem, meu corpo ficava a cada minuto mais febril, o cheiro de Taehyung me deixava tonto, ao mesmo tempo que as flores de púrpura que encontrávamos pelo caminho pareciam um adendo a mais da minha tortura.

Mas eu conseguiria, disse a mim mesmo, a casa de Seokjin nem estava tão longe. Não percebi em que momento seus passos foram reduzindo o ritmo, meu rosto pressionado contra os cabelos em sua nuca, beijando sua pele num gesto quase involuntário, a excitação praticamente impossível de controlar agora.

— F-Falta pouco… — Taehyung disse, mas eu nem me importava muito, meus dentes rasparam de leve contra sua pele, agora tão quente quanto a minha  — Jeongguk…

— O que? — perguntei, percebendo seu ritmo diminuir ainda mais, não estávamos longe da cidade, talvez mais uns dez ou vinte metros, mas pareciam quilômetros de tortura. Ele conseguia sentir minha ereção contra suas costas, claro que conseguia. O som grave do rosnado que tentou conter me fez gemer baixo — Alfa… por favor — pedi, porque não conseguia mais suportar por muito mais tempo. Taehyung parou e minha tentativa de firmar os pés no chão não deu tão certo quanto eu queria, fazendo-o sustentar meu corpo, agora de frente pra mim, e perto demais para nosso próprio bem — Alfa… — pedi novamente, percebendo meu próprio tom mudar, para algo quase choroso.

Eu realmente odiava isso, a confusão de lágrimas e desejo que me tornava quando o cio chegava, porém dessa vez, parecia quase tolerável por não estar sozinho, especialmente vendo o tom carmesim nos olhos de Taehyung, sua boca entreaberta, meu cheiro mais forte estava literalmente fazendo-o salivar.

Ômega… não me provoque — seu tom de voz soou mais firme e grave, o arrepio comum que sentia quando me provocava, naquele momento pareceu intensificar. Apertei as mãos em seus ombros, chegando o rosto mais perto enquanto exalava seu próprio cheiro tanto quanto eu mesmo fazia. Queria me marcar com o cheiro dele — Eu não posso correr riscos com você, Jeongguk — mesmo dizendo isso, suas mãos foram para minha cintura, pressionando meu corpo contra uma árvore larga, sem usar muita força, mas o bastante para me encurralar, mesmo que escapar dali não fosse minha intenção — Eu não posso, Jeongguk. Mas eu queria… queria muito. Penso nisso o tempo todo, desde que vi você naquele maldito almoço na casa de Seokjin.

Cheguei o rosto mais perto, pressionando minha testa contra a sua, o nariz roçando no meu.

— E-Eu sou seu, ômega, não precisa se negar… não pra mim — a intensidade do olhar de Taehyung naquele tom avermelhado fazia o lubrificante natural escorrer pelas minhas pernas. Eu não sabia como ele ainda tinha auto controle e nem mesmo eu — Por favor, Tae… — a excitação estava fazendo meus olhos lacrimejarem, porém a frustração estava quase me fazendo chorar de verdade — Alfa, por favor…

Seus lábios atacaram meu pescoço, chupando com força, me fazendo lançar a cabeça para trás, encostando na madeira, enquanto um gemido alto escapou de minha boca, eu não conseguia pensar com clareza, tudo que queria era que me tomasse como seu, seus dentes raspando na minha pele era como uma prévia da minha vontade. Queria que ele me marcasse. E. por mais estranho que fosse, tive meu primeiro momento de clareza, quase como uma intervenção divina. Ao mesmo tempo que desejava isso, a vontade parecia terrivelmente errada. Não era o momento, simplesmente não. Mas eu ainda precisava dele, precisava ao menos aliviar aquela maldita excitação.

— Eu vou cuidar de você — Taehyung sussurrou junto a minha orelha, pressionando beijos pelo meu rosto, lentamente, até chegar perto da minha boca, mas não sobre meus lábios — Eu quero tanto te foder, Jeongguk… porque você tinha que sair do seu precioso palácio e arruinar a minha vida?

— Por que isso não soa como uma coisa ruim? — zombei, pressionando mais meu corpo contra o seu, queria sentir alguma fricção ao mesmo tempo que o torturava por me fazer esperar. Taehyung pressionou a coxa de volta, o aperto gostoso sobre meu pau era torturante.

