História RedBlack- HIATUS - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Babyboykink, Babygirlkink, Colegial, Daddykink, Drogas, Fanfic Pesada, Fetiche, Gay, Hopesuga, J-hope, Jikook, Joonmin, Jung Hoseok, Kookmin, Kyravee, Lemon, Masoquismo, Menção A Minjoon, Menção À Namkook, Menção A Vkook, Min Yoongi, Minjoon, Mommykink, Netflix, Nyah, Nyah!fanfiction, Oral, Party, Pericles, Pet Play, Prostituição, Sadomasoquismo, Sobi, Sope, Suga, Taekook, Vkook, Yoonseok, Yoonseok Incesto
Visualizações 240
Palavras 4.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Lemon, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


addict - lund

Capítulo 12 - .minha tragédia


Fanfic / Fanfiction RedBlack- HIATUS - Capítulo 12 - .minha tragédia

.oh, o amor que cresceu através da tristeza

 

Foram exatas trinta e sete horas sem conseguir pregar o olho. Sentia o cansaço tomar meu corpo com toda sua força, como se me puxasse para baixo e me sufocasse. Porém, nada resolvia o fato de eu não conseguir dormir desde minha foda com Hoseok, minha conversa com Jungkook e minha briga com meu time de basquete. Minha conversa com Jeon foi “esclarecedora”. Eu sempre soube que algo não estava certo consigo, sinceramente fiquei extremamente feliz em saber que o meu irmão finalmente admitiu para si mesmo. Sobre a briga com meu time: estou irritado ultimamente, e vê-los pagando pau para algumas garotas fúteis da torcida me deixou puto pra caralho! Sobre minha transa com Hoseok... prefiro não comentar. – eu vou comentar.

Eu e Jung não nos falamos desde aquele fim de tarde barra noite de quarta-feira. É madrugada de sexta-feira, hoje será o grande jogo que decidirá quem ganhará a competição na categoria de basquete e vôlei. E também é o dia em que Jung vem para cá, fica falando comigo durante três horas sobre matemática e dorme ao lado de meu quarto. Não sei quantas vezes me remexi nessa cama essa madrugada e só consegui lembrar de seus beijos, do seu quadril em movimento, dos seus gemidos maravilhosamente perfeitos e às vezes roucos.

Não consigo dormir em minha própria cama por lembrar o que fizemos nela! Levanto da mesma, sentindo minha cabeça latejar. Ao olhar para seus lençóis claros e limpos, lembrei-me do olhar julgador que a moça que lava nossa roupa me deu. Ela não desconfiou que fosse o Jung, acha que foi uma das prostitutas do meu pai. O lençol não estaria aquele lambuzo todo se eu não tivesse tirado o membro do Hoseok da minha boca e o colocado em meu peitoral. Para de pensar no gosto dele, Min Yoongi!

Desvio o olhar de minha cama, andando em círculos com a cabeça para trás. Há vinte e sete horas eu usava a mesma porcaria de roupa, a regata acabada e o calção. Nem o tirei no treino com o time de hoje. Ela tinha um cheiro excessivo de cigarro, perfume masculino forte –que nem é meu, suco de laranja – que Jungkook derramou sem querer, e Absolut. Mas não era pior que o cheiro gostoso de meu quarto. Tudo ainda tinha o aroma de Hoseok. Eu tomei seis banhos e ainda sinto aquele perfume doce.

03:19 AM.                                        

Paro de andar em círculos, arrasto o olhar pelo local o parando na mesinha encostada na parede. Foi ali que rolou tudo. Foi naquele cantinho apertado que encontrei o mais novo escondido, tentando, de certa forma, esconder os sentimentos de si mesmo. Foi ali que o vi chorar, sorrir, rir, gemer, gozar, me atingir. Tudo foi tão maravilhoso, tão certo. Mas onde caralhos eu estava com a cabeça quando resolvi dar pro moleque? O que me fez agir daquela forma tão indecente?

Jung é indecente, indecente demais para qualquer um aguentar. Seus dedos foram tão habilidosos, os beijos tão... Mordi o lábio, controlando um gemido baixo. Mesmo mal psicologicamente e emocionalmente, aquele sorriso sarcástico me hipnotizou. Aquele olhar tão doce, a voz tão gostosa, o pau extremamente gostoso dele, me diz como eu ia controlar a minha vontade de quicar nele? Ah, as quicadas. Eu o sentia no meu melhor ponto a cada sentada que eu dava. Lembrei de seus sorrisos enquanto eu rebolava em seu membro.

Fechei os olhos, suspirando arrastado com um sorriso inconsequente nos lábios. Os toquei com a ponta de meus dedos, aquela noite tinha sido tão foda. Porém, existe sempre o dia seguinte. Não consigo escapar dele. Abri os olhos, estava parado há tempo demais fitando aquele cantinho. Melhor eu ir tomar um banho. Sei que ele será demorado e talvez Jeon escute alguma coisa, mas preciso dele.

03:34 AM.

Coloquei aquela maldita regata para lavar, assim como meu calção, finalmente adentrando o banheiro. Antes de ir para o box, reparei em meu rosto no espelho. Ainda possuía algumas manchas, mas nada que uma pomada não resolva. Os garotos que antes me batiam pararam por causa da surra que Jung deu neles, engraçado pois eu sou o agressivo de nós dois. Com o resto de meu corpo não vou me preocupar em olhar, sei que Hoseok conseguiu deixa-lo roxo.

Pronto, finalmente um banho.

 

 

...***....

 

 

04:08 AM. Faltam Duas horas para o meu celular despertar e eu não consegui dormir nem cinco minutos por causa dessa merda de pensamento. Eu até saí de dentro do meu quarto – local que eu praticamente me alojei desde que cheguei da aula, mas nada adiantou. As imagens não saiam de minha mente, era como se eu estivesse assistindo toda a sequência de Harry Potter e esquecesse os acontecimentos, voltando a lembrar dos detalhes de todos os outros filmes assistidos.

Perdi mais alguns minutos batucando o dedo sob a bancada da cozinha, nada me dava sono, nem o puro tédio. Suspirei cansado, andando calmamente para o meu corredor. Quando ia abrir a porta de meu quarto, notei que havia um par de tênis jogado na porta entreaberta do outro quarto. Jung Hoseok está aqui?

Dei poucos passos para enxergar o que estava acontecendo ali atrás daquela porta, vendo com nitidez o moreno dormindo pesado. Mordi o lábio, meu coração acelerou em vê-lo.

Balancei a cabeça negativamente, indo para os aposentos de meu irmão. Era um lugar melhor para eu dormir que o meu quarto. Jungkook me faria esquecer do que passei com Hoseok e também me faria dormir. Dei duas batidas de leve em sua porta, a abrindo e contemplando um moreno a fitar o teto com um baseado nos lábios.

–Sem sono? – Perguntou ele tragando o fumo. – Não está bem? – Nunca houve segredos entre mim e Jeon, mas a minha noite com Hoseok não será ressaltada em nossas conversas.

–Estou bem. Nervoso com o jogo de amanhã. – Menti. – Posso dormir com você?

–Claro maninho! – Exclamou, finalmente me encarando. – Jung vai dormir aqui está noite. Vai fazer um trabalho para o pai para conseguir dinheiro. – Deitei-me em sua cama.

–Podemos trocar de assunto? – O encarei.

–Yoongi... – Murmurou – Por que está assim?

–...medo. – Me cobri com suas cobertas azuis. – Medo de gostar muito de alguém a ponto de isso me machucar.

–Não tem como gostar de alguém e ficar intacto. – Ele tragou mais profundamente, sorrindo enquanto a fumaça saia dentre seus lábios. – Por que esse medo?

–Lembra dos outros relacionamentos? Algo sempre acontece. – Sussurrei. – Mas eu acho que é só um incomodo por causa dos alunos que mexeram comigo. – Jeon sorriu fraco, iniciando carinho em meu cabelo. – Está fumando porque não consegue dormir? – Assentiu – Com quem arrumou isso? Não lembro de ter te dado. – Kook desviou o olhar.

–Arrumei com o Nam.