— Eu não serei tão fácil com você. Lembra do que disse, altezissima? — o rosnado baixo soou de sua garganta, os dentes apertaram meu queixo, puxando a pele de leve — Que… eu não valia uma foda?

Ri baixo, eu sabia que isso um dia voltaria, mas esperava que demoraria um pouco mais.

— Oh, alfa… você vai me punir? — zombei, meu rosto ainda voltando para o alto, os olhos fechados enquanto distribuía beijos pelo meu pescoço, descendo até às clavículas, expostas pela roupa, gemi novamente, sua boca conseguia me enlouquecer por completo, chupando com avidez, as mãos desceram até o meu jeans, soltando os botões rapidamente, o som do zíper pareceu absurdamente alto na floresta silenciosa, onde só nossas respirações pareciam soar afora o leve farfalhar das folhas.

Seus dedos prenderam nos lados da calça e da cueca, empurrando-as juntas, vagarosamente, ambas as peças já unidas pelo lubrificante e meu cheiro agora era tão forte que encobria o aroma de Taehyung. Gemi satisfeito por estar livre do aperto de minhas próprias roupas e ele gemeu alto em resposta, puxando-me para um beijo sem qualquer aviso. O som estalado de nossos lábios conseguia me deixar ainda mais duro, a glande sensível friccionando com o tecido fino de seu pijama estava lentamente me enlouquecendo. Precisava de alívio.

— T-Tae, por favor… — pedi novamente, afastando apenas o mínimo antes de abraçá-lo mais uma vez, esmagando seus lábios nos meus num beijo desesperado, o lubrificante continuava a escorrer pelas minhas pernas, eu poderia implorar somente para que ele me fodesse logo, mas eu sabia que isso não iria acontecer.

Não enquanto os instintos estivessem no controle.

— Seu alfa vai te fazer gozar, hum?! — disse quando afastou, segurando meu pau pela base, subindo lentamente e desceu, espalhando o pré gozo pelo comprimento, minha boca se abriu em satisfação, o gemido entalado na garganta, meus dedos apertando seus fios de cabelo com força, movi as pernas tentando chutar as calças para fora do corpo, pouco me incomodando com a neve, o tecido já estava completamente melado de todo modo.

Taehyung riu de meu nervosismo, mas calou quando consegui me livrar das roupas, me puxando de um único movimento e fazendo virar, apoiei a mão direita contra a árvore enquanto ele a cobriu com a sua por um momento antes de levá-la até meu tórax, me fazendo pressionar as costas contra seu peito, gemendo alto somente com o atrito do seu pau contra as minhas nádegas.

— Me fode… por favor, Tae. — apoiei a outra mão contra a árvore, tentando ter mais apoio quando voltou a me masturbar, lentamente, com uma única mão e a outra apertando firme em minha cintura, estava pronto para pedir novamente quando senti seus dedos passaram pelas minhas costas e descendo entre as bandas, o som úmido do lubrificante o fez suspirar antes mesmo de alcançar o anel do músculo e gemi baixo, sentindo só o dedo médio circundar a entrada numa provocação — T-Tae…

— Calma… — pediu, deixando a masturbação de lado, enquanto agora brincava com os dois dedos naquela área sensível — Me diga se doer — pediu, escorregando os dedos para dentro de uma vez, me fazendo gemer satisfeito. Não era o bastante, mas era o suficiente. Eu o tinha dentro de mim, mesmo que não da forma que queria. Apertei os olhos sentindo a pressão gostosa de seus dedos, movendo-se quase totalmente para fora e depois para dentro, repetindo o movimento sem pressa, o som molhado combinando com minha respiração pesada.

— M-Mais… a-ah! Taeh-... mais! — pedi, tentando dizer algo coerente enquanto meu corpo parecia mais quente, sem saber se respirava ou gemia. Taehyung grunhiu de volta quando um tremor percorreu meu corpo ao que tocou a próstata, atingindo o ponto diversas vezes ao aumentar o ritmo das estocadas, me fazendo cravar as unhas na casca da árvore, gemendo alto como um animal — Alfa! Me fode… m-me fode a-ah… Tae! — lancei a cabeça para trás, os olhos úmidos de lágrimas de prazer, as árvores borradas, meu corpo pesado, Taehyung afundou um terceiro dedo junto aos outros dois e gritei, em êxtase.

— Isso, ômega… você gosta? Gosta de como seu alfa te fode com os dedos? — assenti uma porção de vezes, sentindo os braços tremerem, assim como minhas pernas não tinham firmeza alguma — Queria que fosse meu pau, não é?

— Sim, alfa… sim — o gemido soou como um soluço e gozei, sentindo o semen escorrer pelo comprimento ainda teso. Meu corpo ainda não estava satisfeito — M-Mais forte, T-Tae — pedi, sentindo seus dedos estimularem no mesmo ponto, fazendo meus olhos literalmente revirarem, uma das mãos de Taehyung voltou a estimular minha glande, ainda melada de gozo, antes de usar isso para subir e descer pelo comprimento, num ritmo rápido e firme, enquanto continuava a estimular com o dedo indicador dentro de mim, até eu não suportar mais, gozando outra vez, sentindo minhas pernas sucumbirem e desabei de joelhos na neve.

Ei, ei, ei… — Taehyung rapidamente se ajoelhou diante de mim, segurando meu corpo antes que eu desabasse pra frente. Eu estava exausto, poderia dormir ali mesmo — Tá tudo bem… eu tô aqui. Seu alfa está aqui.

— Alfa… Meu alfa — concordei, esfregando meu rosto na curva de seu pescoço, fechando os olhos ao sentir ser marcado pelo seu cheiro. Deitei a cabeça em seu ombro, sentindo os joelhos queimarem pelo contato com a neve, mas era uma dor suportável, fechei os olhos, sentindo um sono incomum, mas tão bom… — Meu…

 

(...)

 

Acordei sentindo o corpo pingando de suor, meu baixo ventre doía como o inferno, abri os olhos, percebendo que eu estava em meu quarto na casa de Seokjin, porém Jimin não estava na cama ao lado. Na verdade, Yeeun estava lá, com uma caneca do que parecia ser um chá. Ela se aproximou, sentando-se na borda da minha cama, me oferecendo um sorriso amável antes de entregar o copo. Ergui o corpo, com mais dificuldade do que gostaria, hesitando um momento antes de aceitá-lo.

— É um supressor. Bem forte. Em um dia o ciclo vai passar. — ela disse, ao que olhei para o líquido em tom avermelhado, o cheiro parecia de frutas vermelhas e canela — O Tae trouxe você — assenti, era uma constatação óbvia. Bebi o primeiro gole, medindo o sabor. Não era ruim. Bebi tudo de uma vez, engolindo o chá em grandes goles e entreguei a caneca vazia de volta para Yeeun — Nós vamos para a vila. Depois do seu cio. — assenti mais uma vez — Descanse, majestade.

— O-Obrigado… — murmurei, a garota saiu do quarto, fechando-o novamente, o som da tranca soou alto graças ao silêncio da casa. Meu corpo estava exausto e naquele momento eu me senti ainda mais cansado. Desabei de volta na cama.

Talvez fosse o efeito do remédio. Ao menos eu não passaria as próximas horas tentando inutilmente dar prazer a mim mesmo. Eu não queria nada além de Taehyung. Meus dedos não seriam tão bons quanto os dele foram. Apertei o travesseiro contra o rosto e o cheiro de púrpura me deixou embriagado e ainda mais sonolento. Sorri, imaginando Taehyung marcando o próprio cheiro nos meus travesseiros, gemi satisfeito, desejando que ele estivesse ali.

O calor aliviava do meu corpo ao mesmo tempo que o sono tomava o lugar, pesando meus olhos, finalmente adormecendo.

 

Quando abri os olhos novamente, havia a montanha, coberta de neve, assim como as árvores em volta da clareira, meus pés estavam afundados na neve, que chegava quase aos meus joelhos. “Jeongguk!” Jihyo chamou, a voz muito distante, mas sabia que era ela.

Olhei em volta, mas havia só a brancura da neve e os pequenos pontos verdes e marrons das árvores. “Ggukie-ah!” a voz era de Hansung dessa vez, tentei me virar, acompanhando o som do filhote. Atrás de mim havia o lago da lenda dos lobos, o mesmo que Taehyung me levou para ver minha nova forma lupina. E lá estavam.

Haviam três lobos do extremo oposto. Dois adultos, um filhote. Identifiquei meus irmãos rapidamente, os pêlos cinza escuros de Jinki-hyung eram bem raros, os de Jihyo eram num tom de marrom mais claros que os meus costumavam ser, assim como os cinza esbranquiçados do filhote. Os três ganiam, num lamento sofrido, parecendo não me enxergar do outro lado. Jinki-hyung uivou, porém acima do som do uivo, havia sua voz humana, chamando por mim.