 

 

 

 

É

ISSO

PRONTO

RESOLVEREI

MEUS

PROBLEMAS

 

 

 

–Me empresta seu celular? – O moreno me entregou o aparelho sem sequer questionar. Liguei para Namjoon, e o azulado não tardou em me atender. Sei que são quatro fucking horas da manhã, mas sei que Namjoon tem problemas para dormir. E por isso mesmo será ele que vai me ajudar! – Oi Namjoon!

–...Yoongi? Por que diabos está me ligando do celular do Jungkook?

–O meu está muito longe e estou com preguiça de ir buscar. – Tenho certeza que ele revirou os olhos – Mas, escuta... – Mordi o lábio – Eu preciso de uma ajuda sua.

–Minha ajuda...? Às 4 da manhã você precisa da minha ajuda?

–É para uma boa causa. Eu estou enlouquecendo e beirando a nervosismo. Será que você poderia me fazer o favor de me “emprestar” os “remédios” dos seus pais? – Namjoon ficou em silêncio por um tempo.

–MÃE? MÃE? – Ele começou a gritar – Um amigo meu virá aqui. Lembra do Yoongi, certo?! – Namjoon suspirou derrotado – Ok Yoongi, ela está mais chapada que aquela vez em que te confundiu com a pia. Venha logo antes que eu mude de ideia quanto à isso.

–Posso levar Jungkook? – Jeon olhou-me desconfiado. – Ele também não consegue dormir.

–Traz. Mas ele não vai usar nada. Há limites nessa casa.

–Sei. 

 

 

...***...

 

 

Apertei a campainha metálica do prédio do Kim, ficando na ponta dos pés para ver se havia algum movimento lá dentro. Namjoon demorou cinco minutos para abrir a porta para nós dois, visto que ele não usou o elevador e desceu seis escadas. O azulado sorriu de maneira simpática, pedindo gentilmente para que entrássemos antes que começasse a chover. Assim que entramos, Kim se calou enquanto coçava a nuca envergonhado.

–Antes de subirem eu queria informar que a minha mãe e o meu pai chegaram de viagem e... – Ele brincou com o olhar – Estão “mal”. – Mordeu o lábio. – Eles vão me fazer passar vergonha com toda certeza. – Massageei as costas do mais novo, e Jungkook segurou sua mão.

Namjoon tem inúmeros problemas familiares, tanto é que ele evita nos levar para a casa dele por causa disso. Quem normalmente vem aqui são Jimin e Lydia, isso porque insistem muito em vir apoiar os Kim’’s com tudo isso. Digamos que os pais de Namjoon e Leah são dependentes químicos, não ao ponto de baterem nos filhos e perderem seus empregos, mas ao ponto de dizerem coisas ruins, envergonhá-los, gritarem e não trata-los como filhos. Ambos tem o mesmo serviço em um aeroporto, são cargos altos que os fazem viajar pra caralho e conseguir dinheiro o suficiente para a família e drogas.

Ano passado, 2016, a mãe de Namjoon, a senhora Kim Kyuna, teve duas overdoses e conseguiu gastar todo o salário em bebidas caras e “pó”. Seu pai a superou, tendo quatro overdoses gravíssimas. Visto isso, depois de três meses de pura sobriedade, o senhor Kim Kihyun decidiu que seu salário seria dado por inteiro para Namjoon, que ficou responsável em cuidar de tudo da casa e do pagamento escolar. Os pais do Nam continuaram intactos por mais dois meses, até uma festa que meu pai e o pai de do Hoseok decidiram dar – Havia mais falsidade do que um “entendi” na aula de matemática.

Porém, Nam me informou que tudo está dando certo. Seus pais continuam ausentes e perto da morte, mas financeiramente ele e a irmã conseguem viver. Principalmente com o fato de Namjoon ser muito responsável e organizado com tudo!

–Gente... – Chegamos em seu apartamento (o mais caro e luxuoso de todo o prédio por sinal). – A minha mãe está fora dos limites hoje, por favor... – Jungkook selou sua bochecha de forma fofa, fazendo o Kim sorrir. – Apenas ignorem.