— Hyung! — gritei de volta, esperando que me ouvisse, mas nenhum dos três virou na direção onde eu estava — Hyung! — chamei mais alto, minha voz fazendo eco, repetindo-se pelo ambiente, mas eles ainda não podiam me escutar.

— Eles não podem te ouvir — uma voz soou atrás de mim, virei o rosto para a figura desconhecida, um rapaz, a pele pálida como a de Taemin e Seulgi, porém seu rosto parecia muito mais mórbido, o cabelo loiro conseguia deixá-lo com a aparência doente, mas era bizarro como ele conseguia parecer tão bonito. O rapaz avançou, mas seus passos não afundavam na neve. Senti o desejo de acompanhá-lo, seguindo com mais dificuldade, até a borda do lago — Os Grandes Lobos gostam de você. Gostam do seu alfa também, o que é estranho…  Você tem fé, Jeongguk?

— Quem é você? — ele não respondeu, sentando-se na neve.

— Eu só sou um cara comum. Esperando pra morrer. — ergueu o olhar na minha direção e finalmente dei a atenção que deveria aos seus olhos. Seus olhos amarelos. Ele apontou pra frente — Está lá. A pessoa que vai me matar. Finalmente serei livre.

— Você é o lobo negro. — disse o óbvio, ele deu de ombros, levantando-se mais uma vez e inclinou o corpo para frente, deixando que seu reflexo surgisse no lago. Fiz o mesmo.

— Você não é diferente de mim — disse, apontando para meu reflexo também. Dois lobos negros estavam no lugar do nosso reflexo normal, distintos apenas pelos olhos — Cuidado com o lobo da floresta, Jeongguk. — zombou, rindo da minha expressão assustada — Os Lobos ancestrais podem gostar de você, mas eu não gosto nem um pouco. Trai os Jeon, afinal, matei a princesa e agora estou aqui, pagando eternamente pelo meu crime. Mas… se eu fosse você — fez um pausa, chegando o rosto mais perto do meu — Ficava de olho no filhote.

 

Abri os olhos, sentindo o corpo completamente ensopado de suor, de volta em minha cama, sem neve ou lago algum. Pisquei os olhos com força, tentando me situar do que tinha sonhado. Eu não podia esquecer aquilo, porém as lembranças já se perdiam na minha mente. Meu corpo não estava mais quente, não havia mais dor alguma, nem qualquer incômodo.

O cio tinha passado.

— Dois dias dormindo, achei que você tinha morrido — me assustei com a voz até ver Jimin, que tinha acabado de abrir a porta, entrar com Minki-hyung e Namjoon — O Namjoon vai limpar o quarto, enquanto eu e o Minki-hyung vamos te ajudar a tomar banho, anda, levanta preguiça.

Ele e o mais velho realmente vieram para o meu lado, me ajudando a levantar enquanto Namjoon já retirava a roupa de cama debaixo de mim.

— Eu dormi dois dias? — perguntei.

— Sim, esse remédio é um milagre. Onde vende isso, eu nunca mais vou sofrer em cio nenhum — Jimin disse, afastando para abrir a porta do banheiro.

— É uma receita dos Kim. — o ajusshi disse — Você pode pedir para senhora Yeeun-ah, eles preferem não vender. — Jimin assentiu.

— Amanhã nós vamos pra vila. Depois da limpeza vamos fazer as malas, Jin-hyung disse que vamos ficar lá até o Chuseok — me despi quase completamente, fiquei com vergonha demais para me livrar da cueca e me apoiei em Minki para chegar até o box, ligando o chuveiro e me enfiando debaixo da água fria.

— Não vamos voltar? — perguntei, apoiando uma mão na parede enquanto a outra precariamente exercia o trabalho de me ensaboar.

— Não, seu pai vai direto pra vila quando chegar os dias que antecedem o sacrifício. Pelo menos foi isso que Jin-hyung disse.

— Minki-hyung, pode me ajudar? — Namjoon chamou do lado de fora e Jimin acenou para o mais velho que podia cuidar de mim sem ajuda antes que Minki saísse do banheiro para ajudar Namjoon. Jimin aguardou alguns minutos, verificando se eles ainda estavam presentes, antes de fechar a porta e me lançar um olhar alarmado.

— Seus irmãos também entraram no cio. No mesmo dia. Jinki-hyung e Jihyo estavam trancados também até poucas horas atrás, foi um desses “cio fantasma”, como o seu, que surge do nada e passa rápido, mas ainda assim foi bizarro, alfas geralmente têm ciclos mais espaçados que nós e eles ficarem também…  foi meio estranho, ainda mais os dois juntos de uma única vez. O filhote ia ficar sozinho aqui, então eu pedi ao Yoonie-hyung e nós cuidamos dele, com a Wendy. Só voltamos hoje cedo.

— Obrigado, Jimin — disse, lembrando do sonho.

 

“Se eu fosse você… ficava de olho no filhote”

 

Se não fosse por Jimin, nós perderíamos Hansung de vista por dois dias graças a um cio estranho e fora de data. Um tremor passou por meu corpo. Jimin pareceu notar, abrindo a porta do banheiro de uma vez e verificando de novo se estávamos sozinhos.

— O que foi?

— Eu tive um sonho. — falei, desligando o chuveiro e aceitando a toalha que me entregou. Tentei naquele momento relembrar a imagem do lobo negro, mas não havia nada na minha mente além do próprio lobo em si. Mas eu o vi como homem no sonho! Tinha certeza que sim! Mas agora não havia imagem alguma em meus pensamentos — Acho que pode representar alguma coisa importante.

 

+++

 

— Muito bem pessoal, pegaram tudo? Nós provavelmente não voltaremos a cidade depois — Jin-hyung alertou, colocando as últimas malas no fundo da caminhonete. Yeeun tinha Hansung agarrado em seu pescoço - o filhote descobriu que os biscoitos dela eram melhores que os de Taehyung e agora estava sendo um pequeno interesseiro - enquanto meus irmãos verificavam tudo uma última vez. Nós ainda não tivemos tempo para conversar sobre os cios sincronizados, muito menos sobre o sonho, mas depois de chegar a vila isso seria minha primeira prioridade.

Jihyo levava consigo os livros de leis, já que ainda estamos estudando os códigos do país em busca de brechas para a situação de Jimin, eu levava o livro de histórias infantis tentando achar qualquer menção ao sacrifício e Jinki-hyung levava o “plano B” em sua mochila.

Jimin porém era menos discreto, carregando seu trabuco com adesivos da barbie como se fosse um bebê.

— Acho que vou chamá-la de Nana — Jimin disse, colocando a arma no fundo da caminhonete, já que logicamente ele não poderia carregar a espingarda dentro do veículo — Combina não é?

— Combina chamar um trabuco de… Nana? — Jinki-hyung perguntou, olhando para a expressão séria de Jimin que assentiu. O hyung negou com um aceno, desacreditado — As vezes eu me perguntava como você foi expulso do serviço militar. Agora eu entendo o porque.

— Tá debochando de mim?

— Eu? Nunca. — Jinki-hyung disse, se afastando para pegar o filhote, que pulou para o eu colo — Min Yoongi vai pra vila também?

— A cidade toda vai, praticamente. — confirmou — Ele vai ter um “período de férias”, e é época de colheita de arroz, então vão levar o máximo de gente para as áreas inundadas do leste. Pelo menos foi isso que o Yoonie disse.

— Vamos entrando pessoal — Jin pediu, batendo a mão no capô da caminhonete para chamar nossa atenção, ele entrou no carro, Minki-hyung assumiu o carona enquanto Yeeun e Namjoon fizeram o mesmo no SUV preto, Jinki-hyung e o filhote foram com eles enquanto eu, Jimin e Jihyo iriamos na caminhonete com Jin — Yeeun, e o Tae? — ele perguntou, colocando o rosto para fora da janela.

— Ele disse que vai passar uns dias em oração — a garota respondeu, Jin suspirou, voltando para dentro.

— Taehyung deve pedir perdão antecipado pelos pecados dele — disse, fazendo Minki-hyung rir — Ele vive sozinho, na floresta, cuidando de plantas. Que grandes pecados poderia ter?

— Bater punheta pro príncipe é pecado? — Jimin murmurou somente para mim, me fazendo dar uma cotovelada nele em resposta — Ai…

— Muito bem, vamos lá — Jin parecia realmente animado, deu partida no carro, fazendo o retorno para a saída da cidade, como se fossemos na direção dos portões, porém virou a esquerda, pegando uma avenida longa para o leste da cidade até uma estrada que atravessava a floresta, seguindo por vários quilômetros e mesmo com as árvores como barreira, podíamos ver a muralha por todo o caminho, como um lembrete que mesmo saindo de Daegu, ainda estávamos presos.