O azulado abriu a porta, dando passagem para mim e para Jeon. Olhei em volta, nada mudou desde a última vez que viemos aqui. Exceto o cheiro, o cheiro mudou pra caralho. Todo o apartamento cheirava a cigarro, não sei se lembram mas Namjoon odeia com todas as forças cigarro! As coisas já são complicadas, e com esse “detalhe” tudo fica mais difícil. As luzes da sala eram azuis e vermelhas, os sofás estavam organizados e a cozinha limpa. Andando para mais perto da sala pude ver a mãe de meu amigo deitada no chão, um cigarro entre os lábios, algumas pílulas pelo chão e duas carreiras sobre a mesinha de centro.

O cheiro daquele lugar estava fazendo Jeon tossir, o que fez Namjoon ignorar os gritos e risos excessivos da mãe e nos levar diretamente para o andar de cima. Quando estávamos subindo as escadas eu vi o pai do Kim, ria do visor do celular enquanto bebia uma garrafa de tequila. Nam permaneceu a ignorar, abrindo a porta do andar de cima. Não havia nenhum sinal de cigarro naquela área. Era um cheiro doce de lírio, perfume masculino com perfume feminino e rosas!

O maior chaveou a porta e nos guiou até seu quarto, o abrindo com certo cuidado e me dando o prazer de ver um lugar totalmente brilhante por causa de luzinhas de natal e luminárias coloridas. Aqui era praticamente um estúdio de criação do moleque. A porta foi fechada atrás de nós e Nam foi até sua mesa, retirando de suas gavetas alguns saquinhos plásticos, fazendo-me abrir um sorriso enorme. Sentei na cadeira a frente de sua mesa, como se fosse um escritório, Jeon se deitou na cama do outro.

–Ok, Yoongi... Antes de dopar o próprio cu, me explique por que essa urgência em se chapar. – Revirei os olhos. – Conte ou nada feito.

–Eu preciso me acalmar. – Mexi em um de seus recipientes.

–Com cocaína? – Riu sarcástico – Irônico, Min Yoongi. Mas se acalmar para que? O que está te deixando nervoso? – olhei rapidamente para Jungkook, que havia sumido do local. Provavelmente foi ver se Leah estava dormindo.

–Não posso estar gostando de alguém que conheço há três semanas. – Seu sorriso se tornou psicopata – Não é Hoseok.

–Não pode mentir para mentiroso, Min Yoongi. – Revirei os olhos, sentindo minhas bochechas aquecerem terrivelmente. – Estranho isso, Yoon. Não vai se apaixonar por ele, fique tranquilo. – O Kim colocou seu óculos, arrumando os pacotinhos em ordem – Agora vamos ao que interessa, quer algo básico para apenas se distrair e ficar bem para o jogo de amanhã? – Neguei – Hum. Algo médio para que apague por algumas horas e depois volte mais torto que o pau de um otaku que vê hentai? – Que comparação de merda foi essa? Neguei também – Quer algo muito forte a ponto de achar que foi atingido por uma bala no peito? – O olhei firme. O maior sorriu. – Vamos usar uma mistura então. Mas e o jogo de amanhã?

–Eu dou um jeito. – Ele tocou meu rosto machucado, descendo os dedos por meu pescoço – Que foi?

–...Nunca vi homofóbicos darem chupões em um homossexual. – Arqueou uma sobrancelha. Eu pigarreei nervoso. – Certo, voltando ao foco! – Ele guardou todos os pacotinhos em outra gaveta, tirando um em especial com uma seringa e um vidro transparente. – Foi a primeira que eu fiz, eu rezo todos os dias para minha mãe não entrar aqui e... – Ele tirou o óculos – Q-quer algo para se sentir morto e vivo ao mesmo tempo, né?! – Ele ajeitou o liquido na seringa, antes de me injetar ele abriu a gaveta no fundo, era pó de anjo? Really? – Cheire isto antes, demora um pouquinho pra mistura fazer efeito.

–Ok. Só uma pergunta... – O azulado se colocou em pé – O que tem nessa merda? – Ele sorriu.

–Medicação da minha mãe, elementos químicos de algumas droguinhas que meus pais me trouxeram da Inglaterra, ópio, pílulas que eu consegui com um amigo europeu, coca, e um segredinho. – Sorriu orgulhoso.