As primeiras casas foram surgindo depois de quase uma hora dirigindo - o que me fez ter uma dimensão real da extensão da muralha - depois da estrada de asfalto acabar e Seokjin virar para o sul, na direção das montanhas, com uma estrada de terra que fez o carro chacoalhar por longos minutos até uma estrada de pedras - anunciando a entrada da vila - surgir.

Todas as casas eram de madeira, a maioria de porte médio, mas haviam algumas bem grandes. Conforme avançávamos percebia as casas mais juntinhas, decoradas com jardins pequenos, havia mais crianças também, os lobinhos correndo com certeza animaria Hansung. Passamos pelo que pareceu ser uma praça principal, onde vi a maior casa dali até então, porém seguimos mais adiante, para mais dentro da floresta.

Seokjin parou o carro, dando um sorriso satisfeito, olhando pela janela - onde um pequeno grupo de pessoas aguardava - antes de anunciar:

— Chegamos.

Pulamos para fora do carro, meus ombros estavam doloridos e Jihyo resmungou de dor por um minuto antes de calar, olhando para o grupo de boas-vindas, segurando meu pulso, assumindo seu lado protetor rapidamente.

Jinki-hyung se aproximou de nós, enquanto olhávamos as três pessoas - reconhecendo apenas Seulgi, que acenou discretamente para nós - sem saber bem o que fazer além de segurar firme Hansung em seu colo. Os três prestaram uma reverência a nós antes do primeiro deles abraçar Seokjin e em seguida Yeeun correr para os braços abertos dele.

— Senti tanto sua falta, irmão.

— Ora, mas devia me visitar mais vezes — ele riu, beijando a testa dela — Ah, olá meus príncipes. Eu sou Kim Kibum. O segundo mais velho dos Kim das montanhas. Minha irmã Seulgi, vocês já conhecem e o nosso irmão mais velho… — olhou em volta — Sumiu. Ele sempre tem coisas mais importantes pra fazer — riu baixo — E esse aqui é Jung Wooseok, é irmão do Hoseok, vocês devem conhecer — assentimos, acenando uma reverência ao rapaz, com o cheiro claro de um ômega, que acenou de volta muito animado, me fazendo lembrar de Hoseok imediatamente — Espero que gostem dos dias aqui.

A porta da frente abriu, um rapaz saiu da casa, parando ao lado do grupo e meu coração travou um segundo, mesmo que não entendesse muito bem porque.

— Tudo arrumado como pediram, hyungs. Eu tenho de ir — o rapaz disse, sem olhar pra nós, afastou os cabelos loiros que caiam sobre seus olhos — Boa estadia pra vocês, príncipes. Tchau, tchau filhote — disse pra Hansung que acenou de volta para o desconhecido, os olhos tinham um tom de castanho bem claro, quase amarelados, a pele branca parecia doente… Onde eu já o tinha visto?

— Quem é ele? — Jihyo perguntou, quando o rapaz já estava longe, sumindo por entre as árvores que fechavam o curto caminho até o casarão.

— Vamos, vamos entrar, o hyung disse que quer fazer uma festa já que vocês vieram e... — Kibum disse, mas eu já nem prestava mais atenção, ao perceber que agiam como se nem tivesse ouvido a pergunta, todos foram se apressando em tirar as coisas dos carros - mesmo Jimin - como se o rapaz loiro nem tivesse passado por ali um minuto atrás. Olhei para meus irmãos, questionando com os olhos se todos eles tinham visto o garoto e a julgar por suas expressões a resposta era sim. O rosto não me dizia muito, mesmo tendo feições bonitas, mas eu não conseguia associar de onde poderia conhecê-lo.

Afinal… quem era aquele rapaz?


Notas Finais


COMENTEM PARA QUE OS LOBOS ANCESTRAIS ABENÇOEM VOCES

pras adeptas da limonada, deve rolar mesmo no capitulo 13 e durar ate o 14? provavelmente vai ter pov dos outros irmãos jeon pq não só de limões viveras o homem
se precisarem falar comigo: https://twitter.com/taemeetevil
amo voces

xx


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