–Isso vai me matar?

–Torcemos para que sim. – Eu sorri para ele, estendendo meu braço. – Não é ai... – Ele foi para trás de minha cadeira – Cheira o negócio faz favor! – Me abaixei para fazer o que ele ordenou. Tudo estava indo bem até eu sentir uma picada dolorida em meu trapézio, sabe o músculo perto do ombro? Ali mesmo. – Agora espere.

–...Nam... – Meu sangue ferveu por alguns segundos, já meus olhos arderam. – Nam...- Ele se sentou na cama. – ...Nam... – Murmurei, era o pó fazendo efeito. – Puta merda, Nam... – Respirei fundo.

–O que foi? – Perguntou.

–O angel dust... Que bagulho foda do caralho, como eu nunca provei isso? – Eu sorri colocando as mãos em minha cabeça. – Que porra foda, mano! – Jungkook invadiu o quarto. Eu o olhei sorrindo mais que o sol. – Meu irmãozinho, bebê lindinho, meu anjinho, meu amor, meu tudinho, meu pão de mel! – Me levantei para abraça-lo.

–Deu pra ele? – Indagou meu irmão.

–O cu não. – Namjoon respondeu como se não fosse nada – Kookie, vai lá embaixo e pega umas duas garrafas de licor. E uma caixa de bombons escrita “Coffe – Fantasy, é o que há”. – Meu irmão sorriu e balançou a cabeça, saindo de meu abraço e do quarto. – Não sei porque escrevem o nome ao contrário, mas “é o que há”. – O encarei sério. A raiva predominou-me por alguns instantes. – O que houve? – Cerrei meu punho, pronto para afundar seu rosto com o soco mais forte que podia dar. Algo que fiz. Namjoon nem teve tempo de desviar. – QUE PORRA, YOONGI! VAI PRO INFERNO, FILHO DA PUTA!

–VOCÊ QUE É UM FILHA DA PUTA DO CARALHO, SEU INÚTIL, IDIOTA DA PORRA!

–ESSA PUTA TÁ PAGANDO AS SUAS DROGAS, SEU MERDA! PORRA, POR QUE ME BATEU? TÁ ATÉ SANGRANDO! – Ele se levantou indo para frente do espelho – O QUE DEU EM TI CACETE? O QUE EU FIZ? – Limpou o sangue com a mão.

–VOCÊ TIROU A VIRGINDADE DO MEU ANJINHO! – gritei me jogando na cama. Kim me olhou assustado – Ele não me contou mas eu vi a troca de olhares, eu vi as marcas na clavícula dele, e advinha quem ama clavículas? Kim Namjoon, Namjoon Kim, seu... seu... pedófilo! Ele é meu bebê! – Kim arregalou os olhos.

–Ele só é dois anos mais novo que eu. – Respondeu sério. – Eu ajudei o seu irmão, ok?! E eu não acho que o meu agradecimento merecido seja um soco na cara de um guri drogado, que por acaso é meu melhor amigo. – Eu comecei a respirar de forma ofegante, meu coração doía.

–Foi na noite em que ele me falou que é transexual... Né?! Foi naquela noite, não foi? Naquela noite estupida, escura, ridícula, que eu espero esquecer com todas essas drogas que me deu, como teve coragem de fazer isso com o Jungkook? Ele é um baby, como você pode, como conseguiu? Por que naquela noite? Por que na minha casa; por que durante aquela noite? – Eu falava extremamente rápido. O azulado me olhou desconfiado.

–O que aconteceu naquela noite...? – Eu o olhei constrangido, baguncei meu cabelo, o olhei novamente e desviei meus olhos dos seus. Namjoon ficou boquiaberto, arregalou os olhos e pôs as mãos sobre a boca. – Não acredito... Você e- O interrompi o mais rápido que pude com um grito.

–EU DEI PRO HOSEOK! NÃO FOI UMA VEZ, NÃO FORAM DUAS VEZES, FORAM QUATRO VEZES DA TARDE ATÉ A UMA HORA DA MANHÃ! EU DEI, DEI E DEI MAIS! EU TÔ COM UMA PUTA DOR DESDE AQUELA NOITE, EU TÔ TODO MARCADO, TODO ROXO, E QUERO DAR DE NOVO! QUERO DAR MUITO, QUERO DAR MAIS DO QUE EU CONSIGO, QUERO DAR TANTO QUE ELE NÃO AGUENTE MAIS E CAIA EXAUSTO DO MEU LADO! SE EU PUDESSE EU TAVA DANDO PRA CACETE, SENTINDO O CARALHO DELE BEM NO FUNDO, EU JURO, EU QUERO CHUPAR TANTO AQUELE FILHO DA MÃE DO CAPIROTO, GOSTOSO DO CARALHO! TU JÁ VIU O CORPO DAQUELE GOSTOSO? ELE É MUITO GOSTOSO! NAMJOON, EU DEI E QUERO DAR PRO HOSEOK! E PIOR, EU ACHO QUE TÔ GOSTANDO DELE! É TIPO AMOR DE PIKA, DÁ E FICA! EU AMO O PAU DE JUNG HOSEOK, MEU CU AMA TAMBÉM, O MEU PAU TAMBÉM! NAMJOON VOCÊ NÃO TÁ ME ENTENDENDO NEM UM POUCO DIREITO... – foi a vez do Namjoon me interromper.

–Eu tô entendendo sim, pode se acalmar por favor? – Eu assenti, respirando fundo. Nam passou a mão pelo próprio rosto. – Transou com Hoseok. Filho do inimigo do seu pai. Seu professor particular de matemática. Garoto que você teve um ódio sem sentido no começo. O moreno que fumou um baseado ao contrário contigo. O menino que tem problemas parecidos com os seus. Ok. – Ele suspirou – Agora me responde mais uma coisinha, pra que essa glicose anal do caralho? Pra que esse medo de gostar dele? Hoseok é um partidão! – o roseado disse irritado, dando-me um tapa na testa.

–Quando pintou seu cabelo de rosa? Quer combinar com o do Seokjin? – Fiquei parado uns segundos – Quer dizer, com o do Jimin? – O Kim arqueou as sobrancelhas. – Eu acho que vou ligar para o Sam.

–Sam? Nosso professor de artes, Sam? – Assenti, pegando meu celular – Pra que?

–Vou marcar um encontro. Faz muito tempo que não saio com alguém legal, divertido e empregado. – Ele revirou os olhos – Cadê Jungkook com a minha bebida?

–Aqui... – O moreno surgiu do meu lado de repente. Eu fiquei boquiaberto – Não escutei nada que os vizinhos já não saibam pelos seus berros. – Suspirei derrotado – Assim, se você deu pro Hoseok eu tenho direito de dar pro Namjoon. – Peguei a garrafa de licor da sua mão, sorrindo falsamente para o menino.

–Teu cu. – Disse calmamente, me dirigindo para a escada de incêndio do prédio.

–Onde vai? – Nam e Kookie perguntaram ao mesmo tempo.

–Tenho uma festa para ir amores! – Bebi um gole do licor, fechando meus olhos em uma careta. – Já volto meus gostosos! Se se comerem eu corto o pinto do Namjoon! – Comecei a descer a escada, faltavam apenas dois degraus para que eu conseguisse atingir o chão, mas eu resvalei, bati o queixo no ferro e caí na brita.

 

 

Erva até na minha roupa

Uísque é minha respiração

Minha única oração para Deus

É pedindo a morte

 

 

Ótimo dia para ser Min Yoongi, um paranoico drogado, apaixonado, doido para dar pro crush e querendo se matar.

 

 

Eu ainda sinto o cheiro do seu perfume

Como se você não tivesse ido

Sentindo falta de ficar até tarde da noite

Com você dando chupões no meu pescoço

 

...***...

 

 

Com um shorts branco curtíssimo, uma bunda enorme e voluptuosa assim como suas coxas, cabelos negros extremamente longos, uma blusa azul escura e essa era a garota sorridente a qual conheci na festa em que estou. Já virei a garrafa que Namjoon havia me dado, atualmente eu me encontrava em uma festa do outro lado da cidade, com Carolina Chachki, organizadora de um “baile funk beneficente”.

Eu não tenho a mínima ideia do que estou cantando – assim como a maioria dos coreanos aqui presentes, que apenas rebolam freneticamente e caem de bêbados por não estarem acostumados com cachaça – mas eu tô aqui cantando, dançando, sarrando – acho que é assim que se diz, e claro, bebendo uma caipirinha com a Carolina. Eu juro a bunda dela tem mais fogo e vida própria que a minha!

 

 

Garrafa vazia

Entorpecendo toda a dor

Acordando de manhã

As circunstâncias ainda são as mesmas

 

 

–Conseguiu esquecer o que estava tentando esquecer? – Ela indagou, finalmente parando de rebolar com algumas garotas e bebendo a bebida comigo.

–Hora ou outra eu lembro que queria estar com o Hoseok, mas daí eu penso em como meus lances sempre dão errado e tudo acaba arruinado, daí eu fico um pouco depressivo, você me dá bebida eu volto a ficar feliz! – Ela riu.

–Vem comigo? Quero uma batidinha.

–Que porra é essa? – Ela me puxou pelo pulso até o bar.

–Leite condensado, frutinha, vodka. – Paramos em frente ao balcão, onde um moço negro de olhos azuis gostoso pra porra nos servia com um sorriso. – Yoongi esse é o Rodrigo, um amigo meu. Quer um beijo dele? – o moreno nos olhava sem entender. Eu apenas assenti. Ela sorriu abertamente, indo até o maior e o beijando de forma bem escandalosa, sussurrando algo em seu ouvido depois. O mais alto veio até mim, e colocou a mão em meu pescoço, logo se apossando de meus lábios. Meu santo Deus, o paraíso existe e tá na boca desse cara! – Obrigada, Rodrigo! – Ela me puxou, cortando o beijo e saindo com sua bebida – Curtiu?

–Ahn... Sim!

 

 

Estou com problemas para manter

A sanidade dentro do meu maldito cérebro

Foder uma vadia, e depois pagar

Eles se perguntam por que estou tão sozinho

 

 

Shot. Eu tô virando uma shot. Quando que eu vim parar numa rodinha assim?

–YOONGI! – Carol gritou enquanto ria e me alcançava outra shot – É A SUA VEZ NENÊ! – Peguei a shot de sua mão, olhando para o liquido esverdeado. Absinto. Isso vai doer! – Espera, espera, vou colocar o foguinho... – Pegou fogo. Eu bebi o fogo e o xixi do Sherek.

–Carol... Eu acho que vou embora. Está tarde, eu tenho aula amanhã. – Meu lado consciente falou mais alto que o lado entupido de droga.

–Na Coreia você tem aula no domingo?

–O que? – Perguntei me levantando.

–É sábado à noite, Min. – Arregalei os olhos – Faltam dois minutos para a meia-noite...

Minhas pernas bobearam, e ao invés de eu cair de joelhos no chão, eu comecei a correr. Corri para a saída o mais rápido que pude, nem me despedi da Carolina, apenas corri para bem longe dali.

Está chovendo, sinto meu estômago revirar por culpa de tudo que bebi e fumei. Fechei os olhos e continuei correndo, o mais rápido que podia para conseguir sair daquele lado da cidade. Na realidade, eu não sabia para onde estava indo! Eu só corria e sentia meu corpo doer, a garganta arder, o estômago revirar e meu cérebro me castigar. O som que meus tênis provocavam no asfalto eram o único barulho que superava as batidas desesperadas de meu coração. Eu estava de regata e com uma calça jeans rasgada, sentia o maldito frio do inverno me atingir com todo seu esplendor. 

 

 

Eles se perguntam por que estou tão sozinho

Me pergunto por que estou tão frio

Porque não preciso de nenhuma ajuda

 

 

Uma música começou a tocar muito alto na rua em que eu corria, me acordando para ver aonde aqueles vinte e seis minutos de corrida me levaram. Era a escola de Jung Hoseok. Estava com uma música muito alto, um remix do David Guetta provavelmente, e muitos alunos comemoravam algo. Me aproximei, vendo todos pularem com um troféu um pouquinho mais longe da gritaria. Perguntei ao um garotinho moreno, com lente de contato azul e franja cacheada aonde o Hoseok estava. Sim, estou desesperado para vê-lo!

–Qual seu nome? – Perguntou antes de responder.

–Min Yoongi. – Falei com a respiração descoordenada.

–Uau! Bom... – Ele coçou a nuca – Ele saiu daqui a sua procura faz duas horas. Parece que todos estão atrás do seu paradeiro. – Dei alguns passos para trás – Você está bem...?

 

 

 

Gritos. Era somente o que eu escutava. Gritos sobre como eu sou tolo. Berros esfregando na minha cara que sou um fraco. Uma voz que esbravejava ódio!

 

COMO CONSEGUIU PREOCUPAR A TODOS, SEU VERME INÚTIL?

 

Suspirei, peguei da mão de uma garota sua garrafa de whisky, dando inúmeros goles longos.

 

Beba mais, você nunca fica satisfeito com porra nenhuma mesmo.

 

Deixei a garrafa com um pouco de bebida ainda, indo até um garoto que fumava um cigarro e o pegando.

 

Cigarro? Sério? Não tinha uma merda pior não? Cocaína? Maconha? HEROÍNA? Fuma cabelo, mas não fuma essa caralha ai, seu estúpido.

 

Pisei no cigarro que eu tragava, saindo extasiado do local. Voltei a correr para lugar nenhum. Só pensava em achar Hoseok. Só queria dizer que eu estava bem e que não precisa se preocupar.

 

Nossa Yoongi... Não acredito que você é ridículo e trouxa a esse nível.

 

Me ajoelhei em um ponto de ônibus, abaixei meu corpo e vomitei parte de meu fígado.

 

Além de estar sem cérebro vai ficar sem fígado, que bonito Min Yoongi, que bonito!

 

Permaneci a correr para sei lá qual fosse meu destino, quero um abraço de Hoseok. Mesmo que dê tudo errado.

 

Yoongie... Você sabe que seus relacionamentos só dão errado por culpa sua, né? Você é a parte estragada, meu querido. A culpa é toda sua!

 

Parei de correr. Senti algumas gotas de chuva molharem minha pele.

–VAI SE FODER! – Gritei para mim mesmo, batendo em minha cabeça.

Fitei o local em que estava. Estou em frente à casa de Jung Hoseok. O moreno estava na janela andando de um lado para o outro com o celular em mãos. Apanhei meu celular, discando seu número e sentando no meio do asfalto.

 

 

 

Vadia, eu faço tudo sozinho

Fazendo os números que você nunca verá

Este não é um passatempo, é uma parte de mim

 

 

 

–O-oi. – Murmurei.

–OI! YOONGI, ONDE VOCÊ ESTÁ?

–Eu estou perto. – Sussurrei. – Por favor não grite.

–MAS... Ok. Faz dias que não te vejo.

–É. Faz dias que te evito.

–Por que me evitar? Se quer que eu esqueça aquela noite... e-eu esqueço.

–Não é isso. Eu sou tóxico demais para um cara como você. Não quero que esqueça aquela noite. Quero que finja que nada aconteceu.

–Você vai voltar se eu fizer isso?

–Não. Mas preciso que faça isso. – A chuva aumentou. – Beijo.

–Beijo.

 

 

Adolescente com alguma intuição

Escute o que eu digo

Me disseram que eu nunca poderia ser

Tudo o que eu sou agora

Tudo o que eu tenho é espaço para crescer

Porque não tem como me quebrar e me jogar pra baixo

 

...***...

 

 

Fazem sete dias desde o telefonema com Hoseok. Nesses sete dias eu vomitei, eu apaguei, eu dancei, eu me droguei, eu chorei. E atualmente, eu me encontro morto na calçada próxima a boate preferida da Lydia. Eu não me sinto bem. Eu estou horrorizado com tudo o que fiz. Eu só queria voltar, não inalar nada, não beber nada, não injetar nada.

Lydia me achou e eu vomitei nos sapatos favoritos dela.

 

Que merda.

 

 

Fiquei no fundo por muito tempo

Você acha que me conhece

Você entendeu tudo errado


Notas Finais


não me matem ainda

(explicações no próximo cap)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...